Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

planos
30.10.17
ED. 5735

Sarrafo mais baixo

Os planos do ministro Raul Jungmann de concorrer ao governo de Pernambuco têm sido esvaziados dentro de seu próprio partido. Para o PPS, a munição de Jungmann só dá para a sua reeleição à Câmara dos Deputados.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

25.07.17
ED. 5668

Contagem regressiva

Raul Jungmann conta os meses para deixar o Ministério da Defesa. Só não decidiu ainda o seu lugar na urna eletrônica em 2018: se sai como candidato à reeleição para a Câmara ou disputa uma vaga no Senado.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

19.07.17
ED. 5664

Reajuste dos militares opõe Jugmann e equipe econômica

Há um agastamento nas relações entre o ministro da Defesa, Raul Jungmann, e seus colegas da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Dyogo Oliveira. O motivo é uma questão bastante delicada: o reajuste salarial das Forças Armadas. O assunto está parado na área econômica, onde enfrenta resistências. Meirelles, principalmente, tem a sensibilidade do todo, mas não abre mão da parte.

Na Fazenda, não se discute o mérito da questão e muito menos sua importância para o governo, sobretudo pelo seu valor intangível no atual cenário político e institucional. No entanto, Meirelles olha o orçamento com lupa e tem dificuldade em encontrar uma fresta para encaixar o reajuste salarial dos militares. Os estudos preliminares do Ministério da Defesa envolveriam um aumento médio de 15%. Tomando-se como base os gastos com pessoal e encargos sociais previstos no Orçamento das Forças Armadas para este ano, o reajuste implicará um custo adicional de R$ 10,5 bilhões por ano.

Na aritmética que mais sensibiliza Meirelles, essa cifra equivale a algo como 8% do déficit primário previsto para 2018 (R$ 131 bilhões). Consultado sobre o reajuste dos militares, o Ministério da Defesa confirmou que “tem atuado junto à Fazenda e ao Planejamento para que ocorra um nivelamento com as demais carreiras de estado”. Disse ainda que “não é possível afirmar quando os estudos estarão concluídos e qual o espaço fiscal a ser concedido.”

A Fazenda, por sua vez, não quis se pronunciar. A indefinição sobre o aumento dos salários dos militares pesa nas costas de Raul Jungmann. Há pouco mais de um mês, em entrevista ao programa Forças do Brasil, da Rádio Nacional, o ministro da Defesa garantiu o reajuste. Talvez estivesse trabalhando com a fotografia de uma cena anterior.

Segundo o RR apurou, as discussões sobre o tema haviam avançado razoavelmente em março e abril, na mesma época que o governo começou a esboçar propostas para a reforma da Previdência dos militares. Desde então, no entanto, a Fazenda e o Planejamento pisaram no breque. Há uma defasagem nos salários dos militares em relação a outras carreiras de Estado na área de segurança.

Um agente da Polícia Federal, por exemplo, recebe o mesmo do que um coronel das Forças Armadas, sem ter responsabilidade de comando. Como não poderia deixar de ser, o problema aperta, sobretudo, as patentes mais baixas. Não por acaso, de acordo com uma fonte do próprio Ministério da Defesa, o modelo delineado pela Pasta prevê justamente uma redução do gap salarial entre os diferentes níveis na hierarquia militar.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

28.06.17
ED. 5649

Abin transferida?

Em Brasília cochicha-se que a Abin será transferida para o Ministério da Defesa caso se confirme a mudança do general Sergio Etchegoyen do GSI para a esmaecida pasta. O ministro Raul Jungmann já está com o visto de saída assinado para abril de 2018 – ver RR de 9 de maio.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

09.05.17
ED. 5614

Sucessão na Defesa é uma farpa nas relações entre Planalto e Forças Armadas

A saída de Raul Jungmann do Ministério da Defesa para disputar a reeleição à Câmara dos Deputados, já anunciada dentro do Planalto, está produzindo uma ranhura na superfície lisa do relacionamento entre o governo Temer e o Exército Brasileiro. As gestões têm como pano de fundo as aspirações embrionárias das Forças Armadas de que o futuro titular da Pasta seja um militar, quebrando uma tradição de 18 anos. Desde a sua criação, no governo FHC, foram dez ministros, incluindo Jungmann, todos civis.

