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A convocação da seleção brasileira, ontem, na sede da CBF, correu o risco de pular das páginas esportivas para o noticiário policial. Além do presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, que não deixa o Brasil com medo de ser preso pelo FBI, estava presente o ex-deputado e Secretário Nacional de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor, Gustavo Perrella, um dos donos do helicóptero apreendido, em junho do ano passado, com 445 quilos de cocaína. Sempre próximo a ele também o ministro dos Esportes, Leonardo Picciani, filho do presidente da

Alerj, Jorge Picciani, citado na Lava Jato.

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01.08.17
ED. 5673

Corpo fechado

O presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, pensou em se livrar do deputado Marcelo Aro, diretor de Ética e Transparência da entidade. Foi aconselhado a “não mexer nesse negócio”. Esse “negócio” atende pelo nome e sobrenome de Eduardo Cunha, responsável por “infiltrar” o parlamenta r na CBF.

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16.06.17
ED. 5641

Pelé volta a vestir a camisa da CBF

Depois de um período de afastamento, Pelé aterrissou novamente nos braços do presidente da CBF, Marco Polo Del Nero. Além de receber cerca de R$ 400 mil para comentar os dois recentes amistosos da seleção brasileira na Austrália, o Atleta do Século deverá ter o apoio da entidade para viabilizar a Pelé Academia, centro de formação de jogadores que será inaugurado no ano que vem. Pelé, como se sabe, não atravessa uma boa fase de saúde.

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26.04.17
ED. 5606

Amarelinhas e verdinhas

O presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, dá de ombros aos seus opositores e desafetos. Mesmo com o FBI nos seus calcanhares, a crise de imagem da entidade e a recessão econômica, a receita da Confederação com patrocínios em 2016 chegou a R$ 410 milhões, 20% a mais do que em 2015. É impressionante!

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30.03.17
ED. 5589

Prudente distância

Apesar das tentativas de aproximação feitas pela CBF, Geraldo Alckmin esquivou-se de um encontro com o presidente da entidade, Marco Polo del Nero, durante a passagem da seleção brasileira por São Paulo. Era só o que faltava…

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16.03.17
ED. 5579

Feitos um para o outro

A Samsung – quem diria? – virou motivo de chacota entre os cartolas da CBF. Em novembro, a empresa rompeu o contrato de patrocínio com a entidade por conta das denúncias contra Marco Polo del Nero. Três meses depois, o grupo enfrenta o maior escândalo da sua história, com a revelação do pagamento de propina a aliados do governo da Coreia do Sul.

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O deputado Jovair Arantes tem o apoio do presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, para assumir o Ministério dos Esportes. Qual o espanto? Se Edison Lobão pode comandar a Comissão de Constituição e Justiça do Senado, o enrascado Del Nero pode muito bem emplacar o novo ministro.

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O ex-jogador Ronaldo deu agora para fazer duras críticas a Marco Polo Del Nero e José Maria Marin, que cumpre prisão domiciliar em Nova York. Nem parece o mesmo fenômeno que andava grudado nos cartolas da CBF e até participou do Comitê Organizador da Copa de 2014.

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25.11.16
ED. 5503

Santo forte

O deputado e diretor de ética e transparência da CBF, Marcelo Aro, parece ter o corpo fechado. Os próprios parlamentares davam como certo seu indiciamento no relatório da CPI do Futebol. Mas, para espanto geral, seu nome ficou de fora da lista. Ao contrário de Marco Polo Del Nero e outros três dirigentes da CBF.

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16.11.16
ED. 5496

Conselho de notáveis na CBF

Pegando carona no bom momento da seleção, Marco Polo Del Nero pretende criar uma espécie de “conselho de notáveis” na CBF, composto por ex-jogadores e renomados executivos. Quem se habilita a ser “cleaner” do encalacrado cartola?

