Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

planos
25.01.17
ED. 5546

Saab transforma o Brasil em conexão para a América Latina

Apesar das restrições no orçamento das Forças Armadas, o mais badalado investimento da área de Defesa começa a decolar. A Saab vai anunciar nos próximos dias o projeto da fábrica que será instalada no ABC paulista para a montagem final dos 36 caças Gripen vendidos à FAB – um contrato em torno de US$ 5 bilhões. O aporte será da ordem de US$ 200 milhões. Tão ou mais importante do que esta cifra é o valor, por ora intangível, da chegada da Saab ao país: os suecos pretendem transformar o Brasil em cabeça de ponte para a América Latina, aproveitando sua base de produção para vender aeronaves e equipamentos a outros mercados da região.

Embora, de um modo geral, os investimentos militares na América Latina tenham caído, em média, 3% nos últimos dois anos, nações como Colômbia, Peru e Paraguai vêm ampliando consideravelmente seus orçamentos na área de defesa. Uma peça importante na estratégia geoconômica da Saab é a paulista Akaer. No último fim de semana, os suecos anunciaram o aumento da sua fatia na empresa de 15% para 25%.

É apenas a parte mais visível do seu plano de voo. A Saab fechou um acordo com os acionistas da Akaer para chegar gradativamente aos 40% do capital até o fim de 2018. Não é por falta de apetite que os nórdicos vão parar por aí. Este é o percentual limite para que a Akaer siga enquadrada no regime de Empresa Estratégia de Defesa (EED), o que lhe garante benefícios fiscais e algumas vantagens na disputa de licitações. Para todos os efeitos, a companhia permanecerá com a fuselagem pintada de verde e amarelo. No entanto, o manche estará cada vez mais na mão da Saab.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

05.09.16
ED. 5448

Lockheed muda o calibre da sua estratégia comercial

 A Lockheed Martin aprendeu direitinho a lição deixada pelo fracasso na disputa pelo fornecimento de 36 caças supersônicos à Força Aérea Brasileira, vencida pela sueca Saab . O grupo norte-americano resolveu aposentar a postura de intransigência e intolerância nas negociações, aliás, semelhante à da concorrente francesa Dassault. Está adotando uma política de “Lockheed paz e amor”, pautada pela associação com fornecedores locais e investimentos no mercado brasileiro, na expectativa de futuras licitações das Forças Armadas. O Brasil será uma base industrial do grupo na América do Sul e em boa parte da América Central, com a construção de um centro de manutenção de turbinas, em Recife. Essa é apenas a primeira fase do empreendimento. O projeto da Lockheed Martin é instalar em Pernambuco um complexo industrial que fará a montagem final de equipamentos aeronáuticos, como radares, sistemas de vigilância e asas.  Os produtos foram escolhidos de olho prioritariamente no mercado brasileiro, pois são usados pela FAB há mais de dez anos. No caso das asas, a Força Aérea deverá lançar até 2017 uma licitação para revitalização de nove aeronaves de patrulha marítima P-3 Orion, um negócio que deverá chegar a US$ 100 milhões. As negociações com os governos federal e estadual para investimento de US$ 1 bilhão começaram em 2015, mas o acordo foi fechado somente nesse ano. Por ora, não haverá transferência de tecnologia porque o projeto ficará restrito à manutenção de turbinas, mas, na fase de produção, prevista para ocorrer daqui a três anos, a companhia norte-americana prevê transferência parcial do modo de fabricação das peças.  Com essa aproximação, a Lockheed Martin pretende quebrar a espinha dorsal da parceria entre a FAB e a Saab. A ideia é incentivar o governo brasileiro a fazer nova licitação para a futura compra suplementar de aeronaves de combate. A Força Aérea estuda, depois da entrega dos 36 caças pela fabricante sueca, fazer novos pedidos – o que já foi anunciado pelo Alto Comando da Aeronáutica. Posicionada no Brasil, a Lockheed Martin pretende ser lembrada no processo e não apenas assistir à assinatura de um aditivo no contrato firmado pela FAB com a Saab. • As seguintes empresas não se pronunciaram ou não comentaram o assunto: Lockheed Martin.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

