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planos
12.05.17
ED. 5617

Ambev bancária

O Itaú está comprando startups a granel. A estratégia é parecida à da Ambev com as pequenas cervejarias premium: comprar para matar a indústria nascente antes que ela o mate.

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24.03.17
ED. 5585

O destino de Nildemar

Há barões na pauliceia fazendo verdadeiras exegeses para interpretar a saída de Nildemar Secches do Conselho de Administração do Itaú. Entre os achismos, ele teria saído pela incompatibilidade do cargo com uma missão maior, bem maior.

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26.01.17
ED. 5547

Quem pagou a conta?

Ontem, por volta das 14 horas, o restaurante Zuka, no Leblon, quase adernou tamanha a concentração de PIB em uma só mesa. Os irmãos Waltinho e João Moreira Salles almoçavam animadamente. Ouviram-se várias menções ao nome Unibanco. Nenhuma ao Itaú.

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13.01.17
ED. 5538

Usina da Renuka encalha sobre o balcão

Os credores da Renuka do Brasil – encabeçados pelo Banco Votorantim e pelo Itaú – já discutem alternativas para a Usina Madhu, localizada em Promissão (SP). Uma das hipóteses é assumir o empreendimento, reestruturá-lo e vendê-lo mais à frente. Colocar para dentro de seus balanços uma moedora de cana-de-açúcar está longe de ser a solução ideal para os bancos. O problema é que, por ora, ainda não surgiu qualquer candidato no leilão da unidade sucroalcooleira, que foi prorrogado até o dia 23 de janeiro. Na primeira tentativa, no último dia 20 de dezembro, também não houve lances pela usina, avaliada em R$ 700 milhões. A negociação é fundamental para o abatimento da dívida com os bancos. Em recuperação judicial, a Renuka, de origem indiana, tem um passivo total superior a R$ 2 bilhões. Procurada, a companhia confirmou que, até agora, não “apareceram interessados”. Como desta vez não haverá preço mínimo, a Renuka espera que a venda da usina “seja concluída no leilão”.

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08.12.16
ED. 5512

Fogo na roupa

Após uma longa queda de braço com os credores, os irmãos Alvaro e Paulo Jabur Maluf estão se despindo das vestes de controladores da Camisaria Colombo. É o alto preço pago pela dívida de R$ 1,5 bilhão acumulada pela rede varejista, em recuperação extrajudicial. Consumado o processo de conversão do passivo, os credores, notadamente Itaú e Santander, terão quase 80% do controle.

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setubal-rr-02
02.12.16
ED. 5508

Um pedido de Setubal tem força de decreto

O futuro ex-presidente do Banco Itaú, Roberto Setubal, está dedicando uma parte do seu tempo para exercitar a atividade de lobista. E parece que um pedido de Setubal cala fundo no Palácio do Planalto e no Ministério da Fazenda. O banqueiro clamou pela redução do recolhimento compulsório para que seja aumentado o crédito – e também para mitigar a progressiva perda da rentabilidade bancária com a queda dos juros, mas isso ninguém precisa saber. Não deu outra: o governo já está estudando a medida. O RR cantou essa pedra na edição de 25 de novembro, afirmando que a nova matriz econômica – noves fora as pedaladas e barbeiragens na gestão da banca do Estado – vai deixar muitas das vivandeiras da ortodoxia com saudades. Em tempo: Lula, por motivos diferentes, está defendendo a mesma medida.

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28.11.16
ED. 5504

Aposentadoria

 O futuro ex-presidente do Itaú, Roberto Setubal é um entusiasta das fintechs. Está empenhado em pendurar na Itaúsa uma fileira das mais promissoras startups desse segmento.

• As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Itaú.

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temer-sun-tzu-rr-16
25.11.16
ED. 5503

A nova matriz econômica aguarda Temer na esquina

 O presidente Michel Temer já deve ter marcado na sua agenda o mês de março de 2017. É tempo mais do que suficiente para mostrar que tem autoridade para aprovar as reformas prometidas na primeira hora do seu governo. Ou não! Nesse caso o “estadista” sem medo de tornar-se impopular viraria uma fraude. Restaria a ele adotar alguma política gêmea da “nova matriz econômica”, que foi uma das causas da condenação do governo anterior ao índex da História. Temer, então, se tornaria um duplo traidor, tendo enganado os antigos aliados e a base de apoio que o levou ao poder. O enredo pode parecer um tanto quanto barroco, mas não briga com os fatos. Temer perdeu o timing para afirmar sua autoridade e passar ao menos as PECs do Teto e da Previdência quando sua popularidade estava inflamada pelo impeachment e a deterioração do cenário econômico era ofuscada pela perseguição ao PT. A estratégia de anunciar um “ajuste” com resultados somente no longo prazo, condicionando a credibilidade à franqueza, não trouxe os louros almejados. Pelo contrário: aumentou a dúvida sobre sua virilidade fiscal.

 Na realidade, até o momento não houve sequer tentativa de ajuste, e, sim, uma série de enunciados sem prazo de votação pelo Congresso e com perspectiva de implementação cada vez mais distante. Nessa toada, mesmo se aprovadas, as medidas não trariam efeitos concretos antes do início da próxima década. No meio do caminho havia outra pedra: a quebradeira dos estados, que vem sendo tratada generosamente de indutora do “pacto do ajuste”, em mais uma simplificação grosseira feita pelo presidente. A crise federativa será um empecilho ainda maior para a aprovação das reformas e o aumento da arrecadação. O próprio presidente, como se tivesse jogado a toalha, reafirmou no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social “que sair de uma recessão leva tempo”. Ainda mais quando ela aumenta a cada rodada dos indicadores. Rezava a malfadada “nova matriz econômica” que o problema do país era de arrecadação e que os empresários não se mexeriam para fazer os novos investimentos sem o empurrão do governo. Na idealizada gestão Temer, o espírito animal do empresariado seria despertado pela melhora das expectativas. Ledo engano.