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28.10.16
ED. 5485

Ronaldo Fenômeno é um empresário no banco de reservas

  O que está acontecendo com o empresário Ronaldo Luiz Nazário? De uma hora para a outra, o ex-jogador Ronaldo Fenômeno parece ter perdido o faro de artilheiro para os negócios. Um ano e meio após o seu lançamento, a Ronaldo Academy – parceria com o empresário Carlos Wizard – enfrenta dificuldades para manter seu projeto de expansão. A meta de atingir 50 escolinhas nos dois primeiros anos de operação já foi chutada para escanteio. Da primeira leva de 22 franquias vendidas no Brasil, apenas 13 unidades teriam sido efetivamente inauguradas. Alguns dos investidores que compraram o direito de utilizar a marca tentam romper o contrato e devolver a licença, temendo prejuízos.  Nos últimos meses, Ronaldo Fenômeno tem aparecido no noticiário econômico mais pelos gols perdidos do que marcados. A 9ine, a agência de marketing esportivo que criou em parceria com Marcus Buaiz, está sendo desativada pela britânica WPP, atual controladora. A sociedade com o próprio Carlos Wizard no Fort Lauderdale Strikers, time de futebol nos Estados Unidos, está chegando ao fim. Mesmo com todo o nome e influência, Ronaldo não conseguiu seu maior objetivo: assegurar um lugar na Major League Soccer (MLS), o principal campeonato dos Estados Unidos – o Strikers disputa uma liga paralela.  No caso da Ronaldo Academy, a mais recente delas, a do Espírito Santo, foi inaugurada no mês passado apenas com metade das 800 vagas preenchidas. Ressalte-se que, além de pagar cerca de R$ 400 mil pela licença, o franqueado ainda precisa dispor de um terreno de, no mínimo, mil metros quadrados. A expansão global também está aquém do planejado. Por ora, só a China comprou a ideia em maior escala: já são mais de 30 franquias fechadas, embora apenas oito já em operação. Nos Estados Unidos, são apenas cinco contratos firmados. As negociações para o desembarque do projeto nos Emirados Árabes, Arábia Saudita, Qatar e Rússia ainda são incipientes.  Uma coisa pode não ter nada a ver com a outra. Mas, já há algum tempo, Ronaldo vem sendo aconselhado por seus assessores a reduzir sua exposição política e a proximidade com áreas, digamos assim, minadas. No seu staff, é consenso de que sua enigmática participação no Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014 e a relação com cartolas como José Maria Marin e Marco Polo Del Nero trouxeram um desgaste a sua imagem. • A seguinte empresa não comentou o assunto: Ronaldo Academy.

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 O presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, teria colocado à venda uma das duas coberturas de sua propriedade no luxuoso condomínio Les Residences Saint Tropez, na Barra da Tijuca. Um dos imóveis foi comprado em 2015 junto ao empresário Wagner Abrahão, do Grupo Águia, antigo parceiro comercial da CBF, por aproximadamente R$ 5,2 milhões. A outra aquisição é considerada uma das maiores pechinchas do mercado imobiliário carioca dos últimos tempos: apenas um ano antes, Del Nero teria pago somente R$ 1,6 milhão por uma cobertura similar. • Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: CBF.

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21.09.16
ED. 5459

Risco Marin paira sobre a CBF

 O presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, está bastante preocupado com José Maria Marin. Não por solidariedade, mas por temor. Para todos os efeitos, o acordo com a Justi- ça norte-americana custou a Marin uma fiança de US$ 15 milhões. No entanto, Del Nero tem fortes razões para acreditar que o antigo aliado também esteja quitando sua dívida com outra moeda: a delação premiada. A aflição de Del Nero se deve aos crescentes sinais de relaxamento da prisão domiciliar de Marin, em Nova York. Seria uma contrapartida a uma atitude, digamos assim, colaborativa do ex-dirigente?  Nos últimos meses, sua rotina tem incluído passeios a museus – o MoMa fica a apenas três quadras do seu apartamento, na Quinta Avenida. Também se tornaram frequentes os jantares em badalados restaurantes, a exemplo do Daniel e do Marea, onde, aliás, foi visto na semana passada. Marin está sempre acompanhado de familiares e de sua inseparável tornozeleira eletrônica.  Del Nero e Marin eram parceiros nos negócios da bola até que este último foi preso, na Suíça, no ano passado. Desde então, Del Nero não põe o pé fora do Brasil, com medo de ter o mesmo destino. Sobretudo se Marin tiver aberto seu baú de memórias.

