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16.01.17
ED. 5539

Marketing de emboscada

Comunicação, às vezes, é cão que morde o próprio dono. A campanha publicitária sobre o “legado olímpico”, lançada pelo Ministério dos Esportes na semana passada, chamou mais atenção pela lambança no timing do que pelo conteúdo. Os anúncios têm dividido as páginas de jornal com seguidas matérias sobre o abandono do Maracanã – alvo de depredações e furtos – e sobre o futuro incerto das arenas da Rio 2016.

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09.11.16
ED. 5492

Os gastos nada olímpicos da Autoridade Pública

Promete ser árdua a missão de Marcelo Calero, ministro da Cultura, designado pelo presidente Michel Temer para comandar o processo de encerramento da Autoridade Pública Olímpica (APO). Os custos totais previstos para este ano não cabem no orçamento de R$ 20 milhões liberado pela entidade, criada para centralizar a atuação dos governos federal, estadual e municipal na realização da Rio 2016. Calero vai se deparar com uma situação, no mínimo sui generis. Mesmo após a Olimpíada, a pira das contratações continuou acesa. Um exemplo dos gastos desmedidos é o escritório de Brasília. No início do ano, a representação foi extinta e os sete funcionários acabaram dispensados. Por mais incrível que possa parecer, a Olimpíada passou e a APO reativou sua operação na Capital Federal, desta vez com um contingente ainda maior: 12 profissionais.  No Rio, onde fica sua sede, a temporada de contratações também foi reaberta, inclusive com a vinda de profissionais de outros estados. Pela lei que criou a Autoridade Olímpica, executivos vindos de outra cidade com sua família recebem, na partida, o equivalente a um salário a mais para cada dependente. Ou seja: um funcionário com esposa e filho e remuneração de R$ 15 mil vira, na chegada, um custo de R$ 45 mil para os cofres da APO. Há ainda um adicional ao salário para pagamento de aluguel. A festa, tudo leva a crer, está com os dias contados. Uma lembrança: pouco depois de ter assumido o Ministério da Cultura, Calero demitiu 81 funcionários. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Autoridade Pública.

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19.10.16
ED. 5478

Medalha de cobre

 Não são apenas os fornecedores e concessionárias de serviços públicos que sofrem com a inadimplência do Comitê Rio 2016. Os atrasos no reembolso de ingressos já estariam na casa dos R$ 500 mil.

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26.09.16
ED. 5462

De férias

 Eduardo Paes deverá deixar a licitação do parque olímpico para o próximo prefeito. É muito desgaste para pouco dividendo político.

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14.09.16
ED. 5454

Ministério do Turismo desperdiça o legado olímpico

 Justo no momento em que o Brasil deveria surfar na onda olímpica para impulsionar o fluxo de visitantes estrangeiros, a Pasta do Turismo é um ponto cego na Esplanada dos Ministérios. Desde que Michel Temer assumiu interinamente a presidência, em maio, a área está acéfala: Alberto Alves ocupa o cargo de ministro interinamente. A indefinição política combinada aos graves problemas de orçamento têm afetado os principais projetos do Ministério. Os Jogos Olímpicos passaram e a Embratur não sabe se terá verba para viabilizar uma campanha de marketing no exterior com o objetivo de capitalizar o sucesso do evento. Até o momento, segundo o RR apurou, não há qualquer movimentação para o lançamento da concorrência e consequente contratação da agência responsável pela ação publicitária. A esquerda tem sido mais bem sucedida em vender o discurso do golpe no exterior do que o governo em propagandear as atrações turísticas do Brasil.  A participação em feiras e congressos internacionais, fundamental para o setor hoteleiro, também está sob risco. No ano passado, a estatal marcou presença em 15 eventos. Neste ano, o número não chegará a dez. Além disso, para alguns deles, a Embratur tem enviado apenas um funcionário, contra uma média de cinco no ano passado. Consultada pelo RR, a empresa confirmou “que as restrições orçamentárias impedem a execução de projetos de promoção turística no exterior”. A empresa informou ainda que está em tratativas com a Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom) em busca de apoio para realizar uma “campanha consistente nos principais centros emissores de turistas”.  Em 2015, o orçamento da estatal para o Programa de Promoção Internacional ficou em US$ 17 milhões. Não deu nem para a saída. A comparação com outros países da América Latina, competidores diretos do Brasil na busca por turistas, chega a ser uma covardia. No ano passado, o México gastou mais de US$ 470 milhões para propagandear suas atrações no exterior. Colômbia e Equador, por sua vez, desembolsaram algo em torno de US$ 100 milhões cada um. Já a Argentina investiu US$ 57 milhões. Vá lá que o governo Michel Temer tenha outras prioridades, mas cada ponto percentual de queda na indústria do turismo significa uma perda de aproximadamente R$ 2 bilhões.

