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07.03.18
ED. 5820

Desonestidade 1

Delfim Netto, conforme dizia Mário Henrique Simonsen, nunca primou pela honestidade intelectual. Mas não precisava tanto. Em seu artigo de ontem no Valor, com o objetivo de louvar Michel Temer, Delfim mistura alhos com bugalhos; intervenção federal com uma agenda de 15 medidas das quais 12 já estavam no Congresso – o que ele mesmo reconhece. Quem ler verá.

Desonestidade 2

“Plunct, plact, zum, não há mais déficit algum”. José Serra se inspirou na canção de Raul Seixas para em uma só tacada mágica mudar a regra de ouro fora da Constituição, livrar o atual presidente e seu ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, de responsabilidades pelo descalabro fiscal de 2019 e dar um sumiço no desequilíbrio das contas públicas. Justiça seja feita, é exagero do RR: o projeto de lei do senador tucano só fatia o déficit do próximo ano pela metade, e não some com ele por inteiro. Mas é de um oportunismo raro e demonstra uma criatividade contábil para deixar os verdugos de Dilma Rousseff enrubescidos. Vá lá, Serra resolveu com seu condão um dos maiores problemas do futuro governante do país. No entanto, em ordem de grandeza, os principais favorecidos são os que estão hoje no timão. O tucano, pelos serviços prestados, está apto a ser vice-presidente de Michel Temer ou de Henrique Meirelles.

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26.01.18
ED. 5795

OAS: nova leniência a caminho?

Aos poucos, o asfalto tucano vai se esfarelando. A OAS teria aberto tratativas com o Cade para fechar um acordo de leniência referente à construção do Rodoanel, uma das principais obras de infraestrutura de São Paulo. A contrapartida para o acordo seria a confissão da empreiteira baiana de que participou de um cartel montado especialmente para o projeto. Ressalte-se que, em sua delação, executivos da Odebrecht já admitiram o esquema, que teria durado de 2004 a 2007, durante governos de Geraldo Alckmin e José Serra. Segundo os delatores, o conluio teria congregado 22 empresas. Não custa lembrar que a OAS fez um acordo similar com o Cade, confessando a formação de um cartel para a construção do Arco Rodoviário do Rio de Janeiro.

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22.01.18
ED. 5791

Tempo ao tempo

A declaração de José Serra de que não disputará a eleição ao governo de São Paulo foi recebida com alguma dose de ceticismo no PSDB. É bem verdade que o senador tem enfrentado problemas de saúde. Mas, não custa lembrar, em 2012, Serra também concedeu uma entrevista ao Estadão garantindo que não concorreria à Prefeitura de São Paulo. Nove meses depois, seu nome aparecia na urna eletrônica.

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17.01.18
ED. 5788

Uma lei sob medida para a valorização da dívida ativa

A Lei 13.606, que faculta à União bloquear bens de devedores sem autorização judicial, a partir da sua inscrição na dívida ativa, está sendo enxergada por analistas como uma jazida descoberta pelo governo. Ao arrepio da Constituição, diga-se de passagem, conforme o parecer de diversos juristas. A “desjudicialização” aumenta o atrativo pela aquisição dos direitos de arrecadação tributária. A possibilidade simplificada do devedor “splitar” seus bens da execução judicial, além dos litígios e protelamentos, foram fatores que sempre dificultaram a criação de um mercado para a dívida ativa da União.

Desde o governo FHC, a securitização desses passivos nunca saiu da cabeça de uma miríade de economistas, tais como José Serra. A nova Lei, que permite o bloqueio de bens a partir de cinco dias da inscrição do inadimplente na dívida ativa da União, abre possibilidades ainda não calculadas de valorização dos créditos em favor do Estado. Há dúvidas, contudo, sobre a constitucionalidade da matéria. O que não chega a ser um impeditivo para que medidas juridicamente duvidosas de arrecadação sejam adotadas.

Lembre-se de que o governo se apropriou dos precatórios devidos há mais de dois anos, nos casos em que os beneficiários não reclamaram seus direitos. Ignorou, por exemplo, que diversos destes detentores de precatórios podem simplesmente não ter sido avisados pelos juízes de que foram vitoriosos nos processos contra a União. Afinal, quem tem dinheiro a receber e não quer ir buscá-lo? O fato é que o governo passou o rolo em cima de qualquer prurido constitucional.

