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09.03.17
ED. 5574

Quibe cru

O Habib ́s vive uma grave crise na área de comunicação. Nas redes sociais pululam ataques à empresa e convocações de boicote depois que um jovem de 13 anos foi assassinado em um restaurante da rede em São Paulo. Intramuros, o próprio controlador do Habib ́s, Alberto Saraiva, tem criticado a demora da companhia em se manifestar sobre o crime. Procurada, a empresa diz que os funcionários envolvidos estão afastados.

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15.03.16
ED. 5327

Golpe publicitário

 Os líderes do movimento “Vem pra Rua” ficaram com a sensação de que o Habib´s criou o “marketing de emboscada cívico”. Os milhares de folders distribuídos pela rede de fast food nas manifestações de domingo exageraram nos elogios à qualidade e aos preços de seus produtos. Só faltou dar o número do delivery.

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Das salas de aula para os balcões de padaria, e destes para as prateleiras de biscoito e as bandejas de esfihas pode ser apenas um passo. A parceria entre Jorge Paulo Lemann e Abilio Diniz está somente esquentando os motores. Os dois maiores empreendedores da área de consumo do país pretendem transformar negócios e setores aparentemente prosaicos em mega operações. As palavras-chave são escala e marca. Esse é o perfil das aquisições estudadas. Quem pensou em nomes como Piraquê e Habib’s não estará de todo errado. Aliás, não estará nada errado. As duas empresas atiçam o apetite de Lemann e Abilio. São brands conhecidos – começar do zero não é do estilo nem de um nem de outro –, estão em todas as esquinas e vendem milhões e milhões de unidades. A fabricante de biscoitos fatura R$ 800 milhões por ano e está presente em mais de 60 mil pontos de venda só no estado do Rio. O Habib’s, por sua vez, reúne quase 400 restaurantes e soma uma receita de R$ 1 bilhão. As duas companhias têm ainda outro ponto em comum que as transforma em potenciais presas: não foram abduzidas pelo processo de consolidação em seus respectivos mercados. Ambas ainda estão nas mãos de seus fundadores, leia-se a família Colombo (Piraquê) e Alberto Saraiva (Habib’s). Jorge Paulo Lemann e Abilio Diniz são empresários da mesma espécie. Passam ao largo da área de concessões, da infraestrutura, da indústria pesada e, sobretudo, de negócios que tenham qualquer tipo de imbricamento com o setor público. Os dois nasceram também para consolidar. Assim será nos novos mercados em que ingressarão, na recém-descoberta área de panificação, com a compra da rede de padarias Benjamin Abrahão, ou no segmento de ensino. Os investimentos comuns neste setor devem ser creditados a Ana Maria Diniz, que deu os primeiros passos da associação – Lemann e seu sócio Beto Sicupira têm especial empatia pela filha de Abilio, que há anos milita na área de educação. Boa parte do ervanário está reservada exatamente para este mercado: os dois empresários pretendem avançar na compra de instituições de ensino médio e transformá-las em academias de excelência. Guardadas as devidas proporções, Abilio poderá se tornar uma espécie de Warren Buffett em versão doméstica, acompanhando Lemann em diversos negócios no país. Não poderia haver momento mais propício para o encontro entre estes dois potentados. Ambos sabem que o Brasil está barato e o que não falta na prateleira são ativos depreciados, ambiência sob medida para uma dupla tão líquida como essa – só na Península Abilio tem mais de R$ 10 bilhões. Consultada sobre novas aquisições, a Península limita-se a dizer que comprou a Benjamin Abrahão para expandir suas operações. Já a 3G, de Lemann, não se pronunciou. Lemann e Abilio enxergam também uma oportunidade de ouro para consolidar uma posição de liderança entre o empresariado nacional. A hora sorri para esta combinação entre a frieza de um e a vaidade de outro. Os investimentos da dupla seriam acompanhados de um discurso motivacional, elevado ao nível do marketing cívico corporativo. Lemann conhece bem do assunto, pois usou a receita com a Ambev. Seria uma sonora demonstração de confiança no Brasil no momento em que a maior parte dos empreendedores está reclusa. Ou seja: além do impacto econômico, tal injeção de ânimo teria também um bônus psicossocial.

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