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planos
21.02.17
ED. 5565

Cortando as unhas do debate sobre a taxa de juros

O debate entre André Lara Resende e os ortodoxos da academia sobre o “Triângulo das Bermudas” – juros, inflação e política fiscal -, que envolveu acusações de patrulhamento ideológico e argumentos fora de lugar, curiosamente omitiu qualquer menção às Letras Financeiras do Tesouro (LFTs), engenhoso instrumento de política monetária trazido pelo Plano Cruzado. Lara Resende e Pérsio Arida foram os idealizadores do título indexado à taxa Selic. A justificativa, à época, é que o novo instrumento daria mais previsibilidade à política monetária e expurgaria eventuais ganhos expressivos quando de flutuações bruscas na taxa de juros.

A LFT também foi bastante questionada pela academia conservadora. Mas, nos idos do Plano Cruzado, parafraseando o poeta, tudo valia a pena se a inflação ficasse pequena. Quando o Plano começou a derreter, os ortodoxos reclamaram que o novo título introduzia um efeito riqueza quando do aumento da taxa de juros, o que levava a uma certa passividade da política monetária e, consequentemente, à presença de rigidez nos encargos com o pagamento dos custos sobre a dívida pública.

Lara Resende parece ter se esquecido da sua paternidade na fórmula de indexação dos juros, que levou à aritmética perversa da política monetária. Os demais gregos da academia também passaram ao largo da consulta aos alfarrábios. A impressão é que são mais tentadores os brilharecos teóricos do que uma boa espiadela nas páginas da história. Lara Resende agradece. Foi elevado à condição de ícone no debate econômico.

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27.10.15
ED. 5235

TIM Brasil pisca no radar da Operação Zelotes

  A Operação Zelotes avança sobre a TIM Brasil. A Polícia Federal e o Ministério Público têm informações que comprovariam a participação da companhia no esquema de pagamento de propinas a conselheiros do Carf. Novas revelações sobre o caso deverão ser divulgadas em breve por uma revista nacional de grande circulação, segundo o RR apurou. O alvo das investigações seria o processo em andamento no Carf relativo à compra da Tele Nordeste Celular Participações , negociação fechada pela operadora no fim dos anos 90. Procurada, a TIM não se pronunciou, alegando estar em período de silêncio.  A TIM foi autuada pela Receita Federal por ter se beneficiado indevidamente de um ágio de R$ 600 milhões para reduzir a base de cálculo do IR e do CSLL. O recurso da empresa, que tramita na 2ª Turma da 4ª Câmara da 1ª Seção do Carf, tinha como relator o conselheiro Carlos Pelá, que pediu dispensa do cargo em julho deste ano. Em seu parecer, Pelá votou a favor da TIM.  As investigações da TIM se estenderiam na direção do escritório de advocacia Mussi, Sandri, Faroni & Ogawa. A firma já teria prestado serviços para a operadora na esfera tributária. Dois dos sócios do escritório são os renomados advogados Leonardo Mussi e Valmir Sandri. Tanto Sandri quanto Mussi eram conselheiros do Carf e deixaram o órgão entre o fim de abril e a primeira semana de maio. Também consultado, o Mussi, Sandri, Faroni & Ogawa informou que, por razões éticas e contratuais, “não se manifesta a respeito de clientes ou de processos sob sua responsabilidade” ou mesmo “questionamentos relacionados a empresas, ainda que não tenham, efetivamente, nenhuma relação jurí- dica com o escritório”.  Por falar na Operação Zelotes, a incursão de ontem da Polícia Federal na LFT Marketing Esportivo e Touchdown, de Luis Claudio Lula da Silva, teve forte repercussão no gabinete do deputado federal Andrés Sanchez. O filho do ex-presidente Lula é muito ligado ao parlamentar. Quando era presidente do Corinthians, Sanchez o contratou para trabalhar como preparador físico do clube e, depois, foi um dos maiores incentivadores para que ele abrisse sua própria empresa de marketing esportivo.

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