A Lei que permite o bloqueio dos bens aumenta o poder arrecadatório do governo, mas, por outro lado, amplia o risco jurisdicional e assusta os investidores. Há quem diga que a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN), a quem cabe identificar e bloquear os recursos que seriam aparteados da execução, vai se transformar em um enorme “porco farejador de trufas”, sem nenhum mau uso da metáfora. A realidade da PGFN, porém, parece ser outra.

Existem projetos de lei no Congresso para que ela deixe de exercer esse papel. Os créditos tributários seriam transformados em créditos quirografários e os direitos integrais, comercializados ou securitizados. A preocupação de alguns devedores é que o desembaraço do governo com essas questões na tênue fronteira da inconstitucionalidade de alguma maneira alcance o estoque da dívida ativa da União, que hoje supera R$ 1,4 trilhão. Medidas retroativas na área tributária nunca foram e nem são aceitáveis. Mas a verdade é que esse governo tem feito coisas inimagináveis.

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17.01.18
ED. 5788

Trem descarrilado

Mais uma flechada à vista na direção dos tucanos: segundo o RR apurou, o Ministério Público de São Paulo está retomando as investigações sobre o cartel de trens em São Paulo, esquema que teria operado nos governos de José Serra e Geraldo Alckmin. Se, na primeira fase, a operação focou com mais ênfase em executivos de empresas como Alstom e CAF, desta vez as apurações envolveriam autoridades públicas. Promotores teriam voltado a fazer as oitivas, com o propósito de oferecer uma nova denúncia em breve.

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11.01.18
ED. 5784

Torcida positiva

José Serra teria se submetido a um cateterismo no último fim de semana, no Sírio Libanês. O RR fez contato com a assessoria e o gabinete do senador, mas não obteve resposta. Torcemos para que tudo esteja bem com ele.

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26.12.17
ED. 5773

Venda de imóveis da União é um copo pela metade

A decisão do governo de editar uma Medida Provisória regulamentando a venda de imóveis da União é apenas a metade de um plano que gorou: a criação de um fundo soberano de securitização com um número maior de ativos, incluindo grandes lotes de terras e empresas que não fazem parte de programas de privatização e concessões. O governo colocaria no mesmo balaio um leque variado de negócios, que vão do Bondinho do Pão de Açúcar à Base Aérea de Santa Cruz. A concepção original é do ex-ministro José Serra, que a idealizou juntamente com a proposta de securitização da dívida ativa da União – ver RR edição de 27 de julho de 2016.

Estimou-se que a operação permitiria uma arrecadação para o governo da ordem de R$ 20 bilhões. De lá para cá, o projeto rodou no Ministério da Fazenda, Casa Civil e Secretaria de Patrimônio da União. Em favor da proposta estava o potencial de ampliar expressivamente a arrecadação, buscando, inclusive, a venda para fundos no estrangeiro, e agilizar a desmobilização – leilões individuais seriam mais morosos do que a comercialização das cotas -; contra, ganharam a parada a falta de liquidez de vários dos ativos cogitados e os riscos jurisdicionais na área fundiária, incluindo invasões, falsificações em cartório e usucapião das terras, além da dificuldade de formação de preço do “fundo Frankenstein”.

O atraso na regulamentação da venda de terras para o estrangeiro também ajudou a solar o bolo da securitização. Caso estivesse em vigor, o governo poderia carrear uma imensidão de hectares para a carteira do fundo, em condições de maior liquidez. Para simplificar as coisas, o governo decidiu simplesmente realizar a venda dos imóveis até R$ 5 milhões – chamados de “inservíveis” – a preços fixos e sem exigência de licitação. Compra quem chegar primeiro. Os prédios, casas e apartamentos acima do valor arbitrado vão a leilão. A ver se eles serão ortodoxos. Entram no pacote as ilhas de propriedade da Marinha e até praias particulares. A “immobiliari do Brasil”, contudo, deve render, na melhor das hipóteses, entre R$ 1 bilhão e R$ 2 bilhões. É pouco para quem entra em 2018 tateando um buraco de R$ 20 bilhões para cumprir a meta de R$ 159 bilhões do déficit das contas públicas. Mas compõe o figurino “cata milho” que deverá ser a tônica da política fiscal no ano novo.

