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30.03.17
ED. 5589

Leite B

A Pepsico – que chegou a sonhar com a Vigor – estaria em conversações com a fabricante de laticínios mineira Embaré, empresa com faturamento de R$ 1 bilhão. Os norte-americanos são assessorados pelo JP Morgan. A Embaré nega a negociação. A Pepsico, por sua vez, não comenta o assunto.

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09.12.16
ED. 5513

Axa avança sobre seguradora da Vinci Partners

Um ano e meio após a aquisição da carteira de apólices de grandes riscos da SulAmérica, a francesa Axa estaria em negociações para a compra da seguradora Austral. A operação envolveria a transferência dos 80% pertencentes à Vinci Partners, de Gilberto Sayão – o IFC, leia-se Banco Mundial, detém o restante das ações. A Austral está avaliada em aproximadamente R$ 300 milhões – ou seja, um múltiplo de quase quatro vezes o patrimônio líquido, na casa dos R$ 80 milhões, segundo o balanço de junho.

As negociações para a venda da Austral têm sido conduzidas pelo JP Morgan. Há cerca de três meses, o grupo chinês Fosun, o mesmo que comprou a gestora de recursos Rio Bravo, de Gustavo Franco, chegou a abrir conversações com a Vinci, mas as tratativas perderam temperatura. Com foco no segmento de grandes riscos, notadamente seguro garantia, a Austral fechou 2015 com cerca de R$ 750 milhões em prêmios. Com ativos da ordem de 1,3 trilhão de euros em todo o mundo, a Axa tem se notabilizado por uma agressiva estratégia de aquisições globais: foram 20 nos últimos cinco anos, boa parte na Europa.

A investida sobre a Austral deixa claro o especial interesse dos franceses pelo mercado brasileiro de seguros de grandes riscos. O segmento de seguro garantia, que movimentou cerca de R$ 5 bilhões no ano passado, deverá ter um novo impulso com o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). O pacote de 34 concessões de infraestrutura anunciado pelo governo para 2017 é promessa de aumento da demanda pela cobertura de grandes obras de engenharia. Não custa lembrar que o projeto de lei 559/2013, que está em tramitação no Congresso, prevê o aumento dos limites para a contratação de seguro garantia.

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26.10.16
ED. 5483

Teuto e Medley chegam ao seu prazo de validade

  A Pfizer e os herdeiros do empresário Valterci de Melo – donos, respectivamente, de 60% e 40% do Teuto – vão anunciar até o início de dezembro a venda do controle do laboratório. Estima-se que a operação, conduzida pelo JP Morgan e pelo BTG, fique em torno de R$ 1 bilhão. Dos seis concorrentes que iniciaram a disputa apenas três entraram na reta final: as gestoras norte-americanas Advent e Bain Capital e a indiana Torrent Pharmaceuticals, já presente no Brasil. A venda do Teuto encerrará uma relação societária esquizofrênica: desde que se uniram, em 2010, a Pfizer e a família Melo vivem num ambiente de hostilidade mútua e alguma dose de paranoia. Os norte-americanos sempre alimentaram a suspeita de que os sócios, à frente da gestão, usaram de artifícios contábeis para inflar os números da companhia e, com isso, aumentar o valor de venda dos seus 40%. Em meio às enfermidades societárias, o Teuto vem apresentando um desempenho financeiro frustrante. Para não perder mercado, abusou de uma agressiva política de preços nas negociações com o varejo – em alguns casos de até 80% –, asfixiando sua rentabilidade. Sua margem Ebitda, que, há dois anos, beirava os 30%, já estaria abaixo dos 15%, o menor índice desde 2012. Procurado, o Teuto não quis comentar o assunto. Torrent, Advent e Bain Capital também não se pronunciaram.  A venda do Teuto terá razoável impacto no mercado de genéricos – segmento responsável por mais de 60% do seu faturamento (R$ 560 milhões no ano passado). O laboratório é o oitavo maior fabricante de medicamentos sem patente do país. Foi exatamente este o fator que atraiu para a disputa a Torrent Pharmaceuticals, que fatura mais de US$ 3 bilhões por ano em todo o mundo. O grupo, que atua há 14 anos no mercado brasileiro apenas importando medicamentos da Índia, está decidido a ter uma produção própria de genéricos no país. O apetite dos indianos pode ser medido pela sua presença nas duas grandes operações de M&A em curso no setor. Além da proposta pelo Teuto, a Torrent também estaria em conversações com a Sanofi Aventis, que teria colocado à venda o controle do Medley – outros candidatos seriam os laboratórios brasileiros Cimed e Aché. Consultada, a Sanofi “não confirma que o Medley esteja à venda”. Cimed e Aché não se pronunciaram.  Esta, sim, seria uma operação capaz de chacoalhar o ranking do mercado brasileiro de genéricos. O Medley é o segundo maior fabricante do país, atrás apenas da EMS . Neste ano, deverá faturar mais de R$ 1 bilhão no segmento. Para o Aché, por exemplo, a aquisição valeria a liderança na venda de genéricos no Brasil, com mais de R$ 1,5 bilhão de receita anual. A exemplo do Teuto, o Medley desperta a cobiça da concorrência mais pela sua estratégica posição de mercado do que exatamente pela performance financeira. O futuro controlador terá trabalho: o laboratório dá prejuízo há dois anos, apesar da profunda reestruturação conduzida pela Sanofi Aventis. Os franceses perderam mais tempo tentando consertar a herança que receberam do que pensando na expansão do negócio. A Medley tinha uma pesadíssima estrutura de custos. Por custos, entenda-se não apenas os corporativos como os de seus controladores. Em um ano, o laboratório teria desembolsado quase R$ 100 milhões para pagar despesas pessoais da família Negão, sua antiga controladora.

