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11.07.17
ED. 5658

Acordo com chineses dá a largada na venda de refinarias da Petrobras

Segundo o RR apurou, a Petrobras vai apresentar em até 30 dias o modelo de venda de ativos na área de refino. Em alguns casos, a companhia deverá manter apenas uma fatia minoritária. Qualquer semelhança entre o timing do anúncio e a parceria firmada recentemente com a China National Petroleum Company (CNPC) não é mera coincidência. De acordo com informações filtradas da própria estatal, além da retomada das obras do Comperj, a CNPC já abriu tratativas para a compra de participações em refinarias da Petrobras. As conversas envolvem a entrada dos chineses na unidade de Landulpho Alves, na Bahia, e no controverso projeto da Abreu Lima, em Pernambuco.

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06.07.17
ED. 5655

O sistema de bandas da gasolina

Um suelto para pensar sobre a nova política de preços da Petrobras, que lembra as bandas diagonais exógenas e endógenas adotadas pelo professor Francisco Lopes quando presidente do Banco Central. Como gasolina e derivados estão na matriz de preços de “decilhões” de setores da economia, o que farão eles? Vão ficar também subindo e descendo seus preços conforme o ioiô da Petrobras? Corrigirão diariamente os preços tal e qual estatal? Ou tascarão logo 10% de aumento para se proteger das mudanças de humor da petroleira? Quem acertar a resposta ganha um estágio na Ipiranga.

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04.07.17
ED. 5653

Compliance derruba as paredes da Petrobras

A diretoria executiva da Petrobras, um colegiado capitaneado por Pedro Parente, autorizou que sejam tomadas providências para jogar abaixo os muros que separam as salas da empresa. A encomenda foi feita a um grupo interno, principalmente pelos diretores que vieram do mercado financeiro, a exemplo de Nelson Silva (Estratégia), João Elek (Compliance) e Ivan Monteiro (Finanças). Os motivos que mais contam pontos são os ganhos de produtividade previstos com os diretores bufando no cangote dos gerentes; e o fortalecimento das políticas de compliance e de integridade, uma verdadeira obsessão em uma companhia que se tornou benchmark mundial em corrupção. Nelson Silva, o mais avançado da turma, encomendou a esse grupo de trabalho que analise as práticas de open space (layout sem paredes) em outras grandes empresas. A iniciativa parece correta. Com a medida, além de ampliar o contato entre os empregados e os gestores que ficarão sem sala particular, a estatal poderá reduzir a quantidade de andares que aluga no Centro do Rio, cujo metro quadrado está entre os mais caros do Brasil. Recomenda-se, contudo, cuidado com os modelos de disclosure, notadamente no encaixe do capital humano. No Bradesco, pioneiro do grande salão sem parede, não se consegue pensar mais o banco de outra maneira. Já no BNDES, Maria Silvia Bastos Marques teve uma experiência tétrica quando jogou por terra os muros que a separavam da corporação que nunca a tolerou.

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03.07.17
ED. 5652

Avanço total

A francesa Total está despejando um caminhão de dinheiro no pré-sal. Após desembolsar US$ 2,2 bilhões na aquisição  de ativos da Petrobras, quer comprar também a participação de 10% da portuguesa Galp no campo de Iara, na Bacia de Santos. Ressalte-se que a Total já detém 22,5% da operação, comprados da própria Petrobras.

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03.07.17
ED. 5652

Margens da Ipiranga

A disposição da Petrobras de reajustar os preços dos combustíveis diariamente para conter as importações tem endereço certo. Em abril e maio, a Ipiranga mais do que duplicou a compra de derivados no mercado externo. Foram 216 milhões de litros, uma média de 108 milhões por mês. No primeiro trimestre, essa média foi de 57 milhões.

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28.06.17
ED. 5649

Sinal de alerta na Petrobras

Quando não são os planos para a redução da dívida, cortes de despesas e entraves regulatórios do pré-sal, a Petrobras tem que lidar com problemas singelos, a exemplo do vazamento de dutos submarinos flexíveis, conhecidos como risers. Esses simplórios risers são capazes de afetar o ritmo de produção, afastando ainda mais a companhia da meta prevista para este ano. O target é de 2,8 milhões de barris/dia. No primeiro trimestre, a empresa parou nos 2,1 milhões de barris/dia. A estatal confirmou as falhas nos dutos nos campos de Lula e Sapinhoá, mas assegura que já controlou o vazamento sem parada da produção.

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22.06.17
ED. 5645

Dobradinha

Petrobras e Statoil estão perto de selar uma parceria para a 14a Rodada de Licitações da ANP, que ocorre em setembro.

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Por falar em Petrobras, a BR pretende vender a concessão da distribuição de gás natural no Espírito Santo. Promessa de mais combustível no contencioso com o governo capixaba, que já decretou a caducidade da concessão.

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22.06.17
ED. 5645

Os pesos e medidas da Petrobras

A Petrobras autorizou, na semana passada, a criação de uma nova função na alta administração, o diretor-adjunto de Governança e Conformidade. A justificativa pode ser boa, pois o diretor de Governança e Conformidade, João Elek, tem tido crescentes demandas externas sobre compliance, a exemplo dos processos contra a estatal nos Estados Unidos. Entretanto, os 70 mil empregados da empresa, que sonham com a “extinta” PLR – a Petrobras não paga participação nos lucros há dois anos – não estão nada satisfeitos. Enquanto a presidência pede que a força de trabalho se empenhe e “faça mais com menos”, a Petrobras aprovou a criação de uma segunda diretoria após sua recente estruturação. Ou seja: o comportamento de austeridade exigido do  “chão de fábrica” não vale para o andar de cima. Os diretores, ao contrário da malta, “só conseguem fazer mais com mais”. E tome de habilitar novas instâncias hierarquicamente superiores. No fim do ano passado foi criada a Diretoria de Estratégia, ocupada por Nelson Silva, ex-no 1 da BG no Brasil.

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petrobras-rr-29
16.06.17
ED. 5641

Fertilizante da Petrobras aduba os negócios da Yara no Brasil

Enquanto a joia da coroa, a BR, segue guardada na redoma, Pedro Parente está retomando a venda de ativos da Petrobras pelas peças de menor quilate. Parente reuniu-se, no fim de maio, com executivos da Yara para tratar da negociação da operação de fertilizantes nitrogenados da estatal. Segundo o RR apurou, as conversas envolvem a transferência, em um só pacote, dos três complexos industriais localizados na Bahia, em Sergipe e no Paraná.

Os valores sobre a mesa somam algo perto de US$ 1,5 bilhão. Do lado dos noruegueses, o sinal verde para as negociações foi dado em março, quando o chairman mundial da Yara, Leif Teksum, esteve no Brasil. Diga-se de passagem, nas reuniões com o presidente da subsidiária brasileira, Lair Hanzen, ele não tratou apenas de Petrobras. A companhia não esconde o interesse na unidade de nitrogenados da Vale em Cubatão (SP).

A Yara já detém uma respeitável operação no Brasil, com três fábricas de matérias-primas e 32 unidades misturadoras – boa parte herdada com a aquisição dos ativos da Bunge, em 2013. O faturamento, em torno de R$ 10 bilhões, representa quase 30% das vendas globais do grupo. Na Petrobras, o assunto é conduzido de forma muito cuidadosa.

O receio é que a Justiça atravesse novamente o caminho, como tem ocorrido na negociação de outros ativos. É bem verdade que a companhia teve uma vitória neste sentido na semana passada. A 1a Vara Federal de Três Lagoas (MS) suspendeu a ação civil pública que impedia a negociação da fábrica de fertilizantes na cidade.

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16.06.17
ED. 5641

Quem aprova a recuperação da Sete Brasil?

Se alguém ainda acredita na aprovação do plano de recuperação judicial da Sete Brasil, basta acompanhar a sequência de no shows da assembleia de credores. Segundo o RR apurou junto a um dos sócios da companhia, é grande o risco de que a reunião prevista para 26 de junho seja novamente postergada. A se confirmar, será o sexto adiamento desde janeiro. De acordo com a fonte, a ameaça se deve à falta de consenso entre acionistas e credores. Os bancos exigem um aporte de capital para dar o imprimatur ao plano de recuperação. No entanto, entre os sócios – uma colmeia que inclui Petrobras, Petros, Funcef, Previ, Santander, BTG etc – ninguém está disposto a colocar mais dinheiro em um projeto carcomido pela inviabilidade econômica e pela Lava Jato. Além disso, falta o salvo-conduto da própria Petrobras. O plano prevê a construção de quatro sondas para a estatal, o que ajudaria a abater 25% da dívida total, de R$ 20 bilhões. Procurada, a Sete Brasil reafirmou que a assembleia está marcada para 26 de junho. Disse ainda que “o processo de recuperação prevê a necessidade de novos recursos para a conclusão das sondas”. O RR torce para que, desta vez, a assembleia se realize.

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14.06.17
ED. 5640

Forte candidata

A chinesa CNPC surge como forte candidata à compra de ativos de refino da Petrobras.

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petrobras-rr-27
13.06.17
ED. 5639

Petrobras paga mais uma fatura do “petrolão”

A Petrobras iniciou tratativas em busca de um acordo com o Abu Dhabi Investment Group. Em março, o fundo soberano dos Emirados Árabes acionou a estatal na Justiça norte-americana, exigindo uma indenização por perdas decorrentes dos casos de corrupção na companhia. Nos últimos dois anos, o que a Petrobras mais tem feito é correr atrás do “perdão” dos minoritários. Nesse período, já fechou duas dezenas de acordos com investidores internacionais. A conta pelos malfeitos do passado gira em torno de US$ 370 milhões. A Petrobras confirma o valor, provisionado no balanço. Mas não pronuncia sobre as negociações com o Abu Dhabi Investment.

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petrobras-rr-29
12.06.17
ED. 5638

Petrobras e o reverso do compliance

É no mínimo contraditório que, ao suspender o fornecimento de gás para a Âmbar, alegando violação de contrato, a Petrobras tenha divulgado publicamente os valores do acordo. Compliance por compliance, a própria estatal acabou quebrando cláusulas de confidencialidade, abrindo caminho para que a empresa de energia da J&F entre com um pedido de indenização na Justiça. A Petrobras comprou ainda outro risco: ao informar tanto o valor pago pelo gás importado da Bolívia (US$ 4,29/MMBtu) quanto a cifra cobrada da J&F (US$ 6,07/MMBtu), descortinou suas margens no setor, dando margem para que outros clientes contestem seus respectivos contratos.

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07.06.17
ED. 5635

A sina da Petrobras

Quando não é o TCU, é o Ibama que cruza o caminho da Petrobras. Pendências de ordem ambiental podem melar a venda da fábrica de fertilizantes nitrogenados de Três Lagoas (MS) para a Sinopec. O mais doloroso é que os chineses já toparam retomar as obras, paradas há três anos, e pagar as dívidas com fornecedores, de R$ 40 milhões.

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01.06.17
ED. 5631

A inquilina Petrobras

A Petrobras renovou o contrato de aluguel da Ventura Towers, no Centro do Rio. Ao todo, pagará R$ 6 milhões por mês pela locação de 55 mil metros quadrados. A extensão do acordo com a BR Properties, proprietária do imóvel, era cercada de dúvidas. Primeiro pelos drásticos cortes que têm sido feitos pela estatal – recentemente a companhia devolveu toda a Torre do Almirante,também no Rio, para a norte-americana Hines. Além disso, o aluguel da Venture Towers sempre foi associado a uma nebulosa relação entre a Petrobras e o BTG Pactual, que chegou a ser investigado pela compra de ativos da estatal na África. O aluguel foi firmado com a BR Properties à época em que o banco tinha uma participação relevante na companhia.

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26.05.17
ED. 5627

Delação sub judice

O recente depoimento do ex-diretor da Petrobras Renato Duque à Lava Jato vai mudar o acordo de delação de Delcídio do Amaral, conforme apurou o RR. Duque teria relatado o pagamento de propina a Delcídio na compra da refinaria de Pasadena, fato que o ex-senador havia negado aos procuradores. Procuradas, a PGR e a defesa de Delcídio não comentaram o assunto.

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26.05.17
ED. 5627

A procura

Enquanto a venda da BR continua encravada, a Petrobras procura um comprador para a sua rede de 180 postos de combustíveis no Paraguai.

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25.05.17
ED. 5626

Petrobras sobe o sarrafo no preço dos combustíveis

De acordo com informações filtradas da Petrobras, o próximo aumento da gasolina e do diesel deverá ser, no mínimo, de 5% e 7%, respectivamente. Este é o piso necessário para preservar a política de preços criada pela estatal para se proteger das oscilações do câmbio. Seria o reajuste mais expressivo desde dezembro do ano passado, quando a gasolina subiu 8,1% e o diesel, 9,5%, também por conta da alta do dólar. Mais do que isso: o aumento anularia, com alguma sobra, as duas recentes reduções no valor da gasolina, de 1,4% em abril e 0,2% em maio.

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24.05.17
ED. 5625

Ponta do lápis

A Petrobras calcula já ter economizado algo em torno de US$ 38 milhões por ano com o enxugamento do seu efetivo de 2015 para cá. Nesse período, foram dispensados cerca de 13 mil funcionários. Procurada, a estatal confirmou o total de cortes, mas não se pronunciou sobre valores.

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22.05.17
ED. 5623

Petrobras espreme seus campos de petróleo

A ordem para a área técnica da Petrobras é intensificar os estudos com o objetivo de ampliar a vida útil de grandes campos de óleo e gás. A medida é vista na estatal como uma maneira de compensar o corte em torno de 25% dos investimentos em exploração e produção do Plano de Negócios e Gestão 2017-2021 – em termos absolutos, a redução chegou a US$ 28 bilhões. A direção da companhia toma como exemplo o Campo de Marlim. O aumento do fator de recuperação da área em 50% foi tratada na Petrobras praticamente como se fosse uma nova descoberta. Procurada, a empresa informa que “realiza continuamente estudos com o propósito de identificar oportunidades que agreguem valor econômico aos seus ativos de produção”.

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17.05.17
ED. 5620

“Força-tarefa” da Petrobras não poupa a prata da casa

A expectativa da força-tarefa da Lava Jato é que a auditoria interna da Petrobras identifique novos envolvidos no “petrolão” dentro da própria empresa. Os procuradores têm bons motivos para esperar que futuros indiciados surjam das apurações feitas pela estatal. Informações colhidas pelos “investigadores” da Petrobras foram decisivas para a 40ª fase da Lava Jato, deflagrada há dez dias – três ex-gerentes da companhia são acusados receber cerca de R$ 100 milhões em propina (dois deles chegaram a ser presos na operação).Consultada, a estatal confirmou que tem enviado “rotineiramente às autoridades resultados de suas apurações internas, além de ser assistente de acusação em todas as ações impetradas pelo Ministério Público Federal”. A “força-tarefa” montada pela Petrobras incluiu a criação de um Comitê Especial de Investigação, comandado pela ex-ministra do STF Ellen Gracie, e de um canal de denúncias independentes.

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17.05.17
ED. 5620

Bastante citado

O ex-presidente do BB e da Petrobras Aldemir Bendine está bastante citado na delação de Leo Pinheiro, da OAS.

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16.05.17
ED. 5619

Um perdão para Libra

Na Petrobras, é grande a expectativa de que a ANP anuncie ainda neste semestre o waiver parcial pelo não cumprimento das regras de nacionalização no megacampo de Libra, na Bacia de Santos. O perdão envolveria, principalmente, a construção do FPSO (unidade flutuante), ao custo estimado de US$ 1,5 bilhão). Estima-se que mais da metade do projeto tenha sido contratada no exterior. Procurada, a ANP confirmou que “analisa o pedido de waiver, mas não há prazo para a decisão”.

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lula-rr-5618
15.05.17
ED. 5618

O sangramento de Lula no Dia das Mães

Os advogados de Lula pretendem transformar em peça de defesa a denúncia de que o ex-presidente teria afrontado o TCU e se acumpliciado nas irregularidades da Petrobras. Eles iniciaram o levantamento de evidências no sábado (13/05) véspera da publicação na primeira página de O Globo de manchete afirmando que “Lula foi alertado de suspeitas na Petrobras”. Segundo apurou o RR, não existem provas nas delações, nos relatórios do TCU, na documentação da Petrobras (atas do Conselho e documentos da diretoria) de que o ex-presidente teria “vetado a inclusão das obras da estatal na lista (de irregularidades) e liberado os recursos”.

Ou seja: a denúncia não está amparada em qualquer comprovação. Segundo as normas, cabe ao órgão do governo arrolado em “suspeições” esclarecer as dúvidas levantadas pelo TCU, instância fiscalizadora integrante do Poder Legislativo, conforme o art. 71 da Constituição Federal. Há controvérsias em relação a essa subordinação, mas de qualquer forma trata-se de um órgão opinativo, que auxilia o Congresso Nacional no exercício do controle externo. Para os advogados, a maior desqualificação da “denúncia” é o próprio histórico do TCU, que mais levanta questões do que suspeitas, e o faz a granel. Desde Getúlio Vargas não existe, à exceção dos governos militares, nenhum presidente da República que não tenha recebido ressalvas nas suas contas orçamentárias.

Fernando Collor, Fernando Henrique, Lula, Dilma Rousseff, todos foram alvos de processos, dezenas, em alguns casos mais de centena. As contas de Itamar Franco, o probo, foram aprovadas 16 anos depois do encerramento do seu governo. São raras as licitações que não merecem reparo da área técnica do TCU. Todos os executivos de estatais são igual e historicamente citados em relatórios de “suspeição” – a Petrobras é campeã desde sempre, devido a sua hegemonia no numero de obras realizadas no país.

Não existe dirigente do setor público que não conste das investigações do TCU, com seu nome devidamente registrado no processo. Os advogados já juntaram casos e mais casos emblemáticos. Um exemplo: o ministro Benjamin Zymler, do TCU, mandou abrir investigação sobre compras autorizadas pelo então diretor da Petrobras Delcidio do Amaral, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, de turbinas a gás para usinas termelétricas feitas junto a francesa Alstom.

Não conta que FHC tenha se metido na história, na qual não faltaram denúncias de propinas. Mas, a julgar pelos atuais critérios, FHC bem poderia ser citado como conivente. Ainda no governo FHC, o TCU abriu auditoria no Banco Central e na Secretaria da Defesa Nacional para investigar se o próprio presidente, na condição de ministro da Fazenda da gestão Itamar Franco, havia beneficiado bancos nacionais no acordo da dívida externa.

O pedido de auditoria foi aprovado pelo deputado Sarney Filho. FHC tinha sido o principal defensor do acordo “contestável”. A “suspeição” do TCU foi mais uma que entrou no rol das bobagens pátrias. A maior pegadinha preparada pela defesa do ex-presidente refere-se ao próprio Grupo Globo. No relatório TC 005.877/2002-9, nos idos do governo FHC, o TCU conclui que o BNDES teria favorecido o grupo com o repasse 2,5 vezes maior do que o realizado para outras empresas do ramo.

À época, o RR apurou que tanto a Globo quanto o BNDES explicaram em detalhes o episódio envolvendo empréstimos à NET, sobre o qual não pairam dúvidas sobre a correção e a licitude. O fato é que Lula acordou ontem vivendo o seu mais tenebroso Dia das Mães. Além da manchete em O Globo, as mídias veiculavam uma publicidade galhofeira de uma rede varejista sobre sua recém-falecida esposa: “Se sua mãe ficar sem presente, a culpa não é da Marisa” – e uma capa de revista denunciando o ex-presidente de assassinar a memória da ex-mulher: “A segunda morte de D. Marisa”. O TCU só tem pequena parcela de responsabilidade em todo o enredo.

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12.05.17
ED. 5617

Mata borrão

Além da venda de Pasadena, a Petrobras abriu negociações para a entrada de um sócio na também controversa refinaria Abreu Lima, em Pernambuco. Segundo o RR apurou, há conversas com a chinesa Sinopec. Consultada, a Petrobras confirmou “a busca de parceiros para Abreu Lima”, mas não se pronunciou sobre a Sinopec.

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10.05.17
ED. 5615

Cerveró II, a missão

O ex-diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, deverá fazer uma nova rodada de depoimentos à força tarefa da Lava Jato. O recall estaria relacionado a denúncias feitas recentemente pelo seu ex-colega de estatal, Renato Duque. Não custa lembrar que Cerveró fez delação premiada.

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09.05.17
ED. 5614

Valor simbólico

A Petrobras vai reduzir suas representações no exterior. A holding tem, por exemplo, cinco escritórios na Holanda.

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03.05.17
ED. 5610

Reta final

As negociações para a transferência da unidade de nitrogenados da Petrobras em Três Lagoas (MS) para a Sinopec avançaram nas últimas duas semanas. Os chineses já apresentaram uma oferta à estatal e têm se reunido com credores e fornecedores do empreendimento, cujas obras estão paradas há três anos. A Sinopec se compromete a pagar as dívidas de R$ 40 milhões.

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michel-Temer
02.05.17
ED. 5609

O quarto de despejo de Michel Temer na economia

Michel Temer não quer saber do povo – e a recíproca é verdadeira. Ponto final. Vai governar de forma impopular junto aos ministros que sobrarem e os novos colaboradores que estão por vir, enfurnado com políticos da base aliada e enfeitando fóruns, seminários e eventos festivos do empresariado. É o que tem. As reformas serão à meia bomba. É o que pode.

Agora que alguns cortes de subsídios foram realizados, removeu-se o marco do conteúdo local – notadamente no setor de óleo e gás – e flexibilizaram-se algumas tarifas de importação, além da vitoriosa mudança das leis trabalhistas, é hora dos ajustes microeconômicos. Temer fará a rearrumação da malha de benefícios creditícios e incentivos fiscais, impondo contrapartidas em pesquisa e tecnologia. O mesmo será exigido para a manutenção da desoneração das folhas de salários de alguns setores acarinhados.

No automotivo, o rearranjo dos benefícios contemplaria a produção de carros elétricos, mas é amplo o ceticismo sobre o êxito da medida. A Lei de Falência terá uma nova atualização – a bilionésima primeira. Um dos empresários paparicados por Temer sugeriu que ele criasse uma zona de esforço compartilhado entre as estatais – Petrobras, BNDES, BB, Eletrobras etc. – para puxar o investimento em algumas áreas onde a geração de emprego fosse emergencial.

Uma espécie de “Sudene das estatais”. Temer aquiesceu, naquele seu estilo de quem concorda discordando profundamente. Mexer com estatais nesse momento, nem morto! O presidente vai entregar a simplificação do sistema tributário e a agilização das licenças obrigatórias para novos investimentos, mas ninguém acredita muito que os pequenos consertos despertem o espírito animal do empresariado. De qualquer forma, pretende chamar tudo de reforma. Já encomendou a entrega de um pacotão de pequenas correções e aperfeiçoamentos na engrenagem da economia. É preciso dar na vista.