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13.11.17
ED. 5744

Conselho de guerra

O silêncio de José Serra sobre a fagocitose tucana se dá apenas das portas para fora do PSDB. Poucas horas antes de destituir Tasso Jereissati da presidência do partido, Aécio Neves telefonou para Serra. Na longa conversa, Serra o encorajou a seguir adiante e referendou o nome de Alberto Goldman para o mandato tampão até a convenção de 9 de dezembro.

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19.10.17
ED. 5728

Autopista da propina

O doleiro Adir Assad, um dos 158 delatores da Lava Jato até o momento, teria encaminhado ao MPF documentos para comprovar o pagamento de propina em obras do Rodoanel em São Paulo. São planilhas e extratos bancários de movimentações de contas no exterior. As acusações atingem a Odebrecht e o ex-diretor da estatal Dersa Paulo Vieira de Souza, o “Paulo Preto”. Mas atingem, sobretudo, o senador José Serra. Em sua delação, Assad afirmou que parte dos recursos desviados foram destinados a Serra, então governador de São Paulo. O senador já negou qualquer relação com o doleiro.

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03.08.17
ED. 5675

…E idas

Por sua vez, José Serra, antecessor de Nunes Ferreira nas Relações Exteriores, se descolou de vez do presidente Temer. Nos bastidores, prega a saída do PSDB do governo e tentou até o fim emplacar o “governo Maia”.

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06.07.17
ED. 5655

Aécio, Serra e Tasso armam retranca tucana

Aécio Neves, José Serra e Tasso Jereissati se uniram contra a antecipação da convenção nacional do PSDB de 2018 para o segundo semestre deste ano. A proposta, encabeçada pelo grupo do governador (e presidenciável) Geraldo Alckmin, será apresentada na próxima reunião da executiva tucana pelo deputado Silvio Torres (SP), secretário nacional da legenda. Quer dizer, isso se a reunião acontecer. Aécio, presidente afastado do PSDB, Tasso, o no 1 interino, e Serra prometem não mover um dedo para convocar a executiva. Avaliam que não há clima para o encontro e que ele só serviria para dar holofotes à ala rebelde tucana, os chamados ‘cabeças pretas’ – em alusão às aves mais moças da fauna peessedebista. A gestão da atual diretoria partidária terminaria em maio, mas, em dezembro de 2016, Aécio prorrogou o próprio mandato (e de toda a executiva) por um ano.

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12.04.17
ED. 5598

Autor recluso

O ex-ministro José Serra tem preocupado os amigos. Está muito deprimido. Diz que vai abandonar a vida pública e se recolher para se dedicar à escrita.

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14.03.17
ED. 5577

Diplomacia às avessas

O novo ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, tem se mostrado mais radical em relação ao corte de embaixadas do Brasil do que o antecessor, José Serra. O “bota-abaixo” deverá começar pelo circuito Serra Leoa, Libéria, Guiné e Burkina Faso. Depois virá a América Central. Não custa lembrar que Ferreira era o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, quando a Casa aprovou, no ano passado, a redução de embaixadas.

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10.03.17
ED. 5575

Questão de lógica

José Anibal, que acaba de devolver a cadeira no Senado ao titular José Serra, poderá ganhar uma secretaria no governo de São Paulo. Prova de que Geraldo Alckmin considera Serra fora do páreo na corrida presidencial. Caso contrário, dificilmente daria essa colher de chá a um colaborador histórico do senador.

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20.12.16
ED. 5520

Tucano ou escorpião?

A declaração de apoio de José Serra à permanência de Aécio Neves na presidência nacional do PSDB teve o estalo do beijo da morte. Para Serra, nada melhor do que esticar a corda de Aécio e, assim, evitar que Geraldo Alckmin ganhe mais espaço no partido.

