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16.04.18
ED. 5847

Turbulências sacodem aeroporto da JHSF

A escassez de recursos e os seguidos atrasos no cronograma ameaçam empurrar a inauguração do Aeroporto Catarina, em São Roque, para 2019, três anos depois da data prevista. Trata-se de um empreendimento marcado por turbulências. À frente do projeto, o empresário José Auriemo, dono da JHSF, busca um sócio para o aeroporto regional, mais do que um investimento, uma mácula no seu currículo. Em 2017, Auriemo fechou um acordo de delação e admitiu uma doação irregular de R$ 1 milhão para a campanha de Fernando Pimentel ao governo de Minas, em troca de vantagens burocráticas no governo Dilma para acelerar as licenças do aeroporto.

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29.05.17
ED. 5628

JHSF é um acrônimo em busca de dias melhores

O empresário José Auriemo Neto pretende vender parte ou mesmo o controle do aeroporto executivo Catarina, em São Roque (SP). A chegada de um novo investidor tornou-se fundamental para a continuidade do empreendimento. Nos cálculos da JHSF, a empresa de Auriemo, faltariam ainda cerca de R$ 50 milhões de um orçamento previsto de R$ 300 milhões para a conclusão da primeira fase das obras e a inauguração do terminal. Este é o menor dos problemas.

O investimento total chega a R$ 1,2 bilhão. Não é do caixa da JHSF que esse dinheiro vai decolar. Pelo planejamento original, o aeroporto deveria ter sido inaugurado no segundo semestre do ano passado, mas as obras perderam velocidade com as dificuldades de financiamento.

O aeroporto Catarina é o eixo central de um processo de desmobilização de ativos, fundamental para recolocar a JHSF nos trilhos. A companhia procura um sócio para os shoppings Bela Vista, em Salvador, e Ponta Negra, em Manaus. Estuda também reduzir ainda mais sua participação no Cidade Jardim, uma decisão particularmente dolorosa para Auriemo – o empreendimento é o xodó de “Zeco”, como o empresário é chamado pelos mais próximos. As circunstâncias, no entanto, pedem medidas mais duras. A empresa sentiu os efeitos da crise econômica, potencializados pelo endividamento do grupo.

Há pouco mais de um ano, a relação dívida líquida/Ebitda bateu em 5,2 vezes, disparando o sinal de alerta. Em 12 meses, essa proporção caiu a 2,8 vezes à custa de corte de investimentos e da venda de 33% do Shopping Cidade Jardim, para a israelense Gazit-Globe. Ainda não teria sido o suficiente.

O aeroporto Catarina é o emblema maior da diversificação dos negócios de Auriemo, o construtor por trás de alguns dos mais luxuosos projetos imobiliários de São Paulo. Mas é também o símbolo dos recentes desvãos na sua trajetória empresarial. Catarina levou Auriemo a fechar um acordo de delação premiada no âmbito da Operação Acrônimo.

O empresário confessou ter doado ilegalmente R$ 1 milhão para a campanha de Fernando Pimentel ao governo de Minas. Em troca, teria garantido o lobby do petista junto ao governo Dilma para facilitar a construção do aeroporto. A migração para o noticiário policial foi algo perturbador para um habitué das páginas de economia e das colunas sociais – pelos salões da mansão de Auriemo na Rua Nicarágua, nos Jardins, passam desde os maiores empresários do país a lideranças políticas e personagens do jet set internacional, como Príncipe Albert de Mônaco.

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27.01.17
ED. 5548

Sócios da JHSF querem distância do “Risco Auriemo”

Há uma intentona em curso na JHSF, uma das maiores administradoras de shopping centers do país. Sócios da companhia exigem que José Auriemo Neto se afaste imediatamente da presidência do Conselho de Administração, ao menos até que todas as investigações das quais é alvo sejam concluídas. A pressão vem dos mais diversos lados: desde o BTG, acionista minoritário da companhia e hoje, depois de tudo que passou, paranoico com sua imagem corporativa, à israelense Gazit-Globe, uma das maiores gestoras de shoppings do mundo e sócia da JHSF no Cidade Jardim.

Passa também por gestoras que se uniram a Auriemo em fundos de participações criados para empreendimentos específicos, caso da Rio Bravo, vendida recentemente por Gustavo Franco à chinesa Fosun. Segundo o RR apurou, a Gazit-Globe já teria cogitado até se desfazer da sua participação de 33% no Cidade Jardim. Procurada, a companhia israelense nega a venda. O fato é que o grupo responde a rígidas normas de compliance nos 20 países em que atua, incluindo os Estados Unidos.