A novidade é que serão terceirizados profissionais da academia e tecnocratas do setor privado para participar desse mutirão econômico. Uma leva desses luminares de fora do governo irá para a conta da Fazenda. Seus nomes já foram, inclusive, publicados no Diário Oficial. Diversas medidas vão na direção certa, mas significam o mesmo que lustrar os móveis de uma casa soturna, empoeirada e assombrada por uma legião de larápios de dentro e de fora do governo; um desemprego que teima em aumentar; um crescimento que, não fosse a revisão das contas pelo IBGE, beiraria o negativo neste ano, e uma nada redentora taxa de expansão do PIB entre 0,5% e 1%, em 2018. Tudo miúdo. A gestão Temer na economia cabe em uma quitinete. Melhor, cabe em um quarto de despejo.

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27.04.17
ED. 5607

O entardecer de Paulo Cunha

Uma lenda no meio empresarial, Paulo Cunha, presidente do Conselho do Grupo Ultra, está deixando o cargo, segundo o informante do RR. Considerado o maior industrialista do país, Cunha tem 80 anos. Ele tem dado demonstração de cansaço e exigido mais tempo para si. O empresário foi fiel durante toda a vida a duas companhias: a Petrobras e a Grupo Ultra, para onde se transferiu em 1967. Promoveu duas viradas sensacionais na empresa, consolidando sua liderança no mercado de gás e o seu ingresso na distribuição de combustíveis. Cunha foi convidado para ser ministro por Fernando Henrique Cardoso e Lula. Não aceitou em ambas. Em uma das suas últimas entrevistas, disse “nunca ter visto o Brasil tão sem esperança quanto hoje”. Vai caminhar com altivez e lentamente para o crepúsculo. Mas sempre haverá tempo para o aconselhamento do grupo empresarial. Afinal, Cunha e Ultra continuam indissociáveis.

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27.04.17
ED. 5607

Mar de sargaço

A Petrobras teria desistido da construção da plataforma P-71, a cargo da Ecovix. Será um duro golpe para o estaleiro gaúcho, em recuperação judicial, e seus mais de dois mil funcionários.

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25.04.17
ED. 5605

O custo de uma liminar para a Petrobras

Pouco se falou do impacto que a suspensão da venda do campo de Carcará poderá ter sobre o plano de desmobilização de ativos da Petrobras. Caso a Justiça confirme a decisão, o valor de participações já negociadas pela estatal cairá de US$ 13,6 bilhões para US$ 11,5 bilhões. A título de exercício matemático: em relação à meta fixada pela Petrobras de vender US$ 34,6 bilhões em ativos até 2019, o percentual cumprido desceria de 39% para 33%. Quem acha que o recuo é pequeno que vá dizer isso a Pedro Parente, que faz das tripas coração para escalar a montanha e atingir a meta.

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anp-rr-5604
24.04.17
ED. 5604

Rodada Zero

Além da redução dos royalties para o patamar mínimo de 5%, as petroleiras que arremataram concessões na chamada Rodada Zero, em 1998, levaram outro pleito à ANP. Reivindicam a extensão das licenças, que expiram em 2025. Nesse grupo, há campos importantes, como Marlim e Roncador, ambos sob operação da Petrobras.

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20.04.17
ED. 5603

O que é que Sergipe tem?

A título de registro: a Justiça Federal de Sergipe virou o porto seguro da Federação Nacional dos Petroleiros. Em dezembro, suspendeu a venda da BR e de outros ativos da Petrobras. Agora, cancelou a negociação de Carcará.

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10.04.17
ED. 5596

Refinarias à venda

Em encontro fechado com investidores na última semana, em São Paulo, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, afirmou que a empresa está concluindo a modelagem da venda de ativos na área de refino – como antecipou o RR em 24 de fevereiro. Segundo Parente, a meta é dar a partida na operação em julho. Procurada, a Petrobras informou que “o modelo de parcerias no refino está em análise e não há previsão para conclusão desse processo.”

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petrobras-rr-29
30.03.17
ED. 5589

O último ato da Petrobras no etanol

A Petrobras está em negociações para a venda da sua participação de 40% na Bambuí Energia. Do outro lado da mesa estão um grupo indiano ainda sem negócios no Brasil e a Turdus Participações, do usineiro José Geraldo Ribeiro, dono dos 60% restantes da companhia. Este é o último ativo da estatal no setor. A Petrobras não vê a hora de virar essa página e deixar para trás um prejuízo de R$ 1 bilhão, apenas em 2016.

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29.03.17
ED. 5588

A dona de Carcará

A Statoil está faminta para aumentar sua participação no campo de Carcará, hoje de 66%. Resta saber quem vai ser diluído entre Petrobras, Queiroz Galvão, Barra Energia e a portuguesa Galp.

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09.03.17
ED. 5574

Good news

A Petrobras está sentada em uma promissora área de petróleo. Já, já, anuncia a boa nova. Consultada, a estatal afirmou que só comunica descobertas por Fato Relevante.

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06.03.17
ED. 5571

Crise do Rio deixa BR Properties com dois elefantes brancos

A BR Properties, braço de empreendimentos comerciais da GP Investimentos, foi atingida em cheio pela crise econômica do Rio de Janeiro. Nem mesmo a estratégia comercial de guerra adotada pela empresa tem sido suficiente para povoar as 137 salas comerciais e 37 lojas do Passeio Corporate, seu maior empreendimento na cidade – o custo total beirou os R$ 400 milhões. A BR Properties já baixou o valor do metro quadrado dos escritórios de R$ 120 para algo em torno de R$ 80. Ainda assim, não conseguiu encontrar uma corporação disposta a alugar integralmente as salas comerciais, como seu foi a sua pretensão. No limite, a empresa vai ser obrigada a fazer o que não queria: locar separadamente os espaços. Ressalte-se que o Passeio Corporate não é um espécime isolado na carteira da BR Properties. A empresa tem outro elefante branco na cidade: a Torre do Almirante. A companhia pena tentando achar substitutos para o vazio deixado pela Petrobras, que devolveu o edifício no ano passado. Não poderia haver momento mais perverso para isso. Em meio à maior crise econômica do estado do Rio, a BR Properties tem 36 andares ou 41 mil metros quadrados encalhados.

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refinaria-rr-5568
24.02.17
ED. 5568

Venda de refinarias entra no radar da Petrobras

Ganha corpo na diretoria da Petrobras a proposta de incluir a área de refino no plano de desmobilização de ativos da companhia. Entre os simpatizantes da medida despontam o próprio presidente da estatal, Pedro Parente, e o diretor financeiro, Ivan Monteiro, este último certamente estimulado pelo impacto que a operação teria na redução da dívida da empresa e no enxugamento da estrutura de custos. Apenas como um mero exercício, simulações preliminares feitas pela Petrobras indicam que a venda de 51% do negócio de refino – um modelo à la BR Distribuidora – poderia representar uma receita da ordem de US$ 42 bilhões, ou algo em torno de um terço da dívida total da empresa, de aproximadamente US$ 120 bilhões. Mas, como se disse, são apenas simulações.

A negociação das refinarias é considerada um tema incandescente dentro da corporação, envolvendo questões de ordem estratégica e política. A direção da Petrobras ainda está longe de uma posição fechada quanto à venda dos ativos ou mesmo sobre o melhor modelo para a operação. Há alguns rascunhos sobre a mesa. Um deles envolveria a transferência de todas as refinarias para uma nova empresa, que teria parte do seu capital ofertado em mercado.

Outra hipótese, mais moderada, seria a criação de “combos”, com a venda conjunta de uma refinaria específica e sua logística, notadamente terminal portuário. Neste caso, a Petrobras também poderia abrir mão do controle de uma determinada unidade, permanecendo como acionista minoritária. O desafio, neste formato da venda separada, é como seccionar custos logísticos que hoje estão amortizados entre diversas refinarias sem ceifar os ganhos de escala do negócio. Não há dúvidas de que uma operação deste calibre daria à Petrobras um fôlego financeiro bem maior, praticamente equacionando o problema do seu endividamento.

Mas há decisões dramáticas a serem enfrentadas, todas com prós e contras. Se, por um lado, a companhia deixaria de ser refém do governo na formação de preços, por outro perderia o status de monopolista e teria que rebolar para concorrer com as “refinarias de mercado”, com uma estrutura de custos sabidamente menor e sua habitual agilidade para automatizar processos, demitir pessoas e racionalizar as despesas em rubricas como segurança operacional. Ao mesmo tempo em que reduziria seus gastos, a Petrobras teria de fazer escolhas difíceis do ponto de vista político e social.

Não raro, a economia de municípios inteiros gira em torno de refinarias da estatal. A venda das unidades traria a reboque uma inexorável onda de demissões, que seria debitada na conta de um governo já altamente impopular. Imaginem protestos em várias cidades brasileiras, caminhões de distribuidores obstruindo estradas, romaria de prefeitos a Brasília… Basta dizer que, até agora, a Petrobras não conseguiu vender uma só unidade de fertilizantes, que gera muito menos empregos do que uma refinaria.

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23.02.17
ED. 5567

Ecovix lança sua âncora ao mar

A Ecovix vai apresentar seu plano de recuperação judicial até a primeira semana de março. A principal proposta será a venda de parte do capital do estaleiro, controlado pela Engevix. Tudo dependerá da Petrobras e da retomada ou não da encomenda de dois cascos para navios-plataformas, um contrato da ordem de US$ 800 milhões. No ano passado, a estatal suspendeu o pedido devido às graves condições financeiras da Ecovix – ver RR edição de 27 de dezembro. Com R$ 8 bilhões em dívidas, o estaleiro da Engevix já demitiu mais de três mil metalúrgicos.

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20.02.17
ED. 5564

A âncora de Lemann para a BR

A Lojas Americanas não enterrou seu interesse pela BR Distribuidora. Pelo contrário. A ideia com a aquisição não é pendurar uma loja da varejista em cada um dos postos. Quem pensou em algo tão simples subestimou as artes de Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles – exibidas, mais uma vez, com a megaoferta pela Unilever. O projeto passa por implementar minishoppings em diversos postos, tendo a Americanas como loja âncora. Adquirida a rede de postos, o trio calafrio abriria negociações para atrair players complementares como parceiros ou mesmo sócios. Paralelamente seria necessário um choque de gestão no core business de distribuição de combustível, cujas margens são as mais baixas do setor. Mas tudo isso ao mesmo tempo e agora somente se a Petrobras topar ser minoritária e abrir mão da gestão. Por enquanto está difícil.

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petrobras-rr-5562
16.02.17
ED. 5562

Petrobras e Total são só amor

Petrobras e Total já discutem novos investimentos no âmbito do acordo anunciado no fim do ano passado, da ordem de US$ 2,2 bilhões. Os aportes adicionais se dariam, sobretudo, no campo de Libra. Sócias de 15 projetos de exploração – seis no exterior –, Petrobras e Total estão entusiasmadas com a operação. As estimativas de custos em Libra já caíram 35% em relação às projeções iniciais.

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16.02.17
ED. 5562

“Pró-Porto”

O governo estuda uma espécie de Pró-Porto – alusão ao Proer dos bancos. Na verdade, está mais para um “Pró Santos”, onde o maior porto do país derrete. É isso ou fundar a “Portobras”, patrocinar uma consolidação com capital estrangeiro e solicitar os préstimos do BNDES à moda antiga.

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07.02.17
ED. 5555

“Brilho” e Collor

Fernando Collor “brilha” nos novos depoimentos do ex-Petrobras Nestor Cerveró.

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25.01.17
ED. 5546

Os olhos de Pedro Parente em Brasília

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, contratou a consultoria Arko, do cientista político Murilo Aragão. Parente é um salto de profissionalismo em tudo que faz. Quando o presidente da estatal era Ademir Bendine, sua assessoria de comunicação, a FSB, acumulava esse serviço. Definitivamente, naquela circunstância, não era a empresa mais adequada para a tarefa, devido a sua proximidade nos casos Lava Jato, Delta, Sérgio Cabral.

Questionado, Bendine dizia que a assessoria era sua, de caráter privado, e não da companhia. Consultada, a FSB confirma “que foi contratada pela Petrobras para prestar serviços de comunicação, monitoramento e análise de conjuntura no âmbito da chamada CPI da Petrobras. O serviço era prestado à empresa e não em caráter pessoal a qualquer executivo.” Parente é diferente.

Não se dissocia da estatal. E tem enorme cuidado com a folha corrida dos que lhe cercam. O executivo aproveitou ainda o convite à Arko para ajustar a operação da companhia em Brasília. Pelo menos uma parte das tarefas do escritório da Petrobras ficará na conta de Murilo Aragão.

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comperj-rr-5544
23.01.17
ED. 5544

Custo-Comperj

Desde setembro de 2015, quando as obras foram paralisadas, a Petrobras gasta por mês R$ 8 milhões com a manutenção do Comperj. Só o valor de um ano (R$ 96 milhões) daria para pagar mais de três vezes a remuneração dos executivos e conselheiros da empresa em 2016 – R$ 28 milhões. O custo do Comperj cobre uma equipe de 600 pessoas, entre engenheiros, técnicos, funcionários de limpeza e segurança.

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20.01.17
ED. 5543

Aqueles 10%

A Statoil quer beliscar 10% do Campo de Libra. O caminho é a Petrobras, dona de 40%.

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moreiraeeliseu-rr-5541
18.01.17
ED. 5541

Moreira e Padilha se despedem do Planalto. Será?

Em Brasília só se respira a reforma ministerial. O lance mais ousado seria a assepsia do Palácio do Planalto com a troca de Eliseu Padilha pelo general Sérgio Etchegoyen, na Casa Civil, e de Moreira Franco por Maria Silvia Bastos Marques, na Secretaria do PPI. Em relação à Casa Civil, a síntese da mudança é que Padilha está excessivamente voltado para a articulação política; já Etchegoyen não quer papo e, sim, botar a mão na massa. Michel Temer estaria optando pela infantaria, mesmo tendo vigorosos laços de amizade com Padilha – amigos, amigos, Lava Jato à parte.

Para o Gabinete de Segurança Institucional, iria outro garboso militar. Ressalte-se que o nome escolhido originalmente para o lugar de Padilha era o do presidente da Petrobras, Pedro Parente, que mandou avisar sobre sua total satisfação com o atual posto, no qual sua gestão é reconhecida e começa a render dividendos. Para Brasília, Parente não volta de jeito nenhum. Com dois militares de alta patente, sendo que o eventual futuro chefe do Gabinete Civil é o interlocutor mais próximo do comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, sabe-se lá se por coincidência ou obra do inconsciente Michel Temer militarizou o núcleo duro do governo.

Para equilibrar esse ambiente de coturnos e óculos Ray-Ban somente a graça de Maria Silvia Bastos Marques. A presidente do BNDES seria convidada para o cargo de Moreira Franco. Sua missão seria dinamizar a Secretaria do PPI, que não sai do lugar. Caso seja chamada, é bem possível que Maria Silvia aceite. A moça é voluntariosa, vaidosa e topa grandes desafios. Ela meio que acumularia o novo cargo com o comando do BNDES, do qual seria uma espécie de eminência parda.

Com a chegada ao Planalto, a dupla Maria Silvia e Marcela Temer emprestaria charme, beleza e fragrância de lavandas silvestres a um ambiente plúmbeo, com cheiro de detergente e limpa-vidro. E a dobradinha Padilha e Moreira? Restaria a eles fazer o percurso de Romero Jucá e tentar “ministeriar” informalmente, torcendo para que os voos para Curitiba estejam lotados por séculos, seculorum, amém.

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17.01.17
ED. 5540

Porta aberta

A Petrobras pretende anunciar um novo PDV até abril. O último, encerrado em novembro, teve a adesão de 11,7 mil funcionários. Procurada, a estatal garantiu não ter “a intenção de fazer um plano geral” de demissões no Sistema Petrobras. Mas deixou escapar que pode realizar um PDV em subsidiárias “em processo de desinvestimento”. Como se a ordem dos fatores alterasse o produto final.

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09.01.17
ED. 5534

Petrobras prepara saída da Usina Bambuí

Após deixar o capital da São Martinho e da Açúcar Guarani, chegou a vez do bagaço: a Petrobras vai iniciar o processo de venda da participação de 40% na Usina Bambuí, que carrega uma dívida de R$ 450 milhões e convive com o fantasma da recuperação judicial. Há mais de um ano o acionista controlador, o usineiro José Geraldo Ribeiro, tenta, sem sucesso, se desfazer da sua parte no negócio.

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06.01.17
ED. 5533

A volta de Soros

George Soros, que, em meados de 2015, chegou a zerar sua posição em Petrobras, voltou com tudo ao papel. Desde novembro, já teria comprado cerca de 3% da estatal.

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Está reaberta a temporada de caça a cargos públicos. No governo estima-se que mais de uma centena de distintos dirigentes do Banco do Brasil, Caixa, Petrobras, Correios, Infraero etc. não atendam às novas regras da recém-promulgada Lei de Responsabilidade das Estatais.

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2016-rr-30
30.12.16
ED. 5528

RR escreve certo em um ano de linhas tortas

No dia 4 de julho, o Relatório Reservado foi a primeira publicação a cravar que haveria uma segunda rodada de repatriação de recursos. Na ocasião, quando as estimativas mais otimistas giravam em torno dos R$ 30 bilhões, o RR informou também que Henrique Meirelles trabalhava com uma projeção acima de R$ 50 bilhões para o total arrecadado com a tributação dos recursos trazidos de volta ao país. Dito e feito! Estas foram apenas algumas das inúmeras informações que o assinante do RR soube na frente ao longo de 2016.

Durante o ano, em 247 edições, a newsletter publicou 2.584 notas e matérias. Desse total, 81% das notícias veiculadas se consumaram ou, ao menos, foram alvo de especulação na mídia. As informações que não se confirmaram posteriormente podem ser atribuídas, em grande parte, ao espírito agressivo da publicação e à busca da informação exclusiva na sua gênese, por vezes no limiar entre o fato e a boa especulação. O Relatório Reservado é adepto da máxima de Samuel Beckett: “Tente de novo, erre de novo, erre melhor”. Este foi o ano em que a política obscureceu a economia, o que se refletiu no noticiário do Relatório Reservado. Em 2016, a newsletter acompanhou amiúde o processo de impeachment de Dilma Rousseff, a chegada ao Poder de Michel Temer e de seu governo sub judice, as delações da Lava Jato que fizeram Brasília tremer.

Ainda nas raias da macroeconomia, o RR antecipou uma série de medidas que viriam a ser anunciadas ou, ao menos, estudadas pelo governo, como desonerações fiscais, securitização da dívida ativa, suspensão temporária do pagamento das dívidas das unidades federativas com os bancos públicos federais no âmbito de uma “Lei de Recuperação Judicial” para os estados – esta última tema de reportagem na edição de 5 de dezembro. Na edição de 2 de março, ainda no governo Dilma Rousseff, o RR informou que o Congresso aprovaria o projeto de lei do senador José Serra desobrigando a Petrobras de participar de todas as concessões no pré-sal. A estatal, aliás, foi a companhia mais mencionada na publicação em 2016, com 145 citações.

O RR publicou, com exclusividade, algumas das primeiras medidas adotadas por Pedro Parente na empresa, inclusive com a criação de novos instrumentos de compliance. No dia 16 de junho, a newsletter antecipou que GP Investimentos, Advent e a suíça Vitol haviam apresentado propostas para comprar uma participação minoritária na BR Distribuidora. Menos de uma semana depois, o próprio Parente confirmaria o recebimento das ofertas. Ficou o dito pelo não dito. O modelo de venda da BR foi revisto, o processo, reaberto e, até agora, nem sinal de que a operação vá sair do papel. Em 2016, apesar da abulia generalizada do empresariado, o RR seguiu de perto Jorge Paulo Lemann, Abilio Diniz, Benjamin Steinbruch, Roberto Setubal, entre outros nomes que comandam, do lado privado, a economia nacional. Cobriu no detalhe do detalhe a área de infraestrutura, as concessões e “desconcessões” do setor, o desmonte da indústria da construção pesada e a desmobilização de ativos da Camargo Corrêa.

Em um ano pautado por estratégias defensivas, suspensão de investimentos e seguidos passos para trás, é sintomático que algumas operações de M&A antecipadas pelo Relatório Reservado e posteriormente tratadas pela mídia tenham, ao menos por ora, ficado no quase, casos da venda da participação da OAS na Invepar para a Brookfield e da negociação dos ativos da japonesa Kirin no Brasil. A etapa que se encerra, no entanto, não foi feita apenas de recuos. Pelo menos não no caso do próprio Relatório Reservado. 2016 foi o ano em que o RR intensificou sua presença nas redes sociais, reformulou seu site e lançou um novo layout em sua versão newsletter, agora com duas páginas e mais informações diárias. Que venha 2017!

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petrobras-rr-27
27.12.16
ED. 5525

Ecovix aguarda por uma boia de salvação da Petrobras

O futuro de quase 10% dos empregos no setor de construção naval dependerá, em grande parte, da boa vontade da Petrobras. Caberá à estatal o papel de árbitro da sobrevivência ou não da Ecovix, que teve seu pedido de recuperação judicial aprovado pela 2a Vara Federal de Rio Grande na semana passada. O estaleiro tenta convencer a Petrobras a retomar o pedido de três cascos para navios-plataforma, suspenso recentemente. Neste caldeirão entra também a pressão do ambiente psicossocial. Segundo o RR apurou, os metalúrgicos de Rio Grande, sede do estaleiro, preparam uma série de manifestações na tentativa de sensibilizar a Petrobras.

Se a investida der certo, a Ecovix ganha um sopro de vida e um contrato da ordem de US$ 800 milhões, uma garantia de fluxo de caixa pelo menos para os próximos dois anos – prazo estimado para a entrega das estruturas. No entanto, se a Petrobras fizer jogo duro, provavelmente o estaleiro gaúcho afundará de vez, levando consigo mais de 3,5 mil trabalhadores. Haja metalúrgico nas ruas para convencer a Petrobras a retroceder de sua decisão. Os três benditos cascos fazem parte de uma encomenda originalmente de oito unidades, feita em 2010.

Destas, apenas três foram efetivamente entregues. Por decisão da Petrobras, a construção das duas restantes foi transferida para estaleiros da China quando a crise financeira da empresa gaúcha se acentuou. Procurada, a estatal alega que, no passado recente, manteve várias negociações com a Ecovix com o objetivo de concluir o contrato. “Contudo, devido à grave situação financeira enfrentada pela empresa e a situação deficitária dos contratos”, as tratativas resultaram em um “distrato amigável”. Para não dizer que o peso sobre o destino da Ecovix recai apenas sobre a Petrobras, há ainda o Banco do Brasil e a Caixa Econômica, coadjuvantes de luxo deste folhetim naval.

