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21.03.18
ED. 5830

Cobrança de papelão

A recente declaração do presidente da Petros, Walter Mendes, de que está cobrando da Petrobras dívidas atrasadas com o fundo de pensão soaram como uma bala de festim aos conselheiros da entidade. Até o momento, a fundação não teria sequer uma ação ajuizada contra a estatal. O passivo gira em torno de R$ 11 bilhões.

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12.03.18
ED. 5823

Operação panzer

A francesa Engie e a australiana Macquarie estariam se unindo para apresentar uma oferta pela TAG, rede de gasodutos da Petrobras no Norte e Nordeste. A coalizão tem como objetivo superar o fundo árabe Mubadala, visto como o mais forte candidato à compra do ativo. Estima-se que a operação possa chegar a US$ 8 bilhões.

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06.03.18
ED. 5819

Liquigás rumo à bolsa

A direção da Petrobras planeja realizar uma oferta de ações da Liquigás em duas etapas, chegando a 49% do capital. O objetivo é evitar que o lançamento em uma única tranche jogue para baixo o valor da ação. Consultada, a estatal informa “que está analisando alternativas para o desinvestimento da Liquigás, não havendo qualquer definição”.

Em tempo: segundo o RR apurou, os estudos para o IPO da Liquigás começaram em dezembro. A Petrobras já dava como certo o veto do Cade à venda da empresa para a Ultragaz.

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23.02.18
ED. 5812

Consulado chinês

Estão bem avançadas as negociações para que a China National Petroleum Corporation (CNPC) compre um pedaço do Comperj, projeto da Petrobras. A operação seria da ordem de US$ 2 bilhões. O acordo, segundo o RR apurou, poderá ser anunciado em março, conjuntamente à assinatura do contrato com a Shandong Kerui Petroleum. A empresa vai retomar a construção da Unidade Produtora de Gás Natural do Comperj.

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07.02.18
ED. 5803

Imagine…

Imagine a Braskem pulverizando seu capital no modelo public company, a Petrobras saindo inteiramente da empresa e a Odebrecht mantendo o controle com uma participação bem menor. Imaginou? Então tá…

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05.02.18
ED. 5801

BR Properties de carteira cheia

O anúncio de que a Petrobras vai devolver 30 mil m2 de área locada no Centro do Rio, que fez a ação da BR Properties cair 3% na última sexta-feira, foi tratado como um soluço pelos dirigentes da companhia. A empresa de real estate da GP Investimentos tem mais de R$ 1,2 bilhão em caixa para aquisições.

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02.02.18
ED. 5800

Plano para cobrir déficit atuarial causa racha na Petros

O plano de equacionamento do déficit atuarial de R$ 27 bilhões da Petros, aprovado no último mês de setembro, enfrenta forte resistência interna. Segundo o RR apurou, há uma articulação entre integrantes dos próprios Conselhos Deliberativo e Fiscal do fundo de pensão e entidades representativas dos beneficiários com o objetivo de barrar judicialmente sua execução. A alegação é de que, antes da implementação do plano, a Petros precisa cobrar de seus mantenedores, especialmente da Petrobras, antigas dívidas e pendências financeiras. De acordo com a fonte do RR, o passivo seria da ordem de R$ 11 bilhões.

Somente depois deste acerto de contas é que o déficit restante poderia ser repartido entre as empresas mantenedoras e os funcionários e aposentados. Procuradas, Petros e Petrobras não quiseram se manifestar. A questão é controversa e provoca posicionamentos convenientemente distintos. De acordo com informações filtradas da própria fundação, o presidente da Petros, Walter Mendes Filho, alega que só pode exigir da Petrobras e das demais empresas do sistema pagamentos referentes a ações já julgadas pela Justiça. Do lado oposto, membros da atual gestão e beneficiários entendem que a Petros pode, sim, cobrar as dívidas na esfera administrativa, sem depender de decisões judiciais.

Ao mesmo tempo, acusam a diretoria administrativa de se esquivar da responsabilidade para não criar qualquer fricção com a Petrobras. A direção da Petros bate na tecla de que o plano será executado conforme o desenho original, com a cobrança aos beneficiários de taxas extras entre 6,7% e 19% pelo período de 18 anos. No entanto, as divergências já causaram o adiamento de sua implementação, prevista para 20 de dezembro do ano passado. Além dos questionamentos em relação à dívida das mantenedoras, há informações de que a Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest), vinculada ao Ministério do Planejamento, fez uma série de exigências para a aprovação do plano, entre as quais um parecer jurídico sobre o Termo de Compromisso Financeiro relacionado exatamente às pendências entre a Petrobras e o fundo de pensão.

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31.01.18
ED. 5798

Petrobras e Repsol Sinopec trocam alianças

Segundo o RR apurou, Petrobras e Repsol Sinopec negociam uma associação. A aliança envolveria troca de participações na área de Exploração e Produção e a formação de um consórcio já com o objetivo de disputar a quarta  Rodada de leilões do pré-sal, prevista para junho. A prioridade da dupla seria a licitação da área conhecida como Dois Irmãos, na Bacia de Santos. Ressalte-se que a estatal e o grupo sino-espanhol já são sócios no campo de Lapa, na Bacia de Santos.

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30.01.18
ED. 5797

Pedro Parente promove uma revolução digital na estrutura de trabalho da Petrobras

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, vai dar um tiro de morte na “Petrossauro”. A empresa, sob sua gestão, está promovendo silenciosamente a maior revolução digital do trabalho que já se viu na esfera do Estado e dificilmente comparável mesmo entre corporações do setor privado. A Petrobras vai implementar o regime de teletrabalho, que permitirá a seus funcionários atuarem de forma remota em alguns dias da semana. O projeto-piloto será implementado de forma gradativa, em cinco “ondas”, com a meta de atingir 1,2 mil empregados até outubro.

A primeira “onda”, prevista para fevereiro, envolverá 200 funcionários do RH e do departamento jurídico. A segunda, 100 trabalhadores das equipes de responsabilidade social e saúde, meio ambiente e segurança (SMS). A terceira etapa atingirá 150 pessoas da área de projetos de sistemas de superfície. A quarta e a quintas fases englobarão, respectivamente, 300 e 450 colaboradores, das áreas de Gestão Integrada de Exploração & Produção, Refino & Gás, Comunicação, Estratégia, Finanças, Conformidade e Tecnologia da Informação.

Após estudos internos, todas estas gerências foram consideradas compatíveis com o teletrabalho, com uma quantidade de empregados em regime administrativo flexível no Rio de Janeiro adequada à capacidade tecnológica de cada onda e vistas como da diversidade de atividades e perfis da Petrobras. Ou seja: trata-se de uma amostragem cujos resultados servirão de termômetro para a expansão do projeto a outras áreas. A implementação da proposta traz a reboque alguns desafios para a Petrobras, a começar pela forma de controle das horas efetivamente trabalhadas e do nível de produtividade dos funcionários que aderirem ao novo sistema. Ao mesmo tempo, o projeto é uma adaga de dois gumes. Por um lado, é a prova de que uma estatal pode ser eficiente independentemente da sua origem; por outro, também pode ser interpretado como a evidência de que tudo está sendo feito para que ela deixe de ser uma estatal. Vai depender do gosto do freguês.

O regime de teletrabalho chegou a ser discutido em 2015, ainda na gestão de Aldemir Bendine. No entanto, a ideia acabou engavetada em meio à reestruturação da companhia e, sobretudo, ao tratamento das chagas descobertas pela Lava Jato. O projeto voltou à ordem do dia no ano passado, seguindo algumas premissas. O novo modelo estará disponível para todos os empregados em regime administrativo flexível (com ou sem função gratificada), terá adesão voluntária, com o limite de até três dias por semana. Ressalte-se que não haverá qualquer custo adicional para a estatal.

Inicialmente, o projeto-piloto foi idealizado para um público-alvo de até 2,5 mil funcionários. No entanto, a Petrobras teve de readequar o programa por recomendação da área de tecnologia. O sistema de TI da companhia só dispõe de 1,5 mil licenças de acesso remoto simultâneo. Desse total, cerca de 1,1 mil de autorizações vêm sendo utilizadas sistematicamente em horários de pico, o que deixa uma margem de apenas 400 novas licenças. Por isso, a opção de implantação do projeto em “ondas”,uma forma calculada de mitigar riscos e dar tempo para que a estatal possa estimar o custo de criação das licenças adicionais e a viabilidade econômica não só do projeto-piloto, mas da sua extensão para o maior número possível de funcionários.

O legado digital-trabalhista de Pedro Parente poderá atingir, já em 2019, cerca de 20 mil funcionários. Este é o público-elegível para o teletrabalho projetado pela estatal para o próximo ano. A companhia já está calculando o investimento necessário, notadamente em infraestrutura tecnológica, para alcançar este universo. Trata-se de uma contribuição da Petrobras que eventualmente poderá ser estendida a outras empresas do setor público. O projeto-piloto da petroleira dará respostas determinantes que vão da otimização das despesas operacionais ao interesse dos empregados pelo regime de teletrabalho, os dias da semana mais requisitados, a adaptação do funcionário e os ganhos de produtividade.

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29.01.18
ED. 5796

O sétimo selo de Renato de Duque

O RR apurou que o juiz Sérgio Moro está prestes a finalizar mais uma sentença envolvendo o ex-Petrobras Renato Duque, com base na delação do ex-lobista da Toyo Setal, Julio Camargo. O executivo confessou ter pago R$ 12 milhões em propina a Duque. O ex-dirigente da Petrobras é figurinha carimbada da Lava Jato: já foi condenado por Moro em outros seis processos, cujas penas somam mais de 70 anos de prisão.

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19.01.18
ED. 5790

Pedro Parente, o “Meirelles” da vez

Se Henrique Meirelles realmente se desincompatibilizar do cargo para disputar a Presidência, o governo já tem um nome para o posto de ministro da Fazenda: o curinga Pedro Parente. O problema vai ser conseguir dobrá-lo. Parente já foi sondado informalmente e respondeu que de jeito nenhum volta para Brasília. Nos últimos tempos, talvez tenha sido o presidente da Petrobras menos questionado e, certamente, com menos problemas com o corporativismo da empresa. Mas há quem diga que, se Parente é bom na Petrobras, seria ainda melhor na Fazenda. Melhor até do que Meirelles.

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19.01.18
ED. 5790

Plataforma esquecida

Quase três anos após a Petrobras enviar a plataforma P-67 para a China Offshore Oil Engineering Corporation (COOEC), o equipamento ainda não voltou para o Brasil e sua montagem sequer foi concluída. O cronograma da estatal previa que o FPSO (Floating Production Storage and Off loading) entrasse em operação em 2017. A Petrobras retirou a plataforma do Estaleiro Rio Grande, da Ecovix, em agosto de 2015, quando mais de 90% da montagem já estavam finalizados.

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18.01.18
ED. 5789

Privatização será a agenda do próximo quadriênio

Não é possível dizer com absoluta certeza que as estatais têm um encontro marcado com a privatização no quadriênio 2019/2022, mas essa probabilidade é enorme. À exceção óbvia de Lula, que tem como bandeira a preservação do status quo das grandes empresas do Estado, os demais candidatos à Presidência ou defendem a desestatização abertamente ou se mostram ao menos sensíveis à medida. A julgar pelas suas próprias declarações ou de seus assessores, Petrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Eletrobras e Embrapa, só para citar as mais votadas, se tornarão public company ou serão simplesmente transferidas para o setor privado.

O ambiente político, segundo o discurso desses candidatos, estaria maduro para a privatização dos ícones do Estado. O exemplo da Eletrobras é convincente. Não houve nenhuma reação à medida além dos entraves de praxe na burocracia e na área jurídica. O candidato Jair Bolsonaro já afirmou que privatizaria a Petrobras, para início de conversa. Seu virtual ministro da Fazenda, Paulo Guedes, teria vendido todos os ativos da União há meio século. O candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, o “Chuchu”, é mais cauteloso; murista conforme a tradição tucana. Mas seus assessores econômicos Marcos Lisboa, Roberto Gianetti e José Roberto Mendonça de Barros não deixam dúvida sobre suas convicções privatistas. Mesmo que alguma parte do estoque seja preservada.

Se Luciano Huck vier candidato, a desestatização já é dada como certa. Seu inconteste futuro ministro da Fazenda, Armínio Fraga, está rouco de defender a medida. Igualmente enfático é o principal assessor de João Amoedo, candidato do Partido Novo, o ex-presidente do Banco Central Gustavo Franco. O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, que namora uma candidatura pelo PSB, não tem dúvidas: “Tem que privatizar”. Ele enxerga na medida uma forma de coibir as práticas ilícitas que grassam no Estado. Marina não fala sobre o assunto, aliás, pouco fala sobre qualquer coisa. Mas seu vistoso assessor da área econômica, Eduardo Gianetti, está no time da privatização. Henrique Meirelles – o pré-candidato “dois em um”, que traz a tiracolo ele próprio como seu Ministro da Fazenda – já disse que a privatização é uma “agenda nacional” e “ainda tem muita a coisa a vir nesta área”. Sobra quem? Ciro Gomes, que oscila entre meter o pau nas estatais e afirmar que elas são fundamentais para alavancar o  projeto de desenvolvimento nacional.

Digamos que Ciro pouparia a Petrobras. Para o mal ou para o bem, o mercado já está valorando as estatais. A consultoria estrangeira Roland Berger estima que está entre R$ 400 bilhões e R$ 500 bilhões o preço de 168 estatais e 109 subsidiárias da União. Há razões ideológicas e até fetichistas na pulsão de venda ou destruição das estatais. Mas a verdade é que ela explicita o desespero em relação ao trade off entre as demandas legítimas da democracia – e suas despesas respectivas – e a incapacidade de cortar os gastos até o osso, atendendo ao mesmo tempo à exigência de crescimento com justiça social. É um enrosco e tanto a banalização do ajuste fiscal, quer seja pelos argumentos de direita ou de esquerda.

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16.01.18
ED. 5787

BR Distribuidora desperta de sua hibernação

Após virar a página do IPO da BR Distribuidora, Pedro Parente tem duas preocupações mais agudas em relação à estatal: recuperar o terreno perdido na distribuição de combustíveis e reforçar a blindagem na estrutura de compliance da subsidiária, tantas vezes vazada no passado recente. Contra a primeira moléstia, o receituário prescreve cerca de R$ 2,5 bilhões. É o volume de investimentos previstos para a BR ao longo dos próximos quatros anos. A meta é chegar a dez mil postos até 2021 – o número hoje gira em torno dos oito mil. As medidas incluem ainda um banho de loja na BR Mania, com mudanças no layout e no portfólio de serviços.

Consultada, a BR informou que não pode passar informações “que não constam do formulário de referência registrado na CVM“. Seja devido à Lava Jato e ao seu impacto sobre a capacidade de investimento da Petrobras, seja por conta das idas e vindas que cercaram o IPO da BR, a empresa entrou em hibernação nos últimos anos. O prejuízo a ser tirado não é pequeno. De 2012 para cá, a participação da estatal nas vendas de derivados de petróleo caiu de 40% para cerca de 35%.

Cada ponto percentual significa algo como R$ 2,5 bilhões em receita. A concorrência, notadamente Ipiranga e Raízen, agradece. Ao mesmo tempo, Parente carrega a ideia fixa de que a BR precisa apertar ainda mais as porcas e parafusos do compliance, sobretudo agora que responde às liturgias de uma empresa de capital aberto. Assim como a nave-mãe, a subsidiária serviu de esconderijo para ratos e insetos das mais diversas espécies. O episódio mais controverso envolve o suposto esquema para a compra irregular de etanol comandado pelo diretor da BR nos anos 90 João Augusto Henriques, apontado pela Justiça como operador do PMDB. Segundo as investigações, o próprio presidente Michel Temer, à época congressista, teria sido o responsável pela ida de Henriques para a BR, beneficiando-se posteriormente dos dividendos gerados por tal nomeação.

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08.01.18
ED. 5781

Inimigo íntimo

O acordo da Petrobras com os acionistas norte-americanos enfrenta resistência no “chão de fábrica”. A Aepet confirmou ao RR que pretende entrar na Justiça para barrar o pagamento de US$ 2,95 bilhões aos investidores.

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03.01.18
ED. 5778

Cabe mais

A direção da Petrobras já discute uma oferta adicional de ações da BR Distribuidora para o primeiro semestre de 2018. Os ventos sopram a favor. A demanda no IPO da estatal, em dezembro, chegou a duas vezes e meia o total de papéis negociados. Além disso, ainda há um bom lastro para a Petrobras vender ações da subsidiária sem mexer no controle: mesmo após o IPO, a holding manteve 71% do capital.

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22.12.17
ED. 5772

Janguinho

As prévias do Partido Pátria Livre (PPL), que incluem o ex-diretor da Petrobras Ildo Sauer, serão mera formalidade. A sigla lançará João Vicente Goulart, filho de Jango, como candidato à Presidência. Ele entrará na campanha com a missão de bater nas reformas trabalhista e previdenciária.

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21.12.17
ED. 5771

Chamada final da Petrobras em Uberaba

Surgiu uma fagulha de esperança para um dos tantos projetos da Petrobras interrompidos pela Lava Jato. A estatal montou um grupo de trabalho com o objetivo de buscar uma saída para a Unidade de Fertilizantes Nitrogenados de Uberaba (MG), cujas obras encontram-se paradas desde 2015. A previsão é que os estudos estejam concluídos em 90 dias. A princípio, nada de dinheiro novo da Petrobras – a companhia não tem interesse em tocar o empreendimento, orçado em quase R$ 2 bilhões. O caminho mais provável é a venda integral do complexo, a exemplo do que está sendo feito com a planta de nitrogenados de Três Lagoas (MS). Trata-se de uma costura complexa, que envolve também a Gasmig. A viabilidade do projeto depende da construção de um gasoduto para o fornecimento de gás natural à fábrica de amônia. A unidade de Uberaba, ressalte-se, esteve na beira da cova: em cima do laço, a Petrobras suspendeu o leilão dos equipamentos já instalados, que ocorreria no último dia 14 de novembro.

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05/01/18 7:52h

marco@timers.com.br

disse:

Foi a Lavajato que prejudicou a petrobrás??? Ou a corrupção a levou ao estado de insuficiência competitiva? Caros, vossa proposta é assumir que o ruim é aquele que desmascara o erro?

13.12.17
ED. 5765

O Brasil ainda está barato

A Blackstone parece viver um idílio com o Brasil. A gestora norte-americana, que ofereceu R$ 6 bilhões pelos gasodutos da Petrobras no Nordeste, já teria iniciado a captação de um novo fundo para investimentos no país.

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12.12.17
ED. 5764

Magnata russo avança sobre os fertilizantes da Petrobras

A disputa pelas operações da Petrobras na área de fertilizantes esquentou. Além da norueguesa Yara, a russa EuroChem também teria aberto conversações com a estatal para a aquisição de suas três fábricas de nitrogenados, localizadas na Bahia, Paraná e Sergipe. Os ativos estariam avaliados em aproximadamente US$ 1,2 bilhão. A princípio, a unidade de nitrogenados de Três Lagoas (MS), sequer inaugurada, fica de fora do pacote.

A China National Petroleum Corporation (CNPC) é apontada dentro da Petrobras como a principal candidata a assumir o empreendimento e concluir as obras. Consultadas pelo RR, Petrobras, EuroChem e Yara não quiseram comentar o assunto. Por trás da EuroChem está um dos “eleitos” do Kremlin, um dos tantos empresários que chegaram ao Olimpo durante a era Putin. Andrey Melnichenko começou sua trajetória no sistema financeiro e migrou para a área industrial. É dono também de empresas de energia.

Costuma causar frisson por onde passa com o seu superiate, avaliado em mais de US$ 450 milhões. A venda das três fábricas da Petrobras poderá consolidar uma liderança ou chacoalhar o mercado brasileiro de fertilizantes. Se levar, a Yara dispara na dianteira, pulando de 25% para 33% de market share.

Recentemente, não custa lembrar, os noruegueses compraram a operação de fertilizantes da Vale em Cubatão. Já a EuroChem, que, no ano passado, chegou ao país com a compra da Fertilizantes Tocantins, busca seu passaporte para o top three do setor. Com a aquisição dos ativos da Petrobras, sua participação de mercado subiria de 7% para 15%. Os russos passariam a ser uma ameaça real aos dois líderes do setor, a própria Yara e a norte americana Mosaic com 20% das vendas.

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O espírito natalino invadiu a Lava Jato. Além de Marcelo Odebrecht, que deixará o regime fechado no dia 19, o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró poderá sair de casa nos dias úteis a partir de 26 de dezembro.

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05.12.17
ED. 5759

Depende da Petrobras

Paulo Hartung está decidido a privatizar a distribuição de gás no Espírito Santo no primeiro semestre de 2018. O senão é a pendenga com a Petrobras. O governo capixaba tenta romper o contrato de concessão com a estatal.

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05.12.17
ED. 5759

Demissões na UTC

Desde julho, a UTC Engenharia teria demitido mais de três mil trabalhadores somente em Macaé, no Norte do Rio. A companhia, inclusive, teria planos de vender a sua base de operações na cidade fluminense. A unidade se tornou praticamente um elefante-branco depois que a Petrobras negou-se a firmar aditivos contratuais com a UTC, reteve pagamentos e incluiu a empresa no seu índex. Devastada pela Lava jato, a empreiteira do delator Ricardo Pessoa entrou em recuperação judicial, com uma dívida de R$ 3,5 bilhões.

