Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

planos
06.09.17
ED. 5699

Avenida Paulista

A pré-candidatura do sociólogo tucano Luiz Felipe d ́Avila ao governo alimenta a expectativa de um duelo do empresariado paulista nas urnas – ainda que de forma indireta. De um lado, Paulo Skaf, montado na coalizão PMDB/Fiesp; do outro, d ́Avila, com o apoio de Abílio Diniz, seu sogro.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

04.09.17
ED. 5697

Recado de Josué

A declaração de Josué Gomes da Silva de que poderia ser candidato a vice-presidente em uma chapa com o também empresário Flavio Rocha foi recebida no PMDB como um recado para dentro do próprio partido. Josué foi “esquecido” por seus pares como um potencial candidato peemedebista ao Senado ou mesmo ao governo de Minas Gerais. Neste caso, o preferido é o deputado Fabio Ramalho, tão preferido que foi convocado para integrar a comitiva de Michel Temer na China. Ao mencionar o herdeiro da Lojas Riachuelo, Josué piscou o olho para o Partido Novo, ao qual Flavio Rocha deverá se filiar.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

Jorge Picciani está se tornando tutor político dos “órfãos” da Lava Jato. Mentor de Marco Antonio Cabral, filho de Sérgio Cabral, terá também participação direta na campanha de Danielle Dytz da Cunha à Câmara dos Deputados. Herdeira do capital político de Eduardo Cunha – sim, ele existe -, já é possível antever a jovem Danielle em palanques do interior do Rio, nas inúmeras cidades dominadas pelo PMDB, falando da “injustiça” que fizeram com seu pai.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

16.08.17
ED. 5684

Candidato do PMDB, sem o PMDB

Boa parte do PMDB virou as costas para a campanha de Eduardo Braga, candidato do partido no segundo turno das eleições no Amazonas. É o troco pelo fato de Braga, ex-ministro de Dilma Rousseff, ter se mantido contra o impeachment. Em maio, Braga já havia experimentado um petit dejeuner da vendetta de Temer com a demissão da então superintendente da Suframa, Rebecca Garcia, que ele havia indicado para o cargo.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

10.08.17
ED. 5680

Em nome do filho

O nome de Leonardo Picciani surge, desde já, como o estepe do PMDB para 2018 caso a Lava Jato afogue a candidatura de Eduardo Paes ao governo do Rio. O que divide o coração de seu pai, Jorge Picciani, é o risco do rebento não ganhar a eleição, terminar seu mandato de deputado federal e acordar em 1 de janeiro de 2019 sem imunidade parlamentar.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

09.08.17
ED. 5679

Candidato importado

O PSDB poderá lançar mão de uma solução externa para retomar o mando do segundo maior estado do Brasil: importar o deputado Rodrigo Pacheco, do PMDB, para concorrer ao governo de Minas Gerais. O nome natural dos tucanos, Antonio Anastasia, está “interditado” depois que a Lava Jato tragou seu mentor político, Aécio Neves.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

07.08.17
ED. 5677

O troféu de ACM Neto

ACM Neto recebeu de Michel Temer a promessa de que o PMDB estará em seu palanque em uma eventual candidatura ao governo da Bahia. Trata-se de um golpe de mestre do prefeito de Salvador para enfraquecer seu principal adversário, o atual governador e candidato à reeleição, Rui Costa, que chegou ao cargo exatamente numa aliança com os peemedebistas. É o mínimo que Temer pode fazer por ACM Neto, que o apoiou publicamente e foi decisivo para dobrar parlamentares da bancada nordestina que ameaçavam votar contra o presidente.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

28.07.17
ED. 5671

Gasolina na fogueira

O encontro da última quarta-feira no Palácio do Planalto não aparou as arestas entre Michel Temer e Paulo Hartung. Pelo contrário. Ontem, em conversas reservadas com parlamentares do PMDB, o governador do Espírito Santo
subiu o tom nos ataques a Temer. Coisa de quem já usa a camisa do DEM e o bottom de Rodrigo Maia por debaixo do paletó.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

20.07.17
ED. 5665

Uma vez cacique…

Paulo Skaf tem conversado recorrentemente com Michel Temer sobre 2018. Quer, desde já, a garantia de que será o candidato do PMDB ao governo paulista. Mesmo que Temer venha a ser detonado da Presidência da República, dificilmente o partido lançará um candidato sem a sua bênção.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

18.07.17
ED. 5663

Mantra

A quem lhe pergunta sobre os “traidores” do próprio PMDB, Michel Temer repete, como um mantra, que não vai agir com o fígado. Aliás, quando foi que Temer tomou uma atitude mais Madura na política?

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

13.07.17
ED. 5660

Radioatividade

O prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis (PMDB),tomou conta da Indústrias Nucleares do Brasil (INB), com a indicação de aliados para diversos cargos. A sesmaria lhe foi concedida pelo presidente da Assembleia Legislativa, Jorge Picciani. Nada mais justo. Reis tem um longo histórico de serviços prestados à atômica trinca Sergio Cabral, Eduardo Cunha e Picciani.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

10.07.17
ED. 5657

Farelos de poder

Seja Michel Temer, seja Rodrigo Maia, pouco importa: a tropa governista da Câmara já duela pelas quatro pastas tucanas que deverão voltar às páginas dos classificados nos próximos dias. PMDB e DEM são os mais ávidos pelas cadeiras de Bruno Araújo (Cidades), Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), Aloysio Nunes Ferreira (Itamaraty) e Luis linda Valois (Direitos Humanos). A bancada do PSDB se reúne nesta semana para formalizar a rebelião contra o presidente Temer, liberando seus deputados para votar contra o governo na Comissão de Constituição e Justiça e no plenário da Câmara.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

07.07.17
ED. 5656

Fidelidade líquida

O Palácio do Planalto confia desconfiando na lealdade do presidente da Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) da Câmara, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG). O temor é que o atual aliado se volte contra o próprio governo, aproveitando os holofotes da denúncia contra Michel Temer para lançar de vez sua candidatura ao governo de Minas Gerais em 2018.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

12.06.17
ED. 5638

Indo para a cadeia aos poucos

Frase de um cacique do PMDB após as detenções de Rodrigo Rocha Loures e do ex-ministro Henrique Alves: Temer está indo para a cadeia aos pedaços.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

12.06.17
ED. 5638

As cores e os tons dos (des) ajustes fiscais

Se o gato tirasse o óculos de sol e mirasse os resultados fiscais dos governos do PSDB, PT e PMDB, os respectivos déficits e superávits poderiam ser cinza, roxo, amarelo ou vermelho. O felino em questão é o astro do filme tcheco, de 1963, “Um dia, um gato” (“Az pprijde kocou”), de Vojtech Nasný. Ao recolher seus óculos escuros, ele identifica com cores o caráter das pessoas.

