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09.04.18
ED. 5842

Petros em pílulas

A Petros está revirando suas vísceras e levantando dados que comprovariam o envolvimento de ex-dirigentes em operações irregulares e desvios de recursos do caixa da entidade. Segundo o RR apurou, a fundação enviou recentemente ao Ministério Público Federal relatórios internos que apontam para a participação de dois antigos executivos em fraudes relacionadas aos aportes na Sete Brasil.

Se pudesse, a direção da Petros instituía um circuit breaker para as ações da BRF. O derretimento do papel tem contribuído para afundar ainda mais a fundação no seu déficit atuarial. De janeiro para cá, a ação da BRF já caiu 39%. Signifi ca dizer que em pouco mais de três meses, a Petros, dona de 11% da empresa, já perdeu cerca de R$ 1,6 bilhão. É quase o dobro do prejuízo que o fundo de pensão teve com o investimento durante 2017 inteiro (R$ 900 milhões).

Por falar em déficit, mais de 40 beneficiários da Petros já entraram na Justiça para não pagar a contribuição extra fixada pela fundação para cobrir o rombo atuarial de R$ 27 bilhões.

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26.03.18
ED. 5833

À imagem e semelhança de Abilio

Além de Abilio Diniz, Previ e Petros não veem a hora de também expurgar do Conselho da BRF Flavia Buarque de Almeida – não por coincidência sócia do empresário na Península Investimentos. Espécie de backing vocal de Abilio no board da companhia, Flavia vive às turras com os fundos de pensão. Previ e Petros jogam na conta da executiva uma parcela razoável das equivocadas decisões estratégicas que empurraram a BRF para o seu atual estado de debilidade. Isso para não falar da sua capacidade para tensionar ambientes, ao melhor estilo Abilio.

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22.03.18
ED. 5831

Fronteiras fechadas

Os planos do diretor de investimentos da Petros, Daniel Lima, de aportar recursos em ativos no exterior têm esbarrado na resistência do Conselho Deliberativo. A fundação vem de um déficit acumulado superior a R$ 27 bilhões. Os conselheiros acham que não é hora para arroubos de grandeza.

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21.03.18
ED. 5830

Cobrança de papelão

A recente declaração do presidente da Petros, Walter Mendes, de que está cobrando da Petrobras dívidas atrasadas com o fundo de pensão soaram como uma bala de festim aos conselheiros da entidade. Até o momento, a fundação não teria sequer uma ação ajuizada contra a estatal. O passivo gira em torno de R$ 11 bilhões.

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13.03.18
ED. 5824

Previ, Petros e Tarpon querem depenar modelo de gestão da BRF

Não basta expurgar Abilio Diniz do board. Previ, Petros e Tarpon já discutem o script para o day after da BRF – leia-se o pós-26 de abril, data da assembleia que votará a destituição do conselho de administração. Os fundos e a gestora planejam mudar a estrutura administrativa da empresa e defenestrar boa parte da atual gestão, a começar pelo CEO, José Aurélio Drummond Jr. O nome mais cotado para assumir a presidência seria o de Alexandre Moreira Martins de Almeida, atual diretor vice-presidente Brasil.

Consultada, a Petros confirma que “está insatisfeita com os resultados da BRF” e que busca “a reformulação da estratégia de gestão”. Previ e Tarpon não se pronunciaram. Previ, Petros e Tarpon consideram o modelo administrativo da BRF um dos legados mais nocivos da “era Abilio Diniz”.

Hoje, a gestão é uma barafunda, que estimula a fragmentação do poder decisório e a existência de territórios que não conversam entre si. A ideia é ter um único CEO. Alexandre de Almeida, por exemplo, é um presidente esvaziado da operação brasileira, com reduzida autonomia e elevado grau de submissão ao n. 1 global, José Drummond. Por sua vez, Drummond, tratado como o “CEO do Abilio” teria reduzido o nível de compartilhamento de informações dos negócios da companhia no Oriente Médio, que impactam na tomada decisões no Brasil.

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26.02.18
ED. 5813

Último baile da Petros

A presença de dirigentes da Petros no conselho das empresas participadas está com os dias contados. Até abril, a fundação concluirá a substituição dos últimos representantes da “casa” por conselheiros independentes. Curiosamente, quem ficou no salão até o fim foi o próprio presidente do fundo de pensão, Walter Mendes. Ele deixará o conselho da Invepar no mês que vem, informação confirmada ao RR pela Petros.

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02.02.18
ED. 5800

Plano para cobrir déficit atuarial causa racha na Petros

O plano de equacionamento do déficit atuarial de R$ 27 bilhões da Petros, aprovado no último mês de setembro, enfrenta forte resistência interna. Segundo o RR apurou, há uma articulação entre integrantes dos próprios Conselhos Deliberativo e Fiscal do fundo de pensão e entidades representativas dos beneficiários com o objetivo de barrar judicialmente sua execução. A alegação é de que, antes da implementação do plano, a Petros precisa cobrar de seus mantenedores, especialmente da Petrobras, antigas dívidas e pendências financeiras. De acordo com a fonte do RR, o passivo seria da ordem de R$ 11 bilhões.

Somente depois deste acerto de contas é que o déficit restante poderia ser repartido entre as empresas mantenedoras e os funcionários e aposentados. Procuradas, Petros e Petrobras não quiseram se manifestar. A questão é controversa e provoca posicionamentos convenientemente distintos. De acordo com informações filtradas da própria fundação, o presidente da Petros, Walter Mendes Filho, alega que só pode exigir da Petrobras e das demais empresas do sistema pagamentos referentes a ações já julgadas pela Justiça. Do lado oposto, membros da atual gestão e beneficiários entendem que a Petros pode, sim, cobrar as dívidas na esfera administrativa, sem depender de decisões judiciais.