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 A exemplo do Banco Votorantim, o Itaú também planeja se desfazer da sua participação acionária na Lupatech – em torno de 8% das ordinárias. A dupla saída pode ser interpretada como um voto de desconfiança em relação ao novo plano de recuperação judicial da fornecedora de produtos e serviços para a indústria de petróleo e gás, apresentado no mês passado. Talvez o maior acionista da empresa, o JP Morgan, quisesse fazer o mesmo, mas a porta de saída é estreita demais para um sócio com 44% das ordinárias. A Lupatech carrega uma dívida de aproximadamente R$ 780 milhões. • Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Lupatech e Itaú.

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08.08.16
ED. 5428

Venda da Cesp

 O governo paulista deverá fechar nos próximos dias a contratação do JP Morgan como adviser da privatização da Cesp. Ou do que restou da Cesp, leia-se três usinas hidrelétricas.

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04.04.16
ED. 5340

Lupatech inicia sua operação desmonte

 A Lupatech – uma das tantas empresas do setor de óleo e gás pisoteadas pela Lava Jato e órfãs dos investimentos da Petrobras – está se desmanchando. Em recuperação judicial, a companhia decidiu fechar uma fábrica na Bahia, lançando mais 350 nomes nas estatísticas de desemprego do “petrolão”. A medida é um reflexo direto da drástica redução de encomendas da Petrobras, que nos áureos tempos, chegou a responder por quase 90% do faturamento da Lupatech. A unidade de Rio das Ostras, no Norte fluminense, deverá ter o mesmo destino e ser desativada. A empresa também vai se desfazer de ativos. O plano de desmobilização deverá ser encabeçado pela Lupatech Oil Field Services, seu braço de prestação de serviços para petroleiras criado a partir da associação com outra empresa do segmento, a Penta OFS.  Por mais paradoxal que possa parecer, a operação de desmonte é a única boa notícia que a Lupatech tem a oferecer neste momento. O imediato enxugamento do grupo é visto pelos acionistas – entre eles Itaú, Banco Votorantim, JP Morgan e BNDES – e pelos credores como a única possibilidade de saída da recuperação judicial e até mesmo de sobrevivência do negócio. A capitalização de R$ 1 bilhão feita pelos sócios no início do ano passado não deu nem para a partida. A empresa tem um passivo de R$ 600 milhões para um patrimônio líquido de R$ 100 milhões. Nos últimos dois anos, perdeu mais de R$ 700 milhões. Procurada pelo RR, a Lupatech não comentou o assunto.