Os dois bancos são considerados o fiel da balança para a renegociação das dívidas bancárias do estaleiro. Ambos concentram cerca de R$ 700 milhões, metade do passivo financeiro da companhia. Se BB e Caixa concordarem com uma expressiva renegociação deste valor, no âmbito da recuperação judicial, o entendimento é que as demais instituições financeiras seguirão o mesmo caminho. Mas até lá a Ecovix precisa continuar com as escotilhas acima do nível do mar.

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21.12.16
ED. 5521

Gasoduto de Alckmin evapora

As seguidas sinalizações da Petrobras de que pretende suspender a garantia firme de compra do gás a ser transportado pelo gasoduto Bacia de Santos-Cubatão está tirando do sério o tradicionalmente sereno Geraldo Alckmin. Há poucos meses era líquido e certo que a Gas Brasiliano, distribuidora controlada integralmente pela estatal, ficaria com uma parcela do insumo. Sem a participação da Petrobras, o empreendimento de R$ 2 bilhões será cancelado.

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canadeacucar-rr-19
19.12.16
ED. 5519

Bye, bye, etanol

Após negociar a participação de 49% da Nova Fronteira Bioenergia para a São Martinho, a Petrobras corre para fechar até meados de janeiro a venda de 49,5% da Açúcar Guarani. O comprador é o parceiro na joint venture, a francesa Tereos. A Petrobras espera arrecadar cerca de R$ 1 bilhão nas duas operações.

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13.12.16
ED. 5515

Tempos modernos na Petrobras

Os petroleiros não são mais os mesmos. Inicialmente rejeitada pelo Sindipetro-RJ, pela Federação Nacional dos Petroleiros e pela Federação Única dos Petroleiros, a proposta da Petrobras de diminuir a jornada de trabalho de oito para seis horas, com a consequente redução de 25% dos salários de empregados sem função gratificada, voltou à mesa de negociação. A reviravolta se deu, sobretudo, pela intervenção dos funcionários da área administrativa da estatal e suas subsidiárias, que aceitaram a inclusão dos termos no aditivo ao Acordo Coletivo de Trabalho. Na última reunião de conciliação, em setembro, um grupo de trabalhadores da Petrobras chegou a invadir a audiência para apresentar um documento com mais de três mil assinaturas favoráveis ao corte na jornada e nos salários.

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09.12.16
ED. 5513

Bernardo Pactual

Bernardo Cerveró está voltando para o Brasil. Já procura, inclusive, projetos teatrais para 2017. Ator, o filho do ex-
diretor da Petrobras Nestor Cerveró ficou famoso por sua interpretação nas reuniões com Delcídio do Amaral. A gravação das conversas levou o então senador e o banqueiro André Esteves para a prisão. Depois da peça, Bernardo partiu para uma prudente temporada no exterior.

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07.12.16
ED. 5511

Unitização

Petrobras e Statoil serão uma só na próxima rodada de licitações da ANP, prevista para o primeiro semestre de 2017. A dupla promete entrar pesado no leilão de dois ativos: o bloco adjacente a Carcará, já operado pelos noruegueses, e a área contígua a Sapinhoá, campo pertencente à estatal

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01.12.16
ED. 5507

Bala de festim

Por sua vez, o fenômeno George Soros ainda não produziu efeito na Petrobras. A informação de que o especulador voltou a comprar ações da estatal sequer fez cócegas no papel. A cotação segue patinando em torno dos R$ 15. Normalmente, o simples vazamento de que Soros está na jogada já basta para a ação disparar.

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29.11.16
ED. 5505

O ouvidor

Paulo Otto Von Sperling, ex-assessor de José Dirceu e ex-ouvidor da Petrobras, está processando a companhia. Sperling foi afastado da estatal em maio de 2015, em meio à Lava Jato. O que se diz na Petrobras é que, em seis anos à frente da ouvidoria, ele teria dado andamento apenas a duas investigações internas. A defesa de Von Sperling afirma que a ação se deve a “diferenças de verbas trabalhistas”. A Petrobras não quis se manifestar, alegando que o processo corre em segredo de Justiça.

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br-rr-16
16.11.16
ED. 5496

Petrobras deixa funcionários da BR Distribuidora no escuro

 Até parece que a BR Distribuidora já não pertence mais à Petrobras. Quatro meses após divulgar o novo modelo de privatização, a direção da holding ainda não se pronunciou sobre o futuro dos empregados da subsidiária após a venda de 51% do capital. O representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da BR, Bruno César de Paiva e Silva, tem feito reiteradas consultas ao alto comando da estatal, mas, por ora, predomina o silêncio. O mesmo se aplica aos questionamentos encaminhados pelos empregados à diretoria da Petrobras por meio dos canais internos de comunicação. No próprio site “Fatos e Dados”, mantido pela estatal para divulgar informações do seu interesse tanto para o público interno quanto externo, não há menção ao tema – tampouco a outros detalhes sobre o modelo de venda da BR. Na área dedicada aos comentários, é possível ler seguidas perguntas de funcionários da distribuidora sobre o aproveitamento ou não do atual efetivo após a privatização da companhia. Diante dessa cortina de fumaça, o clima na distribuidora de combustíveis é pesado. Os funcionários já organizam novos protestos e paralisações. Em agosto, não custa lembrar, os trabalhadores da BR promoveram uma greve de cinco dias, que atingiu as operações da empresa em dez estados. Procuradas, tanto a Petrobras quanto a BR não quiseram se pronunciar.

 Assim que chegou à Petrobras, Pedro Parente conquistou os funcionários pela transparência e capacidade de interlocução com todos os escalões. Tanto em apresentações aos empregados quanto nos canais de comunicação interna, como o “Fale com o presidente”, não costuma deixar perguntas sem respostas. Pois é exatamente o que os trabalhadores da BR mais têm neste momento: dúvidas à espera de esclarecimentos: os funcionários da BR serão integralmente transferidos para a “Nova BR”, de controle privado? A holding tem algum plano de absorver parte do atual efetivo da subsidiária – o que exigiria complexas mudanças nas regras atuais, uma vez que cada empresa do Sistema tem seu próprio concurso público? O futuro acordo de acionistas com o sócio privado terá alguma cláusula de preservação dos empregos da distribuidora por algum período após a sua privatização? Como ficarão os aprovados no último concurso da BR que ainda não foram convocados, lembrando que a seletiva expira em maio de 2017? Entre os empregados, o maior temor é que, dependendo do resultado do PDV em curso na companhia neste momento, haja demissões em massa antes da venda do controle – nessa hipótese, a Petrobras limparia a casa e os “excessos” no quadro de funcionários, tirando esse ônus do futuro acionista.

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14.11.16
ED. 5495

Fertilizantes

 A chinesa China Molybdenum, que comprou a operação de fertilizantes da Anglo American no Brasil, tem interesse em assumir a fábrica de nitrogenados da Petrobras em Três Lagoas (MS). A estatal já investiu quase R$ 3 bilhões no projeto, mas as obras estão paradas desde o ano passado.

• Procuradas pelo RR, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Petrobras.

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04.11.16
ED. 5489

Liquigás

 Na Petrobras, a expectativa é de que o anúncio da venda da Liquigás para o Ultra saia na próxima semana. O valor deverá ficar abaixo dos R$ 2,5 bilhões. • Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Petrobras.

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01.11.16
ED. 5487

Campo fértil

 A norte-americana Mosaic quer recriar a antiga Petrofértil, reunificando os ativos da Petrobras e da Vale na área de fertilizantes. A ideia é consolidar tudo.

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odebrecht-rr-31
31.10.16
ED. 5486

Marcelo e Bernardo, os irmãos corsos às avessas

  As famílias Odebrecht e Gradin sempre foram indissociáveis. Seus principais acionistas, Norberto Odebrecht e Victor Gradin, somariam 180 anos cravados se o fundador do grupo estivesse vivo – Norberto faleceu em 2014. Ambos esbanjaram sabedoria, ambição e lealdade mútua. Até os 91 anos, Norberto dirigia, ao lado de Victor, a Mercedes Benz, modelo C1, que lhe foi presenteada pelo sócio no seu aniversário de 81 anos. Em 1974, quando Victor foi convidado por Norberto a fazer parte daquela construtora em ascensão, não havia sequer nada parecido com a Lava Jato. A “partidarização das comissões” era residual: a molhadela, espórtula ou gratificação ficava nas mãos da burocracia ou do próprio tubarão.  Norberto e Victor foram amigos elevados à enésima potência. Victor levou a Odebrecht para o front petroquímico, a industrialização e a modernização de processos. Era um estrategista. Norberto enxergava longe, criou uma cultura corporativa, prezava o capital humano. Era um sacerdote. Se estivesse vivo e não tivesse ocorrido o grande cisma das famílias, os dois duelariam juntos, lado a lado, no front da Lava Jato. A terceira geração dos Odebrecht e a segunda do Gradin sepultaram essa história de fraternidade. Marcelo e Bernardo, os dois eleitos para gerir o império, criaram o seu “Lava Odebrecht”. Jovens, preparadíssimos, ambos conviveram como amigos desde a infância. Ninguém diria que se tornariam uma versão reversa dos irmãos corsos, de Alexandre Dumas, em um processo de desunião crescente com o passar do tempo. Marcelo mandava na construtora e na área de novos negócios. Bernardo, na petroquímica e projetos industriais. Sim, ainda há Miguel Gradin, com quem Marcelo compartilhou o curso de preparação de oficiais da Reserva em Salvador, em 1987. Posteriormente trabalharam juntos na inglesa SLP Engineering, de óleo e gás. Mas Miguel nunca foi um “irmão corso”.  No ano da discórdia de 2010, Marcelo convenceu seu pai, Emílio, e o avô, já afastado das decisões empresariais, sobre uma revisão do acordo de acionista com os Gradin, detentores de 20% do grupo. Estão até hoje em um contencioso pestilento em torno de valores de compra e venda das participações. A partir daí, Marcelo tirou Bernardo das funções executivas da Odebrecht – Miguel também foi afastado. E veio o pior tormento, soprado com fúria pelos procuradores e juiz de Curitiba. Como se sabe, os Odebrecht estão pagando o preço. Já os Gradin “não dominaram o fato”.  Consta que Paulo Roberto Costa denunciou, em julho, Bernardo Gradin por ter negociado com ele, em condições vantajosas, a compra de nafta da Petrobras para a Braskem. Há menções a Bernardo também em episódio de “convencimento” da Petrobras a entrar como sócia da petroquímica da Odebrecht em uma fusão com a Quattor. Digamos que a cota de delações sobre Bernardo seja o correspondente ao percentual de ações que os Gradin têm no grupo e querem vender caro. Mesmo assim o clã passou ao largo da Lava Jato. É curioso! Houvesse a fidalguia de outrora, talvez Bernardo estivesse batalhando pelo amigo de infância como faziam os cavalheiros instituídos de honra e tradição. A têmpera com que foram forjados Norberto e Victor ficou restrita a uma geração.

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31.10.16
ED. 5486

Carcará

 A Statoil sinalizou à ANP que vai participar da licitação de parte do campo de Carcará prevista para o ano que vem. Expectativa de bom ágio. Ninguém tem mais a ganhar com a concessão do que os noruegueses, que recentemente compraram da Petrobras a área restante de Carcará. Procurada, a Statoil diz que “está sempre avaliando oportunidades”. Para bom entendedor…

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27.10.16
ED. 5484

Estilo Parente

 A Petrobras só anunciou a decisão de vender a participação de 45,9% na Açúcar Guarani após ter a garantia de que a própria Tereos, sua sócia, faria uma oferta pelas ações. Evitou, assim, colocar um ativo na prateleira sem interessados. Seguiu o ensinamento de Tancredo Neves, que dizia somente enviar uma carta quando tinha certeza de qual seria a resposta.

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policia-rr-21
21.10.16
ED. 5480

Segurança pública do Rio corre o risco de uma pane seca

  A direção da BR Distribuidora – e, em última instância, da própria Petrobras – tem uma delicada situação para resolver que vai muito além da esfera comercial. Há quatro meses, a estatal não recebe pelo combustível de aviação fornecido aos helicópteros da Polícia Militar do Rio de Janeiro. Como a inadimplência já passa dos 90 dias, a companhia tem a prerrogativa de suspender o abastecimento – conforme prevê a Lei nº 8.666. O fornecimento de gasolina, álcool e diesel para as viaturas da PM e da Polícia Civil vai pelo mesmo caminho: os atrasos já somam dois meses e meio. Ou seja: se os débitos não forem quitados até o fim deste mês, a BR também poderá interromper a entrega. Procurada, a Polícia Civil confirmou “os atrasos nos pagamentos à fornecedora de combustível”, mas informou “que sua frota de veículos continua sendo abastecida”. Disse ainda que “tem envidado esforços junto ao Governo e à Secretaria de Estado de Segurança para liberação dos recursos necessários”. Também consultadas, a BR Distribuidora e a Polícia Militar não quiseram se pronunciar.  Se estivesse diante da inadimplência de um cliente convencional, muito provavelmente a estatal não hesitaria em tomar uma atitude drástica. Mas esta é uma situação sui generis. A suspensão do fornecimento de combustível para as forças policiais do Rio provocará um caos na segurança pública, que já se encontra em situação dramática.  O orçamento da Secretaria de Segurança do Rio foi ceifado em mais de 30% neste ano. Significa dizer que mais de R$ 2 bilhões dos R$ 7 bilhões previstos inicialmente viraram pólvora queimada. O efeito dominó sobre a cadeia de fornecedores das polícias foi inevitável. O impasse com a BR se arrasta desde o início do ano, quando o governo do estado passou a atrasar sistematicamente os pagamentos à companhia. Desde março, as Polícias Militar e Civil do estado instituíram uma espécie de sistema de cotas para as suas respectivas frotas. De lá para cá, delegacias e batalhões não podem mais abastecer o tanque de seus veículos no limite máximo. A cota diária seria de aproximadamente 20 litros para os carros da Polícia Civil e de 30 litros para a Polícia Militar.

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14.10.16
ED. 5475

Shell e chineses

A Shell e as chinesas CNOOC e CNPC costuram um consórcio para a próxima rodada de leilões no pré-sal, prevista para o primeiro semestre de 2017. Os três grupos já são sócios no mega-campo de Libra, onde têm ainda a companhia da Total e da própria Petrobras . • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Shell, CNOOC e CNPC.

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14.10.16
ED. 5475

Fertilizantes

 A suíça Eurochem, um dos maiores grupos do setor na Europa, entrou no páreo para ficar com as três fábricas de fertilizantes da Petrobras. Recentemente, o grupo comprou a Fertilizantes Tocantins .

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mariasilva-rr-6
06.10.16
ED. 5470

Maria Silvia derruba as diversas paredes do BNDES

 Há muitas claves em comum nas partituras dos novos regentes da Petrobras e do BNDES. A exemplo de Pedro Parente na petroleira, o início da gestão de Maria Silvia Bastos tem se caracterizado não apenas pela reformulação na estratégia de negócios do banco, mas também por medidas de austeridade de forte valor simbólico. Em quatro meses, Maria Silvia já teria cortado cerca de 200 cargos comissionados. Ao mesmo tempo, vem se empenhando em reduzir os custos administrativos do BNDES, notadamente no que diz respeito à estrutura imobiliária. Devolveu oito andares alugados no vizinho Ventura Corporate Towers, localizado na própria Avenida Chile, o que resultará em uma economia anual da ordem de R$ 4 milhões. Decidiu também suspender a construção de um novo prédio ao lado da sede do banco. O projeto, que já estava sido licitado, custaria meio bilhão de reais.  O paralelo com a gestão de Pedro Parente passa também pela transparência na comunicação interna e pelo fascínio que o estilo de Maria Silvia tem despertado junto ao corpo de funcionários. O encanto se deve, em grande parte, ao seu envolvimento com as tarefas do dia-dia e ao empenho em traduzir em pequenos gestos a dimensão das mudanças em curso no BNDES. A executiva não apenas determinou o fim das salas individuais para os diretores, abrigando todo o primeiro escalão em um espaço comum, como acompanhou pessoalmente as obras de adaptação no edifício-sede. Não raramente foi vista ao lado de arquitetos e operários dando instruções sobre a reforma.  Além das divisórias concretas, Silvia também se dedica a derrubar paredes na comunicação interna. Ela tem estimulado os diretores a compartilhar informações estratégicas de suas respectivas áreas. A preocupação com o disclosure vale para todas as esferas da instituição. Por duas vezes nos últimos três meses, reuniu os funcionários no auditório do BNDES para uma espécie de “pergunte à presidente” – procedimento, aliás, similar ao adotado por Pedro Parente na Petrobras. Nas duas ocasiões, abriu o microfone aos empregados da instituição e não fugiu de qualquer tema, chamando a atenção pelo grau de detalhamento em suas respostas. Chegou a dizer textualmente que “não gosta de eufemismos”.

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06.10.16
ED. 5470

Óleo na pista

 Parlamentares brasileiros – entre eles José Carlos Aleluia, relator do projeto que desobriga a Petrobras a participar dos campos do pré-sal – têm sido cortejados para participar de eventos promovidos pela Albright Stonebridge Group nos Estados Unidos. Trata-se da empresa de lobby da ex-secretaria de Estado norte-americano Madeline Albright, que representa grandes petroleiras dos Estados Unidos na América Latina.

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 O presidente da natimorta Pré-Sal Petróleo S/A (PPSA), Oswaldo Pedrosa, está de saída da estatal. Pedrosa teria acertado com o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, que permanecerá até o fim de novembro, o tempo necessário para o governo definir o substituto ou – quem sabe? – extinguir a empresa de vez. A PPSA é um arremedo do projeto original, sem verba e com apenas 30 empregados. Consultada, a estatal disse não ter conhecimento sobre o assunto.

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presal-rr-3
03.10.16
ED. 5467

Parente agradece

  O deputado José Carlos Aleluia (DEM/BA), relator do projeto de lei que tira da Petrobras a obrigação de ser a operadora de todos os blocos do pré-sal, conseguiu o apoio das lideranças dos partidos da base do governo e até de oposição, como o PDT, para levar a matéria ao plenário da Câmara neste mês. Se não houver alteração, o PL seguirá direto para sanção presidencial.

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 “Pedro”, conforme Parente é formalmente chamado na Petrobras, tem pedido que todos os funcionários leiam os recortes do noticiário. O clipping tem sido ótimo para “Pedro”. •••  O “maior lobista do Brasil”, Jorge Serpa, está fora de combate. Como dizia o poeta austríaco Karl Kraus, a idade é a maior doença da vida. ••• Se vender parte da Congonhas Minérios para a CB Steel, Benjamin Steinbruch vai abater um bocado da dívida da CSN e comprar um outro tanto de ações da Usiminas. Ele só pensa naquilo.

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petrobras-rr-29
29.09.16
ED. 5465

Termoceará encalha no estoque da Petrobras

 A diretoria da Petrobras deverá retirar a Termoceará da lista de ativos que serão negociados pela estatal. Serão aproximadamente R$ 300 milhões a menos na receita gerada pelo plano de alienação de ativos da companhia. A Petrobras não vê outro jeito. A decisão se deve aos recorrentes problemas técnicos dos equipamentos da geradora. As principais falhas se concentram nas turbinas, o que tem causado perdas de até 30% na produção de energia – a capacidade instalada é da ordem de 220 MW.  Além dos problemas operacionais, existem outros óbices para a venda da Termoceará. Há, por exemplo, o risco de desapropriação do terminal de GNL no Porto de Pecém que fornece o gás para a geradora. O governo cearense pretende transferir para o terreno uma unidade de estocagem de combustíveis que, por exigência do Ministério Público Federal, deve ser retirada do Porto de Mucuripe, próximo de Pecém. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Petrobras.

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  A Brookfield, que acaba de fechar a aquisição da Nova Transportadora do Sudeste junto à Petrobras , avança agora sobre o mercado de shopping centers. Os canadenses querem comprar o controle da BR Malls, maior empresa do setor no país. Com 45 shoppings, a companhia faturou no ano passado R$ 1,3 bilhão. Tem ainda a melhor margem NOI (Net Operating Income) do segmento, em torno de 90% – ou seja, cada R$ 100 de receita líquida geram R$ 90 de caixa. Apesar destes números luzidios, a BR Malls não escapou ilesa ao impacto da crise econômica sobre o setor de shopping centers. Vide a depreciação do seu valor de mercado. Hoje, sua ação é negociada a R$ 12, praticamente a metade da máxima histórica de R$ 23, alcançada em 2012. Não por acaso, a Brookfield está convencida de que este é o momento propício para dar o bote sobre a BR Malls, antes que uma recuperação do consumo se reflita na valoração do ativo. Aliás, assim também pensavam a norte-americana Blackstone e a israelense GazitGlobe, que recentemente fizeram frustradas investidas sobre a empresa brasileira – esta última por meio de uma mal-sucedida tentativa de take over em bolsa (ver RR edição de 18 de julho).  A Brookfield almoça, janta, devora Brasil. Já são mais de R$ 45 bilhões em participações sob o seu guarda-chuva. Somente no último ano, além da malha de gasodutos da Petrobras, os canadenses compraram ativos no setor elétrico, concessões rodoviárias e imóveis. No caso da BR Malls, a operação passaria quase que obrigatoriamente por uma Oferta Pública para Aquisição (OPA) em bolsa, uma vez que a empresa tem o controle difuso e nenhum acionista soma mais do que 6% das ordinárias.  Procurada, a Brookfield nega a investida sobre a BR Malls. No entanto, segundo informações filtradas junto à própria administradora de shoppings, os canadenses já teriam mantido conversações com o presidente da companhia, Carlos Medeiros. Qualquer negociação de compra da BR Malls passa obrigatoriamente pela sua sala. Egresso da GP Investimentos, que fundou a BR Malls em parceria com o norte-americano Sam Zell, Medeiros está no cargo há mais de uma década e é conhecido no setor como “o executivo que manda no acionista”. Com enorme ascendência sobre a babel de investidores institucionais que coabitam o capital da empresa, é voz decisiva em qualquer decisão estratégica da BR Malls. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: BR Malls.

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 Após uma intensa exposição no noticiário policial – por conta das acusações de agressão à ex-namorada Luíza Brunet –, Lírio Parisotto quer retornar às páginas de economia. O bilhete de volta será o anúncio em sequência de novos projetos de expansão da Innova, comprada junto à Petrobras em 2014. A petroquímica iniciou entendimentos com o governo gaúcho para a ampliação da fábrica de monômero de estireno localizada no polo de Triunfo. Vai também tirar do papel o projeto de conversão da unidade de poliestireno cristal em uma planta de ABS, matéria-prima destina às indústrias de plásticos e de eletroeletrônicos, entre outras.  Os investimentos somarão cerca de R$ 500 milhões. Nos dois casos, a Innova espera contar com financiamento público por meio do Fundo Operação Empresa do Estado (Fundopem), que prevê regras especiais para o diferimento do ICMS. Aliás, o que não falta entre Parisotto e o governador gaúcho José Ivo Sartori é uma boa química. Ambos são amigos de infância.  Mais conhecido pelas brigas societárias que costuma comprar vestindo o figurino de investidor ativista – entre outros exemplos, assim foi na Usiminas e na Eternit – Parisotto tem sido forçado a abrir o caixa para tirar o atraso de investimentos da Innova. Nos últimos anos sob a gestão da Petrobras, os aportes secaram. No total, o plano estratégico de Parisotto para a empresa soma R$ 1,2 bilhão. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Innova.

