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02.02.17
ED. 5552

Fora da Cesp

Fundos ligados ao HSBC deverão vender integralmente sua participação de 9% na Cesp. Pelo jeito os súditos da Rainha não levam fé na privatização da empresa, anunciada pelo governador Geraldo Alckmin.

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26.01.17
ED. 5547

Ambev, sempre Ambev

Falar das mazelas da Ambev parece déjà vu. Mas como não registrar o novo relatório do analista Carlos Laboy, do HSBC, detonando a cervejeira? Além dos problemas de marketing e da operação, Laboy critica a postura da empresa em não compartilhar suas iniciativas de políticas públicas. Como se sabe, responsabilidade social não é com a Ambev.

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18.01.17
ED. 5541

O cheiro de ralo da Ambev

Em relatório divulgado ontem, o HBSC detonou a Ambev, listando 15 problemas: desde a baixa diferenciação das marcas com a decisão deliberada de usar garrafas e engradados genéricos para confundir os clientes, passando por caixas sujas com o cheiro pungente de cerveja podre no assoalho dos supermercados até a falta de uma estratégia para as bebidas alcoólicas mistas gaseificadas. O analista Carlos Laboy disse que “jamais poderia ter esse tipo de preocupação com uma marca do porte da Ambev”.

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24.11.15
ED. 5254

Itaú sofre as sequelas do “Fator HSBC”

  Roberto Setubal está convencido de que o Itaú poderia ter pago mais pelo HSBC. Blindaria de vez a Região Sudeste, a mais rica do Brasil, onde seu banco lidera em volume de ativos e número de agências. Mas Setubal deixou a oportunidade passar e agora assiste ao movimento da roda do tempo que determinará quando seu maior concorrente se tornará hegemônico nesta zona enricada do país. As outras regiões já estão todas dominadas pelo Bradesco.  Para andar com passadas mais largas, o banco da Cidade de Deus espera que o Cade libere a aquisição. Ato contínuo, a dupla Bradesco-HSBC partirá para a inexorável missão de acumular o maior nú- mero de ativos em todas as regiões do país – a soma das agências dos dois bancos já os deixa maiores no Sudeste do que a casa bancária dos Setubal. Nessa, o Itaú perdeu.

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04.08.15
ED. 5177

Na ponta do lápis

Um simples e nada mais do que um simples exercício matemático sobre o impacto da venda do HSBC Brasil no ranking bancário: mantidas as respectivas taxas médias de crescimento dos últimos cinco anos, o Bradesco ultrapassará o Itaú em volume de ativos em 2017. De 2010 para cá, os ativos do Itaú avançaram, em média, 14% ao ano. No HSBC, este índice foi de 12%. Já o Bradesco registrou um crescimento médio de 17,5%.

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14.07.15
ED. 5162

Um réquiem em francês para a CPI do HSBC

Para os próprios senadores, a CPI do HSBC foi definitivamente enterrada no dia 10 de julho de 2015. Ao menos, teve direito a uma missa de corpo presente celebrada em francês. Na última sexta-feira, o Ministério da Justiça comunicou oficialmente ao presidente da CPI, o senador Paulo Rocha, a negativa das autoridades francesas em atender ao pedido da Comissão, que havia solicitado a criação de um convênio de assistência jurídica internacional no âmbito do SwissLeaks. O RR teve acesso ao ofício (nº 5.073/2015) enviado pelo diretor do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional, Ricardo Andrade Saadi, ao senador petista, assim como à  correspondência encaminhada pelo Ministério da Justiça da França ao seu congênere brasileiro, com data de 6 de julho. A recusa lança sete palmos de terra sobre as pretensões da CPI de ter acesso privilegiado à s investigações sobre o SwissLeaks conduzidas pela Justiça francesa. à‰ sua sentença de morte. Ao menos, há alguma coerência no timing do sepultamento: a CPI do HSBC fenece junto com o próprio HSBC Brasil, cuja venda deverá ser anunciada nos próximos dias. Das duas uma: ou a CPI do HSBC, deliberadamente, forçou uma barra na tentativa de salvar sua própria pele e justificar sua criação ou o episódio revela certa dose de desconhecimento da parte dos senadores. Segundo a resposta enviada pelo Ministério da Justiça da França, o pedido foi negado por que o “procedimento levado a cabo no âmbito da CPI não é qualificado como ‘penal'”, e, portanto, não se enquadra no artigo 3º do tratado de cooperação jurídica firmado entre os dois países. Em suma: aos olhos do governo francês, a CPI não tem poder de Justiça.

