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01.11.17
ED. 5737

Fisco paulista cerca a Dolly e suas tubaínas fiscais

Se depender da Dolly, a candidatura de Geraldo Alckmin à Presidência não terá o apoio dos produtores de tubaína. A empresa é uma das líderes do setor e está penando com a acusação de sonegação fiscal em São Paulo. A Secretaria de Fazenda do estado confirmou ao RR que não apenas investiga a empresa como já lançou na dívida ativa a cifra de R$ 1,5 bilhão, referente a autos de infração contra a fabricante de refrigerantes.

Segundo o RR apurou, as autoridades paulistas reuniram fortes indícios de que a Dolly abriu empresas para dificultar o rastreamento da produção e a cobrança de tributos. O Leão paulista não se deixa embebedar pela tese da Dolly, que resolveu atacar para se defender. A empresa tem feito uma campanha pública para criminalizar seu ex-contador Rogerio Raucci, a quem acusa de ter desviado cerca de R$ 100 milhões por meio de fraudes tributárias. A tática de guerrilha espalha-se pela imprensa e pelas redes sociais.

Nos últimos dias, a fabricante de tubaínas manteve um link patrocinado no Facebook para alardear uma matéria de quase dois minutos exibida pela Rede TV na semana passada, que põe todo o foco do escândalo em cima de Raucci. A Dolly nega as acusações que pesam contra ela. Procurada pelo RR, afirma que, além de ação penal, “pretende mover uma ação de reparação do dano contra Rogerio Raucci”. A empresa alega que a Fazenda lançou os débitos “de maneira unilateral”. Afirma ainda que “aguarda e espera que o Fisco atualize os débitos, já que o valor correto do ICMS-ST foi pago à vista e o saldo do ICMS próprio foi dividido no Programa Especial de Parcelamento”.

No entanto, a Secretaria de Fazenda garante que “a adesão ao Programa em nada modifica a situação de inadimplência perante ao Fisco no que diz respeito aos débitos oriundos de autos de infração”. Para quem não está ligando a marca à pessoa, a Dolly é controlada por Laerte Codonho, dono de uma biografia pautada por polêmicas. Em 2012, foi condenado a pagar uma indenização à Coca-Cola por uma campanha difamatória contra a multinacional – Codonho a acusava de concorrência desleal e sonegação. No ano passado, foi citado no escândalo dos Panama Papers, por supostamente manter recursos em paraísos fiscais.

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16.12.15
ED. 5270

Silvio Santos e Edir Macedo entram em sintonia na Rede TV

Enquanto o polêmico projeto de regulação da mídia segue trancado no fundo da gaveta de Eduardo Cunha, está no ar um redesenho do mercado de TV aberta no Brasil. Além do notório interesse da norte-americana Turner em adquirir até 30% da Band, Silvio Santos e Edir Macedo estariam negociando a compra em conjunto da Rede TV. O controle seria igualmente repartido entre os dois empresários. Ressalte-se que as três emissoras anunciaram recentemente uma joint venture para a venda de sua programação a concessionárias de TV a cabo – ao que tudo indica, uma antessala para uma operação bem maior. Procurado, o SBT disse “não confirmar a negociação”. Record e Rede TV não se pronunciaram.  Em termos de disputa direta pela audiência, a venda da Rede TV ao SBT e à Record não teria maior impacto sobre o setor – até porque, na prática, as três permaneceriam como emissoras independentes. Não obstante o susto que andou levando recentemente, com seguidas perdas de share para a novela Dez Mandamentos, da Record, a Globo seguirá no Olimpo da TV aberta. Segundo o Ibope, de janeiro para cá, a emissora foi líder de audiência em 95% do tempo. Significa dizer que, na média, nos 1.440 minutos de um dia, a Globo fica na frente durante 1.368 minutos. SBT, Band, Rede TV e Record se engalfinham por apenas 72 minutos na dianteira.  O grande ganho de Silvio Santos e Edir Macedo com a compra da Rede TV viria da possibilidade de tirar um concorrente do caminho, automaticamente herdar seu pedacinho no bolo da receita publicitária do setor (R$ 67 bilhões no total, a números de 2014) e ter maior poder de barganha na negociação com os anunciantes. Haveria ainda algumas vantagens periféricas. A aquisição permitiria a Silvio Santos ter um balcão televisivo a mais no momento em que acaba de relançar o baú da felicidade – há quem diga que o próprio Edir Macedo seria um sócio discreto da empreitada. Macedo, por sua vez, teria o tão sonhado segundo canal de TV aberta para rechear a programação com cultos da Igreja Universal, sem sacrificar em demasia a grade e a estratégia comercial da Record.  Nos últimos anos, SBT, Record, Band e Rede TV têm se unido na tentativa de reagir ao poderio da Globo. A medida de maior impacto foi a formação do consórcio que trouxe para o Brasil a alemã GfK, um dos maiores institutos de opinião da Europa. Desta maneira, o quarteto conseguiu quebrar a hegemonia do Ibope na medição da audiência no Brasil. Mas este pool não é um monolito. Se, fora dele, exista um oponente em comum, dentro todos continuam brigando contra todos. Neste caso, SBT e Record são os predadores e a Rede TV aparece como a presa mais frágil. Faz algum tempo que a emissora de Amilcare Dallevo e Marcelo de Carvalho convive com insistentes rumores sobre sua venda. Há pouco mais de um ano, por exemplo, o apresentador Ratinho chegou a abrir conversações para a compra da empresa, mas teria desistido por conta do passivo trabalhista.

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18.08.15
ED. 5187

Reprise

Marcelo de Carvalho e Amilcare Dallevo Jr. retomaram as buscas por um comprador para a Rede TV! Oficialmente, a emissora nega a venda.

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28.04.15
ED. 5109

Base de apoio

Franklin Martins, ex-ministro da Secretaria de Comunicação, e Marcelo Carvalho, dono da Rede TV, estão muito próximos.

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