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14.09.16
ED. 5454

Roland Garros

 No mundo das raquetes, há uma mobilização para que Gustavo Kuerten assuma a administração do estádio olímpico de tênis, no Rio. Guga é visto como o nome ideal para atrair parceiros e patrocinadores para a arena.

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13.09.16
ED. 5453

Plantão médico

 Carlos Arthur Nuzman tem sido pressionado pela família a se licenciar da presidência do Comitê Olímpico Brasileiro para cuidar da saúde.

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30.08.16
ED. 5444

Legado Olímpico visado

 A portuguesa Lusoarenas pretende participar da licitação do Parque Olímpico da Barra. O futuro concessionário será responsável pela gestão do Centro de Tênis, do Velódromo e das Arenas Cariocas 1, 2 e 3. Ressalte-se que a Lusoarenas já teve uma mal-sucedida experiência no Brasil. Assumiu a administração do Mineirão e deixou o negócio apenas um ano depois. No caso do Parque Olímpico, há uma boa isca. Pelo edital, a Prefeitura compromete-se a repassar cerca de R$ 819 milhões ao longo de 25 anos para ajudar nos custos de manutenção das arenas.

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19.08.16
ED. 5437

Jogo de búzios

 Há um clima pouco olímpico no Goldman Sachs quanto às previsões do quadro de medalhas da Rio 2016. O receio é que se repita o vexame ocorrido nos prognósticos da Eurocopa, quando o banco previu a vitória da França ou da Alemanha.

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18.08.16
ED. 5436

O outro Rei

 Em cima do laço, o Comitê Organizador da Rio 2016 ainda não definiu todas as atrações do encerramento do evento. O sonho dos dirigentes é fechar as cortinas olímpicas ao som de “Emoções” cantada por Roberto Carlos, mas as conversas com o Rei seguem em ritmo de maratona.

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10.08.16
ED. 5430

COI dá medalha de lata para a segurança nas arenas olímpicas

 O espírito olímpico tem passado longe das relações do COI com as autoridades da área de segurança e os organizadores da Rio 2016. A entidade não esconde sua insatisfação com as falhas no esquema de vigilância nos locais de competição. Na última segunda-feira, com base em relatórios de avaliação dos três primeiros dias de disputas no Rio, o COI teria encaminhado uma série de questionamentos aos ministros da Defesa, Raul Jungmann, e da Justiça, Alexandre de Moraes, e ao chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general Sergio Etchegoyen. A questão tratada como mais grave pelo Comitê Olímpico Internacional é a falta de um padrão de segurança para todas as arenas. Na visão da entidade, cada local tem seguido regras próprias no sistema de revista dos espectadores, a cargo da Força Nacional de Segurança, com graves riscos para os torcedores. Procurada pelo RR, a Rio 2016 não se pronunciou até o fechamento desta edição.  Um dos maiores motivos de apreensão para as forças internacionais de segurança que colaboram com o governo brasileiro na Rio 2016 é o risco de ingresso de armas ou explosivos nos locais de competição. A preocupação se estende também aos meios de transporte. No entanto, há um consenso entre os especialistas de que é impossível monitorar por completo as chamadas estruturas tubulares, leia-se ônibus, trens e metrô. Mas, no caso das arenas, a ordem expressa é não deixar passar nada. Os cuidados são redobrados nas disputas que envolvem atletas ou seleções de países mais visados por grupos terroristas, como Estados Unidos, França e Israel.  Os atritos do COI com as autoridades brasileiras se acentuaram no último domingo. Logo pela manhã, por volta das nove horas começaram a circular nas redes sociais relatos e imagens de torcedores entrando no Parque Olímpico da Barra sem que suas bolsas ou mochilas fossem submetidas ao aparelho de Raio-X. Rapidamente, o assunto se espalhou pela mídia. Ainda na manhã de domingo, dirigentes do COI exigiram ajustes imediatos no esquema de segurança. À tarde já era possível ver longas filas na entrada das competições, notadamente no próprio Parque Olímpico e no Estádio do Engenhão, decorrentes do maior rigor na revista.  Sintomático também o e-mail enviado pela organização da Rio 2016, na manhã de segunda-feira, a todos que compraram ingressos para os Jogos Olímpicos. Com o título “Urgente: Informação sobre a sua sessão”, a mensagem pedia para que os torcedores chegassem com antecedência às competições uma vez que “todos passarão por rigorosa checagem de segurança nas instalações”. No e-mail, o comitê da Rio 2016 recomendou ainda aos espectadores que evitassem levar bolsas ou mochilas e listou mais de 70 itens proibidos nas arenas.