 Já podem ser vistas as sementes da velhíssima “nova matriz econômica” renascendo lá e cá. Os empresários e economistas reunidos no “Grupo Reindustrialização” clamam por menores taxas de juros reais e pelo ativismo do BNDES. Não estão sós. O pato da Fiesp voltou a pedir redução de impostos ou desonerações. Já antecipando que essa história de redução dos juros pode sobrar para ele, o presidente do Banco Itaú, Roberto Setubal, solicitou que o governo libere as amarras dos recursos bancários, quem sabe diminuindo o recolhimento compulsório sobre os depósitos. Esse filme todos já viram. O mais curioso é que a presidente afastada largou a condenada matriz para praticar uma política econômica muito próxima da adotada por Temer e Henrique Meirelles, a “Levyeconomics”. Se Temer der dois passos atrás no tempo, haverá algo de comédia no ar. De qualquer forma, e pelo bem de todos, tomara que ele tenha mais sucesso do que sua antecessora.

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11.11.16
ED. 5494

Do banco para os palanques

• Prestes a deixar a presidência do Banco Itaú, Roberto Setubal tem planos de entrar na vida pública. A exemplo de seu pai, Olavo Setubal, que foi prefeito de São Paulo e ministro das Relações Exteriores no governo de José Sarney.

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10.11.16
ED. 5493

Mémoire

 O novo CEO do Itaú, Cândido Bracher, foi um grande entusiasta da construção do Grupo EBX, de Eike Batista. Bracher ficava maravilhado com a engenharia de abertura de capital sem lastro. Eike, com seu estilo graçola, o chamava de “meu amigo banqueiro”. Ao que consta, a amizade esfriou.

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pdg-rr-01
01.11.16
ED. 5487

Banco do Brasil e Caixa são o chão e o teto da PDG

 Ainda que indiretamente, o futuro da PDG Realty virou assunto de governo. Está nas mãos do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal a decisão de dar um fôlego extra à maior incorporadora imobiliária do país ou lançá-la de vez no alçapão de uma recuperação judicial. É grande a pressão para que o BB e a Caixa acolham o pedido de um empréstimo emergencial feito pela companhia aos seus bancos credores, no valor aproximado de R$ 400 milhões. As duas instituições são vistas pela própria PDG como o fiel da balança na operação. Ambas respondem por mais de 30% da dívida de curto prazo da companhia, da ordem de R$ 5,5 bilhões. Se BB e Caixa concordarem com a proposta de refinanciamento, a expectativa da incorporadora é que os bancos privados – mais de uma dezena, entre eles Itaú e BTG – sigam em bloco o mesmo caminho. Assim tem sido durante as seguidas etapas de repactuação do passivo da PDG. A mais recente se deu em junho, quando a incorporadora conseguiu alongar por quatro anos o vencimento de R$ 2,3 bilhões em dívidas financeiras. Procurada, a Caixa não quis se manifestar, alegando que as “operações envolvendo a PDG são protegidas por sigilo bancário”. A incorporadora e o BB também não se pronunciaram.  O risco de uma iminente recuperação judicial é exatamente o maior – e único – instrumento de pressão da própria PDG sobre o BB e a CEF. Não há muito tempo para uma decisão dos dois bancos e, por extensão, dos demais credores. A contagem regressiva para a RJ é breve, talvez questões de dias – consta que a PDG já mantém conversações com a Alvarez & Marsal, especialista no assunto. O processo colocaria um ponto de interrogação sobre a capacidade da incorporadora de entregar os imóveis aos seus compradores. A companhia tem 35 projetos em andamento, o equivalente a mais de seis mil unidades. No entanto, a PDG teria em caixa pouco mais de R$ 200 milhões, recursos que não cobririam seus compromissos sequer até dezembro. O empréstimo emergencial dos bancos permitiria à incorporadora chegar até o primeiro trimestre de 2017, contando ainda com os recebíveis previstos até março do ano que vem – algo em torno de R$ 700 milhões.  Ainda assim, à luz dos números, fica a sensação de que a PDG tenta tratar de uma fratura exposta com arnica e band-aid. No mercado, a percepção é que mesmo um eventual acordo com os bancos para um novo aporte apenas adiará o inevitável: a recuperação judicial. Se o balanço do terceiro trimestre trouxer um prejuízo superior a R$ 1 bilhão – no primeiro semestre, as perdas foram de R$ 1,2 bilhão –, a empresa passará a ter patrimônio líquido negativo.

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 A exemplo do Banco Votorantim, o Itaú também planeja se desfazer da sua participação acionária na Lupatech – em torno de 8% das ordinárias. A dupla saída pode ser interpretada como um voto de desconfiança em relação ao novo plano de recuperação judicial da fornecedora de produtos e serviços para a indústria de petróleo e gás, apresentado no mês passado. Talvez o maior acionista da empresa, o JP Morgan, quisesse fazer o mesmo, mas a porta de saída é estreita demais para um sócio com 44% das ordinárias. A Lupatech carrega uma dívida de aproximadamente R$ 780 milhões. • Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Lupatech e Itaú.

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 Além do Itaú e do Ultra, as gestoras norte-americanas KKR e Blackstone estão entre os investidores que conversam com o Citi, adviser da venda da BR Distribuidora.

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 A Camargo Corrêa incluiu a Santista, uma das líderes no mercado têxtil da América Latina, na lista de ativos à venda. A companhia já sondou dois bancos, entre eles, o Itaú, para atuarem como advisers. A Santista, com fábricas no Brasil e Argentina, responde por 5% da receita do grupo, de R$ 30 bilhões. •••  Por falar em Camargo Corrêa, a companhia e a Queiroz Galvão deverão fazer um aporte de aproximadamente R$ 300 milhões no Estaleiro Atlântico Sul (EAS). A capitalização é fundamental para o estaleiro cumprir o acordo firmado com a Transpetro para a conclusão de oito petroleiros. O contrato deu ao EAS uma sobrevida de pelo menos dois anos. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Camargo Corrêa e EAS.

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15.09.16
ED. 5455

Itaú menos exposta

 O Itaú avalia baixar no balanço do terceiro trimestre ao menos parte do investimento que fez na encalacrada Sete Brasil. Ao todo, a exposição do banco na companhia beira os R$ 2,5 bilhões. Muito em razão da provisão desse crédito, a inadimplência da carteira de pessoas jurídicas do Itaú saiu de 1,5% para 2,3% no primeiro semestre. • As seguintes empresas não se pronunciaram ou não comentaram o assunto: Banco Itaú.

