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03.12.19

O samba do crioulo doido das projeções econômicas

IBGE, FGV, Caged, Ipea, Fipe, Insper e mais uma série de institutozinhos, junto a departamentos de pesquisas de bancos comerciais e de atacado e auditoras internacionais, estão fazendo um sarapatel das tendências macroeconômicas e setoriais na economia. Cada um dos doutos fenomenologistas usam recortes temporários e dados distintos, metodologias desencontradas, base estatística diferenciada e modelos econométricos divergentes e até clipping. As projeções sobem e descem ao gosto de métodos cujos critérios não se encontram sequer no infinito. No mesmo dia em que um instituto diz que a tendência do emprego, por exemplo, com base nos números refogados do PNAD, está melhorando, vai um institutozinho e, após temperar o refogado, diz que as expectativas são outras. Nesta última semana o placar foi de 67% para as tendências positivas na economia contra 33% contrárias. Na semana anterior, contudo, a distância foi próxima do empate. É verdade que as tendências na economia são muito dinâmicas, mas o frenesi de projeções mais  atrapalha do que permite vislumbrar o futuro. Talvez o sex appeal que as previsões tenham junto às mídias esteja estimulando a produção maciça dessa informação que não confirma nada e que ninguém cobra porque desinformou tanto. Na versão plebeia do slogan de James Bond, os institutos e institutozinhos têm licença para errar. Nesse cenário de carrossel de tendências, melhor se fiar no Boletim Focus, que acerta pouco, mas pelo menos não muda toda hora.

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14.12.18

A nova “matemática” do INEP

Tratado como nome certo para o time de Paulo Guedes na Fazenda, o pesquisador do Ipea e integrante da equipe de transição Adolfo Sachsida poderá ter outra missão no governo. Sachsida está cotado para assumir a presidência do INEP, segundo cargo em importância na área da Educação. O Instituto é responsável pela elaboração dos exames que avaliam a educação básica (Prova Brasil e Enem) e superior (Enade), além da produção de pesquisas e indicadores de todo o sistema educacional brasileiro. Não custa lembrar que Bolsonaro já fez críticas públicas à “ideologização” do Enem. Logo após a eleição, classificou a prova como um “vexame” e uma “doutrinação exacerbada”. Adolfo Sachsida é co-autor de um estudo polêmico que relaciona o ensino de sociologia com a piora do desempenho dos alunos em matemática no Brasil. Publicado em abril deste ano, o trabalho analisou o efeito da obrigatoriedade da inclusão das disciplinas de filosofia e sociologia no ensino médio, estabelecida por lei em 2008. Segundo o estudo, alunos que passaram a estudar essas áreas tiveram notas piores em outros campos em comparação aos estudantes não afetados pela lei. O trabalho gerou controvérsia no meio acadêmico. À época, foi criticado por especialistas, que consideraram que a relação causal da inserção das disciplinas como motivo isolado da piora em matemática não se sustenta.

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18.08.17

Economia retrô

Há previsões no Ipea de que até 2020 a indústria participará só com 8,5% do PIB. O setor despencou 10 pontos percentuais em 30 anos. Já está no mesmo patamar de 1947 e vai ficar abaixo de tudo que já se viu na série histórica. E ainda querem dinamitar o BNDES.

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