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13.01.22

Lula ao Norte

Após retornar do México, no fim de janeiro, Lula fará uma visita a cidades da Região Norte. Vai começar por Manaus, onde deverá se encontrar com o senador Omar Aziz (PSD-AM), pré-candidato ao governo do estado e ferrenho opositor do presidente Jair Bolsonaro.

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12.01.22

PT dá uma guinada em direção ao “trumpismo de esquerda”

O cavalo de pau do PT, radicalizando o discurso na direção de um “trumpismo de esquerda”, tem um artífice. O dono da bola se chama José Dirceu, que permanece mandando e desmandando no partido. A estratégia é insuflar a base agora, inclusive para não perder o apoio dos eleitores de esquerda, para soltar aos poucos, mais à frente, na medida em que as pesquisas forem se tornando praticamente definitivas. A manobra também empurraria Jair Bolsonaro para a radicalização, aumentando a polarização. Essa é o movimento de campanha que interessa a Lula. É o clássico “morde e assopra”. Quem se lembra das eleições de 2002 sabe o que o “comandante” Dirceu está pensando.

As hostes do partido avançarão com o recado de que o governo Lula será francamente de esquerda. O ex-presidente desmentirá aqui e amenizará acolá. Como se o PT e ele fossem, em diversos momentos, duas coisas diferentes. Quem viu a troca de chumbo do artigo de Guido Mantega, resgatando a política econômica do governo Dilma, e a imediata desautorização da assessoria de Lula tem um exemplo nítido de como o jogo será jogado. A provável reação negativa do mercado está contemplada na virada petista. As medidas para segurar a volatilidade dos ativos e o transtorno nas expectativas ficariam por conta do governo Bolsonaro. Essa conjuntura dificultaria o plano do presidente em usar a caneta, ou seja, o assistencialismo, como estratagema eleitoral.

O mercado teme Lula, mas penalizaria também Bolsonaro por ignorar os fundamentos da economia e fazer uma política fiscal frouxa. Dirceu aposta na queda de braço até porque, no momento adequado, Lula surgiria com um programa ameno, parafraseando a máxima de Lampedusa: mudar pouco, não para parecer que não mudou, mas que mudou para algo parecido. O “comandante” acredita que o aggiornamento do “trumpismo à esquerda” pode render frutos mesmo na hipótese, meio que  desacreditada, da derrota de Lula. A dúvida é se levar Bolsonaro para o canto do ringue é uma boa escolha.

Polarização por polarização, o capitão tem um track records positivo. E há a questão do timing do recuo de Lula e como reagirão seus legionários ao verificar que gastaram o verbo em vão. O exemplo das eleições de 2002 é, sem dúvida, algo a ser revisitado. Mas não custa rememorar o dito da maior lideraça intelectual da esquerda em todos os tempos, um filósofo obstinado que afirmava não ter dúvida sobre o rumo da História: ela só se repete duas vezes, a primeira como tragédia e a segunda como farsa.

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11.01.22

Lula marcha na direção do Comandante do Exército

O comandante do Exército, general Paulo Sergio Nogueira de Oliveira, não tem qualquer apreço pelo candidato Lula. Mas está disposto a conversar com ele em momento oportuno, segundo um general de quatro estrelas confidenciou ao RR. Interlocutores em comum entre ambos estariam trabalhando nessa diplomacia. Essa conversa não aconteceria de imediato, mas a partir do mês de março, após o lançamento oficial da candidatura do petista.

Para efeito de campanha eleitoral, Lula tem tratado os militares como trata o mercado. Não se pronuncia sobre as Forças Armadas e diz que só conversará com a instituição uma vez eleito. Tudo da boca para fora. Para Lula, o encontro com o general Paulo Sergio seria de grande importância estratégica, à medida que o ex-presidente tem clara noção da resistência ao seu nome junto à maioria do Alto-Comando do Exército. Os assessores de Lula para a área militar, entre os quais se perfilam os ex-ministros da Defesa Nelson Jobim, Celso Amorim e Aldo Rebelo, defendem que o ex-presidente vá para essa conversa com duas propostas no bolso do paletó: a primeira é a manutenção do comandante do Exército no cargo em seu eventual governo, se, claro, o oficial concordar; a segunda, caso contrário, é conceder ao general Paulo Sergio a prerrogativa de indicar o seu sucessor.

O objetivo é amansar o estamento hoje mais refratário à eleição de Lula. Procurados, o PT e o Exército não se pronunciaram. Em 2018, não custa lembrar, o então comandante do Exército, general Villas Bôas, encontrou-se com dez candidatos à Presidência da República, em agendas abertas, oficialmente divulgadas pela comunicação da Força. Mas eram outros tempos. Lula estava preso, Fernando Haddad não tinha a conotação ameaçadora do ex-presidente, Jair Bolsonaro despontava como favorito e, primordialmente, ainda não havia o nível de polarização e muito menos o grau de tensão do ambiente institucional de hoje. O comandante Paulo Sergio, segundo a fonte do RR, não nutre, igualmente, simpatia, para dizer o mínimo, pelo presidente Jair Bolsonaro.