O gato olharia, então, para os números dos orçamentos fiscais dos diversos governos e todos eles se pintariam de roxo, cor dos mentirosos e hipócritas. Explica-se tanta metáfora: nos últimos anos houve apropriação e falseamento do bom e do mau comportamento da gestão das contas públicas. Os melhores números (os dos governos do PT) foram apresentados como extremamente negativos; indicadores medíocres (governo FHC), como um símbolo de equilíbrio e austeridade; e cifras tenebrosas (governo Temer), rotuladas como o esforço e a superação no ajuste fiscal. A cor desse engodo é o cinza, dos assaltantes da realidade.

Os verdadeiros resultados são contrários à percepção coletiva e ao discurso dominante. Os números da gestão FHC são positivos, mas modestos quando se leva em conta a soberba tucana: uma média de 1,76% de superávit primário em relação ao PIB nos dois mandatos. No governo FHC 1, verificou-se um déficit primário de 0,2% do PIB; e no FHC 2, o resultado fiscal foi positivo em 3,1% do PIB. Já o superávit fiscal acumulado no governos Lula 1 e Lula 2 alcança 3% do PIB (3,5% no primeiro mandato e 2,7% no segundo).

O governo Dilma 1, que foi considerado a preliminar da tragédia fiscal, realizou um superávit primário médio de 1,5% do PIB, não muito coisa abaixo dos 1,76% do PIB nos dois anos de FHC, mas bem acima do déficit de 0,2% do FHC 1. O segundo mandato da Sra. Rousseff não passou de um ano e quatro meses, mas já se desenhava em 2014 o desastre nas contas públicas, que assolaria 2015 e, vá lá, 2016 o, primeiro ano do governo Michel Temer. Vale o registro que, mesmo computando-se os seus piores resultados fiscais, o governo Dilma teve na média um superávit primário de 0,7% do PIB. Incrível!

Os cálculos feitos pelo RR tomaram como base os dados consolidados do Banco Central referentes ao setor público. A cor dos governos do PT, quando considerados como um todo, seria o amarelo, dos infiéis, pois seus dirigentes sempre deixaram que se acreditasse, com a anuência do próprio partido, que seus governos eram perdulários e despoupadores. Os governos do PT – e coloque-se Dilma na conta de Lula -, na realidade, economizaram bem mais do que os desajustes propalados. Em todos os anos dos governos Lula e no primeiro de Dilma Rousseff (à exceção de 2014), foram realizados superávits primários.

No último ano de gestão da Sra. Rousseff, o carro capotou na curva. Ele foi marcado pela paixão, cor é o vermelho sanguíneo. Paixão pelo equívoco, é bom que se ressalte. A gestão do presidente Michel Temer se inaugurou com a desqualificação da previsão de déficit do governo anterior (R$ 30 bilhões). Uma nova meta, de R$ 170 bilhões, foi anunciada. A cifra deixou folga para o cumprimento da previsão, e o governo do PMDB com alma de PSDB atingiu o déficit recorde de R$ 154 bilhões, em 2016, correspondente a 2,54% do PIB.

O número foi saudado como uma conquista. Neste ano, a meta anunciada é de R$ 139 bilhões, mas, se for computado o valor já contingenciado pelo Ministério da Fazenda, o rombo orçamentário chegará a R$ 170 bilhões, um novo recorde. Para 2018, a previsão é de um déficit de R$ 129 bilhões. Portanto, em três anos o saldo da gestão Temer será um buraco de R$ 461 bilhões (número passível de ajuste contábil). O superávit primário acumulado nos Lula 1 e Lula 2 foi de R$ 643 bilhões.; no Dilma 1, R$ 292 bilhões; os FHC 1 e FHC 2 somaram R$ 151 bilhão. Mantendo-se ou não na presidência, Michel Temer sairá imbatível do ponto de vista da desgovernança fiscal. Sua cor é o roxo.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

08.06.17
ED. 5636

Arquivo vivo

A iminente delação do deputado Rodrigo Rocha Loures mexe também com a pressão arterial de Paulo Skaf. Loures teve atuação importante na arrecadação de recursos para campanhas do PMDB, especialmente em 2010 e 2014, anos em que Skaf concorreu ao governo de São Paulo.

____________________________

Aliás, não se pode esquecer que o deputado tem relações consanguíneas com a Fiesp: seu pai, Rodrigo Costa Rocha Loures, é presidente do Conselho de Inovação e Competitividade da entidade.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

07.06.17
ED. 5635

Prisão com delay

Ontem, em conversas reservadas, líderes do PMDB demonstravam surpresa não com a prisão de Henrique Alves, mas com o tempo que ela demorou. As primeiras menções ao ex-ministro na Lava Jato datam de 2014, feitas pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

02.06.17
ED. 5632

Henrique Meirelles e PMDB

Eliseu Padilha e Moreira Franco aceitaram ser as madrinhas das segundas núpcias de Henrique Meirelles com o PMDB. Hoje, o ministro-candidato está filiado ao PSD.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

02.06.17
ED. 5632

Litigioso

O delator Fernando Baiano, que cumpre prisão domiciliar, corre o risco de perder sua cobertura de 800 m² na Barra da Tijuca, no Rio. Não para a Lava Jato, mas para a ex-mulher, que exige na Justiça o imóvel e mais um pouco do ex-operador do PMDB.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

18.04.17
ED. 5601

A razão cínica da “Constituinte Já”

O jogo foi pesado nesses dias da Semana Santa. Com sua entrevista à Band, Michel Temer assumiu-se como o Pôncio Pilatos da sua própria ópera bufa. Denunciou o golpe em Dilma Rousseff, lavrado por Eduardo Cunha. Sua aquiescência foi uma confissão de cumplicidade. Lavou as mãos. As mesmas que estendeu a Lula sob o corpo de D. Marisa e estão novamente ao seu dispor.

O Plano B do PMDB de reeditar uma chapa com Lula na cabeça pode passar a ser o Plano A se houver somente uma boia salva vidas para todos. Ou seja: enquanto o TSE pensa sobre o andamento do processo de cassação da chapa Dilma/Temer, a conspiração para uma nova tabelinha PT/PMDB correria solta. Das cinzas, o renascimento. O ex-presidente reza a todas as santas de São Bernardo, Santo André e Diadema, por uma solução que o poupe de ter de partir para a briga.