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29.06.15
ED. 5151

CPI do HSBC é uma pizza a caminho do forno

Pelo andar da carruagem, bateu o desespero no senador Paulo Rocha (PT-PA), presidente da CPI do HSBC. Rocha está gastando seus últimos cartuchos na tentativa de salvar a natimorta Comissão. Na semana passada, disparou na direção da Receita Federal seguidos requerimentos de quebra de sigilo bancário e fiscal dos 129 brasileiros que supostamente mantiveram contas ilegais no HSBC da Suíça em 2006 e 2007. É pouco provável que o Fisco atenda a s solicitações. O STF já se manifestou, em inúmeras decisões, contrário a  quebra de sigilo por CPIs sem a existência de indícios mais fortes de prática de crimes. A CPI do HSBC se ergueu sobre dois nobres propósitos: investigar crimes de evasão fiscal e contribuir para o aprimoramento da legislação tributária e cambial. É uma pena, mas, até o momento, não deu sinais de que conseguirá nem um nem outro. O acordo com as autoridades francesas, que concentram as investigações do SwissLeaks, não rendeu os resultados esperados. As informações têm sido compartilhadas num ritmo extremamente lento. A CPI tentou criar um canal direto com o próprio governo da Suíça. No entanto, a ministra das Finanças suíça, Eveline Widmer- Schlumpf já deixou claro a todos os países com contribuintes citados na lista do SwissLeaks que o compartilhamento das investigações só será possível mediante um tratado de troca automática de informações vinculado a um plano de regularização fiscal. Se, externamente, cresce o descrédito em relação a uma CPI que chegou a ficar 50 dias sem uma única sessão, internamente o iminente fracasso parece ter subido a  cabeça e aos ânimos dos parlamentares. Os integrantes da Comissão se acusam mutuamente pelo pífio desempenho dos trabalhos. A ponto de o vicepresidente da CPI, o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), ter dito publicamente “que não será o entregador da pizza” prestes a ser servida pelo Senado. tem duas unidades de abate.

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16.06.15
ED. 5142

Pedágio

Enfim, uma dentro do HSBC. A multa para encerrar as investigações do SwissLeaks, equivalente a R$ 135 milhões, vai custar ao banco menos de 1,5% do valor que os ingleses esperam arrecadar com a venda da operação brasileira. Ou seja: vale o investimento.

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12.06.15
ED. 5140

Começou a revoada

Começou a revoada. Circula pelo HSBC a informação de que André Brandão deve deixar a presidência do banco no Brasil antes mesmo da venda da operação.

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10.06.15
ED. 5138

HSBC bate seu recorde de trapalhadas

O HSBC é o passarinho que faz caca na entrada, faz caca durante todo o voo e, não satisfeito, faz caca na saída. O anúncio feérico da venda da operação brasileira – coisa sabida há meses – foi um desastre. Ontem, entrevistas e um comunicado, no qual não faltou a genial lembrança de “tranquilizar o correntista de que o banco seguirá funcionando normalmente” – e quem disse o contrário?- precipitaram um noticiário histérico. Os telejornais da noite abriram espaço para sindicalistas e órgãos de defesa do consumidor, chamando a atenção para o que deveria ficar quietinho. Tudo isso com um refogado de informações velhas e avisos que pedem para ser lidos ao contrário. Voa passarinho, vai fazer caca lá em Hong Kong!

