Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

planos
06.06.17
ED. 5634

Caixa vazio

O empresário Fabio Carvalho, que comprou a Leader Magazine do BTG Pactual, tem sido obrigado a colocar dinheiro do bolso para honrar compromissos de curto prazo da rede varejista. Em recuperação extrajudicial, a companhia já renegociou mais de R$ 250 milhões em dívidas.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

06.03.17
ED. 5571

O calvário da Leader

Fabio Carvalho, novo dono da Leader Magazine, está penando para obter a adesão de bancos e fornecedores ao plano de recuperação extrajudicial da rede varejista. Até agora, conseguiu renegociar pouco mais de R$ 300 milhões em dívidas. O passivo total da Leader supera R$ 1,1 bilhão.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

02.02.17
ED. 5552

Hora da verdade

Maio é o dead line da Leader Magazine, segundo informações filtradas junto à própria empresa. Este é o tempo que Fabio Carvalho, novo controlador da rede varejista, se deu para renegociar as dívidas de R$ 1 bilhão. Caso contrário, a companhia deverá partir para a recuperação judicial. É a herança da gestão BTG, ex-acionista da Leader.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

21.11.16
ED. 5499

Domínio do fato

 Mesmo após a venda da Leader Magazine, a turbulenta passagem pela companhia ainda rende sérios problemas ao BTG. O Banco IBM está entrando na Justiça para cobrar um empréstimo de R$ 65 milhões não honrado pela rede varejista. Alega que o BTG era o controlador da Leader e, em última instância, responsável pelo pagamento do débito.

• Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: BTG Pactual e Banco IBM.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

01.06.16
ED. 5380

Devolução

 O contencioso entre a família Furlan, ex-controladora da Lojas Seller, e a Leader Magazine, vendida recentemente pelo BTG ao empresário Fabio Carvalho, ganhou um novo capítulo. Carvalho quer desfazer a compra da Seller e devolver a empresa aos antigos acionistas. No entanto, os Furlan só admitem discutir uma possível devolução caso a Leader pague uma dívida de R$ 140 milhões ainda referente à aquisição da rede varejista, fechada em 2013. Trata-se de um dos tantos problemas da Leader que o BTG empurrou para o novo controlador. Procurada pelo RR, a Leader não comentou o assunto.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

11.03.16
ED. 5325

Solução final

 O BTG já não enxerga outro caminho para a Leader Magazine. Segundo o RR apurou, são grandes as chances de que a rede varejista entre com um pedido de recuperação judicial até o fim do mês. A empresa acumula dívidas superiores a R$ 1 bilhão. Procurada pelo RR, a BTG não comentou o assunto.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

01.02.16
ED. 5299

BTG atola no capital da Mitsubishi

  Vai ser preciso muita tração nas quatro rodas para o BTG desatolar do capital da Mitsubishi Motors do Brasil (MMC). Guardadas as devidas proporções, os próprios acionistas do banco tratam a participação de 15% na montadora como um ativo tão difícil de ser passado adiante quanto as deficitárias Leader Magazine e BR Pharma – a incomparável Sete Brasil, claro, nem entra nesta conta. O BTG já ofereceu as ações ao sócio controlador da MMC, Eduardo de Souza Ramos, mas o empresário e amigo de longa data de André Esteves se recusa a recomprar a participação, mesmo com um expressivo deságio. O Plano B, a transferência para a própria Mitsubishi do Japão, também já foi descartado.  Sem uma solução caseira, o BTG partiu em busca de um comprador no mercado. Consultado, o banco nega a venda das ações. Mas, segundo fonte próxima à empresa, o problema é que uma série de circunstâncias joga contra o negócio, a começar pela performance da Mitsubishi do Brasil. Desde que desembarcou na empresa, em 2010, o banco já teria acumulado um prejuízo de quase US$ 150 milhões com o investimento. Além disso, se associar à montadora neste momento significa cair de paraquedas na Operação Zelotes. A MMC é uma das empresas suspeitas de participar do esquema de pagamento de propina a conselheiros do Carf.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

 O rating de Eneas Pestana, dispensado da presidência da Máquina de Vendas, anda mesmo em baixa. Os sócios do BTG também consideram que a consultoria de Pestana para a Leader já deu o que tinha que dar. Aliás, não deu.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