Lula carrega evidências de crimes nas costas, tem dúvidas se seu exército atende o chamado para a luta e, o que é pior, teme, caso venha a ser preso, que ninguém vá para as ruas. Seria a sentença aplicada pelo povo. Só agendas diversionistas como a da Constituinte e do pacto o tiram dessa. O cacife que Lula dispõe é a resiliência de 30% do eleitorado. Mas, para esse jogo ser jogado, é preciso que emissários de todos os reinos se disponham a defender firmemente seu protetorado.

Os ex-presidentes da República, FHC à frente, alicerçam o pacto que seria firmado não em cima da Lava Jato, mas da convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte, que tomaria posse neste ano. Eles conduziriam o governo Temer ao seu desfecho em 2018, fazendo do pacto um cordão sanitário, pelo menos do ponto de vista simbólico e ritualístico. É quase certo que a Constituinte teria uma participação especial da tropa do STF, que não pretende entregar de mãos beijadas o caminhão de poder arrancado dos últimos governos.

Nesse cenário em que a ficção flerta com a realidade, o condutor dos trabalhos seria o ex-ministro da Defesa Nelson Jobim, na condição de candidato a vice-presidente em uma virtual chapa com Lula. As reformas de Temer entrariam no bojo da Constituinte, passando, assim, a serem emendas com maior legitimidade. Com a mudança prevista da Constituição, tudo que foi operado pela Lava Jato, até a própria forma de funcionamento do Ministério Público, uma jabuticaba amarga que brotou na carta de 1988, fica sub judice ou na espera de reconstitucionalização.

Da boca para fora, a velha guarda dos parlamentares pregará a renovação da política. Ao mesmo tempo buscará a costura de um acordo que alivie as penas e reduza os dolos próprios e dos seus pares. O pacto é plural. A melhor metáfora seria a de uma orquestra sinfônica com um naipe de metais e uma seleta de violinos e violoncelos cortantes de tão afiados. Ou um filme de George Lucas, com a Constituinte voando na velocidade da luz e cuspindo leis como balas, sem poder errar o alvo. E as eleições representando o lado claro, clean, da força, trazendo a mudança e o rejuvenescimento. Há um quê de realismo mágico sem dúvida nesse enredo do RR. Um combinado de informações de cocheira com uma composição literária à lá Julio Cortázar. São muitas as predições a confirmar. Quem viver verá?

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

13.04.17
ED. 5599

A voz do apocalipse

O deputado Carlos Marun (PMDB-MS), um dos últimos seguidores fiéis de Eduardo Cunha, ganhou nos corredores da Câmara o apelido de “Mensageiro da morte”. Marun sempre tem na ponta da língua um alerta ou uma lembrança do ex-presidente da Câmara feita sob medida para cada um de seus antigos correligionários.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

22.03.17
ED. 5583

Laços de família

Presos no início do mês, os lobistas Jorge Luz e seu filho Bruno Luz já sinalizaram a disposição de fazer delação premiada. Ambos são apontados pela Lava Jato como operadores do PMDB.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

23.02.17
ED. 5567

Reprise

O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, e seu vice, Antonio Andrade (PMDB), não trocam mais uma palavra um com o outro. Já vimos esse filme antes…

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

21.02.17
ED. 5565

Coração tucano

De saída do PMDB, Paulo Hartung está se jogando nos braços do PSDB, seu ex-partido. No fundo, Hartung sempre manteve o coração tucano. Não se sabe se a recíproca é verdadeira.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

29.12.16
ED. 5527

Um conselho marcado para morrer

O destino do Carf parece selado. O PMDB está fechando o apoio em bloco ao projeto de lei do deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), que prevê a extinção do Conselho. A proposta, não custa lembrar, já foi aprovada na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

27.12.16
ED. 5525

Coalizão tem limite

O PSDB corre o risco de perder um de seus cinco governadores. Simão Jatene, do Pará, resiste à proposta do presidente da sigla, Aécio Neves, de fechar um acordo com o PMDB, de Jader Barbalho, para as eleições de 2018. O senador mineiro defende uma chapa única, com Jader e Flexa Ribeiro (PSDB) disputando à reeleição ao Senado e um candidato tucano para o governo. No limite, Jatene prefere virar casaca a ter que dividir palanque com Jader, seu inimigo declarado.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

20.12.16
ED. 5520

Dúvida de festim

No PMDB, o que se diz é que Michel Temer vendeu o mesmo carro a duas pessoas. Garantiu tanto a Romero Jucá quanto a Eunício de Oliveira seu apoio na eleição à presidência do Senado em 2017. No partido, a aposta é que, passado o jogo de cena, Eunício ficará a pé.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

sergio-cabral-rr-21
21.11.16
ED. 5499

Os Cabral

O Ministério Público Federal investiga a denúncia de que o ex-governador Sergio Cabral usou laranjas para comprar um segundo apartamento no luxuoso prédio onde mora no Leblon, no Rio. Diante de tudo que já se sabe sobre Serginho, chega a ser até uma questão prosaica.

•••

 Em tempo: o governador Luiz Fernando Pezão e a cúpula do PMDB do Rio estão debruçados sobre o que fazer com Marco Antonio Cabral, filho de Sergio Cabral e secretário estadual de Esportes.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

 Eunício de Oliveira recebeu o beijo da morte do Planalto. Ele tinha a garantia de que seria o candidato do PMDB à presidência do Senado em 2017. No entanto, com a devida orientação de Michel Temer, todo o partido estaria deslizando para a candidatura de Romero Jucá. É bem verdade que todo esse barulho pode ser por nada. Quem vai mesmo decidir a parada é Sergio Moro.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

09.11.16
ED. 5492

Traço no ibope

 Pesquisa encomendada pelo PMDB e recém-saída do forno traz Michel Temer com apenas 2% das intenções espontâneas de voto para presidente em 2018. Longe de Lula, Aécio Neves e Geraldo Alckmin e Marina Silva e atrás de Jair Bolsonaro.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

Além da estrela maior, o ex-governador Sergio Cabral, o empreiteiro Fernando Cavendish deve arrastar em sua delação uma série de prefeitos do interior do Rio que mantiveram polpudos contratos com a Delta Engenharia. O estrago no PMDB promete ser grande.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

01.11.16
ED. 5487

Evocação

 O Planalto tem sido pressionado pelo próprio PMDB para acelerar a substituição de André Moura (PSC-CE) na liderança do governo na Câmara. A presença de Moura no cargo traz a reboque o espectro de Eduardo Cunha, seu regente.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