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08.05.15
ED. 5116

Esteves quer levar o HSBC sem concorrência

 André Esteves é incorrigível. O balão de ensaio plantado na mídia de que ele é o ?cavalo vencedor? na disputa pelo HSBC é um filme trash já visto por todos. O enredo é autotélico. Esteves acha que somente o BTG pode disputar o certame pela compra do HSBC porque o sistema bancário brasileiro é concentrado. E ponto final. Só não diz concentrado em relação a quem? Confrontado com os Estados Unidos, o mercado brasileiro é super concentrado. Na comparação com a França, estamos mais ou menos ao par. Quando a referência é a Espanha, a correlação numérica de instituições bancárias é a mesma. Agora, se o parâmetro for a andia, o Brasil tem o dobro de bancos.  O argumento de André Esteves é casuísta e atende unicamente ao seu próprio interesse. A compra do HSBC permitiria a ele alavancar seus negócios, saindo de uma situação, digamos assim, desconfortável. Como é sabido, o banqueiro não tem sido exitoso em diversas das suas operações. O modelo para colocar o HSBC no bolso, Esteves conhece de cor. É uma derivada da fórmula vendida a Eike Batista para juntar a Vale com o Grupo X, desafogando este último em função do aumento da alavancagem. Sim, a palavra chave é esta: alavancagem. É em nome do abate desta presa que ele busca imobilizar a banca comercial mais bem equipada e situada no ranking do setor. Em vez de dizer solidez, Esteves esfaqueia com a palavra concentração. Espera-se que não seja mais um logro. Em tempos recentes, André Esteves ajudou a aumentar a concentração bancária com a compra do Banco Pan-Americano. Parceira no negócio, a Caixa Econômica deu mais uma engordada com o aperitivo. Ou seja: o manda-chuva do BTG diz uma coisa e faz outra. Apesar das semelhanças, contudo, ainda é muito cedo para dizer que André Esteves é um Eike II.

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29.04.15
ED. 5110

SwissLeaks

O senador Paulo Rocha, presidente da CPI do HSBC, até entende que o nº 1 do grupo no Brasil, André Brandão, não tem muito a dizer sobre os procedimentos do grupo lá fora. Mas está convicto de que Brandão pode e deve falar sobre a suposta prática do HSBC de orientar os clientes mais bem afortunados a abrir contas na Suíça, segundo informações colhidas pela CPI.

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24.04.15
ED. 5107

Receita Federal deixa CPI do HSBC a ver navios

O plenário a s moscas na sessão que marcou a abertura dos trabalhos já era um indicativo do que vinha pela frente. A julgar pelos fatos, a CPI do HSBC é um balão que vai custar a subir. Na última quarta-feira, a Comissão do Senado sofreu um duro golpe. A Receita Federal negou formalmente o pedido de informações sobre os 129 brasileiros com contas no HSBC da Suíça que tiveram seus nomes devassados pelo SwissLeaks. Este é um dos pontos fulcrais dos três ofícios, com data de 22 de abril, enviados pelo secretario da Receita Federal, Jorge Rachid, ao presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito, senador Paulo Rocha (PTPA). O Fisco recusou-se a informar se os contribuintes sob investigação da CPI declararam a existência das contas no exterior e os saldos dos respectivos depósitos bancários. Rachid apenas seguiu a letra fria da lei. Argumentou que o questionamento do Senado abrange informações de natureza econômica e financeira dos contribuintes protegidas por sigilo fiscal. Ou seja: se a CPI quer escarafunchar esses dados que trate de conseguir uma decisão judicial que permita a quebra do sigilo dos 129 correntistas do HSBC. Ontem a  tarde, o semblante dos componentes da CPI revelava que os senadores haviam acusado o golpe. Eles contavam, desde já, com os dados fiscais dos 129 brasileiros para avançar nas investigações – e, claro, bater tambor na mídia. Enquanto todas as atenções da Casa estavam voltadas ao embate entre Renan Calheiros e Eduardo Cunha por conta da votação do projeto de terceirização, Paulo Rocha procurava mobilizar a tropa. Houve várias reuniões ao longo do dia na tentativa de encontrar caminhos políticos e jurídicos para evitar o esvaziamento das investigações. Diferentemente de alguns senadores, a Receita Federal não parece disposta a fazer prejulgamentos e tampouco colocar o carro na frente dos bois. Em um dos ofícios encaminhados ao Senado, o secretário Jorge Rachid informou que o órgão ainda não instaurou qualquer processo administrativo fiscal contra os contribuintes citados. A justificativa é didática e só reforça a ideia de que a CPI vai ter muito trabalho para avançar. A Receita disse, com todas as letras, que “considera ilícita a utilização das informações vazadas na mídia”, uma referência a  publicação em doses homeopáticas dos brasileiros que, supostamente, mantêm contas irregulares no HSBC da Suíça. O Fisco só tomará qualquer medida administrativa quando receber informações oficiais da Receita francesa, que investiga as denúncias de evasão de divisas e sonegação de impostos e tem fechado acordos com outros países para o compartilhamento dos dados apurados.

