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Planos
17.04.15
ED. 5103

Gerdau, Carf e um rastilho de coincidências

Pouco a pouco, algumas peças vão se encaixando no quebra-cabeças da Operação Zelotes. No caso específico do ex-conselheiro do Carf José Ricardo Silva e da Gerdau, a imagem que começa a se formar é a mais nebulosa possível. A cronologia dos derradeiros passos do ex-conselheiro lança mais dúvidas sobre seu relacionamento com o grupo gaúcho. Há inexplicadas coincidências entre o timing da saída de Silva do Carf e o julgamento dos processos de nos 10680.724392/2010- 28 e 11080.723701/2010- 74, por meio dos quais a siderúrgica contesta autuações do Fisco da ordem de R$ 4 bilhões. Os fatos só agravam a situação dos Gerdau, que, segundo as investigações da Polícia Federal, teriam negociado o pagamento de propina em troca de decisões favoráveis no Carf. Aliás, neste momento, não há nada que irrite mais Jorge Gerdau do que ser chamado de corrupto, um epíteto que não se coaduna com sua ilibada trajetória. Os dois procedimentos administrativos entraram na pauta de julgamento da sessão de 28 de janeiro de 2014 da 1ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais (CSRF). No entanto, como mostra a ata da sessão, a então vice-presidente do Carf Susy Hoffmann pediu vista dos processos. A Gerdau se encheu de esperanças. Desnecessário dizer que estes procedimentos administrativos tinham como relator exatamente José Ricardo da Silva, apontado pela PF como um dos líderes do suposto esquema de propinas no Carf. Apenas dois dias depois deste pedido de vista, ou seja, em 30 de janeiro de 2014, Silva protocolou seu pedido de dispensa do Carf, conforme consta do processo no 15169.000010/2014- 11. Sua saída se formalizou em portaria publicada no DOU de 7 de fevereiro, a dois anos e dois meses do fim do seu mandato. Por alguma razão, Silva considerou que sua missão no Carf já estava cumprida. Há ainda outra insólita proximidade de datas. Segundo informações vazadas na imprensa, a PF começou a investigar as denúncias de propina dentro do Carf em fevereiro de 2014, a partir de cartas anônimas certamente recebidas antes do pedido de dispensa protocolado por Silva. A saída de José Ricardo da Silva do conselho não encerra a sequência de estranhezas. Pelo regimento do Carf, nos casos de pedido de vista, o processo deve ser obrigatoriamente incluído na pauta de julgamentos da reunião subsequente. Entretanto, não foi o que ocorreu no caso da Gerdau. A 1ª Turma da CSRF voltou a se reunir no dia 18 de março de 2014, mas os dois processos não entraram em pauta. Até hoje aguardam julgamento. Consultada, a Gerdau disse que “até o momento não foi contatada por nenhuma autoridade pública a respeito da Operação Zelotes”. Garantiu ainda que “nenhuma importância foi paga a qualquer pessoa física ou jurídica por conta de sua atuação em nome da Gerdau junto ao Carf”. O RR fez várias tentativas de contato com José Ricardo da Silva, mas não obteve retorno até o fechamento da edição.

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17.04.15
ED. 5103

Pingo no deserto

Sinal dos tempos: Vasco Luce, presidente da divisão de bebidas da Pepsico para a América Latina, respirou aliviado diante do aumento de 0,5% nas vendas de refrigerantes no Brasil durante o primeiro trimestre. Talvez tenha sido excesso de cautela, mas a companhia trabalhava com a possibilidade de queda dos resultados entre janeiro e março. Procurada, a Pepsico informou que não comenta resultados.

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17.04.15
ED. 5103

Elefante de areia

Na falta de candidatos ao negócio, a OAS já cogita entregar a concessão da Arena das Dunas para o governo do Rio Grande do Norte.

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17.04.15
ED. 5103

Múltipla escolha

O destino de Ideli Salvatti, que foi ejetada da Secretaria de Direitos Humanos para dar lugar a Pepe Vargas, ainda é uma incógnita. Ela pode ficar com a presidência dos Correios, assumir uma diretoria na CEF ou acabar na Eletrosul. Bem, ao relento ela não fica.

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17.04.15
ED. 5103

Mansardas

No momento em que o mercado imobiliário brasileiro desce a ladeira, a Standard Pacific Homes está desembarcando no país. Especializado em imóveis residenciais de luxo, o grupo norte-americano procura sócios locais para erguer um condomínio de mansões em São Paulo.

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17.04.15
ED. 5103

Diniz pai

Assim como a 7a divisão Panzer, do marechal Rommel, marchou sobre Paris, Abílio Diniz avança por todos os lados em direção ao board mundial do Carrefour. Em um front, negocia a compra de parte dos 8% do grupo pertencentes ao empresário Bernard Arnault; no outro, fisga o apoio do Colony Capital (dono de 5,6%) – nas contas de Abílio um voto certo para o conselho.

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17.04.15
ED. 5103

Diniz filho

Por sua vez, o rebento João Paulo Diniz se movimenta para ficar com a participação de Bernardinho na BodyTech. Oficialmente, a empresa nega a operação.

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17.04.15
ED. 5103

Amaggi Railway

O Grupo Amaggi, do senador Blairo Maggi, planeja criar um braço de concessões ferroviárias. A intenção é atuar sob o regime de Operador Ferroviário Independente (OFI). Neste caso, o investidor administra ferrovias de terceiros utilizando trens próprios. A ANTT pretende realizar as primeiras licitações no modelo de OFI ainda neste ano.

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17.04.15
ED. 5103

Banho de PPPs

A Sabesp busca parceiros privados para tocar projetos de expansão da rede de saneamento no interior do estado, a começar por Ribeirão Preto.

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17.04.15
ED. 5103

Entre os investidores privados

Entre os investidores privados do setor aeroportuário, há um crescente incômodo com o dúbio papel que o modelo de concessão conferiu a  Infraero: mezzo acionista compulsória dos consórcios, mezzo bedel da administração aeroportuária. A estatal estaria repassando a  Secretaria da Aviação Civil uma série de indicadores desfavoráveis a  gestão dos terminais privatizados. O principal alvo das críticas seria a Aeroporto Brasil Viracopos, leia-se o Grupo Triunfo. Formalmente, a Infraero disse desconhecer o assunto e ressaltou que a fiscalização das concessões cabe a  Anac.

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