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planos
27.07.17
ED. 5670

Curto-circuito

No momento em que o ministro Fernando Coelho Filho promete “desjudicializar o setor elétrico”, State Grid, Taesa, ISA e cia. movimentam-se para entrar na Justiça contra recente decisão da Aneel que reduziu a receita das empresas de transmissão em 13%.

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energia-rr-12
01.06.17
ED. 5631

ISA faz contrapeso à State Grid na transmissão de energia

Há poucos anos se o CEO da colombiana ISA, Bernardo Vargas Gibsone, quisesse fazer negócios com a Cemig teria de passar por um ritual de iniciação. Uma das etapas, invariavelmente, seria uma conversa com Aécio Neves, uma espécie de chanceler da estatal. Sem o “Mineirinho” – Apud planilha da Odebrecht – Gibsone poderá ir direto a quem de direito e tratar sem rodeios do seu objeto de interesse: a compra da parte da Cemig na Taesa.

A fatia da distribuidora mineira está avaliada em aproximadamente R$ 1,8 bilhão. Com a aquisição, a ISA assumiria o controle da companhia de transmissão, pulando de 26% para 68% do capital votante – no início do ano, o grupo comprou as participações dos fundos Coliseu e Taurus. Seria uma antessala para o grande projeto dos colombianos no Brasil: costurar a fusão da Taesa com a CTEEP – já controlada pela ISA.

A ofensiva da ISA conta com a simpatia do governo – ainda que, a esta altura, já não se saiba se isso joga a favor ou contra os colombianos. A área de Minas e Energia e, mais especificamente, a própria Eletrobras consideram fundamental o surgimento de uma terceira força no segmento de transmissão, capaz de contrabalançar com o célere avanço da State Grid. O objetivo é evitar que os chineses tenham um peso excessivo na precificação do custo de transporte de energia no país.

Esta preocupação foi compartilhada com o próprio Gibsone, que, em fevereiro deste ano, cumpriu uma agenda de encontros com autoridades brasileiras. Na prática, a consolidação entre a CTEEP e a Taesa já começou – não obstante o fato de a ISA ainda manter uma participação minoritária nesta última. No leilão de transmissão realizado pela Aneel em abril, as duas empresas arremataram em conjunto o lote 1 de concessões.

É apenas a parte mais visível do amálgama. Segundo o RR apurou, desde o início do ano CTEEP e Taesa mantêm grupos de trabalho integrados em diversas áreas – financeiro, análise técnica de projetos e compras, entre outras. Já existem também negociações conjuntas para a contratação de empresas de engenharia e compra de equipamentos.

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28.04.17
ED. 5608

Quem vai desatar o nó nas linhas da Abengoa?

A Aneel já contabiliza três grandes grupos interessados nas concessões de transmissão da Abengoa no Brasil – a colombiana ISA, a chinesa State Grid e a Taesa, leia-se Cemig. A agência reguladora trava uma disputa jurídica com os espanhóis para retomar e relicitar suas licenças no país. A Abengoa interrompeu as obras de construção das novas linhas por dificuldades financeiras. O enrosco já leva mais de um ano e meio.

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cemig-rr-16
16.09.16
ED. 5456

Venda casada

 A Cemig deverá fazer uma venda dupla para a Ferrovial . Além da Transchile Charruá Trasmisión, linha de transmissão chilena alienada recentemente, o grupo espanhol negocia a aquisição da participação de 45% da estatal mineira na Taesa. A companhia é uma das líderes no transporte de energia, com quase dez mil quilômetros de linhas no país. • Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto:  Cemig e Ferrovial.

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cemig-rr-5
05.08.16
ED. 5427

Renova Energia é mais uma lâmpada queimada na Cemig

 O colar de ativos da Cemig nas áreas de distribuição, transmissão e geração está se desmanchando na velocidade da luz. Além da Light e da Taesa , que já estão na prateleira, a companhia também colocou à venda sua participação na Renova Energia. A Cemig é a maior acionista individual, com 44% do capital ordinário. Segundo o RR apurou, o negócio já foi oferecido à canadense Brookfield e à chinesa Three Gorges . Ressalte-se que os asiáticos são apontados também como fortes candidatos à aquisição da parte da própria Light na Renova (20,8%). A operação é conduzida paralelamente e deve ser concluída antes mesmo de uma eventual venda do controle da distribuidora fluminense.  A Cemig quer não apenas fazer caixa com a venda da participação na Renova Energia, mas, sobretudo, se livrar das futuras obrigações financeiras com a empresa. Estima-se que apenas as 25 usinas eólicas na Bahia exijam dos sócios um desembolso da ordem de R$ 3,5 bilhões pelos próximos 12 meses. A Renova Energia se tornou uma máquina de moer dinheiro, notadamente dinheiro do Tesouro de Minas Gerais. No início deste ano, a Cemig foi a única acionista a subscrever a chamada de capital na Renova Energia de aproximadamente R$ 700 milhões, sendo obrigada a aumentar a fórceps a sua fatia no capital. Dois anos antes, os sócios já haviam aportado outros R$ 3,5 bilhões na empresa. No meio do caminho, mais precisamente em maio de 2015, a Renova ainda vendeu um pacote de usinas eólicas por cerca de R$ 1,6 bilhão. Não deu nem para a saída. Os recursos foram rapidamente tragados por projetos, àquela altura, ainda em fase de implantação. • As seguintes empresas não se pronunciaram ou não comentaram o assunto: Cemig, Brookfield e Three Gorges.