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22.04.15
ED. 5105

Citi e HSBC encenam a volta dos que não foram

Será a oportunidade pela qual o Citi tanto esperou ou uma piada de salão? A provável saída do HSBC do Brasil, tratada pela mídia internacional como fato consumado, põe sobre a mesa a possibilidade de o banco norte-americano sair do seu longevo estado de prostração, chacoalhar sua operação no país e, mais do que isso, justificar a sua permanência por estas bandas. A aquisição dos ativos do grupo inglês no país representaria a ressurreição do Citi no Brasil, recolocando-o numa posição que há tempos o banco não ocupa. É bem verdade que, por ora, a negociação é vista pelo andar de cima da banca nacional como uma hipótese que beira o surrealismo, algo como um conto de Gabriel Garcia Marquez num quadro de Salvador Dalí. Desprestígio gera desprestígio. Entre os grandes grupos financeiros internacionais presentes no Brasil, não há ninguém que seja visto por seus pares com tamanho descrédito e até mesmo uma boa dose de indiferença quanto a dupla anglo-americana. Há quem diga até que uma eventual venda das operações do HSBC no país para o Citi seria um negócio feito de zumbi para zumbi. Que seja, mas piorar, porém, é para lá de difícil. HSBC e Citi figuram entre os 12 maiores conglomerados financeiros do planeta, somando mais de US$ 4,4 trilhões em ativos. No mundo, portanto, qualquer negociação entre estes dois colossos seria tratada como uma final de Champions League. No Brasil, contudo, ambos são vistos como times de segunda divisão. O Citi, que um dia chegou a ter uma razoável presença no varejo bancário nacional, definha lentamente em praça pública. O banco, que lá fora nunca dorme, por aqui hiberna e perde importância relativa ano após ano. No início do século, os norte-americanos respondiam por 1,7% do total de ativos bancários no Brasil. Hoje, o tamanho da sua fatia não passa de 0,8% do bolo. Por sua vez, o HSBC também reúne uma série de insuficiências – não obstante ter o triplo do tamanho do Citi no país. Enquanto seus congêneres nadam de braçada e colhem lucros cada vez mais expressivos, os ingleses conseguiram a proeza de registrar um prejuízo de R$ 549 milhões no Brasil em 2014. Por essas e outras, hoje a imagem do HSBC no país é a de um banco pequeno, quase provinciano, o que, aliás, se reflete no baixo interesse da concorrência pelos seus ativos no mercado brasileiro. Apesar de todos os pesares, contra um e contra outro, quando o Citi terá uma chance como esta para alavancar sua posição no ranking bancário nacional? Com a aquisição do HSBC Brasil, os norte-americanos saltariam da marca de R$ 60 bilhões para quase R$ 230 bilhões em ativos no país. Significa dizer que a operação permitiria ao Citi ultrapassar, em um só sprint, Votorantim, Safra e BTG, consolidandose como o quarto maior banco privado do Brasil – atrás apenas de Itaú, Bradesco e Santander. Ao Citigroup o que não falta é capital para uma investida como essa. Até porque o eventual leilão pelos ativos do HSBC no país promete ser bem murcho. Além do mais, a operação teria um valor simbólico intangível, ao recolocar o Citi no game no maior mercado da América Latina. Se os norteamericanos não tomarem esse bonde que passa a  sua frente, aí o melhor mesmo seria imitar o HSBC e pegar o primeiro voo de volta para casa.

