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13.12.16
ED. 5515

O petróleo é deles

Os chineses avançam sobre o petróleo brasileiro. Sinopec e Sinochem estaria em conversações para a compra de parte das ações da Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP) em dois blocos na Bacia Sergipe-Alagoas e outros dois na Bacia Pará-Maranhão. A QGEP tem 100% das quatro áreas. Quer ficar, no máximo, com 30%.

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A Sinochem é candidata à compra das operações de fertilizantes da Anglo American no Brasil. O conglomerado chinês já atua no país no setor de petróleo e gás.

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12.02.16
ED. 5305

Marcha lenta

 A decisão da Statoil de reduzir o ritmo de perfurações de poços no Campo de Peregrino, em Campos, eliminando metade das equipes de trabalho, encontrou oposição da sócia Sinochem. Os chineses, minoritários com 40% do capital, defendem que o ritmo seja mantido para aumentar os ganhos de escala. Peregrino é o oitavo maior campo produtor do país. A Statoil não comentou o assunto.

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09.07.15
ED. 5159

Petrobras chama os chineses e avisa: Carcará pega, mata e come

O programa de desmobilização de ativos da Petrobras começa a sair do papel. Após a venda da fatia de 20% no Campo de Polvo e o anúncio da abertura de capital da BR Distribuidora, a estatal negocia sua participação no bloco BM-S-8, localizado na Bacia de Santos. Do outro lado da mesa estão as chinesas Sinopec e Sinochem, que já têm investimentos no pré-sal brasileiro. As conversas passam pela transferência de parte ou até mesmo da totalidade das ações em poder da estatal. Além de operadora do BM-S-8, a Petrobras é também a maior acionista do consórcio, com 66% – os demais sócios são Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP), a portuguesa Galp e Barra Energia, do ex-Repsol João Carlos de Luca. A negociação é fundamental para os planos da petroleira de levantar US$ 58 bilhões nos próximos quatro anos com a venda de ativos. Ao lado do BM-S-24, também em Santos, e do BM-C-33, na Bacia de Campos, o BM-S-8 forma a trinca de blocos no présal que já teriam sido colocados a  venda pela Petrobras. Todas estas concessões têm um ponto em comum: foram incorporadas a  carteira da companhia antes da promulgação da lei que a obriga a ter participações societárias e ser a operadora única de todos os campos no pré-sal. A venda da participação da Petrobras no BM-S-8 resolverá um problema para a própria companhia e seus sócios no campo. Certamente nenhum dirigente da QGEP, da Galp ou da Barra Energia admitirá publicamente tal desejo, mas todos querem a estatal longe do negócio. O estado de paralisia da Petrobras nos últimos meses afetou duramente a operação. Os aportes da estatal rarearam e, com isso, o cronograma das atividades de exploração e produção já estaria comprometido em quase dois anos. Os atrasos envolvem desde os estudos e testes geológicos até a contratação de equipamentos e prestadores de serviço. Tudo está fora dos trilhos no BM-S-8. A situação chegou a tal ponto que, segundo fontes próximas a  própria Galp, o grupo português chegou a cogitar sua saída do negócio. Coube aos demais sócios colocar panos quentes. A maior preocupação da Galp, QGEP e Barra Energia – donas, respectivamente, de 14%, 10% e 10% do consórcio – é o projeto Carcará. Trata-se da joia da coroa da carteira de participações das três petroleiras e uma das grandes promessas do pré-sal brasileiro. Os estudos feitos até o momento indicam um potencial de produção no local em torno de 3,2 milhões de barris diários em 2018 – para efeito de comparação, a projeção para o megacampo de Libra é de 4,2 milhões de barris/dia em 2020.

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