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 José Serra pretende não só participar do road show dos outros ministros no exterior, mas também organizar os seus individuais. Desafia quem vai captar mais.  Se a República de Curitiba quiser depurar suas investigações na Lava Jato, recomenda-se ouvir o presidente da PwC, Fernando Alves, um expert em Odebrecht e Petrobras.  Geraldo Alckmin trabalha junto ao Planalto para que recursos do FI-FGTS também sejam usados na venda de concessões estaduais. Puxa a brasa para a sua Cesp .  

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 Após a negociação da Nova Transportadora do Sudeste para a Brookfield, a Petrobras deverá anunciar até o fim do mês a venda da sua participação na Companhia Petroquímica de Pernambuco para a mexicana Alpek . • Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Petrobras.

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 A Operação Greenfield, deflagrada pela Polícia Federal na última segunda-feira, começa com o nome trocado. Deveria se chamar “Operação Investimentos Maduros”. A obsessão pelas estatais Petrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica e Correios, e seus respectivos fundos de pensão, assim como o desejo de achar algum petista envolvido em qualquer tramoia, acaba por dirigir a investigação para desequilíbrios atuariais ou irregularidades no trade. Melhor seria se a PF colocasse a lente na pilha de associações de rentabilidade inaceitável, revolvendo os investimentos de M&A, onde se encontram as piores e inexplicáveis participações das fundações. É lá que está o mapa das propinas. É pesquisa para mais de 30 anos.  No governo FHC despachar o mico para os fundos de pensão virou lugar comum. É bem verdade, nem tudo foram urtigas: houve aquisições positivas, como a Vale. Mas uma grande parcela das compras foi de companhias em situação lastimável, que vêm sugando as reservas dos fundos até hoje. Em algumas delas, as fundações, mais especificamente a Previ, não poderiam participar por determinação estatutária. E mesmo assim entravam ilegal e desarvoradamente no capital de empresas deficitárias. O RR não vai nominar nem uma das centenas de companhias passíveis de um “Lava Fundos”. Mas o mercado todo sabe. Tanto quanto sabia das propinas das empreiteiras em obras públicas.

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05.09.16
ED. 5448

Ao lado

 O presidente da Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP), Lincoln Guardado, jogou uma isca na direção da Statoil ao afirmar que a empresa disputará a concessão das áreas adjacentes ao Campo de Carcará, na Bacia de Santos. A QGEP pretende fisgar os noruegueses e chegar de braços com eles no leilão, previsto para o início de 2017. E quem não quer estar ao lado da Statoil? O grupo acaba de investir mais de US$ 2,5 bilhões na compra da participação da Petrobras em Carcará, do qual a própria QGEP é sócia, com 10%.

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temer_dilma-rr-02
02.09.16
ED. 5447

Temer vai à China colher o arroz semeado por Dilma

 O presidente Michel Temer desembarca hoje em Xangai, na sua primeira missão como titular do cargo, sabendo que os jornais Xinmin Evening News, Beijing Daily, Canako Xiaoxi e Nanfang City News – somente para dizer alguns dos mais votados periódicos chineses – não economizaram palavras simpáticas a sua antecessora. Não poderia ser diferente. Os acordos que serão assinados nos próximos dias avançam muito pouco em relação à agenda bilateral negociada ao longo do governo Dilma Rousseff. A rigor, Temer leva na bagagem, sem maior alarde, apenas duas novidades: o iminente fim das restrições à compra de terras no Brasil por investidores estrangeiros e a flexibilização das regras para a importação de mão de obra. São temas fulcrais para os chineses. O primeiro diz respeito a algumas das maiores tradings agrícolas do mundo, a exemplo do China National Agricultural Development Corporation e do PetroPetron, que têm planos de adquirir áreas para a produção de grãos, notadamente no Centro-Oeste.  A segunda questão interessa diretamente a empreiteiras e grupos de infraestrutura chineses, fortes candidatos a ocupar os vazios deixados pela indústria da construção pesada no Brasil após a Lava Jato. Neste caso, os acordos de financiamento para projetos no setor teriam como contrapartida a garantia de contratação de trabalhadores do país asiático. Já há precedentes no aproveitamento, em menor escala, de mão de obra estrangeira em grandes empreendimentos no país. Um exemplo é o da construção da Companhia Siderúrgica do Atlântico , que contou com a importação de 600 operários chineses. É bem verdade que trocar investimentos por postos de trabalho não é uma escolha simples. Mas talvez doa menos para um governo que, na sua interinidade, já mostrou não dar prioridade à agenda social.  Praticamente todos os grandes acordos – do financiamento para a Petrobras à compra de aeronaves da Embraer – estão engatilhados desde a visita do primeiro-ministro Li Keqiang ao Brasil, em maio do ano passado. Michel Temer vai apenas pespegar sua assinatura sobre a de Dilma Rousseff. A verdade verdadeiríssima é que a origem desse namoro com os chineses antecede todos os personagens citados. Ela pertence por mérito ao ex-presidente da Vale Eliezer Batista. Já no governo Lula, Eliezer defendia a atração de investidores chineses como forma de viabilizar a execução de grandes projetos de infraestrutura. Construiu as pontes e saiu de campo. Agora, quem sabe Temer colha do arrozal germinado. Arroz é que não falta.

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30.08.16
ED. 5444

Excesso de peso

 A diretoria da Petrobras já trata como inevitável um corte adicional no quadro de funcionários antes da venda da BR Distribuidora e das controladas na área de transporte. Conforme estimativas da própria estatal, o PDV em curso na companhia deverá atingir algo em torno de sete mil inscritos, abaixo da expectativa de 12 mil trabalhadores.

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25.08.16
ED. 5441

Linha cruzada

 A Brookfield está a um passo de arrematar da Petrobras a Nova Transportadora do Sudeste (NTS), mas não terá a mesma facilidade para ficar com a TAG, dona dos gasodutos da estatal no Norte e Nordeste. A norueguesa Statoil estaria em tratativas com a estatal. Procurada, a empresa norueguesa negou o interesse. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Petrobras.

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22.08.16
ED. 5438

Reestruturação pós Petrobrás

 A venda da maior parte dos gasodutos da Petrobras, o que, na prática, quebra o monopólio no transporte de gás natural, já tem um derivativo na estrutura de funcionamento desse mercado. O Ministério de Minas e Energia (MME), com a ajuda da ANP, prepara a criação de um órgão semelhante ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o que o MME confirmou ao RR. Será responsável pelo despacho dos gasodutos do país centralizadamente. Dessa forma, a Petrobras perderá o poder de arbitragem sobre o segmento, e novos players poderão atuar sem a estatal.

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11.08.16
ED. 5431

Sinal Chinês

 A chinesa Sinopec já sinalizou à Petrobras seu interesse na compra dos gasodutos da estatal no Norte e no Nordeste, hoje reunidos na controlada TAG .

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10.08.16
ED. 5430

Lava Jato

 A Construbase teria aberto negociações com a CGU para fechar um acordo de leniência. A empreiteira é investigada pela Lava Jato por suspeitas de irregularidade em contratos com a Petrobras, entre eles a construção do centro de processamento de dados do Cenpes. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Construbase.

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09.08.16
ED. 5429

Pega, mata e come

 Além dos US$ 2,5 bilhões que pagou pela participação da Petrobras no campo de Carcará, a Statoil vai desembolsar logo na partida cerca de US$ 1 bilhão para compensar os atrasos no cronograma da operação.

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 Pedro Parente quer aproveitar a alta do consumo de etanol no Brasil para acelerar a venda das participações da Petrobras no setor sucroalcooleiro. A estatal já teria oferecido sua participação de 49% na Nova Fronteira Bioenergia para o Grupo São Martinho, dono dos demais 51%. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Petrobras.

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petrobras-01-agosto-edicao
01.08.16
ED. 5423

Petrobras faz pré-venda na área de fertilizantes.

 Entre os pedregulhos deixados pelas gestões de Graça Foster e Aldemir Bendine, Pedro Parente foi garimpar um projeto abandonado que poderá render algumas centenas de milhões para o caixa da Petrobras . Segundo o RR apurou, três grandes grupos internacionais já demonstraram interesse em comprar uma participação ou mesmo o controle da futura unidade de fertilizantes nitrogenados da estatal em Três Lagoas (MS): a russa EuroChem, a chinesa CMOC e a norte-americana Mosaic. Estimativas preliminares da Petrobras indicam que a venda poderá gerar até R$ 1,5 bilhão. É mais do que o dobro do investimento necessário para a conclusão do projeto, em torno de R$ 700 milhões. As obras estão paradas desde 2014. Consultada, a Petrobras confirmou que “procura soluções para viabilizar a retomada das obras que passarão necessariamente pelo programa de parcerias e desinvestimento já em curso”.  O reinício das obras se deve única e exclusivamente à alta probabilidade de venda do ativo e ao avanço das conversações. Na própria Petrobras, a EuroChem e a CMOC são vistas como as mais fortes candidatas, por estarem montando um colar de fábricas no Brasil. Há um mês, os russos fecharam a compra da Fertilizantes Tocantins. Os chineses, por sua vez, ficaram com os negócios de fosfato e nióbio da Anglo American no país.

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01.08.16
ED. 5423

A vez de Zelada

 Mais um baú de trepidantes memórias poderá se abrir na Lava Jato. Condenado a 12 anos de prisão, o ex-diretor da área internacional da Petrobras Jorge Luiz Zelada abriu negociações para um acordo de delação premiada.

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27.07.16
ED. 5420

Abacaxizeiro

 Apareceu mais um abacaxi para Pedro Parente descascar na Petrobras. A Mitsui, que comprou 49% da Gaspetro , não está disposta a manter o acordo caso o processo judicial que paralisou a transação se arraste por muito tempo. A Justiça Federal do Rio de Janeiro determinou, em abril, que o grupo nipônico não pode dispor da participação comprada. A ação foi impetrada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), que questiona o valor de R$ 1,9 bilhão pago pela Mitsui. • Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto:  Petrobras e Mitsui.

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22.07.16
ED. 5417

Aditivado

 A Petrobras abriu conversações com a estatal paraguaia Petropar para a venda de seus 170 postos no país. O ativo está na prateleira há mais de um ano. A diferença é que nesse período Pedro Parente não estava na Petrobras. • As seguintes empresas não se pronunciaram ou não comentaram o assunto: Petrobras.

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pedro-parente-relatorio-21
21.07.16
ED. 5416

Parente e Petrobras são opostos que se atraem

 A Petrobras, sempre tão arredia a “estrangeiros”, está encantada com Pedro Parente. O RR apurou que, aos olhos dos empregados da estatal, ele alia o melhor de Graça Foster com o pouco que Aldemir Bendine tinha de bom. O idílio começou com a franqueza no discurso de posse. Em uma fala dura, Parente fez questão de detalhar as dificuldades da companhia e os “dolorosos desafios” que viriam pela frente. Em contraponto à aspereza da chegada, iniciou uma série de visitas às unidades operacionais. Foi a todos os edifícios da estatal no Centro do Rio e dedicou as suas quintas-feiras a conhecer instalações da Petrobras em todo o país. Suas apresentações seguem um rito quase religioso: ao fim, Parente abre o microfone para perguntas dos funcionários, feitas praticamente face a face. O executivo não se esquiva de qualquer questão. Responde até mesmo temas mais espinhosos, como benefícios trabalhistas, desinvestimentos e venda de ativos.  A comunicação interna está tão afiada que é comum encontrar comentá- rios de Pedro Parente nas notícias veiculadas no portal na intranet da companhia. O presidente da Petrobras também tem chamado a atenção pela forma como lida com rumores, burburinhos e mesmo intrigas contra ele. Assim que um assunto ganha corpo, imediatamente ele dispara um e-mail interno com uma mensagem de esclarecimento, sempre de forma clara e direta. Em um dos casos recentes, chegou a fazer menção a uma fala de Paulo Roberto Costa em sua delação premiada. Assina todos os emails como Pedro. O executivo não gosta de ser chamado de “presidente”, o que causa um enorme estranhamento entre os funcionários da estatal, historicamente condicionados a usar tal tratamento.  Desde que assumiu, o novo nº 1 da Petrobras não deu folga a diretores e gerentes executivos. A mão que bate é a que afaga. Exigiu que fosse revisado todo o plano estratégico da Petrobras, mas postergou o prazo de entrega, deixando claro que os funcioná- rios teriam tempo para “fazer um trabalho bem feito”. Para dar suporte ao redesenho do planejamento, contratou diversas empresas de consultoria. Além disso, orientou sua diretoria a organizar workshops de dois dias, sempre às sextas e aos sábados, com o objetivo de unir o alto escalão da Petrobras. No quesito “horas trabalhadas”, a comparação entre Parente e o antecessor é até covardia. Maldosamente, Aldemir Bendine foi apelidado pelos próprios funcionários de “presidente TQQ”, devido à sua agenda “parlamentar”: normalmente, só ficava na sede da estatal às terças, quartas e quintas. Do bom corporativismo de Graça Foster, Parente manteve o contato permanente com o “chão de fábrica”. Em sua gestão, Graça criou o programa “Fale com a presidente”, em que respondia mensalmente a perguntas dos funcionários. Instituiu também um café da manhã com os empregados: a cada vez, 20 trabalhadores eram sorteados para se juntar a ela no edifício sede e conversar por cerca de duas horas. No entanto, com o tempo, as estratégias de Graça para afagar os seus não resistiram ao lado ríspido, quando não grosseiro, da executiva, que não perdoava ninguém, do mais simples funcionário ao diretor. Esse risco, ao que tudo indica, não existe com Pedro Parente.

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20.07.16
ED. 5415

Adeus, monopólio

 O fim anunciado do monopólio da Petrobras no mercado de gás, com a venda de ativos de transporte e distribuição, vai provocar um redesenho radical no segmento. A mais importante medida será entregar a operação de transporte do insumo a um órgão semelhante ao ONS, controlado por entes privados. Dessa forma, a estatal perderá de vez o poder sobre o despacho do gás às distribuidoras.

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19.07.16
ED. 5414

Jogo de cena

 Na Petrobras, ninguém leva a sério a manifesta intenção da Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP) de aumentar sua participação no campo de Carcará, associação com a estatal. A percepção é de que os executivos da QGEP blefam para valorizar o próprio quinhão no negócio e passá-lo adiante.

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crepusculo-deuses
14.07.16
ED. 5411

O crepúsculo dos deuses da estatização

 O secretário Moreira Franco parece ter lido a Filosofia do Martelo, de Friedrich Nietzsche. Moreira, assim como o filósofo alemão, quer bater na estátua de barro das concessões e privatizações para que ela tilinte como moeda, mesmo com o risco de quebrá-la. O tempo das marteladas no Estado brasileiro vai ter início com a votação do impeachment de Dilma Rousseff. A partir daí, às favas com os pruridos. O governo terá de emitir uma sinalização aguda. Entregar dedos e anéis. Pode ser redução do valor cobrado pela outorga, alívio na Taxa Interna de Retorno (TIR), diminuição das restrições à liberdade tarifária, apoio financeiro ao seguro garantia, desobstrução dos entraves ambientais, muita grana barata (não há mais dúvida que o BNDES voltará a ser o banco das privatizações) e desembaraço regulatório. A percepção é que Dilma deificou as dificuldades, afastando os investidores e construindo uma rota de fuga para aqueles que da boca para fora queria atrair.  O governo Temer só tem essa bala de prata: contratar o maior número de concessões e privatizações jamais visto na história deste país. Ou seja, fazer o Dilma III, só que com êxito. Dilma tentou o PAC e leilões e licitações, mas deixando o investidor na sala dos fundos. Temer, levado nas asas do querubim Moreira, vai alojar o investidor na sua cama. Há nessa decisão afinidade ideológica, racionalidade política e acerto com o empresariado pelo apoio ao impeachment. Uma parcela do ajuste fiscal teria de ser paga com a privatização e transferência do Estado. A lógica da desestatização é oportuna, no caso também oportunista, mas não tem nada a ver com fantasias lisérgicas de que o FBI estaria por trás de tudo – apud PT. Temer pretende entregar mais do que o bureau norte-americano jamais teria imaginado. Isso vale tanto para o número de projetos quanto para a intensidade dos leilões de oferta de ativos, cobranças mais baixas pelo Estado e liberdade de ações para os vencedores dos certames.  Mesmo nas áreas onde há resistência corporativa forte, a exemplo de Petrobras e Eletrobras, a ideia é forçar a venda de 100% de empresas controladas, tais como BR e Furnas, que, por serem emblemáticas, entrariam também na conta do efeito demonstração. Para os que pensam na contramão, más notícias: os preços de liquidação dos ativos no Brasil vão trazer, sim, interessados; uma grande parte desses investidores será composta por aqueles grupos esquisitos russos, chineses, árabes e africanos; o tal choque de eficiência previsto será grande parte em cima do emprego; e a dinheirama com a venda será impressionante em termos absolutos e decepcionante em termos relativos. Essas preocupações primitivas com entreguismo, qualidade dos parceiros e preço de banana estão banidas do governo Temer. Se depender do secretário Moreira Franco, que parece ter lido Nietzsche, mais precisamente o Crepúsculo dos Deuses – a outra face da Filosofia do Martelo – mitos existem para serem quebrados. E ele o fará a golpes de malho.

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12.07.16
ED. 5409

Um espelho de Pedro Parente na Eletrobras

 O novo presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira, vai assumir o cargo, no próximo dia 22, em condições similares às de Pedro Parente, na Petrobras. Terá carta branca para tocar a gestão. Como primeira medida, Ferreira pretende acabar com as ilhas autônomas em que se transformaram Furnas , Chesf e Eletronorte. Vai apresentar ao ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, uma proposta de extinção das presidências das controladas e substituí-las por diretorias-gerais. É uma demonstração de força. Historicamente, as presidências das estatais são ocupadas por políticos ou seus protegidos. Ferreira quer um técnico em cada diretoria-geral. Motivos para a profissionalização não faltam: as elétricas estão envolvidas em suspeitas de corrupção, têm sido tratadas como feudos por gatos gordos da área política e precisam ser preparadas para uma eventual privatização, ocorra ela ou não. A premissa é que a gestão tem que ser privatizante.

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 A Galvão Engenharia é um case entre as empresas do setor que logo no início do Lava Jato optaram por saldar suas dívidas. O ovo de Colombo foi a securitização dos atrasados da Petrobras e a negociação desses passivos com os bancos credores. Quando fez as operações, o deságio sobre os débitos da estatal ainda estava baixo. Quem esperou a Lava Jato turbinar já não conseguiu reestruturar suas dívidas com o mesmo modelo.

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08.07.16
ED. 5407

Petrobras

 Pelo ritmo, muito em breve a norte-americana Janus Capital terá uma participação superior a 5% na Petrobras . Em apenas dois meses, a gestora, que administra mais de US$ 200 bilhões, amealhou quase 4% da petroleira.

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temer
07.07.16
ED. 5406

Temer precisa pagar pelo passado antes das novas concessões

 O anúncio da secretaria geral do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) de que a temporada de novos leilões de concessões está prestes a ser iniciada é considerada uma piada de salão na indústria de bens de capital. O secretário-ministro Moreira Franco até pode se esforçar para dar celeridade ao processo. Só que o buraco dos investimentos é bem mais embaixo. O governo é inadimplente em contratos de concessões desde 2012. O valor dos recursos travados já chega a R$ 40 bilhões. Em tese, a retenção de verbas não estaria projetada no déficit primário de R$ 170 bilhões estimado para este ano. Se fosse para valer, o rombo saltaria para R$ 210 bilhões, ou, na hipótese mais edulcorada, para R$ 185 bilhões, com o governo honrando os aditivos em contratos do século passado, a partir de 1994, no valor de R$ 15 bilhões. Segundo a Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB), esses aditivos poderiam ser destravados no curto prazo, com os pagamentos realizados em até seis meses.  O pré-calote com as concessões não é um fato isolado no sertão da formação bruta de capital fixo. A falta de uma solução para o acordo de leniência com as empreiteiras e os pagamentos suspensos pela Petrobras – quer seja pelo simples atraso dos investimentos, quer seja pela inidoneidade dos seus fornecedores – se juntam às dívidas oficiais com as concessionárias. Aliás, bom negócio se os atrasados forem considerados dívidas e não simplesmente pagamentos cancelados por alguma motivação não prevista. Entre os múltiplos motivos da queda dos investimentos consta a Lava Jato. A operação passa a limpo o país do futuro, mas, no curto prazo, cria um psiquismo enorme entre os empreendedores do setor de infraestrutura. É o chamado risco de “quem será a próxima vítima?”.  Se quiser reverter esse cenário de 10 trimestres consecutivos de retração na formação bruta de capital fixo, o governo de Michel Temer terá de ir além das trucagens com as expectativas, valendo-se de juras e promessas refletidas nos índices de confiança. Um bom início é coçar o bolso e saldar algum dos atrasos com esses mesmos empresários que pretende chamar para a próxima rodada de concessões.

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06.07.16
ED. 5405

Reprise

 Petrobras e as argentinas Pampa Energia e YPF, que fecharam um acordo para a exploração de gás do lado de lá da fronteira, deverão bisar a parceria no Brasil.

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meio-tanque
01.07.16
ED. 5402

Venda da BR Distribuidora fica no meio tanque

 A opção pela coluna do meio – dividir o controle da BR Distribuidora irmãmente com um investidor – é a saída pela tangente hoje majoritária entre os membros do Conselho de Administração da Petrobras. Ela acomoda a disposição privatista do presidente da estatal, Pedro Parente, que sairia perdedor caso tentasse, a exemplo do antecessor Aldemir Bendine, vender a maior parte ou mesmo a totalidade do capital da companhia. E também vai ao encontro das ponderações do ex-presidente do Conselho da estatal e nº 1 da Vale , Murilo Ferreira, contrário à venda da empresa já, ou seja, antes de um choque de gestão capaz de valorizar o preço do ativo. No novo modelo de associação mano a mano, a gestão seria profissionalizada, o que permitiria em um valuation futuro vender parte do capital em mãos da Petrobras com um elevado prêmio pelo controle, lançando mão da golden share para algumas funções estratégicas da distribuidora.  Abrir mão de 50% das ações da BR é um caminho intermediário: a “mãe” será capitalizada sem perder a ingerência sobre uma companhia que tem, digamos assim, outros deveres relevantes além de gerar lucro na boca da mangueira de gasolina. A BR cumpre uma série de atribuições estratégicas, que vão além das suas fronteiras corporativas e muito provavelmente não seriam seguidas à risca por um investidor privado. A empresa garante o escoamento dos derivados produzidos pela Petrobras, evitando a asfixia das refinarias estatais. Abastece regiões ermas do país, das quais as concorrentes nem chegam perto devido à baixa escala. Garante o fornecimento aos governos federal, estaduais e municipais de asfalto e emulsões para rodovias de todo o país. A importância da BR chega ainda à área de defesa: a companhia integra o Sistema de Segurança Nacional, sendo responsável pelo abastecimento de combustível de todas as Forças Armadas. Antes de mexer nesse vespeiro, o presidente da Petrobras tem muita coisa para arrumar na frente. Quer trazer profissionais gabaritados do mercado para tocar a BR, mas o primeiro passo é iniciar já a mudança de todos os processos da companhia. Vai contratar o onipresente consultor Vicente Falconi, que dará o ar da sua graça em conferência na Petrobras neste fim de semana. O cartão de visita de Falconi não é uma navalha, mas uma nota fiscal.