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citi-rr-01
01.09.16
ED. 5446

Chinês no páreo

 Além do Itaú e do Santander, o China Construction Bank entrou na disputa pelos ativos do Citi no Brasil. O grupo já tem um pé no país desde 2013, quando comprou 72% do BicBanco. Independentemente do vencedor do páreo, o Citi espera anunciar a operação até o fim de setembro.

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temer-rr-25
25.08.16
ED. 5441

A hora e a vez de Temer ser picado pela saúva

 O presidente interino, Michel Temer, já sabia o texto inteiro da missa. Mas, quando rezado de viva voz, no latim do empresariado, o impacto da burocratização nacional é ainda mais desolador. Desde sempre, o setor empresarial é refém do Estado, que, por sua vez, é refém das corporações, que se nutrem das dificuldades que elas próprias criam. Essa simbiose, contudo, está piorando cada vez mais. O mau corporativismo tem ganhado todas as pelejas disputadas. Ele está na raiz da baixa produtividade do país. É um canibal do Estado. Representa um coeficiente da inflação renitente. É a zika da ineficiência produtiva. Os potentados empresariais Carlos Alberto Sicupira, Jorge Gerdau, Luiz Carlos Trabuco e Pedro Moreira Salles, entre outros, fizeram para Michel Temer uma apresentação de como essa saúva tem corroído o Brasil.  Os casos são bastante minuciosos e impactantes. O presidente do Conselho Administrativo do Itaú-Unibanco, Pedro Moreira Salles, colaborou na exposição detalhada dos péssimos exemplos com a menção à insanidade tributária do país, que está menos no tamanho da carga do que na esquizofrenia de mudanças frenéticas dos gravames. Segundo Moreira Salles, o banco tem de estar preparado para dar conta de uma modificação na legislação de impostos a cada duas horas, em média. Esse número tem sido crescente.  O empresário Carlos Alberto (Beto) Sicupira, quarto homem mais rico do Brasil, segundo o ranking da Forbes, e um dos controladores da Ambev, informou que a companhia cervejeira tem de gerar 23 mil processos por lata ou garrafa produzida no mercado brasileiro, somente em função da mixórdia criada pela legislação do ICMS. A Ambev opera em todos os 27 estados e nos quase 5,5 mil municípios do Brasil. Nos Estados Unidos, ela também atua de ponta a ponta no território norte-americano, mas precisa gerar somente 1.300 processos por lata ou garrafa. E isto levando em consideração todos os impostos que são cobrados, e não apenas um único.  O presidente da Natura , Pedro Passos, reclamou do fluxo de processos trabalhistas, um montante superior a quatro milhões por ano. Um dado bastante estarrecedor: o fluxo se altera pouco. Ao contrário do que seria recomendável, a legislação vai se tornando mais nebulosa com o passar do tempo. E todo ano são pedidas na Justiça a criação de mais e mais Varas do Trabalho. Pedro Passos deu outro exemplo nada edificante: a fabricante de produtos de beleza gasta R$ 15 milhões por ano somente para manter sua máquina de atendimento da burocracia funcionando. Os números são grandiloquentes e bastante atualizados, mas, à primeira leitura, a sensação é de um grande déjà vu.  Consta que o presidente interino ouviu atentamente, franziu o cenho, pousou a mão sobre os joelhos e com um olhar grave fez aquilo que se esperava dele. Temer pediu sugestões dos empresários para resolver os problemas e uma maior interação junto ao governo federal para uma colaboração conjunta. Por ora, é só. Mas o filme parece muito antigo.

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talentobrasil-rr-12
12.08.16
ED. 5432

Maia serve um aperitivo do parlamentarismo branco

 Os principais empresários do país experimentaram as delícias de um semi-parlamentarismo, na última quarta-feira, em Brasília. O Instituto Talento, híbrido de centro de pesquisas e núcleo de articulação política dos dirigentes do setor privado, conduziu sua caravana para uma reunião histórica entre a nata do empresariado e o novo estamento pós-PT. As reuniões com Henrique Meirelles, na parte da manhã, e Michel Temer, à tarde, foram fartamente noticiadas. Pouco se falou, contudo, da reunião com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, esta, sim, a grande surpresa do dia. Antes de colocar tintas mais vivas no episódio, é bom situar quem estava presente na comitiva do Instituto Talento, em ordem decrescente por vulcanização dos neurônios – avaliação por conta e risco do RR: Luiz Carlos Trabuco (Bradesco), Beto Sicupira (Ambev), Pedro Moreira Salles (Itaú -Unibanco), Pedro Passos (Natura), Carlos Jereissati (Jereissati Participações), Vicente Falconi (Consultoria Falconi) Josué Gomes da Silva (Coteminas), Edson Bueno (Dasa) e Jorge Gerdau Johannpeter (Gerdau). O empresário José Roberto Ermírio de Moraes deveria estar presente, mas, por motivos de agenda, deixou ficar para outra oportunidade. Sim, porque deverão ocorrer outros encontros, inclusive para evitar que este inicial se caracterize como um espasmo tão somente.  A primeira das novidades foi a transferência da reunião formal que estava prevista com Rodrigo Maia, na sala da presidência da Câmara dos Deputados, para um almoço descontraído em sua residência oficial. O que estava por vir seria ainda mais surpreendente. Maia recebeu os presentes ao lado do deputado Orlando Silva (PCdoB), ex-ministro dos Esportes de Dilma Rousseff. Exatos dois minutos após as mesuras de praxe, adentrou ao gramado o deputado Antonio Imbassahy (PSDB-BA), uma das vozes mais aguerridas contra a presidente que vai ser julgada pelo Senado Federal, mas também envolvido em caso de propina. O desfile dos líderes seguiu embalado e com intervalos curtos de chegada: André Moura (PSC-SE), líder do governo na Câmara; Heráclito Fortes (PSB-PI); Weverton Rocha (PDT-MA); Rubem Bueno (PPS-PR); e, pasmem, Vicente Cândido (PT-SP). O líder do PT na Câmara é assim e assado com Luiz Inácio Lula da Silva. Os empresários interpretaram sua presença no evento como uma representação do próprio Lula. Mas Maia foi quem deitou e rolou.  Jorge Gerdau, o mais escolado nas práticas de Brasília, disse em bom tom que nunca viu um presidente da Câmara dos Deputados que tivesse convidado todas as lideranças partidárias para uma reunião com empresários – algumas só faltaram porque o convite foi feito de véspera. “No máximo, chamavam uma ou duas”. Não houve conversa de pé de ouvido. Todos sem exceção fizeram uma breve exposição. Os empresários foram convocados a se fazer mais presentes em debate de mérito. Estes, por sua vez, anunciaram que entendem não ser possível reduzir a carga tributária nesse cenário e defendem a preservação das políticas sociais como premissa no ajuste fiscal. O ponto mais alto: os líderes se comprometeram a apoiar todos os projetos voltados a suspender a recessão que assola o país. Depois do almoço, a sensação dos presentes era que o clima seco de Brasília tornou-se arejado, civilizadíssimo. Pelo menos por um dia. Não entrou em pauta a tão almejada revogação de direitos constitucionais em prol da eficiência e da produtividade empresarial. O resultado já estava de bom tamanho.

