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06.03.17
ED. 5571

Sócios do BTG desembarcam da Mitsubishi

A BTG MB, uma espécie de country club que reúne investimento sortidos dos sócios do BTG Pactual, estaria em busca de um comprador para a sua participação de 20% na MMC Automotores do Brasil, que representa a Mitsubishi no país. O negócio nasceu, sobretudo, da relação de amizade entre André Esteves e o empresário Eduardo Souza Ramos, a face da montadora japonesa no país. Procurado, o BTG nega a venda. Já a Mitsubishi não quis se pronunciar. Em tempo: a MMC também tem seus percalços com a Justiça, guardadas as devidas proporções em uma escala até maior. Dois de seus executivos, Robert de Macedo Rittcher e Paulo Arantes Ferraz, já foram condenados a quatro anos e dois meses de prisão no âmbito da Operação Zelotes por participar do esquema de pagamento de propinas a conselheiros do Carf.

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22.07.16
ED. 5417

Há segredos no fundo da xícara da Ipanema Coffees

 Há uma espécie de laranjal sendo plantado nas fazendas de café da Ipanema Coffees. A aquisição do seu controle pelo empresário Fernando Prado, dono da cafeeira Santa Colomba, parece encobrir um segundo movimento. Prado seria o fronting da empresa enquanto a lei que restringe os capitais estrangeiros em latifúndios não for mudada, conforme é a intenção explícita do governo Temer. Ato contínuo, segundo fonte do RR que acompanha o negócio, o empresá- rio reduziria sua participação na Ipanema Coffees para que a Tchibo – maior rede de cafeterias da Alemanha – e a trading Mitsubishi assumissem o controle. Atualmente as duas multinacionais detêm 36,5% do capital. Prado é proprietário de 24%. A proposta é que Prado chegue o mais rapidamente possível ao patamar de 51%. Para isso, ele e as duas transacionais comprariam os 40% da Ipanema Coffees hoje pertencentes à norueguesa Friele, à Paraguaçu Participa- ções e ao investidor Washington Rodrigues. Se non é vero, é ben trovato.  Procurada, a Ipanema Coffees afirma que a Paraguaçu e Rodrigues não têm a intenção de deixar o capital. Está feito o registro. Mas, de acordo com a fonte do RR, se pudesse a dupla nipo-germânica compraria agora o controle e o assunto estaria resolvido. Conversa- ções já foram mantidas nesse sentido. O negócio só não é vapt vupt porque é necessário esperar a aprovação no Congresso Nacional do Projeto de Lei 4059/2012, que libera a aquisição de maiores extensões de terras por empresas multinacionais. Como uma portaria da AGU, de 2010 estabelece que apenas empresas com 51% de capital nacional podem adquirir terras no Brasil, as duas companhias não puderam comprar as ações da ML Participações, pertencente aos fundadores da Ipanema Coffees. A companhia precisa manter o status de empresa nacional para poder adquirir fazendas de café. Apesar da disposição do presidente interino, a concordância no Congresso não é tão simples, pois o assunto evolve a área militar e sua visão de soberania. Em relação à eventual mudança na lei sobre capital estrangeiro, a Ipanema Coffees diz que a alteração “fortalece nosso projeto de crescimento”.  De qualquer forma, no fim do primeiro ato da opereta, a Santa Colomba ficará com 51% das ações e o restante do capital será repartido entre os grupos europeu e o asiático. A desnacionalização ficaria para o epílogo. A Ipanema Coffees têm três unidades de produção em Minas Gerais, com extensão total de três mil hectares. Tem capacidade de cultivo de 130 mil sacas de café por safra. Deverá fechar o ano com receita próxima de R$ 250 milhões, mas o plano da Tchibo, da Mitsubishi e da Santa Colomba é chegar a R$ 1 bi em três anos.

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14.10.15
ED. 5226

Suzuki deixa seu sócio brasileiro na estrada

O empresário Eduardo Souza Ramos, sócio de duas grandes montadoras asiáticas no Brasil, trafega entre o rochedo e o mar. De um lado, tem a Operação Zelotes a triscar na lataria da MMC Automotores, representante da Mitsubishi Motors no país e suspeita de participar do suposto esquema de propinas no Carf; do outro, está prestes a ser ejetado da sociedade com a Suzuki, iniciada em 2008. A desativação da fábrica da montadora em Itumbiara (GO), apenas dois anos após sua inauguração, jogou combustível numa relação societária que já vinha aos trancos e barrancos. A Suzuki entende que Souza Ramos tomou a decisão de desativar a fábrica movido única e exclusivamente por seus interesses e negócios pessoais, passando por cima da estratégia traçada para a marca no Brasil. Para os japoneses, o empresário usou a crise no setor automotivo como pretexto para transferir a produção dos veículos Suzuki para a unidade da Mitsubishi em Catalão, também de sua propriedade, reduzindo, assim, a taxa de ociosidade no complexo industrial. Ou seja: tirou da mão direita para encher sua mão esquerda. Procurada, a Suzuki afirmou desconhecer as informações. Pretexto por pretexto, a Suzuki agora tem um bem maior para se desenganchar de Souza Ramos e assumir sua operação no Brasil, decisão que já vem sendo maturada há algum tempo. Antes, no entanto, tem mais um imbróglio para resolver. Os japoneses e o empresário batem de frente em relação ao pagamento dos custos decorrentes do fechamento da fábrica de Itumbiara. Souza Ramos tenta jogar a conta para cima dos sócios. Talvez seja melhor dizer, futuros ex-sócios.

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01.10.15
ED. 5218

Pé fora

Por falar em Carf, Robert Rittscher, presidente da MMC Automotores, representante da Mitsubishi no Brasil, está com um pé fora da companhia. A montadora e o executivo são investigados na Zelotes. Consultada, a empresa negou a saída de Rittscher.

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Após encontros com Dilma Rousseff e o ministro Eduardo Braga, o chamado “Japan Team” vai se reunir nos próximos dias com Aldemir Bendine. Kawasaki e Mitsubishi, entre outras empresas japonesas sócias de estaleiros no Brasil, tentam salvar o máximo possível das encomendas penduradas na Petrobras.

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27.05.15
ED. 5129

Terra fértil

A Mitsubishi avança nas lavouras brasileiras. Por meio da Agrex, produtora e trading de grãos, negocia a compra de fartas extensões de terra no Centro-Oeste.

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30.04.15
ED. 5111

Energia renovável

A Areva, cuja atuação no Brasil está praticamente restrita a  área nuclear, pretende ampliar seu repertório. Os franceses negociam uma parceria com a Mitsubishi para a construção de térmicas a biomassa. Os projetos sobre a mesa apontam para a produção de 500 MW em até dois anos. Oficialmente, a Areva nega a associação.

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