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fast-track
29.06.16
ED. 5400

Fast track para tirar a agenda presidencial do limbo no Congresso

 Michel Temer quer aprovar com a maior celeridade possível um projeto de lei criando um mecanismo de fast track, leia-se um sistema para a votação sumária no Legislativo de propostas consideradas de grande interesse nacional. Trata-se de um movimento fundamental para um presidente que terá, no máximo, mais dois anos e meio de mandato. Domar o timing parlamentar é visto pelo Planalto como condição sine qua non para a aprovação, no período que vai até 2018, de projetos de alta complexidade política, como a reforma da Previdência e a viabilização de novos empreendimentos na área de infraestrutura. Um modelo que poderia ser adotado é o novo regime de fast track implantado no Congresso norte-americano para a votação de acordos comerciais. Desde o ano passado, a Câmara e o Senado não podem mais apresentar emendas a projetos nesta área encaminhados pelo Executivo. No Congresso brasileiro, já virou praxe uma proposta ir a plenário deformada por um penduricalho de adendos. O recorde pertence ao Projeto de Lei nº 8.035/2010, que criou o Plano Nacional de Educação. Ao ser votado, somava 2.915 emendas.  Independentemente do modelo que vier a ser adotado para o fast track, é consenso no governo que, como está, não dá mais. Um exemplo específico é a proposta de José Serra para extinguir a participação obrigatória da Petrobras nos campos do pré-sal. Às vésperas do impeachment de Dilma Rousseff, Temer tratou do assunto como prioridade absoluta em suas elucubrações pré- presidenciais. Pedro Parente assumiu o comando da Petrobras com a promessa de Temer de mudança na lei, considerada fundamental para o deslanche do pré- sal. E, ainda assim, o projeto praticamente não andou no Senado. Hoje, nas mais otimistas projeções do governo, ele só entrará na pauta de votação em aproximadamente 120 dias.  No caso da área de infraestrutura, o governo parte da premissa de que não adianta estipular um prazo máximo para a aprovação de um determinado procedimento por um órgão técnico, como o Ibama, se o próprio Congresso tem a prerrogativa de barrar ou acelerar um projeto como bem quiser. A Câmara dos Deputados, por exemplo, tem uma hierarquia para a tramitação de projetos, dividida em três níveis: ordinário (votação em até 40 sessões em cada uma das comissões), prioridade (10 sessões para cada comissão) e urgência (máximo de cinco sessões, com andamento simultâneo nas comissões). O fast track, que é definido como uma transferência de competência ou outorga de poder, desbastaria camadas de resistência parlamentar. Mas há quem diga que boas ideias de caráter administrativo, muitas vezes consideradas estratégicas para a obtenção de resultados, não raras vezes são péssimas iniciativas sob o ângulo da perspectiva democrática. Espera-se que não seja o caso.

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nelson-silva
29.06.16
ED. 5400

Orelha da Shell ferve na Petrobras

 A Shell não gostou nem um pouco da escolha de Nelson Silva como assessor de Pedro Parente na Petrobras. O executivo comandou até o início do ano a BG, que se fundiu com o grupo angloholandês no ano passado. A fonte do RR, muito próxima da Shell, informou que a saída de Silva da companhia não foi nada amistosa. A separação foi marcada por promessas não cumpridas de que o executivo ficaria no cargo para fazer uma longa transição na gestão da BG. Agora, ao pé do ouvido de Pedro Parente, Nelson Silva poderá ser um privilegiado opositor dos interesses de seus ex-patrões. Detalhe curioso: durante a gestão de Aldemir Bendine, Silva penou séculos para ser recebido pelo presidente da Petrobras. Por ironia do destino, agora vai falar todos os dias com o timoneiro da estatal.   • As seguintes empresas não se pronunciaram: Shell e Petrobras .

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27.06.16
ED. 5398

“Bolsa-Bolsa”

 Pedro Parente decidiu que acumulará o comando da Petrobras com a presidência do Conselho da BM&F Bovespa. Parente disse que faz questão de acompanhar o processo de aquisição da Cetip. Ele considera que a consolidação será sua grande contribuição ao mercado de capitais.  Há quem enxergue outro motivo para a disposição de Parente de fincar um pé em cada empresa: os rendimentos. Se ficasse só na Petrobras, Parente estaria pagando para trabalhar. Para se ter uma ideia, seu salário na Bunge com bonificações era mais do que o dobro pago pela estatal. Mesmo juntando o que ganha na BM&F, ainda sai no prejuízo. Em tempo: Parente recebe R$ 106 mil mensais da Petrobras.         

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A diretoria do Banco do Brasil está disposta a fazer a baixa contábil de boa parte dos créditos contra a Sete Brasil, que totalizam R$ 3,5 bilhões. Seguiria, assim, os passos do BTG e da Petrobras, que já lançaram em balanço, respectivamente, R$ 1 bilhão e R$ 900 milhões em dívidas da companhia. Procurado, o BB não quis se pronunciar, alegando sigilo comercial e financeiro.

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bambui
21.06.16
ED. 5394

Crise da Petrobras provoca estiagem na Bambuí Bioenergia

 A Bambuí Bioenergia é uma daquelas empresas que a Petrobras deverá vender apenas para não ter mais prejuízo – e não para fazer caixa. Trata-se de um ativo em combustão. Dos três grupos sucroalcooleiros dos quais a estatal é acionista, ninguém tem sofrido mais com a decisão da Petrobras de virar as costas para o setor. A Bambuí – uma associação entre a Petrobras (44%) e a Turdus Participações (56%), do usineiro José Geraldo Ribeiro – está no limite da sua capacidade de sobrevivência. Segundo o RR apurou, desde o início do ano a companhia estaria atrasando o pagamento de salários e de fornecedores. Ao mesmo tempo, vem encontrando dificuldades para assegurar o suprimento de matéria-prima a sua usina na cidade de Bambuí (MG): os agricultores da região estariam condicionando a venda de cana-de-açúcar ao recebimento à vista.  A usina tem operado apenas à metade da sua capacidade, com impacto direto sobre a receita e a geração de caixa da companhia. Entre os próprios executivos, cresce a percepção de que a recuperação judicial seria a única saída. Sua dívida já está na casa dos R$ 450 milhões, sendo aproximadamente R$ 160 milhões com vencimento ao longo dos próximos 12 meses. O maior credor financeiro é o Banco do Brasil. Procurada pelo RR, a Petrobras limitou-se a informar que cumpriu todas as obrigações contratuais do acordo com a Bambuí Bioenergia. A estatal não se pronunciou sobre as dívidas e a hipótese de recuperação judicial da sucroalcooleira.  A Petrobras é o paradoxo da Bambuí, razão da existência e do esfarelamento da companhia mineira. Sem o aporte de R$ 150 milhões da estatal, provavelmente a usina não teria saído do chão. Em contrapartida, a crise da Bambuí é, em essência, a crise da Petrobras, que, no último ano, estancou seus investimentos no setor de bioenergia. Os outros dois grupos sucroalcooleiros com participação da Petrobras Biocombustíveis – Guarani e Nova Fronteira /São Martinho – têm uma razoável musculatura, o que lhes permite suportar a estiagem financeira da acionista e o impasse que cerca o próprio futuro das operações da estatal na área sucroalcooleira. Não é o caso da Bambuí. José Geraldo Ribeiro se vira como pode. No início do ano, viu-se forçado a fazer um aporte emergencial de R$ 50 milhões, recursos insuficientes para cobrir as obrigações de curto prazo da empresa. Por duas vezes, o usineiro tentou vender sua participação, mas ninguém se arriscou a se sentar ao lado da Petrobras, hoje muito mais um ponto de interrogação do que um sócio. A seguinte empresa não se pronunciou: Bambuí Bioenergia

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21.06.16
ED. 5394

Mais cartas

 Da mesma forma que a Petrobras faz força para pular fora da participação compulsória no pré-sal, os Correios já não querem mais ter o mesmo tratamento na entrega de correspondências. Consultada, a estatal nega ter interesse na quebra do monopólio. No entanto, segundo o RR apurou, o assunto já é discutido pela nova diretoria da empresa. A obrigatoriedade tem exigido investimentos volumosos da companhia, mas a rentabilidade é inferior a 5%. A operação responde por metade da receita; há cinco anos, esse índice era superior a 70%. Está faltando um Pedro Parente nos Correios.

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20.06.16
ED. 5393

Novo capítulo

A Petrobras, que já cobra judicialmente quase R$ 2 bilhões em dívidas da Eletrobras relacionadas ao fornecimento de combustíveis para distribuidoras do grupo, deverá acrescentar mais alguns valores no contencioso. A companhia estuda levar para os tribunais uma dívida de R$ 5 bilhões que a Eletrobras tem com a Cigás. Procurada, a Eletrobras diz que negociou a dívida. Faltou combinar com a Petrobras: segundo ela, o assunto ainda está pendente.

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petroleo
17.06.16
ED. 5392

E se houvesse uma lei para os preços do petróleo?

 Um ex-conselheiro da Petrobras sugeriu a Pedro Parente que se empenhe para a criação de uma lei de “responsabilidade dos preços do petróleo”. O novo instrumento garantiria que eventuais manipulações do valor de venda dos combustíveis seriam descontadas no orçamento da União. Se o governo tomasse a decisão de não acompanhar a paridade dos preços internacionais, problema dele e não da estatal. A Petrobras teria seu dinheiro de volta.  Nos últimos anos, o uso do artificialismo no controle da inflação corroeu mais a sua saúde financeira do que as bobagens cometidas pelos gestores e o “petrolão”. Pedro Parente iniciou corretamente sua administração, defendendo que a empresa tenha total independência para a formação dos preços dos seus produtos. Disse ter a garantia do presidente Michel Temer de que o governo não mais interviria na questão. Não chega a ser grande coisa, se for observada a agenda de recuos de Temer. Se Parente conseguir transformar a boa intenção em lei, vai para a galeria dos maiores personagens da história da Petrobras.

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br-distribuidora
16.06.16
ED. 5391

BR Distribuidora dá a ignição no programa de privatizações

 A volta do governo Michel Temer ao passado já tem endereço certo: a BR Distribuidora. A venda da companhia marcará a retomada do processo de privatização encerrado junto com a gestão FHC. Das três propostas recebidas pela Petrobras no início desta semana, a preferência da diretoria da estatal recai sobre as ofertas apresentadas pela GP Investimentos e pela Advent. Nos dois casos, segundo o RR apurou, a negociação envolve a transferência do controle da BR. A exceção é a Vitol, uma das maiores tradings de petróleo e derivados do mundo, com sede na Suíça, O grupo teria formalizado seu interesse em ficar com uma participação inferior a 49% da distribuidora. Ressalte-se que dentro da Petrobras ainda não há um consenso em relação ao desfecho da operação. Representantes dos trabalhadores no Conselho ainda consideram a distribuição de combustíveis um negócio estratégico para a companhia e discordam da venda do controle da BR. No entanto, a vontade de Pedro Parente e, portanto, do governo deverá prevalecer. Até prova em contrário, o executivo chegou à estatal com carta branca para tudo.  Dói à alta direção da Petrobras que, no atual cenário, a companhia seja forçada a engolir a venda da BR a um preço subavaliado. Em outro momento, a operação representaria um reforço de caixa substancial para a empresa. Mas, em outro momento, talvez nem fosse necessário se desfazer da distribuidora. Engessada pelas limitações financeiras da sua nave-mãe, a BR tem visto a concorrência encostar nos seus calcanhares, algo que parecia inimaginável há alguns anos. A pressão ficou ainda maior com o anúncio da venda da Ale para o Grupo Ultra. Com a operação, a bandeira Ipiranga ultrapassará a estatal em número de postos: 9,2 mil contra 8,1 mil. Na venda de gasolina, a disputa irá para o photochart: o Ultra atingirá uma participação de mercado de 25,3%, milímetros atrás da BR (25,8%). No segmento de etanol, a ultrapassagem já está consumada. Com a Ale, a rede Ipiranga passará a ter quase 21% das vendas de álcool no país, contra 20% da BR. Procurada pelo RR, a Petrobras não comentou o assunto.

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gasoduto
10.06.16
ED. 5387

Brookfield mergulha nos dutos da TAG e da NTS

 Sai o monopólio estatal e entra o privado. Sai a Petrobras e entra a Brookfield. O grupo canadense, que tem acordo de exclusividade com a estatal na negociação de compra da Nova Transportadora do Sudeste (NTS), parte para cima da Transportadora Associada de Gás (TAG). Juntas, as duas empresas da Petrobras formam um colosso de dutos nas regiões Nordeste e Sudeste, com 6,5 mil quilômetros de extensão, equivalente a 70% de toda a rede de gasodutos do país. Para a estatal, a venda casada é uma dádiva. A empresa fez um spin off na TAG e criou a NTS justamente para facilitar a venda separada da malha de dutos. Mas, pelo jeito, comprar as duas juntas, a custo avaliado no mercado em US$ 5 bilhões, não é problema para a Brookfield. A companhia tem se revelado um polvo com tentáculos para todo tipo de negócio – de rodovia a energia, passando pelo setor imobiliário. O gigante canadense tem cerca de US$ 225 bilhões em ativos sob sua gestão no mundo e escolheu o Brasil como uma das prioridades de investimentos. Procurada, a Petrobras confirmou a negociação para a venda da NTS. Sobre a TAG, nada informou. Já a Brookfield preferiu não comentar.  Com a venda conjunta da TAG e da NTS, a estatal apenas dará de bandeja o monopólio para os canadenses. Vale a ressalva de que a Petrobras não está agindo à margem da lei ou mesmo da regulamentação do setor. Mas isso não significa que a transação não enfrentará enormes obstáculos para sua aprovação na Agência Nacional de Petróleo (ANP) e no Cade. A fonte do RR, especialista no assunto e com bom trânsito na ANP, informou que a diretoria deverá analisar o caso à luz da nova lei do gás. O marco legal promove a concorrência no setor e estabelece o uso compartilhado dos novos dutos pelos chamados carregadores. Esses usuários podem, por meio de licitações, fazer ofertas de compra de parte da capacidade ociosa do duto. Uma única empresa privada ser dona de 70% da malha dutoviária não é exatamente um estímulo à concorrência, preconizada pela nova lei do segmento.  De outro lado, o Cade também deverá ser um complicador para a venda da NTS e da TAG para a Brookfield. O órgão antitruste tem sido rigoroso na avaliação de transações que promovem grande concentração de mercado, como é o caso da transferência de controle das duas transportadoras. A Petrobras já era monopolista antes da adoção da nova lei do gás. A incerteza da estatal e do grupo canadense é se o órgão antitruste terá boa vontade ao analisar a compra de dois terços do mercado de transporte de gás do país em transação feita após a mudança da legislação.

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furnas
09.06.16
ED. 5386

Furnas é candidata a abre-alas do programa de privatizações

  Assim como encontrou no “Ordem e Progresso” um slogan para o seu governo, o presidente interino Michel Temer acredita ter achado o emblema do seu programa de privatizações. Furnas deverá ser a escolhida para puxar a fila de estatais ofertadas à iniciativa privada. No entendimento do governo, a subsidiária da Eletrobras tem o “physique du rôle” adequado para inaugurar o processo de desmobilização de ativos da União. Se não tem o porte de uma Caixa Econômica Federal ou, quiçá, de uma Petrobras, nem de longe resvala nas arestas que praticamente inviabilizam qualquer tentativa de venda de dois colossos como estes – no caso da petroleira, então, seria um suicídio político.  Ainda que não esteja no top five das estatais, Furnas tem um notório peso no setor elétrico. Responde por um quarto do parque gerador do Sistema Eletrobras, com 10 mil MW de capacidade instalada entre 12 hidrelétricas e duas térmicas. Concentra praticamente um terço da rede de transmissão do grupo, com 23 mil quilômetros de linhas. É bem verdade que o futuro controlador terá a missão de fazer um ajuste na companhia, que vem de recorrentes prejuízos – quase R$ 500 milhões nos últimos dois anos. Em contrapartida, quem comprar a estatal carregará mais de 20% da receita total da Eletrobras, ou algo em torno de R$ 6,5 bilhões ao ano. Por essas razões, o governo interino de Michel Temer está convicto de que Furnas tem o punch necessário não apenas para simbolizar o programa de desestatização, mas, sobretudo, para afiançar ao mercado que ele não é apenas uma “promessa de campanha”.  Caberá ao secretário de investimento, Moreira Franco, a missão de clonar o programa de privatizações puro-sangue da era FHC. Aliás, vem de lá a disposição de se desfazer da joia da coroa do Sistema Eletrobras. A ideia surgiu no segundo mandato de Fernando Henrique. Muito antes de Sergio Moro ou de Rodrigo Janot, o então governador Aécio Neves também se manifestava favorável à privatização da empresa. Com modelos diferentes, a alienação de parte do capital de Furnas foi cogitada também nos governos Lula e Dilma.  Bem recentemente, o presidente de Furnas, Flávio Decat, executivo de confiança da presidente afastada Dilma Rousseff, reuniuse com representantes sindicais para apresentar uma proposta de abertura de capital da empresa. A ideia era vender até 49% da companhia. A venda do pedaço com a manutenção do controle, no entanto, não interessa a Temer e cia. O secretário de investimentos já disse em boa voz: “Vamos privatizar de verdade e não para fazer cena”.

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br-properties
09.06.16
ED. 5386

BTG vira a página na BR Properties

 O BTG atravessou mais uma estação da via crucis que tem percorrido para vender ativos e recompor sua estrutura de capital. O banco desfez-se de quase toda a sua participação na BR Properties, na esteira da oferta pública realizada pelo GP – novo controlador da empresa de investimentos imobiliários. O BTG teria amealhado cerca de R$ 500 milhões com a negociação de 14% da BR Properties – em dezembro, já havia embolsado R$ 460 milhões com a venda de outro lote de ações. O banco ainda manteve uma fatia residual de 4%, mas, a partir de agora, sem qualquer participação na gestão. Será um mero espectador numa empresa que já foi sua.  Para as circunstâncias, aceitar a oferta do GP – com um ágio de mais de 37% sobre o atual valor de mercado – era o que de melhor o BTG poderia fazer com um papel que acumula queda de 20% nos últimos 12 meses e de 70% em três anos. Agora, o banco se volta para uma etapa bem mais complexa da sua peregrinação em busca de capital: a venda da sua participação na PetroAfrica, a associação com a Petrobras costurada por André Esteves que tanta controvérsia gerou. Mas essa já é outra história. A seguinte empresa não comentou o assunto: BTG.

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 O novo presidente da Petrobras, Pedro Parente, está decidido a realizar uma nova auditoria na Transpetro. Será a segunda devassa na subsidiária em pouco mais de um ano – a primeira, no início da gestão Aldemir Bendine, foi conduzida pelos escritórios Gibson, Dunn & Crutcher e Trench, Rossi e Watanabe. Procurada pelo RR, a Petrobras não comentou o assunto.

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06.06.16
ED. 5383

Blindagem

 Pedro Parente assumiu o comando da Petrobras com carta branca para mexer no comando das controladas da estatal. O executivo acertou com o presidente Michel Temer que serão escolhidos para os cargos somente técnicos de carreira da companhia. Resta saber por quanto tempo Temer cumprirá o acordado.

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pedro-parente
03.06.16
ED. 5382

Petrobras já conta com o dinheiro das elétricas no caixa

 O novo comandante da Petrobras, Pedro Parente, conta como líquido e certo que Michel Temer vai sancionar nos próximos dias a Medida Provisória 706, aprovada pelo Senado na última terça-feira, véspera da posse do executivo. Parente já ganhou do governo federal a promessa de que os reajustes dos preços dos combustíveis não mais estarão subordinados à política econômica. Conta agora com o apoio do governo federal para obter um reforço no caixa da companhia. Se a MP for sancionada, a Petrobras conseguirá receber ainda nesse ano a totalidade ou a maior parte do pagamento de uma dívida de aproximadamente R$ 10 bilhões da Eletrobras com a companhia. O débito está relacionado à compra de combustível para o abastecimento de termelétricas que fornecem energia a distribuidoras da holding de eletricidade na Região Norte. É o maior crédito da petroleira no mercado brasileiro, cujo valor chega bem perto do que a companhia pretende arrecadar com o plano de vendas de ativos em 2016 – aproximadamente R$ 14 bilhões.  O caso mais grave está localizado no Amazonas. A Eletrobras tem se valido de seguidas liminares na Justiça para impedir que a Petrobras venda combustível à distribuidora amazonense apenas mediante pagamento à vista. A MP 706 não apenas autoriza que as dívidas das distribuidoras de Rondônia, Roraima, Amapá e Amazonas sejam pagas parcialmente com o aumento das tarifas de energia elétrica em todo o país como também autoriza que o restante seja quitado com repasses do Tesouro para o grupo Eletrobras.  Joga a favor do pleito de Parente o fato de que, se não houver repasse das dívidas para as tarifas, o Tesouro terá de arcar com tudo ou, no limite, deixar o endividamento contaminar cada vez mais o caixa dessas distribuidoras até o limite da insolvência. A situação impediria a privatização das companhias e ainda abriria espaço para uma – há bem pouco tempo impensável – intervenção da Aneel nas quatro distribuidoras. —  Na cerimônia de posse da presidência da Petrobras, Pedro Parente deu a entender que não conta com um aporte do Tesouro na Petrobras. Bulhufas! Parente estava na frente de Henrique Meirelles, que projetou um déficit primário de R$ 170 bilhões; um déficit que pode ser ainda maior. Se dissesse o contrário, abriria uma crise no governo logo após a conclusão da sua posse. Mas todos sabem que cortar gastos e vender ativos não é suficiente frente ao tamanho do passivo da empresa. Uma forma mimética de capitalizar a estatal seria fazer um encontro de contas entre a Petrobras, BNDES e Tesouro Nacional. Em vez de repassar R$ 40 bilhões à União, conforme está previsto, os recursos seriam destinados à Petrobras. A capitalização, de uma forma ou de outra, não tarda. A não ser que haja intenções inconfessáveis em relação à estatal.