21.10.16
ED. 5480

Província

 O senador Jader Barbalho furou a aliança entre o PMDB, seu partido, e o PSDB nas eleições em Belém. Decidiu apoiar o candidato Edmilson Rodrigues, do PSOL. Pior: é acusado pelos tucanos de usar seu jornal, o Diário do Pará, para detratar o candidato do PSDB, Zenaldo Coutinho.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

operacao-lava-jato-rr-13
13.09.16
ED. 5453

Privatizações e Lava Jato têm encontro marcado no PPI

 A segunda-feira foi de bate-cabeças no Palácio do Planalto. Muitas ideias, poucas decisões. Ontem à noite, a poucas horas da primeira reunião do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), ainda não havia uma definição dos projetos e do pacote de benefícios aos futuros investidores que serão levados para o encontro de hoje, em Brasília. O secretário Moreira Franco passou o dia catando pedacinhos de programas anteriores. Até raspas e restos do velho PAC foram usados para dar um toque sinfônico, digamos assim, à apresentação. Colocar vértebras no projeto talvez seja o menor dos problemas. O núcleo duro do Planalto – leia-se o próprio Moreira, Geddel Vieira Lima e Eliseu Padilha – está ciente de que o governo perdeu o que seria o grande ativo para a realização de um programa de privatizações em larga escala: uma espécie de leniência coletiva, ou seja, um grande acordão que permitisse às maiores empreiteiras do país – tanto as já condenadas quanto aquelas ainda sob investigação – além dos grandes investidores, a exemplo dos fundos de pensão, purgar seus malfeitos, quitar seus débitos com a Justiça e, assim, voltar ao game das concessões.  Esta hipótese parecia ter sustentação em Michel Temer e seu grupo político. Puro desejo. O próprio presidente da República e alguns de seus mais próximos colaboradores – a começar exatamente pelo trio Moreira, Geddel e Padilha – são alvos de investigações da Lava Jato, o que automaticamente lhes tira a autoridade para articular uma solução dessa natureza. Um movimento neste sentido vindo dos lados do PMDB será visto como uma tentativa de abafar Curitiba. Ao mesmo tempo, qualquer facilidade ou benfeitoria no programa de desmobilização patrimonial teria a fragrância da suspeição. Ou seja: com o governo Temer, a Lava Jato tornou-se uma “doença” auto-imune.  As aflições do Planalto passam ainda pela crise econômica e pela tensão das ruas. O projeto de ajuste fiscal tem um delay entre a produção de mal estar e bem estar. Enquanto a sensação é de usurpação de direitos, piora da renda e do desemprego – em parte carry over do governo Dilma –, o ambiente de indignação ganha novos decibéis a cada dia. A maneira de mitigar o bordão “Fora Temer” seria entregar parte do que os movimentos sociais querem, entre outras ações suspendendo as reformas trabalhista e da previdência. Mas seu nome não seria Michel se lá estivesse para repetir o governo anterior.  Os ativos de Michel Temer começam a se queimar rapidamente. De maior avalista do seu governo e potencial candidato em 2018, Henrique Meirelles periga se transformar em um ministro insípido, silenciado pelo seu próprio e repetitivo discurso. Só o próprio Temer poderia salvar seu governo de se tornar cada vez mais ralo, com vigor, decisões enérgicas, capacidade de comunicação e carisma. Alguém viu esse Michel Temer por aí?

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

 Ao dizer em alto e bom som que intercedeu junto ao STF para “desfazer” o indiciamento de Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo, Renan Calheiros mandou um recado para dentro de casa. A suposta ajuda ao casal petista seria uma gotícula se comparada aos créditos que Renan tem com seus pares do próprio PMDB. A começar por Romero Jucá.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

28.07.16
ED. 5421

Em nome do pai

 O PMDB já pensa na “eleição” de 2017. Eunicio de Oliveira diz pelos quatro cantos do Congresso ter a garantia de Michel Temer de que será candidato único do partido à presidência do Senado.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

27.07.16
ED. 5420

Conselheiro

 O ex-senador Delcídio do Amaral, que ficará de pijama na política parlamentar por onze anos devido a sua cassação, está ajudando como consultor candidatos a prefeito no Mato Grosso do Sul, principalmente do PMDB. Do PT, nenhum.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

25.07.16
ED. 5418

Pela raiz

 Como se não bastasse a derrocada de Eduardo Cunha, a prisão de Ricardo Andrade Magro tem se revelado um duro golpe para as campanhas do PMDB e do PT a prefeituras do interior do Rio. Magro tinha um papel fundamental no project finance dos dois partidos.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

12.07.16
ED. 5409

Atropelamento

 A aprovação da Lei de Responsabilidade das Estatais, que veda a presença de políticos nas empresas públicas, começa a fazer suas vítimas. É o caso do deputado federal Sergio Souza (PMDB-PR). Indicado pelo governador do Paraná, Beto Richa, ele estava com um pé na vice-presidência de Agronegócio do BB. Estava.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

 A recém-aprovada Lei da Responsabilidade das Estatais já enfrenta um princípio de rebelião na base do governo federal. O senador peemedebista Dario Berger está vendo o seu plano de escolha da diretoria da Eletrosul virar poeira. Trata-se de uma reviravolta que deverá mexer, inclusive, nas eleições para prefeito de Florianópolis, onde está a sede da estatal. O candidato do PSD (do ministro Gilberto Kassab), apoiado pelo PMDB nacional, é o atual prefeito Cesar Júnior. Sem os cargos, o PMDB catarinense deverá recusar o apoio à reeleição de Júnior.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

04.07.16
ED. 5403

Promissória

 Michel Temer assegurou ao PMDB mineiro que o deputado Leonardo Quintão terá seu espaço na Esplanada dos Ministérios. Se não for agora na Pasta do Turismo, será em um segundo movimento, provavelmente nos Esportes.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

02.06.16
ED. 5381

Não custa lembrar

Os senadores Renan Calheiros e Eunício de Oliveira, ambos do PMDB, teriam sido citados nos primeiros depoimentos de Gim Argello, já no âmbito do acordo de delação premiada. Não custa lembrar que Eunício foi responsável pela indicação do ex-senador Vital do Rego para o TCU. Este, por sua vez, já está na mira da Lava Jato há algum tempo. Segundo depoimento do empreiteiro José Antunes Sobrinho, da Engevix, o ex-senador Argello dizia recolher dinheiro das empreiteiras em nome de Vital do Rego, à época em que ele presidia a CPI da Petrobras no Senado.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

01.06.16
ED. 5380

Mr. Transparência

 Anedota infame que corre em Brasília: Michel Temer deveria nomear Sergio Machado para o Ministério da Transparência. Afinal, ninguém até agora foi tão competente no disclosure das práticas do PMDB quanto Machado.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