É recíproco. O preferido de Bolsonaro para a sucessão do general Edson Pujol era o Comandante Militar do Nordeste, general Marco Antônio Freire Gomes. No entanto, a indicação do general Paulo Sergio foi praticamente uma imposição do Alto-Comando da Força. Ressalte-se que o oficial “caroneou” outros dois colegas: era apenas o terceiro mais antigo entre os quatro estrelas. Pouco antes da sua nomeação para o posto, Paulo Sergio já havia irritado o presidente ao criticar a política do governo federal para o combate ao coronavírus. Provavelmente irritou Bolsonaro de novo na semana passada, com a determinação de que todos os integrantes do Exército se vacinem contra a Covid. No entanto, no contexto institucional e político, as diferenças entre Bolsonaro e o comandante do Exército não passam de uma variável vicinal.

O fator principal são as fantasias dos militares em relação à esquerda, a paranoia da volta do “comunismo” que ainda perdura entre a maioria do Alto-Comando. Fantasia gera fantasia. A própria liderança de Lula nas pesquisas eleitorais atiça bolsões mais radicais de apoio a Jair Bolsonaro. O general Paulo Sergio é figura central nesse processo de acalmar os seus. Salvo algum fato extraordinário, ele será o comandante do Exército na eleição e no período de transição até a posse do novo governo. O ambiente institucional e a forma como se deu a sucessão do general Pujol concederam ao general Paulo Sergio uma liderança que, a priori, não estava no script. Hoje, ele se tornou uma voz determinante junto às Forças Armadas. Lula poderá ir tranquilo ao seu encontro. As Forças Armadas, a despeito de animosidades ou implicâncias, permanecem como um estamento voltado ao distensionamento e à pacificação institucional.

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11.01.22

Tem lugar para todo mundo no “Lulaney”

Lula e José Sarney têm conversado de forma recorrente. De um lado, a possibilidade do petista apoiar a candidatura de Roseana Sarney ao governo do Maranhão, levando até Flavio Dino a reboque; do outro, o clã Sarney se engajaria na campanha de Lula.

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10.01.22

Pelas costas de Ciro

Washington Quaquá, vice-presidente nacional do PT e principal articulador político do partido no Rio de Janeiro, está empurrando a sigla na direção de Rodrigo Neves, candidato do PDT ao governo do estado. Nesse caso, o palanque do partido seria de Lula. Ou seja: os próprios pedetistas do Rio já consideram Ciro Gomes carta fora do barulho.

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05.01.22

Lula não para de construir suas pontes

As articulações para uma aliança entre Lula e Alexandre Kalil, prefeito de BH e candidato a governador de Minas Gerais, avançaram várias jardas nos últimos dias. Gilberto Kassab, presidente do PSD, está costurando um encontro entre o petista e Kalil ainda para o mês de janeiro. Seria a dobradinha antípoda ao atual governador Romeu Zema, uma espécie de deus Jano da política mineira, com uma face virada para Jair Bolsonaro e outra para Sergio Moro.

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04.01.22

UBS aposta suas fichas na privatização do Banco do Brasil

A missão é difícil, mas não impossível. É o que pensa o UBS sobre a privatização do Banco do Brasil. O lobby do banco suíço em Brasília é feito à luz do sol, quer seja no Congresso, quer seja no Ministério da Economia. Neste último, conta com um aliado declarado: o ministro Paulo Guedes, que, na aurora do governo Bolsonaro, anunciou sua intenção de que o BB fosse desestatizado e que seu futuro dono fosse o UBS.

O banco helvético já está com um pé dentro da estatal. É sócio majoritário (50,01%) do banco de investimento e de uma corretora de valores, que operará em cinco países latino-americanos – Argentina, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai -, conforme comunicado feito à CVM. Com a associação, o UBS passa a dividir com o BB a administração de grandes fortunas, além das operações no mercado de capitais.

Procurados, o UBS e o Ministério da Economia não quiseram se pronunciar. O UBS tem usado essa “cabeça de ponte” para convencer o próprio funcionalismo do BB. Os suíços têm ainda no deputado Eduardo Bolsonaro seu maior aliado no Palácio do Planalto. Eduardo meio que comanda o lobby dos helvéticos no Congresso. Mas mesmo que seu pai, Jair Bolsonaro, se torne carta fora do baralho em 2023, o UBS acredita que poderá sensibilizar Lula, caso o candidato petista seja eleito, com uma “privatização meia bomba”, ou seja, com golden share, diferença mínima no controle acionário e restrição à venda para outra empresa.

