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19.05.16
ED. 5372

Duelo de titãs

  ArcelorMittal e Rumo ALL estão às portas de um contencioso. A siderúrgica estuda entrar com uma ação contra a concessionária devido à interrupção dos serviços na Ferrovia Bauru-Corumbá, por onde escoa aço de suas usinas. Segundo o RR apurou, as perdas da ArcelorMittal com a desativação da ferrovia chegariam a R$ 500 milhões. Consultadas, a Arcelor nega o litígio, embora já tenha entrado com um processo administrativo na ANTT. Já a Rumo não se pronunciou.

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  Poucos investidores internacionais têm levado tão a sério a tese de que é uma boa hora para se comprar ativos no Brasil quanto a Brookfield. Além da iminente entrada no capital da Invepar e do suposto interesse na participação da Petrobras na Braskem, especulado no noticiário nos últimos dias, o RR apurou que a companhia canadense está envolvida em outras duas operações no Brasil, nas áreas de logística ferroviária e saneamento. De um lado, mantém tratativas com o empresário Rubens Ometto para se associar à Rumo ALL; do outro, já teria aberto conversações para a compra de uma participação da Águas do Brasil , holding pertencente às construtoras Queiroz Galvão, Cowan e Carioca Engenharia e Acquapar. Procurada, a empresa de saneamento nega a operação.  A Brookfield está se aproveitando da combinação “perfeita” de momento – câmbio favorável, crise econômica e depreciação dos ativos – para acelerar seu projeto de ocupação e consolidação de setores como energia elétrica, petróleo, concessões de infraestrutura e real estate. O Brasil é a bola da vez no mapa de negócios da companhia. Nos últimos dois anos, para cada quatro dólares desembolsados pelos canadenses na América Latina, três dólares foram direcionados à compra de empresas brasileiras. Nesse período, a Brookfield aportou R$ 5 bilhões no país. Fontes próximas à empresa afirmam que os canadenses reservaram o equivalente a R$ 4 bilhões para novas aquisições ao longo deste ano.  A Brookfield enxerga um aspecto em comum na Águas do Brasil e na Rumo ALL: ambas podem servir como ponto de partida para a montagem de um colar de participações nas áreas de saneamento e de logística ferroviária. As duas empresas guardam também outra semelhança, esta não meritória: fragilizadas pelas circunstâncias, têm encontrado dificuldades para avançar com as próprias pernas. A Águas do Brasil estaria em busca de um sócio há mais de um ano. Já a Rumo ALL prepara um programa de desmobilização de ativos para conseguir honrar os investimentos obrigatórios em suas concessões – ver RR edição de 9 de outubro de 2015. As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Brookfield e Rumo ALL.

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11.12.15
ED. 5267

Rubens Ometto deixa alguns trilhos e vagões pelo caminho

 A Rumo ALL é um paradoxo sobre trilhos. O acordo que viabilizou a criação da maior operadora ferroviária da América Latina é hoje o maior fator de inviabilidade da companhia. O objeto da contradição é o compromisso firmado com o Cade. Para aprovar a fusão entre a Rumo e a ALL, o órgão antitruste jogou no colo de Rubens Ometto um programa de investimentos da ordem de R$ 10 bilhões. Em fevereiro deste ano, após meses de idas e vindas, Ometto acreditava ter fechado o melhor acordo possível. Só que de lá para cá, o cenário mudou radicalmente. O dólar subiu 40%, o crédito rareou e a receita com o transporte de cargas começou a cair na esteira da forte retração econômica. A conta da Rumo ALL não fecha. Hoje, a empresa tem cerca de R$ 1 bilhão em caixa. Mal dá para cobrir um terço do investimento de R$ 2,8 bilhões que terá de ser feito nos próximos 18 meses. Diante desta encruzilhada, Ometto não vê outra opção para pagar o pedágio imposto pelo Cade se não a venda de ativos da companhia. É o que ele fará já no início de 2016.  A ordem na Rumo ALL é proteger ao máximo as concessões ferroviárias, concentrando o processo de desmobilização em outras áreas de negócio. É o caso do segmento de infraestrutura portuária. A empresa deverá se desfazer dos terminais graneleiros T16 e T19, ambos no Porto de Santos. Cargill e ADM já teriam demonstrado interesse no negócio. Com capacidade de transbordo de 12 milhões de toneladas por safra, os dois terminais estariam avaliados em pouco mais de R$ 1 bilhão. A Rumo ALL pretende também realizar um leilão de equipamentos ferroviários, incluindo locomotivas e vagões. Cálculos preliminares feitos pela companhia indicam um potencial de arrecadação da ordem de R$ 500 milhões. A Rumo ALL não comentou o assunto.

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08.12.15
ED. 5264

Pressão nos trilhos

  A exemplo da área de petróleo e gás, as concessionárias do setor ferroviário pressionam o governo e reivindicam a flexibilização das regras do conteúdo local. Hoje, o índice de nacionalização exigido na compra de locomotivas e vagões varia de 60% a 65%. No caso das novas concessões, chega a 75%. As operadoras ferroviárias, à frente Rumo ALL e MRS, alegam que a indústria local não tem condições de atender à demanda. Para jogar mais lenha nesta fornalha, os fabricantes chineses estão entrando no Brasil a pleno vapor, com preços abaixo da linha de cintura.

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09.10.15
ED. 5224

Rumo ALL deixa alguns trilhos e dormentes pelo caminho

A Rumo ALL nasceu no momento em que o Brasil caminhava para um novo e consistente ciclo de investimentos em infraestrutura. Menos de um ano depois, a empresa tornou-se um símbolo do descarrilamento do setor. A companhia de concessões ferroviárias estaria prestes a anunciar um substancial ajuste em seu plano de negócios. De acordo com informações filtradas junto à própria Rumo ALL, os cortes deverão ser referendados na próxima reunião do Conselho de Administração, prevista para 10 de novembro. O programa de investimentos original previa um desembolso de aproximadamente R$ 7,5 bilhões para o período entre 2015 e 2019, valor que se tornou inexequível diante das condições da economia. Segundo o RR apurou, a companhia já teria procurado fornecedores de trilhos e vagões para renegociar contratos e reduzir encomendas. Rubens Ometto e os sócios da antiga América Latina Logística pegaram um comboio pensando estar indo numa direção e acabaram em outra. O plano de negócios da Rumo ALL foi construído com base em projeções para o aumento de volume de cargas que certamente não se consumarão – ainda que 70% de suas operações estejam vinculadas ao agronegócio, por ora imune à retração da economia. Ao mesmo tempo, o programa de investimentos está atrelado a uma série de captações que dificilmente se efetivarão nas atuais condições do mercado. Ressalte-se ainda que a Rumo ALL não vive uma situação financeira das mais confortáveis. Há uma locomotiva vindo na direção contrária: trata-se do aumento da relação dívida líquida/Ebitda. Esta proporção já está em 4,97 vezes, próxima, portanto, do ameaçador patamar de 5,5. Este é o limite acertado com os credores, uma cancela que, uma vez baixada, vai disparar os covenants previstos em praticamente todos os contratos de financiamento da companhia, à exceção dos empréstimos junto ao BNDES.

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