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04.03.16
ED. 5320

Só falta Dilma Rousseff parir o calote

  O alerta está nas redes sociais, à vista de todos. Cresce de forma exponencial o número de menções na Internet ao risco de uma moratória do Brasil. Segundo estudo de uma empresa especializada na análise do ROI (Return on investment) nas mídias digitais, ao qual o RR teve acesso, o total de referências ao assunto aumentou 38% nos últimos 15 dias de fevereiro. E bom que se diga que não se trata de paranoia pura e simples. Os principais indicadores que medem o Risco-País – CDS e EMBI+ – apontam para uma relação desconfortável, para se dizer o mínimo.  O CDS, que mede o risco de calote da dívida soberana para o período de cinco anos, está em 445 pontos – nos últimos seis meses, subiu mais de 150 pontos. Para se ter uma ideia, numa lista de 50 países permanentemente monitorados pelo Deutsche Bank, o CDS para os títulos brasileiros só é superado pelo do Egito (523 pontos), Ucrânia (1.892) e Venezuela (6.197). Entre os nossos pares no rol dos emergentes, o risco para os títulos chineses e indianos estão, respectivamente, em torno dos 135 e 180 pontos. Por sua vez, o EMBI+, índice do JP Morgan que mede o retorno de instrumentos de dívida externa de nações emergentes, vai na mesma direção. O EMBI+Br está em 502 pontos – há um ano, era de 316 pontos. Para efeito de comparação, o EMBI+ da Argentina marca neste momento 454 pontos.  O temor quanto ao risco de um calote não decorre apenas de uma fotografia de momento. Essa percepção embute uma tendência de piora acentuada das contas públicas brasileiras. As previsões para a dívida bruta, hoje em torno de 67% do PIB, são alarmantes. A Tendência Consultoria crava que em 2018 o endividamento bruto chegará a 78,3% do PIB. O Bradesco projeta 79,2%. O Itaú Unibanco vai ainda mais longe e enxerga uma dívida equivalente a 84% do PIB. Ressalte-se que as estimativas dos bancos levam em conta um cenário mais ou menos razoável das taxas de juros, não muito distante do atual patamar, uma inflação meia bomba e um resultado fiscal pouco auspicioso. Ou seja: qualquer fagulha, a dívida bruta bate em 100% do PIB.  O vaticínio das agências de rating também reflete, corrobora e alimenta a percepção negativa. A trilogia da perda do investment grade, que se completou em fevereiro com o rebaixamento da Moody´s, escancarou a falta de credibilidade dos agentes financeiros em relação à condução da política econômica e abriu caminho para previsões ainda mais pessimistas. Nesta semana, o ex-banqueiro Luiz Cesar Fernandes afirmou que o risco de calote no pagamento da dívida pública é alto, inclusive com a ameaça de contaminação do sistema financeiro e a quebra de instituições. 1, 2, 3, isola…Deus queira que suas projeções sejam tão eficientes quanto a sua gestão da própria carreira. A consultoria Empiricus, conhecida terrorista digital, publicou um estudo dizendo que o país está tecnicamente quebrado e recomendando que os brasileiros protejam seu patrimônio com aplicações no exterior.  Pessimismo gera pessimismo. Ou profecias auto realizáveis. Quanto mais se fala em moratória, mais se estimula a sua realização. Até porque o Brasil tem experiência no assunto: no ranking internacional do calote, ocupa o terceiro lugar histórico, com 10 defaults da dívida pública, atrás apenas da Espanha (14) e dos vizinhos Venezuela e Equador, empatados com 11. Se o governo não sair do estado de astenia em que se encontra vai materializar o fantasma do calote. É a última mancha que falta à coleção de Dilma Rousseff.  

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20.10.15
ED. 5230

Mea culpa

José Berenguer, nº 1 do JP Morgan no Brasil, e a direção do grupo estão se estranhando. O motivo é a inclusão do banco no cartel investigado pelo Cade de manipulação das taxas de câmbio. Berenguer quer que o JP Morgan faça um acordo de leniência como foi feito nos Estados Unidos. Se conseguir convencer os chefes, não será o primeiro. O UBS saiu na frente.

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24.03.15
ED. 5086

Nem tudo está perdido

Nem tudo está perdido. Um fundo de investimentos em infraestrutura ligado ao JP Morgan tem interesse em investir na construção e operação de aeroportos regionais no Brasil.

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