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12.08.16
ED. 5432

Cinco estrelas

 Santander e Visa estão no maior cochicho. Segundo informações sussurradas ao RR por uma fonte ligada aos espanhóis, o motivo seria a criação de uma nova bandeira de cartão de crédito para concorrer com a dobradinha Itaú/ Mastercard. Procuradas, as duas negam o projeto.

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25.07.16
ED. 5418

Zelotes 2?

 Carlos Alberto Barreto, presidente do Carf, está profundamente abatido desde a prisão do conselheiro João Carlos Figueiredo Neto, acusado de extorsão ao Itaú. Barreto já confidenciou a dois integrantes do Conselho a disposição de deixar o cargo. Uma Zelotes só já basta.

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22.07.16
ED. 5417

Frota de ativos

O Grupo JSL, dono da locadora de veículos Movida , estaria disposta a estacionar também no controle da concorrente Unidas. A empresa pertencente à portuguesa SAG e ao fundo Kinea, do Itaú .

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07.07.16
ED. 5406

Embrulho do Citi

 O Itaú apresentou uma oferta apenas pelos ativos do Citi no Brasil. No entanto, o banco norte-americano ainda tenta empurrar para os Setúbal sua operação argentina, com o objetivo de amealhar um valor maior pelo pacote. Isso porque, segundo o RR apurou, proporcionalmente a proposta do Itaú pelo Citi Brasil foi superior à do Santander pelos ativos nos dois lados da fronteira. O Safra corre por fora. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Citi, Itaú e Santander.

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 O sinal de alerta está aceso no Banco Itaú, Nike , Vivo, Samsung e demais patrocinadores da seleção brasileira. O motivo é a truculência com que a CBF vem tratando seus ex-parceiros. A entidade entrou na Justiça contra a BRF, com quem manteve contrato até o início deste ano. A justificativa é que a Sadia está fazendo “marketing de emboscada” em sua campanha publicitária para a Olimpíada ao vestir seu tradicional mascote com uma camisa verde e amarela. Ou seja: ao que tudo indica, Marco Polo Del Nero e cia. entendem que a CBF tem a primazia sobre as cores da bandeira. A BRF não está sozinha. Segundo o RR apurou, a Confederação também está abrindo um processo contra a Michelin, que patrocinava a seleção brasileira até fevereiro. A alegação é de que a empresa francesa não teria cumprido cláusulas do contrato relativas ao prazo e aos valores da rescisão. Procurada, a BRF confirmou o processo e disse lamentar a “postura da CBF”. Como apoiadora oficial da Rio 2016, a empresa afirma ter o direito contratual de usar os uniformes das equipes brasileiras, cujas cores “não são exclusivas da entidade”. A CBF não quis comentar o assunto. A Michelin também não se pronunciou.  Ao olhar para a BRF e a Michelin, os atuais patrocinadores da CBF temem o efeito do “eu sou você amanhã”. A percepção é de que a entidade iniciou uma caça às bruxas em represália aos ex-parceiros. E não são poucos. A escalação inclui ainda nomes como Gillette e Unimed. Não por coincidência, o turnover publicitário cresceu consideravelmente nos últimos dois anos, em meio aos seguidos escândalos envolvendo os ex e atuais cartolas da entidade. Ricardo Teixeira sumiu do mapa. O também ex-presidente José Maria Marin cumpre regime de prisão domiciliar em Nova York. Já Marco Polo Del Nero não sai do Brasil nem a decreto, temendo ter o mesmo destino de Marin, seu antecessor, preso na Suíça e extraditado para os Estados Unidos.

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 A Carvalho Hosken jogou a toalha e está atraindo um novo sócio para o imóvel no qual está instalado o Hilton Barra. O investimento de R$ 500 milhões está muito longe de dar retorno. A construtora tem tratado do assunto com a Kinea, gestora do Itaú. A entrada no negócio deverá ser feita por intermédio do fundo Kinea Renda Imobiliária FII, dono de dois grandes edifícios comerciais no Centro do Rio. • As seguintes empresas não se pronunciaram ou não comentaram o assunto: Carvalho Hosken.

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05.07.16
ED. 5404

Au revoir

 O Société Générale negocia a venda de sua operação de arrendamento mercantil para o Itaú. Com a transação, o banco se despedirá do mercado brasileiro. • As seguintes empresas não se pronunciaram ou não comentaram o assunto: Société Générale e Itaú.

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02.06.16
ED. 5381

Avenida Chile

Ontem, durante a posse de Maria Silva Bastos Marques na presidência do BNDES, a única presença citada por todos aqueles que discursaram foi a do Comandante Militar do Leste, o general Fernando Azevedo e Silva. A unanimidade também se aplicou às mesuras dirigidas ao ilustre convidado. *** O Itaú estaria criando um grupo de estudos para se debruçar sobre as oportunidades que deverão surgir com a gestão Maria Sílvia à frente do BNDES. São esperadas reduções ou cortes de programas de financiamentos dirigidos. Mas o Itaú que não se iluda: Maria Sílvia não fará uma razzia no banco. Ela tem uma certa afinidade histórica com a casa. *Procurado por nós, o Itaú não retornou até o momento desta publicação.

