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20.11.17
ED. 5748

Impasse na venda da Uniasselvi

O impasse em torno de uma dívida de aproximadamente R$ 400 milhões com a Kroton tem adiado a venda da Uniasselvi. O fundo de private equity norte-americano CVC já teria apresentado uma oferta para ficar com as participações do Carlyle e da Vinci Partners na rede de ensino, mas há arestas em relação à assunção do passivo e ao tempo de quitação. A fatura é uma herança da venda da Uniasselvi para o Carlyle e a Vinci. À época, a própria Kroton, então controladora da empresa, financiou parte da negociação.

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09.11.17
ED. 5742

Não é só pelos R$ 2

Há um pequeno grande hiato nas negociações para a venda da Somos Educação à Kroton. Com 74,8% do capital, a Tarpon está pedindo R$ 25 por ação. A Kroton parou nos R$ 23 – o papel está cotado no mercado a R$ 19. O que está em jogo é uma diferença de quase R$ 400 milhões.

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31.07.17
ED. 5672

Kroton perde pontos em seu balanço

Depois da acachapante derrota na tentativa de fusão com a Estácio, a Kroton vai jogar uma nova ducha de água fria no mercado com a divulgação dos seus resultados trimestrais – prevista para o dia 11 de agosto. Segundo uma fonte que conhece de cor e salteado os números da empresa, a redução do total de matrículas no Fies impôs à rede de ensino uma queda em torno de três pontos percentuais na margem Ebitda.

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07.07.17
ED. 5656

Efeito Kroton

O revés da operação Kroton/Estácio no Cade acendeu todos os sinais de alerta no Ultra. O RR apurou que o grupo deverá se antecipar e apresentar ao órgão antitruste uma proposta na tentativa de viabilizar a fusão entre a Liquigás e a Ultragaz, sua controlada. A contrapartida envolve a venda de ativos nos cinco estados em que a nova empresa tiver participação de mercado próxima de 60% (Goiás, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo) – ver RR edição de 19 de junho.

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03.07.17
ED. 5652

“Fracass fee”

Após o velório, a dolorosa conta do sepultamento: os acionistas da Kroton terão de pagar cerca de R$ 50 milhões a advogados, consultores e lobistas que trabalharam na frustrada fusão com a Estácio.

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26.06.17
ED. 5647

Fundo de Cingapura é o novo adversário da Kroton

A Kroton está prestes a ser abalroada por dois bólidos: de um lado, o Cade; do outro, o GIC, que surge como novo consolidador do mercado de educação. O fundo soberano de Cingapura se aproveita do duplo chapéu de acionista tanto da Cruzeiro do Sul Educacional quanto da Somos Educação para costurar a associação entre as duas companhias. Da primeira, os asiáticos têm 40%; da segunda, 18%. As tratativas são conduzidas por Eduardo Samara, que assumiu, em fevereiro, o posto de vice-presidente sênior do GIC no Brasil.

A proposta de fusão conta com o apoio de outros acionistas das duas empresas, sobretudo daqueles que mais pesam na balança, tanto de um lado quanto do outro: pela Cruzeiro do Sul, as famílias Figueiredo e Padovese, fundadoras e ainda acionistas majoritárias; pela Somos, a Tarpon Investimentos, dona de 74,8% da companhia. Todos, assim como a própria GIC, teriam uma participação relevante na nova empresa. As duas redes de ensino vivem circunstâncias distintas. Desde que assumiu o controle da antiga Abril Educação no lugar dos Civita, há pouco mais de dois anos, a Tarpon corta um dobrado para colocar o negócio nos eixos. Em 2015, amargou um prejuízo de mais de R$ 600 milhões.

No ano passado, à custa de muitos cortes, conseguiu reduzir as perdas para R$ 70 milhões. Nesse período, ainda teve de desmantelar um esquema montado por alguns funcionários da Somos para a compra irregular de material no âmbito do Programa Nacional do Livro Didático (PNDL). A Cruzeiro do Sul tem tirado melhores notas no quesito performance financeira.

Nos últimos dois anos, teve um lucro combinado de quase R$ 150 milhões. Ainda assim, falta-lhe escala e capilaridade para concorrer com os grandes grupos do setor – sua atuação está praticamente restrita a São Paulo. Há pelo menos dois anos, as famílias Figueiredo e Padovese alimentam a ideia do IPO do grupo. No entanto, a chegada do GIC, que, em janeiro deste ano, comprou a participação do fundo inglês Actis, colocou no horizonte a possibilidade de fusão com a Somos. A combinação resultaria em um grupo com um Ebitda de mais de R$ 600 milhões e um faturamento de R$ 2,6 bilhões, a números de 2016 – para efeito de referência, algo como um terço da receita somada de Kroton e Estácio.