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08.08.16
ED. 5428

Vaga certa

 Por ora, a Olimpíada não esquentou o turismo no Rio na temperatura esperada. No fim de semana, ainda havia hotéis em Copacabana com taxa de ocupação inferior a 70%.

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04.08.16
ED. 5426

Inconformado

O comando da Rio 2016 tem um trabalho extra às vésperas da cerimônia de abertura: apagar uma pira olímpica com razoável poder de combustão chamada Mario Cilenti. Colocado para escanteio na gestão da Vila Olímpica e transformado na Geni do evento após os problemas de infraestrutura no local, o executivo argentino não se conforma com a maneira como vem sendo tratado pelo presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman. Cilenti tem uma extensa folha de serviços prestados ao cartola, com quem trabalha há mais de duas décadas.

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03.08.16
ED. 5425

Overbooking

 O Exército tem se deparado com problemas logísticos de última hora para abrigar os mais de 60 mil soldados destacados para a segurança da Olimpíada. Com o “excesso de contingente”, faltam acomodações nos quartéis do Rio. A solução tem sido deslocar parte das tropas sob regime de sobreaviso para instalações em cidades vizinhas, como Nova Friburgo e Teresópolis. É bom que se diga: nada que afete o esquema traçado.

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 O Planalto avalia os prós e contras de um pronunciamento de Michel Temer em cadeia de rádio e TV na véspera da cerimônia de abertura da Olimpíada. Por ora, prevalecem os contras. Há o receio de um panelaço olímpico.  Aliás, o governador interino Francisco Dornelles está propenso a se abster de qualquer pronunciamento na abertura da Olimpíada. Prefere deixar as vaias para Michel Temer e Eduardo Paes.

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28.07.16
ED. 5421

Soldados em deficit

 O Exército mantém de prontidão um contingente extra de soldados para suprir os quase inevitáveis desfalques da Força Nacional de Segurança. A pouco mais de uma semana da Olimpíada, o efetivo da corporação que atuará no Rio ainda é uma incógnita. Dos dez mil homens previstos inicialmente, apenas três mil foram enviados pelos governos estaduais. No entanto, por restrições orçamentárias, a expectativa é que apenas dois mil soldados permaneçam na cidade ao longo de todo o evento.

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07.07.16
ED. 5406

Vazio sobre os olhos Olímpicos

 Proeza do governo de Michel Temer: a menos de um mês da Olimpíada, o Brasil não tem ministro do Turismo nem presidente da Embratur.

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30.06.16
ED. 5401

Arquibancada

 Michel Temer ainda não se decidiu se vai ou não discursar na abertura da Olimpíada. Ele pretende medir a temperatura da opinião pública até as vésperas do evento. Mas o staff de comunicação de Temer diz que está mais para sim.

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28.06.16
ED. 5399

GSI volta as baterias para a tríplice fronteira

 A menos de dois meses da Olimpíada, as atenções do general Sergio Etchegoyen, chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, se voltam para a chamada tríplice fronteira, entre o Brasil, a Argentina e o Paraguai. A GSI tem recebido relatórios semanais produzidos pela área de Inteligência do Exército. As Forças Armadas intensificaram o monitoramento de células terroristas que atuam na região, notadamente na cooptação de jovens de origem muçulmana. O rastreamento desses grupos vem sendo feito em parceria com órgãos de Inteligência dos Estados Unidos e da França.  Nos últimos 15 dias, o GSI e o Estado Maior Conjunto das Forças Armadas, comandado pelo almirante de esquadra Ademir Sobrinho, realizaram duas grandes ações integradas na região no âmbito da Operação Ágata, um dos principais vértices do Plano Estratégico de Defesa. Segundo o RR apurou, forças militares seguirão infiltradas na região ao longo das próximas semanas. Outro alvo prioritário das Forças Armadas na região é o tráfico de armas para o aparelhamento do crime organizado. Os armamentos entram, sobretudo, pela fronteira entre o Paraguai e o Paraná, mais precisamente as cidades de Foz do Iguaçu e Guaíra, além do município de Mundo Novo, já no Mato Grosso do Sul.

