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28.04.22

O papel de Geraldo Alckmin no governo Lula

A terceira via já foi escolhida, tem nome e função. Chama-se Geraldo Alckmin e estará tanto na campanha quanto em um eventual terceiro mandato de Lula com missão definida: tratar dos assuntos com maior fricção entre o PT e o mercado. Alckmin não será um companheiro de chapa e muito menos um vice “picolé de chuchu”, tampouco um bonachão feito José de Alencar ou um regra três sem função, como é o general Hamilton Mourão. Caberá a ele um papel que, guardadas as devidas proporções, em outras circunstâncias foi bem exercido pelo ex-ministro Delfim Netto: servir de costas largas para o presidente.

A ideia é que tenha poderes para isso. As reformas, que serão um carry over do governo Bolsonaro – com as atuais ou outras denominações, com mudança do conteúdo, afinamento etc – ficarão na esfera de atuação de Alckmin. O eventual vice-presidente estará à frente dessas negociações não “para revogar”, mas “para revisar”. Isso já foi dito. Vale o mesmo para privatizações e decisões já tomadas que o PT bravateia que mudará de chofre. Alckmin não entraria na ópera petista para representar somente o caricaturado leguminoso, destituído 100% de carisma.

Esta é uma visão inteiramente equivocada. O vice já tem seu script acordado com Lula e enfeixado com cláusulas pétreas. Não ficará sem função executiva. A indicação de que ele é quem irá negociar com os sindicatos a “revisão” da reforma trabalhista revela a dimensão das missões reservadas a Alckmin. O ex-tucano tem feito seguidos movimentos de aproximação com as principais entidades de representação dos trabalhadores. Um de seus interlocutores mais regulares é o vice-presidente da Força Sindical, Sergio Leite.

Alckmin pretende ter um gabinete de assessores de alto calibre para entrar em campo com forte munição. O nome do economista Pérsio Árida no rol dos seus colaboradores é um indicativo do peso da turma. Pérsio já teria, inclusive, trocado ideias com Aloizio Mercadante, contribuindo para a construção do programa de governo. Ao levar para perto o ex-presidente do Banco Central, Alckmin atrai, praticamente por força gravitacional, outros quadros da Casa das Garças, originalmente ligados ao PSDB. Uma das pautas que o ex-governador de São Paulo pretende incluir na sua jurisdição é a desburocratização, um item emprestado da agenda liberal.

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19.04.22

Tucano vs. tucano

João Doria e Bruno Araújo viraram uma espécie de Rússia e Ucrânia do PSDB. Após afastar o desafeto da coordenação da sua campanha, Doria estaria manobrando nos bastidores para derrubar Araújo do comando do partido. Isso se até lá Araújo, aliado de Eduardo Leite, não dinamitar a candidatura do ex-governador à Presidência.

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18.04.22

Partido fantasma

João Doria vai penar para fazer campanha no Rio. Rodrigo Maia tem se queixado a interlocutores da dificuldade de fechar a lista de candidatos no estado para a Câmara e Senado. O PSDB virou um deserto no estado: faltam nomes e siglas interessadas em formar alianças com os tucanos.

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28.03.22

Para onde Aécio Neves caminha?

Aécio Neves tem sido estimulado por parlamentares e prefeitos mineiros a disputar novamente uma vaga no Senado. Por ora, em conversas reservadas, não diz nem que sim, nem que não. Além da recuperação dos espaços de poder dentro do PSDB, vide sua cruzada anti-Doria, aliados apontam outra razão para Aécio concorrer a senador: o recente veredito da 7a Vara Criminal de São Paulo, absolvendo o tucano da acusação de ter recebido propina de Joesley Batista, dono da JBS. No entorno de Aécio, a leitura é de que, do ponto de vista eleitoral, a decisão da Justiça está para ele assim como o cancelamento das condenações da Lava Jato está para Lula.

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14.02.22

Território hostil

De Aécio Neves a um senador tucano, fonte do RR: “Dos 80 prefeitos do PSDB em Minas Gerais, cerca de 60 estão fechados comigo para o que der e vier”. Ou seja: não vão mover uma palha pela candidatura de João Doria à Presidência.

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09.12.21

Crítica e autocrítica sobre a chapa tucana puro-sangue

O RR recebeu mais de três dezenas de mensagens de assinantes e de fontes questionando, criticando e duvidando da formação de uma chapa entre João Doria e Eduardo Leite – ver edição de ontem. Alguns dos principais pontos dizem respeito ao espaço que Doria daria a Leite ou mesmo à possibilidade de sucesso de uma dobradinha PSDB-PSDB. “Esse café com leite já nasceria ralo e imbebível”, disse ao RR um tarimbado parlamentar. O assunto é polêmico mesmo e, como o RR registrou, não é simples de acontecer. Aguardemos os fatos.