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05.06.17
ED. 5633

Galindo quer dar um clinch no Cade

O presidente da Kroton, Rodrigo Galindo, tenta convencer o Cade a adiar por 30 dias o prazo final para o julgamento da fusão com a Estácio, previsto para 27 de junho. Para todos os efeitos, alega que os advogados da companhia precisam de mais tempo para ajustar a defesa com base nas novas regras para o ensino a distância, publicadas pelo Ministério da Educação no último dia 26 de maio. No entorno de Galindo, há quem associe a manobra a uma confissão de que a batalha está perdida, mesmo após o executivo ter contratado todos os ex-dirigentes do Cade para defender a causa da Kroton. As sinalizações são desfavoráveis para o polvo da educação.

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05.04.17
ED. 5593

Os reforços da Kroton

O presidente da Kroton, Rodrigo Galindo, montou uma tropa de ex-conselheiros do Cade para defender a fusão com a Estácio. Mas o maior reforço atende por José Eduardo Cardoso e tem a assinatura de Walfrido Mares Guia, um dos controladores da Kroton e desafeto de Galindo.

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30.03.17
ED. 5589

Estranha aritmética

Uma fonte do RR que auxilia as negociações entre a Kroton e a Estácio jura por todos os santos que há uma cláusula draconiana no acordo de fusão entre as duas empresas. Diz a fonte que se o Cade fizer exigências restritivas capazes de derrubar o faturamento do grupo em mais de 15%, a Kroton pode cancelar o agrément sem pagar multa. Já a Estácio terá de desembolsar R$ 150 milhões se desistir da operação pelos mesmos motivos da Kroton. O RR acha bem esquisito os dois pesos, mas registra o estranho acordo.

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16.03.17
ED. 5579

Estácio é uma maldição na vida de Rodrigo Galindo

O presidente da Kroton, Rodrigo Galindo, chamaria o padre Merrin, o “Exorcista”, para extirpar a Estácio da sua vida caso tivesse o condão de transformar ficção em realidade. A empresa carioca demoniza a trajetória profissional de Galindo, rebaixado de cardeal para diácono devido a uma série de equívocos – e infortúnios, vamos admitir – desde que a instituição atravessou o seu caminho. O outrora bem-sucedido executivo tem sido visto como “incapacitado” – palavra de um dos acionistas – para conduzir com êxito a aquisição da empresa.

O adjetivo “incapacitado” não diz respeito a uma única voz. Galindo encontra-se sem apoio da maior parte dos controladores – leia-se os fundos Oppenheimer e Coronation. Galindo, que deitou na fama com a compra da Anhanguera, quis replicar a fórmula com a Estácio. Na primeira aquisição, apresentou uma defesa no Cade que continha dribles razoáveis sobre a acusação da Kroton tornar-se acintosamente dominadora do setor.

Galindo se apoiava em números bem menores de concentração do mercado e previa a venda de ativos de ensino a distância. Segundo fonte do Cade, estão na mesa duas hipóteses mefistofélicas para a Kroton: ou o Conselho desaprova a junção, o que é bastante provável, ou impõe restrições que inviabilizam o acordo, o que é mais provável ainda. Este último ponto tem um complemento: se a perda de receita com a venda de ativos for superior a 15%, qualquer uma das partes pode rescindir a operação sem pagamento de multa.

Galindo ganhou também a maldição de Walfrido dos Mares Guia, um dos controladores da Kroton. Quem conhece o ex-ministro sabe que ele é jeitoso, se relaciona bem. Com Galindo, Walfrido foi duro e deixou claro que é ele quem vai tratar do imbróglio Estácio/Cade. O ex-ministro aposta nas articulações políticas em Brasília para neutralizar a ação de grupos concorrentes, como a Ser Educacional e a Anima. Estes dois visitaram ministros e parlamentares para mostrar que a fusão da Kroton com a Estácio está criando um monstro monopolista.

