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05.10.21

Ensino exportação

O Grupo Eleva, de Jorge Paulo Lemann, planeja internacionalizar sua operação, a começar pela compra de ativos de educação em países da América do Sul. Procurado pelo RR, o Eleva não quis se manifestar

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27.09.21

Corrente elétrica

Corre no mercado que a 3G Radar, leia-se Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles, estaria aumentando sua posição na Eletrobras, com a compra de ações em Bolsa. Já teria algo próximo dos 11% das preferenciais. Pode ser uma aposta de que a privatização vai mesmo sair do papel. Ou não.

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27.08.21

Café quente

Além de hambúrguer e ketchup, o café deverá entrar no cardápio de Jorge Paulo Lemann e cia. no Brasil. O RR apurou que a rede de cafeterias canadense Tim Hortons, pertencente a Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira, estaria preparando sua entrada no país.

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28.07.21

Lemann prepara uma guinada rumo ao padrão ESG

O RR acompanha com lupa o que pode vir a ser uma reviravolta na atuação de Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles. Segundo uma fonte encrustada nas conversações, o trio discute uma guinada na direção de negócios padrão ESG. O que se avalia intramuros é vincular praticamente todos os futuros investimentos a atividades econômicas e empresas com notório compromisso socioambiental. Seria uma forma de adequação ao novo cenário global, em que os mercados estão cada vez mais punitivos a negócios prejudiciais ao meio ambiente e ao social. De acordo com a mesma fonte, Lemann, Sicupira e Telles partiriam para um processo de higienização do seu portfólio, medida que poderia levar à diluição de participações societárias ou mesmo à saída do capital de algumas de suas empresas.

Na linha de tiro, estariam negócios como Burger King e Kraft Heinz – há poucas coisas menos saudáveis do que um hambúrguer encharcado de ketchup. Ressalte-se que, em março, Lemann deixou o Conselho de Administração da Kraft Heinz. Em sua origem, a montagem dos negócios em cerveja/refrigerante, hambúrguer e ketchup foi considerada um primor de sinergia. Hoje, esse mosaico é tido como o “padrão podre” do meio empresarial. E vai piorar. Esses setores podem até não figurar entre os grandes emissores de carbono. Mas, do ponto de vista da letra “S” de ESG – ou seja, do social -, são imbatíveis em produzir o mal. Até porque não há compensação dos danos causados à saúde humana.

O mal que se faz é o mal que fica. De alguma forma, os negócios e o perfil de investimentos da tríade já passam por um processo de reinvenção. O caso mais representativo talvez seja a entrada de Jorge Paulo Lemann e de Marcel Telles no setor de educação, por meio do Gera Venture Capital. A Eleva, controlada pelo fundo, se tornou um dos maiores consolidadores do setor. Neste momento, de acordo com a fonte do RR, Lemann, Sicupira e Telles analisam negócios pautados por uma pegada de responsabilidade socioambiental. Um exemplo: os três investidores teriam interesse em participar da privatização da Eletrobras. Ressalte-se que eles já mantêm uma posição acionária na estatal (10% das preferenciais), por meio da gestora 3G Radar.

Cabe lembrar ainda que Sicupira é dono também de 9,9% da Light. Como se sabe, quando um dos “Lemann Brothers” finca sua bandeira em algum negócio, os outros também estão presentes, ainda que não de forma explícita. Com um pé na Eletrobras e outro na Light, Lemann e cia. poderiam criar um cinturão verde, com foco na produção de energia limpa, o que incluiria a construção de uma série de Pequenas Centrais Hidrelétricas. Em outro front, os três investidores estudam também projetos de produção de gás metano a partir da decomposição de resíduos orgânicos. O RR enviou uma série de perguntas para a 3G Capital, holding que reúne os negócios do trio, mas a empresa não se pronunciou.