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16.05.16
ED. 5369

Transferência

 Flavio Decat, atual presidente de Furnas, tem convite do governador Fernando Pimentel para assumir o comando da Taesa. Trata-se da joint venture entre a Cemig e investidores privados na área de transmissão.

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30.03.16
ED. 5337

Eletrobras é o fio de esperança na transmissão

 A Eletrobras é a Petrobras às avessas. Se, de um lado, o governo abriu mão da presença compulsória da petroleira no pré-sal; do outro, a holding do setor elétrico terá de engolir a fórceps quilômetros e mais quilômetros de linhas de transmissão. Diferentemente do que previa o modelo original, a Eletrobras vai entrar nos leilões do segmento previstos para abril e julho. A companhia terá participações minoritárias nos consórcios vencedores por meio das controladas Furnas, Eletronorte e Eletrosul. Apenas a Chesf ficará de fora – a companhia foi proibida pela Aneel de participar de novos empreendimentos de transmissão por conta de atrasos em antigos projetos. A entrada em cena da Eletrobras é vista no governo como a única maneira de viabilizar as novas licitações e evitar a repetição do fracasso registrado em novembro do ano passado: das 12 licenças ofertadas, apenas quatro receberam propostas. Na ocasião, a Aneel conseguiu arrecadar apenas R$ 3,5 bilhões, menos de 45% da receita estimada. Consultada, a Eletrobras não quis comentar o assunto.  A escassez de investidores e a ameaça de um novo insucesso falaram mais alto do que a intenção do governo de preservar o caixa da Eletrobras. Mesmo depois de a Aneel incorporar uma série de determinações feitas pelo TCU – a começar pelo fatiamento das licenças em dois leilões e o aumento da taxa de remuneração dos projetos de 8,5% para 9,5% –, faltam candidatos para a licitação. Segundo alta fonte do Ministério de Minas e Energia, até o momento apenas a Taesa – leia-se Cemig e o FIP Coliseu – garantiu sua presença na concorrência de abril. Ainda assim, condiciona sua participação à associação com a Eletrobras.  O desembarque nas duas próximas licitações da Aneel exigirá um contorcionismo financeiro da Eletrobras. A companhia terá de fazer ajustes no seu orçamento, remanejando recursos que estavam originalmente destinados a outros projetos na área de transmissão – o plano de investimentos da estatal prevê cerca de R$ 5 bilhões para este segmento.

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02.02.16
ED. 5300

CEEE segue os fios de transmissão da Cemig

 Sem apoio da Assembleia Legislativa gaúcha, o governador José Ivo Sartori foi buscar em Minas Gerais um atalho para a cisão e “privatização” da CEEE-GT , o braço de transmissão da CEEE. A ideia é repetir o modelo da Taesa, nascida de uma célula da Cemig . Uma parcela dos ativos de transmissão da estatal seria agrupada em uma nova empresa. Uma participação majoritária do capital seria, então, oferecida a um investidor privado – mesmo minoritária, a CEEE teria uma espécie de golden share, com poder de voto e de veto para decisões estratégicas. O governo gaúcho já sondou grupos do setor elétrico dispostos a entrar na área de transmissão, caso da Equatorial Energia .  A proposta elaborada pelo governo gaúcho, negada oficialmente ao RR, prevê que a CEEE tenha entre 40% e 45% das ações. Em um ambiente mais propício, parte das ações seria ofertada em bolsa, a exemplo do que fez a Taesa. Mas essa hipótese fica para outro momento: o mar, como se sabe, não está para IPOs. Para os investidores privados, há um atrativo. O segmento de transmissão funciona como uma renda fixa no setor de energia, já que suas tarifas são preestabelecidas para todo o período da concessão. Além disso, a CEEE-GT, ao contrário do braço de distribuição da estatal gaúcha, é lucrativa.

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05.10.15
ED. 5220

Transmissão em dupla

A Taesa, um spinoff da Cemig, e a Alumini Engenharia, ex-Alusa, do empresário Paulo Godoy, estariam costurando a fusão de seus ativos no setor. Segundo a fonte do RR, a operação envolveria a criação de uma nova companhia, na qual os dois grupos aportariam suas concessões na área de transmissão. A empresa seria o segundo maior conglomerado de transmissão do país, atrás apenas do Sistema Eletrobras . Traduzida em números, a dupla Taesa e Alumini significa R$ 5 bilhões em investimentos programados, 49 licenças e uma rede de 16 mil quilômetros. Para efeito de comparação, a chinesa State Grid – uma das mais agressivas investidoras do setor e vencedora do recente leilão do linhão de Belo Monte – tem sob sua concessão uma malha de oito mil quilômetros. Procurada pelo RR, a Alumini negou a operação. Já a Taesa não quis se pronunciar.

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13.07.15
ED. 5161

Baixa tensão

A Cemig e o fundo FIP Coliseu, administrado pelo Banco Modal, têm feito uma peregrinação em busca de um sócio para a Taesa – criada a partir do spinoff da área de transmissão da estatal mineira. Até o momento, a dupla tem colecionado algumas negativas. A mais recente veio da colombiana Empresas Públicas de Medellin.

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