 Os candidatos do PMDB do Rio às eleições municipais estão agoniados com as incertezas que cercam o futuro político de Eduardo Cunha. O presidente afastado da Câmara é peça chave para a montagem, digamos assim, do project finance das campanhas peemedebistas no interior do estado.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

04.05.16
ED. 5361

Cessar-fogo

 Aliados de Michel Temer tentam demovê-lo da ideia de realizar auditorias nos bancos públicos, notadamente a Caixa Econômica. Numas dessas, o tiro se volta contra o sniper. O próprio PMDB chegou a ter seis vice-presidências na CEF durante o governo Dilma.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

 Jorge Picciani, um dos caciques do PMDB fluminense, está empenhado em dinamitar a candidatura de Pedro Paulo à Prefeitura do Rio. Na “linha de sucessão” do partido, o nome natural para disputar a eleição seria o de seu filho, Leonardo Picciani.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

26.04.16
ED. 5355

Real Grandeza

 Os poucos deputados da Comissão de Ética da Câmara que fazem oposição a Eduardo Cunha querem aproveitar o depoimento de Fernando Baiano, hoje, para questioná-lo sobre as ligações do parlamentar com o Real Grandeza. Consta que o fundo de pensão estava na “jurisdição” do lobista do PMDB.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

20.04.16
ED. 5352

Temer I

 Michel Temer garante que, caso assuma a presidência, não será candidato à “reeleição” em 2018. Mas as duas últimas sondagens de intenção de voto encomendadas pelo PMDB trazem o nome do vice-presidente na pesquisa estimulada. Em tempo: nas duas, ele aparece com menos de 3%.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

14.04.16
ED. 5348

Efeito dominó

 Entre efeitos colaterais de maior ou menor impacto, o envolvimento de Delcídio do Amaral na Lava Jato embaralhou a disputa pela prefeitura de Campo Grande (MS). A candidatura de Zeca do PT, que tinha em Delcídio seu principal articulador, perdeu força. A ponto de o ex-governador André Puccinelli (PMDB) tentar cooptar petistas para a sua campanha.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

12.04.16
ED. 5346

Dividendo

 O eterno Iris Rezende, um legítimo peemedebista, já se prontificou a ir para o “sacrifício” e disputar a prefeitura de Goiânia pelo partido. Antes, trabalhou pelo rompimento da coalizão entre o PMDB e o PT em Goiás – o cabeça de chapa viria das fileiras petistas.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

12.04.16
ED. 5346

Dividendo

 O eterno Iris Rezende, um legítimo peemedebista, já se prontificou a ir para o “sacrifício” e disputar a prefeitura de Goiânia pelo partido. Antes, trabalhou pelo rompimento da coalizão entre o PMDB e o PT em Goiás – o cabeça de chapa viria das fileiras petistas.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

07.04.16
ED. 5343

Sedução

 Marta Suplicy, pré-candidata à prefeitura de São Paulo pelo PMDB, diz que, se vencer a eleição, chamará o PSDB para compor o governo. O afago tem endereço certo: os tucanos que não engolem a candidatura de João Dória. Como se sabe, não são poucos.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

06.04.16
ED. 5342

Chumbo trocado

 Washington Quáquá, presidente do PT do Rio, tem pregado de maneira enfática o fim da aliança com o PMDB no estado e o lançamento de um candidato próprio à Prefeitura carioca nas eleições de outubro.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

 Enquanto Jader Barbalho deriva para o grupo pró-Michel Temer, Helder Barbalho promete cerrar fileiras com o governo mesmo após deixar a Secretaria de Portos – sua saída do cargo está prevista para amanhã. Ou seja: há método e sintonia entre as famílias do PMDB. Sem qualquer vergonha do plágio, os Barbalho seguem rigorosamente o script assinado pelos Picciani – no qual Jorge morde e Leonardo assopra. Dessa maneira, os dois clãs peemedebistas cravam um duplo na loteria do impeachment. Se Dilma ficar, Helder e Leonardo arrastam seus pais de volta para o governo. Se Temer levar, caberá aos patriarcas fazer as honras da casa e conduzir o embarque dos rebentos na nova gestão.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

24.03.16
ED. 5334

Cabotagem

 Até segunda ordem um dos principais aliados do Planalto no PMDB, o ministro Helder Barbalho articula a abertura da navegação de cabotagem ao capital estrangeiro. Entre as propostas apresentadas pelo Secretário de Portos está a flexibilização da chamada reserva de bandeira, o que permitiria a utilização de navios montados no exterior sem as atuais restrições.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

17.03.16
ED. 5329

Paróquia

 O mundo está acabando e, ainda assim, os caciques do PMDB não tiram o olho da sua aldeia. José Sarney bate tambor para Astrogildo Quental assumir a presidência da Eletronorte. Por sua vez, Jader Barbalho quebra lanças para manter no cargo Tito Cardoso.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

16.03.16
ED. 5328

PMDB o próximo

 “Renan Calheiros, Eunicio de Oliveira e Romero Jucá, ou seja, a elite do PMDB, vão ser presos. É só uma questão de tempo. Pouco tempo”. (Apud Delcídio do Amaral)

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

 Às portas de uma ruptura no plano nacional, PT e PMDB se esforçam para seguir dançando de rosto coladinho no Rio. Eduardo Paes promete apoiar a reeleição de Lindbergh Farias ao Senado caso ele pare com o discurso separatista e mergulhe de cabeça na candidatura de Pedro Paulo à Prefeitura.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

10.03.16
ED. 5324

Prévias

Antes de o TSE decidir se confirma a cassação do governador do Amazonas, José Melo, e a posse do segundo colocado na eleição, o atual ministro Eduardo Braga, o PMDB já se movimenta para emplacar seu eventual substituto nas Minas e Energia. O clã Sarney trabalha pela indicação do ex-governador maranhense João Alberto Souza.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

01.03.16
ED. 5317

Presidência da Câmara

 A um ano da eleição para a presidência da Câmara – isso se Eduardo Cunha completar o mandato – o PMDB já trabalha para se manter no cargo. A prioridade de Michel Temer, neste momento, é debelar disputas internas e sancionar uma candidatura desde já. O nome de sua preferência seria o de Jarbas Vasconcelos, de Pernambuco.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

 Um dos caciques do PMDB defende que Pedro Paulo tenha uma mulher como candidata a vice nas eleições para a Prefeitura do Rio. As razões, de tão óbvias, nem precisam ser explicadas. Mas a sacada também pode virar alvo de chacota.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

17.02.16
ED. 5308

Jader x Temer

  A ala governista do PMDB cogita lançar a candidatura de Jader Barbalho à presidência do partido na convenção de março. Michel Temer, no cargo desde 2001, é favorito a mais uma reeleição.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