07.12.15
ED. 5263

Liquidação

 A investida do BTG no varejo pode chegar ao fim com a realização de um sonoro prejuízo. A família Gouvêa, que mantém 30% da Leader, está se mobilizando para recomprar o controle na bacia das almas, bem distante do R$ 1 bilhão que o banco pagou por 70% da empresa. O BTG vai vender integralmente sua participação de 35% na BR Properties. Na semana passada, o banco já havia leiloado R$ 182 milhões em ações da empresa. As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: BTG e Leader

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

13.11.15
ED. 5247

Uma estrela que cai na constelação do BTG Pactual

O Google exibe uma única foto de André Esteves e Carlos Fonseca juntos. Talvez nunca mais exista outra. Responsável por algumas das mais engenhosas operações financeiras feitas pelo BTG nos últimos anos – a ponto de ser incensado pela mídia e tratado por muitos como uma espécie de “André Esteves” do André Esteves –, Fonseca sofreu um downgrade em sua reputação. O outrora todo-poderoso comandante da área de private equity, onde chegou a ter sob seus condões quase R$ 40 bilhões aplicados em mais de três dezenas de empresas, tem perdido influência sobre esse e outros setores da instituição financeira. Aos poucos, suas funções estariam sendo absorvidas por outros sócios, notadamente Marcello Hallack, seu par na chamada divisão de Merchant Banking. Das tantas atribuições que tinha, estaria se dedicando basicamente à ingrata missão de administrar uma série de ativos problemáticos do BTG, entre eles um fundo de real estate que só dá dor de cabeça e, sobretudo, as participações deficitárias do banco, a começar pela Leader Magazine e pela BR Pharma. Boa parte dessas operações foi engendrada pelo próprio Fonseca. Procurado pelo RR, o BTG nega que o executivo tenha sido afastado de suas funções na área de Merchant Banking. Pode ser que tudo não passe de uma condição temporária e, dependendo dos resultados da faxina na carteira de participações do BTG, Carlos Fonseca saia do seu purgatório particular; pode ser que sua travessia pela barca de Caronte seja um caminho sem volta. O fato é que ele não está sozinho nessa viagem. Sua delicada posição dentro do BTG neste momento é reflexo da estratégia demasiadamente agressiva e, muitas vezes, desmedida adotada pelo banco para crescer na área de private equity. No afã de avançar rapidamente, a instituição imprimiu um ritmo frenético. Entre 2008 e 2012, houve períodos em que Fonseca chegou a fechar uma nova aquisição a cada trimestre. Já diz o adágio popular que a pressa e a perfeição não convivem em harmonia. Até hoje, algumas dessas operações são alvo de críticas dentro do próprio banco. Um dos casos mais emblemáticos é a compra de 70% da Leader Magazine, conduzida por Fonseca. Um negócio razoavelmente complexo teria sido fechado com uma ligeireza incomum. Entre as primeiras tratativas com os controladores da rede varejista e a assinatura do cheque, não teria se passado sequer um mês. Consta que o BTG dispensou a due diligence e aceitou pagar algo em torno de R$ 1 bilhão – três meses antes, a GP Investimentos havia oferecido R$ 700 milhões pela mesma participação. Hoje, a Leader dá seguidos prejuízos e precisa de uma capitalização emergencial, da ordem de R$ 300 milhões. É um caso similar ao da BR Pharma, que terá de receber um aporte de R$ 600 milhões para cobrir os prejuízos e reduzir seu endividamento. Aliás, a venda da bandeira Mais Econômica, anunciada nesta semana, é um exemplo bem acabado de como o BTG tem perdido dinheiro com seus negócios em private equity. Segundo o valor divulgado, a rede de farmácias gaúcha foi vendida à Verti Capital por apenas R$ 44 milhões, ou aproximadamente US$ 12 milhões. Estima-se que, em fevereiro de 2011, o banco não pagou menos de US$ 120 milhões pela empresa.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

