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18.01.16
ED. 5289

Galp coloca seus blocos na gôndola ao lado da Petrobras

 No momento em que os bancos de investimento povoam o mercado com soturnos relatórios e já projetam o brent abaixo dos US$ 20, a Galp Energia decidiu seguir os passos da Petrobras. Seguir os passos, neste caso, não é mera força de expressão. Os portugueses pretendem pegar carona no plano de desmobilização de ativos da estatal para vender participações em blocos de óleo e gás de braços dados com a companhia. O comensalismo também é visto com bons olhos na Petrobras: a expectativa é que a operação casada permita à dupla fechar acordos em condições um pouco mais favoráveis. Para a Galp, o foco principal é o campo de Carcará (BM-S-8), na Bacia de Santos. Dona de 14% do consórcio, a companhia já teria oferecido uma parcela de suas ações à Sinopec e à PetroChina, que vêm mantendo conversações para a compra de uma fatia da participação da Petrobras – a estatal é sócia majoritária, com 66%. A intenção dos portugueses é ficar com menos de 10% e reduzir seu risco em um dos projetos do pré-sal mais promissores e, ao mesmo tempo, mais afetados pela crise do setor e pela arritmia financeira de seu maior acionista e operador. A Petrobras suspendeu todos os investimentos no campo de Carcará, sendo seguida pela Galp e os demais sócios – Queiroz Galvão e Barra Energia.  Em outro front, a Galp quer reduzir sua presença no bloco BM-S-24, atualmente de 20%. É mais um ativo no pré-sal para o qual a Petrobras, detentora dos 80% restantes, busca comprador. Segundo informações filtradas junto à companhia, a indiana Videocon Industries manifestou interesse em assumir parte das ações. Sócio da própria estatal em blocos no Sergipe, o grupo controlado pelo empresário Venugopal Dhoot já anunciou a disposição de investir US$ 2,5 bilhões no Brasil, aproveitando-se da depreciação dos ativos de exploração e produção. No vácuo da Petrobras, a Galp também espera tomar o caminho das Índias.  Não obstante as circunstâncias serem extremamente adversas para a venda de ativos de E&P, a Galp vem sofrendo pressão de seus acionistas para reduzir a exposure no Brasil. O grupo não vive um momento dos mais auspiciosos do ponto de vista da sua liquidez. Enfrenta ainda um período de turbulência institucional, agravado por conflitos trabalhistas em Portugal. Na semana passada, inclusive, funcionários da empresa chegaram a convocar uma paralisação, acusando a Galp de descumprir acordos firmados com sindicatos locais. A empresa Galp não retornou o assunto.

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30.10.15
ED. 5238

Um solução indiana para Abreu Lima

 O nome do bilionário indiano Venugopal Dhoot tem sido pronunciado de forma cada vez mais recorrente na Petrobras. Nem tanto pela já anunciada disposição do magnata em investir US$ 2,5 bilhões em seus dez blocos de petróleo e gás no país – um deles, o SEAL-M-426, em Sergipe, uma parceria com a própria estatal. O interesse da Petrobras reside na intenção da Videocon Industries, controlada por Dhoot, de verticalizar sua operação no Brasil, a começar pela área de refino. A direção da companhia enxerga no empresário um sócio em potencial para a refinaria de Abreu Lima, uma das cabeças de burro que a Lava Jato enterrou na estatal.  Nos cálculos mais conservadores, ainda falta pelo menos US$ 1,5 bilhão para que a Abreu Lima possa entrar em operação com a capacidade originalmente prevista de 230 mil barris/ dia. Esse investimento só se viabilizará com a presença de um parceiro. A Petrobras não quer e, sobretudo, não pode dispender sozinha dessa cifra, que representa 10% do seu orçamento para a área de abastecimento no perí- odo 2015-2019.

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