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21.10.19

João Doria equilibra-se entre o público e o privado

Notório workaholic, João Doria quer abraçar o mundo. Mesmo no Palácio dos Bandeirantes, no comando do maior PIB do Brasil, não consegue se desvencilhar de todo de seus negócios pessoais. Ainda que, formalmente, não ocupe mais qualquer cargo no Grupo Lide, o governador mantém uma relação de sístoles e diástoles com a empresa, que não dispensa seus aconselhamentos, sua visão estratégica e sua reconhecida capacidade de unir pontos. Um exemplo do zelo que o criador tem pela criatura: um importante empresário relatou ao RR ter recebido, recentemente, um telefonema do governador que, lá pelas tantas, pediu sutilmente ao interlocutor que prestigiasse um evento do Lide.

Talvez seja responsabilidade demais sobre os ombros do jovem João Doria Neto, filho do governador. Hoje com 25 anos, o rebento se viu obrigado a assumir o controle acionário do Grupo em 2016, quando o pai foi eleito prefeito de São Paulo. Doria deixou o “príncipe regente” sob a tutela do ex-ministro Luiz Fernando Furlan, chairman do Lide. Ainda assim, o próprio Furlan presta contas rotineiramente a Doria. A agenda de João Doria mostra a sua dificuldade de se manter longe das suas empresas. Em 5 de abril, acolchoado pela presença de outros governadores, participou de um evento do Grupo Lide, em Campos do Jordão, sobre segurança e capitalização dos estados. BTG, CSN e Volkswagen, entre outras, estampavam suas logomarcas pelo ambiente.

Em 15 de maio, com o secretário Henrique Meirelles a tiracolo, Doria foi uma das estrelas do Lide Brazilian Investment Forum, em Nova York, sob os auspícios de grandes grupos empresariais, como Caoa e Cosan. Em 12 de agosto, lá estava o governador nos salões do Grand Hyatt, em São Paulo, dedicando tempo e energia ao seu empreendimento. Na ocasião, prestigiou almoço-debate entre o presidente do STF, Dias Toffoli, e empresários promovido pelo Lide.

Tudo com o devido apoio da XP Investimentos, Grupo Jereissati e Usiminas, entre outros. A dificuldade de João Doria em cortar o cordão umbilical com o grupo que fundou é tamanha, que, quando ele não está presente, é possível ver seu lugar-tenente, o vice-governador Rodrigo Garcia, nos convescotes do Lide. A partir desta semana, por exemplo, Garcia integrará a comitiva do Lide Business Trip China. Até o dia 28 de outubro, um carrossel de interesses públicos e privados rodará pelas cidades de Pequim, Xangai e Hangzhou. Compulsivo, como só ele, certamente Doria acompanhará tudo a distância, nos seus menores detalhes.

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12.09.19

Octógono

Anfitrião de Ricardo Salles em almoço promovido pelo Grupo Lide, na última segunda-feira, o ex-ministro Luiz Fernando Furlan não resistiu a um chiste com as iniciais do Ministério do Meio Ambiente: “A sua Pasta é mesmo um MMA. É luta o tempo todo…”, referindo-se ao ultimate fighting em torno da Amazônia

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08.04.19

O diplomata

A participação do presidente do Conselho do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, no Seminário do Grupo Lide foi considerada uma aula de détente. Amenizou o clima de disputa ideológica e suavizou as discordâncias. Tudo com bom humor. Um dos técnicos da equipe de Paulo Guedes chegou a falar que Trabuco seria um enorme reforço para as negociações da Previdência no Congresso. Tá bom… Sonhar não custa, né?

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03.02.19

IPO do Grupo Lide mede o valuation de Doria

O empresário João Doria Neto, filho e preposto do governador João Doria à frente do Grupo Lide, pretende fazer uma oferta primária de ações relâmpago neste ano. O mote para a captação seria o projeto “Lide Turismo”, com potencial de mais do que dobrar o faturamento de R$ 349 milhões da agência de relacionamentos. Segundo a fonte do RR, o “Lide Turismo” seria uma versão luxuosa dos bons e velhos cruzeiros com Roberto Carlos.

Só que em vez de assistir aos shows enferrujados de Roberto, os tripulantes iriam al mare para conhecer autoridades e outros empresários. Procurado, o Grupo Lide negou o projeto. Mas, de acordo com a mesma fonte, a montagem do negócio estaria sob o comando de Luiz Furlan, ex-ministro da Indústria e Comércio e atual presidente do Conselho Deliberativo do grupo. Depois de um recuo em 2017, com a queda de participantes e apoio institucional, o faturamento do Lide voltou a subir firme no ano passado, com 99 novos inscritos.

O Lide é a empresa de network disparadamente mais forte do país, com um mailing de 1.810 participantes valiosos em qualquer círculo de relacionamento. Caberá a Furlan, juntamente com o novo sócio controlador, João Doria Neto, filho do governador de São Paulo, realizar o underwriting. Há gulosos que estimam que o IPO levante recursos na casa de R$ 1 bilhão. Outros caçoam que somente a adesão dos afiliados permitirá fechar o bilhão ao preço de R$ 5,5 milhões por cabeça.

