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04.10.17
ED. 5718

Livro aberto

Desentendimentos entre a própria família Saraiva estariam travando uma nova investida da Amazon sobre a rede de livrarias brasileira. A Saraiva é um livro aberto de páginas em branco.

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19.06.17
ED. 5642

Pocket book

O tempo das mega-stores está chegando ao fim na Saraiva. A empresa pretende reduzir gradativamente diversas lojas em shoppings, devolvendo parte da área alugada. Além disso, a prioridade é abrir unidades de, no máximo, 500 m2, metade do tamanho das grandes livrarias inauguradas nos últimos anos.

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29.03.17
ED. 5588

À espreita

O investidor sul-coreano Mu Hak You, minoritário da empresa por meio do fundo GWI e desafeto da família Saraiva, teria retomado a compra de ações da rede de livrarias. Qualquer semelhança com a possível fusão entre a Saraiva e Cultura não é mera coincidência.

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22.03.17
ED. 5583

Tríplice autoria

A possível fusão entre a Saraiva e a Livraria Cultura não é uma obra escrita somente a quatros mãos. A Amazon surgiria no posfácio, com uma participação no capital da nova empresa. Os norte-americanos passariam a ter acesso e direito de comercialização do acervo e títulos das duas empresas. Procurada, a Cultura nega as tratativas. Amazon e Saraiva não se pronunciaram.

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08.03.17
ED. 5573

Livro caixa 2

Por sinal, as especulações sobre a possível fusão entre a Cultura e a Saraiva têm feito muito bem aos acionistas desta última. Em cinco dias, as ações da Saraiva subiram mais de 15%.

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05.10.16
ED. 5469

De olho nos livros

 A Amazon acompanha com muito interesse as disputas entre os acionistas da Saraiva.

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14.09.16
ED. 5454

Contencioso da Saraiva tem novo capítulo

 Os controladores da Saraiva não vão se livrar tão facilmente do minoritário Mu Hak You, afastado do conselho da companhia por uma decisão judicial. Dono da gestora GWI e detentor de 33% das preferenciais da rede de livrarias, You está buscando o apoio de outros acionistas para exigir na Justiça a realização de uma auditoria externa na empresa. Um dos investidores mais importantes é Vicente Costa Neto, da H11 Capital. Detentor de 10% das PNS, Neto também questiona a Saraiva na CVM, exigindo o pagamento dos dividendos de 2015. O alvo de Mu Hak You são os bônus pagos aos administradores da Saraiva e, em última linha, aos próprios acionistas, hegemônicos no Conselho. You mira, notadamente, nas bonificações distribuídas no ano passado em cima da venda do braço editorial da Saraiva.  Mu Hak You acusa a Saraiva de ter inflado as bonificações com o intuito de aumentar as retiradas dos próprios acionistas, causando perdas aos minoritários.  O tiroteio entre Mu Hak You e os Saraiva se intensificou nos últimos três meses, com disparos de parte a parte. O mais recente foi feito pela rede de livrarias, que entrou com uma ação de responsabilidade contra o investidor, automaticamente forçando sua saída do Conselho. Apenas pró-forma, é bem verdade, uma vez que ele foi substituído pelo próprio filho, Thiago Hi Joon You. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Saraiva e GWI.

