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06.12.16
ED. 5510

Escolha de Sofia

O primeiro ano de Flavio Cotini como CEO do Walmart Brasil não se notabilizará pela última linha do balanço. Pelo contrário. O aumento de 10% das vendas acumulado pela varejista até novembro foi obtido à custa do sacrifício da rentabilidade. A margem operacional teria caído de 4% para menos de 3%, a menor em uma década

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27.06.16
ED. 5398

Desestimulante verdade

 Em breve, o Walmart Brasil vai propagandear o aumento em torno de 5% da sua receita no primeiro semestre. O que provavelmente a companhia não dirá é que esse estirão veio, essencialmente, ao custo de uma redução das margens de lucro de mais de um ponto percentual, o que, para o varejo, é uma enormidade. • As seguintes empresas não se pronunciaram ou não comentaram o assunto: Walmart .

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26.02.16
ED. 5315

Novo morador

 A rede Guanabara acertou a compra da antiga loja do Walmart na Tijuca, Zona Norte do Rio. Abandonado há mais de dois anos, o elefante branco de aproximadamente 25 mil m2 é apenas um dos mais de 80 super e hipermercados que os norte-americanos fecharam no Brasil desde 2012.

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18.02.16
ED. 5309

Combustível do Walmart chega ao fim

 Ao menos por ora, o título acima não se trata de uma metáfora fatalista para a própria operação do Walmart no Brasil. Os norte-americanos estão decididos a sair do negócio de postos de combustíveis no país. A intenção é vender as 10 unidades espalhadas em seus hipermercados no país ou, no limite, simplesmente esvaziar o tanque, encerrar a operação e lançar mais este prejuízo em balanço.  Assim como outras redes varejistas, o Walmart apostou na abertura de postos de gasolina no Brasil na expectativa de ampliar o leque de serviços e atrair público para seus hipermercados. O negócio, no entanto, jamais alcançou a escala necessária e, muito menos, a rentabilidade esperada – hoje, praticamente todos os estabelecimentos operam no vermelho. É por essas e outras que o Walmart é visto por muitos como uma espécie de HSBC do varejo, leia-se um gigante global disposto a manter uma operação no país por critérios geoeconômicos, mesmo acumulando seguidos anos de baixa rentabilidade. No caso do banco, deu no que deu. Procurada pelo RR, a empresa Walmart não comentou o assunto

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18.01.16
ED. 5289

Aviso prévio

 Pergunta que não quer calar: quantas lojas o novo presidente do Walmart no Brasil, Flavio Cotini, vai fechar durante os 20 meses da sua gestão? Este é o prazo médio de validade de todos os executivos que se sentaram naquela cadeira nos últimos sete anos.

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28.10.15
ED. 5236

Polichinelo

  O Walmart empurrou para janeiro a definição sobre seu plano de expansão no Brasil em 2016. Grande segredo… Os executivos da rede varejista não esperam nada diferente da secura que tem pautado os investimentos do grupo no país. Neste ano, o Walmart abriu apenas três lojas no Brasil

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16.10.15
ED. 5228

Katia Abreu sai em busca de mercado para o leite brasileiro

 Katia Abreu tornou-se “garota-propaganda” da indústria láctea nacional. A ministra da Agricultura iniciou uma cruzada para vender o leite e derivados made in Brazil e aumentar o peso destes produtos na pauta de exportações. Trata-se de um dos raros segmentos da cadeia do agronegócio em que o país acumula seguidos déficits comerciais. Com seu habitual estilo trator, na linha do “me dá aqui que eu faço”, Katia chamou para a si a responsabilidade de bater à porta dos grandes compradores mundiais de lácteos, leia-se as maiores empresas varejistas do mundo. Recentemente, conversou com Jorge Paulo Lemann, a quem solicitou, sem rodeios, que a rede de restaurantes Burger King aumentasse a compra de leite produzido no Brasil. É só o início. Segundo o RR apurou, a via láctea de Katia Abreu incluirá também encontros com dirigentes dos grandes conglomerados de varejo internacionais presentes no país, como Carrefour, Casino, Walmart e Cencosud, com o objetivo de sensibilizar estes grupos a elevar as importações de lácteos junto à indústria brasileira.  Há seis anos, não sobra nem um restinho de requeijão no fundo da balança comercial. Nesse período, o saldo entre as exportações e importações de lácteos acumulou um resultado negativo de quase US$ 2 bilhões. Em 2014, é bem verdade, o país registrou o menor déficit do período (US$ 101 milhões). No entanto, tudo indica que o número voltará a subir neste ano – no primeiro semestre, as importações superaram as exportações em US$ 60 milhões.  Katia Abreu está convicta de que o problema não será resolvido distribuindo caquinhos de verba do ministério para os laticínios nacionais montarem estandes em feiras no exterior. Para ela, o país terá realmente de arrancar mercado na unha, sensibilizando grandes compradores das mais variadas latitudes. Por se tratar de um mercado de escalas colossais, qualquer gota a mais no copo faz diferença. Em um exercício meramente hipotético, se cada uma das 11 mil lojas do Walmart em todo o mundo vender por dia uma caixinha a mais de leite brasileiro, ao fim do ano isso representará mais de quatro milhões de litros, ou o equivalente a quase 3% do déficit comercial do setor no ano passado.