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04.12.17
ED. 5758

Liberdade

O tempo voa: Pedro Barusco, o notório ex-gerente da Petrobras que devolveu US$ 97 milhões em propina, deverá se livrar da tornozeleira eletrônica em março.

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01.12.17
ED. 5757

Petrobras e BTG querem distância total

Petrobras e BTG teriam aberto conversações com a Total para a venda do controle da Petrobras Oil&Gas, a malfadada joint venture entre ambos na África, com participação em três campos em águas profundas na Nigéria. O grupo francês é operador de dois deles – Akpo, já em produção, e Egina, ainda em fase de desenvolvimento. Segundo o RR apurou, a Petrobras Oil&Gas também teria sido oferecida à Chevron, responsável pela operação do campo de Agbami. Os norte-americanos, no entanto, parecem estar na mão contrária em relação à África. Recentemente venderam um pacote de ativos em exploração e produção na África do Sul para a Glencore. A joint venture entre a Petrobras e o BTG, não custa lembrar, remete a um passado que tanto a estatal quanto o banco querem enterrar. O negócio chegou a ser investigado pela Lava Jato devido a suspeitas de pagamento de propina a autoridades locais.

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27.11.17
ED. 5753

Fosfato valioso

Deve ter uma mina de ouro debaixo da Unidade de Fertilizantes da Petrobras em Três Lagoas (MS). Segundo o RR
apurou, dez grupos estrangeiros já procuraram a estatal dispostos a assumir o negócio.

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27.11.17
ED. 5753

Uma pedra no caminho da Braskem

O investidor Lírio Parisotto não está disposto a dar sossego à Petrobras e aos Odebrecht. Minoritária da Braskem, a Geração Futuro L. Par, de Parisotto, deverá contestar na Justiça a recompra da Cetrel pela Braskem. É provável que outros acionistas se unam à ação. No entendimento dos investidores, a aquisição configuraria gestão temerária. Na
Assembleia Geral Extraordinária de outubro, a Geração Futuro L. Par já havia votado contra a operação. Com o sinal verde da Petrobras, uma vez que a própria Odebrecht se absteve de votar, a Braskem readquiriu a empresa de soluções ambientais por R$ 610 milhões. A Cetrel estava pendurada na Odebrecht Ambiental, vendida para a Brookfield, que, por sua vez, não quis ficar com a controlada. Ou seja: no fim das contas, a Braskem resolveu um problema para o seu acionista controlador. Procurada, a empresa disse que “a Cetrel tem papel relevante na gestão dos processos ambientais das atividades do Polo Petroquímico de Camaçari”.

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22.11.17
ED. 5750

Parente prepara o descarrego da Braskem

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, bate todo o dia na madeira e repete a ladainha: pé de pato, mangalô, três vezes. Parente pensa na umbanda, na Bahia e na petroquímica. Pensa, sobretudo, em como se livrar da Braskem. O executivo tem dez milhões de motivos para querer bem longe a companhia monopolista da petroquímica brasileira: as enroscadas negociações do preço da nafta, nas quais a estatal, sócia da Braskem, acaba quase sempre se dando mal; o risco Odebrecht, intrínseco ao negócio; a expectativa de resultados financeiros cadentes da empresa; e, principalmente, a necessária desmobilização de ativos da Petrobras. Os 47% que a estatal detém na Braskem podem valer mais do que a abertura de capital da BR Distribuidora.

Há ainda outra vantagem em relação ao underwriting da subsidiária: a companhia pularia fora por inteiro da petroquímica, que tem um histórico repleto de nebulosas transações. O Ministério Público denunciou perdas de R$ 6 bilhões da Petrobras em tenebrosos contratos de venda da nafta para a Braskem, no período de 2009 a 2014. O presidente da petroquímica, Carlos Fadigas, disse que se tratava de uma alucinação. Não fosse por uma delação premiada, estaria mofando na prisão. Eparrei, minha mãe Yansã. O medo, contudo, generalizou-se.

A Itaúsa, holding da família Setubal, e a Dow Chemical, grupos que demonstraram interesse, pularam fora antes mesmo das controladoras, Petrobras e Odebrecht, definirem a  modelagem da venda. A Shell também foi cogitada e fingiu-se de morta. Os sócios da petroquímica depositam sua esperança em uma operação complexa de abertura do capital na NYSE e transferência da sede para os EUA.

A engenhosa tacada, a cargo do Santander, permitiria a redução dos riscos Brasil e Odebrecht, com consequente destravamento do preço da companhia, dando porta de saída para os controladores – pelo menos a Petrobras – com a pulverização das ações. Mas até mesmo o banco espanhol, bastante empenhado em faturar sua comissão, sabe que é uma pedreira exportar o centro de decisão de um monopólio, cuja existência se deve em grande parte a largos favorecimentos estatais. Some-se a isso o fato de a Braskem sofrer as agruras de um acordo de leniência que pode ser suspenso a qualquer momento pela miríade de órgãos fiscalizadores e reguladores envolvidos, Ministério Público, TCU, AGU, PGR. Por enquanto, Parente, com seus rasos e ouriçados fios de cabelos, faz até mais do que pode. Resta observar o horizonte, de onde provem o tam-tam dos atabaques no terreiro da Odebrecht. Valei-me, meu santo Atotô Obaluaê.

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21.11.17
ED. 5749

Efeito manada

Na Petrobras, a expectativa é que mais de mil investidores vão aderir ao processo de arbitragem coletiva, cobrando uma indenização por perdas decorrentes de atos de corrupção. Segundo o RR apurou, nos cálculos da empresa, o valor da ação deverá passar dos R$ 30 bilhões após a adesão de Previ, Petros e Funcef. A estatal diz que “a legislação não respalda a iniciativa e se defenderá para garantir seus interesses e de seus acionistas.”

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13.11.17
ED. 5744

A ingratidão de João Lyra

O RR apurou que o usineiro João Lyra pretende se unir ao bloco de empresas sucroalcooleiras que processa a Petrobras na Justiça. São mais de 30 companhias – entre elas pesos-pesados como Raízen e São Martinho – que cobram da estatal uma indenização por supostos prejuízos decorrentes da sua política de preços de combustíveis. A empresa de Lyra, a Usina Laginha, entrou em recuperação judicial em 2008 e teve sua falência decretada em 2012, com aproximadamente R$ 2 bilhões em dívidas. O usineiro, ao que parece, busca um bode expiatório para a quebra
da companhia. Logo a Petrobras, que tanto o ajudou… A Lava Jato investiga supostos repasses ilegais de recursos da BR à Usina Laginha, no valor de R$ 7,2 milhões, que teriam sido feitos com a intermediação de Fernando Collor.

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01.11.17
ED. 5737

Terreno fértil

Além da CNPC, a também chinesa Sinopec apresentou uma oferta firme à Petrobras para assumir a unidade de nitrogenados da estatal em Três Lagoas (MS), projeto de R$ 2 bilhões. Não custa lembrar que a empresa integrava, ao lado da Galvão Engenharia, o consórcio responsável pelas obras do complexo, que foi alvo de investigações do Ministério Público. Menos mal que a denúncia foi arquivada.

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01.11.17
ED. 5737

Santo de casa

A Petros vai decidir até o fim de novembro se adere ou não ao processo de arbitragem contra a Petrobras aberto por minoritários da estatal na B3. Por ora, segundo informações filtradas junto à fundação, a balança pende para o “não”. Seria um alívio para a Petrobras. Estima-se que as perdas da fundação tenham chegado aos R$ 7 bilhões.

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25.10.17
ED. 5732

Dupla de ouro

Na ANP, é grande a expectativa de que Petrobras e Exxon repitam nos leilões da próxima sexta-feira, a dobradinha da 14ª  Rodada de Licitações, realizada em setembro. O principal alvo da dupla seriam ativos localizados na Bacia de Campos. Petrobras e Exxon foram as grandes responsáveis por inflar o ágio médio do certame de setembro. A dupla representou 95% do bônus total arrecadado pela ANP, de R$ 3,84 bilhões.

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19.10.17
ED. 5728

Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa

Se é por estratégia comercial, excesso de rigor ou , pouco importa, o fato é que a decisão da Petrobras de não vender gás para a Âmbar, térmica da J&F Investimentos, está custando caro ao consumidor. Na semana passada, a Aneel, autorizou a entrada em operação da térmica de Araucária ao custo de R$ 636 o megawatt/hora (MWh) – a petroleira, por sinal, é sócia da usina, com 20%. Está longe de ser o pior dos casos.

O Custo Marginal de Operação (CMO) do sistema chegou a R$ 860,84 o MWh. Ou seja: todas as termelétricas que trabalhem até este preço podem ser ligadas. Enquanto isso, a térmica da Âmbar em Cuiabá, que tem um custo de produção bem inferior, de R$ 511, está parada por falta de gás desde que a Petrobras rompeu unilateralmente o contrato de fornecimento do insumo, em junho. Procurada, a estatal reafirmou a versão de que suspendeu o acordo por “violação de cláusula contratual que trata da legislação anticorrupção”.

Estima-se que a interrupção da usina custe cerca de R$ 60 milhões por semana ao Sistema Interligado Nacional. Ou 1% a menos nos reservatórios de água das hidrelétricas do Sudeste – o que não é pouca coisa. A conta já começa a parar onde sempre para. Na última terça-feira, quatro distribuidoras de energia anunciaram em bloco o reajuste de suas tarifas. Os maiores aumentos médios vieram da EDP São Paulo e CPFL Piratininga, respectivamente, de 24,3% e 17,2%.

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18.10.17
ED. 5727

Acerto de contas

O relatório do UBS avaliando a BR Distribuidora em R$ 29 bilhões foi uma ducha de água fria para a Petrobras. Por ora, as simulações feitas pela companhia projetam um valuation superior a R$ 35 milhões. Não chega a ser uma diferença abissal, mas talvez, a contragosto, a estatal tenha de calibrar suas pretensões.

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18.10.17
ED. 5727

Um acordo que vale mil postos de trabalho

Há uma negociação aberta entre a Ecovix e a Petrobras para o equacionamento de um impasse que se arrasta desde o ano passado e inviabiliza as atividades no estaleiro gaúcho. No dia 10 de outubro, o diretor-presidente da empresa, Christiano Bastos Morales, enviou carta ao diretor executivo de Desenvolvimento de Produção e Tecnologia da estatal, Roberto Moro – à qual o RR teve acesso –, com propostas para o aproveitamento econômico das estruturas já construídas da P-71. No fim de 2016, a Petrobras suspendeu o contrato de montagem da plataforma.

O cancelamento da encomenda deixou a companhia com um problema financeiro e outro físico, que, somados, praticamente impedem a utilização do estaleiro: são mais de 38 mil toneladas de blocos já executados da P-71 espalhados pelo dique seco e áreas adjacentes da empresa. Por força de contrato, cabe à Petrobras arcar com as despesas referentes ao descarte da plataforma. Estima-se que o custo total seja da ordem de R$ 124 milhões incluindo o pagamento de tributos e o sucateamento da estrutura.

A Ecovix, braço de construção naval da Nova Engevix, se propõe a utilizar R$ 112 milhões desse valor para concluir a solda dos blocos já construídos e regularizar a P-71 junto à Receita Federal. Os R$ 12 milhões de diferença seriam devolvidos à própria estatal, que, assim, reduziria parte das perdas decorrentes de suas obrigações contratuais. Em contrapartida, a Ecovix passaria a ser a proprietária da plataforma, podendo vender a estrutura a terceiros.

Além de liberar o espaço físico no estaleiro, a empresa, hoje em recuperação judicial, ganharia fôlego para disputar contratos na esteira dos novos leilões do pré-sal, programados para o fim do mês. Isso para não falar que o acordo com a Petrobras levaria à contratação imediata de aproximadamente mil trabalhadores pelo prazo de 13 meses, tempo estimado para a conclusão da P-71. Não é pouca gente.

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17.10.17
ED. 5726

Crônica do pré-cárcere

Quando estava na presidência da Petrobras, Aldemir Bendine, teve uma ideia megalomaníaca em relação aos patrocínios da estatal. Tentou de todas as formas convencer o Conselho de Administração de que a empresa deveria ser a única anunciante das transmissões da Fórmula-1 na Rede Globo. Levou a proposta três vezes ao board. Em uma delas, sugeriu praticamente extinguir todos os demais patrocínios para concentrar as verbas na F-1. Levou bomba sucessivamente no Conselho, que achou o projeto excêntrico, seja pelo astronômico valor na situação de crise vivida pela companhia, seja pelo privilégio a uma única empresa. Melhor para todos que tenha sido assim. Até mesmo para a Rede Globo. Carregar um patrocínio dessa monta com a inspiração isolada de Bendine despertaria fantasias que não favoreceriam ou que não favorecem a ninguém.

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16.10.17
ED. 5725

Sobrou para a Petrobras

O governador de Pernambuco, Paulo Câmara, tem feito marcação cerrada sobre a Petrobras para a retomada das obras da refinaria Abreu Lima. O anúncio da construção da segunda refinaria, um projeto de R$ 3,2 bilhões, seria um prato feito para Câmara, candidato à reeleição. Não custa lembrar que o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, é conterrâneo e do mesmo partido, o PSB. Mas, por ora, nem assim.

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11.10.17
ED. 5723

Adubo no caixa

Se a Justiça não brecar o negócio novamente, a Petrobras pretende anunciar a venda da Unidade de Nitrogenados de Três Lagoas (MS) no mês de novembro. A China National Petroleum Corporation (CNPC) é o candidato mais forte – já teria, inclusive, fechado um pré-acordo com fornecedores para pagar antigas dívidas e retomar as obras. A norueguesa Yara corre por fora.

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02.10.17
ED. 5716

Linhagem

Recém-condenado por Sérgio Moro a 15 anos de prisão, o ex-gerente da Petrobras Roberto Gonçalves negocia um acordo de delação com a força tarefa da Lava Jato. Gonçalves vem a ser o substituto do notório Pedro Barusco na estatal. Em todos os sentidos.

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O entorno de Dilma Rousseff interpretou a inclusão da ex-presidente entre as testemunhas de defesa do ex-Banco do Brasil e Petrobras Aldemir Bendine como um gesto na fronteira entre a pressão e a coação. Algo similar ao que fez Eduardo Cunha ao arrolar o nome de Michel Temer.

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19.09.17
ED. 5707

Petrobras abre a porta de suas refinarias

A Petrobras e a Repsol Sinopec mantêm conversações para uma possível associação na área de refino. Segundo o RR apurou, as tratativas com os chineses envolveriam a conclusão das obras de construção da má afamada unidade de Abreu Lima – um dos grandes projetos da estatal corrompidos pelo “petrolão” e interrompidos pela Lava Jato. Parte da unidade está em operação desde 2014, mas, de acordo com cálculos da Petrobras, ainda faltam ao menos R$ 2 bilhões em investimentos para a refinaria atingir a capacidade originalmente estimada. O presidente da Petrobras, Pedro Parente, já confirmou que o processo de desmobilização de ativos da estatal incluirá operações de refino – conforme antecipou o RR na edição de 24 de fevereiro. Por ora, no entanto, os fatos parecem indicar que a prioridade da companhia é a busca de parceiros para concluir projetos inacabados. Consta que a China National Petroleum Corporation (CNPC) tem interesse em se associar ao Comperj. Em tempo: no caso de Abreu Lima e, mais especificamente, da Repsol Sinopec, as tratativas têm um certo ar de déjà vu. A então espanhola Repsol foi sócia da Petrobras na refinaria Alberto Pasqualini, no Rio Grande do Sul.

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18.09.17
ED. 5706

Efeito colateral

A direção da Petrobras discute o rompimento do contrato com o escritório Trench, Rossi e Watanabe (TRW), envolvido no caso JBS. O TRW presta serviços à estatal na área de compliance. Segundo o RR apurou, o atual contrato, no valor de R$ 96 milhões, vence no primeiro semestre de 2018. Consta que, há alguns meses, a Petrobras teria pressionado o escritório a interromper sua relação contratual com a JBS, por conta de potencial conflito de interesses no âmbito da Lava Jato.

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13.09.17
ED. 5703

Cerco ao Comperj

Por enquanto não há manifestação de interesse por parte dos chineses na aquisição do Comperj, projeto da Petrobras abalroado pela Lava Jato. Mas Itaboraí (RJ) tem recebido uma invasão dos asiáticos. No centro da cidade, logo depois do bairro de Manilha, um prédio novinho será ocupado só por chineses.

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08.09.17
ED. 5700

Fernando Coelho desata o nó entre Eletrobras e Petrobras

O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho, acredita ter encontrado a solução para a dívida de quase R$ 16 bilhões da Eletrobras com a Petrobras, referente ao fornecimento de gás para termelétricas. O modelo sobre a mesa passa pela transferência de ativos da Amazonas Energia, controlada pela holding do setor elétrico. Fariam parte do pacote as usinas Mauá e Aparecida.

São as duas grandes térmicas da Amazonas Energia, responsáveis pela maior parte da encomenda de gás à Petrobras e, consequentemente, dos débitos junto à petroleira. A ideia da Pasta de Minas e Energia é que uma proposta seja alinhavada e apresentada aos Conselhos de ambas as empresas em outubro. Consultado pelo RR, o Ministério não quis se pronunciar.

O modelo muy amigo do ministro Coelho – e de um governo que tem conseguido impor suas vontades – não está sendo pensado exatamente para resolver o passivo da Petrobras, mas para evitar que o imbróglio possa atrapalhar a “descotização” da Eletrobras. E, ao mesmo tempo, impedir uma tungada fiscal e uma nova frustração de receita do governo. A petroleira já soltou um balão de ensaio solicitando a inclusão de um artigo na MP do setor elétrico que lhe dê primazia no recebimento de recursos amealhados com a “descotização” da Eletrobras.

Com as devidas ressalvas, a proposta guarda alguma semelhança com a operação feita entre o governo federal, o BNDES e a Cedae. A estatal de saneamento será jogada no colo do banco como lastro do empréstimo emergencial ao Rio de Janeiro, sem que possa ser privatizada agora. No seu caso, mesmo ganhando, a Petrobras vai perder. Se o projeto seguir adiante, a empresa acabará assumindo ativos que não serão vendidos no curto prazo e tampouco fazem parte do seu core business. Paciência! Quem sabe não surge uma proposta melhor para a Petrobras se um dia ela for privatizada…

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06.09.17
ED. 5699

Caixa Econômica é a estatal mais “privatizável”, dizem assinantes do RR

A Caixa Econômica Federal é a primeira da fila entre as grandes estatais que deveriam ser imediatamente privatizadas, segundo enquete realizada pelo RR junto a uma parcela dos seus assinantes. A amostragem atingiu 269 nomes, distribuídos entre empresários, executivos, advogados, parlamentares, militares e dirigentes de variadas entidades de classe. Foram escolhidas as quatro estatais que não constam de qualquer programa de privatização e são consideradas as mais cobiçadas pelo mercado.

Os assinantes receberam um breve questionário com as seguintes perguntas: “Que estatal deveria ser imediatamente privatizada?”; “De acordo com sua resposta, qual o principal motivo para a privatização?”; “Que empresa teria mercado comprador mais fácil?” A sondagem foi feita no modelo de respostas fechadas – cabe enfatizar que a Eletrobras não foi incluída na relação, uma vez que sua venda já foi anunciada pelo governo. A CEF despontou com 41% das preferências, seguida da Embrapa, 26%; Petrobras, 24%; e Banco do Brasil, 9%. O principal motivo apontado pelos assinantes do RR para a privatização da CEF foi o fisiologismo, com 38% – ou seja, aos olhos dos entrevistados, o banco tem sido um “cabide de emprego”.

A geração de caixa para o governo surgiu a seguir, com 20%. Logo depois, vieram ganhos de eficiência, 12%; e aumento de competitividade (8%). A corrupção foi votada por 5%. Na opção “outros”, quando o entrevistado pode citar um fator não apresentado nas respostas, chamou a atenção o expressivo número dos que indicaram a superposição de funções como razão para a venda da Caixa (12%). Ressalte-se ainda o índice residual de 3% que mencionaram a irrelevância estratégica da instituição.

No caso do BB, o quesito “ganhos de eficiência” foi o mais votado, com 52%. O item “geração de caixa para o governo” foi apontado como a razão maior por 18%. O aumento de competitividade somou 11%. Ressalte-se que o fisiologismo recebeu só 9% dos votos, um número muito inferior ao atribuído à Caixa. A corrupção teve 4%. Curiosamente, 2% dos entrevistados descartaram a privatização do banco, sugerindo, no item “outros”, a fusão do BB com a CEF.

Na Embrapa, considerada uma das joias do setor público, o motivo disparado para sua privatização foram os ganhos de eficiência, com 85% das respostas. A concentração nesse quesito é tamanha que os entrevistados parecem ignorar o fato da empresa ser um case de eficiência mundial – ou consideram que, mesmo sendo referência, a Embrapa poderia ser muito melhor caso estivesse sob controle privado. Um dado chama a atenção: juntos, fisiologismo e corrupção não somaram 1%.

