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Guilherme Leal

30.10.17
ED. 5735

Natura e Marina Silva já não dividem a mesma rede

A relação entre Marina Silva e o empresário Guilherme Leal seu companheiro de chapa em 2010, está se esgarçando. Segundo fonte próxima a Leal, há um gradual distanciamento entre ambos. Diferentemente dos últimos dois pleitos, o fundador da Natura não pretende se engajar na campanha de Marina à Presidência da República. O afastamento é atribuído ao temperamento cada vez mais difícil da candidata e, sobretudo, a sua postura quase asséptica em relação à grave crise política.

Leal acha que a figura de Marina está se esmaecendo. O dono da Natura é hoje um homem ressabiado com os traiçoeiros labirintos da política. No ano passado, foi acusado pelo empreiteiro Leo Pinheiro, da OAS, de ter pedido contribuição, por fora, para a campanha de Marina à Presidência em 2010.

O empresário nega o fato com toda a veemência, mas a ditadura do Google não perdoa ninguém: há mais de 45 mil menções que associam o nome de Guilherme Leal ao termo “Caixa 2”, boa parte deles com citação também à própria Natura. Caso Guilherme Leal se afaste de sua campanha, Marina Silva perderá um de seus dois pilares junto ao empresariado. O outro é Neca Setubal, herdeira do Itaú e talvez maior avalista do nome de Marina junto à burguesia.

Por sinal, a postura do fundador da Natura já se reflete no RAPS (Rede de Ação Política pela Sustentabilidade), do qual a própria Neca é vice-presidente. O grupo criado e comandado por Leal já não mais orbita em torno de Marina e do seu partido – o quase homônimo Rede Sustentabilidade. Para todos os efeitos, o RAPS quer se consolidar como um think tank pluripartidário – um de seus propósitos é eleger parlamentares de diferentes siglas para formar uma espécie de “bancada da sustentabilidade”.

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