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31.03.15
ED. 5091

Poucos metros separam o Safra do HSBC

Só a título de ilustração: a sede do Banco Safra em Mônaco fica ao lado do suntuoso Hotel Café de Paris de Monte Carlo, bem em frente ao badalado cassino. Um bocadinho que seja daquelas fortunas depositadas no Safra devem sair de lá direto para girar nas roletas ou evaporar nas mesas de bacará. A sua direita, descendo uns 200 metros de ladeira fica o HSBC de Mônaco. Segundo informações obtidas por um correntista internacional, o Safra está sugando os clientes do HSBC, principalmente brasileiros. A instituição lavadora de dinheiro tupiniquim que alugou as páginas da mídia elevou a s alturas as taxas de administração de “pequenas fortunas” – leia-se US$ 2 milhões a US$ 3 milhões. Por esta razão, muitas contas mais “modestas” foram fechadas. Mas o HSBC que nos perdoe! Respira-se Safra no Principado. Não é preciso dizer o perfil do seu cliente. Ele é fiel e atravessa em média três vezes por ano o corredor bucólico, coberto de plantas que leva a  fortaleza dos Safra. Se você quiser esquecê-los, cuidado para o lado que vira. Se for a  direita, a uns setecentos metros do HSBC, de frente para Marina, está incrustado o prédio em cujo apartamento foi vitimado Edmond, o Safra manda-chuva – Joseph e Moses eram “Safrinhas”. A debandada para o banco de Joseph enseja um possível risco de “SafraLeaks”. Que seja, pois depois de tanto rolo nos últimos anos o banco deve estar cuidadosíssimo. Do jeito que anda, o êxodo do ervanário caminha em sua direção, apesar da concorrência de uns bancos badalados, tais como o Jules Bere e o Union Bancaire Privé. Nessas circunstâncias, não parece haver outro conselho: “Ei, você aí, que tem US$ 5 milhões e quer esse dinheiro bem distante e na moita, não tenha dúvida: vem para o Safra você também!”

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25.02.15
ED. 5067

Até onde é possível envernizar a imagem do HSBC no Brasil?

O HSBC já sente o fantasma da consolidação bancária bufando na nuca a  sua revelia. Mas, dessa vez, pelo menos dessa vez, não pretende deixar como está para ver como é que fica. O pequeno polegar da banca estrangeira no Brasil – o Citi é o dedo mindinho – vai reagir na base da pancada publicitária. Uma fonte do RR informou que o mandarinato do HSBC está debruçado sobre os numerários disponíveis para colocar no ar algo com a intensidade da campanha da “superação” feita pela Petrobras. A ideia força da publicidade, obviamente, seria outra. A preocupação maior do HSBC não é com a sova que vem levando no varejo bancário, razão tangível dos seus prejuízos em um momento em que a banca de um modo geral realiza gordos lucros. O HSBC teme a eventual mancha que a profusão de suas contas bancárias inconfessáveis possa produzir sobre sua imagem. O “SwissLeaks”, que traz a reboque a possível devassa de mais de cem mil contas movimentadas ilegalmente no HSBC da Suíça entre 1998 e 2007, ameaça jogar por terra a garantia de sigilo da instituição. Que ativo maior um banco pode ter se não a confiança de seus clientes? Se a Receita Federal e o Coaf conseguirem esticar a mão e alcançar os supostos 8.867 correntistas brasileiras, entre pessoas físicas e jurídicas, envolvidos no esquema, a imagem da instituição no país pode descer o ralo de vez. Caso seja fixada a mensagem de que o HSBC é o banco da contravenção, operações como a do consignado, cuja timidez contribuiu para borrar o seu balanço, serão o menor dos problemas do banco. O HSBC tem a tradição de ser sólido como uma rocha. No Brasil, contudo, o calcário dessa pedra vem erodindo. Os gastos com publicidade são baixos, o investimento em capital humano, diminuto, e as verbas com expansão, muito aquém da concorrência. O HSBC Brasil acaba de anunciar que, no ano passado, teve perdas, antes de impostos, de US$ 247 milhões, o pior desempenho do grupo em toda a América Latina. O prejuízo estava mais do que cantado pela sequência de números cadentes ano após ano. Em 2012, a instituição teve um lucro de R$ 1,3 bilhão. No ano seguinte, a última linha caiu para R$ 411 milhões. O pior estava reservado para 2014. Aliás, terá sido mesmo o pior? Se não meter a mão no bolso e acertar na mensagem da publicidade institucional, o HSBC pode procurar seu lugarzinho na prateleira de venda. “O banco dos meliantes” é um epíteto forte demais até para esse potentado sino-britânico.

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