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planos
06.04.18
ED. 5841

Semente chinesa

A chinesa EuroChem, que comprou o controle mundial da Syngenta, está montando um cinturão de startups na área de agrotecnologia no Brasil. Não demora muito e os chineses vão despejar sementes transgênicas no mercado mundial.

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04.04.17
ED. 5592

Nova semente

Blairo Maggi tem se empenhado pessoalmente para que o Congresso aprove até junho o projeto que cria a Embrapatec. Bayer, Syngenta e outros grupos que pretendem se associar ao futuro braço comercial da Embrapa agradecem.

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24.08.16
ED. 5440

Syngenta prepara o defensivo para se manter na pole position

 A Syngenta vai dobrar para R$ 200 milhões a média anual dos investimentos no período de 2016 a 2020. A estratégia foi anunciada diretamente pelo novo CEO mundial do grupo, Erik Fyrwald, ao alto comando da filial brasileira, em visita ao país. A operação brasileira será uma das primeiras a passar por mudanças após a alteração do controle da companhia, que foi comprada pela China National Chemical (ChemChina). O objetivo do plano é evitar a perda da histórica liderança da Syngenta no maior mercado da companhia e responsável por 15% da receita mundial. A empresa está no topo do ranking brasileiro desde 2005. A mudança de status ocorrerá com a fusão entre a Bayer e a Monsanto . Juntos, alemães e norte-americanos terão 22% de market share contra 20% da Syngenta. A receita de vendas será de US$ 2 bilhões, bem acima do US$ 1,6 bilhão da atual líder. Para completar, a Bayer e a Monsanto reunirão quase mil pontos de venda, com cobertura nacional e poder de barganha para negociarem preferências ou até exclusividades com lojas em função do portfólio com mais de 120 tipos de produtos.  O aporte total da Syngenta nos próximos cinco anos equivale a 10% de tudo o que o mercado de defensivos agrícolas vende ao ano no Brasil. Os recursos serão exclusivamente destinados ao greenfield. A companhia vai ampliar o parque fabril de Paulínia (SP), distribuir nos seis estados em que ainda não opera e assim completar a cobertura nacional da rede de revenda. O total de pontos de venda dobrará para mil unidades até 2017, número próximo do que têm juntas a Bayer e a Monsanto.  Não é para menos a preocupação da Syngenta com o gigante Bayer/Monsanto. O Brasil é o maior mercado global de agrotóxicos. Movimenta mais de um milhão de toneladas anualmente e cresce 10% ao ano, mesmo em período de crise econômica. Além disso, o Brasil caminha para fechar o ano com receita equivalente a 20% do que fatura a Syngenta no mundo. Quase três quartos das vendas no país saem da comercialização de defensivos agrícolas. A escalada do mega-player Bayer/Monsanto no mercado trará consequências negativas, tanto no relacionamento com pontos de venda quanto na comercialização dos produtos devido à perda no poder de barganha. A ironia do destino é que a Syngenta tomou a liderança justamente da Bayer há 11 anos oferecendo todo tipo de vantagem aos revendedores, inclusive ações da companhia na Bolsa de Zurique. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Syngenta .

