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A PF colocou meio galho dentro em sua nota conjunta com o Ministério da Agricultura. Mas ainda é pouco para acalmar o mercado lá fora. É preciso assumir que a Operação Carne Fraca foi uma lambança.

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21.03.17
ED. 5582

PF erra na dose e promove uma carnificina reputacional

A Policia Federal dessa vez não fez conduções coercitivas e vazamentos seletivos, mas exercitou todo o autoritarismo e inconsequência que poderia se imaginar na generalização e exposição irresponsável de um dos setores da economia com maior geração de empregos e inserção competitiva internacional. Todas as autoridades da área agropecuária foram desprezadas, ninguém da cúpula do governo foi consultado, desconhece-se o percentual dos desvios em relação à totalidade da produção e da exportação e ignoram-se as diferenças entre as irregularidades das empresas pode ser que haja bois de piranha nessa carnificina reputacional. Os laudos técnicos são pouco substanciosos para uma operação desse porte e as propinas pagas para calar a fiscalização ainda estão no território da suspeição em diversos casos – portanto, não há culpa decretada para todas as companhias – e o assunto viralizou na internet. A queima de riqueza com o emporcalhando das marcas das empresas é incalculável e tem um impacto redobrado em relação à imagem do país, devido ao acúmulo com o propinódromo da Lava Jato. É um caso onde não há acordo de leniência que arrume as coisas. A operação “Carne Fraca” reforça a percepção de um país sem crédito, moral e vergonha na cara. Cabe um investigação rigorosa, sem dúvida. Mas a PF não podia passar por essa sem uma admoestação pública e confissão de precipitação e mea culpa internacional na condução desastrada das investigações e divulgação como se fosse uma instituição inimiga do aparelho de Estado.

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09.12.16
ED. 5513

Out of records

O episódio Marcelo Calero abriu mais uma ferida na relação entre o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, e o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Laiello. Moraes foi cobrado pelo Planalto por só ter tomado conhecimento das gravações entregues por Calero à PF após o vazamento na imprensa.

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27.10.16
ED. 5484

Redoma

 O policial legislativo Paulo Igor da Silva, que denunciou o rastreamento ilegal de grampos em gabinetes e residências de senadores, está sob proteção da PF desde o último fim de semana.

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