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09.08.16
ED. 5429

Cunha manda CPI do Futebol para escanteio

 A CPI do Futebol é o mais novo exemplo do poder que Eduardo Cunha mantém na Câmara dos Deputados – ainda que um exemplo relativamente prosaico se comparado a algumas de suas maiores façanhas. Nos últimos dias de trabalho da CPI, encerrada há duas semanas, o ex-presidente da Câmara escalou alguns de seus melhores beques na Casa para garantir o esvaziamento da pauta, chutar as votações para escanteio e, sobretudo, proteger atuais e ex-dirigentes da CBF.  O desempenho da zaga de Eduardo Cunha – liderada pelos deputados Washington Reis (PMDB-RJ) e André Moura (PSC/CE), dois de seus mais fiéis aliados – não poderia ter sido melhor. A CPI chegou ao fim sem que o atual presidente da CBF, Marco Polo del Nero, tenha sido sequer convocado a depor. Os dois últimos caciques da entidade, José Maria Marin e Ricardo Teixeira, também escaparam ilesos. É mais um tento na lista de serviços prestados por Cunha à entidade. O parlamentar tem uma estreita relação com a CBF desde os tempos de Teixeira. Mais recentemente, foi o artífice da indicação do deputado mineiro Marcelo Aro para a diretoria de Ética e Transparência da Confederação.

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 O presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, teme ter seu próprio Sergio Machado. No ano passado, poucas semanas antes da prisão de dirigentes da CBF e da Fifa, Del Nero teve uma série de conversas com o empresário J. Hawilla, delator-mor do Fifagate. Provavelmente o que falaram é de conhecimento apenas dos dois e do FBI inteiro.

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 O sinal de alerta está aceso no Banco Itaú, Nike , Vivo, Samsung e demais patrocinadores da seleção brasileira. O motivo é a truculência com que a CBF vem tratando seus ex-parceiros. A entidade entrou na Justiça contra a BRF, com quem manteve contrato até o início deste ano. A justificativa é que a Sadia está fazendo “marketing de emboscada” em sua campanha publicitária para a Olimpíada ao vestir seu tradicional mascote com uma camisa verde e amarela. Ou seja: ao que tudo indica, Marco Polo Del Nero e cia. entendem que a CBF tem a primazia sobre as cores da bandeira. A BRF não está sozinha. Segundo o RR apurou, a Confederação também está abrindo um processo contra a Michelin, que patrocinava a seleção brasileira até fevereiro. A alegação é de que a empresa francesa não teria cumprido cláusulas do contrato relativas ao prazo e aos valores da rescisão. Procurada, a BRF confirmou o processo e disse lamentar a “postura da CBF”. Como apoiadora oficial da Rio 2016, a empresa afirma ter o direito contratual de usar os uniformes das equipes brasileiras, cujas cores “não são exclusivas da entidade”. A CBF não quis comentar o assunto. A Michelin também não se pronunciou.  Ao olhar para a BRF e a Michelin, os atuais patrocinadores da CBF temem o efeito do “eu sou você amanhã”. A percepção é de que a entidade iniciou uma caça às bruxas em represália aos ex-parceiros. E não são poucos. A escalação inclui ainda nomes como Gillette e Unimed. Não por coincidência, o turnover publicitário cresceu consideravelmente nos últimos dois anos, em meio aos seguidos escândalos envolvendo os ex e atuais cartolas da entidade. Ricardo Teixeira sumiu do mapa. O também ex-presidente José Maria Marin cumpre regime de prisão domiciliar em Nova York. Já Marco Polo Del Nero não sai do Brasil nem a decreto, temendo ter o mesmo destino de Marin, seu antecessor, preso na Suíça e extraditado para os Estados Unidos.