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20.07.16
ED. 5415

Blairo Maggi veste o figurino de vendedor da Embrapatec

 Entre os “produtos” agropecuários brasileiros que o ministro Blairo Maggi pretende vender em seu tour pelo exterior, previsto para os meses de julho e agosto, há um em especial: a Embrapatec, a futura subsidiária da Embrapa voltada à comercialização de biotecnologias desenvolvidas pela estatal. A missão de Maggi é atrair grandes grupos internacionais da área de agrociência para se associar à nova empresa. Na mira, grupos como Bayer, Basf e a suíça Syngenta. O governo ainda estuda o melhor modelo para o acasalamento entre a Embrapatec e o capital privado, mas, a princípio, a intenção é oferecer ao mercado uma participação superior a 51%. Até porque esta é uma das premissas para a criação da subsidiária: permitir a “privatização” da Embrapa, por meio do seu braço comercial, sem que seja necessária a privatização da Embrapa.  O ministro Blairo Maggi tem se empenhado pessoalmente para acelerar a votação do projeto de lei que autoriza a criação da Embrapatec, encaminhado ao Congresso no último mês de maio, ainda no governo de Dilma Rousseff. Maggi articula com os líderes da bancada ruralista, em especial o deputado gaúcho Luiz Carlos Heinze, a tramitação da proposta em caráter de urgência urgentíssima. Para o governo, o grande ganho não virá da privatização em si da Embrapatec, mas, sim, da expectativa de que a própria Embrapa dependa cada vez menos do orçamento federal. Estima-se que a abertura da subsidiária e a montagem de uma estrutura comercial no exterior sejam capazes, já no primeiro ano, de triplicar o faturamento da estatal com a venda de tecnologias. Hoje, a Embrapa tem uma receita própria de apenas R$ 120 milhões por ano, que não cobre sequer 5% do seu orçamento, em torno de R$ 3 bilhões.

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02.03.16
ED. 5318

Bicho de pé

 A crise começa a respingar no agronegócio. Segundo fontes próximas à Bayer CropScience, o grupo alemão cogita cortes na produção de sementes e defensivos no Brasil por conta da retração da oferta de crédito agrícola. Procurada, a companhia nega a medida.  Na Syngenta, a preocupação é ainda maior. A companhia está adotando uma política comercial mais agressiva, com cortes expressivos nos preços dos defensivos. O temor dos suíços é que a queda da receita da subsidiária brasileira, maior operação fora da Europa, contamine as negociações para a venda do controle do grupo à ChemChina. Procurada pelo RR, a Syngenta não comentou o assunto.

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23.09.15
ED. 5212

Embrapa sofre com a falta de irrigação

 Nem mesmo a proximidade entre a ministra da Agricultura, Katia Abreu, e a presidente Dilma Rousseff tem sido suficiente para amortecer o impacto do ajuste fiscal sobre a Embrapa. Um dos maiores centros de inovação do país, a estatal foi atingida em cheio pelos cortes no orçamento federal. A crise nas contas públicas já ceifou mais de 30% das verbas previstas para este ano, da ordem de R$ 3 bilhões. Para 2016, o ancinho vai cavar ainda mais fundo: o orçamento da Embrapa deve ficar abaixo de R$ 1,5 bilhão.  A aridez financeira já resseca alguns dos principais planos da Embrapa. O projeto de montar centros de pesquisa e representações no exterior se transformou numa semente plantada no cimento. O Centro de Estudos Estratégicos e Capacitação em Agricultura Tropical (Cecat), desenvolvido no governo Lula com o objetivo de capacitar profissionais da área de agrociência, murchou. Os investimentos na distribuição e comercialização da Cultivance, soja transgênica desenvolvida com a Basf, também estão sob risco. Na Embrapa, já se fala até mesmo na interrupção de outras parcerias com multinacionais, como Dow e Syngenta.

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12.02.15
ED. 5061

Katia Abreu não teme pecha de “Mrs. Agrotóxico”

 A ministra Katia Abreu vai mexer num vespeiro, ou melhor, numa imensa nuvem de gafanhotos. Katia promete mover montanhas para reduzir os prazos de análise dos pedidos para a produção de agrotóxicos no Brasil. Em média, a liberação de uma licença no país demora sete anos. Na Europa, o tempo de espera não chega a três anos; nos Estados Unidos, é ainda menor: dois anos. O problema é que a ministra da Agricultura terá de tirar leite de uma pedra que sequer lhe pertence. Qualquer ação neste sentido dependerá de uma intrincada negociação política com a Anvisa, responsável pelos estudos técnicos e pela concessão das licenças. Katia Abreu terá ainda de enfrentar a reação dos ambientalistas e a acusação, líquida e certa, de que está agindo para atender ao lobby de Bayer, Basf, Syngenta, entre outros grandes grupos internacionais do setor. A ministra da Agricultura, que um dia recebeu o nada honroso título de “Motosserra de ouro”, não teme o epíteto de “Mrs. Agrotóxico”. Ela já tem um pragmático contra-argumento na ponta da língua: a importância econômica de um setor que movimenta cerca de US$ 9 bilhões, cresceu mais de 200% em uma década e fez do Brasil o maior consumidor mundial de defensivos agrícolas, a  frente dos Estados Unidos. Para Katia Abreu, tais fatos mais do que justificam a inclusão do tema em sua lista de prioridades. E quem não gostar que saia da frente do trator.