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08.12.21

Uma chapa tucana puro-sangue

A chapa “café com leite”, como é chamada a possível dobradinha entre o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e o governador de São Paulo, João Doria, está saindo do terreno das possibilidades abstratas para o das articulações concretas. Emissários dos dois lados têm agido com celeridade para marcar um encontro entre os dois políticos antes do Natal, em Porto Alegre, mais precisamente na semana que antecede os festejos. A ideia é capturar o simbolismo desse período de concórdia, paz e amistosidade. Essa seria a marca da dobradinha.

Há simpatia mútua entre ambos. E há também complementariedade. A fonte do RR aposta que a chapa Doria e Leite é a terceira via definitiva. “Eles vão empolgar o Brasil. São os únicos capazes de isolar o Sérgio Moro”. Há ganhos por vários lados nessa combinação. Doria e Leite conseguiriam esterilizar o estrago que a eventual chapa Lula/Geraldo Alckmin poderia fazer no PSDB, dividindo o partido e levando seus caciques, a exemplo de Fernando Henrique e José Serra, para o lado do ex-presidente e do “chuchu”.

Até Aécio Neves, que tem desabrida admiração por Leite e ódio por Doria, faria uma concessão e trabalharia pela unidade do PSDB. E viriam artistas, celebridades, um universo alegre que identifica esses sentimentos nos personagens. Pode ser que a fonte do RR esteja enxergando um mundo cor de rosa. Mas faz o maior sentido a chapa constituída por Dudu – apelido de Leite na infância – e o “calça apertada”, apelido de Doria na maioridade.

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29.11.21

Em busca de um ninho

Arthur Virgílio começa a achar que seu lugar não é mais no PSDB. Figurante nas prévias tucanas, Virgílio agora enfrenta forte resistência a sua candidatura ao Senado pelo Amazonas.

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24.11.21

Bancada do Doria

O humorista André Marinho, filho do empresário Paulo Marinho, foi convidado por João Doria para a disputar para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados pelo PSDB. Célebre pela imitação jocosa de Jair Bolsonaro em recente jantar na residência de Naji Nahas, André deixou a Rádio Jovem Pan após um desentendimento, ao vivo, com o presidente da República.

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19.11.21

As aproximações sucessivas de Lula, FHC e Alckmin

A volta de Lula da sua excursão pela Europa promete. Há articulações para um encontro entre o ex-presidente, Fernando Henrique Cardoso e Geraldo Alckmin em dezembro, antes das festas de fim de ano, período em que a formação de alianças para 2022 deve começar a se intensificar. A costura estaria sendo feita pelo ex-ministro Nelson Jobim, atual presidente do Conselho do BTG. Caso se confirme, a reunião carregará alguns simbolismos.

Poderia ser o prenúncio do desembarque dos chamados tucanos de “cabeça branca”, ou seja, da velha guarda do PSDB, da campanha de Eduardo Leite ou de João Doria. O que não chegaria a surpreender, dada a posição folgada de Lula e o modesto desempenho tanto de Leite quanto de Doria nas pesquisas eleitorais. Ainda que não viesse acompanhado da formalização do eventual convite, o encontro seria uma passada larga para a presença de Alckmin na chapa de Lula, como candidato a vice-presidente.

O evento alimentaria ainda o sonho antigo de uma junção entre PT e PSDB – ou, ao menos, de uma corrente mais raiz dos tucanos -, o que significaria uma coalização entre as duas forças partidárias vencedoras de todas as eleições presidenciais entre 1994 e 2014. Em um sentido mais abrangente, o encontro entre Lula, FHC e Alckmin poderia significar ainda a criação de uma aliança contra a reeleição de Jair Bolsonaro. No ano passado, o próprio Fernando Henrique chegou a ensaiar a ideia de uma “frente ampla contra o mal que está aí” – guardadas as devidas e enormes proporções, algo similar ao movimento encabeçado por Carlos Lacerda, Juscelino Kubitschek e João Goulart durante o regime militar. Em tempo: por ora, Lula, FHC e Alckmin parecem ter feito um pacto de silêncio sobre o assunto. Consultados pelo RR sobre o possível encontro, nenhum dos três se pronunciou. Entende-se.

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