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31.01.17
ED. 5550

Segunda tranche

O norte-americano Sam Zell, que já injetou mais de R$ 400 milhões na Estapar, prepara um novo aporte de capital na rede de estacionamentos.

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  A Brookfield, que acaba de fechar a aquisição da Nova Transportadora do Sudeste junto à Petrobras , avança agora sobre o mercado de shopping centers. Os canadenses querem comprar o controle da BR Malls, maior empresa do setor no país. Com 45 shoppings, a companhia faturou no ano passado R$ 1,3 bilhão. Tem ainda a melhor margem NOI (Net Operating Income) do segmento, em torno de 90% – ou seja, cada R$ 100 de receita líquida geram R$ 90 de caixa. Apesar destes números luzidios, a BR Malls não escapou ilesa ao impacto da crise econômica sobre o setor de shopping centers. Vide a depreciação do seu valor de mercado. Hoje, sua ação é negociada a R$ 12, praticamente a metade da máxima histórica de R$ 23, alcançada em 2012. Não por acaso, a Brookfield está convencida de que este é o momento propício para dar o bote sobre a BR Malls, antes que uma recuperação do consumo se reflita na valoração do ativo. Aliás, assim também pensavam a norte-americana Blackstone e a israelense GazitGlobe, que recentemente fizeram frustradas investidas sobre a empresa brasileira – esta última por meio de uma mal-sucedida tentativa de take over em bolsa (ver RR edição de 18 de julho).  A Brookfield almoça, janta, devora Brasil. Já são mais de R$ 45 bilhões em participações sob o seu guarda-chuva. Somente no último ano, além da malha de gasodutos da Petrobras, os canadenses compraram ativos no setor elétrico, concessões rodoviárias e imóveis. No caso da BR Malls, a operação passaria quase que obrigatoriamente por uma Oferta Pública para Aquisição (OPA) em bolsa, uma vez que a empresa tem o controle difuso e nenhum acionista soma mais do que 6% das ordinárias.  Procurada, a Brookfield nega a investida sobre a BR Malls. No entanto, segundo informações filtradas junto à própria administradora de shoppings, os canadenses já teriam mantido conversações com o presidente da companhia, Carlos Medeiros. Qualquer negociação de compra da BR Malls passa obrigatoriamente pela sua sala. Egresso da GP Investimentos, que fundou a BR Malls em parceria com o norte-americano Sam Zell, Medeiros está no cargo há mais de uma década e é conhecido no setor como “o executivo que manda no acionista”. Com enorme ascendência sobre a babel de investidores institucionais que coabitam o capital da empresa, é voz decisiva em qualquer decisão estratégica da BR Malls. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: BR Malls.

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30.08.16
ED. 5444

Indigo busca vaga no controle da BahiaPark

 No momento em que sócios entram e saem da Estapar – casos, respectivamente, do norte-americano Sam Zell e da Bozano Investimentos –, sua maior concorrente no Brasil acelera em busca de aquisições. O alvo da francesa Indigo, nova marca da Moving Vinci, é a BahiaPark, maior rede de estacionamentos do eixo Norte-Nordeste. A companhia é controlada pela Sinart, do empresário Henrique Pedreira, que atua ainda na gestão de terminais rodoviários, aeroportos e em hotelaria. Procurada, a Indigo confirmou que “está prospectando aquisições no Norte e Nordeste.” Disse também que a BahiaPark “ainda” não foi contatada. Para bom entendedor…  A Indigo tem mais de R$ 500 milhões para investir no Brasil. A incorporação da BahiaPark daria o maior gás aos números do grupo no país. O faturamento saltaria de R$ 450 milhões para mais de R$ 650 milhões por ano. Significa dizer que a participação do Brasil na receita global subiria de 15% para mais de 20%. O Ebitda da operação brasileira sairia dos atuais R$ 50 milhões para algo próximo de R$ 70 milhões. A Indigo saltaria ainda de 140 mil para quase 180 mil vagas em todo o país. No entanto, o caminho para a tão almejada liderança do setor ainda é longo. A Estapar, leia-se BTG, soma mil estacionamentos com mais de 360 mil vagas. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: BahiaPark.

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