28.09.15
ED. 5215

Leader é um problema a mais na prateleira do BTG

O que colocaram na água de André Esteves? Como se não bastassem o iminente naufrágio da Sete Brasil e os seguidos problemas financeiros da BR Pharma, a Leader Magazine está com o nome sujo na praça. Controlada pelo BTG, a rede varejista tem encontrado dificuldades para honrar seus compromissos. Desde o início do ano, estaria atrasando sistematicamente o pagamento de salários e, sobretudo, de fornecedores. Os casos mais graves envolveriam a Seller, rede com 50 lojas em São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul comprada pela Leader em junho de 2013. Há indústrias do setor têxtil, particularmente do segmento de cama e mesa, e fabricantes de utensílios domésticos que estariam há mais de quatro meses sem receber. O grupo varejista teria se comprometido a normalizar os pagamentos em julho, quando seria concluída a integração contábil entre a Leader e a Seller. Mas, segundo dois fornecedores ouvidos pelo RR, isso não ocorreu. Dívida, como se sabe, é bala que ricocheteia. Há casos de empresas têxteis de pequeno e médio porte que estariam com dificuldade de manter suas próprias operações em função dos atrasos da Leader – alguns destes credores têm a receber não mais do que R$ 200 mil. De acordo com uma das fontes do RR, um grupo de fornecedores já se articula para entrar na Justiça contra o grupo varejista. À medida que o tempo passa maior a pressão sobre o BTG, dono de 70% da Leader – os 30% restantes pertencem aos acionistas fundadores, a família Gouvêa. No início do ano, o banco acenou com um aporte de até R$ 300 milhões na rede varejista, mas recuou com o agravamento da crise financeira da companhia. Nos últimos meses, o BTG vem tentando arrumar a casa com o objetivo de vender a empresa e se livrar de um aumento de capital que cairia integralmente na sua conta – os Gouvêa não têm interesse em acompanhar o desembolso. No entanto, até o momento, a reestruturação conduzida pelo ex-Pão de Açúcar Enéas Pestana não surtiu o efeito esperado. O próprio Pestana desembarcou no negócio com a intenção de fazer uma oferta pelo controle – ver RR edição nº 5.147 –, mas teria recuado ao constatar que o braseiro é muito mais incandescente.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

23.06.15
ED. 5147

Pestana reestrutura a Leader em causa própria

Os óculos retangulares e o cabelo repartido da esquerda para a direita lembram o próprio André Esteves, controlador da Leader Magazine. Mas é a imagem de Enéas Pestana e não a do banqueiro que se projeta sobre o futuro da companhia. Para todos os efeitos, o ex-Pão de Açúcar e agora onipresente consultor foi convocado por Esteves para comandar o processo de reestruturação da rede varejista – a  semelhança do que ocorre na Máquina de Vendas e na BR Pharma, também do BTG Pactual. No entanto, na própria Leader, cresce a percepção de que, neste caso, o termo “Reestruturação” não passa de um eufemismo: para muitos, a real missão de Pestana é arrumar a casa e preparar a venda do controle da empresa, da qual o BTG detém 70% – o restante das ações pertence aos acionistas fundadores, a família Gouvêa. Há quem vá mais além e afirme que Enéas Pestana interpreta dois personagens neste enredo: primeiro, vai fechar lojas, renegociar o aluguel dos imóveis, cortar pessoal, arrochar fornecedores, estressar executivos, impor novas metas de performance e tudo mais que couber no papel de consultor; em um segundo momento, o executivo tiraria o figurino de verdugo e, então, entraria em cena o investidor. Pestana enxergou uma oportunidade maior e está reunindo fundos de private equity interessados na aquisição da Leader. Ele próprio teria uma participação no bloco de controle. Ressalte-se que a fatia do BTG na rede varejista estaria avaliada em aproximadamente R$ 900 milhões. Nos últimos meses, André Esteves chegou a engatilhar um novo aporte de capital na Leader Magazine. No entanto, segundo o RR apurou, esta hipótese perdeu força. Esteves dá sinais de que cansou de ser dono de loja de departamento e quer empurrar o negócio para alguém do ramo. Se não for Enéas Pestana, será outro. O fato é que a Leader se junta a  Sete Brasil e a  própria BR Pharma na lista de recentes insucessos de Esteves. No caso da varejista, o banqueiro subiu no avião errado na hora errada. Desde que assumiu o controle da empresa, em 2012, o setor só faz andar para trás, empurrado pela redução da oferta de crédito e pela retração do consumo. Mesmo com o cenário adverso, Esteves ainda esticou a corda, na tentativa de dar massa crítica a  sua operação no varejo. Em 2013, comprou a Lojas Seller. Há pouco mais de um ano, chegou a articular a aquisição de um ativo bem mais graúdo, a Lojas Renner. Largou o carrinho no corredor e não chegou sequer a  fila do caixa.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.