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 Não é só Michel Temer que deverá passar por uma saia justa na cerimônia de abertura da Olimpíada, caso Dilma Rousseff decida comparecer ao evento. Para constrangimento de Eduardo Paes e de seu candidato a tiracolo, Pedro Paulo, Romário já avisou que pretende marcar presença entre as autoridades. A dois meses das eleições, aproveitará a efeméride para testar sua popularidade.

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20.06.16
ED. 5393

Temer entra de carrinho nos patrocínios esportivos das estatais

 Após gerar indignação na classe artística com a extinção do Ministério da Cultura, Michel Temer corre o risco de despertar a revolta de zagueiros, cabeças de área, e, no limite, ginastas, judocas e remadores – para não falar da cartolagem em geral. Há uma crescente disposição do Planalto de rever o volume de recursos estatais destinados a patrocínios esportivos. A justificativa para a antipática medida combinaria argumentos técnicos e políticos. Na visão de Temer, muitos dos contratos de publicidade mantidos por empresas públicas não trazem o retorno esperado em termos de exposição da marca e teriam como principal motivação beneficiar aliados do PT. Um caso emblemático é o do patrocínio da Caixa Econômica ao Corinthians, do deputado federal petista Andrés Sanchez, ex-presidente do clube e muito ligado a Lula. Não por acaso, os maiores cortes atingiriam exatamente as verbas de marketing da Caixa para o futebol. Para este ano, o banco fechou acordos de patrocínio com 12 clubes brasileiros, entre eles Corinthians, Flamengo, Vasco, Atlético-MG e Cruzeiro, com um investimento somado da ordem de R$ 125 milhões.  Por ora, os esportes olímpicos seriam preservados. No entanto, entre os próprios dirigentes das mais diversas confederações apoiadas por empresas estatais, o receio é que o dead line para a trégua seja a Olimpíada. Logo após o evento, as torneiras começariam a ser fechadas. Independentemente do timing, o governo está cutucando um vespeiro. Caso os cortes se confirmem, a economia será extremamente pequena vis-à-vis o desgaste político – mais um – que a medida poderá proporcionar. Tome-se como exemplo os esportes olímpicos. Ao longo de todo o ciclo 2012-2016, estima-se que as empresas estatais desembolsarão cerca de R$ 2,5 bilhões, ou pouco mais de R$ 600 milhões/ano, em patrocínios a diversas modalidades. O Banco do Brasil, por exemplo, gasta por ano R$ 70 milhões com a Confederação Brasileira de Vôlei – diga-se de passagem, contrato que já esteve no centro de um escândalo de desvio de recursos públicos. Os Correios investem por ano outros R$ 68 milhões, a maior parte endereçada à Confederação de Desportos Aquáticos. Neste cesto, é bom que se diga, há recursos fundamentais para a formação de atletas, verbas que trafegam no limite entre o esporte e a educação.

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 Ontem, durante a visita de Michel Temer ao Parque Olímpico da Barra, o que chamou a atenção de muitos foi o contraste entre os Picciani. O pai, Jorge, eclipsou a presença do governador interno Francisco Dornelles e monopolizou as conversas com Temer. Já o filho, Leonardo, Ministro dos Transportes, permaneceu apagado durante todo o evento.