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31.05.16
ED. 5379

Venda integral

 O novo presidente da Petrobras, Pedro Parente, pretende avançar muitas jardas no plano de desmobilização de ativos da estatal. Uma das propostas é elevar o número de subsidiárias integralmente alienadas. A medida atingiria até a Gaspetro, que já teve 49% do capital negociados para a Mitsui . Procurada pelo RR, a Petrobras não comentou o assunto.

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24.05.16
ED. 5375

Espelho meu

 Garantido no cargo mesmo com a chegada de Pedro Parente à presidência da Petrobras, o influente diretor financeiro da estatal, Ivan Monteiro, trabalha pela permanência de seu congênere na BR, Carlos Alberto Tessarollo.

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 Além do Ultra e da holandesa SHV/Supergasbras, há dois novos interessados na Liquigás. A mexicana Pemex e o fundo Canada Pension Plan costuram uma oferta conjunta pela distribuidora de GLP da Petrobras. A empresa estaria avaliada em aproximadamente R$ 1,5 bilhão. Procurada pelo RR, a Petrobras não comentou o assunto.

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16.05.16
ED. 5369

Discreto

 O ex-ministro da Casa Civil no governo FHC, Pedro Parente, discretamente alcançou a pole position na disputa pela presidência da Petrobras.

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aporte
12.05.16
ED. 5367

Aporte nas estatais está no topo da agenda Temer

 As capitalizações da Petrobras e da Eletrobras, com recursos do governo, já está contratada junto ao futuro ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. É consenso entre os próceres de Michel Temer que o nível de endividamento das duas empresas superou a instância corporativa e beira a irresponsabilidade cívica. Ambas as estatais têm uma participação no crescimento econômico insubstituível. E encontram-se aos frangalhos devido a um passivo que não tem solução fora da injeção de recursos públicos. A estimativa é que a Petrobras não sai do ponto em que se encontra se não for capitalizada em R$ 100 bilhões. Essa ordem de grandeza não dispensa corte de despesas e de investimentos e venda de ativos. É uma medida indispensável, conforme Armínio Fraga, que vem sendo cogitado para a presidência da Petrobras. Quando o economista se manifesta publicamente a favor de um aporte de capital na estatal, existem pelo menos três hipóteses: ou ele está com a carteira da sua gestora de recursos abarrotada de papéis da dita cuja; ou faz o seu próprio lobby para o cargo; ou exerce o hábito de ser palpiteiro. O RR considera a terceira hipótese como a mais provável.  O modelo que está sendo cogitado é um derivativo da proposta do BTG de conversão da dívida da Petrobras junto aos bancos públicos. Em um novo ambiente econômico, com um dólar na faixa de R$ 3,20, previsão da própria estatal, a regulamentação das leis que retiram a obrigatoriedade de participação em 30% nos campos do pré-sal e o fim da exigência do similar nacional, é razoável esperar que a capitalização da empresa seja acompanhada pelo acionista minoritário. No final do ano passado, ainda com Joaquim Levy na Fazenda, e no início deste ano, com Nelson Barbosa na Pasta, Aldemir Bendine bateu na porta de ambos com o mesmo pedido. Não foi atendido. A perspectiva agora é a de que a dívida pública bruta é um problema consumado, para se resolver apenas mais à frente. O débito das estatais não pode mais ser ignorado.  A capitalização da Eletrobras será menos espetaculosa, mas não menos relevante do que a da Petrobras. Há engenhosidades sendo preparadas no laboratório de Minas e Energia de Michel Temer. Elas passam fundamentalmente pela área de transmissão. As participações da Chesf, Furnas, Eletronorte e Eletrosul no setor seriam transferidas para a própria holding, mais precisamente para um novo braço da estatal: a Eletrobras Transmissão. Esta empresa já nasceria como dona do maior colar de ativos no transporte de energia elétrica do país, com participação em quase metade das linhas transmissoras em operação e em fase de implantação. Ou seja: em uma das mãos, ativos maduros, já amortizados; na outra, a garantia de receitas futuras com a entrada em cena das novas concessões. Um mix que seria ofertado ao mercado numa bandeja de prata com a abertura de capital da Eletrobras Transmissão. Por vias oblíquas, o governo captaria recursos para a empresa-mãe tocar projetos prioritários, notadamente na área de geração – a começar pela construção das usinas do Tapajós. Nesse caso, aliás, Temer já vai receber de herança o modelo e o edital para a concessão das hidrelétricas.

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10.05.16
ED. 5365

Será o Armínio?

 Dois nomes estão bem cotados para a presidência da Petrobras no governo Temer: o ex-BRF Nildemar Secches e o banqueiro de investimentos Armínio Fraga. Se Armínio quiser, ele leva.

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petrobras-aposentados
09.05.16
ED. 5364

Petros é o “fundo de imprevidência” da Petrobras

 Os funcionários e aposentados da Petrobras estão em pé de guerra com a direção da Petros. Segundo o RR apurou, as entidades que reúnem os participantes do fundo de pensão – a começar pela maior de todas, a Ambep (Associação de Mantenedores-Beneficiários da Petros) – vão entrar na Justiça para suspender o plano de equacionamento do déficit atuarial elaborado pela entidade, na linha do “eu devo e vocês pagam”. Os beneficiários pretendem também exigir o afastamento do presidente da Petros, Henrique Jäger, e do diretor de investimentos, Licio da Costa Raimundo.  A diretoria da Petros já sinalizou que os aposentados e pensionistas terão de pagar a conta pelo rombo nas finanças da fundação. O caso mais dramático é do PPSP, o maior dos planos administrados pelo fundo de pensão, com 60 mil participantes. O rombo na carteira passa dos R$ 15 bilhões. O plano alinhavado pela Petros prevê o aumento gradual da taxa de contribuição paga mensalmente pelos beneficiários – o índice varia de 3% a 14,5% dos vencimentos mensais de acordo com a renda. O novo intervalo ainda não foi formalmente fixado, mas, segundo informações filtradas junto à fundação, ele subiria para algo entre 6% e 20%. Ou seja: a contribuição dos aposentados e pensionistas que recebem menos duplicaria.  Procurada pelo RR, a Petros informou que “não recebeu notificação sobre qualquer decisão judicial dessa natureza”. Informou ainda que não “pode se manifestar sobre valores finais de 2015 enquanto as demonstrações contábeis não estiverem aprovadas”. No entanto, a Petros confirma que o “déficit demandará a construção de um plano de equacionamento, que será amplamente discutido com a patrocinadora, representantes dos participantes e assistidos do PPSP e Previc”. Por sua vez, a Ambep não se pronunciou.  Os funcionários e aposentados da Petrobras estão sob a tempestade perfeita. A Lava Jato é parte importante do temporal: as dívidas da própria mantenedora com a Petros já beiram os R$ 13 bilhões, o equivalente a 60% do déficit total da fundação – estimado em mais de R$ 20 bilhões. As desastrosas – para se dizer o mínimo – decisões de investimento tomadas pela direção do fundo nos últimos anos também ajudaram a dizimar as finanças da entidade. Neste rol, entram negócios que caminham na fronteira da catástrofe e da suspeição, como a Lupatech e, sobretudo, a Sete Brasil.  Há ainda operações no mercado de capitais que, se não controversas, sugerem ao menos uma imprevidência ou má gestão dos recursos da Petros. Em fevereiro, após uma longa queda de braço com a Dasa, a fundação aceitou a oferta pública de R$ 10,50 por ação e vendeu a sua participação de 10% na rede de laboratórios. Dois anos antes a Dasa havia proposto R$ 14 pelo papel. Os aposentados da Petrobras se perguntam por que cargas d´água a direção do fundo não esperou por uma recuperação das cotações em vez de engolir um preço 25% mais baixo. A Petros confirma a venda das ações, mas alega que foi obrigada a fechar negócio, contra a sua vontade, por conta da saída da Dasa do Novo Mercado.

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shell
05.05.16
ED. 5362

Shell aumenta sua aposta no pré-sal

 A Shell está envolvida simultaneamente em duas operações capazes de alavancar significativamente sua posição no mercado brasileiro de E&P. De um lado, estaria negociando a compra de parte das ações da Petrobras no megacampo de Libra, o mais celebrado dos ativos do pré-sal; do outro, já teria apresentado uma oferta pelos 25% da Repsol Sinopec em Sapinhoá, na Bacia de Santos. Nos dois casos, a Shell está dobrando sua aposta em operações das quais já participa. Em Libra, a empresa ampliaria sua fração de 20% para 30%, tornando-se a maior acionista, ao lado da própria Petrobras – juntas têm 60%. O restante das ações permaneceria nas mãos da Total e das chinesas CNOOC e CNPC. Em relação à Sapinhoá, a Shell se tornaria sócia majoritária com 55% – a companhia já detém 30% do consórcio herdados com a aquisição do controle mundial da BG. Os outros 45% estão nas mãos da onipresente Petrobras. Juntos, os campos de Libra e Sapinhoá somam de 10 a 14 bilhões de barris em reservas estimadas.  Entre sístoles e diástoles, a Shell tem feito uma rearrumação em seu portfólio de ativos no Brasil. A nova temporada de aquisições sucede um ciclo de desmobilização de participações que se estendeu ao longo dos últimos dois anos. Nesse período, entre outras operações, os anglo-holandeses venderam 23% do Parque das Conchas (BC- 10), na Bacia de Campos, para a Qatar Petroleum . Desfizeram-se também de 20% do BM-ES-23, no Espírito Santo, negociado para a tailandesa PTTEP . Procuradas pelo RR, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Shell, Repsol Sinopec e Petrobras .

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05.05.16
ED. 5362

Fora de hora

 Primeira bobagem do autodeclarado presidente Michel Temer: anunciar que trocará os presidentes do BC, do BB e da Petrobras, “um daqui a um mês, outro um pouquinho mais”. Com a declaração, ele desautoriza os atuais executivos e deixa a gestão meio acéfala. E fica sempre a dúvida se um mês pode virar dois meses, e um pouquinho mais um tempinho.

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Após comprar 49% da Gaspetro, a Mitsui tem um novo alvo entre os ativos da Petrobras: a aquisição do controle da Gas Brasiliano, uma das distribuidoras de gás em São Paulo. Os japoneses entrariam na operação de mãos dadas com a chinesa Beijing Gas – curiosamente derrotada pela própria Mitsui na disputa pela Gaspetro. Procurada, a Mistui não comentou o assunto.

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 No que depender de Wellington Moreira Franco, Aldemir Bendine permanece na presidência da Petrobras. Na visão de Moreira, não será bom fazer um turnover tão rápido na estatal. Qualquer mudança ficaria para um segundo momento. Enquanto isso, Bendine seguiria dando expediente às terças, quartas e quintas, fazendo jus ao apelido de “presidente TQQ” que recebeu dos próprios funcionários da companhia.

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25.04.16
ED. 5354

Total acelera no mercado de combustíveis

 A Total vai fincar bandeira no mercado brasileiro de distribuição de combustíveis. Segundo o RR apurou, o grupo francês contratou a consultoria Estáter para vasculhar o setor em busca de ativos. Na mira, redes com forte atuação regional e, no mínimo, 100 postos. Vestem esse figurino, por exemplo, a Petrobahia e a paranaense CiaPetro, que, juntas, somam aproximadamente 330 pontos de atendimento. De acordo com informações filtradas junto à própria Total, a meta da empresa é chegar ao patamar de 600 postos até o próximo ano, o que a transformaria na quinta maior distribuidora do país, atrás de BR, Ipiranga, Raízen e Ale.  Em outro front, a Total surge também como um potencial candidato a fisgar postos da própria BR Distribuidora. Diversos revendedores da estatal têm virado a casaca insatisfeitos com a política de royalties da companhia. Quem mais tem cooptado distribuidores da BR é a Ipiranga/Grupo Ultra – ver RR de 10 de julho de 2015.  Há cerca de três anos, não custa lembrar, a Total ensaiou sua entrada no setor. Eram outros tempos: com o barril acima dos US$ 100, toda a aposta dos franceses estava concentrada na exploração e produção de petróleo e gás – o grupo é sócio da Petrobras no megacampo de Libra e de outros 15 blocos de exploração e produção no país. Na ocasião, a Total chegou a assinar um contrato de exclusividade para negociar a compra do controle da rede de postos Ale, mas não houve acordo em relação ao preço. Se, por um lado, o fracasso nas tratativas com a Ale impediu que a Total comprasse a quarta maior distribuidora de combustíveis do país, por outro os franceses voltam ao jogo em condições bastante favoráveis, por conta do câmbio e da depreciação dos ativos. Procurada pelo RR, a Total não comentou o assunto.

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18.04.16
ED. 5350

Dupla dinâmica

 A prisão do ex-senador Gim Argello calou fundo em Renan Calheiros. Nos últimos dois anos do mandato de Argello, encerrado em 2014, ambos despachavam juntos praticamente todos os dias. Era o auge da CPMI da Petrobras, na qual Argello mandou e desmandou.

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15.04.16
ED. 5349

Entreouvido

 Palavras de Ciro Gomes sobre a situação da Petrobras: “Falta um cabra macho para domar aquela companhia”. Vai ver que falta mesmo

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13.04.16
ED. 5347

Out of Africa

 O plano de desmobilização de ativos da Petrobras , aquele que não ata nem desata, chegou à África. A estatal abriu negociações para a venda de suas participações nos blocos de Ntsina Marin e Mbeli Marin, no Gabão. Procurada pelo RR, a Petrobras não comentou o assunto.

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11.04.16
ED. 5345

Economia segue no breu com ou sem impeachment

 A julgar por um relatório de conjuntura do Ministério da Fazenda, a maior previsibilidade decorrente da votação do impeachment não terá um impacto significativo no crescimento do PIB até o fim do governo. Segundo documento interno, ao qual o RR teve acesso, o cenário provável, e não dito, é ainda um pouco pior do que o avalizado pelas previsões do Boletim Focus. A economia desceria a ladeira em torno de 4,5% a 5%, em 2016. Em 2017, a queda do PIB ficaria entre 0,2% e 0,5%. Só em 2018, a taxa negativa seria revertida para um crescimento entre 1% e 1,8%. O Focus mais recente, divulgado em 1º de abril, prevê queda de 3,73% neste ano e crescimento de 0,3% em 2017. O fator considerado determinante para a mudança em direção a um viés mais positivo seria o da implementação de reformas, a exemplo da Previdência, a partir de 2017, o que poderia impulsionar o PIB de 2018. De qualquer forma, sob o ângulo do crescimento econômico, o segundo governo Dilma – mesmo dividido com o primeiro Temer – será imbatível como o período mais negativo da história do Brasil pós-ditadura. No cenário otimista, os números da Fazenda encostam nos do Focus: uma queda do PIB de 3,1% neste ano e alta de 1% em 2017.  Os técnicos acreditam que os pontos mais positivos – ampliação do ajuste externo, expressivo da repatriação de recursos, alguma melhoria nos termos de troca, queda da inflação e redução das taxas de juros – não são estímulos suficientes ao aumento necessário dos investimentos. O governo continuará lidando com o fator Lava Jato e a insegurança que a operação produz junto aos investidores. A Petrobras permanecerá se arrastando neste biênio e contribuindo bem abaixo do seu potencial para o aumento da formação bruta de capital fixo. E a indústria prosseguirá dependente da brisa soprada pelo câmbio, arrefecida em função de uma aguardada fase de valorização do real já a partir do segundo semestre deste ano. Com Dilma Rousseff ou com Michel Temer, a expectativa é que a rearrumação da economia tenha um impacto contracionista do PIB até 2018.

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07.04.16
ED. 5343

Trapalhada de Bendine vai para a conta de Dilma

 Da CVM às tradings de petróleo, passando pelas instituições do mercado de capitais, por ex-conselheiros das estatais, analistas, petroleiros e desaguando no próprio Palácio do Planalto: todos, sem exceção, fizeram ácidas críticas à ausência de uma operação de comunicação decente de Aldemir Bendine enquanto a Petrobras ia sendo jantada nas bolsas e nas mídias. O vazamento sobre a improvável decisão de redução dos preços dos combustíveis, no último domingo, foi praticamente ignorado pela estatal durante quase todo o dia seguinte, abrindo espaço para uma insurreição do Conselho de Administração e um desabamento das cotações em bolsa. A ideia de reduzir os preços dos combustíveis sem dar pelota para o caixa futuro da companhia é politicamente tão desparafusada que não poderia passar sem um desmentido radical na primeira hora, sob pena da conta do disparate ser debitada a Dilma Rousseff. Ou seja: nessa versão mefistofélica, Dilma exigiria que a Petrobras, em um momento de corte de empregos e investimentos, abrisse mão da sua fonte maior de recursos só para a presidente dar uma boa notícia da redução dos preços da gasolina e nafta. Foi isso que a lerdeza da comunicação de Bendine deixou muita gente pensando. Na terça-feira, consumado o estrago, Aldemir Bendine soltou uma nota cheia de platitudes, dizendo que a Petrobras monitora permanentemente a composição dos preços e achou uma boa hora para discutir a elasticidade preço/venda. Para confirmar que a empresa opera em Marte e não no Brasil, Bendine concluiu a opereta não afirmando coisa alguma, ou seja, que não existia qualquer decisão sobre a medida. Tanta estultice acabou levando Dilma a falar. Para não dinamitar o presidente da Petrobras de imediato, ela reconheceu que existe discrepância entre os preços internos e externos e que a companhia tanto pode mudar quanto pode não mudar. Só para não variar, disse o óbvio.  A redução dos preços dos combustíveis não só afetaria o caixa como teria um impacto simbólico na mão contrária de todo o esforço de reconstrução da imagem da Petrobras, transformando-a em simulacro de uma companhia populista ao melhor estilo venezuelano.  Aldemir Bendine, por sua vez, demonstrou não ter condições técnicas e políticas de presidir a estatal. Dilma deveria retirá-lo imediatamente. Melhor deixá-lo ganhando uns bons trocados em conselhos de administração – como no caso da BRF – do que estragando a Petrobras, que não precisa de ninguém mais para piorar a sua vida.

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05.04.16
ED. 5341

Wärtsilä põe um pé na porta de saída

  A Wärtsilä, gigante mundial da produção de sistemas de geração para plataformas de petróleo e termelétricas, está com um pé fora do Brasil. A empresa já esgotou todo o seu paiol de medidas na tentativa de manter a operação no país, com demissões, redução dos custos e suspensão de contratos com fornecedores. A única planta da companhia no Brasil, localizada no Porto do Açu, no norte do Rio de Janeiro, está paralisada e não há qualquer previsão de retomada das atividades.  A Wärtsilä foi arrastada pela Lava Jato e, em particular, pela débâcle da Sete Brasil. A encomenda de motores para dez sondas para a prestadora de serviços à Petrobras foi cancelada. Para piorar, até o momento os finlandeses não conseguiram fechar qualquer novo contrato que justificasse a reabertura da fábrica do Açu e, no limite, a própria continuidade das suas operações no Brasil. Procurada, a companhia confirma que decidiu “hibernar” a operação do Açu devido aos “adiamentos no prazo de entregas de equipamentos”. A Wärtsilä garante que o “Brasil permanece como um dos principais mercados para a empresa no mundo”.  Apesar de termos publicado o posicionamento da Wärtsila, a companhia procurou o RR, após a publicação da matéria, para esclarecer alguns pontos. Segue o consideramos relevante. O restante já está esclarecido na matéria.  “A companhia classifica como leviana a informação de que fora “arrastada” pelo andamento das operações da Lava Jato, uma vez que suas operações no país não se resumem ao contrato com a Sete Brasil. Com uma base instalada de 2600 MW em 30 usinas e 1166 MW em 271 embarcações e instalações offshore, a empresa atua em três grandes divisões: Energy Solutions; Marine Solutions; e Services, não restringindo, portanto, sua operação ao Delivery Centre Açu (DCA) – unidade que encontra-se em hibernação no aguardo dos novos prazos por parte de seus clientes. No Brasil, a empresa opera seu escritório matriz no Rio de Janeiro e centros de serviços em Niterói (RJ), Manaus (AM) e Recife (PE), além de estar presente em outros seis estados.”

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05.04.16
ED. 5341

Por um fio

 Suba, desça ou mantenha-se o preço do petróleo, Aldemir Bendine está por um fio na Petrobras.

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04.04.16
ED. 5340

Lupatech inicia sua operação desmonte

 A Lupatech – uma das tantas empresas do setor de óleo e gás pisoteadas pela Lava Jato e órfãs dos investimentos da Petrobras – está se desmanchando. Em recuperação judicial, a companhia decidiu fechar uma fábrica na Bahia, lançando mais 350 nomes nas estatísticas de desemprego do “petrolão”. A medida é um reflexo direto da drástica redução de encomendas da Petrobras, que nos áureos tempos, chegou a responder por quase 90% do faturamento da Lupatech. A unidade de Rio das Ostras, no Norte fluminense, deverá ter o mesmo destino e ser desativada. A empresa também vai se desfazer de ativos. O plano de desmobilização deverá ser encabeçado pela Lupatech Oil Field Services, seu braço de prestação de serviços para petroleiras criado a partir da associação com outra empresa do segmento, a Penta OFS.  Por mais paradoxal que possa parecer, a operação de desmonte é a única boa notícia que a Lupatech tem a oferecer neste momento. O imediato enxugamento do grupo é visto pelos acionistas – entre eles Itaú, Banco Votorantim, JP Morgan e BNDES – e pelos credores como a única possibilidade de saída da recuperação judicial e até mesmo de sobrevivência do negócio. A capitalização de R$ 1 bilhão feita pelos sócios no início do ano passado não deu nem para a partida. A empresa tem um passivo de R$ 600 milhões para um patrimônio líquido de R$ 100 milhões. Nos últimos dois anos, perdeu mais de R$ 700 milhões. Procurada pelo RR, a Lupatech não comentou o assunto.

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31.03.16
ED. 5338

Tartaruga verde

 A China National Petroleum Corporation (CNPC) abriu conversações com a Petrobras para a compra de uma participação no campo Tartaruga Verde, com reservas estimadas de 230 milhões de barris. A estatal detém 100% da área, localizada no póssal da Bacia de Campos. Procurada pelo RR, a Petrobras não comentou o assunto.