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 Marco Polo del Nero e Ricardo Teixeira têm o corpo fechado no Congresso Nacional. Há cerca de dez dias, o próprio Renan Calheiros suspendeu a convocação dos cartolas pela CPI do Futebol, em curso no Senado. Agora, a blindagem se dá na Câmara dos Deputados. Parlamentares da bancada da bola se movimentam com o objetivo de esvaziar a CPI da Máfia do Futebol, instaurada há apenas um mês. O camisa 10 do time é o deputado Marcelo Aro (PHS-MG). Uma de suas missões mais importantes é exatamente barrar os pedidos de convocação de Del Nero, que reassumiu na semana passada a presidência da CBF, e de Ricardo Teixeira, ex-nº1 da entidade – ambos já protocolados pelo deputado Arnaldo Jordy (PPS/ PA). No melhor dos mundos para a CBF, seria aprovado apenas o pedido de depoimento do antecessor de Del Nero, José Maria Marin, que já está purgando seus pecados junto à Justiça norte-americana.  A CBF – em especial Marco Polo del Nero – confia bastante em Marcelo Aro. O parlamentar, que se notabilizou por fazer micagens com um boneco do ex-presidente Lula durante as sessões da comissão do impeachment, vem de uma longeva linhagem de cartolas. Há mais de 40 anos, sua família manda e desmandam no futebol mineiro. Seu avô – José Guilherme Ferreira, chefe do gabinete militar do governador Magalhães Pinto na década de 60 – dirigiu a Federação local. Já seu pai e seu tio foram afastados da entidade, no início dos anos 2000, por denúncias de formação de quadrilha, falsificação de documentos e desvio de recursos. A bola agora está com Marcelo de Aro.

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09.03.16
ED. 5323

Fora de campo

 Marco Polo del Nero já confidenciou a amigos que vai renovar seu pedido de licença da presidência da CBF, que vence no fim de maio. Ainda que temporariamente, o cartola quer ser “esquecido” pela mídia. Já a amnésia do FBI vai ser mais difícil de conseguir… Procurado pelo RR, a CBF não comentou o assunto.

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 A CPI do Futebol no Senado deverá trazer à luz um personagem que só costuma entrar em campo quando os refletores se apagam: o lobista Vanderberg Machado, que tem serviços prestados para Ricardo Teixeira, José Maria Marin e Marco Polo del Nero.

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04.02.16
ED. 5302

Coronel Nunes

 Romário fechou a temporada de 2015 da CPI do Futebol com o depoimento do presidente licenciado da CBF, Marco Polo Del Nero. Agora pretende reabrir os trabalhos ouvindo o novo nº 1 da entidade, o coronel Antonio Carlos Nunes.

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04.01.16
ED. 5279

Sobressalto

 Marco Polo Del Nero teria colocado à venda sua luxuosa cobertura na Barra da Tijuca. Os amigos mais próximos não se preocupam, pois sabem que o presidente licenciado da CBF está passando apenas por um espasmo de liquidez.

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11.11.15
ED. 5245

Pé no chão

 A Fifa não passou de um sonho de uma noite de verão. Mas Zico já revelou a amigos a firme disposição de disputar a presidência da CBF, seja em 2018, seja no caso do afastamento de Marco Polo Del Nero.

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Marco Polo Del Nero está em busca de um nome para assumir a diretoria jurídica da CBF no lugar de Carlos Eugênio Lopes, o “Carlô”, último remanescente da era Ricardo Teixeira. Por falar em CBF, o senador Romário só se refere ao ex-deputado e hoje secretário-geral da entidade, Walter Feldman, como “O Vazador”.

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21.09.15
ED. 5210

12º jogador

A CPI do Futebol trabalha com a informação de que o FBI vai revelar até o fim de outubro o nome do misterioso “co-conspirador 12”, um dos últimos envolvidos no escândalo do Fifagate cuja identidade ainda é mantida em sigilo. No mundo da bola, todos dão como certo que essa camisa 12 pertence ao presidente da CBF, Marco Polo Del Nero.

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Romário, como sempre, não perdoa seus adversários. Com uma certa dose de sadismo, o senador pretende deixar o presidente da CBF, Marco Polo del Nero, seu grande desafeto, para o grand finale da CPI do Futebol. Antes, quer ouvir os ex-presidentes da entidade Ricardo Teixeira e Jose Maria Marin.