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10.11.16
ED. 5493

Relação exterior

 José Serra mantém uma inusitada política de disclosure de suas atividades ministeriais. O site do Itamaraty detalha todas as viagens de Serra ao exterior, mas não repete a prática em relação à rotina do ministro em terras brasileiras. Durante o mês de outubro, por exemplo, passou três semanas sem registrar um só compromisso oficial.

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 O ministro das Relações Exteriores José Serra não está em boa forma. E dessa vez não é a sua notória hipocondria. •••  A delação de Delcidio do Amaral está empurrando a Lava Jato na direção do ex-diretor de Furnas Dimas Toledo, ou seja, na direção de Aécio Neves. ••• Marcelo Crivella tem informações seguras de que o vazamento das fotos de sua prisão, em 1990, se deu por obra e graça de um de seus principais aliados. Um verdadeiro molequinho.

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23.09.16
ED. 5461

Sem diplomacia

 José Serra passou os últimos dois dias aplicando sermões nos embaixadores do Brasil na Costa Rica, Venezuela, Bolívia e Equador, cujas representações diplomáticas se recusaram a acompanhar o discurso de Michel Temer na ONU.

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 O chanceler José Serra vai acabar tendo sua estátua erguida pelo setor sucroalcooleiro. Serra negocia com o presidente Mauricio Macri, a redução de 10% para 5% da alíquota de importação de açúcar pela Argentina. Conseguiu ainda o apoio do dirigente portenho para que o Mercosul somente aceite retomar negociações com a União Europeia se o etanol for incluído entre os itens do acordo de livre comércio.

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17.08.16
ED. 5435

Serra 1

 A tesoura afiada do ministro de Relações Exteriores, José Serra, não está direcionada apenas a embaixadas. A proposta em estudo no Itamaraty é de um corte de 20% dos 50 consulados. Só no Paraguaí são seis.

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• Na cúpula do PSDB e da campanha de João Doria, já se dá como certo que José Serra fará a traição completa. Ou seja: além de costurar, nos bastidores, a chapa Marta Suplicy (PMDB) e Andrea Matarazzo (PSD), subirá no palanque da dupla.

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19.07.16
ED. 5414

Santo de casa

 Frase dita por José Serra diante do anúncio de que o PP, de Paulo Maluf, embarcou na candidatura do tucano João Doria, unindo-se a outros cinco partidos: “Agora só falta o apoio do próprio PSDB”.

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 Extra! Extra! O chanceler José Serra tem fritado em banha fervente o ministro da Educação, José Mendonça Bezerra Filho, aquele que recebeu propostas de Alexandre Frota para melhoria do setor. Diz que Bezerra ignora a potencial contribuição da iniciativa privada e defende que as universidades deixem de ser caixa preta e tenham governança e transparência igual à das companhias abertas em bolsa.  Extra! Extra! Serra tem feito campanha junto a Michel Temer para que ele se empenhe na obstrução do projeto que regulariza os jogos de azar. Engajar o presidente da República contra o jogo é complicado, basta ver a sua vizinhança de muro. Entre os favoráveis à jogatina estão os pesos-pesados Geddel Vieira Lima, Eliseu Padilha e Blairo Maggi. O chanceler, com seu cabedal de ex-ministro da Saúde, acha que as doenças, vícios e casos de morte provocados pela indústria do jogo não compensam os ganhos de arrecadação. Até porque a receita para o Estado será baixa. Pelo menos é o que diz ele.  Extra! Extra! José Serra faz intriga que Henrique Meirelles entende tanto de ajuste econômico quanto o louro José, papagaio da apresentadora Ana Maria Braga. O ministro da Fazenda não estaria buscando receitas extraordinárias para redução do déficit durante o gap até a PEC do teto produzir seus efeitos. Vocifera que Meirelles trouxe a Previdência Social para debaixo da asa da Fazenda para simplesmente não fazer nada, quando essa é a mãe de todas as reformas. E envenena o ministro-banqueiro criticando como tolice o seu desdém público sobre o aumento de impostos, principalmente a Cide, que é transitória e ele vai ter de acabar usando mesmo.  Extra! Extra! O elétrico Serra confronta o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho. O chanceler resolveu trazer para si um projeto por ora engavetado pelo colega de Esplanada dos Ministérios: a construção de uma hidrelétrica binacional com a Bolívia. O empreendimento, avaliado em R$ 15 bilhões, recebeu ressalvas do ministro Fernando Coelho por conta das exigências de Evo Morales de compartilhamento do controle da usina, mas com funding composto por recursos de financiamento público e privado brasileiros. Serra, no entanto, defende que o projeto seja tratado como política de Estado e inserido nos planos de integração com países vizinhos. Ele olha para o tabuleiro “diplomático energético” de forma mais ampla.  O ministro das Relações Exteriores pretende usar a usina como moeda de troca para garantir o sinal verde da Bolívia à expansão da hidrelétrica de Jirau. A ampliação depende do aumento do reservatório e do alagamento das margens do Rio Madeira no lado boliviano. Por isso, Serra já atropelou Fernando Coelho e recentemente tratou do assunto com o embaixador do Brasil em La Paz, Raymundo Magno. A estratégia é levar o projeto para ser discutido diretamente com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e levado por ele para o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