No caso da Petrobras, para 41% dos entrevistados, a razão para uma venda imediata também seriam os ganhos de eficiência, livrando a estatal da burocracia e demais amarras do Estado. Em segundo lugar, ficou a corrupção, com 23% – certamente um reflexo dos fatos recentes. O critério do aumento de competitividade foi indicado por 12%. Ao contrário do esperado, o item venda imediata da Petrobras visando geração de caixa para o Estado somente foi assinalado por 7% dos consultados. Provavelmente, os assinantes consideram que o momento não é o melhor para a privatização, estando a empresa em processo de reestruturação e seu valor de mercado bem abaixo dos preços históricos.

O fisiologismo teve 6% das indicações. Quando consultados sobre que empresa teria mercado comprador mais fácil, a Embrapa surgiu como o bombom da enquete, com 34% de interesse na aquisição, seguida da Petrobras (29%). Depois aparecem Caixa (21%) e BB (15%). A fusão BB e CEF surge novamente nessa questão, com 1% dos consultados sugerindo que um banco resultante das duas estatais teria o maior mercado comprador entre todos os demais. Faltaria combinar a junção com o Cade, o que parece uma hipótese fora de consideração.

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05.09.17
ED. 5698

Contagem regressiva

A Petrobras trabalha para lançar o prospecto do IPO da BR Distribuidora na primeira semana de outubro.

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05.09.17
ED. 5698

Pasadena, quem diria, vira trunfo de Dilma

Pessoas próximas a Dilma Rousseff têm defendido que a ex-presidente grave um vídeo para as redes sociais capitalizando a recente decisão do TCU sobre Pasadena. O órgão isentou o Conselho da Petrobras, à época presidido por Dilma, de ter cometido qualquer irregularidade na compra da malfadada refinaria no Texas, em 2006. Aliados da ex-presidente acham que ela não pode perder essa oportunidade, de olho principalmente em 2018, quando Dilma deverá disputar uma vaga no Senado.

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04.09.17
ED. 5697

Sempre há o MP no caminho da Petrobras

A ação de improbidade do Ministério Público Federal do Mato Grosso do Sul contra o ex-presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli mirou no executivo, mas acabou ricocheteando no plano de desmobilização de ativos da estatal. Segundo o RR apurou, as investigações esfriaram as conversas entre a companhia e a China National Petroleum Corporation (CNPC) para a venda do controle da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados de Três Lagoas (MS). O temor dos chineses é assumir um empreendimento repleto de esqueletos e ossadas. Até então, o projeto vinha atravessando a Lava Jato com poucas escoriações. Recentemente, no entanto, o TCU apontou o pagamento indevido de R$ 155 milhões ao consórcio responsável pela construção da unidade, encabeçado pela Galvão Engenharia.

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01.09.17
ED. 5696

Os pesos e medidas da leniência

A holandesa SBM, uma das empresas flagradas em delito pela Lava Jato, colocou os órgãos de controle da República e a Petrobras em rota de colisão. O Ministério Público Federal (MPF) está brecando a assinatura do acordo de leniência da empresa. Mais de um ano após o início das tratativas, o MPF ainda não se convenceu quanto à confissão da empresa. A avaliação é que a documentação disponibilizada pelos holandeses até o momento só revela segredos de polichinelo; as informações ajudaram muito pouco nas investigações. Do outro lado, no entanto, o Ministério da Transparência e a própria estatal já aceitaram os termos da proposta e pressionam pela assinatura do acordo de leniência com a SBM. Aliás, entre antigos fornecedores, a insistência da Petrobras em dar o salvo-conduto aos holandeses tem alimentado a interpretação de que a companhia estaria sendo mais rigorosa com empresas nacionais do que estrangeiras.

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29.08.17
ED. 5693

Ponta do lápis

O equacionamento do déficit atuarial da Petros, de R$ 26 bilhões, custará à Petrobras cerca de R$ 500 milhões por ano em contribuições adicionais. E outro tanto para os trabalhadores e aposentados da estatal.

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28.08.17
ED. 5692

Seis por meia dúzia

A angolana Sonangol demonstrou interesse em ficar com a parte do BTG na Petro África, a joint venture com a Petrobras que tanto deu o que falar. E talvez continue dando: a Sonangol é uma das empresas “controladas” por Isabel dos Santos, filha do ditador angolano José Eduardo dos Santos, prestes a deixar a presidência após 38 anos.

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28.08.17
ED. 5692

A nau dos afogados na volta à Petrobras

O empresário Rubens Botteri, sócio da Great Oil Perfurações Brasil, está em jornada para retornar sua posição de fornecedor relevante da Petrobras. A estratégia envolve um trabalho de aproximação intensa com a diretoria
da estatal, além de lobby em todas as frentes. De 2009, quando ainda atendia pelo nome de Tuscany, a 2017, a companhia embolsou mais de R$ 200 milhões em contratos de aluguel e operação de sondas terrestres para a estatal.

O declínio da parceria comercial com a Petrobras acentuou a trajetória cadente da empresa. O enredo é rocambolesco. A antiga Tuscany entrou em processo de falência nos Estados Unidos. Seus ativos foram esquartejados e vendidos. Antes de ser arrematada por Botteri e dar origem à Great Oil, a operação brasileira da Tuscany foi comprada pela Oil M&S, do empresário argentino Cristóbal López, outro personagem que teve seu momento na Petrobras.

Dono de cassinos e com múltiplos interesses no setor de óleo e gás, López cultivou a amizade dos Kirchner, o que, segundo fontes ouvidas pelo RR, foi fundamental para a aquisição da refinaria da estatal brasileira em San Lorenzo, na Argentina. A operação gerou um inquérito da Polícia Federal no início da Lava Jato. López sumiu do mapa da Petrobras. Já Botteri tenta voltar. Seu foco são os campos onshore da estatal no Nordeste.

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25.08.17
ED. 5691

Dedo de prosa sobre o bazar das estatais

Se o governo está fazendo piruetas para misturar concessão com privatização e obter uma receita extra orçamentária de R$ 30 bilhões com a Eletrobras, só resta uma conclusão: o déficit primário projetado para o próximo ano não é de R$ 159 bilhões, mas, sim, de R$ 189 bilhões. Privatizações feitas a toque de caixa são a tradução perfeita para um buraco orçamentário maior do que o previsto. E o estouro dos fogos de artifício no céu do mercado leva a crer que o governo deu somente a sua primeira estocada mortal no triângulo das grandes estatais.

As 49 empresas elencadas no PPI têm um efeito mais confeiteiro. Várias delas já tiveram sua venda anunciada anteriormente inúmeras vezes. Mas a inclusão da Eletrobras muda o enredo completamente. O mencionado expediente da golden share tem mil utilidades, inclusive a de eventualmente não ter utilidade alguma ou ser uma trucagem eficaz. Sua insuficiência imunológica já forçou o BNDES a ingressar no capital de ex-estatal para evitar que fosse descumprido o escrito e o combinado.

Fica acertado, portanto, que a golden share funciona como uma apólice de segurança junto à sociedade para a venda de ativos com maior sensibilidade política. Alguém aí falou Petrobras? O Banco do Brasil e a Caixa Econômica já podem ir para a prateleira. A engenharia de privatização da Eletrobrás tem serventia para todo o triângulo das grandes estatais.

A Petrobras, sem dúvida, seria a missão mais difícil, pois necessitaria de negociação complexa no Congresso para a mudança constitucional que veda sua alienação. BB e CEF estão à disposição. A transferência de empresas públicas para a iniciativa privada é sempre desejável em termos de ganho de eficiência. Mas vender monopólios ou quase monopólios é uma contradição do capitalismo.

Em qualquer hipótese, a desmobilização deve ser feita com o maior retorno para a sociedade. Vender na baixa é condenável segundo cláusula pétrea das leis do mercado. O ex-ministro Mário Henrique Simonsen dizia: se por acaso privatizar, a receita tem de ir para abater dívida pública e não para saldar o gasto corrente. Ou seja: não é boa medida vender as estatais e esterilizar os recursos cobrindo o déficit primário.

O decano das privatizações, o economista Ignacio Rangel, pregava que o retorno das vendas de ativos maduros deveria ser aplicado em setores nos quais o país estivesse demasiadamente atrasado. Que tal tecnologia hospitalar, inovações, para não dizer da velha senhora, a infraestrutura? Há quem diga ainda que a privatização contribuiria para reduzir a cultura de corrupção no país. Mais ou menos.

A criação de empresas monumentais aumentaria a capacidade de corrompimento e captura do Estado por esses agentes. Ah, mas a urgência do ajuste fiscal justificaria atos de coragem. Pode ser. Mas, quando se trata de patrimônio público, é um despropósito fazer da correria uma estratégia para a alienação dos ativos. Para quem já chegou até aqui, melhor seria menos açodamento

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25.08.17
ED. 5691

A teoria e a prática de João Elek

O destino foi extremamente sarcástico com João Elek, afastado da diretoria de Governança, Risco e Conformidade da Petrobras por contratar a Deloitte no período em que sua filha estava sendo admitida na empresa. Na manhã da última segunda-feira, praticamente no instante em que a Comissão de Ética da Presidência da República (CEP) despachava o processo contra o executivo, Elek participava do seminário Compliance: Ética Empresarial e Transparência, no Rio, ao lado, entre outros, do ex-ministro do STF Ayres Britto. Por meio de nota, a Petrobras confirmou ao RR que o executivo permanecerá “temporariamente afastado do cargo” até que a CEP analise seu recurso.

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22.08.17
ED. 5688

Última guarânia

A Petropar, controlada pelo governo do Paraguai, teria feito uma oferta pelos ativos da Petrobras no país. A estatal brasileira procura um comprador para suas operações locais desde maio – conforme antecipou o RR na edição do dia 26 daquele mês. O pacote engloba quase 200 postos de combustíveis, 74 lojas de conveniência e um terminal de distribuição, entre outros ativos.

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03.08.17
ED. 5675

Real estate

A Petrobras tem aproveitado a crise imobiliária para devolver escritórios – caso da Torre Almirante – e achatar seus
custos de locação. No Rio de Janeiro, em pouco mais de um ano, a estatal reduziu em quase 50% o custo de seus contratos de aluguel, hoje na casa dos R$ 180,00 o metro quadrado.


Por falar em crise imobiliária, não por outro motivo o norte-americano Evergreen Real Estate Partners está à caça de imóveis comerciais no Brasil.

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02.08.17
ED. 5674

Supersafra chinesa

O Citic Agri Fund, que desembolsou US$ 1,1 bilhão pela operação de sementes de milho da Dow no Brasil, pretende investir também na produção de fertilizantes no país. Na mira, os ativos da Petrobras, notadamente as plantas de nitrogenados da Bahia, Sergipe e Paraná. Adubo financeiro não será problema para o braço agrícola do Citic, fundo soberano chinês que administra quase US$ 1 trilhão.

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01.08.17
ED. 5673

Torre Almirante

Em meio à grave crise imobiliária no Rio de Janeiro, o BC Fund do BTG, teve um alívio. O fundo fechou o arrendamento de quase um quinto da Torre Almirante, no Centro do Rio. O edifício estava inteiramente ocioso desde o início do ano, quando a Petrobras rescindiu o contrato de locação de todo o empreendimento – ver RR edição de 11 de julho.

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31.07.17
ED. 5672

Um novo CFO para a BR

A Petrobras vai anunciar nos próximos dias a contratação de um novo CFO para a BR Distribuidora, que chegará com a missão de conduzir a oferta de ações da empresa.

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25.07.17
ED. 5668

Ociosidade no refino

Número que será divulgado no próximo balanço da Petrobras: as refinarias da estatal fecharam o primeiro semestre com uma taxa de utilização em torno de 77%. Trata-se do menor índice dos últimos 15 anos – em 2014, chegaram a operar a 100%. A maior ociosidade é resultado da combinação entre a crise econômica e o aumento das importações de derivados.

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19.07.17
ED. 5664

Fora do Espírito Santo

A Petrobras bateu o martelo: vai vender a concessão de gás natural no Espírito Santo. A estatal é dona de 100% da distribuidora. Quer dizer, é e não é. O governo capixaba reclama a divisão do controle com a Petrobras. No ano passado, a Justiça considerou irregular o contrato firmado em 1993, que deu à estatal a concessão por 50 anos.

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18.07.17
ED. 5663

Delação, com moderação

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, está devidamente sensibilizado com o mal estar causado pelas placas de estímulo à delação que foram penduradas pela empresa. O corpo de funcionários da tem um enorme orgulho da sua tradição técnica e de amor pela estatal. Conviver com o “delate” em cima da sua cabeça é dose. Parente devia pedir para que delatassem quem foi o inventor da ideia.

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11.07.17
ED. 5658

Acordo com chineses dá a largada na venda de refinarias da Petrobras

Segundo o RR apurou, a Petrobras vai apresentar em até 30 dias o modelo de venda de ativos na área de refino. Em alguns casos, a companhia deverá manter apenas uma fatia minoritária. Qualquer semelhança entre o timing do anúncio e a parceria firmada recentemente com a China National Petroleum Company (CNPC) não é mera coincidência. De acordo com informações filtradas da própria estatal, além da retomada das obras do Comperj, a CNPC já abriu tratativas para a compra de participações em refinarias da Petrobras. As conversas envolvem a entrada dos chineses na unidade de Landulpho Alves, na Bahia, e no controverso projeto da Abreu Lima, em Pernambuco.

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06.07.17
ED. 5655

O sistema de bandas da gasolina

Um suelto para pensar sobre a nova política de preços da Petrobras, que lembra as bandas diagonais exógenas e endógenas adotadas pelo professor Francisco Lopes quando presidente do Banco Central. Como gasolina e derivados estão na matriz de preços de “decilhões” de setores da economia, o que farão eles? Vão ficar também subindo e descendo seus preços conforme o ioiô da Petrobras? Corrigirão diariamente os preços tal e qual estatal? Ou tascarão logo 10% de aumento para se proteger das mudanças de humor da petroleira? Quem acertar a resposta ganha um estágio na Ipiranga.

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04.07.17
ED. 5653

Compliance derruba as paredes da Petrobras

A diretoria executiva da Petrobras, um colegiado capitaneado por Pedro Parente, autorizou que sejam tomadas providências para jogar abaixo os muros que separam as salas da empresa. A encomenda foi feita a um grupo interno, principalmente pelos diretores que vieram do mercado financeiro, a exemplo de Nelson Silva (Estratégia), João Elek (Compliance) e Ivan Monteiro (Finanças). Os motivos que mais contam pontos são os ganhos de produtividade previstos com os diretores bufando no cangote dos gerentes; e o fortalecimento das políticas de compliance e de integridade, uma verdadeira obsessão em uma companhia que se tornou benchmark mundial em corrupção. Nelson Silva, o mais avançado da turma, encomendou a esse grupo de trabalho que analise as práticas de open space (layout sem paredes) em outras grandes empresas. A iniciativa parece correta. Com a medida, além de ampliar o contato entre os empregados e os gestores que ficarão sem sala particular, a estatal poderá reduzir a quantidade de andares que aluga no Centro do Rio, cujo metro quadrado está entre os mais caros do Brasil. Recomenda-se, contudo, cuidado com os modelos de disclosure, notadamente no encaixe do capital humano. No Bradesco, pioneiro do grande salão sem parede, não se consegue pensar mais o banco de outra maneira. Já no BNDES, Maria Silvia Bastos Marques teve uma experiência tétrica quando jogou por terra os muros que a separavam da corporação que nunca a tolerou.

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03.07.17
ED. 5652

Avanço total

A francesa Total está despejando um caminhão de dinheiro no pré-sal. Após desembolsar US$ 2,2 bilhões na aquisição  de ativos da Petrobras, quer comprar também a participação de 10% da portuguesa Galp no campo de Iara, na Bacia de Santos. Ressalte-se que a Total já detém 22,5% da operação, comprados da própria Petrobras.

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03.07.17
ED. 5652

Margens da Ipiranga

A disposição da Petrobras de reajustar os preços dos combustíveis diariamente para conter as importações tem endereço certo. Em abril e maio, a Ipiranga mais do que duplicou a compra de derivados no mercado externo. Foram 216 milhões de litros, uma média de 108 milhões por mês. No primeiro trimestre, essa média foi de 57 milhões.

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28.06.17
ED. 5649

Sinal de alerta na Petrobras

Quando não são os planos para a redução da dívida, cortes de despesas e entraves regulatórios do pré-sal, a Petrobras tem que lidar com problemas singelos, a exemplo do vazamento de dutos submarinos flexíveis, conhecidos como risers. Esses simplórios risers são capazes de afetar o ritmo de produção, afastando ainda mais a companhia da meta prevista para este ano. O target é de 2,8 milhões de barris/dia. No primeiro trimestre, a empresa parou nos 2,1 milhões de barris/dia. A estatal confirmou as falhas nos dutos nos campos de Lula e Sapinhoá, mas assegura que já controlou o vazamento sem parada da produção.

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22.06.17
ED. 5645

Dobradinha

Petrobras e Statoil estão perto de selar uma parceria para a 14a Rodada de Licitações da ANP, que ocorre em setembro.

________________

Por falar em Petrobras, a BR pretende vender a concessão da distribuição de gás natural no Espírito Santo. Promessa de mais combustível no contencioso com o governo capixaba, que já decretou a caducidade da concessão.

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22.06.17
ED. 5645

Os pesos e medidas da Petrobras

A Petrobras autorizou, na semana passada, a criação de uma nova função na alta administração, o diretor-adjunto de Governança e Conformidade. A justificativa pode ser boa, pois o diretor de Governança e Conformidade, João Elek, tem tido crescentes demandas externas sobre compliance, a exemplo dos processos contra a estatal nos Estados Unidos. Entretanto, os 70 mil empregados da empresa, que sonham com a “extinta” PLR – a Petrobras não paga participação nos lucros há dois anos – não estão nada satisfeitos. Enquanto a presidência pede que a força de trabalho se empenhe e “faça mais com menos”, a Petrobras aprovou a criação de uma segunda diretoria após sua recente estruturação. Ou seja: o comportamento de austeridade exigido do  “chão de fábrica” não vale para o andar de cima. Os diretores, ao contrário da malta, “só conseguem fazer mais com mais”. E tome de habilitar novas instâncias hierarquicamente superiores. No fim do ano passado foi criada a Diretoria de Estratégia, ocupada por Nelson Silva, ex-no 1 da BG no Brasil.

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16.06.17
ED. 5641

Fertilizante da Petrobras aduba os negócios da Yara no Brasil

Enquanto a joia da coroa, a BR, segue guardada na redoma, Pedro Parente está retomando a venda de ativos da Petrobras pelas peças de menor quilate. Parente reuniu-se, no fim de maio, com executivos da Yara para tratar da negociação da operação de fertilizantes nitrogenados da estatal. Segundo o RR apurou, as conversas envolvem a transferência, em um só pacote, dos três complexos industriais localizados na Bahia, em Sergipe e no Paraná.

Os valores sobre a mesa somam algo perto de US$ 1,5 bilhão. Do lado dos noruegueses, o sinal verde para as negociações foi dado em março, quando o chairman mundial da Yara, Leif Teksum, esteve no Brasil. Diga-se de passagem, nas reuniões com o presidente da subsidiária brasileira, Lair Hanzen, ele não tratou apenas de Petrobras. A companhia não esconde o interesse na unidade de nitrogenados da Vale em Cubatão (SP).

A Yara já detém uma respeitável operação no Brasil, com três fábricas de matérias-primas e 32 unidades misturadoras – boa parte herdada com a aquisição dos ativos da Bunge, em 2013. O faturamento, em torno de R$ 10 bilhões, representa quase 30% das vendas globais do grupo. Na Petrobras, o assunto é conduzido de forma muito cuidadosa.

O receio é que a Justiça atravesse novamente o caminho, como tem ocorrido na negociação de outros ativos. É bem verdade que a companhia teve uma vitória neste sentido na semana passada. A 1a Vara Federal de Três Lagoas (MS) suspendeu a ação civil pública que impedia a negociação da fábrica de fertilizantes na cidade.

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16.06.17
ED. 5641

Quem aprova a recuperação da Sete Brasil?

Se alguém ainda acredita na aprovação do plano de recuperação judicial da Sete Brasil, basta acompanhar a sequência de no shows da assembleia de credores. Segundo o RR apurou junto a um dos sócios da companhia, é grande o risco de que a reunião prevista para 26 de junho seja novamente postergada. A se confirmar, será o sexto adiamento desde janeiro. De acordo com a fonte, a ameaça se deve à falta de consenso entre acionistas e credores. Os bancos exigem um aporte de capital para dar o imprimatur ao plano de recuperação. No entanto, entre os sócios – uma colmeia que inclui Petrobras, Petros, Funcef, Previ, Santander, BTG etc – ninguém está disposto a colocar mais dinheiro em um projeto carcomido pela inviabilidade econômica e pela Lava Jato. Além disso, falta o salvo-conduto da própria Petrobras. O plano prevê a construção de quatro sondas para a estatal, o que ajudaria a abater 25% da dívida total, de R$ 20 bilhões. Procurada, a Sete Brasil reafirmou que a assembleia está marcada para 26 de junho. Disse ainda que “o processo de recuperação prevê a necessidade de novos recursos para a conclusão das sondas”. O RR torce para que, desta vez, a assembleia se realize.