Ao mesmo tempo, acusam a diretoria administrativa de se esquivar da responsabilidade para não criar qualquer fricção com a Petrobras. A direção da Petros bate na tecla de que o plano será executado conforme o desenho original, com a cobrança aos beneficiários de taxas extras entre 6,7% e 19% pelo período de 18 anos. No entanto, as divergências já causaram o adiamento de sua implementação, prevista para 20 de dezembro do ano passado. Além dos questionamentos em relação à dívida das mantenedoras, há informações de que a Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest), vinculada ao Ministério do Planejamento, fez uma série de exigências para a aprovação do plano, entre as quais um parecer jurídico sobre o Termo de Compromisso Financeiro relacionado exatamente às pendências entre a Petrobras e o fundo de pensão.

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01.02.18
ED. 5799

Cobertor curto

A Petros calcula arrecadar até R$ 1 bilhão com a venda de ativos da sua carteira imobiliária, a começar pelo Edifício 500 da Av. Daria para cobrir algo como 3,5% do déficit atuarial de R$ 27 bilhões da fundação.

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11.01.18
ED. 5784

Abilio Diniz esquenta a “guerra fria” na BRF

A mudança a fórceps na presidência da BRF – com o expurgo de Pedro Faria, ligado à Tarpon Investimentos – não foi suficiente para apaziguar os ânimos na companhia. Até porque é difícil distensionar um ambiente com a presença de Abilio Diniz. Por meio de fundos ligados à Península Participações, o empresário estaria adquirindo ações da BRF em bolsa. Diniz teria sido, por exemplo, um dos compradores dos papéis vendidos pelo GIC, fundo soberano de Cingapura, na primeira semana de dezembro. Consultadas pelo RR, tanto a Península quanto a BRF não quiseram se pronunciar; tampouco informaram a participação exata de Abilio na fabricante de alimentos.

O último dado divulgado na imprensa dava conta de uma fatia acionária de 3,99%. Pode ser um mero número de ilusionismo. A eventual pulverização da participação entre diversos fundos permitiria a Abilio ter uma fatia superior a 5% sem obrigatoriamente dar disclosure ao mercado. Tudo absolutamente legal, ressalte-se. A questão mais importante, contudo, talvez não seja quanto Abilio Diniz tem, mas o que o estaria movendo a ampliar lenta e gradualmente a sua participação na BRF?

O permanente estado de fricção societária e, sobretudo, a natureza de Abilio sugerem que o empresário estaria acumulando munição para dias de fúria e combate. É bem verdade que ele jamais precisou de supremacia acionária para mandar e desmandar na BRF: com menos de 4% do capital, dizimou a antiga gestão, derrubou Nildemar Secches, o pai da fusão Perdigão/Sadia, e criou um sistema de apartheid que praticamente alijou Petros e Previ da gestão – a despeito das duas fundações controlarem 22% do capital. Recentemente, impôs o nome de José Aurélio Drummond Jr. para o lugar de Pedro Faria, à revelia dos sócios.

O estilo de Abilio Diniz mais favorece a coalizão de adversários do que a atração de aliados. A própria Tarpon Investimentos é um exemplo. As sucessivas divergências na administração da BRF, potencializadas pelas manobras de Abilio que culminaram na demissão de Faria, sócio da gestora de recursos, funcionam como um teste de resistência para a aliança entre ambos. Hoje, o apoio da Tarpon ao empresário, que sempre fez uma razoável diferença na balança societária da BRF, é algo gelatinoso. Juntas, ressalte-se a gestora, a Previ e a Petros somam 30% da companhia. Numa guerra fria, é uma munição que não precisa ser necessariamente disparada, mas sempre lembrada.

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19.12.17
ED. 5769

Desmobilização

É tempo de “liquidação” na Petros. Após vender sua participação na Itaúsa – informação antecipada pelo RR em 8 de maio -, a fundação estaria preparando seu desembarque da Norte Energia, responsável pela Usina de Belo Monte.

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04.12.17
ED. 5758

Isonomia entre os petroleiros

Outros sindicatos de petroleiros do país se mobilizam para seguir os passos do Sindipetro-SP e contestar na Justiça o plano de equacionamento atuarial da Petros. O objetivo é estender para os demais estados a recente decisão da Justiça, determinado que o ajuste financeiro da fundação seja feito pelo valor mínimo de R$ 7 bilhões e não sobre o rombo total de quase R$ 28 bilhões. Com isso, os funcionários e aposentados da Petrobras poderão pagar uma contribuição extra menor para cobrir o déficit da fundação.

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27.11.17
ED. 5753

Petros já enxerga a Paranapanema pelo retrovisor

A monolítica posição dos fundos de pensão na Paranapanema está se quebrando. A Petros prepara sua saída da companhia, na mão contrária de Previ e Petros. A diretoria da fundação avalia duas possibilidades para atravessar a porta de saída: um leilão da sua participação em bolsa ou a venda direta para um investidor.

Neste caso, um candidato mais do que natural seria a própria Glencore, que recentemente comprou 5% da Paranapanema. A decisão da Petros de deixar a deficitária holding mínero-metalúrgica, que perdeu mais de R$ 330 milhões em 2016, se deve, em grande parte, à pressão dos próprios participantes. Os funcionários e aposentados da Petrobras cansaram de pagar a conta dos prejuízos alheios – isso quando não há outras variáveis, vide a Sete Brasil.

A Petros está no meio de um processo de equacionamento do rombo atuarial de R$ 22 bilhões, que exigirá o aumento das contribuições dos beneficiários. A Petros já fez um primeiro movimento do seu “Bye, Bye Paranapanema”. Não participou do recente aumento de capital da companhia, ao contrário do que fizeram Previ e Funcef – donas ainda de 40% das ordinárias. Sua fatia caiu de 12% para 5%.