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30.03.16
ED. 5337

Eletrobras é o fio de esperança na transmissão

 A Eletrobras é a Petrobras às avessas. Se, de um lado, o governo abriu mão da presença compulsória da petroleira no pré-sal; do outro, a holding do setor elétrico terá de engolir a fórceps quilômetros e mais quilômetros de linhas de transmissão. Diferentemente do que previa o modelo original, a Eletrobras vai entrar nos leilões do segmento previstos para abril e julho. A companhia terá participações minoritárias nos consórcios vencedores por meio das controladas Furnas, Eletronorte e Eletrosul. Apenas a Chesf ficará de fora – a companhia foi proibida pela Aneel de participar de novos empreendimentos de transmissão por conta de atrasos em antigos projetos. A entrada em cena da Eletrobras é vista no governo como a única maneira de viabilizar as novas licitações e evitar a repetição do fracasso registrado em novembro do ano passado: das 12 licenças ofertadas, apenas quatro receberam propostas. Na ocasião, a Aneel conseguiu arrecadar apenas R$ 3,5 bilhões, menos de 45% da receita estimada. Consultada, a Eletrobras não quis comentar o assunto.  A escassez de investidores e a ameaça de um novo insucesso falaram mais alto do que a intenção do governo de preservar o caixa da Eletrobras. Mesmo depois de a Aneel incorporar uma série de determinações feitas pelo TCU – a começar pelo fatiamento das licenças em dois leilões e o aumento da taxa de remuneração dos projetos de 8,5% para 9,5% –, faltam candidatos para a licitação. Segundo alta fonte do Ministério de Minas e Energia, até o momento apenas a Taesa – leia-se Cemig e o FIP Coliseu – garantiu sua presença na concorrência de abril. Ainda assim, condiciona sua participação à associação com a Eletrobras.  O desembarque nas duas próximas licitações da Aneel exigirá um contorcionismo financeiro da Eletrobras. A companhia terá de fazer ajustes no seu orçamento, remanejando recursos que estavam originalmente destinados a outros projetos na área de transmissão – o plano de investimentos da estatal prevê cerca de R$ 5 bilhões para este segmento.

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28.03.16
ED. 5335

Estranho no ninho

 Aldemir Bendine não gosta da sede da Petrobras, parece ter alguma coisa contra o Rio e não quer saber de petroleiro. O executivo despacha a maior parte do tempo de São Paulo. Foi também o maior entusiasta da mudança da diretoria para o novo prédio da empresa. E nunca apertou a mão de um funcionário em uma das operações da estatal.

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24.03.16
ED. 5334

Esteves na África

 Delcídio do Amaral destrinchou de cabo a rabo as operações entre André Esteves e a Petrobras na África. É coisa para os próximos capítulos.

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22.03.16
ED. 5332

Campo minado

 A Petrobras está sentada em um megacampo de petróleo na área do pré-sal, segundo fonte da companhia. A estatal conta, reconta e não divulga a descoberta. Em outras épocas, um fato como esse jogaria água fria na fervura política, mas pode ser que a boa nova sequer venha à tona na gestão de Dilma Rousseff. Por ora, de anúncio mesmo só o prejuízo de R$ 35 bilhões em 2015.

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17.03.16
ED. 5329

“Delação premiada” da EY

 Contratada pela Petrobras no âmbito da nova política de governança da estatal, a EY tem sabatinado funcionários da companhia com o objetivo de antecipar eventuais casos de gestão temerária e desvios de conduta. Segundo o RR apurou, uma das missões da consultoria é produzir relatórios que são regularmente encaminhados ao Ministério Público. Quem já viu um desses documentos garante que se trata de uma “delação premiada” tão inócua e improdutiva quanto pretensiosa. Procurada, a EY não se pronunciou, alegando confidencialidade de contrato. A Petrobras também não quis se manifestar.

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16.03.16
ED. 5328

Collor na BR

 O delator premiado Eduardo Musa, ex-gerente da Petrobras, teria escancarado detalhes sobre a relação entre o senador Fernando Collor de Mello e o antigo presidente da BR Distribuidora, José Lima Neto. A conferir.

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15.03.16
ED. 5327

Bendine deixa Sete Brasil a ver navios

  Carlos Lacerda dizia que Roberto Campos ia matar os pobres de fome e os ricos de raiva. Aldemir Bendine, por sua vez, vai matar os bancos tanto de fome quanto de raiva. O presidente da Petrobras não aceitou as propostas feitas até agora pelas instituições financeiras credoras da Sete Brasil. Ele descartou a recuperação judicial defendida pelo BTG. Não foi o único pleito da instituição financeira que esbarrou em Bendine. O executivo brecou também a proposta do BTG para que a Sete Brasil fosse incorporada pela própria estatal. Neste caso, a Petrobras emitiria um lote de ações especiais, que ficariam em poder dos credores. A engenharia foi recebida na petroleira com escárnio.  Aldemir Bendine já fez chegar aos acionistas e bancos que a Petrobras provavelmente precisará de apenas cinco das 28 sondas inicialmente contratadas junto à Sete Brasil. É mais uma ducha de água fria nos sócios e credores da companhia. Antes, havia a expectativa de que a Petrobras confirmaria a compra de, ao menos, dez equipamentos. Na visão dos acionistas da Sete Brasil, está claro que Bendine quer jogar o abacaxi no colo dos bancos, eximindo a estatal de qualquer responsabilidade sobre a recuperação da empresa. Procurada pelo Relatório Reservado, a seguinte empresa não retornou ou não comentou o assunto: Petrobras

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11.03.16
ED. 5325

Lula e Dilma só teriam a Força em outra galáxia

  Há um tempo não mensurável, em uma galáxia nas cercanias, personagens replicantes se confrontam em manifestações pelas ruas da cidade. Os seres análogos a Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, acuados pelas denúncias da oposição, veem exauridas as possibilidades de reagir ao adversário. Ambos perderam seu contato com a Força, leia-se a maioria da população sofrida e carente daquelas paragens do universo. Em um governo de coalizão com a traiçoeira timocracia e fragilizados pelos malfeitos de sua própria espécie, estão encurralados entre a masmorra e o abismo. Em meio à recessão, ao desemprego e à desesperança que se abatem sobre a República, a escolha só poderia ser governar para o povo e com o povo. A política de ajuste focada somente na redução do emprego, na desaceleração da economia e na queda do salário real seria revertida, tornando-se um fabuloso programa social e de retomada do investimento. Com essa decisão, “Dilma do B” unificaria sua base partidária, que se sentia traída pela adoção do receituário das hostes inimigas. O Lula intergaláctico, por sua vez, se tornaria ministro plenipotenciário para assuntos de Estado, com a missão de viabilizar o projeto o mais rapidamente possível, sem que isso significasse um ato de exceção diante de uma eventual condenação da Justiça.  Os replicantes Dilma e Lula ganhariam tempo para conseguir a tonicidade necessária à implementação das grandes reformas estruturais, que teriam sua realização garantida a partir do primeiro biênio de vigência das medidas. Como prova da solidez das iniciativas e da integridade das suas intenções, a dupla proporia a instituição do recall em um ano, contado a partir da data de anúncio das ações. A desaprovação popular, portanto, poderia  ceifar o mandato dessa “Dilma espacial” em pouco mais da metade da sua gestão. Ambos prestariam contas semanalmente em rede nacional de TV sobre os avanços e resultados do novo programa.  Os recursos seriam obtidos em fontes que não exigissem aprovação no Congresso, notadamente mudanças na Constituição, e tampouco implicassem a disparada da dívida pública bruta. A Petrobras seria capitalizada por meio da conversão do seu endividamento junto a bancos públicos em participação acionária e recompra de passivos por um fundo soberano constituído por fração das reservas cambiais. Os recursos da repatriação de capital, da securitização da dívida ativa da União, da venda emergencial de estatais e todo o patrimônio disponível seriam canalizados para esse “New Deal interestelar”. O orçamento da União seria preservado de uma contribuição maior. O governo iria buscar recursos no Banco Mundial, no BID, no Banco dos Brics e, eventualmente, através de dívida soberana para financiar o programa de recuperação do consumo. Os dois simulacros fariam da nova agenda a sua bala de prata para confrontar o exército inimigo. Mesmo que derrotados nessa guerra das estrelas, o ideário da República sobreviveria a um tempo de equívocos e arrependimentos. Cabe a pergunta: a Força estará com eles?

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11.03.16
ED. 5325

Sombra de Putin ronda a Petrobras

 Há um novo e inusitado candidato à compra dos campos de produção da Petrobras. Trata-se do magnata ucraniano Mikhail Fridman, prócer de um seletíssimo grupo de empresários que fez fortuna à sombra de Vladimir Putin. A LetterOne, sua companhia de investimentos, abriu conversações com a estatal e, segundo o RR apurou, já teria acessado o banco de dados disponibilizado pela petroleira.  Dono de um patrimônio tão gigantesco quanto misterioso, Fridman não é um personagem qualquer. A possibilidade de a LetterOne adquirir ativos da Petrobras causa calafrios na própria ANP e no mercado em geral. Fridman carrega um extenso histórico de operações controversas, litígios societários e nebulosas relações com o poder – é suspeito de ligações com a KGB e boa parte da sua fortuna veio da venda da petroleira TNK-BP para a estatal russa Rosneft por US$ 14 bilhões. No ano passado, foi expulso do Reino Unido. O governo do primeiro-ministro David Cameron o obrigou a vender ativos no Mar do Norte por temor de sanções da União Europeia após a invasão russa na Ucrânia. Não por acaso, segundo fontes do RR, o Ministério Público já acompanha os passos de Fridman no Brasil. Em vez de solução, sua presença pode acabar se tornando um problema a mais para a Petrobras e seu plano de desmobilização de ativos.

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09.03.16
ED. 5323

Onipresença

 O acordo que a Petrobras firmou recentemente para a compra de GNL junto à Cheniere, de Houston, contou com a participação de um personagem tão importante quanto discreto. Quem conduziu toda a negociação pelo lado da empresa norte-americana foi o executivo brasileiro Rodrigo Vilanova. Coincidentemente, até setembro do ano passado Vilanova era o gerente executivo de Gás e Energia da própria estatal.

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03.03.16
ED. 5319

Os tucanos de hoje, de ontem, de sempre

  Ainda sobre a conveniente colaboração do PSDB com o governo Dilma Rousseff – claro que nos assuntos que lhe são convenientes – empurrada pela oposição do próprio PT (ver RR de ontem): mesmo que, por linhas tortas, a postura dos tucanos repete outros momentos históricos. Na era Vargas, por ocasião da criação da Petrobras, a UDN (agora sob o codinome do PSDB) virou às costas ao seu ideário liberal e defendeu o monopólio estatal sobre o petróleo. Depois, apoiou medidas progressistas do Executivo apenas para contrariar o PTB, que estava contra. Durante o governo de Jânio Quadros, a esquerda toda deu cobertura à reformulação da política externa enquanto o PSDB (na época, com o codinome de UDN) cortava os pulsos. Como sabemos, nos dois casos, o futuro não deu coisa boa. Não por acaso, conhecido professor, mestre da ciência política no Brasil, informa: “O que anda por aí não vai acabar bem. Surto de violência legal e cívica se aproxima, não havendo indícios de providências para evitá-lo”.

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02.03.16
ED. 5318

PT entrega Dilma de bandeja aos tucanos

 O PT está conseguindo um feito até então considerado impossível: empurrar o PSDB para o lado do governo Dilma Rousseff. Trata-se de um jogo de cartas marcadas, no qual o apoio dos tucanos deve ser entendido como um projeto de captura. Ou seja: se o governo apoiar as “boas ideias” do PSDB, contará com a sua adesão no Congresso e a sua banda de música. Ideias não faltam aos tucanos. O senador Tasso Jereissati esteve no Rio na semana passada caçando mais propostas para o take over de Dilma. A equação é simples assim: se houver impeachment ou cassação da chapa no TSE, o PSDB está pronto para se apresentar; se não houver nem uma coisa nem outra, o governo já estaria todo dominado. Ressalte-se que Aécio Neves não faz parte desta articulação. Ele seria mantido como liderança da tropa de choque do partido.   Tasso foi explícito em relação à estratégia dos tucanos: “Se Dilma optar pelas medidas corretas, nós apoiamos”. Os projetos de lei do senador José Serra caminham na mesma direção, notoriamente o fim da participação obrigatória da Petrobras nos blocos do pré-sal. É como se o PSDB fosse o partido do governo. Por essa lógica, quanto maior for a rachadura entre o PT e o Palácio do Planalto, maior a dependência da gestão de Dilma em relação ao tucanato. A mudança de posicionamento do PSDB segue um cálculo elementar: o tamanho da crise e as pernas bambas do governo abrem espaço para um jogo cooperativo que até então era radicalmente rejeitado pela oposição. O PT entra no cenário para contribuir com o imprevisto: isolar Dilma Rousseff e viabilizar que as políticas por ele condenadas venham a ser adotadas.

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26.02.16
ED. 5315

CCEE provoca curto circuito financeiro no mercado de energia

 O governo vai acabar causando um blecaute financeiro no mercado de energia. A situação crítica é motivada pela retenção dos pagamentos de termelétricas que entraram em operação ou aumentaram sua produção ao longo do ano passado para compensar a crise hídrica. A dívida já chega à casa dos R$ 4 bilhões. Em janeiro, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) – “paraestatal” que funciona como clearing de todos os acordos de compra e venda do insumo e é responsável pela compensação financeira dos contratos – não liberou um centavo sequer para as térmicas. Em fevereiro, quitou apenas 12% do valor devido. A próxima compensação de contratos está marcada para o dia 8 de março. Mas, entre as empresas do setor, a percepção é que a CCEE não vai realizar qualquer pagamento. Com isso, a bola de neve da inadimplência deverá subir para R$ 6 bilhões. Esta situação afeta 14 grupos da área geração, privados e estatais. Em termos absolutos, a maior prejudicada é a Petrobras, que tem a receber aproximadamente R$ 2,5 bilhões da CCEE. A estatal, aliás, é duplamente atingida, pois o passivo se transforma em um complicador aos planos de desmobilização de ativos da companhia, que busca sócios ou compradores para suas térmicas.  O impasse entre os agentes e a CCEE é resultado do imbróglio jurídico que se arrasta desde o ano passado. Na outra extremidade deste fio desencapado estão as usinas hidrelétricas. Elas vêm obtendo seguidas liminares para não pagar integralmente a energia comprada a pre- ços mais altos no mercado livre. A motivação da exigência foi a necessidade de honrar os acordos de fornecimento com as distribuidoras. As hidrelétricas alegam que não podem ser penalizadas por terem cumprido uma determinação do ONS para reduzir sua geração própria e, assim, preservar o nível dos reservatórios. Estão cobertas de razão, tanto quanto as térmicas, que compraram combustível, arcaram com os custos de ativação das usinas e agora não recebem pela energia despachada. O fato é que a reação das hidrelétricas provocou um efeito dominó. Sem receber destas empresas, a CCEE decidiu brecar o pagamento das térmicas com a justificativa de que não há recursos suficientes para compensar os contratos. O curto-circuito no mercado de energia é o que poderia se chamar de um episódio kafkniano: o ONS que ordenou às hidrelétricas a redução da sua produção pró- pria e a compra de energia no mercado livre é o mesmo que autorizou o despacho das térmicas. Por sua vez, a CCEE que cobra o calote parcial das hidrelétricas é a mesma que não paga às térmicas. No centro, o governo, que adotou um modelo tarifário prejudicial a todos os geradores, tenta convencer térmicas e hidrelétricas a engolir as perdas com a promessa de uma eventual compensação mais à frente. Já se sabe onde essa conta corre o risco de parar: debaixo da porta do consumidor.

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24.02.16
ED. 5313

Lobisomem

 O codinome do grande gestor da solução financeira da joint venture entre Fernando Henrique Cardoso e Miriam Dutra atende por “Lobisomem”. O RR não revela a identidade do dito cujo por respeito à lenda viva. Mas dá uma pista: em seu diário de bordo no governo, FHC informa que o personagem aparecia no Palácio do Alvorada, à noite, na hora que queria, sem avisar ou combinar o assunto. A contrapartida aos serviços prestados pelo “Lobisomem” teria sido o acesso especial ao alto-comando da Petrobras e uma influência sem par junto aos fundos de pensão das estatais.

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22.02.16
ED. 5311

Avanço da Mitsui

A Mitsui está se aproveitando da liquidação de ativos da Petrobras e do câmbio a favor para ampliar seu poder na área de gás. Após comprar 49% da Gaspetro, fez uma oferta para ficar com parte das ações da estatal na MSGás . As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto:  Petrobras e Mitsui.

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18.02.16
ED. 5309

Sete Brasil é um território partido ao meio

 A Sete Brasil vive sua Guerra da Secessão. O RR apurou que um grupo de acionistas, encabeçado por Previ, Funcef e BTG, estaria se articulando para entrar na Justiça contra a Petros, também sócia da empresa. O objetivo seria impedir o fundo de pensão de votar nas próximas reuniões de Conselho. A alegação é de que existe um conflito de interesses por conta do duplo chapéu da Petrobras – sócia e maior cliente da Sete Brasil. Puro jogo de cena. A manobra teria como finalidade abrir caminho para a aprovação do pedido de recuperação judicial da companhia. Hoje, entre os maiores acionistas, a Petros seria o único contrário à medida. Procurada, a Sete Brasil disse desconhecer o assunto. Ressalte-se que a empresa contratou os préstimos da consultoria Alvarez & Marsal, sinônimo de recuperação judicial.

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12.02.16
ED. 5305

Passe livre

 O governo está por um triz de alterar o projeto de Lei 131, desobrigando a Petrobras de participar de 30% dos consórcios dos blocos do pré- sal. Mesmo assim, o senador José Serra não descansa. Fez a cabeça do líder do PMDB, Eunício Oliveira, que passou a defender o projeto.

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11.02.16
ED. 5304

GásLocal é um palco de discórdia

  A GásLocal, comercializadora e distribuidora de Gás Natural Liquefeito (GNL), corre risco de paralisar as suas atividades. A Petrobras, que é sócia da White Martins no negócio, ameaça suspender o fornecimento de gás natural à empresa se a White Martins se mantiver irredutível em reajustar imediatamente os valores do combustível comprado da estatal. A Petrobras se baseia em uma decisão do Cade, que determinou a revisão do contrato entre a Petrobras, a White Martins e a GásLocal para acabar com qualquer tipo de subsídio nos preços do gás, que estariam prejudicando a concorrência. A White Martins, por sua vez, tentou barrar a decisão na Justiça, mas recentemente o STJ revogou liminar que suspendia a decisão do Cade.  Já houve diversas reuniões entre os sócios da GásLocal, mas não se chegou ainda a um acordo de preço. A White Martins alega que a proposta de reajuste da Petrobras inviabiliza a GásLocal. A estatal contra-argumenta que já teve quase R$ 350 milhões de prejuízo com os subsídios. Não aceita mais nem garantir o preço até 2024, como previa o contrato original, mas apenas até 2019 em função das volatilidades no mercado de gás natural. Se o impasse persistir, a White Martins, que tem 60% da GásLocal, pretende vender a planta de liquefação de Paulínia (SP), única unidade da GásLocal. As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Petrobras e White Martins.

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03.02.16
ED. 5301

“Demissômetro”

 No demissômetro da Petrobras, o Comperj dispara no ranking. Bateu a marca de 37 mil desligamentos, 97% do total.

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01.02.16
ED. 5299

Vallourec sofre os efeitos colaterais da Lava Jato

 A Vallourec não está na ponta da língua de delatores premiados, não foi alvo de diligências da Polícia Federal, sequer é suspeita de algum malfeito. Ainda assim, é mais uma das tantas empresas da cadeia de óleo e gás arrastadas pela Lava Jato. O “petrolão” lançou a fabricante de tubos em sua mais grave crise em 63 anos de Brasil, contabilizando-se as quase cinco décadas em que atendia pelo nome de Mannesmann. Seu prejuízo acumulado já estaria na casa dos R$ 2 bilhões, boa parte proveniente da joint venture com a japonesa Sumitomo – leia-se a Vallourec & Sumitomo Tubos do Brasil (VSB). Com uma queda de mais de 50% na carteira de pedidos e recorrentes prejuízos, a direção do grupo francês trabalha com dois cenários para 2016: um ruim e o outro ainda pior. No primeiro caso, a hipótese sobre a mesa é a suspensão de um turno inteiro de trabalho e a desativação de um alto-forno na fábrica do Barreiro, em Belo Horizonte, o que acarretaria na demissão de quase metade do atual efetivo de quatro mil funcionários. Mas a escala Richter da Vallourec poderá registrar um abalo sísmico ainda maior: o fechamento em definitivo da usina. Com uma taxa de ociosidade acima dos 60% e instalações obsoletas, a planta de Barreiro iria para o sacrifício, uma forma de os franceses preservarem a moderna unidade de Jaceaba, também em Minas Gerais, esta em associação com a Sumitomo.  Não obstante o interesse dos franceses em resguardar a fábrica de Jaceaba, a própria VSB faz parte do problema e não da solução. No ano passado, a joint venture foi obrigada a fazer uma baixa contábil da ordem de R$ 1,4 bilhão referente ao valor da planta industrial. Franceses e japoneses estimam que nem em uma década conseguirão recuperar os R$ 5 bilhões investidos na unidade, inaugurada em 2011. Mesmo após ter fechado com a Petrobras um contrato para a venda de tubos sem costura no valor de R$ 8 bilhões, a VSB passou cinco meses do ano operando com a bandeira a meio mastro. Cerca de mil funcionários, metade do quadro de pessoal da fábrica de Jaceaba, tiveram seu contrato de trabalho suspenso entre julho e novembro. A VSB pegou a tempestade perfeita. Além do “petrolão” e da consequente retração dos investimentos em E&P no Brasil, a empresa foi duramente afetada pela queda dos preços do petróleo – em grande parte, a fábrica de Jaceaba foi projetada para atender encomendas internacionais. A empresa Vallourec não comentou o assunto.

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01.02.16
ED. 5299

Custo marginal

 Além do custo direto, cobrado na “fonte”, os desvios de conduta dos ex-diretores da Petrobras já sugaram cerca de R$ 420 milhões do caixa da estatal. Este é o valor que foi gasto pela companhia em um ano e meio para investigar denúncias de fraudes e remodelar a estrutura de compliance. O maior dos contratos, com o escritório Trench, Rossi e Watanabe, no valor de R$ 106 milhões, vence em março.  Por falar em compliance, já passa de 30 o número de funcionários da BR Distribuidora que são alvo de investigações internas por suspeitas de corrupção. O trabalho é conduzido diretamente pelo presidente interino da estatal, Carlos Alberto Tessarolo. Procurada, a BR não informou o número de investigados, mas confirmou que estão em “curso comissões internas de apuração”.

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27.01.16
ED. 5296

Futuro da Transpetro

 A Petrobras concluiu o plano quinquenal de negócios da Transpetro em linha com o cenário de austeridade que vai pautar a empresa por muitos e muitos anos. Além da notória venda de 49% do capital da Transpetro, pretende condicionar futuros investimentos nos novos dutos que serão licitados pela ANP a participações minoritárias da subsidiária. Até o presente, a Transpetro reinou absoluta no capital das empresas. O diacho vai ser ela arrumar recursos para participar dos novos projetos.

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26.01.16
ED. 5295

Prateleira

 A Shell tem interesse nos terminais de GNL da Petrobras no Rio e no Ceará.