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O Grupo JSL atravessou o caminho da norte-americana Enterprise: também teria apresentado uma oferta pelo controle da locadora de veículos Unidas, que tem entre seus acionistas a Gávea e o Kinea/Itaú. A JSL já atua no mercado por meio da Movida. Procuradas pelo RR, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto:  JSL e Unidas.

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25.04.16
ED. 5354

Photochart

 Safra e Itaú estão tentando, por via judicial, escarafunchar o patrimônio de Emerson Fittipaldi no exterior. Seus credores desconfiam que a crise de liquidez do ex-piloto, que acumula R$ 30 milhões em dívidas, se limita ao território brasileiro.

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15.04.16
ED. 5349

Itaú e Ultra avançam no pedágio eletrônico

 Os Setúbal e o Grupo Ultra estão dispostos a pagar o pedágio que for necessário para a montagem de uma grande operação de cobrança eletrônica em rodovias. Por pedágio leia-se a compra da Move Mais, pertencente ao grupo paulista Dux. A aquisição daria um novo gás à ConectCar, controlada pelo Banco Itaú e pela Ipiranga. A empresa saltaria de 20% para perto de 30% de market share no segmento de cobrança eletrônica de pedágios, reduzindo consideravelmente a distância para a líder do setor, a norte-americana FleetCor.  O negócio de cobrança eletrônica é estratégico tanto para o Itaú quanto para a Ipiranga, por conta da sinergia com o varejo bancário e a atividade de distribuição de combustíveis. Além das agências bancárias, os 7,2 mil postos da rede funcionam como pontos de venda dos serviços da ConectCar.  O objetivo da ConectCar é dar uma rápida resposta à sua maior concorrente. A FleetCor, que já era dona da DBTrans, comprou recentemente o controle da STP, até então pertencente ao trio CCR, Raízen e Arteris. Passou a ter mais de 40% de participação no mercado. Com isso, a aquisição da Move Mais tornou-se fundamental para os planos do Itaú e da Ipiranga. Mesmo porque trata-se de uma das últimas empresas do setor capazes de fazer diferença no ranking nacional. As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: ConectCar e Move Mais.

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08.04.16
ED. 5344

No atacado

 Itaú e Carrefour negociam uma associação. O banco deverá assumir a operação de private label do Atacadão, braço atacadista do grupo francês. De quebra, vai aproveitar a nova gôndola para pendurar outros produtos financeiros, como seguros e previdência privada.  As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Itaú e Carrefour.

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04.04.16
ED. 5340

Lupatech inicia sua operação desmonte

 A Lupatech – uma das tantas empresas do setor de óleo e gás pisoteadas pela Lava Jato e órfãs dos investimentos da Petrobras – está se desmanchando. Em recuperação judicial, a companhia decidiu fechar uma fábrica na Bahia, lançando mais 350 nomes nas estatísticas de desemprego do “petrolão”. A medida é um reflexo direto da drástica redução de encomendas da Petrobras, que nos áureos tempos, chegou a responder por quase 90% do faturamento da Lupatech. A unidade de Rio das Ostras, no Norte fluminense, deverá ter o mesmo destino e ser desativada. A empresa também vai se desfazer de ativos. O plano de desmobilização deverá ser encabeçado pela Lupatech Oil Field Services, seu braço de prestação de serviços para petroleiras criado a partir da associação com outra empresa do segmento, a Penta OFS.  Por mais paradoxal que possa parecer, a operação de desmonte é a única boa notícia que a Lupatech tem a oferecer neste momento. O imediato enxugamento do grupo é visto pelos acionistas – entre eles Itaú, Banco Votorantim, JP Morgan e BNDES – e pelos credores como a única possibilidade de saída da recuperação judicial e até mesmo de sobrevivência do negócio. A capitalização de R$ 1 bilhão feita pelos sócios no início do ano passado não deu nem para a partida. A empresa tem um passivo de R$ 600 milhões para um patrimônio líquido de R$ 100 milhões. Nos últimos dois anos, perdeu mais de R$ 700 milhões. Procurada pelo RR, a Lupatech não comentou o assunto.

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09.03.16
ED. 5323

Bancários do HSBC sofrem com o risco Cade

 Seria bom se fosse criado um Cade para o Cade. A demora do órgão antitruste em aprovar a venda do HSBC Brasil para o Bradesco é um revés não apenas para o grupo de origem inglesa e seus acionistas, mas também para outros protagonistas deste enredo. Trata-se de uma derrota compartilhada pelos clientes do HSBC, pela cidade de Curitiba, centro de decisões do banco e sua sede histórica desde os idos do Bamerindus, e, sobretudo, pelos próprios funcionários. O clima no banco é de crescente apreensão. A morosidade do Cade atinge diretamente os quase 20 mil profissionais do grupo no país, que hoje se encontram numa espécie de limbo trabalhista.  Segundo o RR apurou, os funcionários do banco paralisarão suas atividades nos próximos dias. O protesto deverá ser estender a diversas capitais do país, portanto com abrangência superior à da manifestação do dia 29 de fevereiro. Na ocasião, os bancários do HSBC fizeram uma greve de 24 horas em agências de Curitiba cobrando uma definição quanto ao pagamento da participação nos resultados referentes a 2015. Pior do que a interrogação sobre o pagamento ou não do benefício é a desorientação dos funcionários quanto a quem cobrar: de um lado um acionista que já dá o banco como vendido; do outro, um comprador, que é impedido de assumir o controle e, portanto, do ponto de vista legal, nada tem a ver com o impasse.  Neste roteiro non sense, o mais paradoxal é que a ausência de veredito do Cade já traz embutido um juízo de valor. O simples impasse significa a manutenção de um status quo. No limite, qualquer compra feita por Bradesco, Santander e Itaú leva ao aumento de concentração de mercado. Ao pé da letra, o sucesso no próprio greenfield também resultaria em concentração. O ideal para o Cade, então, seria que os cinco maiores do ranking (90% do setor bancário nacional) ficassem onde estão ou, melhor ainda, perdessem market share para as instituições menores. Ao que consta, entre as missões do Cade não figura ser o retratista de um mercado estático, nem congelador do ranking bancário.