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21.11.17
ED. 5749

Efeito manada

Na Petrobras, a expectativa é que mais de mil investidores vão aderir ao processo de arbitragem coletiva, cobrando uma indenização por perdas decorrentes de atos de corrupção. Segundo o RR apurou, nos cálculos da empresa, o valor da ação deverá passar dos R$ 30 bilhões após a adesão de Previ, Petros e Funcef. A estatal diz que “a legislação não respalda a iniciativa e se defenderá para garantir seus interesses e de seus acionistas.”

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10.11.17
ED. 5743

Feitos um para o outro

A Petros e o Itaú parecem estar irmanados. A exemplo do presidente da fundação, Walter Mendes, o novo diretor financeiro da entidade, Daniel Lima, também é egresso do banco dos Setubal. Portanto, já conhece a fundo um dos grandes investimentos da carteira da Petros: à exceção dos membros da família Setubal, a fundação é o maior acionista da holding Itaúsa.

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08.11.17
ED. 5741

Dedo na ferida

Auditoria interna da Petros está desentocando cobras e lagartos referentes a investimentos feitos entre 2002 e 2010. Os dados têm sido remetidos ao Ministério Público. Segundo o RR apurou, as investigações envolvem ex-dirigentes da fundação. Procurada, a Petros confirmou que “foram e continuam sendo realizadas Comissões Internas de Apuração para averiguar eventuais irregularidades” em “investimentos decididos no passado”.

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01.11.17
ED. 5737

Santo de casa

A Petros vai decidir até o fim de novembro se adere ou não ao processo de arbitragem contra a Petrobras aberto por minoritários da estatal na B3. Por ora, segundo informações filtradas junto à fundação, a balança pende para o “não”. Seria um alívio para a Petrobras. Estima-se que as perdas da fundação tenham chegado aos R$ 7 bilhões.

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23.10.17
ED. 5730

Limpeza atuarial

Na Petros, a expectativa é que o cartão de visitas do novo diretor de investimentos, Daniel Lima, será uma faxina na carteira de renda variável, onde minam os seguidos déficits atuariais da fundação.

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20.10.17
ED. 5729

Pulverização

Previ, Petros e CEF têm defendido a convocação de um novo aumento de capital da Paranapanema logo após o processo de conversão de debêntures em curso. A operação permitiria ao trio diluir ainda mais a sua participação na companhia, que já cairá de 58% para 34% com a troca das debêntures. Seria também o caminho para a Glencore, dona de 5% do capital, aumentar sua fatia.

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18.09.17
ED. 5706

Os petroleiros agradecem

O anúncio do plano de equacionamento da Petros praticamente aniquilou as chances da fundação fazer um novo aporte na Paranapanema. Os petroleiros agradecem.

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08.09.17
ED. 5700

Tensão na Petros

A discussão no alto comando da Petros na última quarta-feira era sobre o risco de recuo na venda da Eldorado Celulose para a indonésia Paper Excellenze, por conta da reviravolta no caso JBS. O fundo de pensão já abriu conversas com os asiáticos para transferir sua parte na empresa. Se o negócio capengar, a Petros deixa de embolsar cerca de R$ 1,4 bilhão.

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29.08.17
ED. 5693

Ponta do lápis

O equacionamento do déficit atuarial da Petros, de R$ 26 bilhões, custará à Petrobras cerca de R$ 500 milhões por ano em contribuições adicionais. E outro tanto para os trabalhadores e aposentados da estatal.

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29.08.17
ED. 5693

Paranapanema em fatias

A expectativa na Paranapanema é que a Glencore venha a fazer,ainda neste ano, um novo aporte, aumentando sua participação no capital. A primeira tranche, de R$ 66 milhões, deu à trading uma fatia de apenas 5% da empresa. Previ e Petros torcem pelo acerto: a ampliação da participação da Glencore reduziria consideravelmente a necessidade de um novo desembolso dos fundos.

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18.08.17
ED. 5686

Capitalização da Invepar gera reações contrárias na Petros

As tratativas para um novo aporte de capital da trinca Previ, Funcef e Petros na Invepar enfrentam forte resistência no fundo de pensão da Petrobras. Integrantes do Conselho Fiscal – notadamente os dois indicados pelos beneficiários, Ronaldo Vilardo e Fernando Siqueira – e entidades representantes dos trabalhadores e aposentados da estatal, especialmente a Associação de Mantenedores e Beneficiários da Petros (Ambep), estariam se mobilizando para barrar a iminente injeção de recursos. Segundo informações filtradas da própria fundação, já existem articulações junto a membros do Conselho Deliberativo para que a operação não seja aprovada.

Consta que a capitalização da Invepar poderá superar R$ 1 bilhão, boa parte saindo do caixa das três fundações, donas de 75% da holding de concessões de transporte. Na avaliação de conselheiros da Petros, não é o momento para o fundo tampar os buracos financeiros da companhia. Até o fim do ano, funcionários e aposentados do Sistema Petrobras terão de pagar uma taxa extra sobre suas contribuições para cobrir as perdas do PPSP, o principal plano da Petros. O déficit acumulado chega a R$ 28 bilhões.

Esse prejuízo já foi para a conta. No momento, a preocupação de conselheiros e beneficiários da fundação é evitar um novo plano de equacionamento para os próximos anos. Até porque, sob a ótica dos participantes do plano, não há razão que justifique uma nova transfusão de recursos para uma companhia que perdeu R$ 2 bilhões, caso da Invepar. Do lado da Petros, as gestões para o possível novo aporte estariam sendo conduzidas diretamente pelo presidente, Walter Mendes. Além de Previ e Funcef, as conversas envolvem ainda os bancos e bondholders credores da Invepar, a OAS, e o Mubadala, que já fez uma oferta para ficar com a participação da empreiteira no capital da holding de infraestrutura.

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09.08.17
ED. 5679

Chega de Eldorado

A Petros já sinalizou à Fibria a intenção de vender sua participação na Eldorado Celulose junto com a fatia do acionista controlador, a J&F Investimentos.

