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Planos

 O pontificado de Jorge Samek está chegando ao fim. Após 12 anos no cargo, o mais longevo diretor-geral da história de Itaipu Binacional vai deixar a empresa até agosto. Segundo fonte do Palácio do Planalto, sua saída já teria sido acertada com a própria presidente Dilma Rousseff. Nomeado para o comando da hidrelétrica no primeiro mandato de Lula, Samek notabilizou-se como um dos mais influentes conselheiros de Dilma para o setor elétrico, desde os tempos em que ela ocupava o Ministério de Minas e Energia. Nos últimos meses, no entanto, a relação perdeu voltagem. Samek já não desfruta de tanto prestígio. No início do ano, o expresidente Lula chegou a trabalhar pela sua indicação para a Pasta de Minas e Energia, mas Dilma rechaçou a indicação. Quadro histórico do PT paranaense, Jorge Samek talvez tenha apenas cometido o pecadilho de estar no lugar errado na hora errada, mas o fato é que o seu esvaziamento coincide com a Lava Jato. Para todos os efeitos, ele segue imune ao petrolão: seu nome não aparece em qualquer depoimento. No entanto, uma a uma, todas as cartas mais altas ao seu redor têm caído sobre a mesa. O ex-deputado André Vargas e o tesoureiro do partido, João Vaccari Neto, estão presos. Já a senadora Gleisi Hoffmann e seu marido, Paulo Bernardo, são citados nos depoimentos do doleiro Alberto Youssef. Ou seja: o PT do Paraná é uma lâmpada incandescente do qual Dilma pretende manter prudente distância. Isso vale para Samek. Caso se confirme a sua saída, a última impressão que ficará da longa gestão de Jorge Samek é um ajuste a  la Joaquim Levy. Nos últimos três anos, Samek tem feito uma série de cortes na companhia. O número de funcionários caiu 15%, índice que só não foi maior devido a  resistência do governo paraguaio, sócio e cogestor da companhia, em acompanhar o congelamento de postos de trabalho feito do lado de cá da fronteira. Hoje, a porção brasileira tem 1.390 trabalhadores, contra 1.783 no país vizinho. No ano passado, as despesas operacionais caíram 10%. Se estivesse numa empresa de Jorge Paulo Lemann, a navalhada valeria a Samek um polpudo bônus de fim de ano, fora os tapinhas nas costas. Numa estatal, no entanto, tais números cobram um certo preço – mesmo em época de constrição orçamentária. A gestão contracionista dos últimos anos, potencializada pela inevitável fadiga de relacionamento após tantos anos no mesmo cargo, acentuou o desgaste de Samek dentro de Itaipu Binacional, criando um cenário mais desfavorável a  sua permanência no cargo.

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15.06.15
ED. 5141

Cimenteira irlandesa a caminho do Brasil

A CRH, com sede na República da Irlanda, tem planos de desembarcar no mercado brasileiro de cimento, juntando-se a outros estrangeiros do setor, como a Cimpor e a dobradinha Lafarge/Holcim. Por sinal, a dupla francosuíça pode vir a ser uma peça-chave para o ingresso dos irlandeses no país. A CRH estuda a compra das fábricas que Lafarge e Holcim terão de vender – condição imposta pelo Cade para aprovar a fusão entre as duas empresas. O pacote que deverá ser colocado sobre o balcão equivale a um terço de toda a capacidade da Lafarge e da Holcim no país. A compra integral desses ativos – leia-se uma produção total em torno de 3,5 milhões de toneladas/ano – permitiria a  CRH chegar ao Brasil entrando diretamente no G-5 do cimento. Não seria a primeira vez que os irlandeses se beneficiariam com a fusão entre os dois grupos. No início deste ano, eles fecharam a aquisição de US$ 7 bilhões em ativos da Lafarge e da Holcim na Europa. Além da Irlanda, a CRH tem fábricas em outros 20 países no continente e opera também nos Estados Unidos. No ano passado, faturou cerca de 19 bilhões de euros.

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15.06.15
ED. 5141

Garage sale

Quem quiser comprar um guindaste em boas condições, uma perfuratriz seminova ou um trator de segunda mão, favor procurar a Camargo Corrêa. Enquanto a divisão cimenteira do grupo tenta captar R$ 1 bilhão no mercado, a construtora realiza um leilão de equipamentos. Em tempo: os lances podem ser dados até amanhã, dia 16.

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15.06.15
ED. 5141

Carta ao pai

Se Franz Kafka revivesse nos nossos dias, não mais daria o nome de Josef K ao protagonista do labiríntico “O Processo”. O novo nome seria simplesmente Odebrecht. Os baianos estão sendo asfixiados. Falta contar por que querem tanto sacrificá-los.

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15.06.15
ED. 5141

Usucapião

 O presidente da TAP, Fernando Pinto, comunicou ao governo português que só fica no cargo até a transferência efetiva do controle para a Azul. Na companhia brasileira, no entanto, a impressão é de que o executivo está apenas fazendo charme, a  espera de um convite de David Neeleman para seguir na mesma cadeira onde está há 15 anos.

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15.06.15
ED. 5141

Adivinhão

Logo após a confirmação de que seu nome não estava entre os 140 convocados pela CPI da Petrobras, Eduardo Cunha atendeu a vários telefonemas de correligionários sempre com a mesma frase: “Eu não te disse, eu não te disse?”

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15.06.15
ED. 5141

Funcef

A Funcef estaria em busca de um comprador para suas participações em hotéis no Rio de Janeiro, São Paulo e Pernambuco. Oficialmente, a fundação nega a venda.

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15.06.15
ED. 5141

O presidente da

O presidente da Casan, Valter José Gallina, está na corda bamba. O governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, deu um prazo até o fim deste ano para que o número de concessões da empresa de saneamento volte a crescer. Ano após ano, a estatal perde ao menos um contrato. A companhia, que já atendeu 209 cidades, hoje está presente em apenas 197 municípios. Para piorar a situação de Gallina, Colombo tem um xodó especial pela Casan, empresa que ele comandou entre 1995 e 1999.

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