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14.06.17
ED. 5640

Forte candidata

A chinesa CNPC surge como forte candidata à compra de ativos de refino da Petrobras.

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13.06.17
ED. 5639

Petrobras paga mais uma fatura do “petrolão”

A Petrobras iniciou tratativas em busca de um acordo com o Abu Dhabi Investment Group. Em março, o fundo soberano dos Emirados Árabes acionou a estatal na Justiça norte-americana, exigindo uma indenização por perdas decorrentes dos casos de corrupção na companhia. Nos últimos dois anos, o que a Petrobras mais tem feito é correr atrás do “perdão” dos minoritários. Nesse período, já fechou duas dezenas de acordos com investidores internacionais. A conta pelos malfeitos do passado gira em torno de US$ 370 milhões. A Petrobras confirma o valor, provisionado no balanço. Mas não pronuncia sobre as negociações com o Abu Dhabi Investment.

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12.06.17
ED. 5638

Petrobras e o reverso do compliance

É no mínimo contraditório que, ao suspender o fornecimento de gás para a Âmbar, alegando violação de contrato, a Petrobras tenha divulgado publicamente os valores do acordo. Compliance por compliance, a própria estatal acabou quebrando cláusulas de confidencialidade, abrindo caminho para que a empresa de energia da J&F entre com um pedido de indenização na Justiça. A Petrobras comprou ainda outro risco: ao informar tanto o valor pago pelo gás importado da Bolívia (US$ 4,29/MMBtu) quanto a cifra cobrada da J&F (US$ 6,07/MMBtu), descortinou suas margens no setor, dando margem para que outros clientes contestem seus respectivos contratos.

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07.06.17
ED. 5635

A sina da Petrobras

Quando não é o TCU, é o Ibama que cruza o caminho da Petrobras. Pendências de ordem ambiental podem melar a venda da fábrica de fertilizantes nitrogenados de Três Lagoas (MS) para a Sinopec. O mais doloroso é que os chineses já toparam retomar as obras, paradas há três anos, e pagar as dívidas com fornecedores, de R$ 40 milhões.

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01.06.17
ED. 5631

A inquilina Petrobras

A Petrobras renovou o contrato de aluguel da Ventura Towers, no Centro do Rio. Ao todo, pagará R$ 6 milhões por mês pela locação de 55 mil metros quadrados. A extensão do acordo com a BR Properties, proprietária do imóvel, era cercada de dúvidas. Primeiro pelos drásticos cortes que têm sido feitos pela estatal – recentemente a companhia devolveu toda a Torre do Almirante,também no Rio, para a norte-americana Hines. Além disso, o aluguel da Venture Towers sempre foi associado a uma nebulosa relação entre a Petrobras e o BTG Pactual, que chegou a ser investigado pela compra de ativos da estatal na África. O aluguel foi firmado com a BR Properties à época em que o banco tinha uma participação relevante na companhia.

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26.05.17
ED. 5627

Delação sub judice

O recente depoimento do ex-diretor da Petrobras Renato Duque à Lava Jato vai mudar o acordo de delação de Delcídio do Amaral, conforme apurou o RR. Duque teria relatado o pagamento de propina a Delcídio na compra da refinaria de Pasadena, fato que o ex-senador havia negado aos procuradores. Procuradas, a PGR e a defesa de Delcídio não comentaram o assunto.

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26.05.17
ED. 5627

A procura

Enquanto a venda da BR continua encravada, a Petrobras procura um comprador para a sua rede de 180 postos de combustíveis no Paraguai.

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25.05.17
ED. 5626

Petrobras sobe o sarrafo no preço dos combustíveis

De acordo com informações filtradas da Petrobras, o próximo aumento da gasolina e do diesel deverá ser, no mínimo, de 5% e 7%, respectivamente. Este é o piso necessário para preservar a política de preços criada pela estatal para se proteger das oscilações do câmbio. Seria o reajuste mais expressivo desde dezembro do ano passado, quando a gasolina subiu 8,1% e o diesel, 9,5%, também por conta da alta do dólar. Mais do que isso: o aumento anularia, com alguma sobra, as duas recentes reduções no valor da gasolina, de 1,4% em abril e 0,2% em maio.

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24.05.17
ED. 5625

Ponta do lápis

A Petrobras calcula já ter economizado algo em torno de US$ 38 milhões por ano com o enxugamento do seu efetivo de 2015 para cá. Nesse período, foram dispensados cerca de 13 mil funcionários. Procurada, a estatal confirmou o total de cortes, mas não se pronunciou sobre valores.

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22.05.17
ED. 5623

Petrobras espreme seus campos de petróleo

A ordem para a área técnica da Petrobras é intensificar os estudos com o objetivo de ampliar a vida útil de grandes campos de óleo e gás. A medida é vista na estatal como uma maneira de compensar o corte em torno de 25% dos investimentos em exploração e produção do Plano de Negócios e Gestão 2017-2021 – em termos absolutos, a redução chegou a US$ 28 bilhões. A direção da companhia toma como exemplo o Campo de Marlim. O aumento do fator de recuperação da área em 50% foi tratada na Petrobras praticamente como se fosse uma nova descoberta. Procurada, a empresa informa que “realiza continuamente estudos com o propósito de identificar oportunidades que agreguem valor econômico aos seus ativos de produção”.

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17.05.17
ED. 5620

“Força-tarefa” da Petrobras não poupa a prata da casa

A expectativa da força-tarefa da Lava Jato é que a auditoria interna da Petrobras identifique novos envolvidos no “petrolão” dentro da própria empresa. Os procuradores têm bons motivos para esperar que futuros indiciados surjam das apurações feitas pela estatal. Informações colhidas pelos “investigadores” da Petrobras foram decisivas para a 40ª fase da Lava Jato, deflagrada há dez dias – três ex-gerentes da companhia são acusados receber cerca de R$ 100 milhões em propina (dois deles chegaram a ser presos na operação).Consultada, a estatal confirmou que tem enviado “rotineiramente às autoridades resultados de suas apurações internas, além de ser assistente de acusação em todas as ações impetradas pelo Ministério Público Federal”. A “força-tarefa” montada pela Petrobras incluiu a criação de um Comitê Especial de Investigação, comandado pela ex-ministra do STF Ellen Gracie, e de um canal de denúncias independentes.

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17.05.17
ED. 5620

Bastante citado

O ex-presidente do BB e da Petrobras Aldemir Bendine está bastante citado na delação de Leo Pinheiro, da OAS.

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16.05.17
ED. 5619

Um perdão para Libra

Na Petrobras, é grande a expectativa de que a ANP anuncie ainda neste semestre o waiver parcial pelo não cumprimento das regras de nacionalização no megacampo de Libra, na Bacia de Santos. O perdão envolveria, principalmente, a construção do FPSO (unidade flutuante), ao custo estimado de US$ 1,5 bilhão). Estima-se que mais da metade do projeto tenha sido contratada no exterior. Procurada, a ANP confirmou que “analisa o pedido de waiver, mas não há prazo para a decisão”.

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15.05.17
ED. 5618

O sangramento de Lula no Dia das Mães

Os advogados de Lula pretendem transformar em peça de defesa a denúncia de que o ex-presidente teria afrontado o TCU e se acumpliciado nas irregularidades da Petrobras. Eles iniciaram o levantamento de evidências no sábado (13/05) véspera da publicação na primeira página de O Globo de manchete afirmando que “Lula foi alertado de suspeitas na Petrobras”. Segundo apurou o RR, não existem provas nas delações, nos relatórios do TCU, na documentação da Petrobras (atas do Conselho e documentos da diretoria) de que o ex-presidente teria “vetado a inclusão das obras da estatal na lista (de irregularidades) e liberado os recursos”.

Ou seja: a denúncia não está amparada em qualquer comprovação. Segundo as normas, cabe ao órgão do governo arrolado em “suspeições” esclarecer as dúvidas levantadas pelo TCU, instância fiscalizadora integrante do Poder Legislativo, conforme o art. 71 da Constituição Federal. Há controvérsias em relação a essa subordinação, mas de qualquer forma trata-se de um órgão opinativo, que auxilia o Congresso Nacional no exercício do controle externo. Para os advogados, a maior desqualificação da “denúncia” é o próprio histórico do TCU, que mais levanta questões do que suspeitas, e o faz a granel. Desde Getúlio Vargas não existe, à exceção dos governos militares, nenhum presidente da República que não tenha recebido ressalvas nas suas contas orçamentárias.

Fernando Collor, Fernando Henrique, Lula, Dilma Rousseff, todos foram alvos de processos, dezenas, em alguns casos mais de centena. As contas de Itamar Franco, o probo, foram aprovadas 16 anos depois do encerramento do seu governo. São raras as licitações que não merecem reparo da área técnica do TCU. Todos os executivos de estatais são igual e historicamente citados em relatórios de “suspeição” – a Petrobras é campeã desde sempre, devido a sua hegemonia no numero de obras realizadas no país.

Não existe dirigente do setor público que não conste das investigações do TCU, com seu nome devidamente registrado no processo. Os advogados já juntaram casos e mais casos emblemáticos. Um exemplo: o ministro Benjamin Zymler, do TCU, mandou abrir investigação sobre compras autorizadas pelo então diretor da Petrobras Delcidio do Amaral, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, de turbinas a gás para usinas termelétricas feitas junto a francesa Alstom.

Não conta que FHC tenha se metido na história, na qual não faltaram denúncias de propinas. Mas, a julgar pelos atuais critérios, FHC bem poderia ser citado como conivente. Ainda no governo FHC, o TCU abriu auditoria no Banco Central e na Secretaria da Defesa Nacional para investigar se o próprio presidente, na condição de ministro da Fazenda da gestão Itamar Franco, havia beneficiado bancos nacionais no acordo da dívida externa.

O pedido de auditoria foi aprovado pelo deputado Sarney Filho. FHC tinha sido o principal defensor do acordo “contestável”. A “suspeição” do TCU foi mais uma que entrou no rol das bobagens pátrias. A maior pegadinha preparada pela defesa do ex-presidente refere-se ao próprio Grupo Globo. No relatório TC 005.877/2002-9, nos idos do governo FHC, o TCU conclui que o BNDES teria favorecido o grupo com o repasse 2,5 vezes maior do que o realizado para outras empresas do ramo.

À época, o RR apurou que tanto a Globo quanto o BNDES explicaram em detalhes o episódio envolvendo empréstimos à NET, sobre o qual não pairam dúvidas sobre a correção e a licitude. O fato é que Lula acordou ontem vivendo o seu mais tenebroso Dia das Mães. Além da manchete em O Globo, as mídias veiculavam uma publicidade galhofeira de uma rede varejista sobre sua recém-falecida esposa: “Se sua mãe ficar sem presente, a culpa não é da Marisa” – e uma capa de revista denunciando o ex-presidente de assassinar a memória da ex-mulher: “A segunda morte de D. Marisa”. O TCU só tem pequena parcela de responsabilidade em todo o enredo.

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12.05.17
ED. 5617

Mata borrão

Além da venda de Pasadena, a Petrobras abriu negociações para a entrada de um sócio na também controversa refinaria Abreu Lima, em Pernambuco. Segundo o RR apurou, há conversas com a chinesa Sinopec. Consultada, a Petrobras confirmou “a busca de parceiros para Abreu Lima”, mas não se pronunciou sobre a Sinopec.

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10.05.17
ED. 5615

Cerveró II, a missão

O ex-diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, deverá fazer uma nova rodada de depoimentos à força tarefa da Lava Jato. O recall estaria relacionado a denúncias feitas recentemente pelo seu ex-colega de estatal, Renato Duque. Não custa lembrar que Cerveró fez delação premiada.

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09.05.17
ED. 5614

Valor simbólico

A Petrobras vai reduzir suas representações no exterior. A holding tem, por exemplo, cinco escritórios na Holanda.

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03.05.17
ED. 5610

Reta final

As negociações para a transferência da unidade de nitrogenados da Petrobras em Três Lagoas (MS) para a Sinopec avançaram nas últimas duas semanas. Os chineses já apresentaram uma oferta à estatal e têm se reunido com credores e fornecedores do empreendimento, cujas obras estão paradas há três anos. A Sinopec se compromete a pagar as dívidas de R$ 40 milhões.

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02.05.17
ED. 5609

O quarto de despejo de Michel Temer na economia

Michel Temer não quer saber do povo – e a recíproca é verdadeira. Ponto final. Vai governar de forma impopular junto aos ministros que sobrarem e os novos colaboradores que estão por vir, enfurnado com políticos da base aliada e enfeitando fóruns, seminários e eventos festivos do empresariado. É o que tem. As reformas serão à meia bomba. É o que pode.

Agora que alguns cortes de subsídios foram realizados, removeu-se o marco do conteúdo local – notadamente no setor de óleo e gás – e flexibilizaram-se algumas tarifas de importação, além da vitoriosa mudança das leis trabalhistas, é hora dos ajustes microeconômicos. Temer fará a rearrumação da malha de benefícios creditícios e incentivos fiscais, impondo contrapartidas em pesquisa e tecnologia. O mesmo será exigido para a manutenção da desoneração das folhas de salários de alguns setores acarinhados.

No automotivo, o rearranjo dos benefícios contemplaria a produção de carros elétricos, mas é amplo o ceticismo sobre o êxito da medida. A Lei de Falência terá uma nova atualização – a bilionésima primeira. Um dos empresários paparicados por Temer sugeriu que ele criasse uma zona de esforço compartilhado entre as estatais – Petrobras, BNDES, BB, Eletrobras etc. – para puxar o investimento em algumas áreas onde a geração de emprego fosse emergencial.

Uma espécie de “Sudene das estatais”. Temer aquiesceu, naquele seu estilo de quem concorda discordando profundamente. Mexer com estatais nesse momento, nem morto! O presidente vai entregar a simplificação do sistema tributário e a agilização das licenças obrigatórias para novos investimentos, mas ninguém acredita muito que os pequenos consertos despertem o espírito animal do empresariado. De qualquer forma, pretende chamar tudo de reforma. Já encomendou a entrega de um pacotão de pequenas correções e aperfeiçoamentos na engrenagem da economia. É preciso dar na vista.

A novidade é que serão terceirizados profissionais da academia e tecnocratas do setor privado para participar desse mutirão econômico. Uma leva desses luminares de fora do governo irá para a conta da Fazenda. Seus nomes já foram, inclusive, publicados no Diário Oficial. Diversas medidas vão na direção certa, mas significam o mesmo que lustrar os móveis de uma casa soturna, empoeirada e assombrada por uma legião de larápios de dentro e de fora do governo; um desemprego que teima em aumentar; um crescimento que, não fosse a revisão das contas pelo IBGE, beiraria o negativo neste ano, e uma nada redentora taxa de expansão do PIB entre 0,5% e 1%, em 2018. Tudo miúdo. A gestão Temer na economia cabe em uma quitinete. Melhor, cabe em um quarto de despejo.

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27.04.17
ED. 5607

O entardecer de Paulo Cunha

Uma lenda no meio empresarial, Paulo Cunha, presidente do Conselho do Grupo Ultra, está deixando o cargo, segundo o informante do RR. Considerado o maior industrialista do país, Cunha tem 80 anos. Ele tem dado demonstração de cansaço e exigido mais tempo para si. O empresário foi fiel durante toda a vida a duas companhias: a Petrobras e a Grupo Ultra, para onde se transferiu em 1967. Promoveu duas viradas sensacionais na empresa, consolidando sua liderança no mercado de gás e o seu ingresso na distribuição de combustíveis. Cunha foi convidado para ser ministro por Fernando Henrique Cardoso e Lula. Não aceitou em ambas. Em uma das suas últimas entrevistas, disse “nunca ter visto o Brasil tão sem esperança quanto hoje”. Vai caminhar com altivez e lentamente para o crepúsculo. Mas sempre haverá tempo para o aconselhamento do grupo empresarial. Afinal, Cunha e Ultra continuam indissociáveis.

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27.04.17
ED. 5607

Mar de sargaço

A Petrobras teria desistido da construção da plataforma P-71, a cargo da Ecovix. Será um duro golpe para o estaleiro gaúcho, em recuperação judicial, e seus mais de dois mil funcionários.

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25.04.17
ED. 5605

O custo de uma liminar para a Petrobras

Pouco se falou do impacto que a suspensão da venda do campo de Carcará poderá ter sobre o plano de desmobilização de ativos da Petrobras. Caso a Justiça confirme a decisão, o valor de participações já negociadas pela estatal cairá de US$ 13,6 bilhões para US$ 11,5 bilhões. A título de exercício matemático: em relação à meta fixada pela Petrobras de vender US$ 34,6 bilhões em ativos até 2019, o percentual cumprido desceria de 39% para 33%. Quem acha que o recuo é pequeno que vá dizer isso a Pedro Parente, que faz das tripas coração para escalar a montanha e atingir a meta.

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24.04.17
ED. 5604

Rodada Zero

Além da redução dos royalties para o patamar mínimo de 5%, as petroleiras que arremataram concessões na chamada Rodada Zero, em 1998, levaram outro pleito à ANP. Reivindicam a extensão das licenças, que expiram em 2025. Nesse grupo, há campos importantes, como Marlim e Roncador, ambos sob operação da Petrobras.

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20.04.17
ED. 5603

O que é que Sergipe tem?

A título de registro: a Justiça Federal de Sergipe virou o porto seguro da Federação Nacional dos Petroleiros. Em dezembro, suspendeu a venda da BR e de outros ativos da Petrobras. Agora, cancelou a negociação de Carcará.

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10.04.17
ED. 5596

Refinarias à venda

Em encontro fechado com investidores na última semana, em São Paulo, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, afirmou que a empresa está concluindo a modelagem da venda de ativos na área de refino – como antecipou o RR em 24 de fevereiro. Segundo Parente, a meta é dar a partida na operação em julho. Procurada, a Petrobras informou que “o modelo de parcerias no refino está em análise e não há previsão para conclusão desse processo.”

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30.03.17
ED. 5589

O último ato da Petrobras no etanol

A Petrobras está em negociações para a venda da sua participação de 40% na Bambuí Energia. Do outro lado da mesa estão um grupo indiano ainda sem negócios no Brasil e a Turdus Participações, do usineiro José Geraldo Ribeiro, dono dos 60% restantes da companhia. Este é o último ativo da estatal no setor. A Petrobras não vê a hora de virar essa página e deixar para trás um prejuízo de R$ 1 bilhão, apenas em 2016.

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29.03.17
ED. 5588

A dona de Carcará

A Statoil está faminta para aumentar sua participação no campo de Carcará, hoje de 66%. Resta saber quem vai ser diluído entre Petrobras, Queiroz Galvão, Barra Energia e a portuguesa Galp.

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09.03.17
ED. 5574

Good news

A Petrobras está sentada em uma promissora área de petróleo. Já, já, anuncia a boa nova. Consultada, a estatal afirmou que só comunica descobertas por Fato Relevante.

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06.03.17
ED. 5571

Crise do Rio deixa BR Properties com dois elefantes brancos

A BR Properties, braço de empreendimentos comerciais da GP Investimentos, foi atingida em cheio pela crise econômica do Rio de Janeiro. Nem mesmo a estratégia comercial de guerra adotada pela empresa tem sido suficiente para povoar as 137 salas comerciais e 37 lojas do Passeio Corporate, seu maior empreendimento na cidade – o custo total beirou os R$ 400 milhões. A BR Properties já baixou o valor do metro quadrado dos escritórios de R$ 120 para algo em torno de R$ 80. Ainda assim, não conseguiu encontrar uma corporação disposta a alugar integralmente as salas comerciais, como seu foi a sua pretensão. No limite, a empresa vai ser obrigada a fazer o que não queria: locar separadamente os espaços. Ressalte-se que o Passeio Corporate não é um espécime isolado na carteira da BR Properties. A empresa tem outro elefante branco na cidade: a Torre do Almirante. A companhia pena tentando achar substitutos para o vazio deixado pela Petrobras, que devolveu o edifício no ano passado. Não poderia haver momento mais perverso para isso. Em meio à maior crise econômica do estado do Rio, a BR Properties tem 36 andares ou 41 mil metros quadrados encalhados.

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24.02.17
ED. 5568

Venda de refinarias entra no radar da Petrobras

Ganha corpo na diretoria da Petrobras a proposta de incluir a área de refino no plano de desmobilização de ativos da companhia. Entre os simpatizantes da medida despontam o próprio presidente da estatal, Pedro Parente, e o diretor financeiro, Ivan Monteiro, este último certamente estimulado pelo impacto que a operação teria na redução da dívida da empresa e no enxugamento da estrutura de custos. Apenas como um mero exercício, simulações preliminares feitas pela Petrobras indicam que a venda de 51% do negócio de refino – um modelo à la BR Distribuidora – poderia representar uma receita da ordem de US$ 42 bilhões, ou algo em torno de um terço da dívida total da empresa, de aproximadamente US$ 120 bilhões. Mas, como se disse, são apenas simulações.