O Ministério da Defesa sempre foi tratado como uma espécie de concessão dos militares, vigiada de perto. No entanto, a situação parece estar mudando diante das circunstâncias, que combinam crise política e as suspeições que cercam boa parte do Executivo e do Legislativo. Da parte das Forças Armadas, há ainda uma questão interna tão relevante quanto delicada: o “fator Villas Bôas”.

Por conta do seu estado de saúde, há uma considerável probabilidade de que o General Eduardo Villas Bôas tenha de se afastar do Comando do Exército antes mesmo de uma mudança no Ministério da Defesa. Hoje, o General Villas Bôas é visto como o principal fator de tranquilidade no aparelho das Forças Armadas diante do quadro de entropia política e institucional. Para todos os efeitos, Raul Jungmann terá até abril de 2018 para se desincompatibilizar do cargo – procurado pelo RR, o ministro não quis se pronunciar. No entanto, nada que envolva as Forças Armadas é feito de sopetão: as peças já começaram a circular pelo tabuleiro da sucessão.

Um candidato mais do que natural seria o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Sergio Etchegoyen, hoje tido como o segundo nome mais importante e influente do Exército. No entanto, existem alguns pruridos para a sua indicação. Sua escolha criaria um embaralhamento hierárquico à medida que ele ficaria em um cargo superior ao do comandante do Exército – hoje, mesmo no GSI, que tem status de ministério, ele é um subordinado ao General Villas Bôas dentro dos critérios do Exército.

É bem verdade que se tratando dos oficiais em questão, uma eventual troca de posições formais não seria um problema, dada a excelente relação entre ambos. De toda forma, o mais provável é que o General Etchegoyen permaneça no GSI. Tanto ele quanto Temer compartilham da opinião de que sua presença no Palácio tem sido estratégica para dar fluidez às relações entre a Presidência e as Forças Armadas. Não obstante, Etchegoyen ser guardado como uma reserva técnica para ocupar o próprio cargo de comandante do Exército.

Outro nome egresso do estamento militar cogitado para substituir Raul Jungmann é o do Secretário-Geral do Ministério da Defesa, o General-de -Exército Joaquim Silva e Luna, ex-chefe do Estado-Maior do Exército. Quando Temer assumiu a presidência ainda provisoriamente, em maio de 2016, o General Silva e Luna esteve cotado para a Pasta. O fato é que, na hipótese de nomeação de um militar para a Defesa, com a permanência de Etchegoyen no GSI e a forte liderança do comandante Villas Bôas à frente do Exército, Temer teria ao seu redor uma espécie de Junta Militar.

Seriam três generais de quatro estrelas formando um cinturão em torno dos ministros civis do Planalto e do próprio Temer, todos citados na Lava Jato. Sabe-se lá se é apenas coincidência, se uma manobra para garantia institucional, se o objetivo é o de tutela disfarçada ou se a intenção é preventiva, uma alternativa a uma atitude de força maior, aquela mesmo que nem “nós” nem “eles” ousam sequer pronunciar o nome. Vade retro! A questão, ressalte-se, não está fechada a priori.

As gestões em curso preveem também a hipótese de continuidade da linhagem civil no Ministério da Defesa. O nome de Nelson Jobim, que já ocupou o cargo, é constantemente lembrado no Palácio do Planalto. Porém, pesa contra ele uma bruta contraindicação: sua atual estadia como sócio do BTG Pactual, onde está ao lado de um banqueiro citado na Lava Jato.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