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24.07.17
ED. 5667

Governança pela metade

Número que, em breve, será alardeado pela Petros: até o fim do ano, a fundação deverá chegar a 80% de conselheiros independentes nas empresas de que participa. Virada a página da governança, agora só falta os investimentos da fundação gerarem superávit atuarial para os beneficiários.

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06.06.17
ED. 5634

Bye, bye, BRF

A Petros prepara a venda de sua participação de 11% na BRF. Tomando-se como base apenas a cotação em bolsa, seriam aproximadamente R$ 3,5 bilhões a mais para tapar o rombo atuarial da fundação – na casa dos R$ 16 bilhões.

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10.05.17
ED. 5615

Mubadala prefere ficar só a estar mal acompanhado na Invepar

As tratativas para o ingresso do Mubadala no controle da Invepar avançam para um modelo ainda mais radical. O fundo soberano de Abu Dhabi negocia a aquisição não apenas dos 25% do capital que pertenciam à OAS e estão sendo transferidos para um grupo de credores da empreiteira, mas também dos 75% restantes nas mãos da Previ, Petros e Funcef. Segundo o RR apurou, a operação se daria em duas fases. Inicialmente, o Mubadala compraria uma parte das ações em poder dos fundos de pensão, de modo a atingir uma participação entre 40% e 60%, contando a fatia dos credores da OAS.

Essa etapa envolveria o pagamento de algo em torno de R$ 3,5 bilhões, tomando-se como base um valuation integral da Invepar da ordem de R$ 6 bilhões. Em um segundo movimento, os árabes convocariam um aumento de capital, sem a adesão de Previ, Petros e Funcef, que, então, teriam sua participação diluída a zero. As negociações em torno deste modelo ainda são embrionárias e dependem de uma série de variáveis, a começar pela consumação da transferência das ações da OAS para os credores.

No entanto, desde já é possível dizer que esta configuração traria benefícios para todas as partes. Os bondholders da OAS dividiriam algo em torno de R$ 1,5 bilhão. Petros, Previ e Funcef, por sua vez, fariam caixa em um momento crucial, em que reduzem sua carteira de renda variável para cobrir seus bilionários déficits atuariais. Procurada, a Funcef disse estar “aberta a ouvir propostas”, mas garantiu que não há oferta concreta.

Previ e Petros não se pronunciaram. O Mubadala, por sua vez, enxerga na aquisição integral uma maneira de higienizar a companhia e criar uma “Nova Invepar” dissociada dos problemas de imagem que a cercam. A coabitação entre OAS e os fundos de pensão transformou a empresa no local onde a Lava Jato faz esquina com a Operação Acrônimo. Deter os 100% do capital também daria ao fundo soberano margem de manobra para a posterior atração de outros investidores.

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08.05.17
ED. 5613

O esforço da Petros

Após sair do Iguatemi e da Dasa, a Petros avalia a venda da sua participação na Itaúsa. É o esforço para cobrir seu déficit atuarial.

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24.04.17
ED. 5604

CPFL dá um alento ao balanço da Petros

A CPFL tem ajudado a Petros a reduzir um pouquinho o seu déficit atuarial, da ordem de R$ 16 bilhões. Além dos R$ 668 milhões que amealhou com a venda da sua participação no bloco de controle da distribuidora paulista para a State Grid, o fundo de pensão ainda deverá embolsar algo em torno de R$ 210 milhões com a oferta pública lançada pelos chineses. A cifra corresponde à sua proporção no valor que será pago ao fundo Energia Brasil, dono de 3,8% das ações da CPFL.

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31.03.17
ED. 5590

Os fundos de Cunha

A delação de Fabio Cleto, que era o homem de Eduardo Cunha na Caixa Econômica, empurra a Lava Jato para cima dos fundos de pensão Petros, Previ e Funcef. Cleto tem ajudado a força tarefa a mapear a interferência do próprio Cunha em investimentos da tríade, a começar pela malfadada Sete Brasil.

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29.03.17
ED. 5588

Troca de pele

Até o fim de abril a Petros deverá trocar mais da metade de seus 32 representantes em conselhos de administração e fiscal. É até pouco, considerando-se que a “geração” atual de conselheiros foi indicada pela gestão passada da fundação, ainda no governo de Dilma Rousseff.

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23.03.17
ED. 5584

O dia D para a Paranapanema

Entre os minoritários e credores da Paranapanema, cresce a expectativa de que a empresa aproveite a divulgação do balanço de 2016, no próximo dia 29, para anunciar o tão aguardado plano de capitalização. O funil é estreito. Entre as diversas hipóteses estudadas pela companhia, teriam restado duas opções sobre a mesa: uma oferta pública em bolsa ou, o mais provável, um aumento de capital conduzido pelos atuais acionistas.

Neste caso, vai sobrar para quem sempre sobrou: Previ e Petros, os dois mais importantes sócios da empresa, com 36%, além da Caixa Econômica, dona de 17% das ações. Contratada em outubro do ano passado com a missão de reestruturar o capital e o passivo da Paranapanema, a RK Partners, de Ricardo K, ainda não disse ao que veio. Literalmente, a companhia tem empurrado suas dívidas para a frente.

Em setembro, firmou com os credores um acordo de suspensão temporária de dívidas, conhecido com standstill. De lá para cá, já prorrogou o waiver por duas vezes, a mais recente no último dia 9 de março. O novo acordo vai até amanhã e, segundo o RR apurou, a Paranapanema tentará outra renovação. O passivo de curto prazo totaliza aproximadamente R$ 1,2 bilhão. Somente entre o segundo e o terceiro trimestres do ano passado, a relação dívida líquida/Ebitda passou de 2,5 para 3,6 vezes.