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26.08.15
ED. 5193

J. Hawilla dá seus últimos chutes na Traffic

A exuberante combinação de mármore e vidro na entrada principal – há quem diga que o projeto serviu de inspiração para a nova sede da CBF – remete ao tempo em que J. Hawilla era o todo-poderoso do marketing esportivo no país. Hoje, no entanto, é o que é: apenas uma fachada. Da porta para dentro do prédio da Traffic, no Jardim Paulista, todos sabem que o jogo acabou. Com a reputação em frangalhos e uma carteira de contratos cadente, a empresa está à venda. O próprio Hawilla vem conduzindo as negociações de Miami, onde vive recluso após se declarar culpado por crimes de sonegação e corrupção, devolver US$ 151 milhões à Justiça norte-americana e, muito provavelmente, delatar antigos parceiros. Do outro lado da mesa, estão investidores chineses e árabes com negócios no futebol tanto na Ásia quanto na Europa. Hawilla está convicto de que o comprador terá de vir de uma dessas áreas cinzentas do mapa-múndi da bola. Hoje, a Traffic é um negócio para quem tem canela de aço e está acostumado a fugir de marcações cerradas. Da mesma maneira que o presidente da CBF, Marco Polo del Nero, não vai nem ali no Paraguai com medo da Interpol, J. Hawilla não ousa sair de Miami. Há meses não pisa na sede da Traffic. O dia a dia da gestão está nas mãos de seu filho, Stefano Hawilla. Faltam-lhe, no entanto, o tempo de estrada e as conexões políticas do pai. Além disso, Stefano nunca foi muito chegado à atividade principal, a comercialização de espaços publicitários e dos direitos de transmissão de eventos esportivos. Ele dedica a maior parte de seu tempo à divisão de gerenciamento da carreira de atletas. O último grande ativo na carteira de contratos da Traffic é a representação comercial da Copa do Brasil, em consórcio com a Klefer. A companhia detém ainda os direitos sobre a Copa América do Centenário, programada para 2016, nos Estados Unidos. No entanto, depois da devassa do FBI na Concacaf, ninguém se arrisca a dizer se a competição será mesmo realizada. * A Traffic não quis comentar sobre o tema.

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Da Suíça, chegam notícias de que José Maria Marin, por ora, não fará qualquer acordo de delação com a Justiça norte-americana. No entanto, talvez por paranoia – compreensível para um homem em suas circunstâncias – talvez por conhecer bem os métodos do ex-aliado, o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, está convicto de que Marin vai falar. Na entidade, todos dão como certo que o ex-presidente não guardará o que sabe se a Suíça aceitar o pedido de extradição para os Estados Unidos.

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27.07.15
ED. 5171

Baú de memórias

O súbito reaparecimento de Ricardo Teixeira na mídia causou calafrios em Marco Polo Del Nero. Na última sexta-feira, todos se perguntavam na CBF: “Será que ele vai começar a falar?”

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18.06.15
ED. 5144

Como João Doria Jr

Como João Doria Jr. cansou de brincar de chefe de delegação da seleção brasileira e retornou ao Brasil, é grande a pressão para que Walter Feldman viaje para o Chile e assuma o posto até o fim da Copa América. Ele, no entanto, prefere ficar no Brasil. Desde a prisão de José Maria Marin na Suíça, Marco Polo Del Nero e os demais dirigentes da CBF desenvolveram um súbito medo de avião.

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29.05.15
ED. 5131

“Fifagate”

Os advogados da CBF passaram as últimas 48 horas debruçados sobre o único contrato ainda em vigor com a Traffic, referente a  comercialização de placas de publicidade para a Copa do Brasil. A ordem de Marco Polo del Nero é romper imediatamente o acordo com o “quinta coluna” J. Hawilla. *** Wagner Abrahão, dono do Grupo aguia e parceiro da CBF na venda de ingressos, dormiu muito pouco nas últimas duas noites. Nas raras vezes em que conseguiu fechar os olhos, teve o mesmo pesadelo: agentes do FBI surgiam do nada carregando bilhetes para o serviço de hospitality na Copa de 2014.

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20.02.15
ED. 5064

José Maria Marin

José Maria Marin deverá manter um pé na CBF. Um pé de meia, ressalte-se. O presidente eleito da entidade, Marco Polo del Nero, pretende criar uma espécie de Conselho de Administração na entidade, que seria comandado por Marín.

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