A Superintendência Geral do Cade deu parecer recomendando pesadas restrições à fusão, o que deverá precipitar a decisão dos conselheiros. Até mesmo o preenchimento das duas vagas abertas na autarquia é uma incógnita. Não há nomes definidos e nem prazo para escolhê-los. Dependendo de quem entrar, poderia haver uma compreensão diferente do caso. Com os cinco conselheiros atuais, o jogo está praticamente perdido. Resta ver se Walfrido reencarna o Padre Merrin e exorciza o atual Cade. Galindo que cuide da sua própria sorte.

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15.02.17
ED. 5561

Kroton inicia o ano com notas baixas no Fies

Rodrigo Galindo, CEO da Kroton, começa o ano letivo com notas baixas. No momento em que o Cade ameaça dar um zero para a fusão com a Estácio, Galindo enfrenta também números frustrantes em relação ao Fies. Neste primeiro semestre, a Kroton registrou o menor volume de contratos do Fundo de Financiamento Estudantil dos últimos cinco anos.

Foram 15.004 novos alunos, praticamente a metade dos 29.789 contabilizados no início de 2016. A um tíquete-médio mensal de R$ 794,30 por estudante, significa uma perda de faturamento de R$ 145 milhões ao longo de um ano. Procurada pelo RR, a Kroton confirma o número de inscrições pelo Fies. Mas afirma que “a taxa de conversão de matrículas (que mede a relação entre o número de potenciais candidatos a uma vaga e o de alunos efetivamente inscritos) foi positivo”. Está feito o registro.

O Fies representa aproximadamente 10% da receita da Kroton. Poderia ser mais se a empresa não tivesse perdido tanta participação na divisão do bolo. Em relação a janeiro do ano passado, sua participação sobre o número total de inscritos no Fies recuou de 11,9% para 9,8%. Se alguém perde, outro vem e acha. Foi o caso da Ser Educacional, que saiu de 6% para 8%. Esse pêndulo reflete uma fragilidade geoeconômica da Kroton. Os critérios para a divisão de vagas do Fies têm privilegiado os pedidos de financiamento em regiões mais carentes como o Norte e Nordeste, áreas onde o grupo tem uma operação modesta se comparada à sua estrutura no Sudeste e Sul do país.

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06.02.17
ED. 5554

Ser Educacional aplica as lições que recebeu na Estácio

Por mais dolorosa que tenha sido a lição, a derrota na disputa pela Estácio serviu como um pós-doutorado para Janguiê Diniz, dono da Ser Educacional. O novo plano de investimentos do grupo pernambucano, que está recebendo os últimos retoques, prevê a abertura de 18 unidades de ensino nas regiões Norte e Nordeste até 2018, além de outras 27 nos dois anos seguintes. Procurada, a empresa confirmou a meta de inaugurar 45 universidades até 2020. Informou ainda que nove delas já estão autorizadas pelo Ministério da Educação.

Trata-se do mais agressivo projeto de expansão nos quase 24 anos da Ser Educacional. Caso o número previsto seja atingido, significa dizer que ao longo dos próximos quatro anos o grupo vai duplicar de tamanho – hoje são exatamente 45 universidades. E onde, afinal, a citada Estácio entra nesta história? Janguiê Diniz só pensa em voltar à mesa da consolidação do setor de educação, mas está convicto de que, antes, precisa ganhar musculatura para as quedas de braço que tais negociações exigem.

A prioridade neste momento é crescer pelo greenfield e reforçar a posição da Ser Educacional no Norte e Nordeste. Trata-se do caminho natural e mais seguro para aumentar a escala da companhia. Janguiê Diniz conhece cada canto de sala de aula nas duas regiões, que concentram aproximadamente 85% dos 130 mil alunos da Ser Educacional. Some-se a isso a necessidade da empresa defender seu território no momento em que grandes grupos do Sudeste ensaiam investimentos no Norte e Nordeste, casos da Ânima Educação e da própria Kroton, que, aliás, venceu o duelo pela Estácio e agora corre o risco de perder o negócio por decisão do Cade.

A Ser Educacional é uma das emergentes da área de ensino. Fatura cerca de R$ 1,2 bilhão e tem crescido, em média, 20% ao ano desde 2012. Um indicador reflete o bom desempenho da empresa: sua margem Ebitda, na casa dos 24%, é hoje bem superior à da própria Estácio, que patina em torno dos 15% desde o ano passado. Mas ainda está longe das espécies mais parrudas do setor, como a própria Kroton, que trabalha com margens próximas de 50%.

