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Planos
04.02.15
ED. 5055

EIG crava suas garras nas costas da Abengoa

A gestora de recursos EIG Global Partners tem plumagem de private equity e alma de fundo abutre. É capaz de sentir o cheiro de enxofre a milhas e milhas de distância. A carniça da vez é a Abengoa, a quem os norte-americanos estão se associando para a construção e operação de linhas transmissoras de energia no Brasil. Trata-se de um ativo bem ao paladar de carcará da EIG. A Abengoa é um saco de problemas, seu endividamento tem crescido a passos de guepardo e já bate na casa dos seis bilhões de euros. A situação tem tornado rarefeito o caixa da companhia, dificultando a execução do plano de negócios. O grupo terá de construir oito mil quilômetros de linhas nos próximos três anos e já opera quase mil quilômetros. A fragilidade da presa só aumenta a voracidade do predador. Para fechar a parceria, a EIG jogou o valor dos ativos para baixo e ainda exigiu o controle e a gestão. Procurada pelo RR, a Abengoa confirmou as negociações e afirmou que o fundo norte-americano ficará com uma participação majoritária na joint venture. Perguntado se a EIG terá uma opção de compra de suas ações, o grupo espanhol disse que esta informação “ainda não está disponível”. Todo o abutre sabe bem aonde pousa. Parece óbvio que a estratégia da EIG é se associar aos espanhóis e, aos poucos, comprar a participação dos sócios, reinando absoluta em uma empresa reestruturada e, em dois ou três anos, com caixa suficiente para arrematar novos trechos e participar de licitações da Aneel. A Abengoa, portanto, tem tudo para se juntar a  lista de espécies que acabaram abatidas pela EIG no Brasil. Os norte-americanos já cravaram seus gadanhos na Sete Brasil, fabricante de plataformas, e na Prumo Logística, antiga LLX. A primeira não consegue arrancar financiamento de lugar algum depois que eclodiu o “Petrolão”; a outra dispensa comentários após a débâcle do império X.

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04.02.15
ED. 5055

Synergy e Líder duelam pela Bombardier

A Bombardier virou o centro de uma disputa que opõe duas figuras históricas do mercado aeronáutico brasileiro. De um lado, José Afonso Assumpção, dono da Líder Aviação; do outro, German Efromovich, maior acionista do grupo Synergy, que promete revidar a perda histórica da parceria com a companhia canadense, da qual era representante exclusivo até 2013. Assumpção ganhou o contrato com manobras dignas de um piloto da esquadrilha da fumaça. Mas o acordo com a Bombardier tem mostrado algumas rachaduras. A Líder Aviação ainda não conseguiu convencer os canadenses de que tem estrutura suficiente para assumir a manutenção de toda a frota da Bombardier no país. O serviço continua sendo feito pela Synergy em um centro de manutenção em São José dos Campos (SP). Além disso, as vendas de aeronaves não decolaram. Oficialmente, a Líder afirma que “não tem enfrentado problemas para manter o acordo de comercialização de aeronaves Bombardier”. A aposta de Efromovich é que o desgaste entre a Líder Aviação e a Bombardier aumentará exponencialmente em 2015. Como se trata do terceiro ano do contrato, não há mais carência para que os resultados comerciais apareçam. A Synergy já fez contatos prévios com a Bombardier para tentar acertar novamente os ponteiros e reaver a parceria, que durou dez anos. Na avaliação de Efromovich, o distrato com a Synergy foi motivado muito mais por excesso de expectativas da Bombardier do que por algum problema real de queda nas vendas das aeronaves da fabricante. Por ora, Assumpção ainda tem em mãos o acordo, mas é bom que se movimente rapidamente para não ter surpresas ao longo do ano.

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04.02.15
ED. 5055

Batalha de aço

Usiminas e CSN caminhando lado a lado, amistosamente? Meu Deus! Não pode ser verdade! Mas saibam que é. Ambas vão duelar em conjunto com a indústria automobilística por conta da renovação dos contratos de venda de aço. De um lado, as siderúrgicas tentarão empurrar uma variação do câmbio da ordem de 20% em 2014; do outro, as montadoras vão contra-golpear com a queda de 7,5% na venda de veículos no ano passado.

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04.02.15
ED. 5055

Coalizão

Frase atribuída ao controverso empresário Ricardo Andrade Magro, ex-controlador da refinaria de Manguinhos, ao saber da vitória de Eduardo Cunha: “Eu voltei!”.

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04.02.15
ED. 5055

A duas mãos

A gaúcha CEEE busca parceiros privados para construir uma fornada de PCHs.

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04.02.15
ED. 5055

Pizza de limão

A Domino’s não consegue mais engolir o baixo apetite do Grupo Trigo, seu máster franqueado no país. O descontentamento se deve ao ritmo na abertura de lojas. Antes de derreter o parceiro de vez, talvez fosse bom os norte-americanos darem uma chegadinha no Brasil para ver a quantas anda a economia por aqui.

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04.02.15
ED. 5055

Quousque tandem abutere, PwC, patientia nostra?

Quousque tandem abutere, PwC, patientia nostra? Leia amanhã no RR a Carta Aberta do Auditor Anônimo.

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04.02.15
ED. 5055

Ralo abaixo

Enquanto as atenções se voltam na direção da Sabesp, a vizinha Copasa também vive seu inferno particular. Em pouco mais de 30 dias, a estatal mineira perdeu quase 35% do seu valor de mercado.

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04.02.15
ED. 5055

O empresário Bernardo Gradin

O empresário Bernardo Gradin, presidente da GranBio, desfilou na Disneylândia de Davos fazendo o maior marketing de si próprio. Buscou estar em todos os lugares onde se encontravam os pesos-pesados da economia, como Luiz Carlos Trabuco, Victor Hallack e Roberto Setubal. Ficava do lado fazendo pose de industrial pós-moderno, reflexivo, mas com direito a caras e bocas. Gradin, para quem não se lembra, é um daqueles que entrou com um pré-projeto na mão e nada na outra para levantar uma grana no BNDES. O objetivo era a produção de etanol a base de palha e bagaço de cana. Até agora, a GranBio tem mais financiamento do BNDES do que fábricas efetivamente funcionando para mostrar.

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