A negociação das refinarias é considerada um tema incandescente dentro da corporação, envolvendo questões de ordem estratégica e política. A direção da Petrobras ainda está longe de uma posição fechada quanto à venda dos ativos ou mesmo sobre o melhor modelo para a operação. Há alguns rascunhos sobre a mesa. Um deles envolveria a transferência de todas as refinarias para uma nova empresa, que teria parte do seu capital ofertado em mercado.

Outra hipótese, mais moderada, seria a criação de “combos”, com a venda conjunta de uma refinaria específica e sua logística, notadamente terminal portuário. Neste caso, a Petrobras também poderia abrir mão do controle de uma determinada unidade, permanecendo como acionista minoritária. O desafio, neste formato da venda separada, é como seccionar custos logísticos que hoje estão amortizados entre diversas refinarias sem ceifar os ganhos de escala do negócio. Não há dúvidas de que uma operação deste calibre daria à Petrobras um fôlego financeiro bem maior, praticamente equacionando o problema do seu endividamento.

Mas há decisões dramáticas a serem enfrentadas, todas com prós e contras. Se, por um lado, a companhia deixaria de ser refém do governo na formação de preços, por outro perderia o status de monopolista e teria que rebolar para concorrer com as “refinarias de mercado”, com uma estrutura de custos sabidamente menor e sua habitual agilidade para automatizar processos, demitir pessoas e racionalizar as despesas em rubricas como segurança operacional. Ao mesmo tempo em que reduziria seus gastos, a Petrobras teria de fazer escolhas difíceis do ponto de vista político e social.

Não raro, a economia de municípios inteiros gira em torno de refinarias da estatal. A venda das unidades traria a reboque uma inexorável onda de demissões, que seria debitada na conta de um governo já altamente impopular. Imaginem protestos em várias cidades brasileiras, caminhões de distribuidores obstruindo estradas, romaria de prefeitos a Brasília… Basta dizer que, até agora, a Petrobras não conseguiu vender uma só unidade de fertilizantes, que gera muito menos empregos do que uma refinaria.

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23.02.17
ED. 5567

Ecovix lança sua âncora ao mar

A Ecovix vai apresentar seu plano de recuperação judicial até a primeira semana de março. A principal proposta será a venda de parte do capital do estaleiro, controlado pela Engevix. Tudo dependerá da Petrobras e da retomada ou não da encomenda de dois cascos para navios-plataformas, um contrato da ordem de US$ 800 milhões. No ano passado, a estatal suspendeu o pedido devido às graves condições financeiras da Ecovix – ver RR edição de 27 de dezembro. Com R$ 8 bilhões em dívidas, o estaleiro da Engevix já demitiu mais de três mil metalúrgicos.

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20.02.17
ED. 5564

A âncora de Lemann para a BR

A Lojas Americanas não enterrou seu interesse pela BR Distribuidora. Pelo contrário. A ideia com a aquisição não é pendurar uma loja da varejista em cada um dos postos. Quem pensou em algo tão simples subestimou as artes de Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles – exibidas, mais uma vez, com a megaoferta pela Unilever. O projeto passa por implementar minishoppings em diversos postos, tendo a Americanas como loja âncora. Adquirida a rede de postos, o trio calafrio abriria negociações para atrair players complementares como parceiros ou mesmo sócios. Paralelamente seria necessário um choque de gestão no core business de distribuição de combustível, cujas margens são as mais baixas do setor. Mas tudo isso ao mesmo tempo e agora somente se a Petrobras topar ser minoritária e abrir mão da gestão. Por enquanto está difícil.

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16.02.17
ED. 5562

Petrobras e Total são só amor

Petrobras e Total já discutem novos investimentos no âmbito do acordo anunciado no fim do ano passado, da ordem de US$ 2,2 bilhões. Os aportes adicionais se dariam, sobretudo, no campo de Libra. Sócias de 15 projetos de exploração – seis no exterior –, Petrobras e Total estão entusiasmadas com a operação. As estimativas de custos em Libra já caíram 35% em relação às projeções iniciais.

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16.02.17
ED. 5562

“Pró-Porto”

O governo estuda uma espécie de Pró-Porto – alusão ao Proer dos bancos. Na verdade, está mais para um “Pró Santos”, onde o maior porto do país derrete. É isso ou fundar a “Portobras”, patrocinar uma consolidação com capital estrangeiro e solicitar os préstimos do BNDES à moda antiga.

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07.02.17
ED. 5555

“Brilho” e Collor

Fernando Collor “brilha” nos novos depoimentos do ex-Petrobras Nestor Cerveró.

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25.01.17
ED. 5546

Os olhos de Pedro Parente em Brasília

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, contratou a consultoria Arko, do cientista político Murilo Aragão. Parente é um salto de profissionalismo em tudo que faz. Quando o presidente da estatal era Ademir Bendine, sua assessoria de comunicação, a FSB, acumulava esse serviço. Definitivamente, naquela circunstância, não era a empresa mais adequada para a tarefa, devido a sua proximidade nos casos Lava Jato, Delta, Sérgio Cabral.

Questionado, Bendine dizia que a assessoria era sua, de caráter privado, e não da companhia. Consultada, a FSB confirma “que foi contratada pela Petrobras para prestar serviços de comunicação, monitoramento e análise de conjuntura no âmbito da chamada CPI da Petrobras. O serviço era prestado à empresa e não em caráter pessoal a qualquer executivo.” Parente é diferente.

Não se dissocia da estatal. E tem enorme cuidado com a folha corrida dos que lhe cercam. O executivo aproveitou ainda o convite à Arko para ajustar a operação da companhia em Brasília. Pelo menos uma parte das tarefas do escritório da Petrobras ficará na conta de Murilo Aragão.

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23.01.17
ED. 5544

Custo-Comperj

Desde setembro de 2015, quando as obras foram paralisadas, a Petrobras gasta por mês R$ 8 milhões com a manutenção do Comperj. Só o valor de um ano (R$ 96 milhões) daria para pagar mais de três vezes a remuneração dos executivos e conselheiros da empresa em 2016 – R$ 28 milhões. O custo do Comperj cobre uma equipe de 600 pessoas, entre engenheiros, técnicos, funcionários de limpeza e segurança.

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20.01.17
ED. 5543

Aqueles 10%

A Statoil quer beliscar 10% do Campo de Libra. O caminho é a Petrobras, dona de 40%.

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18.01.17
ED. 5541

Moreira e Padilha se despedem do Planalto. Será?

Em Brasília só se respira a reforma ministerial. O lance mais ousado seria a assepsia do Palácio do Planalto com a troca de Eliseu Padilha pelo general Sérgio Etchegoyen, na Casa Civil, e de Moreira Franco por Maria Silvia Bastos Marques, na Secretaria do PPI. Em relação à Casa Civil, a síntese da mudança é que Padilha está excessivamente voltado para a articulação política; já Etchegoyen não quer papo e, sim, botar a mão na massa. Michel Temer estaria optando pela infantaria, mesmo tendo vigorosos laços de amizade com Padilha – amigos, amigos, Lava Jato à parte.

Para o Gabinete de Segurança Institucional, iria outro garboso militar. Ressalte-se que o nome escolhido originalmente para o lugar de Padilha era o do presidente da Petrobras, Pedro Parente, que mandou avisar sobre sua total satisfação com o atual posto, no qual sua gestão é reconhecida e começa a render dividendos. Para Brasília, Parente não volta de jeito nenhum. Com dois militares de alta patente, sendo que o eventual futuro chefe do Gabinete Civil é o interlocutor mais próximo do comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, sabe-se lá se por coincidência ou obra do inconsciente Michel Temer militarizou o núcleo duro do governo.

Para equilibrar esse ambiente de coturnos e óculos Ray-Ban somente a graça de Maria Silvia Bastos Marques. A presidente do BNDES seria convidada para o cargo de Moreira Franco. Sua missão seria dinamizar a Secretaria do PPI, que não sai do lugar. Caso seja chamada, é bem possível que Maria Silvia aceite. A moça é voluntariosa, vaidosa e topa grandes desafios. Ela meio que acumularia o novo cargo com o comando do BNDES, do qual seria uma espécie de eminência parda.

Com a chegada ao Planalto, a dupla Maria Silvia e Marcela Temer emprestaria charme, beleza e fragrância de lavandas silvestres a um ambiente plúmbeo, com cheiro de detergente e limpa-vidro. E a dobradinha Padilha e Moreira? Restaria a eles fazer o percurso de Romero Jucá e tentar “ministeriar” informalmente, torcendo para que os voos para Curitiba estejam lotados por séculos, seculorum, amém.

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17.01.17
ED. 5540

Porta aberta

A Petrobras pretende anunciar um novo PDV até abril. O último, encerrado em novembro, teve a adesão de 11,7 mil funcionários. Procurada, a estatal garantiu não ter “a intenção de fazer um plano geral” de demissões no Sistema Petrobras. Mas deixou escapar que pode realizar um PDV em subsidiárias “em processo de desinvestimento”. Como se a ordem dos fatores alterasse o produto final.

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09.01.17
ED. 5534

Petrobras prepara saída da Usina Bambuí

Após deixar o capital da São Martinho e da Açúcar Guarani, chegou a vez do bagaço: a Petrobras vai iniciar o processo de venda da participação de 40% na Usina Bambuí, que carrega uma dívida de R$ 450 milhões e convive com o fantasma da recuperação judicial. Há mais de um ano o acionista controlador, o usineiro José Geraldo Ribeiro, tenta, sem sucesso, se desfazer da sua parte no negócio.

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06.01.17
ED. 5533

A volta de Soros

George Soros, que, em meados de 2015, chegou a zerar sua posição em Petrobras, voltou com tudo ao papel. Desde novembro, já teria comprado cerca de 3% da estatal.

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Está reaberta a temporada de caça a cargos públicos. No governo estima-se que mais de uma centena de distintos dirigentes do Banco do Brasil, Caixa, Petrobras, Correios, Infraero etc. não atendam às novas regras da recém-promulgada Lei de Responsabilidade das Estatais.

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30.12.16
ED. 5528

RR escreve certo em um ano de linhas tortas

No dia 4 de julho, o Relatório Reservado foi a primeira publicação a cravar que haveria uma segunda rodada de repatriação de recursos. Na ocasião, quando as estimativas mais otimistas giravam em torno dos R$ 30 bilhões, o RR informou também que Henrique Meirelles trabalhava com uma projeção acima de R$ 50 bilhões para o total arrecadado com a tributação dos recursos trazidos de volta ao país. Dito e feito! Estas foram apenas algumas das inúmeras informações que o assinante do RR soube na frente ao longo de 2016.

Durante o ano, em 247 edições, a newsletter publicou 2.584 notas e matérias. Desse total, 81% das notícias veiculadas se consumaram ou, ao menos, foram alvo de especulação na mídia. As informações que não se confirmaram posteriormente podem ser atribuídas, em grande parte, ao espírito agressivo da publicação e à busca da informação exclusiva na sua gênese, por vezes no limiar entre o fato e a boa especulação. O Relatório Reservado é adepto da máxima de Samuel Beckett: “Tente de novo, erre de novo, erre melhor”. Este foi o ano em que a política obscureceu a economia, o que se refletiu no noticiário do Relatório Reservado. Em 2016, a newsletter acompanhou amiúde o processo de impeachment de Dilma Rousseff, a chegada ao Poder de Michel Temer e de seu governo sub judice, as delações da Lava Jato que fizeram Brasília tremer.

Ainda nas raias da macroeconomia, o RR antecipou uma série de medidas que viriam a ser anunciadas ou, ao menos, estudadas pelo governo, como desonerações fiscais, securitização da dívida ativa, suspensão temporária do pagamento das dívidas das unidades federativas com os bancos públicos federais no âmbito de uma “Lei de Recuperação Judicial” para os estados – esta última tema de reportagem na edição de 5 de dezembro. Na edição de 2 de março, ainda no governo Dilma Rousseff, o RR informou que o Congresso aprovaria o projeto de lei do senador José Serra desobrigando a Petrobras de participar de todas as concessões no pré-sal. A estatal, aliás, foi a companhia mais mencionada na publicação em 2016, com 145 citações.

O RR publicou, com exclusividade, algumas das primeiras medidas adotadas por Pedro Parente na empresa, inclusive com a criação de novos instrumentos de compliance. No dia 16 de junho, a newsletter antecipou que GP Investimentos, Advent e a suíça Vitol haviam apresentado propostas para comprar uma participação minoritária na BR Distribuidora. Menos de uma semana depois, o próprio Parente confirmaria o recebimento das ofertas. Ficou o dito pelo não dito. O modelo de venda da BR foi revisto, o processo, reaberto e, até agora, nem sinal de que a operação vá sair do papel. Em 2016, apesar da abulia generalizada do empresariado, o RR seguiu de perto Jorge Paulo Lemann, Abilio Diniz, Benjamin Steinbruch, Roberto Setubal, entre outros nomes que comandam, do lado privado, a economia nacional. Cobriu no detalhe do detalhe a área de infraestrutura, as concessões e “desconcessões” do setor, o desmonte da indústria da construção pesada e a desmobilização de ativos da Camargo Corrêa.

Em um ano pautado por estratégias defensivas, suspensão de investimentos e seguidos passos para trás, é sintomático que algumas operações de M&A antecipadas pelo Relatório Reservado e posteriormente tratadas pela mídia tenham, ao menos por ora, ficado no quase, casos da venda da participação da OAS na Invepar para a Brookfield e da negociação dos ativos da japonesa Kirin no Brasil. A etapa que se encerra, no entanto, não foi feita apenas de recuos. Pelo menos não no caso do próprio Relatório Reservado. 2016 foi o ano em que o RR intensificou sua presença nas redes sociais, reformulou seu site e lançou um novo layout em sua versão newsletter, agora com duas páginas e mais informações diárias. Que venha 2017!

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27.12.16
ED. 5525

Ecovix aguarda por uma boia de salvação da Petrobras

O futuro de quase 10% dos empregos no setor de construção naval dependerá, em grande parte, da boa vontade da Petrobras. Caberá à estatal o papel de árbitro da sobrevivência ou não da Ecovix, que teve seu pedido de recuperação judicial aprovado pela 2a Vara Federal de Rio Grande na semana passada. O estaleiro tenta convencer a Petrobras a retomar o pedido de três cascos para navios-plataforma, suspenso recentemente. Neste caldeirão entra também a pressão do ambiente psicossocial. Segundo o RR apurou, os metalúrgicos de Rio Grande, sede do estaleiro, preparam uma série de manifestações na tentativa de sensibilizar a Petrobras.

Se a investida der certo, a Ecovix ganha um sopro de vida e um contrato da ordem de US$ 800 milhões, uma garantia de fluxo de caixa pelo menos para os próximos dois anos – prazo estimado para a entrega das estruturas. No entanto, se a Petrobras fizer jogo duro, provavelmente o estaleiro gaúcho afundará de vez, levando consigo mais de 3,5 mil trabalhadores. Haja metalúrgico nas ruas para convencer a Petrobras a retroceder de sua decisão. Os três benditos cascos fazem parte de uma encomenda originalmente de oito unidades, feita em 2010.

Destas, apenas três foram efetivamente entregues. Por decisão da Petrobras, a construção das duas restantes foi transferida para estaleiros da China quando a crise financeira da empresa gaúcha se acentuou. Procurada, a estatal alega que, no passado recente, manteve várias negociações com a Ecovix com o objetivo de concluir o contrato. “Contudo, devido à grave situação financeira enfrentada pela empresa e a situação deficitária dos contratos”, as tratativas resultaram em um “distrato amigável”. Para não dizer que o peso sobre o destino da Ecovix recai apenas sobre a Petrobras, há ainda o Banco do Brasil e a Caixa Econômica, coadjuvantes de luxo deste folhetim naval.

Os dois bancos são considerados o fiel da balança para a renegociação das dívidas bancárias do estaleiro. Ambos concentram cerca de R$ 700 milhões, metade do passivo financeiro da companhia. Se BB e Caixa concordarem com uma expressiva renegociação deste valor, no âmbito da recuperação judicial, o entendimento é que as demais instituições financeiras seguirão o mesmo caminho. Mas até lá a Ecovix precisa continuar com as escotilhas acima do nível do mar.

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21.12.16
ED. 5521

Gasoduto de Alckmin evapora

As seguidas sinalizações da Petrobras de que pretende suspender a garantia firme de compra do gás a ser transportado pelo gasoduto Bacia de Santos-Cubatão está tirando do sério o tradicionalmente sereno Geraldo Alckmin. Há poucos meses era líquido e certo que a Gas Brasiliano, distribuidora controlada integralmente pela estatal, ficaria com uma parcela do insumo. Sem a participação da Petrobras, o empreendimento de R$ 2 bilhões será cancelado.

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19.12.16
ED. 5519

Bye, bye, etanol

Após negociar a participação de 49% da Nova Fronteira Bioenergia para a São Martinho, a Petrobras corre para fechar até meados de janeiro a venda de 49,5% da Açúcar Guarani. O comprador é o parceiro na joint venture, a francesa Tereos. A Petrobras espera arrecadar cerca de R$ 1 bilhão nas duas operações.

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13.12.16
ED. 5515

Tempos modernos na Petrobras

Os petroleiros não são mais os mesmos. Inicialmente rejeitada pelo Sindipetro-RJ, pela Federação Nacional dos Petroleiros e pela Federação Única dos Petroleiros, a proposta da Petrobras de diminuir a jornada de trabalho de oito para seis horas, com a consequente redução de 25% dos salários de empregados sem função gratificada, voltou à mesa de negociação. A reviravolta se deu, sobretudo, pela intervenção dos funcionários da área administrativa da estatal e suas subsidiárias, que aceitaram a inclusão dos termos no aditivo ao Acordo Coletivo de Trabalho. Na última reunião de conciliação, em setembro, um grupo de trabalhadores da Petrobras chegou a invadir a audiência para apresentar um documento com mais de três mil assinaturas favoráveis ao corte na jornada e nos salários.

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09.12.16
ED. 5513

Bernardo Pactual

Bernardo Cerveró está voltando para o Brasil. Já procura, inclusive, projetos teatrais para 2017. Ator, o filho do ex-
diretor da Petrobras Nestor Cerveró ficou famoso por sua interpretação nas reuniões com Delcídio do Amaral. A gravação das conversas levou o então senador e o banqueiro André Esteves para a prisão. Depois da peça, Bernardo partiu para uma prudente temporada no exterior.

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07.12.16
ED. 5511

Unitização

Petrobras e Statoil serão uma só na próxima rodada de licitações da ANP, prevista para o primeiro semestre de 2017. A dupla promete entrar pesado no leilão de dois ativos: o bloco adjacente a Carcará, já operado pelos noruegueses, e a área contígua a Sapinhoá, campo pertencente à estatal

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01.12.16
ED. 5507

Bala de festim

Por sua vez, o fenômeno George Soros ainda não produziu efeito na Petrobras. A informação de que o especulador voltou a comprar ações da estatal sequer fez cócegas no papel. A cotação segue patinando em torno dos R$ 15. Normalmente, o simples vazamento de que Soros está na jogada já basta para a ação disparar.

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29.11.16
ED. 5505

O ouvidor

Paulo Otto Von Sperling, ex-assessor de José Dirceu e ex-ouvidor da Petrobras, está processando a companhia. Sperling foi afastado da estatal em maio de 2015, em meio à Lava Jato. O que se diz na Petrobras é que, em seis anos à frente da ouvidoria, ele teria dado andamento apenas a duas investigações internas. A defesa de Von Sperling afirma que a ação se deve a “diferenças de verbas trabalhistas”. A Petrobras não quis se manifestar, alegando que o processo corre em segredo de Justiça.

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16.11.16
ED. 5496

Petrobras deixa funcionários da BR Distribuidora no escuro

 Até parece que a BR Distribuidora já não pertence mais à Petrobras. Quatro meses após divulgar o novo modelo de privatização, a direção da holding ainda não se pronunciou sobre o futuro dos empregados da subsidiária após a venda de 51% do capital. O representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da BR, Bruno César de Paiva e Silva, tem feito reiteradas consultas ao alto comando da estatal, mas, por ora, predomina o silêncio. O mesmo se aplica aos questionamentos encaminhados pelos empregados à diretoria da Petrobras por meio dos canais internos de comunicação. No próprio site “Fatos e Dados”, mantido pela estatal para divulgar informações do seu interesse tanto para o público interno quanto externo, não há menção ao tema – tampouco a outros detalhes sobre o modelo de venda da BR. Na área dedicada aos comentários, é possível ler seguidas perguntas de funcionários da distribuidora sobre o aproveitamento ou não do atual efetivo após a privatização da companhia. Diante dessa cortina de fumaça, o clima na distribuidora de combustíveis é pesado. Os funcionários já organizam novos protestos e paralisações. Em agosto, não custa lembrar, os trabalhadores da BR promoveram uma greve de cinco dias, que atingiu as operações da empresa em dez estados. Procuradas, tanto a Petrobras quanto a BR não quiseram se pronunciar.