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17.03.17
ED. 5580

Decantação na Petros

A Petros vai solicitar à CVM que analise todas as suas aplicações em Fundos de Participação de Investimentos (FIPs), um palheiro repleto de agulhas. Vai estender, assim, a medida que já adotou em relação a quatro dos 36 FIPs dos quais é cotista. O objetivo da Petros é reaver recursos eventualmente desviados do caixa da fundação. Consultada, a fundação confirmou o pedido de análise de quatro Fips.

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07.03.17
ED. 5572

Marcopolo “ajuda” a reduzir o rombo da Petros

A Petros prepara-se para saltar do ônibus da Marcopolo. O fundo de pensão deverá vender, por meio de um leilão em Bolsa, sua participação na empresa – 9% do capital total. Que outra escolha? A operação faz parte da estratégia da Petros de se desfazer de ativos em renda variável para cobrir seu déficit atuarial – conforme antecipou o RR na edição de 19 de janeiro.

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22.02.17
ED. 5566

Ecos do passado

Dez meses após o afastamento de Dilma Rousseff, ainda há fortes engrenagens petistas nos fundos de pensão. A indicação de Guilherme Mora Ramalho para a presidência do metrô do Rio foi uma decisão uníssona de Previ, Petros e Funcef, sócias da Invepar. Ramalho ocupou o cargo de secretario interino da Aviação Civil no Dilma II.

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27.01.17
ED. 5548

Decantação

A Petros prepara uma dança das cadeiras no board das empresas de que participa, com a indicação de conselheiros profissionais. Está faltando a Previ.

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19.01.17
ED. 5542

Petros vende ativos

A Petros bateu o martelo: o plano de equacionamento do déficit atuarial de R$ 22 bilhões incluirá a venda de ativos em renda variável. O ponto de partida deverá ser a negociação dos 10% na Iguatemi. Com base apenas na cotação em Bolsa, a fatia vale hoje cerca de R$ 500 milhões.

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26.12.16
ED. 5524

Via crucis

O ano de 2016 está terminando, Walter Mendes já vai para o quarto mês na presidência da Petros e até agora nem sinal do plano de equacionamento do déficit da fundação em 2015, de R$16 bilhões. Enquanto isso, os funcionários têm um fim de ano melancólico. Há duas semanas, 15 profissionais foram dispensados. Na fundação já se dá como certo que outras demissões, notadamente nas áreas de investimento e seguridade, ocorrerão até o dia 31.

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07.11.16
ED. 5490

Remendo

 Antes tarde do que nunca, a Petros está montando um novo comitê de compliance, um upgrade em relação ao já existente e, pelo visto, pouco efetivo comitê de reavaliação de investimentos. • Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Petros.

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31.10.16
ED. 5486

Sugadouro

 Previ, Petros e Funcef, donas de 75% da Invepar, discutem a necessidade de um novo aporte emergencial na companhia. O mais recente se deu no início deste ano: a tríade de fundos subscreveu metade dos R$ 2 bilhões emitidos pela Invepar. A holding de concessões de infraestrutura caminha para fechar o ano com uma dívida líquida superior a R$ 10 bilhões, ou mais de seis vezes o Ebitda. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Invepar.

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24.10.16
ED. 5481

Petros apresenta a conta do déficit aos seus associados

 O novo presidente da Petros, Walter Mendes, pretende apresentar no início de novembro o estudo atuarial e a proposta de equacionamento do Plano Petros do Sistema Petrobras (PPSP). Trata-se do grande vespeiro previdenciário da companhia, responsável por um rombo de R$ 22,6 bilhões no ano passado. A conta vai doer no bolso dos próprios associados, que serão chamados a dividir com a mantenedora os custos para a repactuação do PPSP. A derrama deverá se dar por meio de um aumento de até três pontos percentuais na contribuição paga pelos funcionários da ativa e pelos aposentados do Sistema Petrobras – o índice vai variar de acordo com a faixa de remuneração do participante.  A medida certamente despertará reações contrárias entre os associados. A área jurídica da Petros já dá como certo um aumento do volume de contenciosos – hoje o fundo de pensão carrega uma massa de 27 mil processos de participantes que questionam cobranças no valor total de R$ 3 bilhões. Mas, diante da grave situação financeira do fundo, a expectativa é que o Conselho Deliberativo aprove o plano de equacionamento a tempo de que os novos valores sejam cobrados já no primeiro trimestre de 2017. Trata-se de um medicamento amargo e que levará longo tempo para fazer pleno efeito: pelos cálculos da fundação, o déficit só será coberto em 18 anos. Se serve de alento, o prazo poderia ser ainda maior não fossem as regras da Petros. A rigor, o plano de equacionamento terá de cobrir “apenas” R$ 16,1 bilhões dos R$ 22,6 bilhões em perdas. Isso porque cerca de R$ 6,5 bilhões representam o Limite de Déficit Técnico Acumulado (LDTA), uma espécie de teto de tolerância para prejuízos atuariais.  Walter Mendes recebeu carta branca do governo para adotar medidas duras e impopulares em nome do equacionamento do déficit da Petros. Seu cartão de visitas foi apresentado no último dia 4 de outubro, quando o Conselho Deliberativo aprovou a polêmica cisão do PPSP. A medida criou duas castas de participantes: para cerca de 75% dos associados do plano, a correção dos benefícios passará a ser vinculada à variação do IPCA; o restante seguirá com a sua aposentadoria atrelada ao reajuste dos salários dos funcionários da ativa do Sistema Petrobras. Na prática, o objetivo é eliminar subsídios cruzados que aumentam o desequilíbrio contábil do plano. Tão ou mais importante do que o impacto atuarial da mudança é o seu valor simbólico: menos de um mês após a posse da nova diretoria, os conselheiros aprovaram uma proposta que se arrastava há mais de um ano. • A seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Petros.

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 Nos últimos dias, o nome mais repetido na Invepar é o de Gustavo Rocha, demitido da presidência da companhia há menos de um mês. Entre seus ex-colegas, a aposta é que o executivo, mesmo fora da empresa, não passará incólume à Operação Greenfield, que, entre outras operações, investiga os investimentos da Previ , Petros e Funcef na holding de infraestrutura.