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10.01.17
ED. 5535

Bolso forrado

A Kroton está pedindo R$ 1,5 bilhão pela operação de ensino a distância da Estácio. A venda é condição sine qua nom para que a associação entre os dois grupos seja aprovada pelo Cade.

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06.12.16
ED. 5510

Perna engessada

A morosidade do Cade em analisar a fusão com a Estácio paralisou investimentos da Kroton da ordem de R$ 180 milhões, voltados à compra de faculdades no Norte e Nordeste do país. Rodrigo Galindo, presidente da empresa, acredita que a fusão só será concretizada no ano que vem.

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16.09.16
ED. 5456

Na frente dos bois

 A Kroton nem esperou o parecer do Cade sobre a fusão com a Estácio e já colocou sua operação de ensino a distância na prateleira. A empresa ofertada é a Uniderp, que tem 160 mil alunos e 10% do mercado de educação não presencial. O ativo é avaliado em aproximadamente R$ 500 milhões e estão na fila de compra os fundos Advent, Vinci e Carlyle. • Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Kroton.

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12.09.16
ED. 5452

Ensino a distância

 Nas mãos da Kroton, a Estácio deixará de ser carioca, apesar de ter metade dos 330 mil alunos no Rio de Janeiro. O novo grupo controlador já prepara a mudança da sede para São Paulo, que deverá ser feita tão logo o Cade aprove a aquisição. Com a transferência, a Kroton pretende reduzir os custos administrativos, incluindo demissões. • As seguintes empresas não se pronunciaram ou não comentaram o assunto: Kroton.

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09.09.16
ED. 5451

Trinca de universidades se une para subir de classe

  As universidades Unicesumar, Uninove e Cruzeiro do Sul decidiram fazer uma fusão inédita no país. Depois de emplacarem separadamente um total de dez aquisições de instituições de ensino superior de médio porte – em negócios que atingiram R$ 1,2 bilhão nos últimos quatro anos –, o trio resolveu partir para o jogo no andar de cima do segmento. As companhias pretendem unir suas salas de aula e formar o terceiro maior grupo universitário do país, com 5% de participação de mercado, atrás apenas da Kroton/Estácio, com 23,5%, e da Unip (6,6%).  A fonte do RR, que está ajudando na operação, informou que as tratativas começaram há duas semanas e preveem uma divisão desigual do capital da nova empresa que reunirá os ativos dos três grupos. As paulistas Uninove e Cruzeiro do Sul deverão ficar com 40% das ações cada uma. O restante será entregue à paranaense Unicesumar, a menor entre as futuras parceiras, com 80 mil matrículas, contra 150 mil da Uninove e 130 mil da Cruzeiro do Sul. Ressalte-se que a gestora inglesa Actis, acionista desta última, decidiu não participar do enlace. Os britânicos pretendem vender sua participação de 40% na Cruzeiro do Sul antes da fusão. Sua saída, segundo a fonte do RR, já havia sido acordada anteriormente com os controladores do grupo, o empresário Hermes Figueiredo e a família Padovese.  A nova empresa que deverá ser criada pela Unicesumar, Uninove e Cruzeiro do Sul terá um faturamento de R$ 2,5 bilhões, bem acima da atual terceira colocada no ranking, a Laureate, dona da Universidade Anhembi Morumbi, com receita de R$ 1,8 bilhão. O Ebitda do trio chega a R$ 300 milhões e uma relação entre a dívida líquida e o Ebitda de 2,5 vezes – abaixo da média do mercado educacional, próxima de três vezes. A fusão ainda dará um caixa que permitirá uma alavancagem de aproximadamente R$ 500 milhões para novas aquisições. As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Unicesumar e Uninove e Cruzeiro do Sul.