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24.06.16
ED. 5397

Desalinhado

O ministro José Serra vai trocar o embaixador do Brasil em Cuba. Cesário Melantonio Neto é visto no Itamaraty como muito petista.

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 O ministro das Relações Exteriores, José Serra, não perde uma oportunidade de demarcar território e se distanciar de Geraldo Alckmin com vistas à eleição presidencial em 2018. Serra cancelou participação em eventos da pré-campanha de João Dória Júnior, marcados para junho. Por outro lado, já garantiu presença em reuniões com candidatos a prefeito em capitais das regiões Sul e Nordeste do país. Dória é a grande aposta de Alckmin nas eleições municipais e derrotou nas prévias do partido o candidato apoiado por Serra, Andrea Matarazzo.

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31.05.16
ED. 5379

Santa Sé

 José Serra pretende nomear um novo embaixador do Brasil no Vaticano – o cargo é ocupado pelo diplomata de carreira Denis de Souza Pinto. O ministro busca um nome de projeção internacional e identificado com a cúpula da Igreja Católica.

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20.05.16
ED. 5373

Campanha

 José Serra promete usar e abusar das redes sociais para dar visibilidade à sua gestão nas Relações Exteriores. Desde que assumiu o Ministério, na última sexta-feira, tem postado, em média, uma dezena de mensagens diárias no Twitter e no Facebook, fora os vídeos no YouTube.

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 Lobistas da Anfavea tentam persuadir a “guarda suíça” de Michel Temer – notadamente Eliseu Padilha e Romero Jucá – para que sua primeira viagem oficial ao exterior seja à Argentina. O objetivo é acelerar a aprovação do novo acordo automotivo com o presidente Mauricio Macri. Por enquanto, os lobistas estão cheios de dedos em abordar José Serra.

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02.05.16
ED. 5359

Embaixador

 Quem se surpreendeu com a indicação de José Serra para o Ministério das Relações Exteriores de Michel Temer não leu o Relatório Reservado na edição de 29 de setembro de 2015. Seis meses antes da votação do impeachment, o RR informava que Serra já havia se escalado para ser o “embaixador do governo Temer”.

