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Planos
24.01.14
ED. 4824

Cesan é a porta de entrada da Sabesp no mercado nacional

O plano de nacionalização da Sabesp finalmente está saindo do papel. Após inúmeras tentativas de avanço além da concessão no Estado de São Paulo, a companhia de saneamento está prestes a fechar um acordo que a colocará dentro da Companhia Espírito Santense de Saneamento (Cesan), em parceria com o FIP Saneamento – fundo de participações gerido pela Caixa Econômica Federal (CEF) – e a Foxx Holding. A operação prevê um aporte de aproximadamente R$ 250 milhões na Cesan em um período de até dois anos. A ideia é que o valor seja convertido em ações da companhia, o que deverá dar ao trio uma fatia de 49% do capital da Cesan. O movimento é estratégico uma vez que a Sabesp terá uma posição vantajosa no futuro processo de privatização da empresa capixaba. Procurada, a Cesan confirmou negociações com a Caixa Econômica para financiar sua operação, mas afirmou que não há definição do valor e da participação acionária. O modelo que está sendo adotado, em uma primeira etapa, é o mesmo que a catarinense Casan utilizou para atrair um investidor, sem ter de passar necessariamente pelo longo processo de venda da estatal. A privatização deverá ficar para o próximo governante, já que não há tempo hábil para viabilizar a venda antes das eleições. A entrada da CEF tem sido providencial para os planos da Sabesp porque reduz as resistências e viabiliza boa parte dos investimentos necessários. O FIP Saneamento deverá aportar algo em torno de R$ 100 milhões na companhia capixaba, mas exige a presença de um operador com experiência no setor e também com capacidade para fazer aportes diretos na companhia. A entrada do trio já representará uma mudança na gestão da Cesan. O governo do estado dividirá o comando da concessionária, abrindo espaço aos novos sócios, que terão direito a indicar diretores e a participar das decisões estratégicas. Não é de hoje que a Sabesp tenta ciscar em terreno alheio, mas, desta vez, encontrou uma forma de fechar negócio sem depender da privatização. O negócio é importante para a empresa paulista porque serve de compensação das perdas de contrato de concessões municipais no estado. Conta ainda a favor do projeto da Sabesp o receio de que outras companhias estaduais tomem a dianteira, ocupem os espaços disponíveis, ganhem escala e poder de fogo para reduzir custos de captação de financiamentos.

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24.01.14
ED. 4824

Gol daria um bom reclame comercial para a Azul

 David Neeleman, que adora uma moda, bem poderia pegar uma carona na ideia da Air France de comprar – sabe-se lá para que – 1,5% do capital da Gol. Marqueteiro que só ele, Neeleman poderia adquirir, por exemplo, 0,0999 ação da companhia pelo valor de R$ 999 mil. Mas para que essa prova dos nove? Ora, para publicizar o cabalístico preço de R$ 999, alardeado pela Azul como o teto para suas tarifas durante a Copa do Mundo. Fica a sugestão. Quem sabe, assim, o público esquece que a promoção da companhia é fake, já que o valor propagandeado corresponde apenas a uma perna da viagem. A outra perna? Tomara que não seja a da rasteira no consumidor.  A Gol, por sua vez, pode prosseguir na operação de capitalização no modelo caça-níquel, constituindo uma espécie de cédula pignoratícia de empresas aéreas, onde grandes grupos do setor vão depositar um dinheirinho no cofrinho em troca de um pedacinho. Não se trata de caçoar a companhia, pois a maioria democrática também constrói fortunas. Com umas 500 empresas de aviação como sócias e picotando o capital, quem sabe a Gol consegue decolar.

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24.01.14
ED. 4824

O ministro da Secretaria de Comunicação Social

O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Thomas Traumann, lavou a alma de milhões de brasileiros ao rebater com fina ironia as considerações humilhantes ao Brasil publicadas pelo Financial Times. Com a resposta, Traumann deu também uma bofetada com luva de pelica na mídia nativa, que endossa as mesmas baboseiras. Resgatou a nobreza e a altivez do cargo.