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08.09.16
ED. 5450

Bilhete premiado

 A Bonaire – que reúne Sistel, Petros, Sabesprev e Funcesp – já teria acertado com a State Grid a venda da sua participação na CPFL ao preço de R$ 25 por ação. Procurada, a empresa informa que ainda vai se reunir para deliberar sobre a operação. O valor é o mesmo que os chineses pagaram à Camargo Corrêa. A Bonaire tem 15,1% da distribuidora paulista.

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30.08.16
ED. 5444

Sincericídio

 Os dirigentes da Previ e da Petros estão furibundos com as recentes declarações do diretor de administração da Funcef, Antonio Augusto de Miranda e Souza, sobre a Sete Brasil. Souza disse temer que os fundos de pensão sócios da fabricante de equipamentos sejam acionados na Justiça pelos credores da companhia. Jogou luz sobre uma questão que estava escondidinha na penumbra.

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28.07.16
ED. 5421

Petros é um fio solto no capital de Belo Monte

 O aumento de capital do consórcio Norte Energia, controladora da usina de Belo Monte, provocou um racha na Petros. Segundo o RR apurou, o conselho deliberativo da fundação seria contrário à participação do fundo de pensão na chamada de capital. A diretoria executiva, comandada por Henrique Jäger, defende a operação. O aporte, ressalte-se, já foi aprovado pelos acionistas do consórcio e deverá se consumar nos próximos dias. O valor não foi oficialmente divulgado, mas estima-se que fique em torno dos R$ 300 milhões. Procurada pelo RR, a Petros não confirmou se participará ou não do aumento de capital e nem informou sobre o prazo para o anúncio da decisão.  O naco que caberia à Petros, dona de 10% de Norte Energia, seria da ordem de R$ 30 milhões. Dito assim, soa como uma ninharia. No entanto, não é de hoje que a presença da fundação em Belo Monte é contestada por conselheiros, em razão da sequência de aportes de capital exigidos pelo empreendimento. A própria chamada de capital em curso é um paliativo. No curto prazo, Belo Monte precisa de aproximadamente R$ 2 bilhões para honrar compromissos. Não é o porto mais seguro para um fundo de pensão com um déficit atuarial de R$ 16 bilhões, um rombo que exigirá, conforme já anunciado, o aumento da contribuição dos próprios trabalhadores e aposentados.

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19.07.16
ED. 5414

Retrovisor

 A Petros teria aberto uma sindicância interna para investigar irregularidades no aporte de R$ 24 milhões na Galileo Educacional, que acabou de quebrar a Universidade Gama Filho. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Petros.

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01.06.16
ED. 5380

Fundos de pensão pegam um desvio para longe da Invepar

 Gueitiro Genso, Henrique Jäger e Sérgio Mendonça, presidentes da Previ, Petros e Funcef, estão encaminhando aos seus respectivos mantenedores uma proposta que beneficia a todos: a venda conjunta de suas participações na Invepar , uma das maiores holdings de concessões do país – dona, entre outros ativos, da Linha Amarela e do Metrô do Rio. O projeto deve receber as bênçãos do Palácio do Planalto. E nem poderia ser diferente, na medida em que a saída do capital da problemática holding de concessões de infraestrutura tira um fardo das costas do Banco do Brasil, da Petrobras e da Caixa Econômica Federal (CEF). Na última linha, quem agradece são os próprios trabalhadores e aposentados dos dois bancos e da petroleira. Com um déficit atuarial somado da ordem de R$ 40 bilhões, os fundos se veem forçados a desembarcar o quanto antes de uma companhia que, somente nos próximos 12 meses, exigirá aportes de mais R$ 3 bilhões para arcar com investimentos e passivos de curto prazo. Não custa lembrar que, no fim de 2015, Previ, Petros e Funcef foram obrigadas a injetar cerca de R$ 1 bilhão na Invepar para que a empresa pudesse honrar o pagamento de dívidas a descoberto.  Além do mais, até comprador já apareceu. Segundo informações filtradas junto à companhia, a trinca já teria oferecido sua fatia de 75% para a Brookfield. No ano passado, o grupo canadense esteve perto de ficar com os 25% que pertenciam à OAS, mas desistiu do negócio, curiosamente por divergências com as próprias fundações, que, àquela altura, não consentiram em revisar o acordo de acionistas da Invepar. Posteriormente, as ações da OAS acabaram transferidas para credores da empreiteira baiana – operação que deverá ser referendada em assembleia marcada para o próximo dia 7. Tomando-se como base a proposta feita pela Brookfield à construtora em 2015, estima-se que a compra dos 75% de Previ, Petros e Funcef giraria em torno de R$ 4 bilhões.  Em tempo: além de se livrar de um fardo financeiro, a venda do controle da Invepar permitiria à Previ, Petros e Funcef dar um passo para longe da Lava Jato. O presidente da companhia, Gustavo Nunes da Silva Rocha, é investigado por suspeita de interceder junto ao exsenador Gim Argello para que a CPI da Petrobras não convocasse executivos da OAS, “mediante pagamentos indevidos travestidos de doações eleitorais”. As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Invepar e Brookfield.

