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Planos
13.10.14
ED. 4977

BTG já enxerga Leader e Renner na mesma vitrine

A Renner amava a Marisa, que amava a Leader, que amava o BTG Pactual, que, no fundo, só ama a si próprio. Em meio a s diversas possibilidades de enlace societário aventadas nos últimos meses, o banco tornou- se o príncipe consorte do varejo, personagem fundamental para o processo de consolidação do setor. Ainda ontem, sua alma gêmea atendia pelo nome de Lojas Marisa. As conversações prosseguem, mas, diante do impasse nas tratativas com a família Goldfarb, proprietária da companhia, o BTG tem trocado olhares cada vez mais insinuantes com a Renner. Em jogo, a associação com a Leader, rede controlada pelo banco de André Esteves. Na visão dos estilistas financeiros do BTG, comparativamente esta talvez seja uma operação até mais fácil de ser costurada. Ao contrário da Marisa – pertencente a uma família com história no setor e enorme dificuldade de abrir mão da posição de majoritária -, a Renner não tem um dono. Seu controle está pulverizado em mercado: o único acionista com mais de 10% do capital é o Aberdeen Management. Procurada pelo RR, a Renner negou a negociação. Em maio de 2008, a Renner, de origem gaúcha, chegou a anunciar a compra da Leader, mas o negócio foi desfeito apenas cinco meses depois. Agora, caberia ao BTG voltar no tempo e reescrever esta história pelo avesso, desta vez concedendo a  rede fluminense o papel de protagonista. A associação entre as duas empresas daria ao banco o controle de uma rede com mais de 300 lojas e faturamento anual acima dos R$ 6 bilhões. Ao mesmo tempo permitiria ao BTG comandar uma operação de abrangência nacional. Hoje, sua atuação no varejo é extremamente regionalizada. Com exceção de alguns poucos pontos de venda em Minas Gerais e no Nordeste, a Leader está quase que inteiramente concentrada no Rio de Janeiro. Já a Renner opera em 26 estados. Para o BTG, não faz qualquer sentido ficar isolado em uma ilha chamada Leader. A permanência do banco no setor de varejo está condicionada a uma operação de maior escala. Mesmo porque os resultados da rede fluminense não têm sido dos mais estimulantes. A Leader tem sofrido com a queda das margens operacionais e a consequente redução dos lucros. No fim do ano passado, a empresa chegou a registrar um caixa líquido negativo da ordem de R$ 40 milhões. Não são números a  altura do BTG.

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13.10.14
ED. 4977

Vard Promar é o estaleiro da discórdia

O mar não está para peixe na Vard Promar, estaleiro localizado no complexo portuário de Suape (PE). Os desentendimentos societários batem com força cada vez maior no casco da companhia. De um lado, a italiana Fincantieri, acionista majoritária, com 51%; do outro, a PJMR Empreendimentos, dona do restante do capital. O sangue do Vêneto parece ter subido a  cabeça. Diante dos atritos, relacionados, notadamente, ao plano de investimentos e a  partilha dos valores, a Fincantieri tem pressionado a PJMR a vender sua participação e pular fora do barco. Para os italianos, ao que tudo indica, vale a velha máxima “Antes só do que mal acompanhado”. Esta não seria a primeira vez que a Fincantieri tenta ejetar o sócio do estaleiro. Em 2012, quando comprou o controle mundial da STX OSV e herdou a participação no Vard Promar, o grupo italiano teria se movimentado para comprar as ações da PJMR, mas as conversas não avançaram. A Fincantieri quer usar o estaleiro pernambucano como base para a compra de ativos no país e considera que a PJMR não tem fôlego para acompanhar seu ritmo. Segundo fontes próximas a  companhia, os europeus reservaram o equivalente a R$ 2 bilhões para investimentos no Brasil. Deste montante, cerca de R$ 400 milhões já estão carimbados com o nome da Vard Promar. A carteira da empresa soma R$ 1,5 bilhão em pedidos, entre os quais oito navios gaseiros para a Transpetro.

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13.10.14
ED. 4977

Marca de cigarro

A Philip Morris estaria pressionando plantadores de tabaco do Rio Grande do Sul a reduzir os preços do insumo. Em um período eleitoral, mexeu num vespeiro. Na outra ponta deste cigarro estão pequenos produtores rurais, que operam no regime de agricultura familiar. Formalmente, a Philip Morris nega qualquer atrito com os fornecedores.

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13.10.14
ED. 4977

O secretário do Tesouro

O secretário do Tesouro, Arno Augustin, já recebeu o bilhete azul de Dilma Rousseff. Ele mesmo, em breve, vai anunciar que não permanecerá no governo em caso de reeleição.

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13.10.14
ED. 4977

Joaquinzão

A campanha de Aécio Neves busca uma forma sutil de obter uma declaração de apoio de Joaquim Barbosa, algo que, ao mesmo tempo, não comprometa o ex-ministro do STF, mas possa ser utilizado na propaganda eleitoral. Trata-se de uma missão para FHC.

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13.10.14
ED. 4977

Mão no bolso

Está chegando a hora da verdade para a Tereos. Em 2015, a Petrobras Biocombustível concluirá o aporte de R$ 1,5 bilhão referente a  compra de uma participação na Açúcar Guarani, dos franceses. Após um longo período sem colocar a mão no fundo do bolso, a Tereos terá de mostrar o tamanho do seu apetite no Brasil. No setor, o que se diz é que não é dos maiores.,

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13.10.14
ED. 4977

Retardatário

Emerson Fittipaldi, que já foi garoto propaganda da citricultura brasileira, está com um pé fora do setor. O expiloto pretende vender sua fazenda no interior de São Paulo. Não é de hoje que o investimento azedou por conta da queda dos preços do suco.

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13.10.14
ED. 4977

Os planos da Bayer Crop

 Os planos da Bayer Crop- Science de disputar a dianteira no mercado brasileiro de sementes transgênicas estão perdendo fôlego. O lançamento da primeira variedade de soja geneticamente modificada do grupo no país, previsto para 2016, poderá ser postergado para o ano seguinte – oficialmente, a empresa nega o adiamento. Uma das maiores dificuldades é a obtenção de todas as licenças por parte do governo da China, maior importador de soja do Brasil. Monsanto e Syngenta, líderes do setor, agradecem.

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