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24.01.14
ED. 4824

Cerca Lourenço

Há cerca de um mês, emissários da cervejaria Calrsberg teriam se encontrado com Walter Faria, dono da Petrópolis. A conversa girou em torno de um acordo para a distribuição de cervejas do grupo europeu no Brasil. Mas não é difícil imaginar aonde os dinamarqueses efetivamente querem chegar com esse papo de parceria operacional.

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24.01.14
ED. 4824

Petróleo

A Repsol Sinopec, dona de 25% do campo de Carioca, na Bacia de Campos, estaria disposta a aumentar seu quinhão no negócio. Mira a compra de uma parcela das ações da Petrobras, dona de 45%. Consultada, a Repsol Sinopec negou qualquer negociação.

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24.01.14
ED. 4824

Plataforma bamba

O clã Gradin bateu a  porta do banco Mizuho pleiteando financiamento para a construção de três embarcações offshore. O problema é que apenas uma delas está contratada pela Petrobras. Procurada, a GranEnergia, dos Gradin, confirmou ter um acordo com o Mizuho e com o Itaú para a construção de uma das plataformas. Mas disse que ainda não tem detalhes sobre o financiamento das outras duas.

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24.01.14
ED. 4824

Fio desencapado

Agnelo Queiroz negocia com o Planalto a federalização da CEB. Comparado a outros abacaxis que já caíram no colo da Eletrobras, este nem é o mais azedo: as dívidas da CEB somam R$ 600 milhões. Procurada, a CEB disse “não ter informação” sobre a operação.

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24.01.14
ED. 4824

Tempestade

O presidente da Embrapa, Mauricio Lopes, é um homem marcado para cair. Renan Calheiros quer plantar um apadrinhado no seu cargo.

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24.01.14
ED. 4824

Edson Bueno espreme Tangerino até o bagaço

Edson Bueno quer dar um exemplo incontestável aos minoritários do Dasa que relações contraparentais não são sinônimo de cadeira cativa na direção da companhia. A demonstração de independência virá por meio de uma decisão impactante e emblemática: a saída de Dickson Tangerino da presidência da empresa. Nos corredores da rede de laboratórios, já se dá como certo que o executivo deixará o cargo em breve. Pragmático, Bueno está praticamente cortando na própria carne. Tangerino construiu toda a sua carreira profissional ao lado do empresário, que o tem praticamente na conta de um filho. O momento exige sacrifícios. A saída de Tangerino seria um lance ousado na batalha de Bueno contra a Petros, o Oppenheimer e a Tarpon, acionistas minoritários do Dasa. Dono de 27% do capital, o trio recusou a oferta que permitiria ao empresário assumir o con- trole acionário da rede de laboratórios. A novela da aquisição do Dasa fica, portanto, adiada para 4 de fevereiro, data marcada para o leilão de compra das ações. Pode ser que o evento já ocorra sem a presença de Tangerino sentado na cadeira da presidência. Nada que Bueno não possa compensar com a outra mão, encontrando uma sinecura em seus negócios. A previdência de Tangerino está garantida.