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  Poucos investidores internacionais têm levado tão a sério a tese de que é uma boa hora para se comprar ativos no Brasil quanto a Brookfield. Além da iminente entrada no capital da Invepar e do suposto interesse na participação da Petrobras na Braskem, especulado no noticiário nos últimos dias, o RR apurou que a companhia canadense está envolvida em outras duas operações no Brasil, nas áreas de logística ferroviária e saneamento. De um lado, mantém tratativas com o empresário Rubens Ometto para se associar à Rumo ALL; do outro, já teria aberto conversações para a compra de uma participação da Águas do Brasil , holding pertencente às construtoras Queiroz Galvão, Cowan e Carioca Engenharia e Acquapar. Procurada, a empresa de saneamento nega a operação.  A Brookfield está se aproveitando da combinação “perfeita” de momento – câmbio favorável, crise econômica e depreciação dos ativos – para acelerar seu projeto de ocupação e consolidação de setores como energia elétrica, petróleo, concessões de infraestrutura e real estate. O Brasil é a bola da vez no mapa de negócios da companhia. Nos últimos dois anos, para cada quatro dólares desembolsados pelos canadenses na América Latina, três dólares foram direcionados à compra de empresas brasileiras. Nesse período, a Brookfield aportou R$ 5 bilhões no país. Fontes próximas à empresa afirmam que os canadenses reservaram o equivalente a R$ 4 bilhões para novas aquisições ao longo deste ano.  A Brookfield enxerga um aspecto em comum na Águas do Brasil e na Rumo ALL: ambas podem servir como ponto de partida para a montagem de um colar de participações nas áreas de saneamento e de logística ferroviária. As duas empresas guardam também outra semelhança, esta não meritória: fragilizadas pelas circunstâncias, têm encontrado dificuldades para avançar com as próprias pernas. A Águas do Brasil estaria em busca de um sócio há mais de um ano. Já a Rumo ALL prepara um programa de desmobilização de ativos para conseguir honrar os investimentos obrigatórios em suas concessões – ver RR edição de 9 de outubro de 2015. As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Brookfield e Rumo ALL.

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22.01.16
ED. 5293

Mais um processo na conta de Cerveró

 Demorou, mas Nestor Cerveró também entrou na linha de tiro do Dodge & Cox, um dos minoritários da Petrobras que tem adotado uma postura mais agressiva contra a empresa na Justiça dos Estados Unidos. O fundo norte-americano, que já processa a estatal, os ex-presidentes José Sergio Gabrielli e Maria das Graças Foster e cinco antigos diretores da companhia, prepara-se para entrar com uma ação contra Cerveró, responsabilizando-o especificamente pelos prejuízos decorrentes da compra de Pasadena. Ele era o diretor internacional da Petrobras quando a empresa fechou a malfadada operação. A Petrobras não comentou o assunto.

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21.01.16
ED. 5292

Abreu e Lima

 O novo corte no programa de investimentos da Petrobras deverá empurrar a conclusão das obras da refinaria de Abreu e Lima para 2020, dois anos depois do prazo previsto. A estatal calcula que ainda terá de desembolsar US$ 1,6 bilhão no projeto. A Petrobras não comentarou o assunto.

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20.01.16
ED. 5291

Somente o dedo do dono pode salvar a Petrobras

  O ex-ministro Delfim Netto deveria ser convocado para explicar o impacto das externalidades no planejamento da economia brasileira. Tanto ele quanto Mario Henrique Simonsen pagaram o preço de não terem antevisto o choque dos preços do petróleo e a brutal elevação dos juros norte-americanos conduzida pelo então presidente do Fed, Paul Volcker. Os dois eventos escangalharam com a economia do país por um tempo bem maior do que promete a efeméride de Dilma Rousseff. O paralelo que se faz hoje em relação às externalidades é com a agônica Petrobras .   A empresa é acusada de incompetência por não ter adivinhado a queda do petróleo para o valor irrisório de US$ 30 – as novas projeções rebaixam o preço a inacreditáveis US$ 20 (durante o período de 2002 a 2014, a cotação média foi superior a US$ 60 e, em 2014, chegou a US$ 104). É bombardeada pelo episódio da Lava Jato, uma máfia de três ou quatro diretores, com extensa capilaridade junto a fornecedores e políticos, cuja responsabilidade não pode ser atribuída à corporação, e por planos de negócios avantajados, todos aprovados por um conselho composto por alguns dos mais renomados empresários e técnicos do setor privado. Estes, assim, como os demais integrantes da estatal, não conseguiram profetizar a mudança de parâmetros fundamentais ao planejamento dos investimentos, a exemplo do câmbio (a média da cotação do dólar entre 2002 e 2004 foi pouco superior a R$ 2,00, distante dos mais de R$ 3,00 que vigoram de 2014 para cá) e do PIB (em 2002, o crescimento do PIB estava em 3,1% e, no ano de 2013, em 3%, com um avanço médio de 3,7% no período, contra prováveis 3% negativos em 2015).  O governo errou muito, sem dúvida. Mas boa parte foram erros velhos, nem por isso perdoáveis, a exemplo do uso do controle de pre- ços dos combustíveis para segurar a inflação – todos os governos anteriores usaram da mesma prática. Erro de novíssima geração foi a participação compulsória da estatal em 30% de todos os projetos no pré-sal. A obrigatoriedade de conteúdo nacional, apontada como obtusa, contraditoriamente foi festejada por industriais e financistas no momento da sua aprovação. O fato é que a Petrobras está aos cacos, e parlamentares, economistas e empresários, no limite da irresponsabilidade, insistem que o problema é dela; e ela que se dane. Ou seja: a companhia não seria uma responsabilidade também do governo, do Estado e do povo brasileiro.  O RR tem dito diversas vezes que a maior empresa do país e também maior agência contratante de mão de obra e compradora de equipamentos, além de braço para interiorização econômica, necessita de um plano com quatro vertentes: corte de gastos, redução de investimentos, desmobilização de ativos e capitalização. É este ultimo componente, talvez o mais importante, que tem sido dizimado pelos críticos. Ao contrário do que dizem, a Petrobras pode, sim, ser capitalizada sem qualquer impacto na dívida bruta da União.  A operação consistiria na criação de uma Sociedade de Propósito Específico pelo Tesouro no exterior. O governo capitalizaria esta SPE com alguma parcela de reservas cambiais. Com esses recursos, seriam compradas dívidas de curto prazo da estatal, que passariam a integrar o ativo da SPE. Ela poderia negociar os financiamentos por linhas de longo prazo. A Petrobras, por sua vez, teria uma brutal redução do seu custo financeiro. O segredo de polichinelo seria a cura do fetiche de que as reservas são intocáveis. Ora, se são intocáveis, para que, então, ter reservas?

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20.01.16
ED. 5291

Cabo de guerra

 Além da pressão pela montagem de um novo Conselho, os bancos e fundos acionistas da Sete Brasil – notadamente Santander, Previ e Funcef – querem destituir o presidente, Luiz Eduardo Carneiro, e tirar da Petrobras a prerrogativa de indicar o nº 1 da companhia. Consultada, a empresa disse “desconhecer” tal exigência.

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19.01.16
ED. 5290

Lista Youssef

 Além de mapear o caminho do dinheiro no PP, que levou a Justiça a levantar o desvio de R$ 358 milhões da Petrobras, Alberto Youssef citou em seus últimos depoimentos integrantes do partido que ainda não constam da Lista Janot.

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18.01.16
ED. 5289

Galp coloca seus blocos na gôndola ao lado da Petrobras

 No momento em que os bancos de investimento povoam o mercado com soturnos relatórios e já projetam o brent abaixo dos US$ 20, a Galp Energia decidiu seguir os passos da Petrobras. Seguir os passos, neste caso, não é mera força de expressão. Os portugueses pretendem pegar carona no plano de desmobilização de ativos da estatal para vender participações em blocos de óleo e gás de braços dados com a companhia. O comensalismo também é visto com bons olhos na Petrobras: a expectativa é que a operação casada permita à dupla fechar acordos em condições um pouco mais favoráveis. Para a Galp, o foco principal é o campo de Carcará (BM-S-8), na Bacia de Santos. Dona de 14% do consórcio, a companhia já teria oferecido uma parcela de suas ações à Sinopec e à PetroChina, que vêm mantendo conversações para a compra de uma fatia da participação da Petrobras – a estatal é sócia majoritária, com 66%. A intenção dos portugueses é ficar com menos de 10% e reduzir seu risco em um dos projetos do pré-sal mais promissores e, ao mesmo tempo, mais afetados pela crise do setor e pela arritmia financeira de seu maior acionista e operador. A Petrobras suspendeu todos os investimentos no campo de Carcará, sendo seguida pela Galp e os demais sócios – Queiroz Galvão e Barra Energia.  Em outro front, a Galp quer reduzir sua presença no bloco BM-S-24, atualmente de 20%. É mais um ativo no pré-sal para o qual a Petrobras, detentora dos 80% restantes, busca comprador. Segundo informações filtradas junto à companhia, a indiana Videocon Industries manifestou interesse em assumir parte das ações. Sócio da própria estatal em blocos no Sergipe, o grupo controlado pelo empresário Venugopal Dhoot já anunciou a disposição de investir US$ 2,5 bilhões no Brasil, aproveitando-se da depreciação dos ativos de exploração e produção. No vácuo da Petrobras, a Galp também espera tomar o caminho das Índias.  Não obstante as circunstâncias serem extremamente adversas para a venda de ativos de E&P, a Galp vem sofrendo pressão de seus acionistas para reduzir a exposure no Brasil. O grupo não vive um momento dos mais auspiciosos do ponto de vista da sua liquidez. Enfrenta ainda um período de turbulência institucional, agravado por conflitos trabalhistas em Portugal. Na semana passada, inclusive, funcionários da empresa chegaram a convocar uma paralisação, acusando a Galp de descumprir acordos firmados com sindicatos locais. A empresa Galp não retornou o assunto.

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14.01.16
ED. 5287

A caveira de burro da Casa Civil

  A Polícia Federal acredita que o “Bacalhau” é o ingrediente que falta para transformar em um sarapatel as contas de campanha do ministro Jaques Wagner. Antes de mais nada, “Bacalhau” é o apelido de Armando Tripodi, figurão do Sindicato dos Petroleiros da Bahia, e “muy amigo” de Wagner. Ele é que sustentou com maior ênfase junto a Nestor Cerveró que a grana de campanha do ministro era oriunda de propina da Petrobras. Cerveró, é claro, está entregando até a própria mãe. A PF pretende fritar o “Bacalhau” até ele virar bolinho. Por enquanto, é tudo suspeição e dedurismo. Mas, caso algo venha a ser confirmado, seria como se dois raios caíssem no mesmo lugar.  Hoje, depois do onipotente Lula, Jaques Wagner é o quadro mais importante do PT, e, certamente, depois de Dilma Rousseff, a figura mais relevante do atual governo. É como se fosse um José Dirceu mais jeitoso politicamente e temperado com dendê. Tem feito a diferença entre os seus pares no governo. Talvez haja uma maldição no gabinete da Casa Civil. Recomendase folha de arruda e banho de sal grosso, além de conduta ilibada, é claro.

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11.01.16
ED. 5284

1, 2, 3, isola…

 Em meio à tensão com a queda do preço do barril de petróleo para US$ 38, um gaiato distribuiu pelos corredores da Petrobras cópias da previsão da Goldman Sachs, no ano passado, de que o barril do petróleo chegará a US$ 20 em 2016. Por pouco não foi linchado.

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06.01.16
ED. 5281

Ultra fisga um cardume de postos bandeiras branca

  O sonho de consumo do Grupo Ultra em 2016 não é segredo para ninguém: em 10 de agosto de 2015, o empresário Paulo Cunha afirmou que, se a BR Distribuidora fosse vendida em pedaços, ele garantiria a compra de uma leva de postos da companhia. Mas dificilmente a modelagem de venda da estatal passará pelo fatiamento da rede. Resta ao Ultra encher o tanque com a incorporação de estabelecimentos de bandeira branca. Neste momento, o conglomerado mantém em seu radar cerca de 200 unidades, a maioria nas Regiões Norte e Nordeste. Grande parte das negociações já foi iniciada e deverá ser concluída no primeiro trimestre deste ano. O garimpo custará algo entre R$ 220 milhões e R$ 250 milhões. Segundo o RR apurou, alguns destes estabelecimentos estão também na mira da Raízen. Mas o Ultra tem adotado uma política agressiva para fisgar os postos sem bandeira e, desta forma, comprar mercado. As iscas incluem o pagamento mais generoso de luvas – até 20% acima da concorrência – e a cobrança de royalties mais baixos.  O orçamento do Ultra para este ano prevê R$ 880 milhões para a abertura de unidades com a marca Ipiranga ou a incorporação de postos bandeira branca. Trata-se de uma cifra 25% superior ao montante gasto ao longo de 2015 – cerca de R$ 700 milhões. A escalada dos investimentos é proporcional ao peso do negócio para o conglomerado como um todo. Hoje, a distribuição de combustíveis responde por 85% do faturamento do Ultra, que fechou 2015 com mais de R$ 70 bilhões em vendas.  Por qualquer ângulo que se olhe, a BR é a referência a ser perseguida pelo Grupo Ultra, notadamente na disputa pelo ranking do setor. Nos últimos anos, a combinação entre os expressivos investimentos do Ultra e a estagnação da subsidiária da Petrobras reduziu consideravelmente a distância entre ambos. A BR tem cerca de oito mil postos, contra 7,2 mil da Ipiranga. Há três anos, essa diferença era superior a dois mil pontos de venda.

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05.01.16
ED. 5280

Purificação

 A Hines, gigante da incorporação imobiliária, teria decidido não fazer mais negócio com governos ou estatais no Brasil. Procurada, a empresa nega. Ressalte-se, contudo, que a Hines já abriu uma sindicância para apurar o pagamento de propina no aluguel da Torre do Almirante, no Centro do Rio, para a Petrobras.

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04.01.16
ED. 5279

Investimentos afundam na camada do pré-sal

 Petrobras, Shell/BG, Total, CNOOC e CNPC puxaram o freio de mão. O quinteto que concentra o maior número de blocos na camada do pré-sal está fazendo apenas os investimentos mínimos obrigatórios fixados nos contratos de exploração. Na média, a redução dos aportes originalmente previstos para 2016 (US$ 35 bilhões) gira em torno dos 35%. Como não poderia deixar de ser, os cortes mais agudos vêm da Petrobras. Responsável por 80% dos investimentos programados para o pré-sal, a companhia já ceifou 45% do seu orçamento. Na paralela, tenta deslanchar seu plano de desmobilização de ativos. A estatal colocou à venda participações em dez áreas na Bacia de Santos, a começar pelo megacampo de Libra, a maior reserva conhecida do pré-sal brasileiro. Dona de 40% do consórcio, a Petrobras já teria oferecido o equivalente a 10% do capital para a Shell, sua sócia. No entanto, o grupo declinou, sendo seguido pelos demais acionistas, Total, CNOOC e CNPC. Em meio a essa maré contrária, as estimativas de produção afundam cada vez mais. Em 2020 deverão ser extraídos da camada do pré-sal cerca de 2,5 milhões de barris por dia, um pouco mais da metade da projeção inicial.  Além dos fatores de desestímulo comuns a todos, notadamente a queda do preço do brent e a conturbada conjuntura política e econômica no Brasil, há ainda óbices individuais que têm impactado nas decisões de investimento das grandes petroleiras. A própria Shell enfrenta enormes dificuldades para obter autorização da ANP para explorar a área no bloco BC-10, chamado de Parque das Conchas. A cerca de três meses do prazo previsto para o início das atividades, a Shell está impedida de operar o Campo de Massa, o único da área de concessão dentro do pré-sal, uma vez que a agência ainda não liberou o Acordo de Individualiza- ção da Produção (AIP).  Outro caso emblemático é o da Total. A empresa garante que o campo de Libra é a sua prioridade no Brasil. No entanto, dos US$ 800 milhões em investimentos no Brasil programados para o biênio 2015/ 2016, apenas 20% deverão ser destinados à operação. Com o brent na casa dos US$ 30, os franceses decidiram concentrar a maior parte dos recursos em outras áreas, onde a exigência financeira e o risco são bem menores. A Exxon, que já contabilizou perdas em seu balanço com a perfuração de dois poços secos na Bacia de Santos, é ainda mais radical. Seu presidente mundial, Rex Tillerson, deixou bem claro que a companhia somente investirá no pré-sal se houver mudanças na legislação que reduzam os custos de exploração. O campo de Libra, por exemplo, está entre os mais onerosos do mundo. Segundo estimativas oficiais do Ministério de Minas e Energia e da Petrobras, o investimento só se paga com o preço do barril na faixa entre US$ 55 e US$ 45, bem acima da cotação atual.  São tantas as nuvens cinzas sobre o pré-sal brasileiro que o Ministério de Minas e Energia estuda postergar os novos leilões. As licitações ficariam apenas para 2017. Ao longo do ano que vem, a ANP leiloaria somente blocos convencionais. A medida evitaria o estrangulamento financeiro da própria Petrobras, obrigada, por lei, a ter 30% de todos os consórcios no pré-sal. A companhia agradece, mas as contas públicas, não, uma vez que o potencial de arrecadação das concessões nas demais áreas é consideravelmente menor. É aquela velha história: o que é bom para a Petrobras quase nunca é bom a União. As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Petrobras e Shell.

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23.12.15
ED. 5275

Delcídio entre a Omertá e a remissão

 De 25 de novembro, quando André Esteves e Delcídio do Amaral foram presos, até o último dia 16, a única versão sobre o episódio envolvendo os dois personagens foi extraída de uma conversa grampeada na qual o senador implicava o banqueiro no pagamento da fuga de um criminoso – o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró – para o exterior.  No dia 16, por espontânea vontade, Delcídio autorizou sua defesa a desmentir suas próprias declarações, inocentando Esteves, que teria servido como blefe nas negociações com Bernardo, filho de Cerveró e autor das gravações. O boi de piranha poderia ser ele ou um outro banqueiro qualquer (pode ser que sim, pode ser que não).  Delcídio demorou 21 dias para se arrepender, expondo sua canalhice em praça pública, em um ato calhorda que levou Esteves à humilhação e desgraça (pode ser que sim, pode ser que não). O que teria ganho Delcídio contando a verdade sobre Esteves além da purga católica da própria culpa? Terá sido melhor para sua defesa ter coberto de lama e imoralidade sua imagem? (pode ser que sim, pode ser que não).  Ou teria Delcidio simplesmente sentido medo? Um medo desesperador de que uma terrível ameaça se concretizasse e algo obsceno e ignominioso atingisse a ele e a seus entes mais queridos (pode ser que sim, pode ser que não).  Quando será que Delcídio do Amaral mentiu? Antes ou agora? Vai ver, recebeu um peixe morto enrolado em jornal.

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23.12.15
ED. 5275

Duque pretende delatar

 O ex-diretor da Petrobras Renato Duque retomou as negociações para um acordo de delação premiada. A primeira tentativa, em outubro, foi barrada pelo procurador-geral da república, Rodrigo Janot, que considerou os depoimentos de Duque irrelevantes.

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21.12.15
ED. 5273

Gasodutos

 A Transpetro vai sair fortalecida do processo de rearrumação dos ativos da Petrobras. A companhia deverá ficar com a antiga participação da Gaspetro em quatro gasodutos no país. Ressalte-se que os pipelines não fizeram parte da operação de venda de 49% da estatal para a japonesa Mitsui.  Procurada pelo RR, a Petrobras  não retornou e não comentou o assunto.

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17.12.15
ED. 5271

Diesel de sobra

 A recessão atingiu a Petrobras até na Zona Franca de Manaus. A companhia pretende suspender por até 30 dias as atividades da Refinaria Isaac Sabbá (Renam), no Amazonas. Os estoques estão bem acima do aceitável, notadamente os de óleo diesel, em função da queda da atividade das indústrias locais.

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09.12.15
ED. 5265

Gás Total

 A Total deverá ser a primeira companhia estrangeira a montar uma operação própria exclusiva de transporte de gás natural no Brasil. Os franceses já estão em negocia- ções com a Petrobras para utilizar parte da estrutura da estatal. Neste caso, a Total atuará como carregador, nome dado à empresa que usa o gasoduto do transportador. O pulo do gato é a possibilidade que o próprio grupo terá de oferecer o serviço a terceiros. As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Total e Petrobras.

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04.12.15
ED. 5262

Petrobras e Espírito Santo a um passo do rompimento

 A conturbada relação entre o governo do Espírito Santo e a Petrobras chegou ao seu limite. O governador Paulo Hartung prepara-se para entrar na Justiça com o objetivo de romper definitivamente o contrato com a estatal e reassumir a concessão da distribuição de gás no estado, a cargo da BR. Com a operação novamente sob o controle do governo estadual, Hartung pretende buscar um sócio privado. Segundo o RR apurou, ele já teria mantido contatos com representantes da Mitsui, que está fechando a compra de 49% da Gaspetro e tem interesse em associar a outras distribuidoras estaduais.  O embate entre o governo capixaba e a Petrobras não vem de hoje e só se acentuou com a grave crise financeira da estatal. No ano passado, o estado chegou a entrar com outra ação contra a companhia cobrando a execução dos investimentos previstos em contrato – informação confirmada ao RR pelo governo do Espírito Santo. De lá para cá, no entanto, praticamente nada mudou. A Petrobras teria se comprometido a investir ao longo deste ano cerca de R$ 300 milhões na concessão de gás do estado. Mas, até o momento, honrou apenas a metade. Para 2016, a situação promete ficar ainda mais caótica. A estatal ainda não definiu se e quanto investirá na concessionária no próximo ano. Procurada, a BR não se pronunciou sobre o assunto.  A acefalia da BR tem contribuído para aumentar a fricção com o governo do Espírito Santo. As recentes conversas entre Paulo Hartung e o presidente interino da BR, Carlos Alberto Tessarollo se mostraram infrutíferas. De passagem pelo cargo, Tessarollo empurra o problema para cima da Petrobras; esta, por sua vez, devolve para a controlada. Enquanto isso, todas as metas traçadas para a operação se evaporam. Até o fim deste ano 25 cidades capixabas deveriam ter gás encanado. No entanto, até o momento, a rede de gás só atinge 13 localidades, o equivalente a 16% de todos os municípios do estado.

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02.12.15
ED. 5260

Separação

  A sociedade entre a Petrobras e a White Martins na comercialização de GNL está com os dias contados. As duas empresas já abriram tratativas para o fechamento da GásLocal. O negócio, que já não era um exemplo de rentabilidade, ficou praticamente inviável depois que o Cade determinou a assinatura de um novo contrato de fornecimento de gás, sem os subsídios do acordo anterior. As seguintes empresas não retorna ou não comentaram o assunto: Petrobras e White Martins

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02.12.15
ED.