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30.11.16
ED. 5506

Na lata

O valor de venda da Metalic, fabricante de latas de aço que pertencia à CSN, causou estranheza no mercado. Os demais fabricantes do setor não conseguem entender o que a polonesa CanPack viu na companhia para pagar US$ 98 milhões a Benjamin Steinbruch. Até então, a maior oferta que o empresário havia recebido, da norte-americana Crown, não passou de US$ 40 milhões. A Metalic tem apenas 4% do mercado de embalagens e atende praticamente a um só cliente: Tasso Jereissati.

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23.09.16
ED. 5461

Lata enferrujada

 A canadense CanPack , que pagou US$ 98 milhões pela Metalic, estima que terá de gastar mais de US$ 20 milhões para colocar a ex-fabricante de latas de aço de Benjamin Steinbruch na ponta dos cascos. Há tempos que a CSN não investia na empresa.

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05.07.16
ED. 5404

Ardagh quer as latinhas de Steinbruch

 A Ardagh, uma das maiores produtoras de embalagens de alumínio da Europa, surge como a solução para um antigo problema da , : a cada vez mais deficitária Metalic. O grupo sediado em Luxemburgo teria apresentado uma oferta de aproximadamente US$ 30 milhões pela fabricante de latas de aço controlada pela siderúrgica. Se dependesse apenas da vontade dos executivos da CSN, a Metalic já teria sido vendida há muito tempo. Trata-se de um ativo que não para de depreciar. Há cerca de três anos, Benjamin recusou propostas na casa dos US$ 70 milhões. Em setembro do ano passado, a norte-americana Crown ofereceu US$ 40 milhões pela Metalic. Nessa toada, chegará um dia em que a CSN terá de pagar para se livrar da controlada.  A Metalic é uma espécie de “alienígena” entre os fabricantes de latas para bebidas do país. Trata-se da única empresa que utiliza o aço como matéria-prima. Totaliza apenas 4% de participação no mercado e vende praticamente para um único cliente: Tasso Jereissati. A companhia sofre com a baixíssima escala e com um custo logístico incomparavelmente superior ao da concorrência. Com apenas uma fábrica em Maracanaú, na Grande Fortaleza, não tem condições de competir com a própria Crown e a Ball /Rexam, que contam com unidades espalhadas em todo o país. Além disso, precisa arcar com o transporte do aço desde a usina da CSN em Volta Redonda até o Ceará. Nessas circunstâncias, a Metalic só faz sentido para um grupo que esteja chegando ao país e precisa montar um colar industrial, exatamente como é o caso da Ardagh. Presente em 21 países e com um faturamento global superior a US$ 8 bilhões, o grupo herdou suas duas primeiras fábricas no Brasil no início deste ano, ao comprar um pacote global de ativos da Ball/Rexam. • As seguintes empresas não se pronunciaram ou não comentaram o assunto: CSN.

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25.09.15
ED. 5214

Benjamin Steinbruch tem uma lata vazia para vender

Mais uma da série “As voltas que o mundo dá”. Há pouco mais de três anos, Benjamin Steinbruch recusou propostas na casa dos US$ 70 milhões pela Metalic, fabricante de embalagens de aço. Dizia, à época, que por menos de US$ 100 milhões sequer se sentava para conversar. Pois hoje, a mesma CSN tenta, sem sucesso, se desfazer da controlada em bases bem mais modestas. A pedida estaria na casa dos US$ 50 milhões. Ninguém paga. Recentemente, segundo o RR apurou, a Metalic teria sido oferecida à Crown Embalagens, que, no passado recente, demonstrou interesse pelo ativo. Agora, no entanto, quem não tem pressa é a joint venture entre a norte-americana Crown Holdings e a gaúcha Évora. O tempo joga a seu favor. A fusão mundial entre a britânica Rexam e a norte-americana Ball praticamente tirou de circulação dois candidatos ao negócio. Com 75% das vendas de latas no país, dificilmente a nova empresa conseguiria aprovar qualquer aquisição junto aos órgãos de defesa da concorrência. Entre as grandes, portanto, sobrou a Crown, vice-líder do setor, com 12% de participação. No setor, a aposta geral é que ela fica com a Metalic, mas vai deixar para comer esse prato bem frio. A Metalic é um grânulo no universo da CSN. Seu faturamento, em torno de R$ 300 milhões ao ano, não chega sequer a 2% da receita total do grupo. A empresa responde por apenas 4% das latas consumidas pela indústria brasileira de bebidas. Praticamente toda a sua produção está indexada a um único cliente: Tasso Jereissati. Por essas e outras é que, na própria CSN, já há algum tempo a manutenção da Metalic é vista como um capricho de Benjamin Steinbruch. A teimosia, ao que parece, é página virada. A venda da empresa tiraria da frente um negócio pouco rentável, fora do foco estratégico da siderúrgica e com reduzida escala. Não é hora de a CSN se dispersar com latas vazias

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