Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

planos
piccianis-rr-5683
15.08.17
ED. 5683

Os “cavalos vencedores” de Picciani

Segundo fonte do Ministério Público, a força-tarefa da Operação Calicute investiga a denúncia de que a família Picciani teria uma participação, não revelada, na Investiplan Computadores. A companhia tem contratos com o governo do Rio que somam quase R$ 250 milhões. O herdeiro da Investiplan, Paulo Afonso Trindade Júnior, jamais
escondeu sua proximidade com os Picciani, notadamente na agropecuária.

No próprio site da Fazenda Nova Trindade, de sua propriedade, o empresário externa sua gratidão a Felipe Picciani – filho do presidente da Assembleia Legislativa, Jorge Picciani. Segundo a apresentação, foi Felipe que “orientou e deu suporte inicial” para a família Trindade ingressar na criação de gado Nelore. O clã aproveitou bem o conselho e a ajuda: hoje, a Nova Trindade tem cerca de mil cabeças de gado e é assídua participante dos concorridos leilões de Nelore promovidos pela Agrobilara, dos Picciani.

Procurado, Jorge Picciani negou ser sócio da Investiplan. Disse ainda que jamais interferiu em contratos com o estado, de “nenhuma natureza”. O RR fez seguidas tentativas de contato com a Investiplan e a Fazenda Nova Trindade, mas não obteve retorno. O MPF, por sua vez, informou que “não se manifesta sobre investigação em andamento, não confirmando nem negando se uma apuração está em curso.”

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

03.08.17
ED. 5675

Um secretário cheio de saúde

Os tentáculos de Sergio Cortes, ex-secretário de Saúde de Sérgio Cabral, não cabiam dentro do governo do estado. Segundo fonte do MP, a Operação Calicute investiga sua suposta participação em contratos irregulares na área de saúde firmados por prefeituras do PMDB no interior do estado do Rio.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

eike-rr-5615
10.05.17
ED. 5615

Eike entre dois juízes

Será, no mínimo, interessante se o juiz Marcelo Bretas decidir convocar uma acareação entre dois de seus réus mais conhecidos (um, claro, muito mais do que o outro): Eike Batista e o juiz aposentado Flavio Roberto de Souza. Por uma dessas coincidências, Bretas, à frente da Operação Calicute, é também responsável pelo julgamento do ex magistrado, que ficou célebre após ser flagrado circulando pelas ruas do Rio no Porsche Cayenne de Eike em uma história até hoje muito mal contada.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

operaçao-rr-5613
08.05.17
ED. 5613

Ruídos na linha do Ministério Público

Há um engarrafamento no tráfego de informações entre os Ministérios Públicos de Curitiba e do Rio de Janeiro. Segundo fonte do MP do Rio, a demora no envio de documentos e das delações feitas à força-tarefa da Lava Jato tem atrasado algumas investigações no âmbito da Operação Calicute, notadamente no que diz respeito a novas frentes de atuação, como a linha 4 do Metrô e a construção do Porto Maravilha. Nada que não possa ser solucionado com uma boa conversa e um ajuste nos procedimentos, espera-se.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

24.04.17
ED. 5604

Avanço na Operação Calicute

A Operação Calicute vai andar de trem, barcas e metrô. Segundo fonte do MP, Luiz Carlos Velloso, subsecretário de Transportes no governo Cabral e preso em março, negocia sua delação.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

12.04.17
ED. 5598

Remake não cola

Segundo fonte do próprio Ministério Público, um eventual acordo de delação com o ex-secretário Sergio Cortes só sai se ele levar a Operação Calicute por novos caminhos, leia-se grupos privados da área de saúde. No início do ano, Cortes tentou fechar uma delação contando trechos do filme que os procuradores já conhecem de cor e salteado.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

24.03.17
ED. 5585

Prorrogação

A força tarefa da Operação Calicute está debruçada sobre contratos firmados pela Empresa de Obras Públicas do Rio de Janeiro (EMOP) no governo Cabral. Trata-se de um derivativo das investigações sobre a reforma do Maracanã.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

A força tarefa da Operação Calicute, braço da Lava Jato no Rio de Janeiro, avança a passos largos sobre a área de transporte do governo de Sérgio Cabral.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

eike-rr-5551
01.02.17
ED. 5551

Prisão de Eike fecha o cerco ao “premiê” de Cabral

A prisão de Eike Batista e sua eventual delação prometem trazer para a ribalta um personagem chave no governo de Sérgio Cabral: o ex-secretário da Casa Civil Regis Fichtner. Segundo confidenciou ao RR um deep throat da “república de Curitiba”, os procuradores da Operação Calicute, o braço da Lava Jato no Rio, estariam puxando o fio da meada dos pagamentos feitos pelo Grupo EBX ao escritório de advocacia Andrade & Fichtner, do qual o ex secretário de Cabral é sócio. A firma presta serviços à LLX, em um contrato que remonta à construção do Porto do Açu. À época, em 2009, o governo Cabral desapropriou, com rara celeridade, cerca de 90 quilômetros quadrados para a instalação do complexo logístico-portuário.

Dezenas de proprietários de imóveis e terras entraram na Justiça contra a LLX e o estado. Do limão, fez-se uma limonada. Coube ao Andrade & Fichtner defender a empresa. Àquela altura, o escritório era comandado pela irmã de Regis Fichtner, Viviane Fichtner Pereira. O então secretário da Casa Civil estava afastado da banca havia três anos – ao deixar o governo, retornou para a empresa. Procurado, o Ministério Público Federal não se pronunciou até o fechamento desta edição, alegando que todos os procuradores que acompanham o caso estavam envolvidos com o depoimento de Eike à PF. Por sua vez, o Andrade & Fichtner confirmou que presta serviços à LLX desde abril de 2009. Disse desconhecer “a existência de qualquer investigação” no âmbito da Calicute. Por fim, afirmou que o sócio Regis Fichtner não tem qualquer relação de “parentesco, afinidade, amizade ou inimizade” com Eike Batista.

Regis Fichtner foi um dos personagens mais poderosos da gestão Cabral. Era praticamente o seu “primeiro-ministro”: cuidava da articulação política à contratação de fornecedores, passando pelas grandes obras e projetos do estado. Foi também tesoureiro na primeira campanha de Cabral ao governo do Rio,  em 2006. Em 2010, embora a função tenha sido oficialmente entregue a Wilson Carlos Carvalho – preso em novembro –, auxiliou na arrecadação de doações para a reeleição do governador.

Entre outras esquinas, Eike Batista e Regis Fichtner também se encontraram na concessão do Maracanã, em 2013. À época, Fichtner conduziu o processo de privatização do estádio, inclusive representando pessoalmente o governo em audiências públicas. A licitação foi vencida pelo consórcio Maracanã S/A, liderado pela Odebrecht. Não obstante sua diminuta participação societária por meio da IMX – apenas 5% –, Eike era a principal face, quase o garoto-propaganda do pool de investidores, que tinha ainda a norte-americana AEG.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.