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insper-5679
09.08.17
ED. 5679

Volta ao passado

Um diplomata das finanças tem tentado aproximar o big boss do Insper, Claudio Haddad, do franco atirador do setor de educação Paulo Guedes. Como até os índios das matas longevas da Amazônia sabem, “Paulinho” detesta Haddad. Se sentiu lesado pelo ex-sócio na venda do Ibmec, embrião do atual Insper. Mas agora, protegido pela armadura e o bom senso do seu sócio-patrão, Julio Bozano, é possível que o encontro entre os dois economistas financistas se torne menos ácido e até alguma cooperação seja possível. Haddad quer aumentar o Insper. Não pretende ser consolidado pelos grupos estrangeiros. Nesse contexto, Paulo Guedes teria alguma serventia. Mas o “risco Paulinho” é enorme. Melhor deixá-lo delirando às segundas-feiras na imprensa.

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devry-rr-22
22.08.16
ED. 5438

DeVry carrega uma bolsa de estudos de R$ 2 bi no Brasil

 A norte-americana DeVry está empenhando mundos e fundos para se firmar como uma das grandes consolidadoras do setor de educação no Brasil. O grupo, que já investiu aproximadamente R$ 1 bilhão no país, pretende desembolsar o dobro em novas aquisições. Após comprar o Ibmec, um peixe graúdo que custou R$ 700 milhões, os norte-americanos avançam sobre redes com forte atuação regional. Segundo o RR apurou, a DeVry teria aberto conversações com a Tuiuti, uma das principais universidades privadas do Paraná. Com 14 mil estudantes e quatro campi em Curitiba, a empresa é controlada pela Set Educacional. Outro alvo dos norte-americanos é a Universidade Tiradentes, maior faculdade particular do Sergipe. A DeVry monitora a companhia nordestina há mais de um ano. Seu acionista fundador e reitor, Joubert Uchoa de Mendonca, 79 anos, tem enfrentado problemas de saúde – em setembro de 2015, precisou se submeter a uma cirurgia para a colocação de pontes de safena. A Tiradentes tem quatro faculdades em Sergipe, além de uma operação importante no segmento de ensino a distância, somando mais de 20 mil alunos. Consultadas, a DeVry e a Tuiuti negaram as tratativas.  Caso se concretize, a dupla aquisição da Tuiuti e da Tiradentes fará com que a DeVry Brasil atinja um novo patamar dentro do grupo. A operação brasileira chegará à marca de 150 mil estudantes, superando o próprio número de alunos da companhia nos Estados Unidos. Aliás, não é apenas no tamanho do negócio que os executivos da subsidiária gostariam de se descolar da matriz. O desejo de distanciamento se aplica, sobretudo, à imagem do grupo lá fora. Na América, a DeVry é alvo de diversos processos: a companhia é acusada de práticas comerciais irregulares, de subornar alunos em troca de boas avaliações dos seus cursos e de fraudar a legislação local para entidades sem fins lucrativos.

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26.03.15
ED. 5088

A inesquecível dama do Butantan

 A diretora-executiva da Associação Brasileira para o Desenvolvimento da Educação Superior (Abraes), Elisabeth Guedes, carrega no peito um frasco de veneno. “Beth” era chamada no velho Ibmec, onde bateu ponto, de Lady Macbeth. Intrigou irmão com irmão e mãe com filho. Não há um diretor do Ibmec dessas eras que olhe para o seu reflexo sem exclamar: “Espelho, espelho meu, existe alguém que tenha sido mais envenenado do que eu?” Eles estão todos por aí para quem quiser tirar a prova. Elisabeth é irmã de Paulo Guedes, então presidente do Ibmec. Mas o “Paulinho” era querido pelos pares. Hoje, a  frente da Abraes, “Beth” fala em nome dos novos papões da educação, os consolidadores Kroton, Laureate, Ser Educacional, Estácio, Devry e Anima. Eles que embalem o ofídio.

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