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26.05.15
ED. 5128

Walmart intervém na operação brasileira

Quantos Neymar seriam necessários para higienizar a imagem de uma companhia estigmatizada por cortes de investimento, demissões, processos milionários na justiça trabalhista, denúncias de suborno a autoridades (ver RR no 5.042) e uma reestruturação que parece não ter fim. Talvez nem Pelé conseguisse tamanha proeza. O fato é que, justo no momento em que negocia um acordo de patrocínio com a CBF no valor de aproximadamente R$ 10 milhões, o Walmart ensaia uma brusca guinada em sua gestão. O grupo está prestes a nomear um executivo egresso da matriz para a presidência da subsidiária, no lugar de Guilherme Loureiro. A medida representa uma intervenção do Walmart na operação brasileira. Para os norte-americanos, está mais do que provado que a tropicalização da gestão da subsidiária não funcionou. A maior prova é o interminável rodízio de nomes no cargo de presidente desde o fim da década passada, um cenário bem distinto daquele observado nos primórdios do Walmart no Brasil. Durante seus 11 primeiros anos no país, a rede varejista teve apenas um CEO, o espanhol Vicente Trius, que, antes, havia feito carreira nos Estados Unidos. Depois da saída de Vicente Trius, o Walmart passou a apostar apenas em executivos locais – o cubano Hector Nua±ez, que ocupou o cargo entre 2008 e 2010, mora no Brasil desde o início da década de 90 e entra nesta conta. Desde então, ninguém esquentou a cadeira. Guilherme Loureiro é o terceiro CEO do Walmart Brasil em apenas sete anos. E o que o grupo acumulou nesse período? Prejuízos, erros de gestão, investimentos equivocados, margens declinantes e uma incrível dificuldade para cair no gosto do brasileiro. Este distanciamento, aliás, se manifesta de forma absolutamente corriqueira. Em algumas regiões do país, os consumidores sequer sabem dizer corretamente o nome da empresa – “Valmárti” é a pronúncia mais comum. Haja logomarca na camisa canarinho!

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30.04.15
ED. 5111

Walmart

O Walmart é um moedor de executivos. Guilherme Loureiro – terceiro presidente da companhia no Brasil em apenas cinco anos – está balançando no cargo. Na rede varejista fala-se no nome do ex- BRF Nildemar Secches, que esteve cotado para assumir o comando da Petrobras.

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16.01.15
ED. 5042

Quanto vale a reputação do Walmart no Brasil?