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10.03.16
ED. 5324

Protestos terão esquema de segurança da Rio-2016

 Do ponto de vista do Alto-Comando militar, o 13 de março significará a antecipação do esquema de segurança previsto para os Jogos Olímpicos. Essa medida reflete o grau de preocupação das Forças Armadas com as manifestações convocadas para o próximo domingo. O planejamento, notadamente do Exército, prevê a utilização de estratégias, tecnologias e dispositivos que serão empregados na Rio-2016. Os protestos, muito a contragosto, servirão de “evento-teste”, sobretudo, para o trabalho de inteligência e monitoramento das redes digitais e das comunicações. Em janeiro, a Anatel autorizou as Forças Armadas a usar bloqueadores de sinais de radiocomunicações nos Jogos Olímpicos. O texto do decreto publicado pela agência reguladora contém uma sutileza que vem a calhar para este domingo: permite também a interferência em redes celulares durantes as chamadas Operações de Garantia de Lei e da Ordem (Op GLO). O Exército dispõe de aparelhos portáteis e de equipamentos instalados em viaturas capazes de bloquear comunicações telefônicas em situações que coloquem em risco a ordem pública.  Nos últimos dias, as Forças Armadas acentuaram o monitoramento de redes sociais e outros canais de comunicação, trabalho este que será intensificado durante o fim de semana. Esta missão está a cargo do Centro de Inteligência do Exército (CIE) e do Centro de Defesa Cibernética (CD Ciber), localizados em Brasília. Ambos vêm produzindo contínuos relatórios de acompanhamento remetidos imediatamente ao Comandante do Exército, General Eduardo Villas Boas, e ao chefe do Estado Maior do Exército, General Sergio Etchegoyen. A vigilância digital é considerada uma peça-chave no esquema de segurança dos Jogos Olímpicos. Os terroristas responsáveis pelos ataques a Paris em novembro do ano passado, por exemplo, utilizaram a rede de comunicação de jogos online de um PlayStation para organizar as ações. No dia 13, todo o cuidado é necessário.  Em relação aos protestos de domingo, o maior motivo de preocupação dos comandantes militares é Brasília, seja pelo seu valor simbólico, seja por questões cronológicas. As manifestações na capital federal estão marcadas para às nove da manhã, antes, portanto, das mobilizações nas grandes cidades, especialmente Rio e São Paulo. Nas Forças Armadas, a percepção é que Brasília funcionará como um termômetro para as demais praças do país no que diz respeito ao estado de espírito dos manifestantes e ao êxito no esquema de segurança.  Consultado, o Centro de Comunicação Social do Exército informou que “não há previsão do emprego de militares da Força Terrestre durante as manifestações de 13 de março”. Segundo o RR apurou, ao longo do domingo as Forças Armadas atuarão no sentido de dar respaldo às polícias militar e civil, ainda assim em circunstâncias pontuais. Um exemplo: tropas poderão ser deslocadas para o apoio na proteção de instalações vitais, como usinas geradoras, redes de energia elétrica, estações de tratamento de água, caso seja necessário liberar um número maior de PMs para o policiamento ostensivo nas cidades. Ou seja: a priori, militares nas ruas apenas em condições extremamente excepcionais, que escapem ao controle das forças de segurança estaduais.

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24.11.15
ED. 5254

Brasil e França fazem aliança contra o terrorismo

  O acordo de cooperação entre o Brasil e a França vai muito além da montagem do esquema de segurança dos Jogos Olímpicos. Durante o encontro realizado no último domingo no Palácio da Alvorada, a presidente Dilma Rousseff e o ministro das Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, trataram de outros temas tão ou mais nevrálgicos, a começar pelo risco de infiltração de células terroristas em território brasileiro. Relatórios produzidos em conjunto por órgãos de inteligência dos Estados Unidos e da Europa, pela Abin e pelo Centro de Informações do Exército (CIE) – comandado pelo general Cesar Leme Justo – mostram uma movimentação de grupos ligados ao Estado Islâmico na região entre Foz do Iguaçu (PR) e Chuí (RS).  Este é um assunto tratado com o maior cuidado pelas autoridades brasileiras. Há uma clara preocupação em não causar qualquer constrangimento à expressiva e pacífica comunidade muçulmana há décadas radicada no país. Pelo contrário. Um dos objetivos é justamente o de evitar a infiltração de grupos extremistas em cidades com grande presença de seguidores do Islã, como Foz do Iguaçu. Segundo informações colhidas pela Abin e pelo CIE junto a órgãos congêneres da França e dos Estados Unidos, facções terroristas têm adotado a estratégia de se embrenhar em países e regiões com grande presença de muçulmanos – o que torna o Sul do Brasil um alvo em potencial. Grupos vinculados, sobretudo, ao Estado Islâmico costumam atuar em duas frentes. Uma delas é o que os órgãos da área de defesa classificam de trabalho de cooptação e arregimentação, feito por meio de uma agressiva doutrinação. Ao mesmo tempo, há a busca de financiamento para ações terroristas. De acordo com registros da Abin e do CIE, a caça de recursos se dá tanto no “atacado” – a começar pelo envolvimento com o narcotráfico no Cone Sul – quanto no “varejo”. Neste segundo caso, os crimes mais comuns são a chantagem e a ameaça a famílias muçulmanas com parentes no Oriente Médio, notadamente em áreas dominadas pelo Estado Islâmico.  Até pouco tempo atrás, o Brasil era considerado basicamente “área de descanso de terroristas”, um esconderijo seguro e temporário para extremistas que, de alguma forma, haviam participado de atentados internacionais. Esta visão mudou, à medida que grupos terroristas passaram a adotar novas táticas e esticar seus tentáculos pelas mais variadas regiões do mundo. Por esta razão, além do monitoramento in loco na Região Sul, os órgãos de inteligência brasileiros têm ampliado o escopo do rastreamento nas redes sociais e nas comunicações digitais, trabalho concentrado no Centro de Guerra Cibernética do Exército, em Sobradinho (DF).