É a ditadura do “diga-me com quem andas que eu te direi quem és”. Os sócios do empresário compartilham o receio de serem atingidos pelos recorrentes escândalos judiciais que cercam Auriemo. O castigo pode vir tanto pela esfera criminal quanto pelo bolso, devido ao potencial impacto destrutivo das acusações sobre os negócios e o próprio valor de mercado da JHSF.

É sintomático que José Auriemo tenha fechado um acordo de delação no âmbito da Operação Acrônimo e assumido as doações ilegais para campanha política, uma nítida estratégia jurídica para preservar suas empresas. A manobra, no entanto, não apaga a sequência de escândalos que cercam o empresário e a JHSF. As acusações respingam até no ministro da Justiça, Alexandre de Moraes.

Em 2010, logo após deixar o cargo de Secretário Municipal de Transportes, Moraes advogou para a JHSF em um processo contra a própria Prefeitura de São Paulo. Ao que consta, rodopiou na porta giratória entre a gestão pública e a iniciativa privada sem cumprir quarentena. À época, a JHSF enfrentava dificuldades na obtenção do alvará para a construção do Shopping Metrô Tucuruvi. O projeto saiu do papel, a companhia até já vendeu o shopping, em 2013, mas as suspeitas persistem. No ano passado, investigadores da Acrônimo encontrou pagamentos de R$ 4 milhões feitos, entre 2010 e 2014, pela JHSF ao escritório de Moraes.

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14.10.16
ED. 5475

Lei de Talião

 Avaliação de um dos mais ferinos ministros do governo Temer sobre a nova polêmica envolvendo seu colega da Justiça, Alexandre de Moraes: “Agora, o jogo está um a um. O Ministro da Justiça vazou uma operação da Polícia Federal e a Polícia Federal vazou documentos sobre os valores pagos pela JHSF a Moraes.”

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25.08.16
ED. 5441

Pouso forçado

 Investigada na Operação Acrônimo por suspeita de tráfico de influência e lavagem de dinheiro, a JHSF está começando uma operação de venda de ativos para se capitalizar e aguentar o baque financeiro. A companhia colocou à venda o Aeroporto Executivo Catarina, em São Roque (SP), um empreendimento de R$ 1,5 bi em fase final de construção. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: JHSF .

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01.07.16
ED. 5402

Ralph Lauren

 A queda na demanda por vestuário não tem assustado a Ralph Lauren. A grife fechou acordo com a JHSF para abrir uma loja em São Paulo no ano passado e este ano está prevista mais outra na capital paulista. O investimento total é de R$ 80 milhões. • Procuradas pelo RR, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: JHSF.

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15.06.16
ED. 5390

Liquidação

A JHSF negocia a venda dos shopping centers Ponta Negra, em Manaus, e Bela Vista, em Salvador. A decisão do grupo de José Auriemo é uma alternativa a, até agora, fracassada tentativa de atrair um sócio para a holding. Os shoppings à venda representam 40% das vendas brutas desse segmento de negócio da JHSF, que totalizam R$ 2,2 bi. Procura pelo RR, a JHSF não comentou o assunto.

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01.03.16
ED. 5317

Pouso forçado

 A JHSF, de José Auriemo, puxou o manche e reduziu o ritmo das obras de construção do Aeroporto Executivo Catarina, em São Roque (SP). Auriemo pretende empurrar a inauguração para 2017 e, assim, ganhar tempo para buscar um sócio. O empreendimento está orçado em R$ 1,5 bilhão. Procurada pelo RR, a JHSF não comentou o assunto.

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30.10.15
ED. 5238

Colarinho frouxo

 José Auriemo Neto vai passar a tesoura na gravata Hermès que está apertando seu pescoço. O grupo JHSF, de Auriemo, está decidido a romper a sociedade com o grupo italiano no Brasil. O motivo são as divergências em relação à expansão da rede no país.

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31.08.15
ED. 5196

Contrastes

Nos luxuosos corredores do Cidade Jardim, as vendas aumentaram 30% neste ano. José Auriemo Neto, da JHSF, já tem planos, inclusive, de construir outro shopping para os bem-afortunados, desta vez em Campinas. *** Já a Louis Vuitton carrega números distintos em sua bolsa. As vendas estão estagnadas, as margens do negócio caíram abaixo dos 10% – a menor desde que os franceses aqui se instalaram – e o projeto de expansão da rede foi para o fundo do armário. A Louis Vuitton não abre seus números, mas admite que não há previsão de novas lojas no país. * Procurada pelo RR, a JHSF não retornou.

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