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04.03.16
ED. 5320

Só falta Dilma Rousseff parir o calote

  O alerta está nas redes sociais, à vista de todos. Cresce de forma exponencial o número de menções na Internet ao risco de uma moratória do Brasil. Segundo estudo de uma empresa especializada na análise do ROI (Return on investment) nas mídias digitais, ao qual o RR teve acesso, o total de referências ao assunto aumentou 38% nos últimos 15 dias de fevereiro. E bom que se diga que não se trata de paranoia pura e simples. Os principais indicadores que medem o Risco-País – CDS e EMBI+ – apontam para uma relação desconfortável, para se dizer o mínimo.  O CDS, que mede o risco de calote da dívida soberana para o período de cinco anos, está em 445 pontos – nos últimos seis meses, subiu mais de 150 pontos. Para se ter uma ideia, numa lista de 50 países permanentemente monitorados pelo Deutsche Bank, o CDS para os títulos brasileiros só é superado pelo do Egito (523 pontos), Ucrânia (1.892) e Venezuela (6.197). Entre os nossos pares no rol dos emergentes, o risco para os títulos chineses e indianos estão, respectivamente, em torno dos 135 e 180 pontos. Por sua vez, o EMBI+, índice do JP Morgan que mede o retorno de instrumentos de dívida externa de nações emergentes, vai na mesma direção. O EMBI+Br está em 502 pontos – há um ano, era de 316 pontos. Para efeito de comparação, o EMBI+ da Argentina marca neste momento 454 pontos.  O temor quanto ao risco de um calote não decorre apenas de uma fotografia de momento. Essa percepção embute uma tendência de piora acentuada das contas públicas brasileiras. As previsões para a dívida bruta, hoje em torno de 67% do PIB, são alarmantes. A Tendência Consultoria crava que em 2018 o endividamento bruto chegará a 78,3% do PIB. O Bradesco projeta 79,2%. O Itaú Unibanco vai ainda mais longe e enxerga uma dívida equivalente a 84% do PIB. Ressalte-se que as estimativas dos bancos levam em conta um cenário mais ou menos razoável das taxas de juros, não muito distante do atual patamar, uma inflação meia bomba e um resultado fiscal pouco auspicioso. Ou seja: qualquer fagulha, a dívida bruta bate em 100% do PIB.  O vaticínio das agências de rating também reflete, corrobora e alimenta a percepção negativa. A trilogia da perda do investment grade, que se completou em fevereiro com o rebaixamento da Moody´s, escancarou a falta de credibilidade dos agentes financeiros em relação à condução da política econômica e abriu caminho para previsões ainda mais pessimistas. Nesta semana, o ex-banqueiro Luiz Cesar Fernandes afirmou que o risco de calote no pagamento da dívida pública é alto, inclusive com a ameaça de contaminação do sistema financeiro e a quebra de instituições. 1, 2, 3, isola…Deus queira que suas projeções sejam tão eficientes quanto a sua gestão da própria carreira. A consultoria Empiricus, conhecida terrorista digital, publicou um estudo dizendo que o país está tecnicamente quebrado e recomendando que os brasileiros protejam seu patrimônio com aplicações no exterior.  Pessimismo gera pessimismo. Ou profecias auto realizáveis. Quanto mais se fala em moratória, mais se estimula a sua realização. Até porque o Brasil tem experiência no assunto: no ranking internacional do calote, ocupa o terceiro lugar histórico, com 10 defaults da dívida pública, atrás apenas da Espanha (14) e dos vizinhos Venezuela e Equador, empatados com 11. Se o governo não sair do estado de astenia em que se encontra vai materializar o fantasma do calote. É a última mancha que falta à coleção de Dilma Rousseff.  

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26.02.16
ED. 5315

Liquidação

A Camargo Corrêa teria contratado o Banco Itaú para conduzir a venda de seus ativos na área têxtil, leia-se a Tavex. Procurada pelo RR, a Camargo Corrêa não comentou o assunto.

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12.02.16
ED. 5305

Calçados na vitrine

 Mesmo com o cenário econômico desfavorável e investidores correndo da Bolsa, a fabricante de calçados Paquetá insiste na ideia de abrir seu capital. A companhia aposta que seu crescimento das vendas em 10% no ano passado e a expansão do seu parque industrial, inclusive fora do Brasil, serão boas iscas para o IPO. Corre no mercado que o Itaú teria sido convocado para preparar a oferta. A empresa Paquetá não comentou o assunto.

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05.02.16
ED. 5303

Tempos bicudos

 O Itaú ficou preocupado com a reação do mercado em relação aos números do seu balanço. Roberto Setubal, com seus cabelos da cor das asas da graúna, compareceu à entrevista coletiva com os jornalistas e à reunião com os analistas, o que não é usual. O RR teve a informação de que o banco está refogando uma notícia mais animadora sobre a sua operação internacional para soltar depois das folias de Momo.

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02.02.16
ED. 5300

 Todo sabido tem seu dia de “mané”

 O banqueiro Daniel Dantas perdeu uma grana alta com ações da Gerdau do e Itaú. Mas, no mercado, diz-se que o prejuízo maior foi com ações do BTG.

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15.01.16
ED. 5288

Espelho

 Jean-Marc Etlin, que deixou o Itaú BBA para asssumir o comando da CVC Capital na América Latina, teria recomendado aos norte-americanos a contratação do ex-colega Alberto Fernandes. Curiosamente, Fernandes, vice-presidente comercial do banco de investimentos do Itaú, assumiu provisoriamente as antigas fun- ções de Etlin na instituição.