Um dos argumentos usados pelos defensores da venda da instituição é matusalênico. Com a Caixa Econômica cada vez mais ingressando em áreas que eram circunscritas ao BB, como o crédito agrícola, não faria sentido a União controlar duas instituições financeiras. A privatização do BB, portanto, seria diferente da Petrobras. A questão é tirar do imaginário brasileiro o simbolismo de um Banco do Brasil estatal. Provavelmente, nem Lula consegue.

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04.01.22

Dia do Trabalhador

Lula está articulando, ainda para o mês de janeiro, um encontro com os líderes das grandes centrais sindicais do país.

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03.01.22

Uma frente ampla para o Ministério da Economia

O economista Arminio Fraga acende uma vela a Deus e outra ao diabo. Diz que está pronto a colaborar – ser ministro da Economia – de um governo que adote suas ideias. Por aderência natural migraria para a candidatura Sérgio Moro. Mas o candidato lavajatista já tem o seu ministro – o professor Affonso Celso Pastore – e reduzidas chances de vitória. Com Bolsonaro, Fraga não tem nem conversa. De Lula recebeu acenos, mas teria recusado. Não é bem verdade. Teria, sim, postergado. Fraga aguarda a indicação de Geraldo Alckmin à vice-presidência de Lula. Seria a forma tortuosa de abrir um canal de diálogo com o líder das pesquisas eleitorais.

O controlador da Gávea Investimentos espera que Fernando Henrique Cardoso, Tasso Jereissati e José Serra, entre outros “tucanos de cabelos brancos”, venham a aderir à chapa Lula-Alckmin para se juntar aos apoiadores pessedebista da coligação lulista. Ou seja: esse PSDB informal e depurado de nomes como o de Aécio Neves, só para dar o exemplo mais gritante. Fraga se perfila entre os tucanos de boa cepa, mas no fundo tem um lado pessoal que lembra Paulo Guedes: quer obsessivamente ser ministro há anos e anos, amém. Sabe que Lula caminhará para a centro direita.

E que muitas das suas ideias serão incorporadas em um futuro governa lulista. A chave de entrada seria a formalização de Alckmin na vice-presidência. A tropa de choque lulista não descarta um convite a Fraga, mas ele não lidera a lista dos mais bem quistos potenciais futuros ministros da Economia. Lula preferiria um perfil político, mais próximo de estilo Antônio Palocci, titular da Pasta no seu primeiro governo. Dois nomes se sobressaem nessa lista: o do governador do Maranhão e professor de Direito Constitucional da Universidade do Maranhão, Flávio Dino; e do ex-vereador por Teresina, deputado estadual, federal, senador e quatro vezes governador do Piauí – inclusive exercendo o atual mandato -, Wellington Dias. Ressalte-se que os dois compareceram ao jantar oferecido por um grupo de advogados paulistas para aproximar Lula ainda mais de Geraldo Alckmin.

Apetece também ao ex-presidente a escolha de um empresário do setor real da economia. Há diversos papeizinhos com nomes nesse pote: Josué Gomes da Silva, filho do ex-vice de Lula, José de Alencar, e presidente da Fiesp; Pedro Passos, um dos controladores da Natura, que daria um toque ESG à política econômica; Pedro Wongtschowski, industrialista e presidente do Conselho do Grupo Ultra; Benjamin Steinbruch, presidente da CSN (ver RR de 22 de dezembro de 2021) e amigo pessoal do assessor de Lula, Aloizio Mercadante – seja lá o peso que isso tenha na escolha; e até mesmo o octogenário Abilio Diniz, que voltou à cena, expondo suas ideias na mídia como se quisesse ser lembrado. Correndo por fora do setor real viria o tecnocrata financeiro multi-partidário Henrique Meirelles – presidente do BC de Lula, ministro da Fazenda de Michel Temer e secretário da Fazenda de João Doria.

Meirelles não está na pole position da indicação para o Ministério da Economia, mas reúne três pontos a favor: se dá bem com Lula, conta com o aval do mercado e teria um bom entendimento com o presidente do BC, Roberto Campos Neto, que estará à frente da autoridade monetária, seja lá quem for o futuro presidente. Meirelles, contudo, tem um ponto avantajado contra ele: a atual relação estreita com Doria, que fará uma campanha eleitoral fustigando Lula. Nesse contexto, Fraga seria o candidato natural do mercado. Recentemente, passou a namorar a centro-esquerda. E atrairia pessedebistas ainda recalcitrantes em relação ao apoio a Lula. Um senhor ponto contra é que é detestado por segmentos influentes do PT. Candidatos a ministro da Economia, portanto, ainda pululam aos montes. De certo mesmo, somente é que todos serão “subministros”. O “titular da Pasta” de fato será o próprio Lula, que, se eleito, pretende que a política econômica seja realizada com dosimetria política. O inverso de Jair Bolsonaro. O que não deixa de ser uma boa notícia.

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29.12.21

Independência

Lula defende um IBGE independente, longe do IPEA, no mesmo modelo do Banco Central.

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