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28.04.16
ED. 5357

Bancada da bola chuta todas para escanteio

 A bancada da bola tem suado a camisa como nunca. Como se não bastasse o esforço para esvaziar duas CPIs simultâneas – a do Futebol, no Senado, e a da Máfia do Futebol, na Câmara –, seus componentes já saíram a campo em uma nova missão: chutar para o mato o projeto de lei apresentado na semana passada pelo deputado Otavio Leite (PSDB-RJ) que prevê a criação das Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs). A zaga parlamentar é composta pelos deputados Jovair Arantes (PTB-GO), relator do processo de impeachment de Dilma Rousseff e ex-dirigente do Atlético-GO, Marcus Vicente (PP-ES), ex-presidente interino da CBF, e Vicente Candido, que acumula o mandato com o posto de diretor de assuntos internacionais da Confederação. Não estão sozinhos. Além da própria CBF, um grande clube do Rio e outro de São Paulo, este último com raízes fincadas no Congresso, já trabalham contra o projeto.  O projeto de lei de Otavio Leite abre caminho para que os clubes captem recursos em bolsa com a emissão de ações das SAFs, uma espécie de sociedade de propósito específico que abrigaria investidores e parceiros. Em tese, uma ideia que pode dar samba. Mas, como se sabe, o que é bom para o futebol nem sempre – ou quase nunca – é bom para a cartolada. Os dirigentes enxergam na proposta o risco de perder espaço e poder.

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