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19.08.16
ED. 5437

Bertelsmann e Pearson fazem um dueto na área de educação

 Uma aliança anglo-saxônica, formada por dois gigantes globais da área de educação, promete chacoalhar ainda mais o mercado brasileiro. A alemã Bertelsmann e a britânica Pearson estão se unindo para a aquisição de universidades no país. De acordo com a fonte do Relatório Reservado, que conhece como poucos os movimentos dos ingleses no Brasil, a dupla deverá contar ainda com a luxuosa companhia da Bozano Investimentos, gestora de um fundo para a área de educação que tem os próprios alemães como principais cotistas. O objetivo da Bertelsmann e da Pearson é adquirir universidades de razoável porte que não podem mais ser incorporadas pelos grandes grupos do setor, a começar pela dobradinha Kroton/Estácio, porque fatalmente a operação esbarraria nos órgãos de defesa da concorrência. Enquadra-se nesse perfil a Unip, do empresário João Carlos Di Gênio, um dos ativos do setor mais cobiçados por investidores internacionais.  Alemães e britânicos têm um ponto em comum: por ora, não possuem ativos físicos na área de educação no Brasil. Tanto Bertelsmann quanto Pearson já compraram sistemas de ensino, mas se ressentem da falta de uma operação presencial que dê escala aos seus negócios no país. A operação tem como base financeira, além dos recursos de caixa da dupla, o fundo Bozano Educacional II, com R$ 800 milhões captados, sendo 40% da Bertelsmann. A proposta é que a Pearson compre cotas e amplie para R$ 1 bilhão os recursos disponíveis. Deverá ser ainda lançado outro fundo, desvinculado da Bozano e com estimativa de captação bem maior. No total, entre recursos próprios e do mercado financeiro, a Bertelsmann e a Pearson terão à disposição em torno de R$ 2 bilhões para o plano de aquisições de concorrentes de médio e grande portes.  As duas empresas já têm um ponto em comum no Brasil. São sócias da Companhia das Letras , com 45% da editora por meio da Penguin Random House. Os alemães e britânicos enxergam uma lição de sinergia entre os mercados editorial e de educação. As universidades compradas pela dupla formariam um mercado cativo para o material didático produzido por suas próprias editoras. • As seguintes empresas não se pronunciaram ou não comentaram o assunto: Bertelsmann e Pearson.

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10.08.16
ED. 5430

Questão de honra

 A Ser Educacional vai brigar tanto no Cade quanto na Justiça para melar a fusão da Kroton com a Estácio . Quer retardar o processo e dificultar o plano de expansão da concorrente. Mas, de antemão, já perdeu.

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29.07.16
ED. 5422

Custo Kroton

O programa de arrumação da Estácio pela Kroton passa pelo fechamento de unidades e cursos menos rentáveis no Norte e Nordeste, além de demissões. Para dar um lustre no marketing, a empresa deverá ainda montar algumas escolas apenas para alunos de alto rendimento, de olho na melhoria da avaliação da universidade pelo Ministério da Educação. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Kroton.

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18.07.16
ED. 5413

Gazit-Globe fracassa em tentativa de take over da BR Malls

  A Gazit-Globe – uma das maiores gestoras de shopping centers do mundo, com mais de 500 empreendimentos em 20 países –, tem muito a aprender com a Kroton. A investida dos israelenses para tomar o controle da BR Malls , dona da maior carteira de shoppings do país, falhou justamente naquilo que não pode faltar em um take over: capacidade de articulação e dinheiro. Segundo o RR apurou junto a um dos fundos sócios da companhia brasileira, a Gazit-Globe teria descumprido acordos com outros acionistas, que seriam peças fundamentais para a operação, a começar pelas gestoras norte-americanas Dodge & Cox e BlackRock – em certo momento, a dupla chegou a ter mais de 18% das ações da BR Malls.  De acordo com a mesma fonte, após acenar com a aquisição de mais de 20% do capital, a Gazit-Globe recusou-se a fechar a compra das participações de outros investidores, tudo para não ter de disparar a pílula de veneno e pagar o devido ágio pelo papel. E olhe que, no caso da BR Malls, o dispositivo previsto no estatuto é relativamente brando, conhecido no mercado como “placebo”. Ao atingir 20% das ações, a Gazit-Globe seria obrigada a fazer uma oferta pelo restante dos títulos, mas pagando apenas a maior cotação dos últimos 12 meses (algo em torno de R$ 13) – sem, portanto, o prêmio de controle normalmente fixado nas pílulas de veneno. Procuradas pelo RR, BR Malls e Gazit-Globe não quiseram se pronunciar.  Os israelenses, ao que tudo indica, pagaram para ver. Apostaram que, com apenas 8% do capital ordinário e alguns acionistas como aliados, conseguiriam tomar a gestão executiva da BR Malls pelas beiradas, sem ter de passar pelo rito de uma oferta de ações. Perderam a aposta. Mesmo porque do outro lado havia os acionistas que apoiam a administração de Carlos Medeiros, todo-poderoso da BR Malls desde os tempos em que a empresa era controlada pela GP Investimentos. A derrota foi inevitável. Os israelenses não conseguiram apoio sequer para mudar a cláusula do estatuto que veda a presença de concorrentes no Conselho. A Gazit-Globe já comunicou ao mercado a redução da sua participação no capital da empresa brasileira para 4,48%. É provável que muito em breve se desfaça do resto e vá procura outra praça de alimentação.