 Assim que chegou à Petrobras, Pedro Parente conquistou os funcionários pela transparência e capacidade de interlocução com todos os escalões. Tanto em apresentações aos empregados quanto nos canais de comunicação interna, como o “Fale com o presidente”, não costuma deixar perguntas sem respostas. Pois é exatamente o que os trabalhadores da BR mais têm neste momento: dúvidas à espera de esclarecimentos: os funcionários da BR serão integralmente transferidos para a “Nova BR”, de controle privado? A holding tem algum plano de absorver parte do atual efetivo da subsidiária – o que exigiria complexas mudanças nas regras atuais, uma vez que cada empresa do Sistema tem seu próprio concurso público? O futuro acordo de acionistas com o sócio privado terá alguma cláusula de preservação dos empregos da distribuidora por algum período após a sua privatização? Como ficarão os aprovados no último concurso da BR que ainda não foram convocados, lembrando que a seletiva expira em maio de 2017? Entre os empregados, o maior temor é que, dependendo do resultado do PDV em curso na companhia neste momento, haja demissões em massa antes da venda do controle – nessa hipótese, a Petrobras limparia a casa e os “excessos” no quadro de funcionários, tirando esse ônus do futuro acionista.

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14.11.16
ED. 5495

Fertilizantes

 A chinesa China Molybdenum, que comprou a operação de fertilizantes da Anglo American no Brasil, tem interesse em assumir a fábrica de nitrogenados da Petrobras em Três Lagoas (MS). A estatal já investiu quase R$ 3 bilhões no projeto, mas as obras estão paradas desde o ano passado.

• Procuradas pelo RR, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Petrobras.

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04.11.16
ED. 5489

Liquigás

 Na Petrobras, a expectativa é de que o anúncio da venda da Liquigás para o Ultra saia na próxima semana. O valor deverá ficar abaixo dos R$ 2,5 bilhões. • Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Petrobras.

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01.11.16
ED. 5487

Campo fértil

 A norte-americana Mosaic quer recriar a antiga Petrofértil, reunificando os ativos da Petrobras e da Vale na área de fertilizantes. A ideia é consolidar tudo.

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31.10.16
ED. 5486

Marcelo e Bernardo, os irmãos corsos às avessas

  As famílias Odebrecht e Gradin sempre foram indissociáveis. Seus principais acionistas, Norberto Odebrecht e Victor Gradin, somariam 180 anos cravados se o fundador do grupo estivesse vivo – Norberto faleceu em 2014. Ambos esbanjaram sabedoria, ambição e lealdade mútua. Até os 91 anos, Norberto dirigia, ao lado de Victor, a Mercedes Benz, modelo C1, que lhe foi presenteada pelo sócio no seu aniversário de 81 anos. Em 1974, quando Victor foi convidado por Norberto a fazer parte daquela construtora em ascensão, não havia sequer nada parecido com a Lava Jato. A “partidarização das comissões” era residual: a molhadela, espórtula ou gratificação ficava nas mãos da burocracia ou do próprio tubarão.  Norberto e Victor foram amigos elevados à enésima potência. Victor levou a Odebrecht para o front petroquímico, a industrialização e a modernização de processos. Era um estrategista. Norberto enxergava longe, criou uma cultura corporativa, prezava o capital humano. Era um sacerdote. Se estivesse vivo e não tivesse ocorrido o grande cisma das famílias, os dois duelariam juntos, lado a lado, no front da Lava Jato. A terceira geração dos Odebrecht e a segunda do Gradin sepultaram essa história de fraternidade. Marcelo e Bernardo, os dois eleitos para gerir o império, criaram o seu “Lava Odebrecht”. Jovens, preparadíssimos, ambos conviveram como amigos desde a infância. Ninguém diria que se tornariam uma versão reversa dos irmãos corsos, de Alexandre Dumas, em um processo de desunião crescente com o passar do tempo. Marcelo mandava na construtora e na área de novos negócios. Bernardo, na petroquímica e projetos industriais. Sim, ainda há Miguel Gradin, com quem Marcelo compartilhou o curso de preparação de oficiais da Reserva em Salvador, em 1987. Posteriormente trabalharam juntos na inglesa SLP Engineering, de óleo e gás. Mas Miguel nunca foi um “irmão corso”.  No ano da discórdia de 2010, Marcelo convenceu seu pai, Emílio, e o avô, já afastado das decisões empresariais, sobre uma revisão do acordo de acionista com os Gradin, detentores de 20% do grupo. Estão até hoje em um contencioso pestilento em torno de valores de compra e venda das participações. A partir daí, Marcelo tirou Bernardo das funções executivas da Odebrecht – Miguel também foi afastado. E veio o pior tormento, soprado com fúria pelos procuradores e juiz de Curitiba. Como se sabe, os Odebrecht estão pagando o preço. Já os Gradin “não dominaram o fato”.  Consta que Paulo Roberto Costa denunciou, em julho, Bernardo Gradin por ter negociado com ele, em condições vantajosas, a compra de nafta da Petrobras para a Braskem. Há menções a Bernardo também em episódio de “convencimento” da Petrobras a entrar como sócia da petroquímica da Odebrecht em uma fusão com a Quattor. Digamos que a cota de delações sobre Bernardo seja o correspondente ao percentual de ações que os Gradin têm no grupo e querem vender caro. Mesmo assim o clã passou ao largo da Lava Jato. É curioso! Houvesse a fidalguia de outrora, talvez Bernardo estivesse batalhando pelo amigo de infância como faziam os cavalheiros instituídos de honra e tradição. A têmpera com que foram forjados Norberto e Victor ficou restrita a uma geração.

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31.10.16
ED. 5486

Carcará

 A Statoil sinalizou à ANP que vai participar da licitação de parte do campo de Carcará prevista para o ano que vem. Expectativa de bom ágio. Ninguém tem mais a ganhar com a concessão do que os noruegueses, que recentemente compraram da Petrobras a área restante de Carcará. Procurada, a Statoil diz que “está sempre avaliando oportunidades”. Para bom entendedor…

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27.10.16
ED. 5484

Estilo Parente

 A Petrobras só anunciou a decisão de vender a participação de 45,9% na Açúcar Guarani após ter a garantia de que a própria Tereos, sua sócia, faria uma oferta pelas ações. Evitou, assim, colocar um ativo na prateleira sem interessados. Seguiu o ensinamento de Tancredo Neves, que dizia somente enviar uma carta quando tinha certeza de qual seria a resposta.

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21.10.16
ED. 5480

Segurança pública do Rio corre o risco de uma pane seca

  A direção da BR Distribuidora – e, em última instância, da própria Petrobras – tem uma delicada situação para resolver que vai muito além da esfera comercial. Há quatro meses, a estatal não recebe pelo combustível de aviação fornecido aos helicópteros da Polícia Militar do Rio de Janeiro. Como a inadimplência já passa dos 90 dias, a companhia tem a prerrogativa de suspender o abastecimento – conforme prevê a Lei nº 8.666. O fornecimento de gasolina, álcool e diesel para as viaturas da PM e da Polícia Civil vai pelo mesmo caminho: os atrasos já somam dois meses e meio. Ou seja: se os débitos não forem quitados até o fim deste mês, a BR também poderá interromper a entrega. Procurada, a Polícia Civil confirmou “os atrasos nos pagamentos à fornecedora de combustível”, mas informou “que sua frota de veículos continua sendo abastecida”. Disse ainda que “tem envidado esforços junto ao Governo e à Secretaria de Estado de Segurança para liberação dos recursos necessários”. Também consultadas, a BR Distribuidora e a Polícia Militar não quiseram se pronunciar.  Se estivesse diante da inadimplência de um cliente convencional, muito provavelmente a estatal não hesitaria em tomar uma atitude drástica. Mas esta é uma situação sui generis. A suspensão do fornecimento de combustível para as forças policiais do Rio provocará um caos na segurança pública, que já se encontra em situação dramática.  O orçamento da Secretaria de Segurança do Rio foi ceifado em mais de 30% neste ano. Significa dizer que mais de R$ 2 bilhões dos R$ 7 bilhões previstos inicialmente viraram pólvora queimada. O efeito dominó sobre a cadeia de fornecedores das polícias foi inevitável. O impasse com a BR se arrasta desde o início do ano, quando o governo do estado passou a atrasar sistematicamente os pagamentos à companhia. Desde março, as Polícias Militar e Civil do estado instituíram uma espécie de sistema de cotas para as suas respectivas frotas. De lá para cá, delegacias e batalhões não podem mais abastecer o tanque de seus veículos no limite máximo. A cota diária seria de aproximadamente 20 litros para os carros da Polícia Civil e de 30 litros para a Polícia Militar.

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14.10.16
ED. 5475

Shell e chineses

A Shell e as chinesas CNOOC e CNPC costuram um consórcio para a próxima rodada de leilões no pré-sal, prevista para o primeiro semestre de 2017. Os três grupos já são sócios no mega-campo de Libra, onde têm ainda a companhia da Total e da própria Petrobras . • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Shell, CNOOC e CNPC.

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14.10.16
ED. 5475

Fertilizantes

 A suíça Eurochem, um dos maiores grupos do setor na Europa, entrou no páreo para ficar com as três fábricas de fertilizantes da Petrobras. Recentemente, o grupo comprou a Fertilizantes Tocantins .

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06.10.16
ED. 5470

Maria Silvia derruba as diversas paredes do BNDES

 Há muitas claves em comum nas partituras dos novos regentes da Petrobras e do BNDES. A exemplo de Pedro Parente na petroleira, o início da gestão de Maria Silvia Bastos tem se caracterizado não apenas pela reformulação na estratégia de negócios do banco, mas também por medidas de austeridade de forte valor simbólico. Em quatro meses, Maria Silvia já teria cortado cerca de 200 cargos comissionados. Ao mesmo tempo, vem se empenhando em reduzir os custos administrativos do BNDES, notadamente no que diz respeito à estrutura imobiliária. Devolveu oito andares alugados no vizinho Ventura Corporate Towers, localizado na própria Avenida Chile, o que resultará em uma economia anual da ordem de R$ 4 milhões. Decidiu também suspender a construção de um novo prédio ao lado da sede do banco. O projeto, que já estava sido licitado, custaria meio bilhão de reais.  O paralelo com a gestão de Pedro Parente passa também pela transparência na comunicação interna e pelo fascínio que o estilo de Maria Silvia tem despertado junto ao corpo de funcionários. O encanto se deve, em grande parte, ao seu envolvimento com as tarefas do dia-dia e ao empenho em traduzir em pequenos gestos a dimensão das mudanças em curso no BNDES. A executiva não apenas determinou o fim das salas individuais para os diretores, abrigando todo o primeiro escalão em um espaço comum, como acompanhou pessoalmente as obras de adaptação no edifício-sede. Não raramente foi vista ao lado de arquitetos e operários dando instruções sobre a reforma.  Além das divisórias concretas, Silvia também se dedica a derrubar paredes na comunicação interna. Ela tem estimulado os diretores a compartilhar informações estratégicas de suas respectivas áreas. A preocupação com o disclosure vale para todas as esferas da instituição. Por duas vezes nos últimos três meses, reuniu os funcionários no auditório do BNDES para uma espécie de “pergunte à presidente” – procedimento, aliás, similar ao adotado por Pedro Parente na Petrobras. Nas duas ocasiões, abriu o microfone aos empregados da instituição e não fugiu de qualquer tema, chamando a atenção pelo grau de detalhamento em suas respostas. Chegou a dizer textualmente que “não gosta de eufemismos”.

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06.10.16
ED. 5470

Óleo na pista

 Parlamentares brasileiros – entre eles José Carlos Aleluia, relator do projeto que desobriga a Petrobras a participar dos campos do pré-sal – têm sido cortejados para participar de eventos promovidos pela Albright Stonebridge Group nos Estados Unidos. Trata-se da empresa de lobby da ex-secretaria de Estado norte-americano Madeline Albright, que representa grandes petroleiras dos Estados Unidos na América Latina.

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 O presidente da natimorta Pré-Sal Petróleo S/A (PPSA), Oswaldo Pedrosa, está de saída da estatal. Pedrosa teria acertado com o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, que permanecerá até o fim de novembro, o tempo necessário para o governo definir o substituto ou – quem sabe? – extinguir a empresa de vez. A PPSA é um arremedo do projeto original, sem verba e com apenas 30 empregados. Consultada, a estatal disse não ter conhecimento sobre o assunto.

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03.10.16
ED. 5467

Parente agradece

  O deputado José Carlos Aleluia (DEM/BA), relator do projeto de lei que tira da Petrobras a obrigação de ser a operadora de todos os blocos do pré-sal, conseguiu o apoio das lideranças dos partidos da base do governo e até de oposição, como o PDT, para levar a matéria ao plenário da Câmara neste mês. Se não houver alteração, o PL seguirá direto para sanção presidencial.

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 “Pedro”, conforme Parente é formalmente chamado na Petrobras, tem pedido que todos os funcionários leiam os recortes do noticiário. O clipping tem sido ótimo para “Pedro”. •••  O “maior lobista do Brasil”, Jorge Serpa, está fora de combate. Como dizia o poeta austríaco Karl Kraus, a idade é a maior doença da vida. ••• Se vender parte da Congonhas Minérios para a CB Steel, Benjamin Steinbruch vai abater um bocado da dívida da CSN e comprar um outro tanto de ações da Usiminas. Ele só pensa naquilo.

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29.09.16
ED. 5465

Termoceará encalha no estoque da Petrobras

 A diretoria da Petrobras deverá retirar a Termoceará da lista de ativos que serão negociados pela estatal. Serão aproximadamente R$ 300 milhões a menos na receita gerada pelo plano de alienação de ativos da companhia. A Petrobras não vê outro jeito. A decisão se deve aos recorrentes problemas técnicos dos equipamentos da geradora. As principais falhas se concentram nas turbinas, o que tem causado perdas de até 30% na produção de energia – a capacidade instalada é da ordem de 220 MW.  Além dos problemas operacionais, existem outros óbices para a venda da Termoceará. Há, por exemplo, o risco de desapropriação do terminal de GNL no Porto de Pecém que fornece o gás para a geradora. O governo cearense pretende transferir para o terreno uma unidade de estocagem de combustíveis que, por exigência do Ministério Público Federal, deve ser retirada do Porto de Mucuripe, próximo de Pecém. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Petrobras.

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  A Brookfield, que acaba de fechar a aquisição da Nova Transportadora do Sudeste junto à Petrobras , avança agora sobre o mercado de shopping centers. Os canadenses querem comprar o controle da BR Malls, maior empresa do setor no país. Com 45 shoppings, a companhia faturou no ano passado R$ 1,3 bilhão. Tem ainda a melhor margem NOI (Net Operating Income) do segmento, em torno de 90% – ou seja, cada R$ 100 de receita líquida geram R$ 90 de caixa. Apesar destes números luzidios, a BR Malls não escapou ilesa ao impacto da crise econômica sobre o setor de shopping centers. Vide a depreciação do seu valor de mercado. Hoje, sua ação é negociada a R$ 12, praticamente a metade da máxima histórica de R$ 23, alcançada em 2012. Não por acaso, a Brookfield está convencida de que este é o momento propício para dar o bote sobre a BR Malls, antes que uma recuperação do consumo se reflita na valoração do ativo. Aliás, assim também pensavam a norte-americana Blackstone e a israelense GazitGlobe, que recentemente fizeram frustradas investidas sobre a empresa brasileira – esta última por meio de uma mal-sucedida tentativa de take over em bolsa (ver RR edição de 18 de julho).  A Brookfield almoça, janta, devora Brasil. Já são mais de R$ 45 bilhões em participações sob o seu guarda-chuva. Somente no último ano, além da malha de gasodutos da Petrobras, os canadenses compraram ativos no setor elétrico, concessões rodoviárias e imóveis. No caso da BR Malls, a operação passaria quase que obrigatoriamente por uma Oferta Pública para Aquisição (OPA) em bolsa, uma vez que a empresa tem o controle difuso e nenhum acionista soma mais do que 6% das ordinárias.  Procurada, a Brookfield nega a investida sobre a BR Malls. No entanto, segundo informações filtradas junto à própria administradora de shoppings, os canadenses já teriam mantido conversações com o presidente da companhia, Carlos Medeiros. Qualquer negociação de compra da BR Malls passa obrigatoriamente pela sua sala. Egresso da GP Investimentos, que fundou a BR Malls em parceria com o norte-americano Sam Zell, Medeiros está no cargo há mais de uma década e é conhecido no setor como “o executivo que manda no acionista”. Com enorme ascendência sobre a babel de investidores institucionais que coabitam o capital da empresa, é voz decisiva em qualquer decisão estratégica da BR Malls. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: BR Malls.

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 Após uma intensa exposição no noticiário policial – por conta das acusações de agressão à ex-namorada Luíza Brunet –, Lírio Parisotto quer retornar às páginas de economia. O bilhete de volta será o anúncio em sequência de novos projetos de expansão da Innova, comprada junto à Petrobras em 2014. A petroquímica iniciou entendimentos com o governo gaúcho para a ampliação da fábrica de monômero de estireno localizada no polo de Triunfo. Vai também tirar do papel o projeto de conversão da unidade de poliestireno cristal em uma planta de ABS, matéria-prima destina às indústrias de plásticos e de eletroeletrônicos, entre outras.  Os investimentos somarão cerca de R$ 500 milhões. Nos dois casos, a Innova espera contar com financiamento público por meio do Fundo Operação Empresa do Estado (Fundopem), que prevê regras especiais para o diferimento do ICMS. Aliás, o que não falta entre Parisotto e o governador gaúcho José Ivo Sartori é uma boa química. Ambos são amigos de infância.  Mais conhecido pelas brigas societárias que costuma comprar vestindo o figurino de investidor ativista – entre outros exemplos, assim foi na Usiminas e na Eternit – Parisotto tem sido forçado a abrir o caixa para tirar o atraso de investimentos da Innova. Nos últimos anos sob a gestão da Petrobras, os aportes secaram. No total, o plano estratégico de Parisotto para a empresa soma R$ 1,2 bilhão. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Innova.

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 José Serra pretende não só participar do road show dos outros ministros no exterior, mas também organizar os seus individuais. Desafia quem vai captar mais.  Se a República de Curitiba quiser depurar suas investigações na Lava Jato, recomenda-se ouvir o presidente da PwC, Fernando Alves, um expert em Odebrecht e Petrobras.  Geraldo Alckmin trabalha junto ao Planalto para que recursos do FI-FGTS também sejam usados na venda de concessões estaduais. Puxa a brasa para a sua Cesp .  

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 Após a negociação da Nova Transportadora do Sudeste para a Brookfield, a Petrobras deverá anunciar até o fim do mês a venda da sua participação na Companhia Petroquímica de Pernambuco para a mexicana Alpek . • Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Petrobras.

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 A Operação Greenfield, deflagrada pela Polícia Federal na última segunda-feira, começa com o nome trocado. Deveria se chamar “Operação Investimentos Maduros”. A obsessão pelas estatais Petrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica e Correios, e seus respectivos fundos de pensão, assim como o desejo de achar algum petista envolvido em qualquer tramoia, acaba por dirigir a investigação para desequilíbrios atuariais ou irregularidades no trade. Melhor seria se a PF colocasse a lente na pilha de associações de rentabilidade inaceitável, revolvendo os investimentos de M&A, onde se encontram as piores e inexplicáveis participações das fundações. É lá que está o mapa das propinas. É pesquisa para mais de 30 anos.  No governo FHC despachar o mico para os fundos de pensão virou lugar comum. É bem verdade, nem tudo foram urtigas: houve aquisições positivas, como a Vale. Mas uma grande parcela das compras foi de companhias em situação lastimável, que vêm sugando as reservas dos fundos até hoje. Em algumas delas, as fundações, mais especificamente a Previ, não poderiam participar por determinação estatutária. E mesmo assim entravam ilegal e desarvoradamente no capital de empresas deficitárias. O RR não vai nominar nem uma das centenas de companhias passíveis de um “Lava Fundos”. Mas o mercado todo sabe. Tanto quanto sabia das propinas das empreiteiras em obras públicas.

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05.09.16
ED. 5448

Ao lado

 O presidente da Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP), Lincoln Guardado, jogou uma isca na direção da Statoil ao afirmar que a empresa disputará a concessão das áreas adjacentes ao Campo de Carcará, na Bacia de Santos. A QGEP pretende fisgar os noruegueses e chegar de braços com eles no leilão, previsto para o início de 2017. E quem não quer estar ao lado da Statoil? O grupo acaba de investir mais de US$ 2,5 bilhões na compra da participação da Petrobras em Carcará, do qual a própria QGEP é sócia, com 10%.