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30.08.16
ED. 5444

Saraiva escreve páginas e páginas de desavenças societárias

 Independentemente do mérito, o contencioso com o minoritário Mu Hak You, dono da gestora GWI e detentor de 44% das PNs da Saraiva , tornou-se uma conveniente cortina de fumaça para os controladores da companhia. Este nevoeiro tem ajudado a eclipsar as desavenças na própria família que dá nome à maior rede de livrarias do país. Segundo informações filtradas junto à companhia, a terceira geração de acionistas, liderada pelo presidente Jorge Saraiva Neto, defende uma reformulação estratégica e, sobretudo, a entrada de um novo investidor no capital. Entre outras consequências, a medida é vista como fundamental para impulsionar a operação de e-commerce e permitir que a Saraiva faça frente a novos concorrentes, notadamente a Amazon. A proposta, no entanto, esbarra na “velha guarda”, personificada pelo próprio pai de Saraiva Neto, Jorge Eduardo Saraiva, chairman da companhia. Além da resistência à venda de parte do capital, os atritos se estenderiam ainda ao modelo de negócio. De perfil mais conservador, este grupo da família segue apostando na rede de lojas físicas – não obstante as seguidas quedas de receita da operação. No primeiro trimestre, as vendas caíram quase 4%, ao passo que o faturamento no comércio eletrônico subiu 11%. Ainda assim, os planos de abertura de quatro unidades ao longo deste ano estão mantidos.  Os atritos familiares se intensificaram com a venda da Editora Saraiva, no ano passado. Jorge Eduardo teria praticamente imposto a negociação da empresa à então Abril Educação, por R$ 725 milhões. Segundo o RR apurou, à época, Jorge Saraiva Neto tentou, até o último instante, brecar a venda. O empresário defendia o spinoff das livrarias e do braço editorial e a venda separada de participações, sem que a família necessariamente abrisse mão do controle. Foi voto vencido, como vem sendo, até o momento, em relação ao desembarque de um novo sócio na operação de varejo. Segundo a fonte do RR, diante de tamanho desgaste, o jovem empresário, de apenas 32 anos, já teria cogitado até entregar o cargo.  No dia a dia, os atritos têm atrapalhado a execução de medidas estratégicas na Saraiva. Que o diga o ex- Pão de Açúcar Enéas Pestana. O consultor entrou e deixou a companhia sem que parte expressiva das mudanças que propôs fosse implementada. Só agora, um ano depois, a Saraiva começou a reduzir o tamanho de algumas lojas, inclusive com a devolução de espaços em grandes shopping centers do país. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Saraiva.

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09.05.16
ED. 5364

Saraiva x Amazon

 A guerra entre Saraiva e Amazon vai esquentar. A rede de livrarias pretende entrar na Justiça acusando o gigante do comércio eletrônico de praticar dumping no Brasil com a venda de livros a preços até 50% inferiores à média do mercado. A Saraiva ameaça também interromper a comercialização de títulos de 18 editoras que são parceiras constantes de promoções realizadas pela Amazon. As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Saraiva e Amazon.

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13.01.16
ED. 5286

Livraria Cultura é best-seller na Amazon

 A Amazon não desiste de ter uma estrutura de lojas físicas no Brasil. Após duas frustradas investidas para a compra da Saraiva, os norte-americanos elegeram um novo alvo: a Livraria Cultura. Com 19 pontos, a rede controlada pela família Herz fatura R$ 600 milhões por ano. O RR teve a informação de que as duas empresas já estão em conversações. Embora não apresente nem de longe a abrangência territorial da Saraiva e suas 120 lojas, a Cultura é vista como uma empresa bem mais azeitada. Seus números e seu modelo de negócio enchem os olhos dos norte-americanos. A companhia não tem o grau de dispersão da Saraiva, dona também de uma editora, e muito menos seu nível de alavancagem financeira. Além disso, há importantes similitudes nos sistemas operacionais da Amazon e da Cultura. No ano passado, por exemplo, a família Herz investiu R$ 1 milhão em um processo de precificação de produtos semelhante ao adotado pelos norte-americanos. Seria uma premonição?  A compra da Cultura permitiria à Amazon impulsionar a venda de livros físicos no Brasil, segmento no qual a empresa tardou a entrar – muito em função da pressão da própria Saraiva sobre as editoras nacionais. Além disso, possibilitaria aos norteamericanos dominar quase metade do mercado de leitores digitais no país, somando-se o share do Kindle, seu produto, ao do Kobo, comercializado pela Cultura.

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15.05.15
ED. 5121

Best seller

A Saraiva prepara um novo bote sobre a Laselva, rede de livrarias que enfrenta uma difícil situação financeira. Nos últimos anos, a empresa fechou diversas lojas, notadamente em aeroportos -um dos seus principais credores é exatamente a Infraero.

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