11.10.16
ED. 5473

Sisfron são os novos olhos da Defesa na tríplice fronteira

  O ministro da Defesa, Raul Jungmann, o ministro-chefe do Gabinete de segurança Institucional, General Sergio Etchegoyen, e o Estado Maior das Forças Armadas estão debruçados sobre um novo plano de ações para intensificar a vigilância na tríplice fronteira – Brasil, Argentina e Paraguai. O tema, inclusive, chegou a ser discutido nos encontros que Michel Temer teve, na semana passada, com os presidentes Mauricio Macri e Horacio Cartes. A grande contribuição virá do lado brasileiro: até meados do ano que vem, as Forças Armadas deverão concluir a implantação do Sisfron, novo sistema de monitoramento de fronteiras. Trata-se de uma rede integrada que reúne satélites, radares, aeronaves e ainda postos de vigilância localizados em regiões-chave. A importância estratégica do novo sistema pode ser medida pela sua blindagem à crise nas contas públicas. Orçado em aproximadamente R$ 12 bilhões, foi um dos raros projetos das Forças Armadas que passaram razoavelmente incólumes à desidratação orçamentária. Existe, inclusive, um projeto para que a tecnologia do Sisfron seja vendida a outros países. Procurado, o Ministério da Defesa não quis se pronunciar.  Entre os equipamentos de última geração que serão utilizados, o destaque fica por conta do Vant – Veículo Aéreo Não Tripulado –, um avião-radar de patrulhamento aéreo que pode ser usado não apenas para serviços de vigilância, mas até mesmo em pequenos resgates. O Sisfron já está em fase de testes na divisa entre Mato Grosso do Sul e o Paraguai. Todo o sistema será integrado aos órgãos de Inteligência das Forças Armadas, das Polícias Federal e Rodoviária, das corporações estaduais e da Receita Federal. Sua operacionalização ficará concentrada na 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, conhecida como Brigada Guaicurus, localizada na cidade de Dourados (MS).  Quando estiver integralmente implantado, o Sisfron permitirá o monitoramento dos 17 mil quilômetros de fronteira seca do Brasil. No entanto, o maior foco de preocupação para a área de Defesa é a interseção com a Argentina e o Paraguai. Ali estão os maiores poros na segurança das fronteiras, uma região pródiga na entrada de armas, drogas e mercadorias contrabandeadas. Trata-se ainda de uma área que hoje merece atenção redobrada pela movimentação de células operacionais de grupos terroristas. Durante a Olimpíada, diversos agentes dos serviços de Inteligência do Brasil e de países como Estados Unidos e França permaneceram infiltrados em Foz do Iguaçu e cidades próximas.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

29.09.16
ED. 5465

Raul Jungmann marcha para uma nova missão

 O ministro da Defesa, Raul Jungmann, iniciará no mês de outubro uma série de viagens ao exterior. Entre outros países, há visitas programadas à França e à Rússia. A missão é negociar parcerias tecnológicas para a execução de projetos das Forças Armadas, muitos deles emperrados por restrições orçamentárias.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

 O governador em exercício, Francisco Dornelles, consultou o ministro da Defesa, Raul Jungmann, sobre a possibilidade de a Força Nacional de Segurança permanecer no Rio em 2017. A princípio, o reforço vai só até as eleições.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

 Os ministros da Justiça, Alexandre de Moraes, e da Defesa, Raul Jungmann, chegaram a discutir com José Ivo Sartori a entrada emergencial das Forças Armadas na segurança pública do Rio Grande do Sul, onde há uma grave crise devido ao aumento dos latrocínios, o que tem gerado crescentes protestos da população. Por fim, chegou-se ao entendimento de que o deslocamento de agentes da Força Nacional seria menos “invasivo”.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

 A russa Rosoboronexport , que tinha ótimo trânsito no governo de Dilma Rousseff, está tentando reconstruir suas pontes em Brasília. Representantes da empresa vêm mantendo tratativas com o ministro da Defesa, Raul Jungmann, na tentativa de emplacar a venda de blindados para o Exército. Sobre a mesa, um pacote de financiamento de bancos russos. Para a Rosoboronexport, o que está em jogo é a sua própria operação na América Latina. A companhia acaba de levar um petardo na Venezuela, ao perder boa parte dos contratos de US$ 3 bilhões com as Forças Armadas locais

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.