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02.09.16
ED. 5447

Temer vai à China colher o arroz semeado por Dilma

 O presidente Michel Temer desembarca hoje em Xangai, na sua primeira missão como titular do cargo, sabendo que os jornais Xinmin Evening News, Beijing Daily, Canako Xiaoxi e Nanfang City News – somente para dizer alguns dos mais votados periódicos chineses – não economizaram palavras simpáticas a sua antecessora. Não poderia ser diferente. Os acordos que serão assinados nos próximos dias avançam muito pouco em relação à agenda bilateral negociada ao longo do governo Dilma Rousseff. A rigor, Temer leva na bagagem, sem maior alarde, apenas duas novidades: o iminente fim das restrições à compra de terras no Brasil por investidores estrangeiros e a flexibilização das regras para a importação de mão de obra. São temas fulcrais para os chineses. O primeiro diz respeito a algumas das maiores tradings agrícolas do mundo, a exemplo do China National Agricultural Development Corporation e do PetroPetron, que têm planos de adquirir áreas para a produção de grãos, notadamente no Centro-Oeste.  A segunda questão interessa diretamente a empreiteiras e grupos de infraestrutura chineses, fortes candidatos a ocupar os vazios deixados pela indústria da construção pesada no Brasil após a Lava Jato. Neste caso, os acordos de financiamento para projetos no setor teriam como contrapartida a garantia de contratação de trabalhadores do país asiático. Já há precedentes no aproveitamento, em menor escala, de mão de obra estrangeira em grandes empreendimentos no país. Um exemplo é o da construção da Companhia Siderúrgica do Atlântico , que contou com a importação de 600 operários chineses. É bem verdade que trocar investimentos por postos de trabalho não é uma escolha simples. Mas talvez doa menos para um governo que, na sua interinidade, já mostrou não dar prioridade à agenda social.  Praticamente todos os grandes acordos – do financiamento para a Petrobras à compra de aeronaves da Embraer – estão engatilhados desde a visita do primeiro-ministro Li Keqiang ao Brasil, em maio do ano passado. Michel Temer vai apenas pespegar sua assinatura sobre a de Dilma Rousseff. A verdade verdadeiríssima é que a origem desse namoro com os chineses antecede todos os personagens citados. Ela pertence por mérito ao ex-presidente da Vale Eliezer Batista. Já no governo Lula, Eliezer defendia a atração de investidores chineses como forma de viabilizar a execução de grandes projetos de infraestrutura. Construiu as pontes e saiu de campo. Agora, quem sabe Temer colha do arrozal germinado. Arroz é que não falta.

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30.08.16
ED. 5444

Excesso de peso

 A diretoria da Petrobras já trata como inevitável um corte adicional no quadro de funcionários antes da venda da BR Distribuidora e das controladas na área de transporte. Conforme estimativas da própria estatal, o PDV em curso na companhia deverá atingir algo em torno de sete mil inscritos, abaixo da expectativa de 12 mil trabalhadores.

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25.08.16
ED. 5441

Linha cruzada

 A Brookfield está a um passo de arrematar da Petrobras a Nova Transportadora do Sudeste (NTS), mas não terá a mesma facilidade para ficar com a TAG, dona dos gasodutos da estatal no Norte e Nordeste. A norueguesa Statoil estaria em tratativas com a estatal. Procurada, a empresa norueguesa negou o interesse. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Petrobras.

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22.08.16
ED. 5438

Reestruturação pós Petrobrás

 A venda da maior parte dos gasodutos da Petrobras, o que, na prática, quebra o monopólio no transporte de gás natural, já tem um derivativo na estrutura de funcionamento desse mercado. O Ministério de Minas e Energia (MME), com a ajuda da ANP, prepara a criação de um órgão semelhante ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o que o MME confirmou ao RR. Será responsável pelo despacho dos gasodutos do país centralizadamente. Dessa forma, a Petrobras perderá o poder de arbitragem sobre o segmento, e novos players poderão atuar sem a estatal.

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11.08.16
ED. 5431

Sinal Chinês

 A chinesa Sinopec já sinalizou à Petrobras seu interesse na compra dos gasodutos da estatal no Norte e no Nordeste, hoje reunidos na controlada TAG .

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10.08.16
ED. 5430

Lava Jato

 A Construbase teria aberto negociações com a CGU para fechar um acordo de leniência. A empreiteira é investigada pela Lava Jato por suspeitas de irregularidade em contratos com a Petrobras, entre eles a construção do centro de processamento de dados do Cenpes. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Construbase.

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09.08.16
ED. 5429

Pega, mata e come

 Além dos US$ 2,5 bilhões que pagou pela participação da Petrobras no campo de Carcará, a Statoil vai desembolsar logo na partida cerca de US$ 1 bilhão para compensar os atrasos no cronograma da operação.

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 Pedro Parente quer aproveitar a alta do consumo de etanol no Brasil para acelerar a venda das participações da Petrobras no setor sucroalcooleiro. A estatal já teria oferecido sua participação de 49% na Nova Fronteira Bioenergia para o Grupo São Martinho, dono dos demais 51%. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Petrobras.

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01.08.16
ED. 5423

Petrobras faz pré-venda na área de fertilizantes.

 Entre os pedregulhos deixados pelas gestões de Graça Foster e Aldemir Bendine, Pedro Parente foi garimpar um projeto abandonado que poderá render algumas centenas de milhões para o caixa da Petrobras . Segundo o RR apurou, três grandes grupos internacionais já demonstraram interesse em comprar uma participação ou mesmo o controle da futura unidade de fertilizantes nitrogenados da estatal em Três Lagoas (MS): a russa EuroChem, a chinesa CMOC e a norte-americana Mosaic. Estimativas preliminares da Petrobras indicam que a venda poderá gerar até R$ 1,5 bilhão. É mais do que o dobro do investimento necessário para a conclusão do projeto, em torno de R$ 700 milhões. As obras estão paradas desde 2014. Consultada, a Petrobras confirmou que “procura soluções para viabilizar a retomada das obras que passarão necessariamente pelo programa de parcerias e desinvestimento já em curso”.  O reinício das obras se deve única e exclusivamente à alta probabilidade de venda do ativo e ao avanço das conversações. Na própria Petrobras, a EuroChem e a CMOC são vistas como as mais fortes candidatas, por estarem montando um colar de fábricas no Brasil. Há um mês, os russos fecharam a compra da Fertilizantes Tocantins. Os chineses, por sua vez, ficaram com os negócios de fosfato e nióbio da Anglo American no país.

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01.08.16
ED. 5423

A vez de Zelada

 Mais um baú de trepidantes memórias poderá se abrir na Lava Jato. Condenado a 12 anos de prisão, o ex-diretor da área internacional da Petrobras Jorge Luiz Zelada abriu negociações para um acordo de delação premiada.

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27.07.16
ED. 5420

Abacaxizeiro

 Apareceu mais um abacaxi para Pedro Parente descascar na Petrobras. A Mitsui, que comprou 49% da Gaspetro , não está disposta a manter o acordo caso o processo judicial que paralisou a transação se arraste por muito tempo. A Justiça Federal do Rio de Janeiro determinou, em abril, que o grupo nipônico não pode dispor da participação comprada. A ação foi impetrada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), que questiona o valor de R$ 1,9 bilhão pago pela Mitsui. • Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto:  Petrobras e Mitsui.

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22.07.16
ED. 5417

Aditivado

 A Petrobras abriu conversações com a estatal paraguaia Petropar para a venda de seus 170 postos no país. O ativo está na prateleira há mais de um ano. A diferença é que nesse período Pedro Parente não estava na Petrobras. • As seguintes empresas não se pronunciaram ou não comentaram o assunto: Petrobras.

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21.07.16
ED. 5416

Parente e Petrobras são opostos que se atraem

 A Petrobras, sempre tão arredia a “estrangeiros”, está encantada com Pedro Parente. O RR apurou que, aos olhos dos empregados da estatal, ele alia o melhor de Graça Foster com o pouco que Aldemir Bendine tinha de bom. O idílio começou com a franqueza no discurso de posse. Em uma fala dura, Parente fez questão de detalhar as dificuldades da companhia e os “dolorosos desafios” que viriam pela frente. Em contraponto à aspereza da chegada, iniciou uma série de visitas às unidades operacionais. Foi a todos os edifícios da estatal no Centro do Rio e dedicou as suas quintas-feiras a conhecer instalações da Petrobras em todo o país. Suas apresentações seguem um rito quase religioso: ao fim, Parente abre o microfone para perguntas dos funcionários, feitas praticamente face a face. O executivo não se esquiva de qualquer questão. Responde até mesmo temas mais espinhosos, como benefícios trabalhistas, desinvestimentos e venda de ativos.  A comunicação interna está tão afiada que é comum encontrar comentá- rios de Pedro Parente nas notícias veiculadas no portal na intranet da companhia. O presidente da Petrobras também tem chamado a atenção pela forma como lida com rumores, burburinhos e mesmo intrigas contra ele. Assim que um assunto ganha corpo, imediatamente ele dispara um e-mail interno com uma mensagem de esclarecimento, sempre de forma clara e direta. Em um dos casos recentes, chegou a fazer menção a uma fala de Paulo Roberto Costa em sua delação premiada. Assina todos os emails como Pedro. O executivo não gosta de ser chamado de “presidente”, o que causa um enorme estranhamento entre os funcionários da estatal, historicamente condicionados a usar tal tratamento.  Desde que assumiu, o novo nº 1 da Petrobras não deu folga a diretores e gerentes executivos. A mão que bate é a que afaga. Exigiu que fosse revisado todo o plano estratégico da Petrobras, mas postergou o prazo de entrega, deixando claro que os funcioná- rios teriam tempo para “fazer um trabalho bem feito”. Para dar suporte ao redesenho do planejamento, contratou diversas empresas de consultoria. Além disso, orientou sua diretoria a organizar workshops de dois dias, sempre às sextas e aos sábados, com o objetivo de unir o alto escalão da Petrobras. No quesito “horas trabalhadas”, a comparação entre Parente e o antecessor é até covardia. Maldosamente, Aldemir Bendine foi apelidado pelos próprios funcionários de “presidente TQQ”, devido à sua agenda “parlamentar”: normalmente, só ficava na sede da estatal às terças, quartas e quintas. Do bom corporativismo de Graça Foster, Parente manteve o contato permanente com o “chão de fábrica”. Em sua gestão, Graça criou o programa “Fale com a presidente”, em que respondia mensalmente a perguntas dos funcionários. Instituiu também um café da manhã com os empregados: a cada vez, 20 trabalhadores eram sorteados para se juntar a ela no edifício sede e conversar por cerca de duas horas. No entanto, com o tempo, as estratégias de Graça para afagar os seus não resistiram ao lado ríspido, quando não grosseiro, da executiva, que não perdoava ninguém, do mais simples funcionário ao diretor. Esse risco, ao que tudo indica, não existe com Pedro Parente.

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20.07.16
ED. 5415

Adeus, monopólio

 O fim anunciado do monopólio da Petrobras no mercado de gás, com a venda de ativos de transporte e distribuição, vai provocar um redesenho radical no segmento. A mais importante medida será entregar a operação de transporte do insumo a um órgão semelhante ao ONS, controlado por entes privados. Dessa forma, a estatal perderá de vez o poder sobre o despacho do gás às distribuidoras.

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19.07.16
ED. 5414

Jogo de cena

 Na Petrobras, ninguém leva a sério a manifesta intenção da Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP) de aumentar sua participação no campo de Carcará, associação com a estatal. A percepção é de que os executivos da QGEP blefam para valorizar o próprio quinhão no negócio e passá-lo adiante.

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14.07.16
ED. 5411

O crepúsculo dos deuses da estatização

 O secretário Moreira Franco parece ter lido a Filosofia do Martelo, de Friedrich Nietzsche. Moreira, assim como o filósofo alemão, quer bater na estátua de barro das concessões e privatizações para que ela tilinte como moeda, mesmo com o risco de quebrá-la. O tempo das marteladas no Estado brasileiro vai ter início com a votação do impeachment de Dilma Rousseff. A partir daí, às favas com os pruridos. O governo terá de emitir uma sinalização aguda. Entregar dedos e anéis. Pode ser redução do valor cobrado pela outorga, alívio na Taxa Interna de Retorno (TIR), diminuição das restrições à liberdade tarifária, apoio financeiro ao seguro garantia, desobstrução dos entraves ambientais, muita grana barata (não há mais dúvida que o BNDES voltará a ser o banco das privatizações) e desembaraço regulatório. A percepção é que Dilma deificou as dificuldades, afastando os investidores e construindo uma rota de fuga para aqueles que da boca para fora queria atrair.  O governo Temer só tem essa bala de prata: contratar o maior número de concessões e privatizações jamais visto na história deste país. Ou seja, fazer o Dilma III, só que com êxito. Dilma tentou o PAC e leilões e licitações, mas deixando o investidor na sala dos fundos. Temer, levado nas asas do querubim Moreira, vai alojar o investidor na sua cama. Há nessa decisão afinidade ideológica, racionalidade política e acerto com o empresariado pelo apoio ao impeachment. Uma parcela do ajuste fiscal teria de ser paga com a privatização e transferência do Estado. A lógica da desestatização é oportuna, no caso também oportunista, mas não tem nada a ver com fantasias lisérgicas de que o FBI estaria por trás de tudo – apud PT. Temer pretende entregar mais do que o bureau norte-americano jamais teria imaginado. Isso vale tanto para o número de projetos quanto para a intensidade dos leilões de oferta de ativos, cobranças mais baixas pelo Estado e liberdade de ações para os vencedores dos certames.  Mesmo nas áreas onde há resistência corporativa forte, a exemplo de Petrobras e Eletrobras, a ideia é forçar a venda de 100% de empresas controladas, tais como BR e Furnas, que, por serem emblemáticas, entrariam também na conta do efeito demonstração. Para os que pensam na contramão, más notícias: os preços de liquidação dos ativos no Brasil vão trazer, sim, interessados; uma grande parte desses investidores será composta por aqueles grupos esquisitos russos, chineses, árabes e africanos; o tal choque de eficiência previsto será grande parte em cima do emprego; e a dinheirama com a venda será impressionante em termos absolutos e decepcionante em termos relativos. Essas preocupações primitivas com entreguismo, qualidade dos parceiros e preço de banana estão banidas do governo Temer. Se depender do secretário Moreira Franco, que parece ter lido Nietzsche, mais precisamente o Crepúsculo dos Deuses – a outra face da Filosofia do Martelo – mitos existem para serem quebrados. E ele o fará a golpes de malho.

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12.07.16
ED. 5409

Um espelho de Pedro Parente na Eletrobras

 O novo presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira, vai assumir o cargo, no próximo dia 22, em condições similares às de Pedro Parente, na Petrobras. Terá carta branca para tocar a gestão. Como primeira medida, Ferreira pretende acabar com as ilhas autônomas em que se transformaram Furnas , Chesf e Eletronorte. Vai apresentar ao ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, uma proposta de extinção das presidências das controladas e substituí-las por diretorias-gerais. É uma demonstração de força. Historicamente, as presidências das estatais são ocupadas por políticos ou seus protegidos. Ferreira quer um técnico em cada diretoria-geral. Motivos para a profissionalização não faltam: as elétricas estão envolvidas em suspeitas de corrupção, têm sido tratadas como feudos por gatos gordos da área política e precisam ser preparadas para uma eventual privatização, ocorra ela ou não. A premissa é que a gestão tem que ser privatizante.

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 A Galvão Engenharia é um case entre as empresas do setor que logo no início do Lava Jato optaram por saldar suas dívidas. O ovo de Colombo foi a securitização dos atrasados da Petrobras e a negociação desses passivos com os bancos credores. Quando fez as operações, o deságio sobre os débitos da estatal ainda estava baixo. Quem esperou a Lava Jato turbinar já não conseguiu reestruturar suas dívidas com o mesmo modelo.

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08.07.16
ED. 5407

Petrobras

 Pelo ritmo, muito em breve a norte-americana Janus Capital terá uma participação superior a 5% na Petrobras . Em apenas dois meses, a gestora, que administra mais de US$ 200 bilhões, amealhou quase 4% da petroleira.

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07.07.16
ED. 5406

Temer precisa pagar pelo passado antes das novas concessões

 O anúncio da secretaria geral do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) de que a temporada de novos leilões de concessões está prestes a ser iniciada é considerada uma piada de salão na indústria de bens de capital. O secretário-ministro Moreira Franco até pode se esforçar para dar celeridade ao processo. Só que o buraco dos investimentos é bem mais embaixo. O governo é inadimplente em contratos de concessões desde 2012. O valor dos recursos travados já chega a R$ 40 bilhões. Em tese, a retenção de verbas não estaria projetada no déficit primário de R$ 170 bilhões estimado para este ano. Se fosse para valer, o rombo saltaria para R$ 210 bilhões, ou, na hipótese mais edulcorada, para R$ 185 bilhões, com o governo honrando os aditivos em contratos do século passado, a partir de 1994, no valor de R$ 15 bilhões. Segundo a Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB), esses aditivos poderiam ser destravados no curto prazo, com os pagamentos realizados em até seis meses.  O pré-calote com as concessões não é um fato isolado no sertão da formação bruta de capital fixo. A falta de uma solução para o acordo de leniência com as empreiteiras e os pagamentos suspensos pela Petrobras – quer seja pelo simples atraso dos investimentos, quer seja pela inidoneidade dos seus fornecedores – se juntam às dívidas oficiais com as concessionárias. Aliás, bom negócio se os atrasados forem considerados dívidas e não simplesmente pagamentos cancelados por alguma motivação não prevista. Entre os múltiplos motivos da queda dos investimentos consta a Lava Jato. A operação passa a limpo o país do futuro, mas, no curto prazo, cria um psiquismo enorme entre os empreendedores do setor de infraestrutura. É o chamado risco de “quem será a próxima vítima?”.  Se quiser reverter esse cenário de 10 trimestres consecutivos de retração na formação bruta de capital fixo, o governo de Michel Temer terá de ir além das trucagens com as expectativas, valendo-se de juras e promessas refletidas nos índices de confiança. Um bom início é coçar o bolso e saldar algum dos atrasos com esses mesmos empresários que pretende chamar para a próxima rodada de concessões.

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06.07.16
ED. 5405

Reprise

 Petrobras e as argentinas Pampa Energia e YPF, que fecharam um acordo para a exploração de gás do lado de lá da fronteira, deverão bisar a parceria no Brasil.

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01.07.16
ED. 5402

Venda da BR Distribuidora fica no meio tanque

 A opção pela coluna do meio – dividir o controle da BR Distribuidora irmãmente com um investidor – é a saída pela tangente hoje majoritária entre os membros do Conselho de Administração da Petrobras. Ela acomoda a disposição privatista do presidente da estatal, Pedro Parente, que sairia perdedor caso tentasse, a exemplo do antecessor Aldemir Bendine, vender a maior parte ou mesmo a totalidade do capital da companhia. E também vai ao encontro das ponderações do ex-presidente do Conselho da estatal e nº 1 da Vale , Murilo Ferreira, contrário à venda da empresa já, ou seja, antes de um choque de gestão capaz de valorizar o preço do ativo. No novo modelo de associação mano a mano, a gestão seria profissionalizada, o que permitiria em um valuation futuro vender parte do capital em mãos da Petrobras com um elevado prêmio pelo controle, lançando mão da golden share para algumas funções estratégicas da distribuidora.  Abrir mão de 50% das ações da BR é um caminho intermediário: a “mãe” será capitalizada sem perder a ingerência sobre uma companhia que tem, digamos assim, outros deveres relevantes além de gerar lucro na boca da mangueira de gasolina. A BR cumpre uma série de atribuições estratégicas, que vão além das suas fronteiras corporativas e muito provavelmente não seriam seguidas à risca por um investidor privado. A empresa garante o escoamento dos derivados produzidos pela Petrobras, evitando a asfixia das refinarias estatais. Abastece regiões ermas do país, das quais as concorrentes nem chegam perto devido à baixa escala. Garante o fornecimento aos governos federal, estaduais e municipais de asfalto e emulsões para rodovias de todo o país. A importância da BR chega ainda à área de defesa: a companhia integra o Sistema de Segurança Nacional, sendo responsável pelo abastecimento de combustível de todas as Forças Armadas. Antes de mexer nesse vespeiro, o presidente da Petrobras tem muita coisa para arrumar na frente. Quer trazer profissionais gabaritados do mercado para tocar a BR, mas o primeiro passo é iniciar já a mudança de todos os processos da companhia. Vai contratar o onipresente consultor Vicente Falconi, que dará o ar da sua graça em conferência na Petrobras neste fim de semana. O cartão de visita de Falconi não é uma navalha, mas uma nota fiscal.

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29.06.16
ED. 5400

Fast track para tirar a agenda presidencial do limbo no Congresso

 Michel Temer quer aprovar com a maior celeridade possível um projeto de lei criando um mecanismo de fast track, leia-se um sistema para a votação sumária no Legislativo de propostas consideradas de grande interesse nacional. Trata-se de um movimento fundamental para um presidente que terá, no máximo, mais dois anos e meio de mandato. Domar o timing parlamentar é visto pelo Planalto como condição sine qua non para a aprovação, no período que vai até 2018, de projetos de alta complexidade política, como a reforma da Previdência e a viabilização de novos empreendimentos na área de infraestrutura. Um modelo que poderia ser adotado é o novo regime de fast track implantado no Congresso norte-americano para a votação de acordos comerciais. Desde o ano passado, a Câmara e o Senado não podem mais apresentar emendas a projetos nesta área encaminhados pelo Executivo. No Congresso brasileiro, já virou praxe uma proposta ir a plenário deformada por um penduricalho de adendos. O recorde pertence ao Projeto de Lei nº 8.035/2010, que criou o Plano Nacional de Educação. Ao ser votado, somava 2.915 emendas.  Independentemente do modelo que vier a ser adotado para o fast track, é consenso no governo que, como está, não dá mais. Um exemplo específico é a proposta de José Serra para extinguir a participação obrigatória da Petrobras nos campos do pré-sal. Às vésperas do impeachment de Dilma Rousseff, Temer tratou do assunto como prioridade absoluta em suas elucubrações pré- presidenciais. Pedro Parente assumiu o comando da Petrobras com a promessa de Temer de mudança na lei, considerada fundamental para o deslanche do pré- sal. E, ainda assim, o projeto praticamente não andou no Senado. Hoje, nas mais otimistas projeções do governo, ele só entrará na pauta de votação em aproximadamente 120 dias.  No caso da área de infraestrutura, o governo parte da premissa de que não adianta estipular um prazo máximo para a aprovação de um determinado procedimento por um órgão técnico, como o Ibama, se o próprio Congresso tem a prerrogativa de barrar ou acelerar um projeto como bem quiser. A Câmara dos Deputados, por exemplo, tem uma hierarquia para a tramitação de projetos, dividida em três níveis: ordinário (votação em até 40 sessões em cada uma das comissões), prioridade (10 sessões para cada comissão) e urgência (máximo de cinco sessões, com andamento simultâneo nas comissões). O fast track, que é definido como uma transferência de competência ou outorga de poder, desbastaria camadas de resistência parlamentar. Mas há quem diga que boas ideias de caráter administrativo, muitas vezes consideradas estratégicas para a obtenção de resultados, não raras vezes são péssimas iniciativas sob o ângulo da perspectiva democrática. Espera-se que não seja o caso.

