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25.07.17
ED. 5668

Shree Renuka só pensa na despedida

Os indianos da Shree Renuka querem distância do Brasil. Logo após o leilão da usina Revati, marcado para 4 de setembro, deverão partir também para a venda da unidade Madhu – ambas localizadas no interior de São Paulo. Será a segunda tentativa de se desfazer do ativo – a primeira ocorreu em 2016. As duas usinas, juntas, estão avaliadas em cerca de R$ 1,2 bilhão – metade da dívida total da companhia. Projeto audacioso, que passava pela montagem de um conglomerado sucroalcooleiro, a Renuka do Brasil evaporou no meio de uma recuperação judicial. Só é citada ao lado das palavras passivo, credores, demissões, processos trabalhistas…

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13.01.17
ED. 5538

Usina da Renuka encalha sobre o balcão

Os credores da Renuka do Brasil – encabeçados pelo Banco Votorantim e pelo Itaú – já discutem alternativas para a Usina Madhu, localizada em Promissão (SP). Uma das hipóteses é assumir o empreendimento, reestruturá-lo e vendê-lo mais à frente. Colocar para dentro de seus balanços uma moedora de cana-de-açúcar está longe de ser a solução ideal para os bancos. O problema é que, por ora, ainda não surgiu qualquer candidato no leilão da unidade sucroalcooleira, que foi prorrogado até o dia 23 de janeiro. Na primeira tentativa, no último dia 20 de dezembro, também não houve lances pela usina, avaliada em R$ 700 milhões. A negociação é fundamental para o abatimento da dívida com os bancos. Em recuperação judicial, a Renuka, de origem indiana, tem um passivo total superior a R$ 2 bilhões. Procurada, a companhia confirmou que, até agora, não “apareceram interessados”. Como desta vez não haverá preço mínimo, a Renuka espera que a venda da usina “seja concluída no leilão”.

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07.04.16
ED. 5343

Raízen e Wilmar são sócios de uma safra só

  Apenas cinco meses após a sua criação, a joint venture formada pela Raízen e pela Wilmar Sugar , de Cingapura, está ameaçada de derreter feito um tablete de açúcar. Havia um entendimento entre as partes para que, em um segundo momento, a Renuka do Brasil, sucroalcooleira controlada pelos asiáticos, fosse incorporada à nova sociedade, jogando para dentro do cesto quatro usinas de etanol em São Paulo. No entanto, a Raízen se nega a levar o projeto adiante. Alega que a situação financeira da Renuka se deteriorou consideravelmente nos últimos dois meses, com a paralisação de usinas e falta de recursos para a compra de cana – em recuperação judicial, a sucroalcooleira tem uma dívida de US$ 1 bilhão. Nada que já não estivesse sobre a mesa quando a joint venture foi costurada, dizem os asiáticos da Wilmar Sugar.  Para a Wilmar Sugar, a joint venture com a Raízen para a distribuição e comercialização de açúcar perde muito da sua razão de ser caso a Renuka não entre no negócio. Os asiáticos só aceitaram abrir mão da exclusividade sobre o açúcar que exportam do Brasil e do acesso ao mercado asiático diante da possibilidade de encontrar uma solução e um sócio para as suas quatro usinas sucroalcooleiras no país. Sem a contrapartida, melhor seguir na carreira solo. Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Raízen, Renuka e Wilmar.

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03.11.15
ED. 5239

Renuka promete uma colher de açúcar para os credores

  O que era para ser o fim de uma história triste ganhou um capítulo extra com a disposição da indiana Shree Renuka de negociar um aporte de capital na Renuka do Brasil. Trata-se de um sinal de boa vontade em um momento decisivo da companhia, que teve aceito o seu pedido de recuperação judicial em 5 de outubro. A empresa terá de apresentar um plano de pagamento das dívidas de R$ 3,3 bilhões e com 70% de seu passivo em moeda estrangeira. Os credores, entre eles Santander, Banco do Brasil, Votorantim e Itaú, agradecem e apostam que a sinalização positiva deverá facilitar bastante o processo. O aporte de capital terá um peso maior nas tratativas com os bancos do que a suspensão das cobranças de débitos e a obrigatoriedade de apresentação de uma solução para as dívidas, premissas da recuperação judicial. O aporte permite ainda a retomada das negociações para a entrada de um investidor. Fonte ligada ao escritório Dias Carneiro Advogados, que assessora juridicamente o grupo indiano, informou ao RR que o plano de recuperação judicial será apresentado no início de dezembro. A capitalização – conduzida pelo empresário Narenda Murkumbi e a trading asiática Wilmar International, controladores da Shree Renuka – deverá ser realizada no mesmo período.  Seja qual for o caminho escolhido, a Shree Renuka tem de correr com a solução, pois a situação financeira e operacional da subsidiária brasileira vem se deteriorando rapidamente. Os recursos em caixa mal seriam suficientes para cobrir os custos fixos até dezembro. A sucroalcooleira estaria atrasando o pagamento de salários. Ao mesmo tempo, suas quatro usinas no país estariam operando de maneira irregular. O motivo seriam as dificuldades de a Shree Renuka obter matéria-prima. Produtores de cana-de-açúcar estariam se negando a fornecer o insumo enquanto a companhia não quitar antigos débitos. Segundo o RR apurou, a empresa cogita desativar temporariamente uma de suas plantas industriais no Brasil como forma de reduzir os custos operacionais e os prejuízos. Somente as duas usinas paulistas torram por mês quase R$ 60 milhões. A Shree Renuka nega o aumento de capital, assim como os atrasos de pagamento e o fechamento de usinas.  A agonia financeira da Shree Renuka é resultado de uma tempestade perfeita. O grupo indiano acumula equívocos de gestão, altos investimentos de baixo retorno, queda do consumo e dos preços do etanol e intempéries climáticas. Faltava apenas uma chicotada do câmbio. Não falta mais.

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