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04.07.16
ED. 5403

Carta na manga

 Chaim Zaher vai testar a disposição da Kroton, na reunião do Conselho da Estácio marcada para a próxima sexta-feira, dia 8, com uma proposta ousada para a compra do controle da universidade. É um jogo de ganha-ganha. Se a Kroton subir a oferta pela aquisição da Estácio também está ótimo para ele.

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15.06.16
ED. 5390

Acionista da Estácio ergue uma barricada contra a Kroton

 O empresário Chaim Zaher resolveu partir para o contra-ataque e tentar barrar a operação de fusão da Estácio com a Kroton . Zaher já deixou claro para os fundos Oppenheimer , Coronation, Capital e BlackRock – sócios dos dois grupos educacionais e artífices da transação – ser contrário ao acordo e que, no limite, deixará o capital da Estácio se houver a junção sem o pagamento de um prêmio sobre o valor da ação. Mas esse é, digamos, o detalhe técnico do processo. Zaher identifica no movimento uma tentativa nada sutil do quarteto de tirá-lo da condição de segundo maior acionista da universidade carioca, atrás apenas do Oppenheimer, para transformá-lo em um nanico no capital da gigante criada a partir da eventual fusão. Na nova condição, teria pouco ou nenhuma influência na gestão do grupo e passaria a ser novamente refém do estilo financista de governar dos fundos, mais preocupados com a tabuada dos números do balanço do que os resultados dentro da sala de aula.  A movimentação dos fundos ocorre pouco depois da eleição do conselho de administração, realizada há 45 dias, que deu a Zaher influência direta sobre os rumos da Estácio. O acordo selado com os fundos para a troca de conselheiros permitiu que fosse encerrado o reinado do desafeto Eduardo Alcalay como chairman – ver RR de 26 de junho. Em contrapartida, o empresário teve de engolir um batráquio com a confirmação de Rogério Melzi, ligado aos fundos, como CEO da empresa. Apesar de ter menos força no capital da Estácio se comparado ao quarteto – dono de 40% do capital, contra apenas 13% de Zaher –, o empresário carrega suas cartas na manga.  Além de poder jogar sozinho a fusão nos tribunais, a partir do questionamento dos interesses cruzados dos fundos, que estão na Estácio e na Kroton, o empresário tem grande chance de barrar a proposta da Kroton no Conselho da Estácio. Zaher detém quase metade dos assentos, fora a influência sobre outros conselheiros. Nesse caso, a proponente seria obrigada a partir para um incerto take over. O capital da Estácio é pulverizado, com 85% das ações em circulação na Bolsa. Para ter sucesso na oferta hostil, Oppenheimer, Coronation, Capital e BlackRock precisam conquistar o apoio de 10% dos minoritários. Juntando com o que têm, conseguiriam assim chegar a 51% de aprovação à fusão entre a Kroton e a Estácio.

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10.06.16
ED. 5387

Anima perde o rumo da Estácio

 Se arrependimento matasse, os controladores da Anima Educação já estariam debaixo de sete palmos. A companhia detinha uma proposta pronta e acabada de fusão com a Estácio que deveria ter sido apresentada no fim de maio, antes do anúncio feito pela Kroton, no dia 2 deste mês. A proposta é muito semelhante à que foi feita pela Ser Educacional, de troca de ações mais o pagamento de um prêmio aos acionistas da Estácio. Agora, Inês é morta. A Ser Educacional, que tem receita na faixa de R$ 1 bilhão, próxima à da Anima, foi mais rápida no gatilho e restringiu o espaço para uma oferta semelhante.  A indecisão da Anima de tomar a iniciativa de procurar a Estácio deixou um rastro de mágoas e ressentimentos entre os principais sócios da companhia. De um lado, a Península Investimentos, de Abilio Diniz, dona de 8% do capital. Do outro, o empresário Daniel Faccini Castanho, maior acionista individual da Anima. A turma de Diniz credita a Castanho a indecisão de envio da proposta de fusão. Ficou sentado em cima da ideia observando o ambiente enquanto a Kroton e a Ser resolveram agir. Procurada pelo RR, a Anima Educação não comentou o assunto.