22.06.16
ED. 5395

ABB em stand by

 O bilionário sueco Marcus Wallenberg, dono de um colar de empresas que inclui, entre outras, Ericsson, AstraZeneca e Saab, está deixando a pão e água a ABB no Brasil. A controlada, líder mundial em tecnologia para energia e automação, não fará um único investimento nesse ano em novos produtos e expansão da produção. A medida é uma reviravolta na atuação da companhia, que estava investindo R$ 200 milhões ao ano no país desde 2011. Procurada, a ABB disse “não confirmar as informações”.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

08.03.16
ED. 5322

Voo baixo

 O inquérito aberto pelo Ministério Público Federal para apurar irregularidades na compra dos jatos Gripen pela FAB está deixando o comando da Saab em estado de alta tensão. O processo deverá atrasar em, pelo menos, um ano a entrega do primeiro lote, prevista para 2017.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

02.02.16
ED. 5300

Caça e caçador

 Há ruídos – e não são de turbinas – no acordo entre a Embraer e a Saab para a montagem de 15 dos 36 novos caças da FAB. A empresa brasileira quer repassar aos suecos o custo de adaptação da sua fábrica para a produção do Gripen. A Saab diz que não paga. O impasse tem de ser resolvido logo: os primeiros testes de produção estão previstos para o segundo semestre. A Embraer não comentou o assunto.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

19.10.15
ED. 5229

Dassault aprende lição com a derrota para a Saab

  A Dassault Aviation aprendeu a lição. Depois da humilhante derrota para a sueca Saab na disputa pelo fornecimento de jatos para a Força Aérea Brasileira, o grupo francês está mudando completamente a estratégia de atuação no país. Sai de cena a postura imperial que fechou portas em Brasília e entra no circuito um jogo diplomático muito parecido com o adotado pela Saab. A companhia vai montar uma base no país da sua área de defesa e já negocia parcerias com a Embraer para desenvolvimento de tecnologia aeronáutica e até a produção conjunta de peças de jatos militares. Em todas as tratativas, estão previstas maciças doses de transferência de tecnologia. Precisou apanhar para entender. A postura é diametralmente oposta à adotada pela Dassault antes do anúncio do vencedor na licitação da FAB.   A companhia procurou o ministro da Defesa, Aldo Rebelo, com a promessa de construir uma fábrica no país, como está fazendo a Saab, caso saia vencedora em novas licitações das Forças Armadas. A Marinha têm interesse em renovar parte da frota aérea e as três Forças pretendem adquirir equipamentos de defesa, cujos contratos deverão chegar a R$ 3 bilhões. A Dassault pretende ainda montar um colar de empresas fornecedoras nacionais, inclusive com participação no capital de algumas.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

29.09.15
ED. 5216

O combinado

Depois de se notabilizar como o principal cabo eleitoral da Saab na licitação para a venda dos novos caças da FAB, o prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, cobra a contrapartida. Marinho quer que os suecos iniciem a construção da prometida fábrica na cidade antes das eleições de 2016. Faz parte do jogo.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

26.08.15
ED. 5193

Céu brasileiro à moda sueca

Entre as contrapartidas colocadas sobre a mesa para sacramentar a negociação com a Saab, fabricante do caça Gripen, o governo comprometeu-se a flexibilizar as regras de enquadramento no regime de Empresa Estratégica de Defesa (EED). A medida beneficiará os fornecedores do grupo sueco, que terão uma série de vantagens para se instalar no Brasil. Este foi um dos pontos que fizeram o governo sueco aceitar a redução dos juros do financiamento para a venda dos 36 caças à FAB.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

27.05.15
ED. 5129

Derrotada pela sueca Saab

Derrotada pela sueca Saab na licitação dos novos caças da Força Aérea, a Airbus está convencida de que precisa ter uma melhor estrutura de representação institucional no Brasil. Para isso, o grupo europeu pretende criar uma espécie de conselho de notáveis no país. A ideia é buscar nomes com reconhecido trânsito junto ao governo, interlocução direta com os ministros da área militar e visão privilegiada do tabuleiro geopolítico. Alguém assim como um Celso Amorim…

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

24.02.15
ED. 5066

Voo duplo

A Saab deverá anunciar nos próximos dias o formato da parceria com a Embraer para a venda global dos caças Gripen que serão produzidos pelos suecos em São Bernardo do Campo. Já está definido que cada uma das companhias terá 50% da nova empresa responsável pela comercialização das aeronaves.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.