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Planos
13.06.14
ED. 4892

Takeda tem a receita certa para o Cristália

Que remédio resta a um empresário de quase 80 anos, sem herdeiros e com a possibilidade de colocar uma bolada no bolso a não ser vender seu negócio e se entregar a uma próspera aposentadoria? Esta é justamente a aposta da Takeda. A farmacêutica japonesa vem mantendo conversações para a compra do laboratório Cristália, controlado por Ogari Pacheco. Procurada, a Takeda negou a operação. No entanto, segundo um interlocutor de Pacheco, já há, inclusive, valores sobre a mesa: a pedida do empresário gira em torno de R$ 1 bilhão. O Cristália é visto pelos congêneres como a pequena notável do setor. Há boas miligramas de provocação no elogio. A concorrência sempre se perguntou como uma farmacêutica de menor porte tornou-se a campeã de PPPs na área de saúde. Os sucessivos acordos com laboratórios estatais elevaram o Cristália a um novo patamar. Nos últimos anos, a companhia notabilizou-se pelo elevado volume de patentes desenvolvidas – talvez só superado pelo número de aliados que Ogari Pacheco conquistou entre os mais diversos partidos políticos. Para o Takeda, a compra do Cristália significaria seu segundo grande salto no Brasil em menos de três anos – o primeiro veio com a aquisição mundial do controle da suíça Nycomed, em 2011. Os japoneses duplicariam sua receita no país, chegando próximo dos R$ 3 bilhões.

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13.06.14
ED. 4892

Armínio dobra seu ativo intangível na Fazenda

 A candidatura de Armínio Fraga a ministro da Fazenda de um virtual governo Aécio Neves parece inspirada no desabafo do coronel Jarbas Passarinho na reunião ministerial que sancionou a promulgação do Ato Institucional nº 5. Na ocasião, para que não ficassem dúvidas sobre a radicalidade amoral da sua convicção, Passarinho bradou a todos os presentes que estava mandando seus escrúpulos a s favas. Armínio não vai mandar nada a s favas, mas quer aposentar seus escrúpulos na banca privada, o que é muito mais rentável e menos truculento do que o destempero do velho coronel. Os pruridos do festejado economista já tinham sido pendurados no cabide por ocasião da sua primeira – e, por sinal, bem-sucedida – passagem pelo Banco Central, em sintonia fina com Wall Street e a faculdade de economia da PUC. Prova de que sucesso independe de valores mais rígidos. Provém dessa era do absolutismo tucano o estímulo franco a s incestuosas relações das instituições financeiras com acadêmicos. Jamais os bancos foram tão felizes. Armínio vinha de uma fase de aprendizagem, quando era um frade e George Soros, a Igreja. O jovem e bem apetrechado economista nunca foi um destacado operador na máquina de fabricar ouro do biliardário. Há quem diga que o fascínio de Armínio por Soros resultou de um sentimento pagão. Ele presenciou e se encantou com o milagre de multiplicar fortunas que não se imiscuirão na economia real. É bem verdade que, com Lula, a ?finançolândia? também fez o seu banqueiro central. Em favor de Henrique Meirelles pode-se afirmar que, ao aceitar o cargo, já era meio carta fora do baralho no Fleet Boston e tinha decidido tornar-se congressista no Brasil. Armínio Fraga já traz tatuados os nomes dos hedge funds e dos doutores aliados. Quem viu o filme Inside Job sabe como uma pseudoverdade pode ser sancionada por professores universitários. Como outros destacados economistas tucanos – quase todos financistas -, ele saiu do governo e foi fazer seu pé de meia na sua zona de interesse. Não faltaram agraciamentos pelas boas relações do passado. O Unibanco prestigiou seus fundos com uma montanha de dinheiro ? não obstante a boa norma não recomendar aplicação tão vultosa em um único gestor, e ainda mais sem ele ser um craque para os padrões internacionais de multiplicação do capital. Armínio, que agora se candidata a repetir a experiência como czar da economia, tem um novo sócio, FHC os banqueiros do J.P. Morgan. Aterrissaria com uma algema de ouro – poderá largar o governo, mas não o banco. Nessas circunstâncias melhor deixar a toalha branca suja das digitais e procurar a maior aderência possível entre o interesse do Estado nacional e o da Casa Morgan. Tudo em sintonia com a “ética weberiana” na distinta versão de Fernando Henrique Cardoso. No final, é lavar a toalha branca e fingir que ela nunca esteve suja. Os escrúpulos é que mesmo lavados não serão limpos jamais.

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13.06.14
ED. 4892

Bye, bye, minério

A Anglo American está em busca de um comprador para sua operação de minério de ferro em Conceição do Mato Dentro (MG). Há conversas com a sueca LKAB. Além da mina, a Anglo também deixaria para trás o mineroduto até o Porto do Sudeste. A negociação soa como uma confissão de fracasso. O grupo nunca alcançou a rentabilidade esperada com os antigos ativos da MMX.

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13.06.14
ED. 4892

Bons ventos

A italiana Enel Greenpower negocia um acordo com a hispano-chinesa Sun Premier para investimentos conjuntos em energia solar no Brasil.

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13.06.14
ED. 4892

Made in Argentina

A Comil, que acaba de fechar um grande contrato na Argentina, estuda arrendar uma fábrica de carrocerias de ônibus no país.

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13.06.14
ED. 4892

Amazon

Depois de um início repleto de tropeços, notadamente nas áreas de logística e tecnologia, o Amazon promete abrir o bolso no Brasil. Negocia com fabricantes locais a produção da leitora eletrônica Kindle, do tablet Kindle Fire e de um smartphone. Os investimentos devem chegar a R$ 200 milhões.

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13.06.14
ED. 4892

A Camargo Correa acendeu uma vela

A Camargo Correa acendeu uma vela a “São Marco Aurélio Garcia” para tentar receber os mais de US$ 400 milhões que o governo da Venezuela lhe deve.

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13.06.14
ED. 4892

Xepa do petróleo

A colombiana Ecopetrol está submersa nos números de blocos de gás e petróleo devolvidos recentemente a  ANP. De repente, acha alguma pepita entre cascalhos.

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