Nesse puzzle de ativos padrão ESG que Jorge Paulo Lemann e seus sócios podem vir a montar, há uma peça de difícil encaixe: a InBev, cujos produtos causam ainda mais estragos à saúde do que os da Kraft Heinz ou do Burger King. A cervejeira tem feito esforços para se tornar uma empresa menos maléfica. Já anunciou a meta de reduzir suas emissões de carbono em 25% até o ano de 2025. Nesse mesmo intervalo, vai investir cerca de US$ 1 bilhão em campanhas para reduzir o consumo nocivo de álcool. Contudo, é difícil remover a pecha de “não saudável” de uma corporação com mais de 80% de sua receita proveniente da venda de bebidas alcoólicas.

Trata-se de um “passivo” que talvez tenha de ser carregado por Lemann devido ao tamanho a que InBev chegou. No entanto, em um esforço de “descontaminação” da sua carteira de investimentos, o empresário e seus sócios poderiam, por exemplo, buscar alguma fórmula de diluição da sua participação societária entre fundos. Seria um dos últimos negócios “pecaminosos” de Lemann e cia. em meio a um colar de investimentos balizados pelo padrão ESG.

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25.06.21

Lemann pode ter um sócio nota 10 na Eleva Educação

A britânica International Schools Partnership estaria em conversações para se associar à Eleva Educação. Os nomes por trás das duas empresas dão uma ideia da dimensão que o negócio pode alcançar. De um lado, está Jorge Paulo Lemann; do outro, Marcel Erni, Urs Wietlisbach, Alfred Gantner, fundadores do suíço Partners Group e listados entre os 25 maiores gestores de private equity do mundo.

A partir desse enlace, o Brasil pode se tornar o laboratório para um grande projeto de educação voltado à população de alta renda, com ramificações no exterior. De acordo com a fonte do RR, International Schools Partnership e Eleva seriam sócias em escolas não só no Brasil, mas em outros países do mercado latino-americano. Ressalte-se o grupo britânico já atua no Chile, Equador e Peru.

É apenas um pedaço da ampla cartografia de negócios da empresa. O International Schools Partnership está presente na Europa, Europa, no Oriente Médio, nos Estados Unidos e no Canadá, com escolas voltadas a “clientes” triple A. Trata-se da essência da Eleva Educação, ainda que, mais recentemente, a empresa tenha ampliado seu portfólio de ativos – entre outros negócios, com a compra de 51 escolas da Cogna. Mas, a marca Eleva está reservada para enricados alunos. Procurada pelo RR, a empresa não quis se pronunciar, assim como a International Schools Partnership.

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07.05.21

Minoritários no caminho da Americanas e da B2W

Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles terão de enfrentar alguns percalços para concluir a fusão entre a B2W e a Lojas Americanas. Minoritários pesos-pesados da Americanas, a exemplo do BlackRock – uma das maiores gestoras do mundo, com quase US$ 9 trilhões em ativos -, estariam se mobilizando para entrar com um recurso junto à CVM com questionamentos à operação. Segundo fonte de mercado, o ponto central da contestação seria a relação de troca das ações vis-à-vis o esvaziamento da empresa. Pelo acordo, para cada papel que detêm da Americanas, os atuais acionistas da companhia receberão 0,18 ação da B2W. O entendimento é que essa proporção não compensaria as perdas impostas pela transferência de todos os ativos da Americanas para a B2W – o chamado “acervo cindido”, no valor de R$ 6,2 bilhões. Na avaliação dos minoritários, também não se trata de uma relação de troca justa considerando-se a redução do capital social da rede varejista, de R$ 12,5 bilhões para R$ 7,3 bilhões. Bom mesmo só para o trio Lemann/Sicupira/Telles, que manterá o controle da B2W, inflada pelos ativos da Americanas, somando 53,4% entre participações diretas e indiretas.

