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20.06.17
ED. 5643

Renova arruma a casa para futuro morador

A Renova Energia, braço da Cemig, encontra-se sob tratamento de choque. Está convocando os bancos para negociar um alongamento da dívida de curto prazo, na casa de R$ 1 bilhão, reduziu o número de contratos de venda de energia no mercado regulado e pretende acelerar a desmobilização de ativos. Recentemente, vendeu um conjunto de parques eólicos para a AES Tietê por R$ 650 milhões e transferiu sua participação na TerraForm, de energia eólica e solar, para a Brookfield. Tudo isso, no entanto, não passa de aquecimento. A grande operação ainda está por vir: a venda da parte das ações pertencente à Cemig. Consultada, a Renova informou que, até o momento, não foi notificada por seus controladores sobre o recebimento de oferta vinculante. A empresa confirmou a venda de ativos e o encerramento de contratos no mercado regulado.

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29.03.17
ED. 5588

Uma conta extra para a AES Tietê

A aquisição do complexo de usinas eólicas da Renova Energia na Bahia – conhecido como Alto Sertão II – vai custar bem mais do que os R$ 650 milhões que a AES Tietê desembolsou pelo ativo. A segunda parte da fatura se refere à repactuação do passivo de R$ 1,1 bilhão herdado com a compra das geradoras. A AES vai emitir R$ 1 bilhão em debêntures não conversíveis em ações. A operação deverá ser realizada ainda neste semestre. Procurada pelo RR, a AES Tietê não se pronunciou por estar em período de silêncio. Boa parte dos recursos será utilizada para o refinanciamento do passivo de Alto Sertão II. Curiosamente, ao anunciar a aquisição, em janeiro, o vice-presidente da AES Tietê, Francisco Morandi López, garantiu que a empresa mantinha uma confortável capacidade de alavancagem para incorporar as usinas da Renova e até buscar outros negócios sem precisar ir a mercado. Será que mudou alguma coisa?

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 Além da Cemig e da Light, o InfraBrasil também deverá vender sua participação na Renova Energia. Administrado pela Angra Partners, o fundo de infraestrutura tem 9% do capital da empresa.

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05.08.16
ED. 5427

Renova Energia é mais uma lâmpada queimada na Cemig

 O colar de ativos da Cemig nas áreas de distribuição, transmissão e geração está se desmanchando na velocidade da luz. Além da Light e da Taesa , que já estão na prateleira, a companhia também colocou à venda sua participação na Renova Energia. A Cemig é a maior acionista individual, com 44% do capital ordinário. Segundo o RR apurou, o negócio já foi oferecido à canadense Brookfield e à chinesa Three Gorges . Ressalte-se que os asiáticos são apontados também como fortes candidatos à aquisição da parte da própria Light na Renova (20,8%). A operação é conduzida paralelamente e deve ser concluída antes mesmo de uma eventual venda do controle da distribuidora fluminense.  A Cemig quer não apenas fazer caixa com a venda da participação na Renova Energia, mas, sobretudo, se livrar das futuras obrigações financeiras com a empresa. Estima-se que apenas as 25 usinas eólicas na Bahia exijam dos sócios um desembolso da ordem de R$ 3,5 bilhões pelos próximos 12 meses. A Renova Energia se tornou uma máquina de moer dinheiro, notadamente dinheiro do Tesouro de Minas Gerais. No início deste ano, a Cemig foi a única acionista a subscrever a chamada de capital na Renova Energia de aproximadamente R$ 700 milhões, sendo obrigada a aumentar a fórceps a sua fatia no capital. Dois anos antes, os sócios já haviam aportado outros R$ 3,5 bilhões na empresa. No meio do caminho, mais precisamente em maio de 2015, a Renova ainda vendeu um pacote de usinas eólicas por cerca de R$ 1,6 bilhão. Não deu nem para a saída. Os recursos foram rapidamente tragados por projetos, àquela altura, ainda em fase de implantação. • As seguintes empresas não se pronunciaram ou não comentaram o assunto: Cemig, Brookfield e Three Gorges.