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24.01.14
ED. 4824

O nome do “cara” Alexandre Antonio Tombini

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, é a própria discrição em pessoa. Acorda todos os dias ansioso para acompanhar se o seu nome foi citado nos jornais. Nos últimos tempos, a última coisa que deseja ver publicada são especulações sobre sua indicação para o lugar de Guido Mantega. In- gênua esperança! Nos círculos palacianos já se dá como certa sua ida para a pasta da Fazenda. Trata-se de assunto a ser desmentido de véspera pelos diligentes assessores do governo. Primeiramente, porque Dilma Rousseff pretende pres- tigiar seu ministro até o último dia do governo. Com todas as trapalhadas cometidas no percurso, em dezembro deste ano Mantega terá cumprido lealmente, durante três mandatos presidenciais, sua missão de adjutor de Lula e Dilma. Em segundo, porque é consenso que uma mudança na Fazenda em meio ao processo eleitoral produziria uma espuma indesejável. Mantega tem prazo de validade, mas este não pode vencer no atual calendário. Tombini é uma solução a  feição de Dilma, sem marola, nem marolinha. Com a vantagem de acenar com um agrado aos mercados, novos onipotentes senhores da História. A ideia é que o novo ministro da Fazenda traga um discurso de “austeridade serena”, com firme sinalização de disciplina fiscal. O presidente do BC, conforme exemplo de seu ante- cessor, Henrique Meirelles, seria eleitor relevante na indicação do futuro comandante da autoridade monetária. Nada mais desejável do que a dobradinha da área econômica tocando, afinadíssimos, a mesma partitura. Os nomes mais prováveis são os do diretor de Política Econômica, Carlos Hamilton Vasconcelos de Araújo, e do diretor de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporati- vos, Luiz Awazu Pereira da Silva. Cada um deles, é cla- ro, tem vantagens e desvan- tagens. Carlos Hamilton é considerado o “falcão” da atual diretoria do BC. Fez doutorado em economia na Escola de Pós-Graduação em Economia da FGV e não transige com a inflação. Seria um recado de que o BC atuaria de forma ainda mais dura. Por outro lado, exigiria que o “ministro Tombini” estivesse muito forte para contribuir com a contrapartida do lado fiscal. Luiz Awazu, por sua vez, tem a seu favor um bom trânsito entre petistas. Estudou na Sorbonne e tem um leve perfume de heterodoxia. Os adversários, contudo, dizem que Awazu não tem estatura para ser presidente do BC. E o que pensa Tombini dessa turma? Bem, T ombini é um bom companheiro, amigo da rapaziada. Mas se pudesse escolher apenas pelo aspecto de identificação, seu sucessor seria o diretor de Organização do Sistema Financeiro e Controle de Operações de Crédito Rural, Sidnei Cor- rêa Marques. Tombini e ele se entendem que é uma beleza. Ocorre que é tradição, e para alguns uma necessidade, que o presidente do BC tenha uma “pegada” em estudos econômicos, o que não é bem o caso de Sidnei Corrêa, com mestrado em Contabilidade e Auditoria pela Universidade de Brasília. Todas as alternativas parecem ser boas novas, principalmente porque estão capitaneadas pela ascensão de Tombini, uma promessa de que o tobogã da Fazenda tem os meses contados.

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24.01.14
ED. 4824

Avanço na Log-In

O Credit Suisse Hedging- Griffo (CSHG) quer avançar mais algumas jardas na Log- In. Após comprar quase metade da antiga participação da Vale, que deixou o negócio, mira na aquisição das ações pertencentes a  Petros. Com a operação, o CSHG passaria a ser o maior acionista da empresa de logística, com 5% do capital.

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24.01.14
ED. 4824

Curto circuito

Há apenas quatro meses na presidência da Fundação Eletros, Afrânio Alencar estaria balançando no cargo. Alencar vem sendo torpedeado pelo grupo político do senador José Sarney.

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24.01.14
ED. 4824

Compensado

A Duratex, leia-se Itaúsa, ronda a Concrem, fabricante de MDF sediada no Pará.

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24.01.14
ED. 4824

Carniça

O grupo inglês Pearson, dono da COC, quer se aproveitar da agonia da Gama Filho. Já se apresentou para a compra de imóveis da universidade carioca. Há tempos que os britânicos procuram um local para instalar a primeira unidade da COC no Rio.

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24.01.14
ED. 4824

Corda bamba

A parceria entre a BR Malls e a norte-americana Simon Property Group está por um fio. O motivo são os atrasos nos planos de construção de outlets no Brasil.

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24.01.14
ED. 4824

Ingratidão

Sinal dos tempos. Até outro dia fiel escudeiro de Eike Batista, o senador Delcídio do Amaral sequer retorna aos recorrentes telefonemas do empresário.

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