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05.05.16
ED. 5362

Escalada

 A gestora norte-americana Capital World tem comprado freneticamente ações da Kroton. Em poucas semanas, teria ampliado sua participação de 5% para 7%, tornando-se a maior acionista individual do grupo educacional.

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26.01.16
ED. 5295

Kroton faz pré-matrícula no controle da Ser Educacional

 Este tem tudo para ser o último ano letivo em que a Kroton e a Ser Educacional começam as aulas em salas separadas. Segundo o RR apurou, as duas empresas estão em conversações bem avançadas para uma associação. Uma vez confirmada, esta será a maior operação de M&A protagonizada pela Kroton desde a fusão com a Anhanguera, em abril de 2013, que resultou no maior grupo privado de ensino do país. As negociações com a Ser poderão dar origem a um conglomerado com faturamento acima de R$ 6 bilhões e mais de 150 unidades de educação presencial em todo o país. Procurada, a Ser Educacional disse “não confirmar” a operação. A Kroton, por sua vez, não quis se pronunciar.  De acordo com uma fonte familiarizada com as negociações, o empresário cearense Janguiê Diniz, fundador e maior acionista da Ser, deverá herdar uma participação minoritária na Kroton, não superior a 2% – ressalte-se que a empresa tem o controle pulverizado, e nenhum sócio possui mais de 5,5% do capital. Na ponta do lápis, será claramente uma aquisição em pele de fusão, dadas as diferenças de tamanho de parte a parte. A Kroton fatura mais de R$ 5 bilhões por ano, soma 350 mil alunos e vale em bolsa cerca de R$ 13 bilhões; já a Ser tem receita de R$ 1 bilhão, aproximadamente 150 mil estudantes matriculados e valor de mercado da ordem de R$ 900 milhões.  As negociações entre a Kroton e a Ser se dão em um momento extremamente duro para o setor. A retração da economia e a estiagem no financiamento estudantil têm formado uma combinação cáustica para os grupos privados da área de educação. De acordo com informações filtradas junto à própria Kroton, a empresa trabalha com a expectativa de queda de até 10% no número de novas matrículas em 2016, comparando igual número de escolas. No caso da Ser, a situação é mais preocupante. O corte de quase 80% no volume de repasses do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) fragilizou consideravelmente a empresa, tornando-se, inclusive, um fator decisivo para jogá-la no colo da Kroton. Mais de 40% das matrículas do grupo cearense estão vinculados ao Fies, uma vez que a maior parte de suas universidades se concentra nas regiões Norte e Nordeste.

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04.01.16
ED. 5279

Freio de mão

 Os controladores da Kroton estudam uma recompra de ações, na tentativa de brecar a queda dos títulos. O grupo fez aquisições, entregou aos acionistas um lucro acima da meta e, ainda assim, continua apanhando na bolsa por conta das mudanças no Fies. Em 2015, a Kroton perdeu 35% do seu valor de mercado. A empresa Kroton não comentou assunto.

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26.11.15
ED. 5256

Advent se matricula no vestibular da Unifor

  A Advent estaria em conversações com o Grupo Edson Queiroz, um dos maiores conglomerados empresariais do Nordeste, para a compra de uma participação majoritária na Universidade de Fortaleza (Unifor). Trata-se de uma das grandes redes de ensino superior da região, composta por 32 cursos de graduação, que somam 25 mil estudantes. Consultadas, Unifor e Advent não quiseram se pronunciar.   No ano passado, a Advent se desfez da sua participação de 20% na Kroton. Parecia o fim da linha do fundo norte-americano no mercado brasileiro de educação. Puro despiste. Em março deste ano, a Advent voltou ao jogo com a compra da Faculdade da Serra Gaúcha, por R$ 100 milhões. Segundo o RR apurou, a meta da gestora é montar uma operação com aproximadamente 50 mil alunos em até três anos – patamar que lhe permitiria disputar a liderança do mercado com a própria Kroton. Não custa lembrar que, recentemente, Advent montou um novo fundo para investimentos na América Latina no valor de US$ 2,1 bilhões.