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  Passados os momentos de euforia, a noite do último domingo foi de preocupação para os principais líderes do PSDB. Até o início da madrugada, a cúpula do partido, notadamente Fernando Henrique Cardoso, Geraldo Alckmin, Aécio Neves, José Serra, Alberto Goldman e Aloisio Nunes Ferreira, manteve uma intensa linha cruzada de conference calls e trocas de mensagens, nas quais expressaram sua apreensão com o rescaldo das manifestações. Nas entrelinhas, os protestos acabaram se revelando um sinal de alerta para o PSDB. Na avaliação dos caciques do partido, ficou claro que a sigla não capitalizou a mobilização das ruas. O PT sangra abundantemente, mas os tucanos não conseguem se aproveitar dessa hemorragia.  Em diversas capitais do país, menções ao PSDB geraram vaias. A maior surpresa, contudo, foi com a “acolhida” que os dois pré-candidatos do partido à presidência tiveram na Av. Paulista. Assim que chegaram ao local, por volta das 16 horas, Geraldo Alckmin e Aécio Neves foram longamente apupados. O senador mineiro foi recebido aos gritos de “Aécio ladrão”. Alckmin, por sua vez, teve de enfrentar impropérios relacionados ao desvio de merenda nas escolas públicas e à crise no abastecimento de água no estado. Escoltados por policiais à paisana, não permaneceram mais do que 20 minutos entre os manifestantes. Foram aconselhados pelo secretário estadual de segurança, Alexandre de Moraes, a voltar para o carro. Antes, segundo o RR apurou, Moraes teria solicitado reforço policial.  Pesquisas encomendadas pelos tucanos já traziam sinais de que a epidemia anti-PT começa a contagiar o PSDB, além do próprio PMDB – a rigor, os partidos que realmente contam no jogo político. Entre os tucanos a maior dose de antipatia é dirigida a Aécio Neves, possivelmente uma reação à postura mais radical do senador mineiro. A percepção é que ele escalou em demasia a bandeira do impeachment de Dilma Rousseff, passando ao eleitor mais sensível a clara sensação de que sua única preocupação é antecipar as eleições de 2018 em nome de um projeto pessoal. Ressalte-se que o senador mineiro já vem em um processo de desgaste que se acentua com a delação premiada de Delcídio do Amaral. Os depoimentos do petista trazem Aécio para a Lava Jato.  A falta de maior apoio mesmo entre a parcela da população que defende a queda de Dilma Rousseff aumenta a preocupação dos tucanos com o day after de um eventual impeachment. A inquietação alcança também a postura da mídia diante da continuidade da Lava Jato – e ninguém duvida de que ela sobreviverá, mesmo com uma troca de governo. O PSDB não tem qualquer garantia de que os vazamentos serão contidos e muito menos de que a imprensa se manterá distante de eventuais denúncias contra o partido. Por uma curiosa atração fatal, tucanos e petistas, dois extremos que se odeiam, podem acabar irmanados na beira do precipício, mesmo que de costas um para o outro.

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20.01.16
ED. 5291

Rasteira

 A relação entre Michel Temer e o governador Paulo Hartung passa por forte turbulência. O vice-presidente está convicto de que Hartung foi o artífice da saída do senador capixaba Ricardo Ferraço do PMDB, com o intuito de preparar o terreno para o seu próprio desligamento do partido. Ferraço é um dos grandes aliados de Temer no Senado. Claro, não mais do que José Serra.

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11.12.15
ED. 5267

Escalação

 Além de José Serra, candidatíssimo a ministro de seu eventual governo, Michel Temer vem mantendo intensa interlocução com outro senador tucano: Aloisio Nunes Ferreira

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29.09.15
ED. 5216

Serra é o embaixador do governo Temer

O senador José Serra já se escalou como titular absoluto em um eventual governo Michel Temer. Até aí, morreu neves. O fato novo é que ele não almeja o Ministério da Fazenda, conforme nove entre dez analistas propalam aos quatro ventos. Serra quer ser chanceler, assumir com pompa e circunstância o Ministério das Relações Exteriores e fazer uma revolução na política externa brasileira. Segundo um dos seus mais próximos interlocutores, Serra considera que pode ser um ponto fora da curva nas Relações Exteriores, repetindo sua performance no Ministério da Saúde. Imodesto, ele estaria convencido de que foi o mais destacado protagonista da Pasta da Saúde em todos os tempos. Embarcar no Ministério da Fazenda em meio à turbulência de um eventual governo Temer, seria comprar um desgaste enorme com baixo retorno vis-à- vis suas ambições políticas. Ele raciocina, maquiavelicamente, que conseguiria influenciar a Fazenda pelo Itamarati, mesmo porque já deixou um programa econômico praticamente pronto nas mãos de Temer. As eventuais semelhanças com a trajetória de Fernando Henrique Cardoso param no cargo em comum. O ex-ministro se sente mais confortável se a comparação for com Azeredo da Silveira, chanceler todo-poderoso da era Geisel. Serra pretende ser lembrado pelo número de acordos bilaterais, reconstruindo a diplomacia de comércio exterior. Seus projetos são pilotar uma grande parceria com a China; assumir um papel proativo na questão ambiental; e ampliar a participação das agências multilaterais – e o compromisso delas – com o Brasil. O Itamarati rivalizaria somente com a Fazenda em força e prestígio. Não obstante a notória competência, quem conhece a obsessão de José Serra torce mesmo para que ele fique uma boa parte do tempo fora do país. Melhor assim para todos.

