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planos
02.10.17
ED. 5716

Entrega das chaves

A Vinci Partners, de Gilberto Sayão, deverá se desfazer de sua participação societária de 15% na locadora de automóveis Unidas. A operação está avaliada em R$ 150 milhões. Dona de 20% do capital, a norte-americana Enterprise é forte candidata a ficar com a fatia e se transformar no maior acionista individual da companhia.

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28.06.17
ED. 5649

Seguro-garantia

Segundo o RR apurou, a norte-americana Liberty tem interesse na aquisição da Austral, seguradora controlada pela Vinci Partners. Recentemente, a chinesa Fosun teria mantido conversações com a companhia, especializada em seguro-garantia. Procurada, a Austral garante não estar à venda. Já a Liberty não se pronunciou.

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 O norte-americano Apollo Group tenta comprar a Uniasselvi, rede de universidades adquirida pela Vinci Partners e pelo Carlyle há apenas um ano.

Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Apollo, Carlyle e Vinci.

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15.07.16
ED. 5412

Chaim Zaher promete pegar a Kroton na próxima curva

 Chaim Zaher não vai deixar barato para a Kroton a perda da Estácio. O empresário abriu os seus planos em conversa com o RR e, já na partida, deixou claro que a nova dona da universidade carioca deverá ganhar um concorrente de peso. “Não vou me aposentar. Estou pronto para a luta”, dispara. Chaim pretende juntar em uma mesma sala de aula a Unip, de João Carlos Di Genio; a Anima, liderada por Daniel Faccini Castanho; a Uniasselvi, dos fundos Carlyle e Vinci Partners; e a Ser Educacional, de Janguiê Diniz. Sua entrada no time se dará por intermédio de um fundo de investimentos em educação que ele pretende montar. Da salada sairia um grupo com 9% de mercado no ensino superior – maior do que a Estácio antes da fusão. Como um bom libanês, ex-mascate, Chaim é cauteloso nas assertivas até para não atiçar a gula dos concorrentes. “Temos um bom relacionamento com esses grupos e sabemos que a Kroton precisará de um tempo até conseguir aprovar a fusão no Cade e deglutir de vez a Estácio”, avalia o empresário de olho no gap de tempo que lhe é favorável. “Conversei com eles para comprarmos juntos a Está- cio. Não deu, mas estamos negociando intensamente sobre o que fazer”. Segundo Chaim, o que os une é um “atestado de sobrevivência”. Vai ser cada vez mais difícil concorrer com esse polvo gigante chamado Kroton-Estácio.  Ele aposta todas as suas fichas que o Cade vai aprovar a fusão da Kroton com a Estácio, estabelecendo apenas pequenas restrições. A gigante terá 23,5% de market share por número de matrículas, o que é relevante para um setor em que o segundo colocado soma 6,6%. A avaliação do empresário não esconde o sorriso no canto da boca. Afinal, se o Cade aprovar essa fusão, o caminho estará livre para que outro grupo semelhante seja formado. Com uma grande diferença. EnquanChaim Zaher promete pegar a Kroton na próxima curva to a Kroton segue uma estratégia de expansão com base em um modelo supermercadista, amontoando grupos em uma prateleira, Chaim pretende formar uma corporation controlada por lideranças do setor, com um projeto educacional de longo prazo  Apesar do indisfarçável abatimento, após 30 dias de batalha inclemente contra uma miríade de investidores de mercado instalados nos dois lados, tanto da Estácio quanto da Kroton, Chaim se diz fortalecido por aprender a lição. “Essa cara de cansado não dura dois dias”, diz. Ele descarta ser minoritário de fundos de private equity. “A lógica e o tempo de maturação dos projetos para eles são diferentes dos que são equacionados pelos empresários educadores.” E argumenta: “Comecei a montar um plano de crescimento para a Estácio, que levou dois anos, mas nunca consegui dar ideias e sugestões como educador para a companhia porque os gestores não deixavam”.  Chaim afirma que, quando vendeu a UniSEB para a Estácio, prometeram a ele a presidência do conselho, o que nunca foi cumprido. Para evitar uma guerra de foice, resolveu compor com Eduardo Alcalay, então chairman, para juntos formarem uma chapa única para o conselho da Estácio, em abril deste ano. “Meu objetivo era compor um conselho mais próximo de mim e fazer em seguida uma Oferta Pública de Ações”. No meio do caminho, surgiu a oferta hostil da Kroton, que derrubou tudo. Diante da falta de apoio dos fundos e da desistência da tropa de choque, formada por Ser Educacional, Uniasselvi e Anima, Chaim jogou a toalha. O esforço não foi em vão. Ele deverá sair da Está- cio com quase R$ 1 bilhão no bolso e uma disposição redobrada de formar um novo grande grupo educacional que, pelo menos, dê um freio nas pretensões monopolistas da Kroton. “Respeito o Rodrigo Galindo (presidente da Kroton), mas seremos adversários”, assegura.

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19.02.16
ED. 5310

Kinea quer rejuntar os azulejos da Eliane e da Cecrisa

  A primeira camada de massa foi aplicada em julho do ano passado, quando a Kinea comprou 20% da Eliane Cerâmicas. Agora, uma vez dentro da companhia, o braço de private equity do Itaú quer se aproveitar da privilegiada posição para costurar uma operação bem maior, sua fusão com a também catarinense Cecrisa. A associação daria origem à maior fabricante de cerâmicas da América Latina, com dez unidades industriais e receita em torno de R$ 1,8 bilhão – a Portobello, atual líder do setor no país, faturou R$ 1,3 bilhão no ano passado. A própria Kinea, que já investiu R$ 120 milhões na Eliane, está disposta a fazer um novo aporte de capital para viabilizar o negócio. Há ainda outra peça importante para a montagem deste quebra-cabeça de cerâmica: a operação é vista com bons olhos pela Vinci Partners , acionista majoritária da Cecrisa, com 70%. Procuradas, Eliane e Cecrisa negaram a operação.  A Kinea sabe bem que esta não é uma construção de paredes retas. A Eliane é moça irrequieta, meio indomável, às vezes passando até por volúvel. Em 2011, a família Gaidizinski, controladora da empresa, fechou um acordo de fusão com a Portobello. Meses depois, desfez o negócio por motivos que nunca foram bem explicados. Pouco tempo mais tarde, entabulou conversações com a própria Cecrisa, mas, no meio do caminho, também desistiu do enlace. No entanto, sete meses de coabitação societária já foram suficientes para a Kinea perceber que a intempestividade e a resistência dos Gaidizinski vêm se esfarelando feito argila por força das circunstâncias. Nos últimos dois anos, a Eliane precisou recorrer a uma emissão de debêntures e ao próprio aporte da gestora do Itaú para levar adiante seus planos de investimento. Em 2015, a companhia ainda conseguiu aumentar sua receita em aproximadamente 6% por conta das exportações e de encomendas feitas antes do agravamento da crise econômica. Para este ano, com a forte retração do setor imobiliário, a expectativa é de queda nas vendas para o mercado interno. Além disso, as empresas nacionais começam a enfrentar a concorrência de fabricantes chineses, que vêm entrando no país com sua tradicional estratégia de ganhar mercado a fórceps com preços abaixo da linha de cintura. Diante deste cenário, a consolidação do setor é vista como inexorável. Se a Eliane não se mexer, corre o risco de deixar o caminho aberto justamente para uma associação entre a Portobello e a Cecrisa.

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