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12.11.15
ED. 5246

Três lições de investimento na área de ensino

1. A liderança mundial no segmento de educação privada da inglesa Cognita valeu apenas uma única aquisição no mercado brasileiro desde 2012. Perdeu para a Somos Educação – antiga Abril – a disputa para a compra das escolas Motiva e Sigma. O acanhado currículo vai mudar de figura. A Cognita parte para cima da GGE, que tem quatro colégios em Pernambuco. A companhia está ainda para fechar uma aquisição no Rio de Janeiro. O movimento é uma resposta à pressão da KKR, uma das maiores acionistas da Cognita. 2. Assumir a dianteira do mercado de educação superior é pouco para os planos mirabolantes da Kroton, que se fundiu com a Anhanguera. Rodrigo Galindo, presidente da companhia, está revirando os números da Somos Educação. O empresário já teve contatos com representantes da gestora Tarpon, dono da Somos. Se for bem-sucedida na investida, a Kroton se tornará um gigante na educação básica, com quase um milhão de alunos, três mil escolas associadas e uma receita de R$ 3 bilhões. 3. No andar de baixo, o grupo cearense Ari de Sá , com 110 mil alunos atendidos pelo seu sistema de ensino, está ganhando o auxílio luxuoso da General Atlantic, gestora de fundos de private equity norteamericana, com US$ 20 bilhões em ativos. A companhia, que tem um terço do capital do grupo nordestino, pretende não apenas aumentar a sua participa- ção no negócio como também injetar aproximadamente R$ 150 milhões na expansão da rede de ensino do Ari de Sá além das divisas do Nordeste. As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Cognita e GGE.

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28.10.15
ED. 5236

Venda da Uniasselvi

  Rodrigo Galindo, acionista e presidente da Kroton, ainda tentou esticar um pouco mais as negociações para a venda da rede de universidades Uniasselvi, na expectativa de que surgisse um investidor disposto a pagar a pedida inicial do grupo, de R$ 1,6 bilhão. Mas, como Godot nunca chega, foi voto vencido e teve de engolir a oferta conjunta dos fundos Carlyle e Vinci, em torno de R$ 1,1 bilhão.

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10.06.15
ED. 5138

Meia entrada

 O corte radical nos programas de crédito para a educação, como o Fies, respingou na venda da Uniasselvi. Forçada pelo Cade a negociar a universidade, a Kroton começou pedindo R$ 1,4 bilhão pelo ativo. Diante da falta de ofertas firmes, já teria reduzido o dote para R$ 1 bilhão.

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19.05.15
ED. 5123

Matrícula

 A Kroton tem interesse na compra do Colégio Andrews, uma das mais tradicionais instituições de ensino do Rio – formalmente, a escola carioca garante que não está a  venda.

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18.05.15
ED. 5122

Inimigo íntimo

 Antonio Carbonari Neto está assumindo a vice-presidência da Ser Educacional com um gostinho de fel. Um dos fundadores da Anhanguera, Carbonari ainda não digeriu a maneira como foi ejetado da companhia depois da fusão com a Kroton.

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08.05.15
ED. 5116

Educação

 A gestora norte-americana Coronation Fund está se aproveitando da baixa dos papéis no setor de educação para encher a carteira de ações da Kroton. Já teria passado dos 6%.

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08.04.15
ED. 5096

O Carlyle avançou algumas casas nas negociações

 O Carlyle avançou algumas casas nas negociações para a compra da Uniasselvirede de ensino que a Kroton está passando a  frente para atender a  determinação do Cade. Outros quatro candidatos disputam esta corrida, entre os quais a Ser Educacional.

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26.03.15
ED. 5088

A inesquecível dama do Butantan

 A diretora-executiva da Associação Brasileira para o Desenvolvimento da Educação Superior (Abraes), Elisabeth Guedes, carrega no peito um frasco de veneno. “Beth” era chamada no velho Ibmec, onde bateu ponto, de Lady Macbeth. Intrigou irmão com irmão e mãe com filho. Não há um diretor do Ibmec dessas eras que olhe para o seu reflexo sem exclamar: “Espelho, espelho meu, existe alguém que tenha sido mais envenenado do que eu?” Eles estão todos por aí para quem quiser tirar a prova. Elisabeth é irmã de Paulo Guedes, então presidente do Ibmec. Mas o “Paulinho” era querido pelos pares. Hoje, a  frente da Abraes, “Beth” fala em nome dos novos papões da educação, os consolidadores Kroton, Laureate, Ser Educacional, Estácio, Devry e Anima. Eles que embalem o ofídio.

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