Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

Planos
23.02.15
ED. 5065

Concessões rodoviárias trafegam sobre o meio fio

A Operação Lava Jato não está sozinha. Uma conjugação de fatores ameaça jogar para o acostamento as licitações de rodovias realizadas pela ANTT em 2013 e 2014, tão festejadas por Dilma Rousseff. Há um risco real de defecções por parte dos investidores e, no limite, até mesmo de revisão ou cancelamento dos leilões. Os buracos na pista começam pelo funding dos projetos. O BNDES assegurou o financiamento de até 70% dos investimentos obrigatórios previstos no edital. Até agora, no entanto, não há qualquer compromisso contratual firmado entre os concessionários e o banco. Por ora, os consórcios vencedores da licitação receberam do BNDES apenas um term sheet, com as condições previstas para o desembolso dos empréstimos. Ou seja: tudo ainda está somente no campo das boas intenções. E boas intenções não pagam máquinas e equipamentos, fornecedores, cimento, operários etc. Outro fator de risco para a continuidade dos projetos são as draconianas condições impostas nos editais de licitação. Quando as concessões foram levadas a leilão, ainda não havia ?petrolão?, empreiteiras engessadas, dólar a  beira dos R$ 3,00, retenção de financiamentos públicos e ameaça de recessão. Tampouco havia a perspectiva de uma disparada no custo do asfalto, produto de preços administrados. No fim do ano passado, mais precisamente entre os dias 24 de novembro e 22 de dezembro, a Petrobras promoveu dois aumentos do insumo, que representaram uma alta acumulada de quase 40%. A realidade, portanto, mudou brutalmente desde o momento em que o governo definiu as regras para os leilões realizados nos últimos dois anos. Naquele momento, em meados de 2013, a exigência de duplicação das rodovias em cinco anos parecia palatável. Na atual conjuntura, tornou-se inexequível. Guardadas as devidas proporções, tal regra está para as concessionárias de rodovias assim como a obrigatoriedade de ter 30% de todos os blocos do pré-sal está para a Petrobras. Trata-se de uma exigência absolutamente despropositada para as circunstâncias, um bode que o governo colocou no meio da estrada e agora será obrigado a retirar sob o risco de assistir a  desistência de alguns investidores e, consequentemente, ao cancelamento de concessões já realizadas. O temor maior é com relação aos espécimes de menor porte. Um exemplo é o Consórcio Planalto, que arrematou a licença para operar a rodovia BR-050, entre Goiás e Minas Gerais. Nenhuma das nove empreiteiras que compõem o condomínio de investidores figura entre o primeiro time da construção pesada no Brasil. As concessionárias reivindicam também a adequação das exigências e metas de investimento a s particularidades de cada projeto. Os editais não levam em consideração especificidades e diferenças técnicas entre uma rodovia e outra. O modelo atual é uma peça monocromática, igual para todas as concessões, o que só agrava as distorções de custo. Já está mais do que na hora de o governo ouvir um velho pleito do ex-ministro Delfim Netto, para quem o Brasil deve parar de improvisar nas concessões públicas e recorrer a  moderna teoria dos leilões, com seus mecanismos de proteção para impedir que processos como esse naufraguem. Voluntarismo dá nisso: é muito buraco na estrada.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

23.02.15
ED. 5065

Carbonizado

O Morgan Stanley deverá anunciar em breve o writeoff da sua participação na CCX, jogando no ralo algo em torno de R$ 60 milhões. Nesse caso, no entanto, não há incautos. Consta que o banco norte-americano teria comprado fartos lotes do papel pouco antes de assumir a função de adviser da reestruturação da carvoeira. Bem feito!

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

23.02.15
ED. 5065

A Cesp está caçando investidores

A Cesp está caçando investidores privados para construir usinas movidas a energia solar. Faz sentido. Ao contrário da água, não há notícias de que vai faltar sol em São Paulo.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

23.02.15
ED. 5065

Beethoven

A limpeza na direção da Petrobras deverá varrer para longe o executivo Paulo Otto von Sperling, responsável pela ouvidoria-geral da empresa. Ex-assessor de José Dirceu, o ouvidor causou perplexidade na estatal ao dizer que seu setor nunca havia recebido denúncias internas de corrupção. Consultada, a Petrobras informou que Sperling “está de licença médica e retornará a s atividades ainda em fevereiro.”

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

23.02.15
ED. 5065

Energisa

 O balcão de negócios da família Botelho segue a pleno vapor. Após vender um lote de geradoras para a Brookfield, por R$ 1,4 bilhão, a Energisa deverá agora se desfazer de sua fatia de 20% na Companhia Industrial Cataguases. A participação na fabricante de tecidos é uma excentricidade que não cabe mais nos tempos atuais do grupo. Afinal, a compra da Rede Energia trouxe a reboque um passivo de R$ 6 bilhões. ,

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

23.02.15
ED. 5065

Pouso forçado

A Receita Federal abalroou as relações diplomáticas entre o Brasil e os Emirados arabes. O motivo é a decisão do Fisco de cobrar a Contribuição Social Sobre Lucro Líquido (CSLL) da Etihad e da Emirates. Em represália, as duas empresas já teriam ameaçado diminuir o número de voos no país – formalmente, a Etihad nega a medida. A dupla alega ter direito a  isenção da CSLL devido a um acordo bilateral entre Brasil e Emirados arabes.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

23.02.15
ED. 5065

Mão no freio

O que mais se ouve na Honda Motos não é o ruído dos motores, mas o metálico som de uma tesoura. Os japoneses estão promovendo uma série de cortes de investimentos no Brasil. Oficialmente, a empresa garante que os aportes e os lançamentos estão mantidos, apesar das “restrições de crédito, variações cambiais, inflação, cenário desfavorável…”

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

23.02.15
ED. 5065

Banco Pan

O Banco Pan prepara algumas ações para chacoalhar sua operação de crédito imobiliário. Não custa lembrar que a instituição tem como sócia a Caixa Econômica, o que, na prática, não tem surtido o efeito esperado.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

23.02.15
ED. 5065

Saneamento

Flávio Presser, novo presidente da gaúcha Corsan, recebeu a missão de resgatar um projeto que ficou em banho-maria no governo de Tarso Genro: a montagem de um colar de PPPs na área de saneamento.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.