03.02.16
ED. 5301

Carta de fiança

 Marta Suplicy não tem levado a sério a informação de que Gabriel Chalita ficará no PMDB e fará oposição à sua candidatura. Marta recebeu essa garantia de Michel Temer quando ingressou no partido.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

26.01.16
ED. 5295

Crepúsculo

 O PMDB gaúcho quer lançar o octogenário Pedro Simon como candidato a vereador em Porto Alegre. A ideia é aproveitar o prestígio do ex-senador para puxar votos à candidatura de Sebastião Melo, que deverá disputar a prefeitura contra a ex-ministra Maria do Rosário, do PT. O Governo de Santa Catarina não retornou ou não comentou o assunto.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

22.01.16
ED. 5293

Carro de som

 Prefeitos de cidades do interior do Rio filiados ao PMDB se mobilizam para viajar a Brasília no dia da eleição do novo líder do partido na Câmara dos Deputados, prevista para a terceira semana de fevereiro. Prometem fazer barulho em apoio a Leonardo Picciani.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

20.01.16
ED. 5291

Rasteira

 A relação entre Michel Temer e o governador Paulo Hartung passa por forte turbulência. O vice-presidente está convicto de que Hartung foi o artífice da saída do senador capixaba Ricardo Ferraço do PMDB, com o intuito de preparar o terreno para o seu próprio desligamento do partido. Ferraço é um dos grandes aliados de Temer no Senado. Claro, não mais do que José Serra.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

06.01.16
ED. 5281

Operário padrão

 Eliseu Padilha não teve descanso. Cancelou suas festas de fim de ano em nome de um projeto bem mais nobre do que o bacalhau e as rabanadas: antecipar a convenção do PMDB, originalmente marcada para março.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

23.12.15
ED. 5275

Próximo round

 Michel Temer não desiste de destronar Leonardo Picciani. Articula a candidatura do deputado federal Baleia Rossi ao cargo de líder do PMDB na Câmara – a nova eleição está marcada para fevereiro.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

22.12.15
ED. 5274

Recompensa

 Após o indulto de Natal, a família de Nestor Cerveró nutre a expectativa de que a Justiça aceite um pedido de relaxamento da sua prisão. Afinal, Cerveró tem sido um excelente colaborador – vide a recente ofensiva da Polícia Federal contra parlamentares do PMDB.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

21.12.15
ED. 5273

Multifunções

 Katia Abreu não é Leila Diniz, mas, para o governo, vale por todas as mulheres do mundo. Além de cuidar da Agricultura, defender Dilma Rousseff com unhas e dentes e arremessar taça de vinho em tucano, ainda encontra tempo para remendar a aliança entre o PMDB e o PT em sua terra natal. Katia tem se empenhado em costurar acordos em cidades do interior do Tocantins para as eleições do ano que vem.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

14.12.15
ED. 5268

Jader Barbalho é um aliado sem porto seguro

  Como se não bastasse a perda definitiva do investment grade na relação com Michel Temer, Dilma Rousseff terminou a semana contabilizando outro downgrade na aliança com o PMDB, mais precisamente o PMDB de Jader Barbalho. O senador interpretou como um ataque direto e pessoal a decisão do governo de retirar o porto de Vila do Conde, no Pará, da relação de terminais licitados na última quinta-feira. A exclusão atingiu Jader na geografia e na genealogia. Filho do senador, o ministro de Portos, Helder Barbalho, trabalhou até o último instante para que Vila do Conde fosse incluída no leilão. Propôs, inclusive, uma ampliação do prazo de inscrição com o intuito de ganhar tempo para atrair as grandes tradings de soja que escoam a produção do Centro-Oeste pelo norte do país. Foi voto vencido. Na Hora H, o ministério do Planejamento jogou o porto de Vila do Conde para escanteio.  Os Barbalho não olham para a licitação da última quinta-feira, mas, sim, para 2016. O receio é que a decisão do governo comprometa o arrendamento de outras 21 áreas no Pará previamente incluídas no pacote de 93 terminais que deverão ser licitados ao longo do próximo ano. Será um desprestígio para o clã, que tanto tem trabalhado a favor do Planalto no Congresso. No ano que vem, o partido, ou melhor, Jader pretende lançar candidato próprio em diversas cidades portuárias do Pará, como Itaituba, Barcarena e Santarém.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

14.12.15
ED. 5268

Tudo a temer

 Michel Temer vai passar o período pré-natalino expondo em vários estados e para diversos públicos o programa econômico do PMDB, “Uma ponte para o futuro”. Essa é a sua forma de demonstrar o quanto e fértil é sua relação com Dilma Rousseff.  Em tempo: não está prevista qualquer apresentação de Temer no Rio de Janeiro. O PMDB carioca não quer ponte alguma com o vice-presidente

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

11.12.15
ED. 5267

Menos um elo

 A prisão de Delcídio do Amaral era a peça que faltava para o rompimento entre o PT e o PMDB no Mato Grosso do Sul. O governador do estado, o tucano Reinaldo Azambuja, já costura com os peemedebistas uma aliança para disputar a Prefeitura de Campo Grande no ano que vem. Disputar é força de expressão. Com Delcídio e o PT fora de cena, praticamente não haverá adversários.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

11.12.15
ED. 5267

Alçapão

 A ala pró-impeachment do PMDB já contabiliza os votos dos pedetistas no Congresso. Aliados de Michel Temer estão convictos de que basta um empurrãozinho para o PDT deixar o governo.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

10.12.15
ED. 5266

Lá e cá

 Leonardo Quintão, o novo líder do PMDB na Câmara, é considerado por seus pares um dos deputados mais “tucanos” do partido. Quintão é muito próximo de Aécio Neves, que apoiou sua candidatura a prefeito de Belo Horizonte em 2008 – na ocasião, acabou derrotado por Marcio Lacerda. Em contrapartida, Quintão virou às costas à reeleição de Dilma Rousseff e fez desabrida campanha por Aécio em 2014.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