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09.05.16
ED. 5364

Petros é o “fundo de imprevidência” da Petrobras

 Os funcionários e aposentados da Petrobras estão em pé de guerra com a direção da Petros. Segundo o RR apurou, as entidades que reúnem os participantes do fundo de pensão – a começar pela maior de todas, a Ambep (Associação de Mantenedores-Beneficiários da Petros) – vão entrar na Justiça para suspender o plano de equacionamento do déficit atuarial elaborado pela entidade, na linha do “eu devo e vocês pagam”. Os beneficiários pretendem também exigir o afastamento do presidente da Petros, Henrique Jäger, e do diretor de investimentos, Licio da Costa Raimundo.  A diretoria da Petros já sinalizou que os aposentados e pensionistas terão de pagar a conta pelo rombo nas finanças da fundação. O caso mais dramático é do PPSP, o maior dos planos administrados pelo fundo de pensão, com 60 mil participantes. O rombo na carteira passa dos R$ 15 bilhões. O plano alinhavado pela Petros prevê o aumento gradual da taxa de contribuição paga mensalmente pelos beneficiários – o índice varia de 3% a 14,5% dos vencimentos mensais de acordo com a renda. O novo intervalo ainda não foi formalmente fixado, mas, segundo informações filtradas junto à fundação, ele subiria para algo entre 6% e 20%. Ou seja: a contribuição dos aposentados e pensionistas que recebem menos duplicaria.  Procurada pelo RR, a Petros informou que “não recebeu notificação sobre qualquer decisão judicial dessa natureza”. Informou ainda que não “pode se manifestar sobre valores finais de 2015 enquanto as demonstrações contábeis não estiverem aprovadas”. No entanto, a Petros confirma que o “déficit demandará a construção de um plano de equacionamento, que será amplamente discutido com a patrocinadora, representantes dos participantes e assistidos do PPSP e Previc”. Por sua vez, a Ambep não se pronunciou.  Os funcionários e aposentados da Petrobras estão sob a tempestade perfeita. A Lava Jato é parte importante do temporal: as dívidas da própria mantenedora com a Petros já beiram os R$ 13 bilhões, o equivalente a 60% do déficit total da fundação – estimado em mais de R$ 20 bilhões. As desastrosas – para se dizer o mínimo – decisões de investimento tomadas pela direção do fundo nos últimos anos também ajudaram a dizimar as finanças da entidade. Neste rol, entram negócios que caminham na fronteira da catástrofe e da suspeição, como a Lupatech e, sobretudo, a Sete Brasil.  Há ainda operações no mercado de capitais que, se não controversas, sugerem ao menos uma imprevidência ou má gestão dos recursos da Petros. Em fevereiro, após uma longa queda de braço com a Dasa, a fundação aceitou a oferta pública de R$ 10,50 por ação e vendeu a sua participação de 10% na rede de laboratórios. Dois anos antes a Dasa havia proposto R$ 14 pelo papel. Os aposentados da Petrobras se perguntam por que cargas d´água a direção do fundo não esperou por uma recuperação das cotações em vez de engolir um preço 25% mais baixo. A Petros confirma a venda das ações, mas alega que foi obrigada a fechar negócio, contra a sua vontade, por conta da saída da Dasa do Novo Mercado.

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Após desistir da compra da participação da OAS na Invepar, a Brookfield teria feito uma proposta para adquirir separadamente o Metrô Rio – uma das principais concessões da holding de infraestrutura. A OAS topa qualquer negócio. O problema é dobrar os outros sócios da Invepar, o trio Previ, Funcef e Petros. As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Brookfield e Invepar.  

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04.03.16
ED. 5320

Fracasso

 Isolada pelos demais acionistas da Sete Brasil, a Petros estuda deixar o negócio, o que significaria lançar em balanço algumas centenas de milhões em prejuízo. Procurada pelo RR, a Petros não comentou o assunto.

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18.02.16
ED. 5309

Sete Brasil é um território partido ao meio

 A Sete Brasil vive sua Guerra da Secessão. O RR apurou que um grupo de acionistas, encabeçado por Previ, Funcef e BTG, estaria se articulando para entrar na Justiça contra a Petros, também sócia da empresa. O objetivo seria impedir o fundo de pensão de votar nas próximas reuniões de Conselho. A alegação é de que existe um conflito de interesses por conta do duplo chapéu da Petrobras – sócia e maior cliente da Sete Brasil. Puro jogo de cena. A manobra teria como finalidade abrir caminho para a aprovação do pedido de recuperação judicial da companhia. Hoje, entre os maiores acionistas, a Petros seria o único contrário à medida. Procurada, a Sete Brasil disse desconhecer o assunto. Ressalte-se que a empresa contratou os préstimos da consultoria Alvarez & Marsal, sinônimo de recuperação judicial.

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 O surgimento do nome de Gustavo Rocha, presidente da Invepar, na Lava-Jato é música aos ouvidos de Previ, Petros e Funcef . Os três fundos não veem a hora de destronar o executivo, indicado pela OAS.

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03.02.16
ED. 5301

Brookfield joga pôquer com a Invepar

  A desistência de participar da disputa pela compra da parte da OAS na Invepar é a aposta mais arriscada da Brookfield Infrastructure no mercado brasileiro este ano. A estratégia do blefe foi toda arquitetada pelo presidente da companhia, Sam Pollock, que convenceu o grupo canadense de que o preço e o acordo de acionistas acertado entre a OAS e os fundos de pensão na criação da Invepar podem ser modificados na bacia das almas. Pollock aposta que ninguém bancará no leilão o valor de R$ 1,35 bilhão ofertados pela Brookfield pelos 24,4% da construtora baiana na holding de concessões. Desta forma, voltará à mesa de negociações com a faca e o queijo para ofertar menos e ainda exigir da Previ, Funcef e Petros um novo acordo de acionistas que entregue a gestão da Invepar e não exija exclusividade de sociedade nos futuros leilões de rodovias. A Brookfield é sócia da espanhola Arteris – operadora de estradas em São Paulo – e tudo o que menos quer é ficar amarrada à Invepar. Pollock sabe que o blefe faz parte desse jogo de pôquer, mas um eventual fracasso será exclusivamente debitado na sua conta. A Brookfield não comentou o assunto.