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23.11.15
ED. 5253

Nostalgia olímpica

 Aproveitando-se do estremecimento nas relações do Planalto com o PRB e o ministro dos Esportes, George Hilton, o PC do B se articula para retomar a Pasta. Seu nome para o cargo é o deputado Orlando Silva. Seria um déjá vu olímpico: Silva era ministro dos Esportes quando o Rio foi escolhido para sediar os Jogos.

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18.11.15
ED. 5250

Atentados em Paris mudam plano de segurança da Rio-2016

 Os ataques terroristas em Paris tiveram o impacto de um choque elétrico sobre as autoridades brasileiras envolvidas no esquema de segurança dos Jogos Olímpicos. Desde o fim de semana, o Ministério da Justiça, mais precisamente a Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos, e a ABIN têm recebido informes regulares dos órgãos da inteligência francesa e da própria CIA. Nos próximos dias, um relatório será compartilhado com outras instâncias da área de defesa que integram a força-tarefa da Olimpíada, notadamente nas Forças Armadas – o Comando de Forças Especiais do Exército, sediado em Goiânia, o grupo de intervenções dos Fuzileiros Navais e o Parasar (Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento da Aeronáutica). A tentativa do Estado Islâmico de infiltrar um homem-bomba no Stade de France durante o jogo entre França e Alemanha alterou a equação do esquema de segurança para a Rio 2016. O episódio aguçou o sentido de realidade e ampliou o espectro de ações profiláticas que serão adotadas no Rio de Janeiro.  Nas Forças Armadas e no Ministério da Justiça, já se discute a intensificação dos acordos de cooperação internacionais com vistas ao esquema de segurança para os Jogos Olímpicos. O maior parceiro – e também maior interessado – são os Estados Unidos. No último fim de semana, durante a realização de um mero amistoso entre as seleções pré-olímpicas dos dois países em Belém, fuzileiros navais foram deslocados até a capital paraense. No entanto, a maior demonstração da presença dos Estados Unidos na estrutura de segurança para a Olimpíada poderá ser vista na próxima semana. No dia 25 de novembro, o porta-aviões George Washington, um dos maiores da Marinha norte-americana, aportará no Rio de Janeiro. Para todos os efeitos, estará apenas cumprindo manobras de rotina no Atlântico. Na verdade, sua presença na cidade se deverá a exercícios de treinamento para os Jogos Olímpicos. O George Washington voltará à costa brasileira em agosto de 2016, quando são esperados mais de 200 mil cidadãos americanos no Rio. Os eventos esportivos sempre foram considerados uma zona de menor risco para ações terroristas. Entre as grandes competições do calendário mundial, notadamente Copa do Mundo e Olimpíada, nunca houve um ataque direto a locais de competição – no trágico episódio dos Jogos de Munique, em 1972, o alvo foram os alojamentos da delegação israelense dentro da Vila Olímpica. A explosão de uma bomba na Maratona de Boston de 2013 também não serve de referência, pois se deu ao ar livre. O que está no radar das autoridades neste momento é o risco de um ataque dentro de uma arena esportiva

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13.10.15
ED. 5225

Bilhete único

Responsável pela venda de ingressos para as Olimpíadas do Rio, a alemã CTS Eventim veio para ficar. Na mira, a compra de casas de espetáculo e de arenas esportivas.