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29.01.15
ED. 5051

Syngenta

É grande a apreensão nos escritórios da suíça Syngenta no Brasil. Até o início de março, a direção da fabricante de defensivos agrícolas deverá definir a cota que caberá a  subsidiária brasileira entre as mais de 1.800 demissões previstas para este ano em todo o mundo. A Syngenta estabeleceu como meta um corte de custos de US$ 1 bilhão. Haja sangue!

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13.10.14
ED. 4977

Os planos da Bayer Crop

 Os planos da Bayer Crop- Science de disputar a dianteira no mercado brasileiro de sementes transgênicas estão perdendo fôlego. O lançamento da primeira variedade de soja geneticamente modificada do grupo no país, previsto para 2016, poderá ser postergado para o ano seguinte – oficialmente, a empresa nega o adiamento. Uma das maiores dificuldades é a obtenção de todas as licenças por parte do governo da China, maior importador de soja do Brasil. Monsanto e Syngenta, líderes do setor, agradecem.

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04.03.11
ED. 4114

Embrapa vira aríete contra sementes das multinacionais

 O governo trabalha em um projeto que pega pela raiz as grandes multinacionais da área de agrociência presentes no país, a começar por Monsanto, Bayer e Syngenta. Em jogo, a criação de uma empresa 100% nacional voltada ao desenvolvimento e a  produção de sementes, convencionais e transgênicas. O objetivo é criar uma alternativa ao oligopólio que as empresas internacionais estabeleceram no país. A companhia ficaria pendurada na Embrapa. Estão debruçados sobre o projeto o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, e da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante. A proposta tem o apoio da bancada ruralista e de políticos ligados ao setor. Um dos principais interlocutores do governo tem sido o senador Blairo Maggi. O exgovernador do Mato Grosso se compromete a retomar no Congresso a antiga proposta do senador Delcídio do Amaral para a abertura de capital da Embrapa. A entrada de novos sócios, preferencialmente fundos de pensão e outros grandes investidores de capital nacional ? financiaria a criação da nova subsidiária.  Este é um daqueles projetos nos quais o governo só enxerga benefícios para todos os envolvidos. O principal objetivo é criar uma empresa capaz de concorrer e minar a primazia das multinacionais no desenvolvimento e venda de sementes, notadamente transgênicas. Hoje mais de 70% dos pedidos de patentes apreciadas pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) são enviados por empresas internacionais. O maior beneficiado seriam os agricultores, que passariam a ter uma nova opção para a compra de sementes. Hoje, estão praticamente na mão de três ou quatro companhias estrangeiras que estabelecem os preços do insumo e impõem draconianos reajustes anuais. O caso mais emblemático é o da Monsanto, que vive a s turras com os agricultores, principalmente nos períodos de aumento dos royalties das sementes de soja geneticamente modificadas. Entidades representativas do setor, como a Aprosoja, regularmente acionam o Ministério da Agricultura por conta da truculência com que a Monsanto conduz as negociações.  A expectativa do governo é que a nova empresa passe a arbitrar os preços das sementes transgênicas, forçando as multinacionais do setor a rever o valor dos seus royalties. Além disso, o projeto daria um novo status a  própria Embrapa, que ganharia um braço de trader com musculatura suficiente para desenvolver e comercializar sementes em outros países da América do Sul

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