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Frase que teria sido disparada por José Serra durante o jantar de lançamento da pré- candidatura de Andrea Matarazzo à Prefeitura de São Paulo: “Só quem apoia o João Doria é o Aecio Neves, que vota em Minas e mora no Rio”.

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31.08.15
ED. 5196

Serra é “saudado” com vaias e xingamentos pelo Sindipetro

José Serra, autor do projeto que desobriga a Petrobras a participar de todas as concessões no pré-sal, foi “saudado” com todo tipo de impropérios durante manifestação do Sindicado dos Petroleiros na última sexta-feira, na Praça XV, no Rio. As vaias e xingamentos se repetiram ao longo de todo o protesto. Até um boneco com suas feições foi queimado.

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14.08.15
ED. 5185

Temer e Serra já provocam calafrios em Brasília

O projeto Temer/Serra pode ser resumido em três linhas mestras: revisão constitucional para flexibilizar as vinculações do orçamento; reforma do Estado, com o objetivo de modernização da máquina pública; e privatização acelerada. No pensamento de José Serra não há ajuste fiscal que funcione sem a adoção conjunta dessas medidas. Por sua vez, esse programa somente cabe em um novo governo, com o controle do Congresso, na medida em que está alicerçado em PECs de toda a ordem. Ou seja: é necessária praticamente uma miniconstituinte da economia. Por tudo que foi dito, parece uma articulação improvável, para se dizer o mínimo. Por que o PMDB abriria esse espaço para José Serra? E por que Serra, uma figurinha carimbada do PSDB, deixaria o partido pelas costas? A fonte do RR é de primeira grandeza. Ela garante que a chegada de Serra ao PMDB seria uma ação isolada e individual. Ele entraria no partido apenas como um quadro técnico. Pode até ser, mas é difícil. Basta lembrar de sua notória pretensão de se candidatar à Presidência da República. Serra tem muito claro que a direita do PSDB se alinhará com Aécio Neves. O espaço de protagonismo com Geraldo Alckmin também é limitado. Michel Temer é o futuro que lhe acena com as mãos mais firmes e seguras. O vice-presidente, por sua vez, necessita de um programa de governo para chamar de seu, a despeito do que venha a ocorrer no Palácio do Planalto. Portanto, com ou sem Dilma Rousseff. O suposto Plano Serra desata os nós estruturais da economia, preservando o gasto social. Aliás, com apenas 8% do orçamento sem algemas, fica impossível a manutenção das políticas de inclusão sem as mudanças profundas propostas pelo economista. Serra dedicaria um capítulo especial ao fortalecimento e revalorização da Petrobras, não somente pela importância da companhia para a retomada dos investimentos em infraestrutura, mas também pelo que ela significa como símbolo de orgulho nacional. Não custa lembrar que é de sua autoria o projeto de lei que desobriga a Petrobras a ter 30% em todos os campos do pré-sal. O RR perguntou a sua fonte até que ponto estavam avançadas essas conversações. A resposta foi que a matéria-prima da política é o desejo. O que se pode dizer, de certo, é que as tratativas existem. José Serra tem uma equipe de oito assessores trabalhando direta ou indiretamente com ele na elaboração de projetos de lei um número maior do que o de auxiliares de Joaquim Levy na Fazenda. Parece até que o mundo conspira para o inusitado encontro entre o mordomo de velório e o vampiro da Pauliceia. Brasília ficaria ainda mais assustadora. Às vezes, o insólito acontece.

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Aliás, FHC tem dado o maior apoio à  aproximação entre Aécio Neves e Eduardo Cunha. Geraldo Alckmin e José Serra agradecem.

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09.09.13
ED. 4730

Armínio 2014

 Armínio Fraga já cravou um duplo na loteria tucana. Num dia, faz análises de conjuntura com José Serra; no outro, traça planos para Aécio Neves.

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