  Procura-se Wally. O vazamento da carta enviada por Michel Temer a Dilma Rousseff é um “crime” ainda sem cadáver. Até o início da noite de ontem, proliferavam suspeições de um lado e de outro, com farta dose de vazamentos sobre o vazamento. No Palácio Jaburu, o próprio Temer assistiu às mais variadas versões disseminadas pelo seu próprio partido. Como o teor da carta foi metralhado por parcela expressiva do PMDB, o vice-presidente eximiu-se da divulgação da missiva. Muito embora o envio da mensagem só fizesse sentido político se vinculado ao vazamento. Até aí morreu Neves. É nesse ponto que surgem os demais personagens da pantomima.  Ao longo do dia, Temer vazava que Jaques Wagner havia sido o vazador. Para “evitar polêmica”, o Planalto não se posicionou oficialmente em relação à carta do vice-presidente. Mas também tratou de vazar a sua lista de prováveis vazadores. A relação de suspeitos era encabeçada por Moreira Franco, por sinal citado na epístola como um “ministro brilhante”. Um pouco atrás, vinha o agora ex-ministro Eliseu Padilha, a exemplo de Moreira um histórico e fiel aliado de Temer. Colocado na roda, Padilha também tratou de encontrar o seu culpado. Vazou que o vazador poderia ser Leonardo Picciani. Em tempo: enquanto Temer vazava que Jaques Wagner vazava que Moreira Franco vazava que Eliseu Padilha vazava que Picciani vazava, Aloizio Mercadante passava o dia inconsolável. Ninguém cogitou seu nome como responsável pelo vazamento. Em outros tempos, seria uma aposta certa.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

 Frase dita ontem por Leonardo Picciani em reunião com parlamentares do PMDB: “Agora, rachou de vez. O Temer nos empurrou definitivamente para dentro do Palácio do Planalto”.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

02.12.15
ED. 5260

Vácuo de poder

 Lindbergh Faria vem tentando se aproveitar do escândalo Pedro Paulo e do esfarelamento das relações entre o PMDB e o PT para ressuscitar sua candidatura à Prefeitura do Rio.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

23.11.15
ED. 5253

O que se passa na cabeça de Leonardo Piccinani?

 Leonardo Picciani tem passado ao largo de alguns importantes eventos do PMDB. Nos últimos 15 dias, não compareceu ao lançamento do documento “Uma Ponte para o Futuro – transformado numa festa particular de Michel Temer – e faltou a dois encontros seguidos de deputados do partido em Brasília, um deles organizado pelo bancada do Rio. Há quem diga que ele tem dedicado seu tempo às articulações para indicar o irmão, Rafael Picciani, como candidato do PMDB à Prefeitura do Rio. Puro diversionismo. No momento, Picciani só pensa naquilo: fazer campanha para suceder Eduardo Cunha na presidência da Câmara dos Deputados.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

 A desinibição com que Jorge Picciani resolveu atacar Aécio Neves publicamente tem causado espécie até mesmo entre seus pares na cúpula do PMDB do Rio. Exatamente há um ano Picciani foi um dos idealizadores do “Aezão”, o movimento de apoio às candidaturas de Aécio e Luiz Fernando Pezão.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

06.10.15
ED. 5221

Vai ter rabanada no Natal de Dilma Rousseff

 O Natal de Dilma Rousseff deverá surpreender a ela própria. Graças a uma imprevista combinação de fatos – alguns criados pelo próprio governo e outros surgidos praticamente por combustão espontânea –, a presidente deverá tirar uma folga da crise que a vem afogando desde o início do segundo mandato. No território político, o acordão com o PMDB e a consequente abdução do Congresso – por mais que não se saiba ao certo quem capturou quem – aumentaram suas chances de sobrevivência. Na noite da última quinta-feira, enquanto Dilma dava a definitiva demão de tinta na reforma ministerial, um cada vez mais fragilizado Eduardo Cunha – aliás, um raro “presente” de Sergio Moro para o Planalto – arquivava outros dois pedidos de impeachment. O arresto do Legislativo se dá em um momento crucial também pela iminente reprovação das contas de Dilma em 2014. Se o troca-troca ministerial foi o “toma lá”, o governo espera que o Congresso e, em especial, a bancada do PMDB saibam retribuir com o “dá cá” ao apreciar o parecer do TCU. O mesmo se aplica à votação das medidas para o ajuste fiscal. As propostas fundamentais para o reordenamento das contas públicas, como a CPMF, a repatriação de recursos e o adiamento do reajuste de servidores, dependem dos parlamentares. Para os brindes de fim de ano serem feitos antecipadamente, fica faltando só o encerramento do processo no TSE, previsto para esta terça-feira. Há pontos de descompressão, digamos assim, involuntários, que passam ao largo de ações deliberadas do governo. Antes mesmo que o eventual desanuviamento do ambiente político se espraiasse pela economia, a crise engendrou seu próprio ajuste parcial. Quanto maior a crueldade do binômio desemprego/queda do salário real, maior a blindagem da inflação ao pass through do câmbio. A própria disparada do câmbio foi mal que veio para o bem. A balança comercial projeta superávits cada vez maiores, com o aumento das exportações e a substituição de importações. De quebra, o câmbio tem promovido uma arrumada dos estoques das empresas, principalmente na indústria. Previsões indicam aumento nas vendas natalinas do comércio de até 2% em relação a 2014, o que há pouco tempo não era esperado. O agrobusiness continua bombando. E o desemprego, que deu um salto de cerca de um ponto percentual em um único mês, deve ser amainado pelo presente da maior absorção de mão de obra que Noel traz todos os anos para os trabalhadores. Ressalte-se que estes fatos somados trazem a expectativa de um alívio apenas para o curtíssimo prazo. Os tijolos que Dilma Rousseff conseguiu juntar não permitem a construção de uma ponte muito longa. O Natal da presidente está salvo? Hoje é uma aposta razoável, não obstante a impressionante volatilidade que caracteriza o atual governo. Mas do Dia de Reis para a frente, tudo é incógnita. A agenda para 2016 é sombria: todas as projeções para a economia dão o ano como perdido, a começar pela expectativa de uma queda do PIB de 1% – sobre uma redução prevista de 2,8% em 2015 –, aumento do déficit nominal, aumento da relação dívida bruta/PIB de 2,5%, expansão do desemprego, queda da renda e do salário real, mais impostos etc. Mas mesmo nesse oxigenado interstício que vai de agora até o Natal, não se pode desprezar a notória capacidade de autossabotagem da própria presidente da República. Dilma está sempre pronta para colocar mais um bode na sala de cada brasileiro. Mesmo que seja no período de festas.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

Para um ministro petista, que se deu ao trabalho de cronometrar as falas de cada um dos participantes do programa do PMDB, na última quinta-feira à noite, o partido fez questão de expor em rede nacional o isolamento de Eduardo Cunha. Além do “candidato” Michel Temer, o âncora do show, todos os demais líderes da sigla tiveram ao menos 10 segundos para proferir suas mensagens dúbias em relação ao governo Dilma. Moreira Franco ficou no ar por 16 segundos. O governador gaúcho José Ivo Sartori, 14 segundos. Renan Calheiros falou por 10 segundos. Já o presidente da Câmara teve somente sete segundos na edição final, o suficiente para uma única frase. Para efeito de comparação, foi o mesmo tempo concedido à novata Simone Morgado, que cumpre apenas seu primeiro mandato como deputada federal. Se serve de consolo para Cunha, Leonardo Picciani, o aluno que deu uma volta no mestre, teve os mesmos sete segundos.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

