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planos
17.05.16
ED. 5370

Interodonto tira o sorriso da Bain Capital

 A Interodonto tornou-se um dente careado entre os ativos da Bain Capital no Brasil. Há quase um ano, a gestora norte-americana procura um comprador para a deficitária carteira de planos dentários herdada com a aquisição da Intermédica – esta, sim, um aço do setor de medicina de grupo. Nesse intervalo, o ativo tem se depreciado ainda mais. Depois de dois anos seguidos de crescimento, ainda que residual, a carteira de clientes caiu 10% em 2015 e deverá repetir a performance neste ano. A Interodonto já chegou a representar mais de 30% do faturamento total do grupo – rebatizado de Notre Dame Intermédica. Neste ano, segundo informações filtradas junto à própria empresa, não deverá corresponder sequer a 15% da receita total.  Ao menos no seu plano estratégico, a Bain Capital já fez o “write off” do negócio. A Interodonto deverá receber neste ano um volume de investimentos 70% inferior ao do ano passado, da ordem de R$ 60 milhões. Os norte-americanos vão desembolsar o mínimo do mínimo, o suficiente para manter a operação de pé, à espera de um comprador. Em tempo: enquanto isso, a Intermédica vai bem, obrigado. O faturamento de 2015 bateu nos R$ 2,5 bilhões, com crescimento de 20%. Procurada pelo RR, a Notre Dame não comentou o assunto.

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10.03.16
ED. 5324

Saúde coletiva

 Em mais uma medida para arrumar a casa da Intermédica e colocá-la entre as líderes do setor de seguro saúde, o fundo americano Bain Capital decidiu zerar os planos individuais da companhia. A participação dos coletivos já representa mais de 90% da carteira. O restante deverá ser vendido. Procurada pelo RR, a Intermédica não comentou o assunto.

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 Os estrangeiros marcham a passos cada vez mais largos na área de saúde. É o caso da Bain Capital, que administra mais de US$ 70 bilhões em ativos. Dona da Intermédica, a gestora norte-americana estaria em negociações para a compra de mais uma companhia de medicina de grupo no país: o Grupo Empresarial Centro Clínico Gaúcho, que atua em Porto Alegre e mais sete cidades do estado. Com cerca de 220 mil beneficiários, o plano de saúde fatura por ano algo em torno de R$ 300 milhões. Consultado, a Centro Clínico Gaúcho informou que mantém relações comerciais com a Intermédica, mas garantiu que seu controle não está à venda.  A aquisição se encaixaria com precisão cirúrgica na estratégia traçada pela Bain Capital para expandir a atuação da Intermédica. O receituário dos norte-americanos prevê a aquisição de operadoras de médio porte com razoável presença regional. Era o caso da Paulista Santamália, de 260 mil clientes, comprada no ano passado. É o perfil também de uma importante companhia de medicina de grupo do Nordeste que está na mira da Bain Capital. Caso a negociação com a Centro Clínico Gaúcha seja selada, a Intermédica chegará à marca de R$ 3,5 bilhões de faturamento e mais de três milhões de vidas, tornando-se um dos cinco maiores grupos do setor no país. Ultrapassará, de uma vez só vez, a Unimed Paulistana, em gravíssima situação financeira, e a cearense Hapvida.  A intenção da Bain Capital é avançar também no processo de verticalização da Intermédica, com a expansão de sua rede própria de atendimento, hoje composta por oito hospitais e 54 clínicas. No ano passado, aliás, os norte-americanos cancelaram o registro da seguradora Notre Dame, também de sua propriedade, e transferiram toda a carteira de clientes da empresa para a Intermédica. Pela legislação brasileira, empresas de seguro-saúde não podem ter hospitais próprios. A  Intermédica não retornou o assunto.

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