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10.04.14
ED. 4849

“Trump Towers” balançam antes mesmo de sair do chão

 Um a um, todos os projetos imobiliários de Donald Trump no Brasil têm virado ruína sem sequer sair do papel. O exibido personagem nunca desmorona sozinho; a cada fracasso, leva consigo uma fieira de parceiros. Que o digam a construtora paulista Even, a espanhola Salamanca Group e a incorporadora búlgara MRP International. O trio está tentando sair dos escombros e salvar o projeto de construção de cinco torres comerciais na Avenida Francisco Bicalho, próximas a  região portuária do Rio de Janeiro. Na semana passada, Trump teria comunicado aos sócios sua saída do negócio, colocando em risco a continuidade do projeto. O investidor norte-americano era o principal fiador do empreendimento, orçado em R$ 2 bilhões. Dizia, inclusive, estar trazendo para o projeto um grande fundo de pensão dos Estados Unidos. Even, Salamanca Group e MRP já saíram em busca de um novo parceiro capaz de garantir a construção dos cinco edifícios – por ironia, batizados de “Trump Towers”. Correm contra o relógio: o início das obras estava originalmente previsto para o segundo semestre deste ano. A desistência de Donald Trump é fator de apreensão para os próprios investidores do mercado imobiliário. No setor, há um receio de que um eventual cancelamento do projeto cause um efeito dominó, desestimulando outros investimentos programados para a região. O Porto Maravilha, área que passa por um grande processo de reurbanização a reboque dos Jogos Olímpicos de 2016, concentra alguns dos maiores empreendimentos imobiliários em andamento no Rio. Even, Salamanca Group e MRP tentam escapar do obituário de parcerias que acompanha as frustradas investidas de Donald Trump no Brasil. Entre outros investidores, figuram nesta lista a família Depieri, uma das acionistas do laboratório Aché, e os Meyerfreund, antigos controladores da fabricante de chocolates Garoto. No início da década passada, ambos embarcaram em projetos capitaneados por Trump no Brasil, acreditando estar a bordo de um transatlântico. Quando deram por si, eram passageiros de uma canoa furada. a€ época, foram sócios da Trump Realty Brazil, criada em 2003 e pouco depois desativada. Entre os fracassos do magnata norte-americano no país, o mais retumbante foi o Villa Trump – o Narciso do real estate só acha bonito o que leva o seu nome. O projeto previa a construção de um condomínio de luxo em Itatiba (SP), ao custo de US$ 100 milhões. Os 500 lotes, cada um com cinco mil metros quadrados, o hotel de luxo e o campo de golfe assinado pelo ex-jogador norte-americano Jack Niklaus – uma das lendas da modalidade – nunca saíram da maquete.

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31.05.13
ED. 4659

Tishman Speyer finca suas pilastras no Porto do Rio

 A norte-americana Tishman Speyer, uma das mais importantes incorporadoras imobiliárias do mundo, está montando um cantinho para chamar de seu na Zona Portuária do Rio de Janeiro. Faltam poucos tijolos e uma pá de massa para a companhia fechar o que promete ser o seu maior projeto já feito no Brasil: a construção, em uma só tacada, de quatro grandes empreendimentos comerciais na região. O investimento deve passar de R$ 1 bilhão. Parte destes recursos deverá sair do Fundo de Investimento Imobiliário Porto Maravilha (FII PM), criado pela Caixa Econômica Federal para financiar projetos na área.  A Zona Portuária tornou- se um eldorado imobiliário no Rio de Janeiro. A área está passando por um grande projeto de reurbanização com vistas aos Jogos Olímpicos. Nos últimos cinco anos, o valor do metro quadrado na região já subiu mais de 300%. O empreendimento da Tishman Speyer prevê a construção de quatro torres comerciais de alto padrão. Duas delas ficarão na área conhecida como Porto Maravilha. A terceira será erguida no início da Avenida Brasil, em frente do Porto do Rio. O quarto prédio subirá em frente a  Cidade do Samba, em terreno localizado no chamado Pátio da Marinha.

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