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24.11.15
ED. 5254

Itaú sofre as sequelas do “Fator HSBC”

  Roberto Setubal está convencido de que o Itaú poderia ter pago mais pelo HSBC. Blindaria de vez a Região Sudeste, a mais rica do Brasil, onde seu banco lidera em volume de ativos e número de agências. Mas Setubal deixou a oportunidade passar e agora assiste ao movimento da roda do tempo que determinará quando seu maior concorrente se tornará hegemônico nesta zona enricada do país. As outras regiões já estão todas dominadas pelo Bradesco.  Para andar com passadas mais largas, o banco da Cidade de Deus espera que o Cade libere a aquisição. Ato contínuo, a dupla Bradesco-HSBC partirá para a inexorável missão de acumular o maior nú- mero de ativos em todas as regiões do país – a soma das agências dos dois bancos já os deixa maiores no Sudeste do que a casa bancária dos Setubal. Nessa, o Itaú perdeu.

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12.11.15
ED. 5246

Sucesso!

 O Banco Itaú comprou um lote de 100 mil exemplares do livro de Fernando Henrique Cardoso, Diários da Presidência.

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03.11.15
ED. 5239

Renuka promete uma colher de açúcar para os credores

  O que era para ser o fim de uma história triste ganhou um capítulo extra com a disposição da indiana Shree Renuka de negociar um aporte de capital na Renuka do Brasil. Trata-se de um sinal de boa vontade em um momento decisivo da companhia, que teve aceito o seu pedido de recuperação judicial em 5 de outubro. A empresa terá de apresentar um plano de pagamento das dívidas de R$ 3,3 bilhões e com 70% de seu passivo em moeda estrangeira. Os credores, entre eles Santander, Banco do Brasil, Votorantim e Itaú, agradecem e apostam que a sinalização positiva deverá facilitar bastante o processo. O aporte de capital terá um peso maior nas tratativas com os bancos do que a suspensão das cobranças de débitos e a obrigatoriedade de apresentação de uma solução para as dívidas, premissas da recuperação judicial. O aporte permite ainda a retomada das negociações para a entrada de um investidor. Fonte ligada ao escritório Dias Carneiro Advogados, que assessora juridicamente o grupo indiano, informou ao RR que o plano de recuperação judicial será apresentado no início de dezembro. A capitalização – conduzida pelo empresário Narenda Murkumbi e a trading asiática Wilmar International, controladores da Shree Renuka – deverá ser realizada no mesmo período.  Seja qual for o caminho escolhido, a Shree Renuka tem de correr com a solução, pois a situação financeira e operacional da subsidiária brasileira vem se deteriorando rapidamente. Os recursos em caixa mal seriam suficientes para cobrir os custos fixos até dezembro. A sucroalcooleira estaria atrasando o pagamento de salários. Ao mesmo tempo, suas quatro usinas no país estariam operando de maneira irregular. O motivo seriam as dificuldades de a Shree Renuka obter matéria-prima. Produtores de cana-de-açúcar estariam se negando a fornecer o insumo enquanto a companhia não quitar antigos débitos. Segundo o RR apurou, a empresa cogita desativar temporariamente uma de suas plantas industriais no Brasil como forma de reduzir os custos operacionais e os prejuízos. Somente as duas usinas paulistas torram por mês quase R$ 60 milhões. A Shree Renuka nega o aumento de capital, assim como os atrasos de pagamento e o fechamento de usinas.  A agonia financeira da Shree Renuka é resultado de uma tempestade perfeita. O grupo indiano acumula equívocos de gestão, altos investimentos de baixo retorno, queda do consumo e dos preços do etanol e intempéries climáticas. Faltava apenas uma chicotada do câmbio. Não falta mais.

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22.10.15
ED. 5232

Moreira Salles é o fiel da balança da Parnaíba Gás Natural

  O presidente do Conselho de Administração do Itaú Unibanco, Pedro Moreira Salles, utiliza hoje as instalações do banco mais para tratar dos seus negócios pessoais do que para qualquer outra coisa. Com a discrição que lhe é peculiar, o banqueiro está debruçado sobre uma articulação para a saída da Eneva da Parnaíba Gás Natural , empresa que controla por meio da Cambuhy Investimentos. A operação permitiria a chegada da franco-belga Engie, antiga GDF Suez. A própria Cambuhy abriria mão de parte de suas ações, passando a dividir o controle da Parnaíba com a Engie.  O ímpeto de Moreira Salles em desalojar a Eneva é proporcional à inapetência dos alemães, leia-se o Grupo E.On, em aportar novos recursos no negócio. A chegada da Engie traz a reboque a promessa de uma substancial capitalização da companhia. A injeção financeira é fundamental para a Parnaí- ba cumprir seu programa de investimentos da ordem de R$ 1,5 bilhão. A maior parte desta cifra se refere à exploração dos blocos na Bacia do Parnaíba, considerado o eldorado do gás natural. Moreira Salles quer reduzir a exposição da Cambuhy a um negócio de alto risco. Seus sócios na companhia de investimentos criada em 2011, com capital de US$ 1 bilhão – entre eles o ex-BC Pedro Bodin – agradecem.

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30.09.15
ED. 5217

Contra a maré

Apesar de todos os pesares, a Kinea, gestora de recursos do Itaú, prepara o lançamento de um novo fundo de investimentos. A meta é captar entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão. Procurada, a Kinea não confirmou a operação.