Há pouco mais de dois anos, o Walmart causou celeuma ao incluir o Brasil em sua black list dos países com maior risco de corrupção. Pois a recíproca, ao que parece, é verdadeira. A julgar pelos fatos, as autoridades brasileiras poderiam perfeitamente adicionar a rede norte-americana não apenas ao índex das mais heterodoxas práticas corporativas, mas também ao ranking das piores empresas para se trabalhar no país. O Walmart está a s voltas com dois graves problemas que poderão esgarçar ainda mais a sua já puída imagem institucional no Brasil, afetada por equívocos estratégicos, fechamento de lojas e demissões. De um lado, a companhia deve concluir neste ano um relatório com base no processo interno aberto em 2012 para investigar suspeitas de suborno a funcionários públicos no país – a devassa envolve ainda as subsidiárias do México, China e andia; do outro, tem sido alvo de uma saraivada de ações trabalhistas. Os maus tratos denunciados pelos funcionários incluem assédio moral, jornada excessiva, péssimas condições de trabalho, humilhações coletivas e acusações sem provas. O mais ruidoso processo trabalhista contra o Walmart é originário de Alagoas. O Ministério Público do Trabalho do estado (MPT-AL) ajuizou uma ação que pede a condenação do grupo e da controlada Bompreço e o pagamento de uma multa de R$ 125 milhões. A rede varejista venceu o primeiro round: a Justiça de Alagoas determinou, em primeira instância, a extinção do processo. No entanto, o MPT-AL confirmou ao RR que já recorreu ao Tribunal Superior do Trabalho (TST). O MP constatou uma série de irregularidades no Walmart que perduram por mais de quatro anos. O pelourinho da rede norte-americana inclui prorrogação ilegal da jornada, intervalo para almoço inferior ao período previsto em lei, descumprimento da concessão de descanso semanal remunerado e exigência de atividades que vão além das condições físicas do funcionário. Aos olhos do MPTAL, mais estarrecedores ainda são os episódios de advertências constrangedoras diante dos colegas e acusações explícitas a operadores de caixa quando o gerente da loja identifica diferenças no borderô do dia. A direção do Walmart não está preocupada apenas com a ação do MPT-AL, mas também com o seu efeito estimulante sobre a força de trabalho no país. A turma do Arkansas – por coincidência, um dos estados confederados que lutaram contra o fim da escravidão na guerra da secessão – já teria rastreado outras “intentonas” trabalhistas em gestação no Brasil, mais precisamente em São Paulo e no Rio Grande do Sul. Procurado pelo RR, o Walmart informou que “possui políticas internas rigorosas que respeitam a legislação trabalhista vigente”. A rede varejista não quis comentar a informação sobre novos processos trabalhistas em outros estados. Como se não bastasse o acirramento nas relações trabalhistas, a tensão no Walmart cresce também a  medida que avançam as investigações internas sobre denúncias de corrupção no Brasil. Segundo o RR apurou, os norte-americanos dispõem de evidências de que funcionários graduados do Walmart Brasil subornaram autoridades para acelerar a abertura de lojas. Há indícios também de pagamentos ilícitos recebidos por empregados da rede varejista para beneficiar determinados fornecedores. Consultado sobre os resultados das investigações internas, o Walmart não se pronunciou sobre o assunto.

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23.08.13
ED. 4719

Esteves avança na direção do Carrefour

 Nem o ego atrofiado o impede de confessar: André Esteves, maior acionista do BTG, sonha acordar no corpo de Jorge Paulo Lemann quando se tornar adulto. A maturidade de Esteves, digamos assim, chama- se Carrefour. Não a operação brasileira, mas, sim, a rede varejista global. Não custa lembrar que o banqueiro esteve com um pé dentro do supermercado aqui no Brasil, quando foi adviser da tentativa de aquisição do Carrefour pelo Pão de Açúcar. Era ele também que traria o funding complementar ao merger. aguas passadas.  O tempo curou feridas e permitiu que Esteves fosse montando o chamado quebra-cabeça Carrefour. Trata-se da maior aquisição internacional já realizada por brasileiros. Isso, é claro, se a engenharia der certo. O banqueiro já teria conversado com o ministro Guido Mantega, de quem é próximo. Um argumento que vai além do negócio é a importância da renacionalização do setor supermercadista, que arranha a conta- corrente do país com unhas cada vez mais longas. Hoje, falar no grande varejo do país, significa citar três nomes: Casino, Walmart e o suprarreferido Carrefour. A missão exige diplomacia no nível do assunto de Estado, até porque o governo francês costuma encrencar quando se trata da venda dos seus ícones empresariais. Basta recordar a indignada reação gaulesa quando, há alguns anos, surgiram especulações de que o Walmart faria uma oferta pelo controle global do Carrefour – se bem que, talvez, um brasileiro com ares de investidor do mundo cause menos afronta ao orgulho francês do que uma família saída da América profunda. De qualquer forma, trata-se de uma missão para um empresário do porte de Jorge Paulo. Esteves pretende juntar várias pontas de um novelo complexo para dar cabo da empreitada: fundos de pensão, investidores estrangeiros, governo e um trunfo guardado a sete chaves. É nessa tacada não visível e nada convencional que o empresário aposta suas fichas. O modelo de negócio tem um irmão gêmeo mais velho: o banqueiro e seus partners ficariam com uma participação majoritária, ao menos no início, mas a gestão seria entregue a grupo brasileiro. Bem parecido com a InBev, não? Esteves adoraria essa comparação. Aliás, por falar em comparação, dependendo de onde se olhe, o Carrefour é uma espécie maior do que a própria InBev. É verdade que existe uma galáxia de distância entre os valores de mercado dos dois grupos: aproximadamente US$ 118 bilhões no caso da cervejeira, e pouco mais de US$ 20 bilhões para a rede varejista. No entanto, em termos de faturamento, o placar vira. No ano passado, o Carrefour teve uma receita de US$ 100 bilhões, contra US$ 40 bilhões da InBev. No caso de uma operação bem-sucedida, Esteves laçaria uma hidra com quase 10 mil lojas (metade delas na França) e 365 mil empregados em 33 países. É um trabalho de Hércules, atenda ele pelo nome de Jorge ou de André? Ou André e Jorge

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