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25.01.16
ED. 5294

Petros busca aliados contra oferta da Dasa

  Nos últimos dias, a direção da Petros vem mantendo intensas conversações com os principais acionistas minoritários da Dasa, especialmente a norte-americana Oppenheimer e o Leblon Equities. O fundo de pensão tenta costurar um grande acordo para barrar a oferta pública de recompra de ações da empresa de medicina diagnóstica, que pretende deixar o Novo Mercado da Bovespa. O leilão está marcado para o próximo dia 1º de fevereiro. Dona de 10% da Dasa, a Petros discorda do valor oferecido pela companhia: R$ 10,50 por ação. Entre a proposta de uma e a pretensão de outra, há um abismo: a fundação exige algo em torno de R$ 18. Segundo o RR apurou, até o momento Oppenheimer e Leblon Equities têm mantido uma posição dúbia em relação ao assunto. Em meados do ano passado, quando a Dasa divulgou o laudo de avaliação e o preço de R$ 10,50, a gestora norte-americana criticou publicamente a oferta. Depois disso, fechou-se em copas. Procurado pelo RR, o Oppenheimer não quis se pronunciar, assim como a Petros. Já o Leblon Equities informou que “analisa a conveniência de participar ou não da oferta.”  O grande receio da Petros é ficar isolada e perder definitivamente a queda de braço que trava com a Dasa – notadamente seu acionista controlador, Edson Bueno – há dois anos. No início de 2014, a rede de laboratórios comprou uma parte expressiva das ações em circulação ao preço de R$ 15. A fundação recusou a oferta. Na ocasião, a cotação girava em torno dos R$ 14. De lá para cá, no entanto, a realidade mudou brutalmente. Em dezembro, a ação, que chegou a ser negociada ao longo de 2015 na casa dos R$ 12, estava em R$ 7,60. E só subiu para o patamar de R$ 10 nas últimas duas semanas justamente após a confirmação da oferta de recompra.

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16.12.15
ED. 5270

Pé na porta

 A Brookfield, que herdou a parte da OAS, já chegou na Invepar disposta a fazer uma chamada de capital. Com um déficit sobre os ombros, Petros e Funcef tentam segurar o ímpeto do novo sócio.

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27.10.15
ED. 5235

Déficit da Petros

  Pobres aposentados da Petrobras. A Petros deverá fechar o ano com um déficit superior a R$ 3 bilhões, a maior parte proveniente de aplicações em renda variável. No ano passado, o fundo reportou um déficit de R$ 3,8 bilhões.

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27.08.15
ED. 5194

Luzes da ribalta

A sala vai ficar pequena. Deputados do PSDB que não integram a CPI dos Fundos de Pensão estão fazendo pressão para participar da sessão da próxima terça-feira, dia 1 de setembro. Para esse dia está marcado o depoimento do presidente da Petros, Henrique Jäger.

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25.08.15
ED. 5192

Três turnos

Numa daquelas medidas que tiram toda a credibilidade do negócio, a CPI dos Fundos de Pensão pretende convocar dirigentes das mais de 100 empresas com participação societária da Previ, Petros e Funcef. Só se os deputados começarem a marcar depoimentos para as madrugadas. A CPI tem menos de 160 dias para finalizar seu trabalho.

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Previ, Petros e Funcef fizeram sua parte no script: renunciaram ao direito de preferência sobre as ações da OAS, abrindo caminho para a entrada da Brookfield no capital da Invepar. Em um segundo instante, será a vez de a gestora canadense cumprir o combinado: não criar qualquer óbice para que os fundos indiquem o novo presidente da companhia, em substituição ao desafeto Gustavo Nunes da Rocha, ligado a  OAS.

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26.06.15
ED. 5150

Voto vencido

A Petros, que sempre ficou do lado oposto ao de Abilio Diniz na BRF, está com um pé fora da empresa. A fundação pretende vender sua participação de 12,5%. A saída está cantada em verso e prosa desde abril, quando a Petros abriu mão de indicar um nome para o Conselho da BRF.

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12.05.15
ED. 5118

Rei do pedaço

 Mais um sinal da força de Aldemir Bendine na Petrobras: além de ter emplacado Henrique Jager na presidência da Petros, Bendine abafou o pleito das associações de funcionários da estatal de indicar um nome para a diretoria do fundo de pensão.

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27.04.15
ED. 5108

Lava Jato

 Em seu depoimento mais recente, Paulo Roberto Costa teria dado novos e inflamáveis detalhes sobre o uso de recursos da Petros em empresas vinculadas ao doleiro Alberto Youssef. Consultada, a fundação não quis se pronunciar, alegando “não ter conhecimento do depoimento citado”.

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20.01.15
ED. 5044

Cobertor atuarial

A Petros vai se desfazer de ativos em renda variável para cobrir seu déficit atuarial, já na casa dos R$ 5,5 bilhões. Deverá começar com a venda de sua participação de 10% na Iguatemi Empresa de Shopping Centers, de Carlos Jereissati.

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 José Sarney, que deverá perder a primazia sobre o Ministério de Minas e Energia com a saída de Edison Lobão, se movimenta, ao menos, para manter um pé em Furnas. O senador trabalha com afinco pela continuidade de Flávio Decat no comando da estatal. **** A denúncia do suposto envolvimento de Humberto Grault, ex-gerente de Novos Negócios da Petros, com o doleiro Alberto Yousseff dinamitou a articulação do PT para que o executivo assumisse uma diretoria na fundação. Grault, ressalte- se, já rechaçou ter qualquer relação com Yousseff.

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01.12.14
ED. 5012

Pé no freio

 A denúncia do suposto envolvimento de Humberto Grault, ex-gerente de Novos Negócios da Petros, com o doleiro Alberto Yousseff dinamitou a articulação do PT para que o executivo assumisse uma diretoria na fundação. Grault, ressalte- se, já rechaçou ter qualquer relação com Yousseff.

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19.11.13
ED. 4780

Maravilha?

 Sinal de que o tal Porto Maravilha”, no Rio de Janeiro, não é tão maravilha assim. A Petros tem recusado sucessivas ofertas para investir em projetos imobiliários na região.

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