Baratinho para o cacife dos participantes. Não custa lembrar que a CEF é sócia da agremiação. O segredo da abertura de capital está em seu valuation, aliás na contabilidade do principal ativo intangível, por ora sentado na cadeira de governador. Quanto vale a presença de João Doria nas animações do seu circo do prestígio e da fortuna? O governador, conforme suas sinalizações, não volta tão cedo. Quem tocará a empresa, portanto, será Furlan e Doria Neto. A mesma pergunta cabe em outro contexto, com importância duplicada: quanto vale para o negócio um controlador do Lide presidente da República?

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04.10.17

Uma tarde em Florença

João Doria levou um “não” de Michel Temer. O presidente recusou convite do Grupo Lide para participar do Meeting Internacional, que será realizado no fim do mês, no Paraguai. Doria não é sujeito de ouvir conselhos, mas já lhe sopraram ao ouvido que, na atual circunstância, o convite a Geraldo Alckmin seria um ato de fina política: uma tribuna besuntada de graxa que só serviria para prestigiar o anfitrião e adversário. Em 2015, aliás, Alckmin foi ao Meeting; em 2016, também. Eram outros tempos. Hoje, se pescar o real espírito do chamamento, passa longe desse alçapão.

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12.09.17

Tucanos que não se bicam

O senador Antonio Anastasia fará as honras da casa e será o anfitrião de Geraldo Alckmin, que terá uma série de encontros políticos em Belo Horizonte na próxima segunda-feira. Ainda não está decidido se Aécio Neves participará dos eventos. No íntimo, Alckmin espera que não.


Por falar em Alckmin, ele e João Doria têm se empenhado no teatro da pacificação. O almoço do Grupo Lide ontem em São Paulo, com a presença de FHC, foi o terceiro evento público em que ambos estiveram juntos em quatro dias.

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21/01/21 10:48h

Como Doria fez fortuna aproximando empresários a políticos com influência ⋆ Blogueiros do Brasil

disse:

[…] Por falar em Alckmin, ele e João Doria têm se empenhado no teatro da pacificação. O almoço do Grupo Lide ontem em São Paulo, com a presença de FHC, foi o terceiro evento público em que ambos estiveram juntos em quatro dias“. – FONTE […]

10.09.17

Diário da ex-presidência

João Doria está todo prosa com a presença de FHC no almoço que será organizado pelo Grupo Lide, hoje, no Grand Hyatt, em São Paulo. Entre conversas com aliados durante o fim de semana, chegou a dizer que se tratava de um sinal de apoio do ex-presidente.


Pois bem… Segundo o RR apurou, FHC está cobrando cerca de R$ 200 mil pela palestra que fará a empresários. A Fundação FHC confirmou a presença do ex-presidente no evento e a cobrança do cachê, sem entrar em detalhes quanto ao valor.


Aliás, enquanto o mundo caía em Brasília, com as novas gravações da JBS, FHC curtia a semana em Trancoso.

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08.09.17

A crise é para todos

A crise não poupa sequer os negócios de João Doria. Que o diga o Grupo Lide. Até o momento, a receita de patrocínios do 22º Meeting Internacional, previsto para outubro, estaria no menor patamar dos últimos cinco anos. Consta, inclusive, que a ideia era realizar o evento em Bogotá. Mas, por questões orçamentárias, o convescote será em Assunção. Consultado, o Lide afirmou que não divulga informações financeiras. Sobre o local, disse ter recebido o convite do governo do Paraguai.

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21.06.17

Gilmar Mendes não poupa nem a Globo

Ainda que em petit comité, o ministro Gilmar Mendes decidiu abrir suas baterias contra o Grupo Globo. Durante conversa com empresários em evento do Grupo Lide, realizado na última segunda-feira em Recife, Gilmar estendeu suas tradicionais críticas à imprensa ao conglomerado líder do setor das comunicações, conforme informou ao RR um dos presentes. Segundo ele, “a Globo só faz o que faz porque nós estamos lá atrás, na última instância, para garantir a liberdade de imprensa; para ela dizer tudo o que quer dizer, pressionar quem bem entende”. Gilmar disse que “eles” – os irmãos Marinhos, controladores do Grupo – somam muitos méritos, mas, no momento, têm mais “deméritos”. O ministro afirma que “eles” têm praticado excessos no jornalismo, “uma verdadeira opressão”. Pode ser. Mas, se Gilmar for essa fera toda que intimida a Nação, poderia repetir seus pontos de vista sobre a família Marinho em entrevista à Globo, de preferência televisiva.

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14.03.17

Com João Doria, é tudo às claras

O prefeito de São Paulo, João Doria, criou um hedge para “lava jatos e jatinhos”: a transparência do conflito de interesses. Doria estimula a doação das empresas à Prefeitura, a despeito das relações tortuosas entre o público e o privado, e mostra tudo a todos. Tampouco se abala com a superposição de eventual publicidade das companhias doadoras nos eventos da sua empresa, o Grupo Lide. O argumento é que elas – ou pelo menos grande parte – já contribuíam para o Lide antes mesmo dele assumir o cargo de prefeito. Para todos os efeitos, Doria é rico, financiou sua campanha eleitoral com recursos próprios e não precisa daquilo. Ele criou o híbrido perfeito de promiscuidade pública com filantropia empresarial. A fórmula está disponível aos atuais e futuros alcaides milionários do Brasil.

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