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18.09.15
ED. 5209

Duratex tem um espaço reservado para os tubos da Tigre

O Itaú é o artífice de uma operação que poderá dar origem ao maior fabricante integrado de materiais de construção do país. Existem indícios de que o banco estaria em negociações com a família Hansen para a compra do controle da Tigre, líder do mercado brasileiro de tubos e conexões de PVC. A aquisição se daria por meio da Duratex, braço industrial da holding Itaúsa e controladora da Deca. Ao atarraxar todos estes canos numa só estrutura societária, os Setubal consolidariam um conglomerado industrial com faturamento da ordem de R$ 8 bilhões ao ano. O novo grupo seria líder absoluto em três segmentos da indústria de materiais de construção no país, com um terço das vendas de louças e metais sanitários, 40% de share na área de pisos e painéis de madeira e mais de 50% do mercado de tubos e conexões. A aquisição da Tigre é um desejo antigo do Itaú. A primeira investida se deu há cerca de três anos, mas as conversas não progrediram. Desta vez, há fortes indícios de que o desfecho será diferente. Em abril, Felipe Hansen, neto do fundador da Tigre, João Hansen Junior, ascendeu à presidência do Conselho de Administração. Desde então, a companhia teria mergulhado em um processo de reestruturação, cujo objetivo seria arrumar a casa para o futuro proprietário. Hansen está limpando antigos “passivos” da empresa. Segundo o RR apurou, a Tigre estaria demitindo vários funcionários com mais de 20 anos de casa. Ao mesmo tempo, o presidente executivo, Otto Von Sothen, vem implantando novas políticas de gestão e de meritocracia trazidas do setor financeiro. Outro sinal de que há algo maior prestes a acontecer na companhia. A família Hansen batizou de CRH o condomínio empresarial onde está localizada a matriz da fabricante de tubos. A medida denota uma preocupação em desvincular o empreendimento, que abriga outras empresas, da marca Tigre. Caberia ao Itaú/Duratex a missão de recuperar o elã da Tigre, que já rugiu bem mais alto no mercado brasileiro. Não obstante manter a liderança histórica do setor, o felino catarinense perdeu uma parcela expressiva do seu território – a companhia chegou a controlar quase 80% das vendas de tubos e conexões de PVC no país. A primeiríssima tarefa da Duratex seria frear a ascensão da Amanco. Em uma década, a multinacional de origem mexicana conquistou mais de 30% de share, seja por meio de uma agressiva política de aquisições de empresas de pequeno e médio porte, seja tirando mercado da própria Tigre. * A Tigre e a Dutarex não nos retornaram.

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A disposição de Dilma Rousseff em criar um núcleo duro empresarial no seu governo, com forte participação em uma futura reforma ministerial, está esbarrando na diversidade dos interesses e ideias da categoria. O apoio do empresariado foi apresentado à presidente como uma terceira via para lidar com a borrasca perfeita do seu governo: base aliada dividida, Congresso hostil, crash de popularidade, corrupção, ministério fisiológico, inflação, recessão etc. A ideia de trazer a burguesia para compor a regência é um chiclete mastigado. Lula defende um diálogo maior com o setor privado desde a formação do ministério do segundo mandato. O chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que tem bons amigos entre os empresários, é entusiasta antigo dessa aproximação e adepto da criação de um conselho consultivo de dirigentes do setor privado – a presidente ouve falar em conselheiros e quer logo pegar em uma pistola. Na última vez, mirou o alvo e assassinou o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. Joaquim Levy veio bater na mesma tecla de atração do empresariado. A estratégia caiu na boca do povo, e ministros como Armando Monteiro e Nelson Barbosa, além dos “aliados” Michel Temer e Renan Calheiros, correram para os braços dos empresários. Os interesses nesses jantares, almoços e reuniões variam do oportunismo mais rastaquera até nobres tentativas de apoio. Em comum, o fato de que todos batem cabeça. Os empresários não têm “uma agenda para o desenvolvimento”, até porque, “agendas” – enfatize-se o plural – é o que não falta. Não há nada nesse empresariado que lembre os Srs. Augusto Trajano de Azevedo Antunes, Gastão Bueno Vidigal, Antonio Gallotti, Walther Moreira Salles, Amador Aguiar, Cândido Guinle de Paula Machado e… Roberto Marinho. Uma elite orgânica, conservadora modernizante, frequentadora entre si, empreendedora, com um projeto permanente de conquista do Estado e ciosa de previsibilidade. O atual rating dos endinheirados varia conforme as notas sobre a gradação financeira, respeitabilidade, presença na mídia e dependência financeira do governo. Há análises combinatórias. O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, tem relacionamentos com o governo, respeitabilidade e porte financeiro. O presidente do Itaú, Roberto Setubal, respeitabilidade e grana, mas nunca foi bem visto no Planalto. Jorge Gerdau, arroz de festa nas especulações ministeriais, é, no momento, potencial candidato a pedir o auxílio do governo. O presidente da Coteminas, Josué Gomes da Silva, já foi aspirante a ministro da Fazenda antes de Joaquim Levy. É identificado como um sincero colaborador. Os dirigentes da Natura, Guilherme Leal e Pedro Passos – este último presidente do IEDI – são anunciados como presentes em todos os encontros, mas nunca participaram de nenhum. E tome de Benjamin Steinbruch, Rubens Ometto, Edson Bueno, Cledorvino Belini, Joesley Batista e tantos e tantos outros. Ressalvas para Paulo Skaf, considerado pelos seus pares o “Guido Mantega do empresariado”. São tantas as diferenças para um único consenso: Dilma é vista por todos como um estorvo. Se a realidade refletir o que é dito pelos empresários à boca pequena, o apoio à presidente não passa de um autoengano de Dilma.

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27.08.15
ED. 5194

Espelho meu

O discurso pacificador do presidente do Itaú, Roberto Setubal, mira no interesse da própria banca. Setubal é um grande entusiasta de que o governo encontre uma solução pactuada para o problema das empreiteiras. A inadimplência dessas empresas bate à porta.

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07.08.15
ED. 5180

Emparelhados

Com a escolta financeira da Kinea, braço de gestão de recursos do Itaú, a Unidas engatou uma quinta marcha na direção da Locamerica. Trata-se da terceira maior rede de locação de veículos do país, com receita anual em torno dos R$ 600 milhões. Com a aquisição, a Unidas dispararia na vice-liderança do setor, com mais de R$ 1,5 bilhão de receita, atrás apenas da Localiza.7

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04.08.15
ED. 5177

Na ponta do lápis

Um simples e nada mais do que um simples exercício matemático sobre o impacto da venda do HSBC Brasil no ranking bancário: mantidas as respectivas taxas médias de crescimento dos últimos cinco anos, o Bradesco ultrapassará o Itaú em volume de ativos em 2017. De 2010 para cá, os ativos do Itaú avançaram, em média, 14% ao ano. No HSBC, este índice foi de 12%. Já o Bradesco registrou um crescimento médio de 17,5%.

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06.01.15
ED. 5034

Zurich e Itaú

A Zurich Insurance abriu conversações com os Setúbal para a compra da Garantec, o braço de operações de garantia estendida do Itaú. A seguradora suíça é um dos principais players do ramo no mercado brasileiro.

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