25.09.15
ED. 5214

Captura

 O PMDB não quer só raspar o tacho com suas capitanias ministeriais. Pretende “despetizar” o Executivo antes do fim do governo Dilma. Portanto, começa já a varredura. Até porque sabe lá quando é o fim do governo Dilma.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

 Conselho de um marechal do PMDB do Rio ao testemunhar, no último fim de semana, o deslumbramento com que Leonardo Picciani – até outro dia braço direito e esquerdo de Eduardo Cunha – relatava suas recorrentes idas ao Planalto: “Meu jovem, torça para o Eduardo sangrar até morrer. Se não, o que é seu está guardado”.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

 Todos os dias, Michel Temer tem reservado um tempo para afagar e catequisar Leonardo Picciani, líder do PMDB na Câmara dos Deputados. Não é de se estranhar, portanto, o gradual afastamento entre Picciani e Eduardo Cunha.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

07.08.15
ED. 5180

A senadora Marta Suplicy

A senadora Marta Suplicy anda num permanente estado de êxtase. Nunca antes ela se sentiu politicamente tão desejada: além do PSB e do PMDB, o PROS também tem mandado flores e bilhetinhos de amor para a ex-petista

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

06.08.15
ED. 5179

Além do PDT e do PMDB

 Além do PDT e do PMDB, ACM Neto flerta também com o PSDB, que, aliás, governou durante oito anos de mãos dadas com seu avô. O casamento, no entanto, teria seu preço: em 2018, o neto de ACM seria o candidato ao governo baiano. E nada mais.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

20.07.15
ED. 5166

Endereço certo

Para ouvidos menos belicosos – ou muito otimistas – do Palácio do Planalto, a declaração de Michel Temer de que o PMDB terá candidato à  presidência em 2018 soou como uma palavra de apoio a Dilma Rousseff e uma mensagem nem tão cifrada ao rebelado Eduardo Cunha. à‰ como se Temer tivesse dito: o PMDB terá, sim, candidato, mas “só em 2018”.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

22.05.15
ED. 5126

Um Dnit é pouco, dois é bom e três é demais!

PT, PMDB e PR, que se engalfinham pelo comando do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), estão fazendo muito barulho por nada. No que depender do Planalto, vai ter Dnit para quase todo mundo. A presidente Dilma Rousseff ressuscitou a ideia de um spinoff da autarquia, com a divisão por modais de transporte. A ideia é criar ainda neste ano um Departamento Federal de Rodovias, outro de Ferrovias e um terceiro de Hidrovias. O argumento é que a secessão permitirá uma melhor alocação dos recursos e um acompanhamento mais eficiente dos projetos nos diferentes segmentos, notadamente das novas concessões que o governo pretende ofertar neste ano. De quebra, a medida abriria novas vagas para a sequiosa base aliada. No momento, há uma intensa disputa política pela diretoria geral do Dnit, ocupada interinamente por Valter Casimiro Silveira. Num raro momento de convergência, o PT e o PMDB, ou mais precisamente Renan Calheiros, trabalham pelo nome do exsenador Gim Argello, do PTB. Por sua vez, o PR – que já levou o Ministério dos Transportes, entregue a Antonio Carlos Rodrigues – exige a porteira fechada. O partido defende a nomeação de Handerson Ribeiro para a direção geral do Dnit.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

07.05.15
ED. 5115

Cunha e Renan decidem a sorte do programa nuclear

 O programa nuclear brasileiro está nas mãos do PMDB. Em breve, a dupla radioativa Eduardo Cunha e Renan Calheiros terá o poder de deslanchar ou sentar em cima dos planos do governo de retomar a construção de usinas atômicas no país. Em até 90 dias, a Presidência da República deverá encaminhar ao Congresso uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC), com o objetivo de permitir a entrada de investidores privados, inclusive estrangeiros, nas novas geradoras. Cunha e Renan, uma mistura de césio 137 com urânio enriquecido, sabem muito bem a importância deste projeto para o Planalto, o que só aumenta o potencial explosivo da dupla na condução do assunto no Legislativo. Dilma Rousseff gostaria de incluir a licitação de pelo menos duas usinas nucleares no pacote de concessões que será anunciado em novembro. Mas já se dará por satisfeita se puder ofertá-las até 2016. Esta é uma missão para Michel Temer. Dilma Rousseff já convocou seu vice-presidente e articulador político para aparar as arestas e negociar com os presidentes da Câmara e do Senado uma rápida tramitação da PEC nas duas casas. Em outro front, também por dever de ofício, caberá a Jaques Wagner reduzir a sensibilidade das Forças Armadas a  entrada de forasteiros em um setor que caminha lado a lado a  área de segurança nacional. Perto da pedreira que Temer terá de dinamitar, a missão do ministro da Defesa promete ser mais simples. A intenção do governo é permitir que os grupos privados tenham uma participação de até 49% nos consórcios responsáveis pela instalação das futuras geradoras – a Eletronuclear será sempre majoritária. Originalmente, o programa nuclear já aprovado pelo Conselho Nacional de Política Energética prevê a construção de 12 usinas até 2050, sendo um terço delas nos próximos 15 anos. Para que estes prazos sejam cumpridos, ao menos quatro projetos terão de ser licitados em até dois anos. Nas atuais circunstâncias, no entanto, o próprio governo considera essa meta praticamente inexequível.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

04.05.15
ED. 5112

Desintegração

O PMDB está chacoalhando a árvore no Ministério da Integração Nacional para derrubar Gilberto Occhi, indicado pelo PP. Mesmo com o ajuste fiscal, a Pasta ainda carrega um orçamento nada desprezível, da ordem de R$ 6 bilhões.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

30.04.15
ED. 5111

Estação Valec

O PMDB, mais precisamente Renan Calheiros, e o PR, do ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues, duelam pela presidência da Valec – interinamente ocupada por Bento Lima. Adivinhem só quem vai ganhar a parada…

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

06.04.15
ED. 5094

Boca torta

O PMDB fez chegar ao Planalto uma lista de nomes para o comando do ONS, encabeçada pelo ex-presidente da Eletrobras Firmino Sampaio. No próprio partido, as indicações são atribuídas a Eduardo Cunha, aquele que “não quer ministério, nem cargo, mas apenas participar de um projeto de gestão pública”.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.