Procurada pelo RR, a CVM comunicou que, “até o presente momento, não recebeu denúncia ou reclamação a respeito do tema”. E aos olhos do órgão regulador, a engenhosa arquitetura societária é prejudicial aos minoritários? A CVM diz que a operação “está sendo analisada no âmbito do processo 19957.003703/2021-51″. Também consultado, o BlackRock disse que não comenta sobre casos específicos. A Americanas não quis se pronunciar. Ressalte-se que a contestação ao órgão regulador poderá se estender aos Estados Unidos após a já anunciada listagem da nova companhia no mercado norte-americano.

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30.04.21

Aportes em série

Os acionistas do aplicativo esportivo Strava estariam preparando um novo aporte na empresa. Na última capitalização, em novembro de 2020, foram injetados US$ 100 milhões. A startup reúne um condomínio de investidores, entre os quais a Go4It, de Marc Lemann, filho de Jorge Paulo Lemann.

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27.04.21

Educação é o novo alvo

O Centrão voltou a fazer carga pela saída de Milton Ribeiro do Ministério da Educação. O nome indicado seria o do ex-deputado Mendonça Filho, do DEM, que comandou a Pasta no governo Temer. Atualmente, Mendonça é consultor da Fundação Lemann, pertencente a Jorge Paulo Lemann. Aliás, Lemann é candidato à compra da participação da Petrobras na BR Distribuidora.

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23.03.21

Governo Bolsonaro lança dúvidas sobre o futuro da BR

A BR Distribuidora virou uma bola de pingue-pongue, rebatida de um lado para o outro da rede entre estratégias e interesses conflitantes entre si. Do Palácio do Planalto, surgem vazamentos sobre a ideia de reestatização da companhia. Nesse caso, a Petrobras, que mantém uma participação de 37,5% na distribuidora de combustíveis, seria usada pelo governo para a recompra de ações da BR em mercado. Essa hipótese quica sobre a mesa como um rebote da raquetada do presidente Jair Bolsonaro na governança da
petroleira.

Se é possível interferir na Petrobras, por que não na BR, ainda que a participação do governo na companhia se dê de forma indireta? Pelo silogismo bolsonarista, se a Petrobras é sócia da empresa, está resolvido: “La BR c ́est moi” No sentido contrário, está o projeto de privatização completa da BR, com a venda do restante das ações ainda em poder da Petrobras. Os fundos que coabitam o capital da empresa pressionam por esta solução. Esta, inclusive, seria a principal missão de Wilson Ferreira Junior, que as-
sumiu a presidência da distribuidora de combustíveis na semana passada. Ferreira tem o perfil de embalador de empresas para a privatização, ainda que não tenha alcançado sucesso na Eletrobras.

Na estatal, ele perdeu a viagem. Já na BR, o executivo vem calejado pela arritmia decisória do governo Bolsonaro. No meio dessa troca de bolas de um lado para o outro, o RR recebeu também a informação do interesse da Americanas em ter uma participação expressiva na BR. A rede varejista, ressalte-se, já enxerga o negócio por dentro: firmou recentemente um acordo operacional com a distribuidora no segmento de lojas de conveniência. A compra das ações da Petrobras faria da Americanas o principal acionista individual da BR. A operação significaria o ingresso do trio Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira em um setor extremamente disputado.

Além do varejo per si, com a gestão das lojas de conveniência, Lemann e cia. passariam a competir com Raízen, Ultra/Ipiranga, entre outros menos votados. No mercado especula-se também que a ida de Marcos Lutz para o conselho do Grupo Ultra teria como objetivo a aquisição da BR. Lutz, enquanto esteva na Cosan, era o executivo dedicado a uma operação de compra da estatal. Mas tudo ainda está no campo das conjecturas. Os 37,5% do capital nas mãos da Petrobras indexam o destino da BR aos humores de Jair Bolsonaro.

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16.03.21

Eleva não para

O RR tem a informação de que a Eleva, de Jorge Paulo Lemann, está em negociações para a compra de mais duas empresas de educação básica. O grupo adquiriu recentemente 51 colégios da Cogna, um negócio de R$ 1 bilhão.

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