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29.06.16
ED. 5400

Orelha da Shell ferve na Petrobras

 A Shell não gostou nem um pouco da escolha de Nelson Silva como assessor de Pedro Parente na Petrobras. O executivo comandou até o início do ano a BG, que se fundiu com o grupo angloholandês no ano passado. A fonte do RR, muito próxima da Shell, informou que a saída de Silva da companhia não foi nada amistosa. A separação foi marcada por promessas não cumpridas de que o executivo ficaria no cargo para fazer uma longa transição na gestão da BG. Agora, ao pé do ouvido de Pedro Parente, Nelson Silva poderá ser um privilegiado opositor dos interesses de seus ex-patrões. Detalhe curioso: durante a gestão de Aldemir Bendine, Silva penou séculos para ser recebido pelo presidente da Petrobras. Por ironia do destino, agora vai falar todos os dias com o timoneiro da estatal.   • As seguintes empresas não se pronunciaram: Shell e Petrobras .

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27.06.16
ED. 5398

“Bolsa-Bolsa”

 Pedro Parente decidiu que acumulará o comando da Petrobras com a presidência do Conselho da BM&F Bovespa. Parente disse que faz questão de acompanhar o processo de aquisição da Cetip. Ele considera que a consolidação será sua grande contribuição ao mercado de capitais.  Há quem enxergue outro motivo para a disposição de Parente de fincar um pé em cada empresa: os rendimentos. Se ficasse só na Petrobras, Parente estaria pagando para trabalhar. Para se ter uma ideia, seu salário na Bunge com bonificações era mais do que o dobro pago pela estatal. Mesmo juntando o que ganha na BM&F, ainda sai no prejuízo. Em tempo: Parente recebe R$ 106 mil mensais da Petrobras.         

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A diretoria do Banco do Brasil está disposta a fazer a baixa contábil de boa parte dos créditos contra a Sete Brasil, que totalizam R$ 3,5 bilhões. Seguiria, assim, os passos do BTG e da Petrobras, que já lançaram em balanço, respectivamente, R$ 1 bilhão e R$ 900 milhões em dívidas da companhia. Procurado, o BB não quis se pronunciar, alegando sigilo comercial e financeiro.

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21.06.16
ED. 5394

Crise da Petrobras provoca estiagem na Bambuí Bioenergia

 A Bambuí Bioenergia é uma daquelas empresas que a Petrobras deverá vender apenas para não ter mais prejuízo – e não para fazer caixa. Trata-se de um ativo em combustão. Dos três grupos sucroalcooleiros dos quais a estatal é acionista, ninguém tem sofrido mais com a decisão da Petrobras de virar as costas para o setor. A Bambuí – uma associação entre a Petrobras (44%) e a Turdus Participações (56%), do usineiro José Geraldo Ribeiro – está no limite da sua capacidade de sobrevivência. Segundo o RR apurou, desde o início do ano a companhia estaria atrasando o pagamento de salários e de fornecedores. Ao mesmo tempo, vem encontrando dificuldades para assegurar o suprimento de matéria-prima a sua usina na cidade de Bambuí (MG): os agricultores da região estariam condicionando a venda de cana-de-açúcar ao recebimento à vista.  A usina tem operado apenas à metade da sua capacidade, com impacto direto sobre a receita e a geração de caixa da companhia. Entre os próprios executivos, cresce a percepção de que a recuperação judicial seria a única saída. Sua dívida já está na casa dos R$ 450 milhões, sendo aproximadamente R$ 160 milhões com vencimento ao longo dos próximos 12 meses. O maior credor financeiro é o Banco do Brasil. Procurada pelo RR, a Petrobras limitou-se a informar que cumpriu todas as obrigações contratuais do acordo com a Bambuí Bioenergia. A estatal não se pronunciou sobre as dívidas e a hipótese de recuperação judicial da sucroalcooleira.  A Petrobras é o paradoxo da Bambuí, razão da existência e do esfarelamento da companhia mineira. Sem o aporte de R$ 150 milhões da estatal, provavelmente a usina não teria saído do chão. Em contrapartida, a crise da Bambuí é, em essência, a crise da Petrobras, que, no último ano, estancou seus investimentos no setor de bioenergia. Os outros dois grupos sucroalcooleiros com participação da Petrobras Biocombustíveis – Guarani e Nova Fronteira /São Martinho – têm uma razoável musculatura, o que lhes permite suportar a estiagem financeira da acionista e o impasse que cerca o próprio futuro das operações da estatal na área sucroalcooleira. Não é o caso da Bambuí. José Geraldo Ribeiro se vira como pode. No início do ano, viu-se forçado a fazer um aporte emergencial de R$ 50 milhões, recursos insuficientes para cobrir as obrigações de curto prazo da empresa. Por duas vezes, o usineiro tentou vender sua participação, mas ninguém se arriscou a se sentar ao lado da Petrobras, hoje muito mais um ponto de interrogação do que um sócio. A seguinte empresa não se pronunciou: Bambuí Bioenergia

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21.06.16
ED. 5394

Mais cartas

 Da mesma forma que a Petrobras faz força para pular fora da participação compulsória no pré-sal, os Correios já não querem mais ter o mesmo tratamento na entrega de correspondências. Consultada, a estatal nega ter interesse na quebra do monopólio. No entanto, segundo o RR apurou, o assunto já é discutido pela nova diretoria da empresa. A obrigatoriedade tem exigido investimentos volumosos da companhia, mas a rentabilidade é inferior a 5%. A operação responde por metade da receita; há cinco anos, esse índice era superior a 70%. Está faltando um Pedro Parente nos Correios.

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20.06.16
ED. 5393

Novo capítulo

A Petrobras, que já cobra judicialmente quase R$ 2 bilhões em dívidas da Eletrobras relacionadas ao fornecimento de combustíveis para distribuidoras do grupo, deverá acrescentar mais alguns valores no contencioso. A companhia estuda levar para os tribunais uma dívida de R$ 5 bilhões que a Eletrobras tem com a Cigás. Procurada, a Eletrobras diz que negociou a dívida. Faltou combinar com a Petrobras: segundo ela, o assunto ainda está pendente.

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17.06.16
ED. 5392

E se houvesse uma lei para os preços do petróleo?

 Um ex-conselheiro da Petrobras sugeriu a Pedro Parente que se empenhe para a criação de uma lei de “responsabilidade dos preços do petróleo”. O novo instrumento garantiria que eventuais manipulações do valor de venda dos combustíveis seriam descontadas no orçamento da União. Se o governo tomasse a decisão de não acompanhar a paridade dos preços internacionais, problema dele e não da estatal. A Petrobras teria seu dinheiro de volta.  Nos últimos anos, o uso do artificialismo no controle da inflação corroeu mais a sua saúde financeira do que as bobagens cometidas pelos gestores e o “petrolão”. Pedro Parente iniciou corretamente sua administração, defendendo que a empresa tenha total independência para a formação dos preços dos seus produtos. Disse ter a garantia do presidente Michel Temer de que o governo não mais interviria na questão. Não chega a ser grande coisa, se for observada a agenda de recuos de Temer. Se Parente conseguir transformar a boa intenção em lei, vai para a galeria dos maiores personagens da história da Petrobras.

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16.06.16
ED. 5391

BR Distribuidora dá a ignição no programa de privatizações

 A volta do governo Michel Temer ao passado já tem endereço certo: a BR Distribuidora. A venda da companhia marcará a retomada do processo de privatização encerrado junto com a gestão FHC. Das três propostas recebidas pela Petrobras no início desta semana, a preferência da diretoria da estatal recai sobre as ofertas apresentadas pela GP Investimentos e pela Advent. Nos dois casos, segundo o RR apurou, a negociação envolve a transferência do controle da BR. A exceção é a Vitol, uma das maiores tradings de petróleo e derivados do mundo, com sede na Suíça, O grupo teria formalizado seu interesse em ficar com uma participação inferior a 49% da distribuidora. Ressalte-se que dentro da Petrobras ainda não há um consenso em relação ao desfecho da operação. Representantes dos trabalhadores no Conselho ainda consideram a distribuição de combustíveis um negócio estratégico para a companhia e discordam da venda do controle da BR. No entanto, a vontade de Pedro Parente e, portanto, do governo deverá prevalecer. Até prova em contrário, o executivo chegou à estatal com carta branca para tudo.  Dói à alta direção da Petrobras que, no atual cenário, a companhia seja forçada a engolir a venda da BR a um preço subavaliado. Em outro momento, a operação representaria um reforço de caixa substancial para a empresa. Mas, em outro momento, talvez nem fosse necessário se desfazer da distribuidora. Engessada pelas limitações financeiras da sua nave-mãe, a BR tem visto a concorrência encostar nos seus calcanhares, algo que parecia inimaginável há alguns anos. A pressão ficou ainda maior com o anúncio da venda da Ale para o Grupo Ultra. Com a operação, a bandeira Ipiranga ultrapassará a estatal em número de postos: 9,2 mil contra 8,1 mil. Na venda de gasolina, a disputa irá para o photochart: o Ultra atingirá uma participação de mercado de 25,3%, milímetros atrás da BR (25,8%). No segmento de etanol, a ultrapassagem já está consumada. Com a Ale, a rede Ipiranga passará a ter quase 21% das vendas de álcool no país, contra 20% da BR. Procurada pelo RR, a Petrobras não comentou o assunto.

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10.06.16
ED. 5387

Brookfield mergulha nos dutos da TAG e da NTS

 Sai o monopólio estatal e entra o privado. Sai a Petrobras e entra a Brookfield. O grupo canadense, que tem acordo de exclusividade com a estatal na negociação de compra da Nova Transportadora do Sudeste (NTS), parte para cima da Transportadora Associada de Gás (TAG). Juntas, as duas empresas da Petrobras formam um colosso de dutos nas regiões Nordeste e Sudeste, com 6,5 mil quilômetros de extensão, equivalente a 70% de toda a rede de gasodutos do país. Para a estatal, a venda casada é uma dádiva. A empresa fez um spin off na TAG e criou a NTS justamente para facilitar a venda separada da malha de dutos. Mas, pelo jeito, comprar as duas juntas, a custo avaliado no mercado em US$ 5 bilhões, não é problema para a Brookfield. A companhia tem se revelado um polvo com tentáculos para todo tipo de negócio – de rodovia a energia, passando pelo setor imobiliário. O gigante canadense tem cerca de US$ 225 bilhões em ativos sob sua gestão no mundo e escolheu o Brasil como uma das prioridades de investimentos. Procurada, a Petrobras confirmou a negociação para a venda da NTS. Sobre a TAG, nada informou. Já a Brookfield preferiu não comentar.  Com a venda conjunta da TAG e da NTS, a estatal apenas dará de bandeja o monopólio para os canadenses. Vale a ressalva de que a Petrobras não está agindo à margem da lei ou mesmo da regulamentação do setor. Mas isso não significa que a transação não enfrentará enormes obstáculos para sua aprovação na Agência Nacional de Petróleo (ANP) e no Cade. A fonte do RR, especialista no assunto e com bom trânsito na ANP, informou que a diretoria deverá analisar o caso à luz da nova lei do gás. O marco legal promove a concorrência no setor e estabelece o uso compartilhado dos novos dutos pelos chamados carregadores. Esses usuários podem, por meio de licitações, fazer ofertas de compra de parte da capacidade ociosa do duto. Uma única empresa privada ser dona de 70% da malha dutoviária não é exatamente um estímulo à concorrência, preconizada pela nova lei do segmento.  De outro lado, o Cade também deverá ser um complicador para a venda da NTS e da TAG para a Brookfield. O órgão antitruste tem sido rigoroso na avaliação de transações que promovem grande concentração de mercado, como é o caso da transferência de controle das duas transportadoras. A Petrobras já era monopolista antes da adoção da nova lei do gás. A incerteza da estatal e do grupo canadense é se o órgão antitruste terá boa vontade ao analisar a compra de dois terços do mercado de transporte de gás do país em transação feita após a mudança da legislação.

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09.06.16
ED. 5386

Furnas é candidata a abre-alas do programa de privatizações

  Assim como encontrou no “Ordem e Progresso” um slogan para o seu governo, o presidente interino Michel Temer acredita ter achado o emblema do seu programa de privatizações. Furnas deverá ser a escolhida para puxar a fila de estatais ofertadas à iniciativa privada. No entendimento do governo, a subsidiária da Eletrobras tem o “physique du rôle” adequado para inaugurar o processo de desmobilização de ativos da União. Se não tem o porte de uma Caixa Econômica Federal ou, quiçá, de uma Petrobras, nem de longe resvala nas arestas que praticamente inviabilizam qualquer tentativa de venda de dois colossos como estes – no caso da petroleira, então, seria um suicídio político.  Ainda que não esteja no top five das estatais, Furnas tem um notório peso no setor elétrico. Responde por um quarto do parque gerador do Sistema Eletrobras, com 10 mil MW de capacidade instalada entre 12 hidrelétricas e duas térmicas. Concentra praticamente um terço da rede de transmissão do grupo, com 23 mil quilômetros de linhas. É bem verdade que o futuro controlador terá a missão de fazer um ajuste na companhia, que vem de recorrentes prejuízos – quase R$ 500 milhões nos últimos dois anos. Em contrapartida, quem comprar a estatal carregará mais de 20% da receita total da Eletrobras, ou algo em torno de R$ 6,5 bilhões ao ano. Por essas razões, o governo interino de Michel Temer está convicto de que Furnas tem o punch necessário não apenas para simbolizar o programa de desestatização, mas, sobretudo, para afiançar ao mercado que ele não é apenas uma “promessa de campanha”.  Caberá ao secretário de investimento, Moreira Franco, a missão de clonar o programa de privatizações puro-sangue da era FHC. Aliás, vem de lá a disposição de se desfazer da joia da coroa do Sistema Eletrobras. A ideia surgiu no segundo mandato de Fernando Henrique. Muito antes de Sergio Moro ou de Rodrigo Janot, o então governador Aécio Neves também se manifestava favorável à privatização da empresa. Com modelos diferentes, a alienação de parte do capital de Furnas foi cogitada também nos governos Lula e Dilma.  Bem recentemente, o presidente de Furnas, Flávio Decat, executivo de confiança da presidente afastada Dilma Rousseff, reuniuse com representantes sindicais para apresentar uma proposta de abertura de capital da empresa. A ideia era vender até 49% da companhia. A venda do pedaço com a manutenção do controle, no entanto, não interessa a Temer e cia. O secretário de investimentos já disse em boa voz: “Vamos privatizar de verdade e não para fazer cena”.

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09.06.16
ED. 5386

BTG vira a página na BR Properties

 O BTG atravessou mais uma estação da via crucis que tem percorrido para vender ativos e recompor sua estrutura de capital. O banco desfez-se de quase toda a sua participação na BR Properties, na esteira da oferta pública realizada pelo GP – novo controlador da empresa de investimentos imobiliários. O BTG teria amealhado cerca de R$ 500 milhões com a negociação de 14% da BR Properties – em dezembro, já havia embolsado R$ 460 milhões com a venda de outro lote de ações. O banco ainda manteve uma fatia residual de 4%, mas, a partir de agora, sem qualquer participação na gestão. Será um mero espectador numa empresa que já foi sua.  Para as circunstâncias, aceitar a oferta do GP – com um ágio de mais de 37% sobre o atual valor de mercado – era o que de melhor o BTG poderia fazer com um papel que acumula queda de 20% nos últimos 12 meses e de 70% em três anos. Agora, o banco se volta para uma etapa bem mais complexa da sua peregrinação em busca de capital: a venda da sua participação na PetroAfrica, a associação com a Petrobras costurada por André Esteves que tanta controvérsia gerou. Mas essa já é outra história. A seguinte empresa não comentou o assunto: BTG.

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 O novo presidente da Petrobras, Pedro Parente, está decidido a realizar uma nova auditoria na Transpetro. Será a segunda devassa na subsidiária em pouco mais de um ano – a primeira, no início da gestão Aldemir Bendine, foi conduzida pelos escritórios Gibson, Dunn & Crutcher e Trench, Rossi e Watanabe. Procurada pelo RR, a Petrobras não comentou o assunto.

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06.06.16
ED. 5383

Blindagem

 Pedro Parente assumiu o comando da Petrobras com carta branca para mexer no comando das controladas da estatal. O executivo acertou com o presidente Michel Temer que serão escolhidos para os cargos somente técnicos de carreira da companhia. Resta saber por quanto tempo Temer cumprirá o acordado.

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03.06.16
ED. 5382

Petrobras já conta com o dinheiro das elétricas no caixa

 O novo comandante da Petrobras, Pedro Parente, conta como líquido e certo que Michel Temer vai sancionar nos próximos dias a Medida Provisória 706, aprovada pelo Senado na última terça-feira, véspera da posse do executivo. Parente já ganhou do governo federal a promessa de que os reajustes dos preços dos combustíveis não mais estarão subordinados à política econômica. Conta agora com o apoio do governo federal para obter um reforço no caixa da companhia. Se a MP for sancionada, a Petrobras conseguirá receber ainda nesse ano a totalidade ou a maior parte do pagamento de uma dívida de aproximadamente R$ 10 bilhões da Eletrobras com a companhia. O débito está relacionado à compra de combustível para o abastecimento de termelétricas que fornecem energia a distribuidoras da holding de eletricidade na Região Norte. É o maior crédito da petroleira no mercado brasileiro, cujo valor chega bem perto do que a companhia pretende arrecadar com o plano de vendas de ativos em 2016 – aproximadamente R$ 14 bilhões.  O caso mais grave está localizado no Amazonas. A Eletrobras tem se valido de seguidas liminares na Justiça para impedir que a Petrobras venda combustível à distribuidora amazonense apenas mediante pagamento à vista. A MP 706 não apenas autoriza que as dívidas das distribuidoras de Rondônia, Roraima, Amapá e Amazonas sejam pagas parcialmente com o aumento das tarifas de energia elétrica em todo o país como também autoriza que o restante seja quitado com repasses do Tesouro para o grupo Eletrobras.  Joga a favor do pleito de Parente o fato de que, se não houver repasse das dívidas para as tarifas, o Tesouro terá de arcar com tudo ou, no limite, deixar o endividamento contaminar cada vez mais o caixa dessas distribuidoras até o limite da insolvência. A situação impediria a privatização das companhias e ainda abriria espaço para uma – há bem pouco tempo impensável – intervenção da Aneel nas quatro distribuidoras. —  Na cerimônia de posse da presidência da Petrobras, Pedro Parente deu a entender que não conta com um aporte do Tesouro na Petrobras. Bulhufas! Parente estava na frente de Henrique Meirelles, que projetou um déficit primário de R$ 170 bilhões; um déficit que pode ser ainda maior. Se dissesse o contrário, abriria uma crise no governo logo após a conclusão da sua posse. Mas todos sabem que cortar gastos e vender ativos não é suficiente frente ao tamanho do passivo da empresa. Uma forma mimética de capitalizar a estatal seria fazer um encontro de contas entre a Petrobras, BNDES e Tesouro Nacional. Em vez de repassar R$ 40 bilhões à União, conforme está previsto, os recursos seriam destinados à Petrobras. A capitalização, de uma forma ou de outra, não tarda. A não ser que haja intenções inconfessáveis em relação à estatal.

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31.05.16
ED. 5379

Venda integral

 O novo presidente da Petrobras, Pedro Parente, pretende avançar muitas jardas no plano de desmobilização de ativos da estatal. Uma das propostas é elevar o número de subsidiárias integralmente alienadas. A medida atingiria até a Gaspetro, que já teve 49% do capital negociados para a Mitsui . Procurada pelo RR, a Petrobras não comentou o assunto.

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24.05.16
ED. 5375

Espelho meu

 Garantido no cargo mesmo com a chegada de Pedro Parente à presidência da Petrobras, o influente diretor financeiro da estatal, Ivan Monteiro, trabalha pela permanência de seu congênere na BR, Carlos Alberto Tessarollo.