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19.02.18
ED. 5808

Dieta forçada

A alimentação mais saudável tem jogado para baixo as vendas orgânicas da Nestlé no Brasil. A exemplo do que vem ocorrendo na Europa, onde os suíços têm vendido marcas e comprado outras para compensar a mudança do perfil do consumidor, a companhia deverá encolher no país. Segundo o RR apurou junto a fonte da própria empresa, estariam em estudos um corte de pessoal e redesenho das áreas operacionais. Procurada, a Nestlé Brasil garantiu que não há previsão de reestruturação e nem de demissões. Está feito o registro. Perguntada sobre a queda das vendas no país, disse que “não divulga resultados e dados financeiros por ser uma empresa de capital fechado”.

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 O que une o fundo Innova Capital, de Jorge Paulo Lemann, e a Península, de Abilio Diniz, não é apenas uma rede de padarias batizada de Benjamin, com nove unidades em São Paulo e comprada no ano passado por R$ 20 milhões. O próximo ponto de encontro dos dois empresários deverá ser no capital da Diletto, fabricante de sorvetes. Nesse caso, Lemann entrou no negócio primeiro – comprou 20% do capital da companhia por R$ 100 milhões – e agora acerta a entrada de Diniz. A proposta, para variar, é ambiciosa: colocar a Diletto nos calcanhares da maior fabricante de sorvetes depois das líderes Unilever, dona da Kibon com 21% do mercado nacional e da Nestlé – 7% de participação de mercado.  A operação cai como uma luva na estratégia da dupla de montar um colar de participações em empresas de pequeno e médio portes, vide o desembarque de Abilio Diniz no capital da Wine.com, anunciado ontem. O plano de Lemann e Abilio é aportar R$ 200 milhões na Diletto, passar a ter o controle da companhia e deixar os empresários Leandro Scabin, Fábio Meneghini e Fábio Pinheiro como minoritários. O capital será usado na expansão da capacidade de produção da Diletto para que até 2017 chegue a 40 milhões de litros de sorvete por ano, o que fará com que ultrapasse a norte-americana General Mills – proprietária da marca Häagen-Dazs –, a Creme Mel, de Goiânia, e a paulista Jundiá, respectivamente terceira, quarta e quinta colocadas no ranking do setor.  Com o plano de expansão, a Diletto deverá dar um pulo na receita, alcançando a marca de R$ 300 milhões contra um sexto disso atualmente. Lemann, que tem furor megalomaníaco em aumentar as margens de lucro celeremente, parece estar aprendendo, com a idade, a lidar melhor com o tempo mais longo de realização dos resultados dessas empresas adolescentes. Trouxe pelas mãos um Abilio igualmente bem mais amaciado. Tratam as companhias como se fossem moças debutantes. São administrações sem orçamento base zero ou demissões saindo pela porta e janela da empresa. Parecem estar ficando mais humanos. As seguintes empresas não se pronunciaram ou não comentaram o assunto: Península, Innova e Diletto.

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04.05.16
ED. 5361

Mars aumenta suas calorias no Brasil

 A Mars vai investir aproximadamente R$ 1 bilhão no Brasil até 2022. Segundo o RR apurou, os recursos serão usados na expansão da estrutura logística e comercial e na ampliação do portfólio de produtos. Os planos preveem a construção de dois centros de distribuição, um no Norte e outro no Nordeste – regiões que, nos últimos anos, apresentam taxas de crescimento na venda de chocolates superiores à média nacional. Procurada pelo RR, a Mars confirmou o aporte. A empresa, no entanto, informa que os investimentos se restringirão à expansão industrial, sem mencionar projetos na área logística.  Se, no mundo, a Mars é um gigante do mercado de chocolates, no Brasil a empresa tem o tamanho de uma pastilha de M&M. Seu market share é inferior a 5%; as duas maiores fabricantes do país, Mondelez (Lacta) e Nestlé, dividem o topo do ranking, cada uma com 30% de participação. Nem é preciso confrontar a empresa com seus maiores competidores; basta a comparação Mars vs. Mars. Apenas 30% da receita da companhia no Brasil vêm do comércio de chocolate, seu maior negócio em todo o mundo. Os 70% restantes são decorrentes da venda de ração animal.

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02.05.16
ED. 5359

Octavio Café esquenta na xícara da JDE

 A compra do Grupo Seleto, negócio de US$ 20 milhões anunciado há duas semanas, foi apenas o cafezinho. Umas das maiores torrefadoras do mundo, a holandesa JDE trabalha numa operação ainda maior: a aquisição da Octavio Café. A empresa tem seis fazendas na região de Alta Mogiana, em São Paulo, além de sua vitrine, a cafeteria instalada na Faria Lima. Segundo uma fonte que acompanha as negociações, os herdeiros de Orestes Quercia, controladores da Octavio Café, permaneceriam na operação como minoritários. Procurada, a empresa nega a venda do controle, Já a JDE não se pronunciou sobre o assunto.  Caso se confirme, a aquisição será o bilhete de entrada da JDE no mercado brasileiro de café solúvel, que movimenta quase R$ 3 bilhões por ano. O segmento é dominado por Nestlé e 3Corações, que somam mais de 50% de market share. Os holandeses passariam a ter algo próximo de 10%. Mais do que isso: com a compra da Octavio Café, tirariam da prateleira um ativo cobiçado por seus concorrentes. No ano passado, a própria 3Corações teria feito uma oferta pela empresa aos Quercia.

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  A JDE – fusão da holandesa D.E. Master Blenders 1753 com a norte-americana Mondelez – deverá construir uma fábrica de cápsulas de café na região de Montes Claros (MG). Entre os grandes produtores do país, como Nestlé e 3Corações, a empresa é a única fora desse clube. O prejuízo é grande.

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