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20.05.16
ED. 5373

Light espalha suas geradoras sobre o balcão

 A Light prepara um plano emergencial de desmobilização de ativos, notadamente na área de geração, para fazer frente a sua delicada situação financeira. Segundo o RR apurou, a proposta deverá ser submetida ao Conselho de Administração na reunião prevista para a próxima semana. A companhia pretende se desfazer da sua participação na Renova Energia, maior geradora de fontes renováveis do país, e na usina de Belo Monte . Também seriam colocadas à venda cinco usinas hidrelétricas no Rio e em São Paulo, com capacidade total de 855 MW. Segundo o RR apurou, a empresa espera arrecadar algo em torno de R$ 3 bilhões com a alienação dos ativos e, assim, ganhar fôlego para atravessar sua maior crise desde a privatização, há exatos 20 anos.  A Light está no meio da tempestade perfeita. A queda no consumo de energia, o avanço da inadimplência, o rombo fiscal de R$ 9 bilhões em Minas Gerais – o que inviabiliza qualquer novo aporte de capital da Cemig, seu controlador – e a escalada do passivo têm formado uma combinação explosiva para a distribuidora fluminense. Nos últimos 12 meses, a relação dívida líquida/Ebitda pulou de 3,7 para 4,3 vezes e a situação tende a se agravar. Segundo o RR apurou, as projeções da própria Light indicam que esse índice vai romper o patamar de cinco para um até o fim do ano. Um dos casos mais delicados – não exatamente pelo montante, mas pelo potencial impacto sobre a própria operação da companhia – é o passivo com Itaipu. Há cerca de dois meses, a Light abriu uma nova rodada de negociações na tentativa de repactuar o pagamento da dívida de US$ 80 milhões referente à compra de energia. No entanto, segundo fontes próximas à empresa, as conversações fracassaram e a geradora exige a imediata quitação dos valores atrasados. A dívida com Itaipu é um fio desencapado que se estende até a Aneel. A presidente da Light, Ana Horta Veloso, solicitou à agência reguladora uma revisão tarifária extraordinária, dois anos antes do previsto. A justificativa da companhia é que ela fez uma série de investimentos adicionais, sobretudo por conta dos Jogos Olímpicos no Rio. No entanto, a direção da Aneel já deixou claro que qualquer discussão está condicionada à quitação dos pagamentos atrasados à Itaipu.  Por falar em inadimplência, na outra ponta a Light sofre com o crescente atraso no pagamento das contas de luz. No primeiro trimestre deste ano, a companhia registrou em balanço cerca de R$ 50 milhões em provisões para recebíveis de liquidação duvidosa. Ou seja: em apenas três meses, a empresa provisionou mais de 60% do valor lançado ao longo de todo o ano de 2015 (R$ 80 milhões). Procurada pelo RR, a Light não comentou o assunto.

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06.04.16
ED. 5342

Cemig descarrega suas baterias na Renova

 A Cemig cansou de carregar a Renova Energia sozinha nas costas. A estatal negocia com fundos europeus focados em projetos de energia renovável a venda de metade da sua participação na empresa, hoje em torno de 70%. Cemig descarrega suas baterias na Renova Única acionista a subscrever o aumento de capital de R$ 700 milhões realizado no início do ano, a Cemig rechaçou a proposta feita pelo fundo InfraBrasil, dono de 11% do capital da Renova, para um novo aporte na companhia. Em tempo: segundo a fonte do RR, a Renova Energia é o menor dos problemas da estatal. A julgar pelos depoimentos de Delcídio do Amaral, a maior ameaça à companhia é o “Fator Aécio”. Mas essa é outra história. A seguinte empresa não retornou ou não comentou o assunto: Cemig.

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14.09.15
ED. 5205

Venda da Renova Energia entra em curto-circuito

A venda da participação da Light na Renova Energia corre sério risco de ser eletrocutada nos tribunais. Um grupo de acionistas da Brasil PCH, subsidiária da empresa de energia renovável, se articula para entrar na Justiça com o objetivo de brecar a transferência das ações para a norte-americana SunEdison – um negócio da ordem de US$ 250 milhões. O alvo nº 1 do contencioso é a Cemig, controladora da Light e artífice da operação. Estes investidores, capitaneados pela BSB Energia, acusam a estatal mineira de ter rasgado o acordo de acionistas da Brasil PCH – dona de um colar de 13 pequenas centrais hidrelétricas no Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e Goiás – ao fechar negociação com os norte-americanos. A alegação é que, antes de abrir conversações com a SunEdison ou qualquer outro pretendente, a Cemig teria obrigatoriamente de ter ofertado a participação da Light na Renova para os sócios das subsidiárias do grupo, incluindo seus parceiros na Brasil PCH. A explicação está no intrincado acordo de acionistas da companhia, que, num efeito cascata de baixo para cima, se estende a toda a estrutura societária da Renova Energia. A Renova é sócia majoritária da Chipley, que,  por sua vez, é controladora da Brasil PCH. O acordo de acionistas desta última prevê que os sócios da empresa têm direito de preferência em qualquer negociação que altere o controle da própria Renova e, por extensão, de suas subsidiárias. Para os demais  acionistas da Brasil PCH, a estatal mineira ignorou esta condição com o deliberado objetivo de promover um “leilão” em mercado e, desta maneira, amealhar um valor mais alto pela participação da Light. A Cemig enxerga os fatos de outra forma. Segundo a companhia, apenas o BNDES, acionista minoritário da Renova, tem direito de referência sobre a participação dos demais sócios.

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31.07.15
ED. 5175

Renova Energia

Após fisgar a participação da Light (21%), a SunEdison negocia a compra dos 10% da Renova pertencentes à BNDESPar. Caso a operação seja sacramentada, se tornará o segundo maior acionista da empresa de energia renovável, atrás apenas da Cemig.

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28.05.15
ED. 5130

Segundo round,

A aquisição de um pacote de eólicas e PCHs da Renova Energia foi apenas o aperitivo. A norte-americana SunEdison deverá anunciar em junho a compra de uma participação de 26% na empresa. Dessa fatia, 16% virão da Light; o restante, sairá das mãos de um grupo de fundos de investimento. Procurada, a Renova não se pronunciou, alegando estar em período de silêncio.

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