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29.09.17
ED. 5715

Samek eletrocutado

As investigações da Lava Jato contra Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo estão prestes a eletrocutar Jorge Samek, que comandou Itaipu nos 13 anos do governo PT.

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 O Planalto vai trocar a direção de Itaipu Binacional até dezembro. O que mais chama a atenção, neste caso, não é nem a mudança, mas a sobrevida do diretor-geral da estatal, o petista Jorge Samek, que já contabiliza sete meses de governo Temer. Longevidade, aliás, é uma das marcas do executivo. Ligado a Lula e à senadora Gleisi Hoffman, Samek está no cargo desde 2003. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Itaipu Binacional.

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05.07.16
ED. 5404

Jorge Samek está de saída

 A prisão de Paulo Bernardo selou o destino do diretor geral de Itaipu, Jorge Samek. Ligado ao ex-ministro e à senadora Gleisi Hoffmann, Samek deverá ser defenestrado do cargo nos próximos dias, encerrando uma era de 13 anos à frente da usina.

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 O pontificado de Jorge Samek está chegando ao fim. Após 12 anos no cargo, o mais longevo diretor-geral da história de Itaipu Binacional vai deixar a empresa até agosto. Segundo fonte do Palácio do Planalto, sua saída já teria sido acertada com a própria presidente Dilma Rousseff. Nomeado para o comando da hidrelétrica no primeiro mandato de Lula, Samek notabilizou-se como um dos mais influentes conselheiros de Dilma para o setor elétrico, desde os tempos em que ela ocupava o Ministério de Minas e Energia. Nos últimos meses, no entanto, a relação perdeu voltagem. Samek já não desfruta de tanto prestígio. No início do ano, o expresidente Lula chegou a trabalhar pela sua indicação para a Pasta de Minas e Energia, mas Dilma rechaçou a indicação. Quadro histórico do PT paranaense, Jorge Samek talvez tenha apenas cometido o pecadilho de estar no lugar errado na hora errada, mas o fato é que o seu esvaziamento coincide com a Lava Jato. Para todos os efeitos, ele segue imune ao petrolão: seu nome não aparece em qualquer depoimento. No entanto, uma a uma, todas as cartas mais altas ao seu redor têm caído sobre a mesa. O ex-deputado André Vargas e o tesoureiro do partido, João Vaccari Neto, estão presos. Já a senadora Gleisi Hoffmann e seu marido, Paulo Bernardo, são citados nos depoimentos do doleiro Alberto Youssef. Ou seja: o PT do Paraná é uma lâmpada incandescente do qual Dilma pretende manter prudente distância. Isso vale para Samek. Caso se confirme a sua saída, a última impressão que ficará da longa gestão de Jorge Samek é um ajuste a  la Joaquim Levy. Nos últimos três anos, Samek tem feito uma série de cortes na companhia. O número de funcionários caiu 15%, índice que só não foi maior devido a  resistência do governo paraguaio, sócio e cogestor da companhia, em acompanhar o congelamento de postos de trabalho feito do lado de cá da fronteira. Hoje, a porção brasileira tem 1.390 trabalhadores, contra 1.783 no país vizinho. No ano passado, as despesas operacionais caíram 10%. Se estivesse numa empresa de Jorge Paulo Lemann, a navalhada valeria a Samek um polpudo bônus de fim de ano, fora os tapinhas nas costas. Numa estatal, no entanto, tais números cobram um certo preço – mesmo em época de constrição orçamentária. A gestão contracionista dos últimos anos, potencializada pela inevitável fadiga de relacionamento após tantos anos no mesmo cargo, acentuou o desgaste de Samek dentro de Itaipu Binacional, criando um cenário mais desfavorável a  sua permanência no cargo.

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 Ainda falta uma eternidade para as eleições de 2016, mas Gleisi Hoffmann vem perdendo força no PT para concorrer a  Prefeitura de Curitiba. O motivo são as citações ao seu nome nas denúncias feitas por Alberto Yousseff. Quem surge como seu principal adversário no partido é Jorge Samek, há 12 anos na presidência de Itaipu Binacional.

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